Hoje a gente vai dar continuidade ao nosso módulo de avaliação psicológica e o ciclo vital do desenvolvimento como a gente viu né no vídeo anterior a infância tem uma série de aspectos que são ali específicos e demandados principalmente n nessa faixa etária com a avaliação psicológica do adulto não é diferente o vídeo de hoje vai ser para que a gente possa explorar um pouquinho das especificidades que a gente encontra aí nessa etapa do desenvolvimento quando a gente fala de avaliação psicológica a gente sabe que a faixa etária né do adulto ela também envolve Marcos do
desenvolvimento importantes assim como a gente viu lá na infância então a pessoa adulta ela vai est também né ela vai apresentar aí as capacidades cognitivas mais estáveis mas a gente vai ter outros aspectos da vida que estão aí né em constante desenvolvimento Então a gente tem âmbitos que a gente tem que considerar que a gente não falava na infância né âmbito sexual âmbito familiar social ocupacional físico são características que a gente tem que explorar na nam mnese para que a gente possa entender as dificuldades que esse indivíduo vem apresentando né então nós somos um um
ser global que as nossas dificuldades sejam elas cognitivas afetivas comportamentais vão reverberar na nossa rotina no nosso corpo na nossa funcionalidade como um todo então o nosso exercício aqui nessa faixa etária é explorar né Essas especificidades aí ligadas a à ocupação ligadas aos relacionamentos né amorosos ligados aos relacionamentos sexuais então assim a gente já tem aqui as nossas habilidades cognitivas Elas já estão mais estáveis como eu disse para vocês então a gente também já tem uma diferença em termos de capacidade ali lá da infância Como eu disse para vocês no vídeo anterior a na infância
a gente tá construindo né as nossas capacidades cognitivas nossas habilidades a gente tá maturando aqui na vida adulta a gente já tem essas capacidades maturadas Mas isso não significa que elas não estejam ainda em desenvolvimento né só que a gente não vai ver por exemplo grandes Marcos como a gente vê ali na infância né como por exemplo aquisição de fala né desenvolvimento das funções executivas entre outras então nessa fase da vinda né a gente tem aspectos emocionais que também são muito important antes tá eh na avaliação psicológica infantil só que aqui esses aspectos emocionais eles
ganham aí né outros eh outras denominações Então a gente vai relacionar e a gente vai explorar esses aspectos eh emocionais relacionados aí então ao relacionamento romântico que esse indivíduo tem né e teve durante a vida a vida familiar então como é a dinâmica dentro de casa né mora sozinho mora com companheira companheiro mora com com os pais né tudo isso a gente explora a vida profissional então é muito importante também na vida adulta a gente falar de vida profissional seja esse indivíduo né Eh desempregado ou esteja ocupado no momento a gente precisa explorar essa percepção
né de de trabalho que o indivíduo tem vida social e e alterações físicas tudo isso a gente tem ali né que explorar a fim de tentar dar uma maior descrição desse indivíduo bom quando eu falo de avaliação psicológica na pessoa adulta para vocês o grande escopo o grande esqueleto ele se mantém né a gente já conversou sobre isso só que aqui a gente vai destacar como eu já venho dizendo para vocês alguns aspectos então a gente pode até por exemplo começar falando Quais são as principais demandas que trazem a pessoa adulta ao consultório para fazer
uma avaliação a gente tem algumas solicitações que elas já são mais eh compulsórias obrigatórias né como por exemplo a CNH então muitas vezes eh a primeira avaliação psicológica que o indivíduo passa é paraa obtenção da carteira eh na na habilitação né da carteira nacional de habilitação então a gente tem ali um primeiro momento no entanto essa avaliação ela tem ali né o objetivo de dizer se o indivíduo tá apto ou não para enfim poder estar aí né dirigindo um veículo a avaliação psicológica clínica que é a que é geralmente demandada né para esse para esse
indivíduo ela pode ter diferentes objetivos então desde e a seleção de um emprego então eu tô fazendo ali né eu enquanto adulto tô passando por um processo seletivo e uma das etapas desse processo é uma avaliação psicológica ou ainda né eu enquanto adulto quero aí ter o direito né de portar uma arma eu também tenho que passar por um processo de avaliação psicológica eh auxílio em processos judiciais Então pode vir né a ser necessário que eu passe por uma avaliação psicológica Nesse contexto mais forense E aí eh os objetivos são diversos né Eu posso ser
tanto objeto de violência quanto ser eh o agressor E aí os objetos da avaliação psicológica vão ser diferentes a gente vai falar um pouquinho né sobre esse contexto forense eh mais paraa frente e o diagnóstico de quadros clínicos psicopatológicos tá e quando a gente fala diagnóstico sempre lembrando avaliação psicológica ela não tem só o objetivo de diagnosticar tá a gente vai descrever esse indivíduo em termos de dificuldades e potencialidades dentro aí desse processo de investigação Então vamos lá para que que a avaliação psicológica serve nessa fase da vida né como eu já disse para vocês
a gente tem alguns contextos em que essa avaliação é obrigatória Então ela vem no sentido de fornecer né de fazer com que o indivíduo tenha acesso a um direito mas ela também fornece informações eh relevantes pro desenvolvimento de hipóteses né sobre as características psicológicas do indivíduo Então a gente vai avaliar cognição que são aqueles aspectos ligados aí ao processamento de informação personalidade que são os padrões né os modos de ser de se comportar de agir de sentir e vamos avaliar também o funcionamento emocional né então assim a gente sabe que na vida adulta a gente
tem muitos eh transtornos que são aí que derivam de aspectos emocionais então a gente precisa fazer um bom mapeamento desses aspectos para que a gente possa est né direcionando dando aí uma descrição mais precisa acerca do funcionamento desse indivíduo a gente precisa cuidar né quando a gente fala aí é de trabalhar com adultos tem alguns fenômenos que acontecem que a gente precisa eh tá muito ligada enquanto psicólogo enquanto avaliador eu vou trazer para vocês três aqui a simulação a dissimulação e a o viés de desejabilidade social a gente vai entender o que é cada um
deles né e porque que é importante que a gente Considere isso na nossa avaliação clínica bom a simulação ela diz respeito a uma atitude tá intencional e isso é importante então a pessoa tem a intenção de aumentar exagerar ou inventar sintomas e quadros eh psicopatológicos geralmente ela faz isso visando algum ganho bom então primeiro sinal de alerta que a gente tem que ter né no Nossa investigação a gente trabalha com a fala né então com a percepção que o indivíduo traz pra gente a gente trabalha com os testes que a gente administra a gente trabalha
muito com a percepção do indivíduo né então a gente precisa cuidar isso muitas vezes a pessoa tá ali na clínica e ela tem ganhos secundários né Eh com o a obtenção do diagnóstico então a gente precisa cuidar muito bem para que a gente não seja manipulado e l e e seja levado né pro caminho que ela quer que a gente vá muitas vezes também pessoal não é difícil a gente ver isso no contexto Clínico tá eh de adultos de crianças também tá principalmente com os pais as pessoas ficam frustradas porque não tem determinado diagnóstico a
gente sabe que hoje para se falar em diagnóstico nosológico a gente tem que cumprir uma série de critérios né e na psicopatologia hoje a gente também tem uma perspectiva que é uma perspectiva mais dimensional Então por muito tempo a gente teve né Eh lá no modelo biomédico no qual você tem sintomas Você tem o quadro então se você preenchesse esse checklist aqui para mim de sintomas eu posso dizer que você tem eh transtorno x né doença x hoje em dia na psicologia na psiquiatria a gente também tem esse movimento a gente tá muito mais por
uma perspectiva biopsicosocial né de transtornos enfim de prejuízos e o que que isso significa isso significa entender que a gente precisa contextualizar esses prejuízos né que essa pessoa vem tendo no dia a dia dela então Eh vem até eh colaborando né com uma perspectiva Dimensional oposta e a categórico o que que essa perspectiva Dimensional diz pra gente em termos de psicopatologia bom você pode ter determinados sintomas Até mesmo porque todos nós temos traços que vai iam no espectro então Eh o que vai dizer se esse traço é um traço psicopatológico né constituinte aí de um
transtorno é a intensidade e frequência com que você Experimenta isso tá E os prejuízos que você tem em decorrência disso is Esse é um movimento que a gente vê inclusive no dsm5 agora né Eh a gente já viu aí que ele considera por exemplo o autismo dentro do espectro Então eu tenho ali é níveis né de suporte que eu vou precisar eh tem outros transtornos também que a gente já considera em espectro e isso eu considero um ganho muito bom né para que a gente possa entender aí eh as nuances que os transtornos se apresentam
não é porque vamos supor Eu tenho um diagnóstico do transtorno depressivo maior e minha colega também tem um diagnóstico de transtorno depressivo maior que a nossa expressão sintomatológica né seja a mesma que a gente sinta as mesmas coisas que a gente tenha os mesmos prejuízos né é diferente eu posso manifestar de determinada forma e ela de outra e mesmo assim a gente ainda tá né no mesmo quadro aí diagnóstico então a gente precisa né tá muito atento a essa questão de querer nos manipular ou às vezes eh a pessoa ela não tem nem eh nem
ganhos mesmo assim a gente não observa ganhos eh imediatos com diagnóstico Mas é uma questão mesmo dela tentar é dar sentido pra vida dela né então muitas vezes ela fica frustrada Porque ela acha que aqueles comportamentos que ela tinha podia ser explicados por um transtorno e isso meio que poderia ser um alívio para esse indivíduo né E no final do processo a gente vê que não não temos aquele aquele transtorno né aquele diagnóstico a pessoa fica frustrada então a gente precisa cuidar um pouquinho disso tá a Dione fiz um processo é de investigação e não
cheguei ali a nenhum nenhum diagnóstico Isso significa que o meu processo foi ruim não a gente já conversou aqui né é um dos principais objetivos da avaliação psicológica senão o principal é descrever o indivíduo em termos de potencialidades e dificuldades então a gente nunca pode perder isso de vista até mesmo por quê se eu descrevo o indivíduo em termos de potencialidade e dificuldades mesmo que ele não feche nenhum quadro diagnóstico eu vou estar vendo Quais são as dificuldades dele quais são os prejuízos que ele tem no dia a dia dele e assim na minha indicação
terapêutica eu vou poder estar fazendo indicações precisas né indicações específicas para aquilo então deixa eu dar um exemplo para vocês pessoa vem né Eh tá investigando aí uma hipótese de transtorno depressivo vamos supor né maior bom um dos critérios para esse transtorno é que você tem ali aqueles sintomas se meses a gente conversa com o indivíduo e tal e vê que ele não atende esse critério bom eu não posso dar esse diagnóstico porque eu não atendi esse critério mas ela né o indivíduo da pessoa apresenta importantes prejuízos rebaixamento de humor pensamentos intrusivos né de conteúdo
aí de Alto extermínio eu vou desconsiderar isso porque ele não fechou o quadro depressivo né o transtorno depressivo não são são informações importantes que eu vou considerar eu devo considerar eh Então as minhas indicações terapêuticas elas vão ser dirigidas a esses sintomas que a pessoa apresenta E com isso eu posso né ao final escrever lá bom é indicação psicoterapia para trabalhar os pensamentos de Alto termo né para trabalhar a percepção de baixa autoestima Então a gente vai direcionando né o nosso processo Ele é bem mais rico do que simplesmente chegar ao final ali com Cid
né com um código de dos manuais de transtornos né outro fenômeno que a gente precisa aí tá atenta é a questão da dissimulação esse fenômeno ele também ele também se define como uma ação intencional só que aqui a pessoa vai est ocultando algumas informações tá sobre características e sintomas psicológicos com fins também de alcançar aí algum ganho Então vamos lá da mesma forma que a gente tem pessoas que buscam um diagnóstico né que querem ter um diagnóstico e ficam frustradas se não tem a gente tem também o outro Polo pessoas que De forma alguma querem
ter aí um diagnóstico psicológico e a receber determinado diagnóstico né Isso é como se o mundo dela acabasse então muitas vezes elas omitem certas eh informações para que a gente não chegue ali nesse diagnóstico por isso pessoal e aqui eu já aproveito né para destacar aspectos que a gente conversou nas aulas anteriores é fundamental que a gente tenha outras fontes de informação Então vou conversar talvez com o companheiro com companheira né dessa pessoa ou ainda com os pais se é uma pessoa que mora convive ou então com amigos a gente precisa eh considerar o maior
número de informantes e de técnicas que vão poder dar pra gente é a variabilidade comportamental desse indivíduo e falando de variedade comportamental né com adultos enfim com crianças muitas vezes o que a gente usa e por isso eu digo para vocês que não tem receita de bolo para avaliação psicológica tá eh geralmente o intervalo entre uma um atendimento e outro é uma semana mas a para depender ali né enfim da nossa demanda da nossa relação do nosso vínculo com esse paciente a gente pode propor que isso seja ou mais frequente ou menos frequente e o
que que a gente observa né Qual é o objetivo a eh quando a gente estende esse tempo ou diminui se eu diminuo eu tô querendo ver ali o comportamento do indivíduo de forma mais intensa né então vou estar me encontrando com eles num período de tempo menor então eu vou conseguir ver padrões comportamentais que ele apresenta né durante a semana se eu along longo Esse tempo eu vou poder est vendo se ele se mantém em em termos de percepção em termos comportamentais né e isso é até uma estratégia para que a gente veja aí né
enfim esses fenômenos de simulação e de simulação porque a gente consegue ali pegar nuances no comportamento que talvez não apareceriam se a gente né não tivesse aí eh esse espaamento de tempo e por fim a gente tem um terceiro fenômeno que a gente fala que é o Viz de desejabilidade social a gente já falou um pouquinho disso quando a gente falou lá de escalas né de de instrumentos de auto relato e a desejabilidade social ela diz respeito né a ao indivíduo ele se descrever e agir de acordo com o entendimento do que é socialmente aprovado
então ele vai agir de forma a atender a minha expectativa por exemplo né ele quer ser aceito desejado e por isso quando eu pergunto para ele Ah você você Experimenta pensamentos depressivos ele vai dizer não mesmo experimentando por quê Porque ele acha que socialmente né o mais aceito é você não ter pensamentos eh depressivos Então essa pessoa ela vai negar a própria Associação então bom eu experimento pensamentos negativos mas eu não vou dizer isso para ela porque eu quero ser aceito né Eu não quero ser julgado eh então ele vai todo aquilo que ele entende
como comportamentos socialmente né desaprovados ele vai e omitir não omitir né na verdade aqui até mentir mas a intenção dele ao final é atender uma expectativa social tá não é ter ganhos e secundários primários é mesmo essa questão de atender aquilo que é desejável socialmente então esses três fenômenos pessoal Eles são muito important em todas as clínicas tá eh na Clínica Infantil a gente pode ver isso muitas vezes com os pais né e na clínica adulta com o próprio paciente e na clínica com idoso a gente vê tanto dos cuidadores quanto do próprio idoso são
aspectos importantes que a gente precisa aí tá atento então a gente até aqui a gente já conversou um pouquinho né sobre eh alguns dos principais das principais demandas pela qual o adulto ele vem para avaliação psicológica conversamos aí né sobre a algumas áreas que ganham destaque nessa etapa do desenvolvimento conversamos também sobre alguns fatores sobre alguns aspectos que a gente tem que se atentar nesse processo e agora eu vou passar para vocês né Eh brevemente porque a gente vai ter um módulo que vai falar dos do passo a passo da avaliação psicológica mas como a
gente organiza uma avaliação psicológica do adulto bom então primeiro a gente tem que analisar a demanda do indivíduo né tanto para ver se você se sente confortável capacitado para est ali aceitando essa demanda e executando esse processo eh quanto para tentar e já começar a planejar sua avaliação e construir suas hipóteses Então primeiramente a gente vai ter uma entrevista de anamnese com o próprio paciente geralmente tá para que a gente possa est aí entendendo um pouquinho a demanda vendo os Marcos do desenvolvimento Sim a gente pergunta Marcos do desenvolvimento mesmo ele já sendo ali uma
pessoa adulta eh Muitas vezes os principais transtornos né que vem aí pra clínica serem investigados no caso do adulto são transtornos de cuno mais emocional personalidade no entanto não é incomum tá que a gente veja adultos que venham aí depois de mais velhos É investigar hipóteses diagnósticas do neurodesenvolvimento lembram no vídeo anterior que eu falei que a principal demanda ali da infância são os transtornos do neurodesenvolvimento que são aqueles né que a gente observa lá até os 12 anos de idade que diz respeito né ao não atingimento de um nível de desenvolvimento de nível de
capacidade não é incomum que a gente veja adultos também investigando esse tipo de transtorno então TDH algum transtorno de comunicação algum transtorno de aprendizagem tá então isso também pode vir a ser demanda e por isso que a gente faz um mapeamento e uma investigação dos Marcos de desenvolvimento de como foi a vida esc desse indivíduo né estando ele na faculdade ou não estando ele estudando no momento atual ou não a gente precisa a est coletando essas informações para nos auxiliar planejamento da avaliação psicológica então bom entendi qual é a demanda que esse indivíduo me trouxe
vou sentar estudar um pouquinho o caso e ver quais são as técnicas que eu vou usar quantos encontros eu vou precisar né E que e e de que forma eu vou administrar esses instrumentos isso a gente faz né mas lembrem-se é dinâmico então eu posso planejar todos os meus oito encontros e e e no meio do caminho eu vejo que eu preciso alterar ali algum instrumento não tem problema tá o processo é dinâmico mesmo geralmente a avaliação psicológica né o processo de avaliação dura entre CCO e 10 encontros mas é possível que dure mais é
possível que dure menos né tudo vai depender aí da qualidade das informações que você coleta eh para poder est respondendo a essa pergunta bom a gente tem entrevistas né E como eu já disse para vocês a entrevista e observação são técnicas que a gente usa transversalmente em toda a sessão praticamente a gente vai estar ali eh fazendo entrevista perguntando um pouquinho né da pessoa e aí como é que foi a semana isso já começa uma entrevista porque já tem ali um objetivo Clínico nessa pergunta é entender se ele teve algum prejuízo durante essa semana se
teve algum acontecimento que impacta né no funcionamento dele depois né então assim coletamos informações de entrevistas anamneses planejamos Nossa avaliação a gente vai começar a executá-la né então vou usar testes vou usar a as entrevistas observações para poder coletar dados depois eu vou analisar esses dados que eu obtive e vou fazer uma síntese deles tá então lembrem-se a gente sempre usa mais de uma fonte de informação e no final né eu preciso fazer uma síntese disso então bom ele me disse tudo isso vou juntar todas as informações que eu tenho para que eu possa fazer
a integração desses dados e elaborar o documento né o nosso laudo tendo esse laudo elaborado a gente vai encerrar esse processo como a devolutiva tá pessoal a gente sempre faz uma devolutiva oral também então o último encontro da avaliação é a devolutiva na qual a gente vai entregar o laudo escrito e vai ler o documento junto com a pessoa né para tirar aí potenciais dúvidas para tentar entender também quais eram as expectativas dela durante esse processo né a entrevista devolutiva ela é muito interessante a gente vai ter né enfim um vídeo só para falar disso
mas eu queria adiantar para vocês que é o encontro no qual bom Eu estive aqui com você durante um dois meses chegou a hora de eu saber o que você descobriu sobre mim então é um momento de alta atensão pro indivíduo né a gente tem que ter ali todo um Tato eh para poder est enfim fazendo essa entrevista e devolvendo esses resultados então assim como eu já disse para vocês algumas vezes independente do público alvo né independente da demanda a grande estrutura da avaliação psicológica se mantém que é basicamente essa né são necessárias aí algumas
adaptações mas são adaptações que vão muito mais desenhar né a demanda o seu público alvo do que o processo de avaliação como um todo eh a avaliação psicológica como eu já disse para vocês ela não tem né só o objetivo de diagnosticar ela tem o objetivo de descrever o indivíduo em termos de potencialidades e dificuldades por que que eu sempre retomo isso pessoal porque é uma das premissas que a gente não pode esquecer muitas vezes o psicólogo se empolga né com com com essa sociedade das sids que a gente tá vivendo e acha que tudo
é patologia né tudo é patologizado quando não necessariamente é tá então assim a avaliação psicológica ela pode dar aí uma orientação muito rica em termos de intervenção terapêutica e Então vamos supor que o indivíduo vem ali com uma queixa ai relações sociais habilidades sociais vem para você para investigar talvez a hipótese de do transtorno espectro autista E aí você vai conversando com ele você vê que o único né conversando investigando administrando técnicas que o único sintoma que ele apresenta é a questão das habilidades sociais só que quando você vai fazer um mapeamento da sintomatologia dele
isso é algo recente por exemplo pós covid né pós pandemia bom é um prejuízo que ele tem não se constitui né como transtorno do specto autista mas é um prejuízo que ele tem o que que eu vou fazer ao final do meu laudo nas minhas indicações Eu posso pedir né propor sugerir que ele Procure um programa de de treinamento de habilidades sociais né para que ele Melhore isso que está prejudicando que ele tá sentindo que tá trazendo sofrimento e prejuízos pro dia a dia dele bom pessoal então esse vídeo ele teve o objetivo de falar
um pouquinho para vocês como é né Quais são as especificidades do processo de avaliação psicológica do adulto no vídeo passado a gente falou um pouquinho né sobre as especificidades do psicodiagnóstico com crianças e adolescentes e no próximo vídeo a gente vai falar um pouquinho sobre o psicodiagnóstico da pessoa idosa espero vocês lá é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos Educacional e profissional i