Oi pessoal tudo bem começa agora mais um futuro toks o programa em que eu recebo as pessoas que pensam trabalham e fazem a saúde no nosso país eu sou Natália cinali jornalista especializada em saúde e fundadora do futuro da saúde Hoje a gente vai falar aqui sobre os avanços da transformação digital do nosso sistema único de saúde o SUS e também sobre o que que a gente pode esperar da Saúde digital em 2025 vamos falar de interoperabilidade de prontuários eletrônicos de maturidade digital vários outros os temas que estão dentro dessa pauta antes de apresentar a
minha convidada Eu tenho dois recados O primeiro é que esse to está sendo gravado de forma excepcional de forma online o segundo Recado já é para deixar o convite aqui para vocês se inscreverem no nosso canal e ativarem o lembrete pros próximos vídeos o futuro tox tem apoio do grupo Fleuri e também da farmacêutica Rocha bom agora a gente vai falar do currículo da minha convidada de hoje ela é professora titular do departamento de ortodontia e Odonto Pediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo lá ela coordenou o núcleo de telesaúde e de
teleodontologia já ocupou cargos no Ministério da Educação e da Saúde na saúde de 2005 a 2012 coordenou a implementação de iniciativas como o programa de reorientação da formação profissional em saúde e telesaúde Brasil redes desde o início de 2023 foi nomeada pela ministra Anísia Trindade para comandar a secretaria de de saúde digital eu queria dar as boas-vindas à secretária Ana Estela Dad seja muito bem-vinda secretária uma honra enorme ter você aqui Natália muito obrigada é uma grande um grande prazer tá com você também e aqui nesse canal do futuro da saúde que tem sempre levado
informação de qualidade aos seus eh aos seus expectadores muito bom muito bom [Música] eu já quero começar e aqui para otimizar o nosso tempo porque eu tenho muitas perguntas para para fazer em relação ao que tem acontecido né à frente da Secretaria de Saúde digital mas eu queria esse olhar para 2025 a gente tem acompanhado a rnd o diagnóstico da rede de atendimento da maturidade digital dos Municípios a gente tem visto esse olhar para interoperabilidade o meu SUS digital tudo isso eu acho que a gente vai conseguir aprofundar isso na conversa mas para começar a
gente tá eh a gente vai veicular esse programa agora em 2025 então eu quero seu olhar para onde que vai a saúde digital olhando pro SUS em 2025 secretária olha 2025 é um terceiro ano de Mandato né então ele é um ano muito importante estratégico ele é um ano de das entregas eh se tornarem mais visíveis e concretas né os dois primeiros anos foram anos de muito trabalho e um trabalho primeiro de Diagnóstico interno estruturante depois um diagnóstico que é de reorganização de eh de trabalhar algumas eh normas diretrizes regulamentação de combinar com os parceiros
porque a saúde ela ela o no SUS ela é tripartite Ela é eh desenvolvida sempre numa parceria entre o governo federal e os entes Federados estaduais municipais então tem todo um processo de pactuação eh e e e nós tivemos processos indutores importantes ao longo de 2024 nós caminhamos muito em 2024 então a gente acredita que 2025 é um ano de concretização de entrega se tornarem mais visíveis principalmente pro cidadão pra cidadã e e e isso enfim eh representar melhorias né na qualidade no acesso à saúde e secretária quando você fala dessas entregas para 2025 Eu
imagino que tem muita coisa eu sei que tem muita coisa correndo no paralelo mas dá para eleger uma assim que é que tem talvez a maior expectativa da gente começar a ver ela eh ter essa esse impacto ali em 2025 pro cidadão chegando de verdade na ponta porque eu sei que esse bastidor foi importante também sim eu acho que pro cidadão a nossa grande entrega eh dessa Secretaria de informação e saúde digital é o meu SUS digital é o o Super App do SUS né a porta de entrada digital eh pro cidadão nós de 2023
para 2024 a gente já trouxe 30 novas funcionalidades que não estavam presentes anteriormente que não existiam né Eh mas a gente agora eh isso vai vai se ampliar né E vai se ampliar numa lógica mais eh perceptível porque algumas entregas eh Elas têm um valor de uso maior pro cidadão né que as que vão começar a acontecer em 2025 que quando a gente olha pro meu suo digital pelo menos do ponto de vista do cidadão acho que o grande Marco Foi em relação às vacinas né de você ter ali eh dentro do do aplicativo o
conhecimento se você tomou ou não determinada vacina mas existe um sonho né quando você fala de Eh vamos ter acesso à nossa saúde dentro de um aplicativo eh sem a necessidade de ter essa integração com papel e e você vai saber tudo que vai acontecer com com você dentro daquele aplicativo a gente tá indo para esse lugar de por exemplo ter exames eh o o relatório do médico eh eh Quais são as prescrições é mais ou menos isso eu tô tentando tangibilizar aqui PR Pra audiência secretária é alguma coisa é certamente o que já é
mais conhecido de maneira mais Ampla eh começou com os certificados de vacinação e exames laboratoriais da covid né na covid Então até 2022 era isso que se tinha não era ainda o meu SUS digital tanto é que é o o ele foi todo reformulado não apenas o nome né o meus digital o Marco dele é 2023 né então nós começamos a partir do que se tinha que era o certificado e exames laboratoriais da covid covid mipox né e de lá para cá hoje nós temos em termos da vacinação O Legado dos últimos 50 anos o
que tava registrado em Sistemas eletrônicos já está também no meu SUS digital Então hoje a gente tem uma boa parte da adeta de saúde eh digital agora aquilo que tava em papel aí o cidadão precisa levar na unidade básica de saúde para ser eh registrado no sistema e tá espelhado no meu SUS digital mas a gente já tem um outro uma outra funcionalidade ativa que não é universal porque ela aparece para para os cidadãos e cidadãs que utilizam as unidades básicas de saúde onde tem prontuário eletrônico né então eh é o registro de atendimento Clínico
Então hoje o cidadão que já é atendido numa unidade básica de saúde depois desse atendimento eh fica registrado no meu suso digital a data que ele foi atendido Qual foi o atendimento que ele recebeu né então tem algumas informações básicas sobre esse atendimento Clínico então isso já tá disponível tá eh em alguns em um estado né tá a gente tá preparando para que isso aconteça com outros estados mas no estado da Bahia né ela a Bahia foi pioneira eh na integração de dados entre atenção especializada e atenção primária como eles adotaram eh de forma Pioneira
o prontuário do ag o Agu que é um um dos prontuários eletrônicos que a gente tá recomendando que é da rede ebser a gente tem uma parceria com a ebser e com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre porque nós temos duas versões o agx e o agus mas são dois prontuários eletrônicos que tem uma raiz comum e é um prontuário hospitalar que já tem mais de quase 20 anos de desenvolvimento ele é open source ele é código de fonte aberto Então e e é gratuito então eh a economia pro SUS que representa em relação
a a um um pontuário proprietário é muito grande né E ao mesmo tempo a gente para criar sustentabilidade tá desenvolvendo as comunidades eh comunidade de desenvolvimento então a contrapartida dos da Secretaria Estadual ou hospitais que queiram adotar esses prontuários é ter uma equipe de ti participando da comunidade de desenvolvimento para que faça as adaptações pro seu uso e também contribua com o avanço do do prontuário tornando ele sustentável Mas ele já tem vários módulos ele é bastante maduro então a Bahia adotou o aguzzi e o aguzzi ele já está interoperável ele já foi internalizado pelo
datasus e ele tá interoperável com a rede nacional de dados em saúde com isso como a Secretaria Estadual todos os seus hospitais adotaram esse esse prontuário implementaram esse prontuário nós conseguimos pela primeira vez integrar os dados da atenção especializada com atenção primária o que que isso significa que por exemplo vou tá um exemplo uma gestante né ela foi lá na unidade básica de saúde em em Vitória da Conquista no interior da Bahia e fez todo o seu pré-natal fez as o nove consultas de pré-natal tomou as vitaminas que deveria tomar eh foram registrados no no
prontuário dela eh todas as as ocorrências eh do período de estacional né Isso significa que bom aí ela vai dar luz ela entrou deu a entrada no hospital para dar luz e esse hospital usa o ag Uzi que é esse prontuário então ele vai abrir o prontuário e através da plataforma SUS digital ele vai conseguir acessar os dados clínicos desses nove dessas nove consultas de pré-natal então ela vai ter um atendimento mais seguro né e e e com continuidade não importa onde ela for e e quem vai atendê-la vai ter esse histórico Clínico que é
o que a gente chama continuidade do Cuidado então é isso que a gente tá entregando é o veículo de entrega é o meu SUS digital é o aplicativo mas por trás do que o aplicativo tá oferecendo tem muita coisa construída no Espaço Real dos serviços de saúde e nas ações estruturantes que o ministério da saúde vem desenvolvendo como a rede nacional de dados em saúde que é a nossa plataforma de interoperabilidade que garante que isso se torne possível para que a gente possa alcançar num país Continental como o Brasil num sistema de Saúde Público de
acesso Universal Como é o SUS que é quase um milagre que isso possa acontecer Olha secretária só de te ouvir eu já começo a pensar em várias perguntas para fazer em paralelo de todo esse bastidor e dessa construção mas eu acho que a primeira que me vem à mente é quando você traz primeiro o estado da Bahia que conseguiu fazer essa articulação E aí me vem a mente o todo o mapeamento que vocês fizeram em termos de A maturidade digital dos Municípios e o quanto que eles estão integrados ou não rnd DS eu tenho aqui
inclusive dentro desse desse diagnóstico né houve uma conclusão acho que mostra que apenas 21 macrorregiões ou 19% afirmaram estar totalmente Integradas a rnds eu conecto com o que você trouxe desse ponto de vista do Brasil de dimensões continentais e do quanto que às vezes algumas algumas regiões estão mais maduras do que outras E aí a minha pergunta é eh qual que é a dificuldade eh de acelerar isso para que que todas as regiões consigam né ter um histórico como esse que você trouxe da Bahia nós estamos acelerando e muito né Eh hoje de manhã Eh
eu participei do que a gente chama Câmara técnica do conas que é o conselho eh nacional dos secretários Estaduais de saúde a câmara técnica de informação e saúde digital que aliás até a câmara técnica mudou o nome para acompanhar eh o o escopo criado pelo Ministério da saúde pela ministra Nísia dessa secretaria porque antes essas coisas estavam um pouco separadas né E E então isso já é já houve um movimento de de agregação né e as áreas das secretarias estaduais muitas passaram a espelhar cdig a secretaria de informação saúde digital criando seus departamentos e suas
áreas de maneira estratégica e não mais só operacional como era antes né então Nós criamos H uma espécie de eh de Framework de de moldura assim Digamos um mapa conceitual com quatro principais dimensões eh e já estamos trabalhando de maneira nós começamos com oito estados Piloto para um movimento que a gente chama de federalização da rede nacional de dados em saúde né então esse movimento é uma era uma demanda antiga dos secretarias estaduais que era poderem receber e consumir os dados que que são descarregados na NS no seu recorte deada estado tá então a Bahia
foi um estado que comeou primeiro depois veio Goiás Piau e eh a gente tá com oito estados que estão trabalhando juntos ao longo de um ano eles trabalharam nós fizemos oficinas em cada um desses estados de tal forma que os estados mais avançados foram servindo de referência e Norte pros demais e hoje nós vimos a apresentação desses oito estados aonde cada um já chegou e é muito bonito muito impressionante de ver né todos apropriados do processo e o trabalho que tá acontecendo em rede então alguns desses estados estão construindo as suas redes então a a
Reds é a rede da Bahia rede estadual de dados em Saúde Santa Catarina criou a rede Catarinense de dados em saúde Inter ável com a rede nacional de dados em saúde Então esse movimento de um amadurecimento acelerado já está acontecendo no âmbito do programa SUS digital não só pelos Recursos que a gente injetou esse ano da ordem de 464 milhões das normativas que nós eh estabelecemos das deles fazerem o diagnóstico situacional aplicarem o índice Nacional de maturidade para saúde digital e depois agora tão elaborando os planos de ação e até vem a perguntar Ah mas
a gente pode incluir esse movimento da federalização no plano de ação e a gente diz Claro que sim isso é parte do movimento de transformação digital que vocês estão fazendo e tudo que é transformação digital deve estar no plano de ação né então e esse movimento hoje nesse encontro que nós fizemos com essa apresentação estavam as as áreas de ti dos 27 estados então isso tudo já está servindo de referência para todos então esse acess essa aceleração que você pergunta ela tá acontecendo e e secretária é a primeira vez que a gente tem de fato
um orçamento dedicado pra saúde digital não é isso faz diferença nesse movimento de aceleração exatamente faz toda a diferença né claro que se eu tivesse só o recurso e não tivesse um plano de nada adiantaria mas tendo recurso e tendo Principalmente um plano de ação uma regulação uma regulamentação que caminha numa direção de processo indut cório aí sim o resultado vem né porque eh já existe uma percepção e e aliás uma grande expectativa em todo o país pela transformação digital é assim aquilo que todo mundo quer você pergunta todo mundo quer né mas quer como
de que jeito né então Eh hoje há uma preocupação deles quando recebem o recurso de ter também não é só o recurso mas é a orientação nós temos uma equipe de apoiadores que vão aos Estados eh em contato conosco o tempo todo para orientar o processo também além do trabalho que a gente faz em interação com conas e com conasems que representam os as secretarias de saúde de estados e municípios e hoje eh secretária onde que você enxerga os principais desafios porque eu entendo que há o recurso há o plano que tá desenhado há o
interesse né como você bem disse eh todo mundo quer a transformação digital não se fala de Outra coisa quando você olha pro setor de saúde e se enxerga os benefícios disso ao mesmo tempo eu entendo também que não é só fácil né não é só simplesmente temos o plano e temos o recurso eu queria que você Contasse um pouco dos Desafios Talvez para para implementar isso e para talvez acelerar isso de uma forma mais rápida né e e talvez ter ter essa adesão enfim queria te ouvir um sobre sobre as dif também olha o desafio
é de várias naturezas são vários desafios e e são são camadas de desafios né Tem alguns desafios ainda por exemplo de infraestrutura e rede eh quando a gente vai para regiões mais remotas do país a região eh Norte eh parte do Nordeste ainda tem desafios até de conectividade que a gente vem enfrentando hoje de uma maneira muito melhor até do que quando a gente começou a tel saúde em 2006 Ali era um grande desafio hoje é muito menor né E hoje a gente a gente tem a tecnologia mobile eh dos celulares e isso tudo eh
mudou e melhorou muito de lá para cá né Nós temos eh o desafio da inequidade da imensa desigualdade do nosso país Então você tem eh eh cidades estados que estão lá na frente mas dentro de um mesmo território às vezes você tem imensas desigualdades né Eh a transformação digital ela não vai poder ser melhor muito melhor do que aquilo que a gente consegue construir em termos do modelo da rede de atenção então a gente precisa desenhar primeiro o modelo de atenção que você quer implementar ter os profissionais ter os serviços a infraestrutura o funcionamento em
rede o complexo regulador para que o desenho do digital possa realmente eh fazer com que o seu potencial Gere resultados então o o o digital não faz mais se todos esses outros requisitos não forem atendidos antes até por isso a gente construiu esse processo em três etapas a gente não podia ter uma receita única para todos ó faz assim não cada um tá num ponto cada um tem uma situação por isso que começa com o diagnóstico situacional o quê da rede de atenção digital vem num segundo momento bom e o que que você já tem
do digital você já tem prontuário eletrônico você tem sistemas informatizados você capacitou as suas equipes Você tem uma área de governança de TI você tem eh Um encarregado de dados que cuida da da lei geral de proteção de dados nos seus sistemas Então tudo isso eh por isso que o o o o índice de maturidade digital também ele tem eh ele tem eh eh eh sete dimensões Diferentes né porque é para lembrar também os estados e municípios que todas essas dimensões elas são caminhar juntas se você desenvolver só tele saúde mas não pensar na infraestrutura
no prontuário na interoperabilidade você não vai chegar numa maturidade digital e não vai chegar aonde precisa para fazer com qualidade e com os princípios do SUS que que que o SUS precisa de Fato né então Eh é uma maturidade digital orientada pro processo de atenção à saúde né então esses são alguns dos Desafios tem outros desafios de natureza política por exemplo da vontade polí de cada ente Federado de implementar esse começo de ano a gente vai ter um um grande desafio porque o 570 5570 municípios né houve eleição Municipal e nós temos novas gestões algumas
gestões são de continuidade outras né Por exemplo Estado de Goiás 40% dos Municípios são foram eh reconduzidos os prefeitos Então nós vamos ter uma provavelmente uma continuidade o resto a gente precisa ir atrás ganhar eh e e procurar fazer com que não tenha aí uma interrupção dos processos né esse processo de continuidade é sempre um grande desafio quando a gente olha para saúde de longo prazo né secretária pensando agora na interoperabilidade que também é uma das palavras mais faladas depois de olhar paraa transformação digital eh eu já ouvi muitos players dizendo que é difícil você
simplesmente fazer a a interoperabilidade ade eh a partir de olhando né pro país de dimensões continentais e que seria mais fácil fazer em processos aí eu queria te ouvir um pouco sobre isso assim é qual que é a melhor forma de conseguir alcançar interoperabilidade primeiro pensando em SUS e depois eu vou te perguntar dessa interlocução com a saúde privada mas olhando pro SUS ela vem o quê vem via linha de cuidado vem via via prontuário eu queria te ouvir um pouco sobre isso Ela é um é um processo eh que envolve eh na verdade eh
tem modelos né que se segue a primeira coisa é a escolha de um padrão para troca de informações né em âmbito nacional e nós optamos pelo padrão Fire hl7 que é o padrão hoje internacionalmente mais aceito como eh uma tendência e é o padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde então aí a gente precisa comar com os parceiros então no setor público isso já tá um Pou assim razoavelmente absorvido mas ainda nós temos o desafio de capacitação em larga escala eh dos profissionais de ti para se apropriarem terem influência eh no uso desse padrão né
A hora que você estabelecem um padrão tem um caminho que você faz que a gente já fez para várias por exemplo a gente já fez para atenção primária área saúde já fez pro pro complexo regulador e e já fez para algumas alguns aspectos que envolvem a prescrição eh eletrônica e a ontologia por exemplo Brasileira de medicamentos que nós já eh eh temos hoje uma uma tabela unificada eh para poder nos comunicarmos digitalmente na mesma linguagem né então isso implica em primeiro lugar para cada um desses assuntos por exemplo pegar atenção primária saúde a primeira coisa
é é escolher um conjunto mínimo de dados porque o prontuário é imenso Mas qual vai ser o conjunto mínimo de dados do qual a gente vai estabelecer interoperabilidade e que vai aparecer né que vai tá lá no meu suso digital no suso digital profissional que profissional que atende precisa daquelas informações para garantir a continuidade do cuidado do paciente porque menos é mais né Você precisa ter um conjunto sintético que te atenda se você tiver tudo você não vai consultar tudo você vai se perder naquilo né imagina isso eh numa escala nacional e no no numa
população de mais de 200 milhões de habitantes você tem que ser racional nesse processo então primeiro é é é pactual o conjunto mínimo de dados e a gente tem vai tendo tudo isso eh regulamentado em portarias que tão hoje no portal do datasus do ministério da saúde da secretaria de informações e saúde digital que a gente tá organizando até melhor Estamos precisando atualizar então escolher o conjunto mínimo de dados ele é transformado primeiro num modelo informacional usando o padrão F depois no modelo computacional para que a rede nacional de dados e saúde possa receber de
diferentes Fontes esses dados nesse padrão nesse Modelo E aí sim depois lá dentro ele é enriquecido ele é combinado com dados de outros sistemas porque aí tá tudo numa mesma linguagem e e isso é devolvido para ser consumido no nível Federal e em breve já nesses oito estados já tá em processo né no nível Estadual também né que depois vai se refletir Possivelmente no nível Municipal né E a gente tem várias eh eh granulações de recorte para olhar para esses dados e depois gerar painéis estratégicos de informação de indicadores que a gente possa acompanhar e
e hoje olhando para isso pensando no num talvez de zero a 100 onde que a gente tá a gente tá mais no comecinho a gente já tá na metade do caminho ou a gente já tá mais perto eh de de ter essa realização Depende do que a gente considerar eh como imagem objetivo eh a primeira coisa é que eh eu acho que a gente andou muito proporcionalmente porque o andar muito não é só o quanto de dados descarregados você já tem ali mas a primeiro o passo mais difícil e mais importante é escolher qual é
o modelo a ser adotado e de fato conseguir adotar efetivamente e implementar esse modelo e nós conseguimos fazer isso para você ter uma ideia eh a gente tem sido referência e a opas tanto a opas quanto o bid tem acompanhado de perto a nossa secretaria o Brasil o Ministério da Saúde Nesse quesito da transformação digital primeiro porque eh nós somos a primeira Secretaria de informação e saúde digital da região das Américas a a própria eh representante da opas no Brasil D Socorro Grosso tem dito isso tem repetido isso eh e e nós tivemos num evento
eh Regional recentemente em Bogotá na Colômbia eh em que foram apresentados alguns casos exitosos Para para que a gente possa construir eh no que eles estão chamando na região das Américas um roadmap da transformação digital como é que a gente coloca os países numa rota de transformação digital né E pode se preparar regionalmente em termos de compartilhamento de dados de monitoramento para futuras emergências sanitárias pandemias que possam surgir de modo Regional então se você desenvolver todos os países porque eh a gente o mundo ficou claro né não ninguém se isola do outro as as barreiras
as fronteiras elas não existem porque as pessoas transitam né a mobilidade hoje no mundo é muito grande a covid se se alastrou por meio do do mesmo caminho da malha aérea eh Mundial Então a gente tem que estar preparado e e quando a gente apresentou o modelo da rnds foi visto assim como uma coisa por todos ali com uma coisa extremamente inovadora e que deveria eh nortear eh também como modelo outros países né então onde a gente tá eu acho que a gente tá muito bem colocado para um país da dimensão do Brasil que é
Continental então escalar no Brasil é diferente de escalar na Dinamarca a Dinamarca é extremamente madura ela tem uma um índice de prontidão digital pela CDE que é um dos maiores do mundo como a Suécia só que a Dinamarca é do tamanho do Rio de Janeiro então eh eh e eles a gente tem colaboração com eles a gente aprende com a experiência deles mas eles têm um forte interesse em aprender com a nossa por todas as especificidades por causa do nosso tamanho né Eh e a rede nacional de dados em saúde hoje ela alcançou dados recentes
né do último mês 2.3 bilhões de dados eh já de carga tem dados de registro de atendimento Clínico de eh eh imunobiológicos vacinas vacina é o que mais tem eh de do complexo regulador eh que é feito nos estados que garante a referência e contra-referência do paciente Por exemplo quando ele agenda uma consulta especializada um exame então nós já temos 625 milhões de dados da regulação na rede nacional de dados em saúde e nós do ano passado para esse ano nós crescemos 25 vezes a rnds cresceu 25 vezes então Eh é esse da falta muito
falta mas a gente tem que olhar também para tudo que a gente trilhou nesse período e não foi pouco eu já ouvi secretária que eh o Brasil né a gente tem as dimensões continentais e mais de 70% da população depende exclusivamente do SUS 25% USA eh a saúde suplementar os planos de saúde e eu já ouvi que eh por causa da complexidade inclusive política e de conflitos de interesse vai ser mais fácil alcançar a interoperabilidade no SUS fácil com todas as aspas aqui do que na saúde suplementar né porque às vezes tem tem muito conflito
entre eh o que Cada um quer fazer com aquele dado e com aquele informação queria ouvir um pouco as tuas reflexões sobre isso eh e também eh sobre como que você enxerga essa conexão com os planos de saúde a saúde suplementar e e e e o mercado privado como um todo né olha a gente eh a gente a a a ministra eh a ministra ela tem ela esteve recentemente no congresso da brange eh tem estado nos fóruns eh no da anap da Associação Nacional dos hospitais privados e a gente tem eh firmado acordos de cooperação
temos um acordo de cooperação com a nap temos um acordo de cooperação eh eh recém firmado com abramed que é a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica com a bramed a gente vai juntos eh estab Ester eh os esse padrão de interoperabilidade né para troca de informações e Para incorporar na rnds os resultados de exames que são feitos também na rede privada de 41 agravos de notificação compulsória que ainda não estão então isso já vai gerar então aí vai ter um valor de uso do meu suso digital não só para quem usa diretamente o SUS mas
para quem também usa a saúde eh suplementar né os serviços diretos e a saúde suplementar então é um processo gradual é claro que existe eu acho que existe esse receio seu né de de um uma certa busca de proteção do do seu espaço dos seus dados mas eu acho que eh o que talvez a gente precise dialogar mais e chegar a um a uma percepção é que se a gente construir um ecossistema de interoperabilidade pro país todo ganha o paciente ganha o cidadão o usuário mas ganham também toda a rede de do ecossistema ganha porque
a continuidade do cuidado ela vai est dada não importa eh Aonde esse cidadão vá buscar o atendimento e muitas vezes ele transita por uma rede e por outra e esses dados até então ficavam espalhados por aí e E aí é uma é um desperdício de exames muitas vezes você repete exame que você não precisava talvez repetir se você tivesse esse histórico você eh faz um atendimento menos seguro e com menos continuidade porque você não tem os dados clínicos do histórico do paciente dos atendimentos que ele recebeu antes de uma medicação que ele já tomou né
então agora no meu suso digital ele também tem lá um diário que ele pode anotar os medicamentos prescritos que ele pode fazer o seu acompanhamento então o o o estímulo pro autocuidado pro protagonismo do cidadão também tá sendo dado dentro do meu SUS digital perfeito e e secretária agora queria te ouvir um pouquinho sobre a questão eh da telemedicina e o quanto isso também eh quando a gente fala de saúde digital a gente falou da interoperabilidade dessa transformação Mas a gente não falou muito da telemedicina e eu sei que é uma das das tuas áreas
também de de especialidade eh e que eu acompanhei um pouco de perto assim o momento né em que ela foi regulamentada ali em 2019 depois eh acabaram revogando por uma pressão e por um medo e hoje a gente tem teve Depois ela autorizada em caráter eh eh emergencial por causa da pandemia e hoje ela tá por aí eh o que eu queria ver um pouco é o quanto na prática a gente tá usando a telemedicina no SUS a gente tá usando muito e na verdade eh eu sei que você tá fazendo Natália o recorte da
da da lei né A lei a lei que a lei que regulamentou provisoriamente só a tele medicina com o recorte da telemedicina durante a pandemia e depois ao final da pandemia que ela perdeu vigência porque ela mesma dizia que só teria validade durante a pandemia só que esse foi um período de buom da Tele não só da telemedicina mas até de saúde em geral e aí nós tivemos uma lei definitiva a partir de dezembro de 2022 agora vigente em caráter definitivo e não só paraa telemedicina mas para todas as profissões da Saúde portanto para tele
saúde tá mas uma coisa importante é que a a a tele saúde começou no Brasil Quem começou a usar a tele saúde no Brasil foi o SUS e não foi na pandemia foi em 2006 mais ou menos né então ali começou dentro do SUS e numa parceria com universidades públicas o programa telesaúde Brasil depois que veio a ser depois telesaúde Brasil redes porque ele começou na atenção primária depois avançou paraa rede de atenção como um todo e e chegou a cobrir assim pelo menos parcialmente todos os Estados da Federação né mas naquele momento qual que
era o modelo primeiro na atenção primária Era um modelo que a gente chamava de oferecer as teleconsultorias ou tele interconsultas a gente fazia a segunda opinião para um outro profissional de saúde Mas a gente não fazia teleconsulta diretamente com o paciente porque havia um eh eh o o o Conselho Federal de Medicina vedava não não nós não podíamos fora do país já era feito há muito tempo mas aqui a gente não podia então a gente não fazia mas tudo isso levou a se desenvolver uma experiência eh de boas práticas né nós desenvolvemos plataformas de teleatendimento
nós desenvolvemos eh modelos para eh para coletar a a fazer a a a comunicação remota a a a anamnese colher a história Clínica muitas vezes com o paciente junto com outro profissional mediando então nós fomos desenvolvendo isso foi amadurecendo no Brasil porque nós usamos muito esse processo e sempre eh ajudou muito e e nós temos muitos estudos mostrando né Por exemplo a a a nós tivemos um primeiro estudo foi a tese do do do Eno Eno Castro Filho que foi uma foi um recorte da na época da telemedicina eh então ele mostrou que na atenção
primária você fazer a teleconsultoria entre um profissional das da Medicina de família e comunidade que portanto especializado em atenção primária a saúde não especialista em outra área e e ele regulando as perguntas e dúvidas de um profissional da atenção básica e E você fazendo essas perguntas e respostas de uma maneira estruturada com seguindo um padrão cada duas T consultorias evitava um que o paciente que um paciente fosse deslocado para atendimento em outro serviço então melhorou a resolubilidade reduzir o deslocamento isso lá atrás né hoje tem muito mais estudos mostrando muito mais coisa a partir da
pandemia houve um Boom no setor público e privado o privado já tava começando a incorporar a partir do público porque daí também nós tivemos uma certa interrupção de financiamento do próprio Ministério na gestão temer que eh se perdeu muito do que se tinha construído reduziu o financiamento direcionou o financiamento para núcleos específicos enfraquecendo outros desequilibrou o jogo e aí muita gente que tinha aprendido no SUS migrou pro setor privado e vendeu o seu conhecimento pro setor privado é bom mas por outro lado o SUS perdeu com isso por um tempo nós recuperamos 2023 2024 quando
a gente chegou nós estávamos com 10 núcleos de telesaúde aquecidos hoje nós já estamos com 28 fortalecidos com recursos bem distribuídos em todo o país né fazendo com que eles trabalh em rede com que a gente tem ofertas nacionais de Tel diagnóstico e numa contabilidade eh não muito não tão precisa quanto a que a gente tá construindo para fazer daqui para frente com novo sistema de informação novos indicadores a gente chegou entre 2023 e 2024 a aproximadamente r. 300.000 teleatendimentos em todo o país envolvendo telecardiologia tele eh dermatologia teleofertas precisa ir para uma atenção especializada
se o suporte Pode ser na atenção primária mesmo então em 918 teleatendimentos que eles fizeram integrados à regulação eles mediram uma economia tá num dos painéis dele eh dá para consultar eles mediram uma economia de deslocamento de 256.000 km Então você imagina o que que isso significa pros pacientes em termos de comodidade né pros profissionais também pro próprio serviço a impacto na na rede de serviços e para sustentabilidade ambiental também né porque a gente economizou deslocamento né é uma forma de acesso né secretaria eu queria aproveitar e já fazer um gancho com uma outra tecnologia
uma outra ferramenta que é o maior Hype acho que do do momento que é a inteligência artificial eh eu não sei o quanto isso tá dentro do foco da Secretaria de Saúde digital eh mas queria te ouvir um pouco primeiro sobre como que você avalia a implementação né desse tipo eh de de estratégia dentro da Saúde digital e como que isso está sendo já talvez utilizado na prática ou se é algo que a gente vai ver mais em 2025 eh bom o Ministério da Saúde ele vem apoiando tanto nós aqui na Secretaria de informaç e
saúde digital quanto a secretaria de Ciência Tecnologia inovação e do complexo econômico industrial da saúde a secti com o secretário Carlos Gadelha a gente vem apoiando eh uma série de projetos de inovação utilizando a inteligência artificial aplicada a diferentes situações ao diagnóstico e a ao próprio gestão e planejamento a judicialização eh de medicamentos a a o desenvolvimento de novos medicamentos então eh tem e por exemplo ao prontuário falado a gente tá trabalhando também com a ideia do prontuário falado então tem tem muitas iniciativas em curso né Eh eh e e nós nós utilizamos já em
termos aqui internos eh na na parte de inteligência analítica eh então Eh nós temos o departamento de monitoramento avaliação e disseminação de informações estratégicas que é o departamento que eh a partir dos grandes bancos de dados que a gente tem eh processam os dados para eh transformar em informação estratégica a partir da do estabelecimento dos indicadores então nesses nesse processo a gente já vem eh utilizando também a aplicação de Inteligência Artificial de machine learning né mas tem uma avenida um mundo para crescer isso nós participamos como Ministério as duas secretarias eh do pibia o plano
brasileiro de Inteligência Artificial tá disponibilizado no site do mcti do ministério de ciência e tecnologia e inovação que foi quem coordenou a elaboração do plano eu acredito eu acho que ficou bom né A ideia é o Brasil ter uma visão estratégica de envolver a sua própria Inteligência Artificial de não ser só um usuário né Isso é muito importante tá se destinando recursos para isso isso vai implicar também uma infraestrutura eh pública eh de rede para que a gente possa eh fazer frente a tudo isso então são investimentos vultuosos né e estamos acompanhando a tramitação do
projeto de lei que regulamenta a inteligência artificial no Brasil foi aprovado no senado e tá seguindo agora paraa Câmara né então são acompanha como governo a gente participa do governo como um todo eh no acompanhamento disso então é inexorável a gente vai eh eh ter grandes mudanças já estamos tendo né Eh o que a gente precisa eh garantir o o plano brasileiro do governo federal eh vai nessa direção de que seja pro bem de todos né de que eh a as forças que estejam no controle sejam as forças do bem não as forças eventualmente do
do lucro da o o o o que usam de maneira opaca como isso já acontece né pelas bigtech eh os dados e os algoritmos em função de obter eh vantagens eh em cima de de manipulação né manipulação de emoção manipulação de escolha então a gente também vem trabalhando muito fortemente com uma série de pesquisadores de pensadores não só da reforma sanitária brasileira que foi que deu origem pro SUS mas também que tem interface com a saúde de digital da semiótica eh da da do do do do da ciência de dados e de uma série de
de uma rede de pesquisadores no sentido de construir também um Marco teórico crítico do Brasil paraa saúde digital e principalmente no âmbito do SUS Eu acho que isso vai ser importante porque a gente não quer uma transformação digital orientada pela lógica das Big Tex né secretária se eu se eu pudesse eu ficaria aqui mais uma hora te fazendo pergunta mas eu sei que você tem uma agenda super corrida e atribulada eu tenho a última pergunta que é a pergunta que eu faço para todos os meus convidados que é quais são as pautas que a gente
aqui no futuro da saúde tem que prestar atenção ao longo de 2025 muito bom eh eu vou te fazer então algumas sugestões de pauta claro que a gente pode continuar essa conversa um pouco mais à frente nós vamos trabalhar nós vamos lançar agora o programa PET Saúde informaçõ e saúde digital que é voltado pras universidades pros institutos federais de Ciência e Tecnologia em parceria com as secretarias de saúde para apresentarem projetos eh tutorados que você tem bolsas de estudos que que vão pro professor pro profissional do serviço pros estudantes E com isso a gente vai
fazendo projetos de intervenção e de inovação eh integrados ao programa estudos digital isso leva uma formação e educação permanente aplicada assim já com a mão na massa um hands on né então isso é uma novidade que a gente logo vai ter e eh eu acho que também eh uma te sugiro uma conversa depois com o secretário Adriano massuda que que tá à frente do programa mais acesso a especialistas que é um programa carro-chefe do ministério uma prioridade da ministra e também estabelecida pelo presidente Lula um nó crítico que a gente ainda tem e que o
digital também vai se aplicar fortemente a endereçar o programa mais acesso a especialistas e o próprio secretário Carlos Gadelha com o a a a iniciativa do complexo econômico industrial da saúde do desenvolvimento e das parcerias público-privadas de um modelo de um marco regulatório para as parcerias público-privadas no sentido da gente poder de novo fazer com que todo o ecossistema de saúde caminhe de uma maneira conectada digamos assim né Cada um tem seu espaço seus objetivos mas tem muitas conexões que a gente pode fazer criar sinergias e e promover o desenvolvimento do país a partir também
do setor saúde né secretária queria te agradecer demais eu já já deixo aqui depois o convite para para essas sugestões de pauta já adorei faz muito sentido com que a gente cobre no futuro da saúde queria te agradecer de novo pelo seu tempo por toda toda a explicação que você trouxe desse cenário e desejar boa sorte sucesso em 2025 também paraa nossa saúde digital muito obrigada muito obrigada Natália da mesma forma te parabenizo pelo futuro da saúde e que possamos ter aí pautas bem eh de forte interesse de todos como vocês têm feito até aqui
Parabéns e muito obrigada muito obrigada eu queria agradecer também a todos vocês que acompanharam a gente até agora se você ainda não assina o canal do futuro da saúde não se esqueça de assinar e também a nossa newsletter até mais