[Música] Olá pessoal com muito prazer nós estamos começando mais uma apresentação da série Como eu faço e hoje neste módulo se do curso habilidades sociais da pret método primore nós estamos trazendo uma pessoa muito muito querida e competente no campo da Psicologia clínica da psicoterapia é a Professora Doutora Camila cômodo Olá pessoal tudo bom um prazer estar Aqui Camila fez a sua graduação na Universidade Federal de São Carlos depois ela fez a pós-graduação mestrado e doutorado também lá na Universidade Federal de São Carlos com o nosso grupo de pesquisa ela é uma super especialista em
habilidades sociais e depois ela foi pro campo específico da Psicologia clínica então ela fez uma especialização na na no instituto de terapia eh por Contingências de reforçamento o itcr que que é presidido pelo professor Dr Hélio guilharde há muito tempo famoso na formação de bons terapeutas e a Camila é uma dessas pessoas que continua fazendo e o que ela vai fazer hoje para nós é exatamente apresentar um caso Clínico que envolve eh o atendimento também em habilidades sociais Camila Onde você está atuando Onde você tá atendendo quem você atendendo tá atendendo atualmente Conta Aí pra
gente bom pessoal primeiro de tudo eu quero agradecer a professora Zilda pelo convite É uma honra estar aqui conversando com vocês sobre dois temas que eu gosto tanto habilidades sociais e a clínica né como a professora Zilda comentou eh eu tenho essa formação na habilidades sociais e na clínica e é muito gostoso poder juntar essas essas duas áreas tá vocês vão ver ao longo da minha apresentação que muitos casos na clínica A gente vai utilizar o que a gente aprendeu na área de habilidades sociais tá isso é importante tá vendo gente atenção aí agora vocês
estão falando com um especialista e que vocês vão ser especialistas também é isso que a gente quer é isso que a gente espera que mais gente siga este caminho não é sim sim e aí atualmente eu atendo crianças adolescentes e adultos na clínica comp portari em Campinas e também dou aula em alguns cursos de especialização em Psicologia Clínica exatamente na área de habilidades sociais porque o que tem se visto é que essa demanda aí dos pacientes por desenvolver o repertório de habilidades sociais é muito significativo Então os cursos estão inserindo aí algumas aulas nessa temática
Ô Camila você sabe que eu venho recebendo direto Direto e Reto muitos pedidos Zilda Onde eu posso fazer o trabalho onde eu posso enar um atendimento específico em habilidades Sociais em habilidades sociais em grupo em orientação parental de habilidades sociais enfim vejam eu quero que você deixe aí diga para nós qual é o endereço da sua clínica porque a gente vai registrar isso e depois a gente vai divulgar também para os nossos alunos e para as pessoas que vão assistir legal gente eu coloquei nos slides também meu e-mail então depois Se alguém quiser me mandar
por e-mail a gente pode conversar por lá e a minha clínica fica em Campinas depois posso também passar certinho o endereço né para Zilda colocar aí para vocês e também atualmente faço diversos atendimentos online então para adolescentes para adultos dá para ser online também não precisa ser só quem é de Campinas criança é um pouquinho mais difícil atendimento online mas adolescente adulto dá pra gente incluir aí em qualquer lugar que a pessoa esteja isso também tem sido perguntado e Aonde que eu encontro um bom B terapeuta para atender online só uma pergunta você trabalha também
com autismo Eu trabalho zuda com autistas de nível um né que eles não precisam de tanto suporte então é uma terapia aí eh muito semelhante a a terapia de eh pessoas neurotípicas né com algumas peculiaridades algumas particularidades agora eu não trabalho com método aba que aí sim é para autistas que T nível dois nível três aí que precisam do nível dois Ou nível trê de apoio né então esse tipo de trabalho aí eu não não sou especialista nisso mas para autistas de nível um trabalho Sim atendo inclusive adolescentes e adultos autistas E aí sim nossa
Uma demanda enorme por desenvolvimento de habilidades sociais você tem feito trabalho em grupo também Camila atualmente Zilda Não não faço não não por falta de vontade Então acho que Se surgir também oportunidade é algo que eh estou estou aberta estou disposta a Fazer é que por conta de pandemia e tudo mais a gente acabou restringindo muito isso e não voltamos ainda mas é algo que me me por exemplo se se um grupo se apresentar para você a gente gostaria de ser atendido em grupo você atende sim sim ótimo então gente tenho um prazer enorme seja
bem-vinda obrigada por atender o convite Camila viu É um prazer enorme ter você aqui e nós vamos agora deixar a a voz e a vez para Camila apresentar o um caso Clínico Para vocês ela tem slides e nós vamos fazer a aula com os slides hoje então vamos lá Camila boa gente então como eu comentei deixei aqui meu e-mail no primeiro slide Então quem tiver dúvidas quem quiser entrar em contato comigo fiquem à vontade para poder mandar lá e a gente continuar esse papo também Imagino que quem quiser mandar dúvidas para a professora Zilda E
aí ela encaminha para mim a gente vai conversando eu trouxe Aqui um caso para mostrar para vocês bater esse papo com vocês um caso de criança porque a Zilda comentou também que ela vai chamar acho que outros profissionais que atendem na clínica E aí mais adulto então falei ah para eh trazer aí um exemplo de caso de criança que eu acho que é É bem interessante tá E nesse exemplo Gente vocês vão ver como que muitas vezes chega no nosso consultório queixas diversas que aparentemente não Tem relação com habilidades sociais e quando a gente vai
avaliar quando a gente vai analisar quando a gente vai smar a gente vê quanto que tem ali de habilidades sociais para ser desenvolvida tá então acho que esse é essa a ideia do caso de hoje vocês vão vendo aí conforme eu for falando que parece que não é não é uma demanda para habilidades sociais mas é bastante tá eu chamei aqui o caso de o menino bonzinho também ao ao longo da nossa Conversa vocês vão entender por eu dei esse nome pro meu paciente então vou começar contando para vocês gente quem que era esse menino
bonzinho quem me procurou foi a mãe dele a Carol que tinha na época 35 anos e ela já por telefone me relatou que o Lucas o filho que seria meu paciente tinha 5 anos era filho único do relacionamento dela com o luí que tinha 38 anos e já logo nesse primeiro contato A Carol me relatou que estavam acontecendo algumas Coisas na escola e que por isso ela gostaria de iniciar a terapia Então já tinha essa dica de que Opa o ambiente da escola era importante E aí já logo com esse primeira eh comunicação com a
Carol a mãe eu estabeleci um pouquinho como é que eu ia fazer uma avaliação do Lucas que que eu pensei aí eu pensei em fazer uma entrevista com a mãe então chamei a mãe pro meu consultório pra gente conversar uma entrevista com a professora Então fui Até a escola para poder conversar com a professora porque a demanda era no ambiente acadêmico e também fazer sessões com o Lucas para poder a partir dessas sessões coletar um pouquinho de comportamento sentimentos e pensamentos do Lucas aqui gente eu não utilizei nenhum instrumento ã de um instrumento psicométrico para
avaliar porque pela faixa etária do Lucas a gente não tem né no Brasil nenhum instrumento que mede habilidades sociais para criança de 5 Anos ele não conseguiria responder ele também não era Alfabetizado então eu optei por fazer uma avaliação mais aí por meio de entrevistas né Desse relato verbal da mãe da professora e por meio de observação do Lucas em sessão comigo tá E eu vou contar um pouquinho para vocês então desses primeiros passos dessa avaliação Para vocês entenderem aí como é que eu fui traçando objetivos pro atendimento do Lucas então na primeira sessão com
a mãe o que que ela me Relatou Ela disse estamos muito preocupados com o Lucas de uns tempos para cá ele passou a vomitar na escola na hora das refeições a professora me chamou para conversar porque isso está acontecendo umas três vezes por semana então gente era uma frequência muito grande né e um sofrimento Grande para o Lucas e aí quando vocês olham essa primeira fala da mãe é aquilo que eu comentei no início que que tem a ver com habilidades sociais né o menininho tava Vomitando na escola né mas vocês vão entender onde é
que a gente vai chegar né aí ela me contou que ela também levou e tudo isso na primeira conversa com a mãe ela contou que ela levou o Lucas no pediatra para saber se havia algum problema de saúde então descartar alguma questão fisiológica Talvez o Lucas tivesse com algum problema no esôfago no estômago que pudesse levar para esses vômitos frequentes Mas o pediatra falou que estava tudo bem e indicou que a Gente procurasse uma psicóloga para para ajudar porque o problema era emocional né ou seja o pediatra descartou problemas fisiológicos E aí eu perguntei bom
esses episódios de vômito acontecem em outros ambientes E aí a mãe relatou em casa esses episódios nunca aconteceram o Lucas come super bem e aí eu entendi por que o pediatra achou que era emocional né porque se fosse fisiológico Lucas passaria mal na escola e também passaria mal em casa e a mãe Nunca tinha visto esses episódios acontecerem Então realmente parece que tinha alguma questão algum estímulo ali no ambiente escolar que estava contribuindo para esses episódios de vômito do Lucas tá também além da da demanda principal da mãe que era essa questão do vômito eu
sempre investigo a a outras áreas né da da criança então uma questão cognitiva você como é que ele tá indo na escola né o desenvolvimento dele na escola mento Motor e pergunto lógico sobre a socialização da Criança e aí o que que a mãe disse o Lucas é muito obediente praticamente não desobedece segue todos os nossos combinados eu não preciso brigar com ele ele é muito bonzinho E aí a gente vê a primeira Fala aí da mãe com essa frase de ele ser um menino bonzinho tá vocês vão ver que tem mais gente que acha
o Lucas bonzinho por isso o título aí da da nossa conversa hoje com essa primeira conversa com a Mãe bom ela ela também fala uma outra questão aí sobre a socialização ele brinca bem com os filhos dos nossos amigos nunca teve problema e eu perguntei isso porque o Lucas é filho único e também a mãe relatou que ele não tinha primos que moravam aqui perto né na aqui próximo então pensei puxa como é que é o contato do Lucas com outras crianças e aí que ela começou a relatar de que ele brincava muito bem que
ele não tinha problemas aí para se Relacionar com os amigos e aí ela diz tem um outro menino o filho de um casal amigo nosso que esse sempre dá problema ele briga chora quer todos os brinquedos só para ele o Lucas não ele divide os brinquedos não briga todo mundo gosta de brincar com ele e aí de novo a mãe fala ele é bonzinho E aí a mãe Conta isso toda orgulhosa de como que o Lucas é uma criança obediente é uma criança agradável né e é uma criança boazinha A partir dessa primeira Conversa com
a mãe então eu fui já começando a pensar em algumas análises aqui né então a gente faz ali um um primeiro momento aí de avaliação a gente já pensa em algumas análises antes mesmo de conversar com a professora eu já fui pensando aqui que que eu pensei bom vomitar era um comportamento que acontecia apenas na escola então o que que acontece nesse ambiente por isso fui na escola fazer um uma entrevista com a professora também e e também na conversa Com a mãe eu pude perceber o quanto que a mãe era exigente com o desempenho
do filho então em todo momento ela dizendo que ele era bonzinho que ele cumpria todos os combinados né então quanto que ela colocava ali um peso para o Lucas ser uma criança agradável ser uma criança que estava de acordo com as regras sociais tá E aí pelo relato dela parecia que o Lucas tinha habilidades sociais de fazer amizades de civilidade de empatia porque ele brincava bem com As outras crianças n não eh tinha problemas de de conflitos de brigas né era educado então falei bom a princípio parece que o Lucas tem esse repertório dessas habilidades
sociais aqui vamos continuar então a minha investigação aí fiz a conversa com a professora O que que a professora foi me relatando primeiro perguntei sobre o episódio do os episódios de vômito na escola e o que que a professora disse que o problema começou e um dia que Tinha uma comida que o Lucas não gostava muito ele acabou comendo mas quando percebeu que estava ficando atrasado em relação aos outros colegas começou a comer mais rápido então que que eu imagino o que aconteceu ele não gostava muito da comida então ele começou a comer Mas dá
aquela enrolada comer só um pouquinho e aí Ele olhou pros outros amigos viu que os outros amigos estavam comendo mais rápido que iam terminar antes e se acelerou ali começou a comer Mais rápido ficou nervoso né começou a chorar e aí a professora disse ele se engasgou e no que ele se engasgou ele vomitou e desde então ele fica mais nervoso na hora do lanche porque ele já teve uma aprendizagem aí prévia de que foi o momento que ele engasgou que ele passou mal né E aí ele ficou pareando associou aí né pareou o horário
do lanche a comida na escola com passar mal né então muitas vezes ele não quer nem comer com medo de passar mal né ou ele Come e estando nervoso acaba chegando a vomitar tá então essa era a situação que estava quando Lucas me procurou né também Aí perguntei pra professora sobre como é que era a soci socialização do Lucas então além dela contar dos episódios de vômito também como é que era o Lucas interagindo aí com as outras crianças e com a professora o que que ela disse o Lucas é um menino bonzinho então gente
não tinha como dar outro título pra aula além de Um menino bonzinho porque era esse o discurso que todo mundo trazia sobre o Lucas tá Não briga com ninguém brinca bem com os outros colegas mas ele é muito sensível e aí eu perguntei o que que a professora chamava de sensível e ela contou Outro dia eu corrigi uma parte da atividade dele que estava errada e ele chorou desde então ele fica nervoso para fazer as atividades Então a professora tava traduzindo um pouquinho essa Fala da professora professora eu Imagino que o que ela tava querendo
dizer é ele é muito sensível ao erro né então quando acontece algo que tá fora a do planejado né ele se frustra e tem uma dificuldade para lidar ali com aquela situação não planejada com sentimentos que surgem né e acaba chorando tá aí a partir da minha conversa com a professora também fui fazendo algumas outras análises né que que eu pensei aí né Parece que pel relato da professora o Lucas na escola tinha aí Alguns défices De um repertório de assertividade e de expressividade emocional né Então veja ele não conseguiu lá naquele momento do da
refeição ele não conseguiu dizer que ele não gostava da comida ele comeu a comida sem sem gostar né ele não conseguiu dizer que ele não queria mais comer a comida né ele tinha que comer tudo da comida e aí se acelerou para comer então fui percebendo alguns defes Alguns prováveis def de assertividade né E essa dificuldade aí na expressividade Emocional no sentido de Aconteceu uma situação inesperada e ele já ir para um comportamento de choro e não saber muito bem como reagir né quando ele se depara aí com uma situação que não é esperada por
ele por outro lado assim como a mãe também relatou a professora também disse que ele tinha habilidades sociais de fazer amizades de civilidade de empatia então a gente vê aí algo que vocês devem ter aprendido já com a professora Zilda de que normalmente os déficits também Dos nossos pacientes não são globais Então não é que uma pessoa vai ter um déficit em todas as classes de habilidades sociais ela tem alguns repertórios desenvolvidos e outros deficitários e por isso que a gente precisa fazer avaliação Para saber quaisas reservas ali comportamentais que essas a gente só vai
eh e valorizando e reforçando e quais são os déficits que aí é onde a gente precisa explorar e desen ver Tá e depois no último momento eu comecei a fazer sessões com Lucas então essas primeiras sessões com ele tinha o objetivo mesmo de fazer essa avaliação então era avaliar sentimentos pensamentos comportamentos aí de habilidades sociais e requisitos da competência social Então como é que era a automonitoria do Lucas como é que era o autoconhecimento dele o conhecimento do ambiente os valores dele né a conhecimento das regras que valiam Nesses ambientes tá então tudo isso fiz
nessas primeiras sessões junto gente com outro objetivo que eu considero muito importante para quem tá na clínica que é estabelecer um vínculo com o paciente às vezes a gente atropela e já Pensa logo em preciso descobrir aqui esses comportamentos esses pré-requisitos da competência social e a gente esquece de olhar para esse lado afetivo porque as pessoas elas vão se abrindo com a gente na medida que elas tem vínculo que elas Confiam na gente então esse também é considero um objetivo muito importante de primeiras sessões com qualquer paciente que seja gente estabelecer um vínculo afetivo com
o cliente tá E aí com Camila posso fazer Só uma pausa uma pequena pausa que eu tô achando muito legal essa sua análise tô achando muito bacana esse foco essa preocupação sua de ir além daquele relato é muito bonzinho parece até que tá tudo ok para essa criança então só tem um problema Orgânico será que é orgânico é outra coisa a ser pensada Será que tem relação com habilidades sociais é outra coisa gente olha quanta coisa interessante que a Camila tá trazendo aqui tem tudo a ver com uma postagem que eu fiz hoje lá no
meu perfil de pessoas que têm até expressividade afetiva positiva né sentimentos positivos e tudo mais mas tem dificuldade de assertividade e é essa diferença aí que a gente enfatiza tanto no nosso no nosso curso que você Tá trazendo aí muito bem ilustrado tô gostando muito viu pode continuar só fiz esse parêntese Ótimo obrigada Zilda muito obrigada eu acompanho a Zilda nas redes sociais ainda não vi hoje hoje ainda não vi mas vou lá curtir depois então como é que eu tava fazendo com o Lucas nessas primeiras sessões algo que eu combino normalmente com todas as
crianças que eu atendo né eu faço ali um um combinado inicial de como é que vai funcionar a os nossos encontros então o Que que eu faço vocês estão vendo aqui no slide não sei se vocês vem o meu cursor Mas não tem problema também se não verem eh essa sequência aqui que eu coloquei embaixo de figurinhas né É como eu combino com as crianças então num primeiro momento a gente vai conversar um pouquinho né eu vou fazer perguntas sobre como é que foi a semana como é que eles estão o que que aconteceu na
escola como é que foi o final de semana depois a gente vai fazer alguma atividade que Eu trago né então eu já preparo antes ali algumas atividades terapia gente não dá para você preparar ali na hora né Não dá para ser no improviso a gente tem que pensar antes como é que a gente vai abordar os temas que a gente gostaria de trabalhar tá então já trago atividades prontas ali para fazer com as crianças então é uma atividade que eu proponho né a criança nesse caso não pode escolher essa atividade e no último momento que
a gente vai brincar e aí sim a gente Combina de que eu vou escolher um jogo a criança escolhe outro jogo ou uma sessão a criança Escolhe um jogo na outra sessão eu escolho a gente faz algum combinado para que o último momento da sessão seja mais lúdico ali e a criança possa escolher também e e brincar um pouco mais mesmo esse último momento da sessão Pode parecer como Ah só tão brincando é isso não tá gente nesse momento de brincadeira tem muita coisa que a gente pode avaliar ali e que a Gente pode trabalhar
e desenvolver com as crianças como eu vou mostrar aí para para vocês então o que que eu fui fazendo aí nas primeiras sessões fui tentando trazer então um pouquinho esses relatos né do do Lucas sobre como é que era a vida dele na escola a vida dele em casa por meio de algumas atividades que funcionavam como estímulos discriminativos para ele relatar então uma primeira atividade aqui que eu Trouxe para vocês é de a gente colocar carinhas de sentimentos então ele ia fazendo ã ã o desenho das Car inhas dos sentimentos e aí a gente ia
conversando sobre aquele sentimento ele ia relatando quando ele sentiu esse sentimento pela última vez como é que foi eh Contando um pouquinho que ele fez quando ele sentiu aquilo e aí tem diversos sentimentos tem feliz tem triste eh tem aí gente é a a imaginação da criança aí né então tem bravo tem vergonha tem nojo né Aí é ele Explorando ali como é que ele desenha cada um dos sentimentos Tá e aí também além da gente falar sobre sentimentos também já dá pra gente vendo alguns comportamentos sociais da criança então no caso do Lucas de
várias crianças que eu atendo eles vão relatando conforme eles vão Fazendo atividade então eles podem relatar dizendo Nossa acho que eu não desenhei muito bem Nossa eu não sei desenhar esse sentimento e a criança paralisa e não consegue desenhar ou ela Fala que ela não quer desenhar porque ela tá com vergonha né Eh então tem vários ali elementos você já vai observando né nessa Atividade Aí Deal falar um pouquinho sobre sentimentos a gente vai vendo como é que a criança também se relaciona com a gente comos pedidos que a gente faz para ela um outro
recurso que eu utilizei foi um jogo gente que eu acho uma gracinha que foi uma aluna minha que fez uma aluna eu dei aula também na Especialização do itcr fui supervisora e uma aluna deu fez confeccionou esse jogo e deu para mim e é um jogo muito legal que dá para vocês confeccionar então eu brinco que quem é terapeuta de crianças precisa ter variabilidade comportamental precisa ser criativo porque a gente vai confeccionando os materiais a gente vai adaptando vários materiais tá então precisamos exercitar a essa variabilidade comportamental ela fez esse jogo com EVA tá gente
então é um Uma plaquinha ali de de EVA né em que a gente coloca os peões aqui no início a gente pega um dado e a gente vai colocando o número no dado e o número que saiu a gente anda aqui nas casinhas e cada casinha é um sentimento diferente e quando a gente cai numa casinha a gente tem que dizer uma vez que a gente sentiu aquilo se a gente não falar a gente volta aonde a gente estava antes se a gente falar a gente avança as casas tá e tem algumas vezes que vocês
vão ver Aqui que eh tem umas setinhas fora aqui da da curva né da minhoquinha do do Tabuleiro que é se você caiu numa casa você pode ir para uma casa adiante Ou você tem que voltar a Algumas casas então também já vai mostrando ali como é que a criança lida com frustração quando ela cai numa casa que ela precisa voltar eh ou como ela lida quando eu caio numa casa que eu ganho uns pontos mais paraa frente né ou como ela lida quando ela cai nessa casa que vai mais paraa frente Se ela comemora
né como é que ela como é que ela age né então também mais uma vez a gente vai falar sobre sentimentos nessa atividade a criança vai relatando diversos sentimentos que ela tem e ao mesmo tempo a gente já vai investigando como é que a criança se comporta num jogo né avaliando aí como é que ela tolera a frustração se ela segue as regras do jogo se ela é empática com quem tá jogando com ela no caso terapeuta se ela e e como é que ela faz Quando eu não cumpro as regras do jogo também se
ela sinaliza que eu preciso cumprir as regras do jogo Então tudo Esses são comportamentos que a gente vai observando nas sessões com a criança então também usei esse jogo n primeiras sessões com Lucas e gente vários outros jogos que aí não são terapêuticos né então a gente pode ter vários jogos como quebra-cabeça jogos de tabuleiro né competitivos fantoche bonecos eh lápis de cor Então a gente vai utilizando Vários recursos em que a gente vai fazendo essas observações de como é que a criança interage então por exemplo jogos mais competitivos é aquilo que eu falei como
é que a criança lida com a frustração se ela segue as regras do jogo como é que ela age quando a gente não segue as regras se ela é empática eh como é que ela age quando ela ganha no jogo da do terapeuta jogos cooperativos também né como é que ela Coopera ou ela é aquela criança tão competitiva eu já Tive pacientes assim que até no jogo cooperativo a criança ela acha um jeito de competir com você né T montando quebra cabeça e a criança acha um jeito de competir tá também eu gosto bastante desses
recursos que são aqui eh fantoches ou bonecos como uma forma da gente introduzir o Faz de Conta então eu simulo eh situações na casa situações na escola para ver como é que a criança age por meio do Faz de Conta ela conta um monte de coisas que acontecem no Cotidiano ano dela então era assim que eu fui fazendo essas primeiras sessões com o Lucas e que que eu pude eh perceber que que eu pude avaliar aí com ele que que ele foi me relatando né ao longo de desses desses jogos dessas atividades tão tudo de
uma forma lúdica ele ia trazendo aí informações então ele disse quando eu vomito eu fico chateado porque a tia Lu que é a professora não me deixa comer mais nada depois então ele vomita imaginao que a professora com Medo dele vomitar de novo preocupada ela fala para ele parar de comer então o professor também já não sabia mais o que fazer né E aí ele diz eu acho que a tia Lu não gosta que eu vomite ela fica brava mas eu não consigo controlar gente eu fiquei muito sensibilizada com esse relato dele né Fiquei imaginando
o sofrimento dele né de entender que a professora ficava brava então ele não queria vomitar porque ele não queria deixar a professora Brava mas que ele Não conseguia controlar né eu fiquei perando quanto que esse menino tava sofrendo né por essa preocupação com a aprovação da professora Ele também disse às vezes eu como coisas que eu não gosto porque precisa comer a tia Lu coloca no prato e ela fala que é para comer tudo que aquela fala típica de adultos ó é para raspar o prato é para comer tudo né às vezes os adultos até
fazem alguma brincadeira do tipo ó quem não comer Tudo não pode sair da mesa né eh e aí o Lucas fui vendo aí o quanto que ele era um bom seguidor de regras ele queria seguir todas as regras né E aí ele não dava conta porque ele não gostava da comida como é que ele Ia fazer né se ele não não queria comer aquela comida ele se obrigava a comer né e a nesses momentos que ele acabava passando mal que ele acabava eh comendo mais acelerado mais rápido para comer tudo tá Ele diz também tem
dias que eu também Como rápido para não ficar para trás Então acho que tinha aquela ideia dele olhar pro prato dos outros coleguinhas ver que os outros coleguinhas já já estavam terminando E aí ele acelerava o quanto ele comia para não ser o último ali a ficar para trás né então isso era um pouco quo que ele tava me trazendo o sofrimento dele nessa parte alimentar E aí ele traz também alguns dados sobre parte social ele diz de um amigo dele o João ele fala eu gosto do João ele é meu Melhor amigo mas às
vezes ele não me deixa brincar e às vezes ele fica me chorando de me chamando de Chorão e de bebê né então o que acontecia que o João era aquele cara aquele cara é ótimo é 5 anos de idade as crianças mas o João já era aqu aquele menino que tinha a todas as decisões muito certas né que já sabia o que ele queria Então ele mandava na brincadeira ele dizia queem quem que ia ser cada personagem e o Lucas não conseguindo se posicionar topava tudo né Então ah eu vou ser o Batman você vai
ser o hobby né eu vou ser o super-herói você vai ser o bandido né e o Lucas tinha que topar todas as formas que o amigo queria brincar mas nunca era muito do jeito do Lucas era sempre do jeito do João e às vezes o João se cansava do Lucas e eu não vou mais brincar com você hoje não sou teu amigo hoje N E aí o Lucas não sabendo como reagir acabava se emocionando chorando isso só piorava porque daí o João chamava ele de Chorão E de bebê n aí ele também relata o João
já me bateu um dia falei e o que que você fez ele diz eu fiquei triste e aí como uma forma até de testar um pouquinho aí que que ele faria né Eu perguntei se você bateu nele de volta até porque essa é uma reação que crianças de 5 anos tendem a ter né ele não tem esse autocontrole eles acabam batendo de volta então eu perguntei se bateu nele de volta e olha a resposta do Lucas não tia Camila bater Não pode é errado Então olha mais uma vez o controle que ele tem de regras
é errado eu não posso fazer N E aí o que ele fez só ficar triste ele não resolve a situação Ele também disse não é certo sentir raiva quando a gente tava falando um pouquinho sobre sentimentos é feio e aí confundindo um pouco o sentimento de raiva com expressões comportamentais inadequadas diante de sentimento de raiva às vezes bater às Vezes chutar xingar n mas ele generalizou e entendeu que sentir raiva não é bom não é certo e que ele não podia sentir raiva de novo gente eu me sensibilizava muito atendendo o Lucas aí uma vez
em sessão a gente vai também fazendo algumas propondo ali algumas situações gente que você obs o comportamento do do cliente junto com você né então eu fiz ali uma situação para produzir uma reação no Lucas e eu disse para ele Lucas a tia Camila Esqueceu de trazer o brinquedo que a gente combinou hoje desculpa e aí prontamente ele diz tudo bem a gente brinca com outro Tem um monte de brinquedo aqui e de F sala tinha um monte de brinquedo mas eu tinha combinado que eu ia trazer um brinquedo que não não tava na sala
né E aí em vez de ele dizer que ele tava triste ele logo já quer resolver a situação para mim não pode ficar tranquila não tem problema nenhum tia Camila Tem um monte de brinquedo a gente brinca com outro né Eu tô bem né E aí eu eu forço um pouquinho eu falo eu tô triste de ter esquecido você tá triste e aí ele disse não eu gosto dos outros brinquedos Então olha a dificuldade dele de entrar em contato com as próprias emoções né É óbvio que ele tava triste né eu tinha combinado com ele
ele tava com uma expectativa era o brinquedo que ele queria né E aí ele disse que não que ele gostava dos outros brinquedos Né bom considerando então gente toda essa fase inicial de avaliação né que foi entrevista com a mãe né entrevista com a professora lá na escola e sessões com o Lucas eu então fiz ali algumas análises sobre o que que a gente poderia aí desenvolver com o Lucas né O que que tava acontecendo com o Lucas quais eram os comportamentos aí do Lucas que que eu pude observar gente que tinha uma regra familiar
dele ser um bom menino a mãe já disse lá na primeira sessão na primeira Conversa e ele também ia mostrando para mim ao longo das sessões como era importante ele ser um bom menino né ele fazer as coisas certas Tá além disso também tinham pedidos abusivos dos colegas algumas imposições dos colegas como eu contei lá do João n diante disso o Lucas se comportava de acordo com o que os amigos pediam com o que os amigos impunham para ele então ah você vai ser o bandido na brincadeira tudo bem a gente não vai brincar hoje
com você tudo Bem né a gente vai brincar com teu brin você não vai brincar hoje com o seu brinquedo tudo bem né Que que isso ia produzindo nele Opa desculpa gente foi sem querer aqui avancei O slide já voltei que que ISO ia produzindo então no Lucas né professora a mãe e várias outras pessoas elogiavam o Lucas né porque ele tava seguindo essa regra Olha como você é bonzinho olha como é bacana brincar com você Olha como você não tem conflitos nem atritos com os outros Colegas né então ele era valorizado por isso né
por outro lado é a cara da Zilda já já mostra né a gente vai ficando aflito porque prevalece sempre as opiniões dos amigos nunca a opinião dele né então quando que o Lucas fazia aquilo que ele queria fazer de fato ele fazia o que a mãe queria o que a professora queria que os amigos queria o que o pai queria E aí lógico em terapia ele vai reproduzir e vai fazer o que A Terapeuta quer também Então olha também a cilada Que a gente corre aí né esse é um tipo de paciente que é difícil
pra gente porque éo é muito fácil a gente cair na cilada de Opa que que paciente fácil ele topa tudo né Ele cumpre todos os combinados né e o que a gente vai ter que fazer é o contrário né é ensinar ele a não cumpre meus combinados né às vezes eh contradiz eu na sessão também né Então esse é um um ponto aí importante aí pra gente olhar quando a gente vai atender paciente essa atividade um ponto E um ponto que nem sempre as pessoas consideram né porque aquela pessoa boazinha quietinha madinha aquela que ninguém
liga para ela ela tá sofrendo ela vai sofrer muito na vida ela tem que saber se posicionar e como é que ensina isso exatamente aí agora que vem o pulo do gato como é que a Camila foi fazendo ela já deu algumas dicas do que que ela já fez então vocês devem estar bem curiosos para ver como é que foi o desfecho de tudo isso né vamos lá Camila Boa vamos chegar lá gente acho que uma coisa muito importante que a professora Zilda comentou é essa parte né de que a as pessoas com déficit de
assertividade princialmente quando é criança adolescente Difícil eles chegarem na nossa Clínica eh porque por professores e por os pais eles não chegariam porque eles não dão trabalham né Eh então Lucas mesmo só chegou pelo vômito se não fosse por isso ninguém ia saber que o Lucas estava sofrendo né porque ele não Demonstrava esse sofrimento Santo vômito né Pois é no fim das contas né algo que é ruim para caramba mas trouxe aí um benefício para ele poder ser ajudado né Então a partir daí eu fui percebendo Opa déf num repertório de assertividade E aí fui
olhar também para uma análise dessa questão do vômito o que que acontecia então nesses episódios de vómito né como a gente falou ah era fisiológico tinha elementos emocionais né E aí eu acho que O pediatra acertou enchei e falou é emocional leva paraa terapia né que bom aí também que o pediatra foi bem certeiro né porque que que a gente a gente pode perceber né mais uma vez aí né diante dessa regra familiar dele ser um bom menino e do pedido da professora para comer toda a comida para comer alimento que ele não gostava para
terminar de comer no horário certo porque tinha horário para comer lá na escola né que que o Lucas fazia ele Comia os alimentos que a professora pedia comia mais rápido do que ele gostaria E aí ele engasgava ele passava mal né vomitava e chorava né com isso o que que acontecia ele evitava uma bronca da professora no sentido se ele falar se ele fosse aquela criança mais rebelde Vamos colocar assim né mais opositor ia dizer não quero comer não vou comer isso aqui eu não gosto né provavelmente ele ouvid a professora fala não come um
pouquinho puxa a vida mas come isso aqui Isso aqui faz bem é importante você comer né Então tudo isso ele evitava evitava a bronca da professora seguia as regras de que ó tem que comer tudo e tem que comer alimentos que você não gosta porque são saudáveis né por outro lado ele ficava sujo os amigos comentavam né O que era bastante aversivo para ele né e ele foi ficando aos poucos né Eh um tanto cont traumatizado com esses momentos da refeição a ponto de às vezes ele não querer nem comer né E aí ele Passava
né um tempo razoável na escola né ele ele chegava de manhã e a mãe buscava ele no meio da tarde então ele almoçava na escola e aí se ele não queria comer era complicado ele ficar tantas horas sem se alimentar né então também e entendi que a assertividade do Lucas Poderia ajudar muito nesse momento aí da refeição E aí fui para vamos entender Quais são os objetivos na terapia do Lucas pra gente poder ajudá-lo Vamos ver que a gente precisa Desenvolver com Lucas tá então principalmente repertório de comportamentos assertivos E aí eu destrinchar isso em
três sub objetivos aprimorar discriminação e expressão de sentimentos né para que Ele pudesse ser assertivo ele precisava entender e se conectar com aquilo que ele tava sentindo com aquilo que ele queria né que ele precisava est mais eh Atento discriminar melhor aquilo que ele tava querendo aquilo que ele sentia né o Sentimento de tristeza poss fazer uma pequena observação e é importante aqui pros alunos é o seguinte nós tendemos nós nós falamos que assertividade envolve geralmente eh uma um enfrentamento de uma situação e normalmente a gente pensa na assertividade apenas naquelas situações em que a
gente foi lesado de alguma maneira e que a gente tem que enfrentar uma pessoa com raiva discordar essas coisas todas a expressão de Sentimentos também pode se caracterizar como assertividade e nesse caso tá bem claro por definição a gente define assertividade em termos do enfrentamento de alguma situação que pode gerar reação indesejável do outro nesse caso é principalmente a do Lucas de que pode gerar reação indesejável do outro e isso daí tinha a ver então com expressão de sentimentos mesmo de desagrado de não gostei de qual é a minha necessidade também é expressão De sentimentos
não quero fazer também é expressão de sentimento a gente tem a expressão de sentimento positivo mas também tem expressão de sentimentos que as pessoas consideram negativo mas não é negativo porque a gente tá expressando a nossa necessidade beleza Camila vá perfeito Zilda perfeito então isso tá incluído aí dentro desse objetivo maior né de desenvolver repertório de comportamentos assertivos gente vai olhar esse tipo de Sentimento que a Zilda tá dizendo sentimento mais de eh de desagrado né de raiva de tristeza de frustração né que ele precisava discriminar e expressar né Uhum outro conjunto de subobject é
se comportar sobre o controle daquilo que era reforçador para ele e não sobre o controle da as regras que vinham do ambiente dele da mãe do pai da professora e desenvolver repertório também de se defender de enfrentar algumas situações ali principalmente com Os colegas com os amigos ão veja o João batia nele o João chamava ele de Chorão de beber e ele não conseguia se defender tá então Esses foram aí os objetivos que eu tracei PR terapia do Lucas então o que que a gente fez tá foram três eixos o primeiro eu fiz algumas orientações
com os pais segundo fiz orientações paraa professora também e o terceiro fiz sessões com o Lucas para desenvolver esse repertórios Qual que é a ideia de fazer orientações com os pais e com a Professora é que eles pudessem ser um ambiente mais favorável pro Lucas apresentar esses repertórios Porque se o Lucas apresentasse né eu podia desenvolver com ele e ele ficar bonitinho na sessão ali né super assertivo se ele vai para um ambiente que não tá reagindo tão bem a assertividade ele vai deixar de se comportar de forma acertiva nesse ambiente Então vai ser aquele
paciente que em terapia você fala vou dar alta Mas aí ele não generalizou né porque o ambiente não permitiu né então por isso orientações pros pais e pra professora também tá vamos ver quem é que lembra da da aula nós fizemos uma aula esses dias onde a gente estava exatamente discutindo isso o quanto o ambiente pode favorecer ou não favorecer a aprendizagem que você pode promover dentro de uma situação ou de terapia ou de programa educativo não é uhum uhum perfeito Zilda então olhando aí pro Ambiente né Fui preparar um ambiente para receber o novo
Lucas que ia sair né Depois do processo terapêutico Então como é que foi minhas orientações com os pais né Eu fui para um caminho de descrever essas contingências e operação no comportamento do Lucas então aquilo que eu mostrei para vocês nas análises eu mostrei pros pais também falei ó Gente olha o que tá acontecendo aqui com o Lucas nos Episódios de vômito nos Episódios de na na escola né e foi muito Interessante porque a ração dos pais foi falar eu não sabia que ISO estava acontecendo não sabia que ele ficava incomodado não sabia que ele
tava chateado né porque ele não relatava né eh e aí todo mundo achando que o Lucas estava tranquilo aí nos Episódios com os colegas tá então descrevi pros pais né Essas análises que eu fiz para eles entenderem o que tava acontecendo defini junto com eles o conceito de assertividade para eles entenderem O que Que a gente ia trabalhar com Lucas e aí para ajudar os eu passei esse vídeo não sei se o pessoal conhece que chama agressivo passivo ou assertivo é de um canal que chama minutos psíquicos tá no YouTube é um vídeo também tá
livre aí no YouTube né quem quiser olhar e que eu passo várias vezes em sessão né Então seja para pais às vezes quando eu atendo adolescente ou adulto eu passo também porque é um vídeo que fala um pouquinho sobre o conceito de assertividade né de Um jeito mais resumido né de um jeito mais às vezes palatável para quem não é da área né e a ajuda a gente a ir trabalhando esse conceito né em sessão então passei o vídeo para eles e também me baseei no livro Falo Ou Não Falo que a zild de Almir
tem um capítulo nesse livro também e outros autores né Eh eh principalmente clínicos ou da área e né de de habilidades sociais também porque fala muito sobre assertividade né então é um livro bem bacaninha aí que fala Sobre assertividade também com uma linguagem mais palatável para a população leiga né então não é para psicólogos qualquer um pode ler né então me também nesse nesse livro além disso esse esse vídeo a gente colocou no curso também Colocou também ah ótimo ó então então estamos bem em sintonia Zilda né legal legal eh então Além disso O que
que eu fui fazendo também fui dando instruções pros pais sobre como dar estímulos antecedentes aí Para que funcionasse como ocasião pro Lucas emitir comportamentos assertivos e como é que eles poderiam consequencial esses comportamentos então por exemplo os pais perguntarem mais pro Lucas né Lucas que que você quer comer né Lucas como é que você quer ir vestido para para o evento né Então os pais perguntarem mais pro Lucas né para funcionar como eh uma estimulação ali né Para que o Lucas entrasse mais em contato com o que ele quer né O que ele Gostaria de
fazer porque ele desse mais a opinião dele e depois os pais também consequencies esses comportamentos de forma reforçando né porque não adiantava nada também os pais perguntarem que que você quer comer aí ele fala hambúrguer E aí os pais dizem não hambúrguer não pode tem que comer uma coisa mais saudável não vou est valorizando assertividade aí né então fui dando essas instruções aí de como que os pais Poderiam atuar com o Lucas né e fui dando modelos também de como incentivar e consequênci esses comportamentos como eu fiz aqui né agora com vocês né então dava
esses modelos ó Pergunta para o que ele quer comer num dia à noite não pode ser todos os dias Óbvio né Mas um dia à noite né final de semana pergunta o que ele quer comer e aí da partir da resposta dele vamos tentar reforçar seja pizza seja cachorro quente seja Hambúrguer né vamos valorizar a opinião Aí do Lucas tá então eu dava também instruções e modelos aí pros pais com a professora fiz também coisas similares tá então descrevi também as contingências em operação no comportamento do Lucas mostrei aquelas análises lá pra professora também defini
o conceito de assertividade Com base no vídeo com base na naquele livro falo não falo e também de instruções sobre como que a professora podia fazer na escola da Mesma forma ela né Eh dando estímulos ali pro Lucas apresentar comportamentos mais assertivos e ela consequencies comportamentos assertivos dele e com a professora gente eu fiz também um protocolo um pouquinho mais específico para esses momentos da do vômito né Falei Opa isso aí né a gente precisa olhar mais de pertinho então fiz um protocolo com a professora em que eu eh entreguei para ela isso aqui que
eu tô mostrando para vocês para Ela ir seguindo conforme ela ia sair pro Lanche ou pro para hora de almoço o que que ela fazia então na saída o que que ela fazia na entrada do refeitório o que que ela Faria ali no momento da refeição e o que que ela poderia fazer depois tá e a professora a gente ela era muito participativa né Isso foi muito bacana aí porque a professora ela era muito bem intencionada ela só não sabia o que fazer porque ela também não sabia o que que tava acontecendo ali né como
a gente Tá falando eh ela tava eh agindo aí tentando ser a a melhor influência positiva pro Lucas só que pro Lucas que era um seguidor de regras e não conseguia dizer o que ele sentia o que ele pensava acabava o tiro saindo pela culatra tá então ela era muito bem intencionada e ela topou todas as orientações ali que eu sugeri isso ajuda bastante também né acho que assim como eu falei do vínculo que a gente cria com o paciente a gente no caso de criança a Gente tem que criar um vínculo com a família
e com a professora também então era uma professora que eu pegava né peguei WhatsApp a gente ia trocando WhatsApp eu ia conversando com ela e aí quando ela tinha dúvida ela me mandava né então a gente também preca est disponível para os pais e professores né então o que que eu ia fazendo com a professora né eu pedia para ela né então colocar o Lucas no início da fila perto dela né porque aí ela pudesse ir já Sentindo como é que o Lucas tava ir ajudando ele a eh se estabilizar emocionalmente para ela ir tornando
o clima mas Ameno né Então canta a música com as que as Crianças gostam e cantar junto ou ir conversando com as crianças sobre um assunto Ameno enquanto ia pro refeitório então era para tirar um pouco aquele pareamento de que o refeitório era numa situação aversiva tá falei também caso ela percebesse que o Lucas estava mais ansioso para ela Acalmá-lo dizer que ela tava junto com ele que se ele precisava de alguma coisa que ela podia ajudá-lo qualquer coisa que ele precisasse ela iria eh tentar fazer né então também mostrando ali que ela tava presente
bom gente aí depois então quando eh quando eles chegavam no refeitório como é que ela poderia fazer então o que que a professora Faria que ela colocaria o Lucas perto de um colega que ele já gosta né ou com que ele tem Afinidade ou próximo dela né para Que ela possa prestar mais atenção nele e ajudar então de repente se ele falar que ele não gosta daquela comida então el não precisa comer se ele disser que ele já tá satisfeito ela também tirar o prato e ela não ficar né cobrando ele a comer mais ou
ele se cobrando a comer comer mais tá então ela ia ajudando ele nesse momento aí da refeição para que Ele pudesse ser mais assertivo ou ter seus desejos aí mais atendidos tá então Er isso um pouquinho desse protocolo aqui durante a refeição tá Ah também uma outra coisa importante né que eu falava para ela colocar menos comida no prato do Lucas que qualquer coisa ele poderia pedir para ela se ele queria comer mais né em vez dela colocar muita comida e ele se vê obrigado a comer bastante e também para ela dizer pras crianças que
elas Não precisava se preocupar com o tempo de comer que ela não ia sair do refeitório enquanto eles não tivessem Acabado de comer pro Lucas não se apressar E comer muito rápido enquanto Comia né então dá sinais positivos pro Lucas né sorri dizer que tava contente que ele tava comendo com calma elogiá-lo né então ao contrário de elogiar o ser o bonzinho e seguir a regra de tem que comer tudo e comer eh rápido né terminar logo né ela ir valorizando esses outros comportamentos de comer com calma de dizer que ele não precisa comer tudo
de ele dizer que ele Não tá AF fim de comer um alimento e ela dizer que tá tudo bem né então ir valorizando esses comportamentos mais assertivos tá caso ele tivesse comendo muito rápido Ela poderia falar para ele em voz baixa que ele podia comer mais devagar Então ajudar ele também a se regular nesse momento da comida tá e quando tivesse próximo do momento de terminar a refeição avisar que daqui a pouco eles iam sair do refeitório mas que ele podia ficar calmo que ele podia Terminar tranquilamente a comida dele então se o Lucas ficasse
ansioso nesse momento que ele tivesse comendo a professora poderia acalmá-lo dizendo que ela tava ali para ajudá-lo dizer que ele pode comer com calma pois ela não iria embora enquanto ele estivesse comendo e caso ele vomitasse dizer pro Lucas que tava tudo bem realizar os procedimentos necessários trocar de roupa lavar perguntar se ele queria comer algum outro alimento n que ele poderia Escolher qual alimento ele quer comer ou ele apenas ficar no refeitório esperando os outros amigos para ele também não perder o contato com os amigos nesse momento porque senão ele saía do ambiente e
perdi o contato com os amigos tá e pedi para nesse momento a professora não se mostrar brava ou chateada mas também ela não valorizar muito o Episódio de vômito né então e Querer agradar querer e eh sorrir para ele querer eh envolver ali ser muito Afetiva porque o Lucas era muito sensível ao reforço social então se a professora também fosse muito mais sensível no episódio de vômito ela correu um risco de valorizar esse comportamento né E quando eles saíssem do refeitório eh para ela esperar el terminar de comer mas não ficar dando mais alimento para
ele e elogiar ele por ele ter ficado calmo por ter comido divagar a sua refeição e agora um pouquinho do que eu Fiz com o Lucas nas sessões um primeiro ponto né o primeiro objetivo aí que eu tive né o primeiro procedimento que eu utilizei foi a descrição e análise sobre sentimentos né então o que que eu fazia na sessão eu ia ajudando ele né descrevendo E analisando os sentimentos que ele tinha ou que personagens tinham para isso o que que eu utilizei o livro da Zilda do Almir e da Ana Paula Casagrande que é
brincando e aprendendo habilidades sociais é um livro para Pré-escolares talvez vocês já tenham visto aqui também no curso então eles tem várias atividades pros pais fazerem com as crianças mas a gente pode adaptar e a gente fazer com as crianças então tem uma atividade que são várias histórias em que no final se pergunta como é que o personagem se sentiu o que que ele fez porque será que ele se sentiu assim então tem uma série de perguntas ali que a gente vai fazendo pra criança para Que ela possa entrar em Contato com aquele sentimento entender
um pouquinho melhor aquele sentimento e ser uma oportunidade paraa criança também falar desse sentimento na vida dela tá também utilizei uma vivência que eu gosto bastante do livro do Amir da Zil da Psicologia Das habilidades sociais na infância que é os sentimentos tem cores ela é uma vência para crianças um pouquinho mais velhas mas a gente faz uma adaptação de novo vem aquilo que eu falei da variabilidade comportamental da Criatividade do terapeuta infantil vamos adaptar né então nessa vivência tem várias carinhas ali eh com um um sentimento né uma expressão ali de sentimento e na
versão original a pessoa a criança tem que escrever o sentimento que ela acha que tem e colocar uma cor para aquele sentimento e explicar por que ela colocou aquela cor como o Lucas ainda não era Alfabetizado eu adaptei e ele só me falava qual sentimento que era e colocava uma cor para aquele Sentimento e eu fazia também né como a gente não tava em grupo né as vivências elas são mais voltadas para grupo mas a gente adapta pro individual então ele fazia e eu fazia E aí depois a gente ia conversando sobre as emoções né
sentimentos que a gente tinha visto na vivência E por que a gente tinha colocado aquela cor e também além de já olhar para sentimentos nessa vivência já pode fazer um gancho pra ideia de Olha só Lucas a gente tem ideias diferentes Aqui eu coloquei que esse sentimento é uma cor azul e você colocou que tem uma cor verde e tá tudo bem não tem certo errado é a sua opinião e a minha opinião Então já vai trazendo um pouquinho também dessa ideia né de sair da regra tá e ir para você tem direito a ter
sua opinião de qual cor você acha que essa emoção tem e eu também elaborei gente isso que eu uso com várias crianças um reloginho de sentimentos então eu coloquei aqui alguns sentimentos é meio Caseiro tá porque foi o que fiz tem alguns sentimentos e aí todo o comecinho de sessão eu peço PR as crianças colocarem que sentimentos que elas estão naquele dia ou com sentimentos importantes que Elas tiveram naquela semana e eu coloco também então eu sirvo de modelo eu vou colocando os meus sentimentos também pra criança pela ver que é possível sentir alguns sentimentos
então lá raiva queer errado sentir eu colocava lá senti raiva essa semana eu Falava para ele porque que eu tinha sentido raiva então vai dessensibilizando um pouco também de que não pode sentir tá também fiz ali uma descrição e análise de contingências com o Lucas que que eu ia mostrando para ele né era bem relacionada com a assertividade porque eu colocava ali uma situação antecedente alguns possíveis comportamentos que ele poderia ter e quais as consequências que ele ia ter se ele tivesse esses Comportamentos então aqui gente eu inventava uma historinha contava a história de que
e ele tinha uma bala né a gente botava até nome nos personagens né o personagem tinha uma bala e ele tinha ido pro banheiro deixado a bala em cima da mesa e quando ele volta do banheiro a bala sumiu e aí como é que ele tá se sentindo né aí o Lucas desenhou que ele tava triste né e a gente coloca dois dois modos de ação num modo de ação é o personagem não fazer Nada só fica triste ali e não não fala nada não fazer nada em relação à aquilo que que aconteceria qual seria
a consequência aí o Lucas desenhou Continua sem a bala tá a bala e um xizinho numa outra opção é o personagem verbalizar e dizer aí tem eu escrevendo aqui que que o Lucas falou gente que eu não consigo enxergar direito mas é algo do tipo né dizer que ele tava triste que ele tinha perdido a bala e pedir ajuda de alguém para recuperar aquela bala e Que aí ele conseguiria recuperar a bala né e ficaria feliz novamente então ele vendo essas opções de comportamento aqui um comportamento mais passivo aqui o mais assertivo e quais as
consequências de cada um desses comportamentos isso é muito importante isso é muito legal ensinar a criança a fazer análise de contingência vocês estão Lembrando que a gente coloca análise de contingência como um dos requisitos de competência social então a Gente não ensina só adulto a gente ensina criança é isso que a Camila tá fazendo boa Zilda e é isso né adulto a gente vai ensinar de uma forma muito mais abstrata né Eh às vezes nem nem é visual a gente só fala pro adulo Às vezes pode ser visual também que é legal né mas paraa
criança precisa ser visual precisa ser lúdico Então é por meio de uma historinha e ele desenhando ali quando a criança já escreve a criança também pode escrever é que no caso do Lucas ele não era Alfabetizado ainda então eu é que tinha que escrevendo para ele e aí eu fiz também trouxe um outro exemplo de uma situação de raiva né que ele tava brincando com um amigo e o amigo quebrou o lápis dele e aí ele sentia raiva e aí tinha três opções de ação uma opção era mais agressiva em que ele saia batendo ali
no amigo uma opção mais Pass de que ele só sentia raiva e não fazia nada e uma opção mais assertiva em que ele conseguia Verbalizar que ele tinha ficado chateado com raiva porque o amigo tinha quebrado o lápis dele que ele gostaria que o amigo ou consertasse o lápis ou desse um lápis de volta um outro lápis para ele né E aí também as consequências de cada uma dessas opções de resposta Além disso eu também fui apresentando pro Lucas algumas regras que descrevessem de forma mais acur ali as contingências Então em vez daquela regra de
Seja bonzinho eu fui trazendo Umas outras regras que eram mais saudáveis ali pro Lucas então coloquei para ele Lucas quando alguém estiver roubando no jogo o outro pode dizer impedir porque ele não fazia isso n várias vezes eu testava eu ia duas vezes e ele não falava nada né então ia duas vezes seguidas né duas rodadas seguidas e ele ficava quieto ele percebia ele olhava mas ele não falava nada então colocava uma regra que fazia mais sentido ali que descrevesse melhor a Contingência né também coloquei ali uma outra uma outra regra que era e agora
eu quero jogar Uno e você quer jogar Pula Pirata que são dois jogos ali diferentes Quando acontecer isso a gente tira para o ímpar Ok porque o que que o Lucas fazia vocês que já estão conhecendo bem o Lucas ele cedia e falava Ah tudo bem Eu também gosto de Uno pode ser Uno e nunca jogava o jogo que ele queria né então eu dei uma outra regra melhor a gente vai tirar para o ímpar e quem Ganhar vai ser o jogo que vai ser então às vezes ganhava eu às vezes gan Ava ele tá
também fui dando modelos de variabilidade comportamental e de comportamentos assertivos para ele né para que Ele pudesse então né Eh sair um pouco da regra e se defender mais se posicionar mais eu falava Lucas hoje vamos mudar um pouco os combinados da sessão então lembra que eu falei gente dos combinados iniciais que era primeiro a gente converta depois a gente faz Atividade depois a gente joga né E aí eu falei mudar a ideia da variabilidade comportamental né acho que eu preferia brincar primeiro e depois a gente conversar e fazer atividade topa né e no começo
ele ficava um pouco relutante né que é Opa tá saindo do da regra né E aos poucos ele foi entendendo que sim ó é super gostoso brincar primeiro né então fui aprendendo aí um pouquinho que a gente podia flexibilizar as regras né aí teve um dia que eu pedi pra mãe Eh Trazer uma coisa de comer que ele gostasse Exatamente pra gente comer na sessão e ajudar nos Episódios de vômito lá na escola então a mãe trouxe um bolo né dois bolinhos ali que ele gostava pra gente comer juntos então ele levou pra sessão ele
comeu eu comi né E aí eu tava dizendo Tava lá comendo e dizero Nossa adorei esse bolo que você trouxe que bolo delicioso Agora eu entendo que você gosta tanto desse bolo né Aí eu falei para ele eu vi que você já terminou de Comer e eu ainda não terminei e eu fiz de propósito Eu comi devagar exatamente para dar modelo para ele de que a gente não precisa comer rápido né Eu falei que eu ia comer o meu no meu tempo se ele esperava eu terminar né ão dando esse modelo de como é que
ele podia fazer também na escola quando isso acontecesse aqui também pensando na ideia da variabilidade comportamental naquela ideia de que ele tem o direito aí de ter as opiniões dele os gostos Dele então eu fiz uma atividade em que eu pedia PR os pais dele responderem algumas perguntas que a gente criou eu e ele né Então tinha pergunta qual sua cor preferida qual seu time de futebol preferido eh qual é a sua música preferida e algumas coisas assim e aí Ele trouxe as respostas dos pais e aí eu falei para ele Lucas vamos ver o
que seus pais responderam sobre as nossas perguntas e vamos também falar sobre as nossas respostas vamos lá qual é a cor Preferida do seu pai aí ele diz é verde e da sua mãe é azul aí eu falei a minha é vermelha e a sua ele falou é verde eu disse olha só cada um tem uma cor preferida né então a ideia de que a gente não vai achar um consenso e que todo mundo tem o direito de ter as suas opiniões as suas preferências tá também fui com ele né pensando naquele objetivo de ele
ensinar ele a apresentar respostas mais desejadas de Enfrentamento de se defender né então diante de alguns problemas com os amigos eu ensinei aí algumas opções para ele uma era conversar com um adulto pedindo ajuda a outra era ignorar o o amigo que tivesse fazendo uma provocação a outra é sair de perto daquele amigo a outra tá meio escura aqui gente mas é brinc com outro amigo a outra é falar firme né pedir para parar né E a outra é negociar alguma situação de brincadeira cada uma delas não vai funcionar em todas as Situações por isso
que a gente tem que ter também né Essa variabilidade se só ignorar não vai funcionar todas as vezes então vou precisar às vezes ignorar às vezes negociar às vezes sair de perto às vezes pedir ajuda para um adulto então ele precisa ter esse rol de opções para saber qual que ele usa em cada situação e às vezes ele pode também combinar algumas dessas opções né então eu apresentava todas essas opções para ele e depois a gente vocês vão ver que a Gente treinava também essas opções acho que tá nos próximos slides então a gente fazia
alguns ensaios comportamentais treinando então eu falava que era um teatro que a gente fazia ou às vezes fazia por fantoche ou por boneco né então falava Lucas vamos fazer de conta que você tá na fila do lanche Então tinha que fazer uma fila para ir até o refeitório né e um amigo passou na sua frente na fila e os crianças adoram estar em primeiro lugar na fila ninguém Gosta de ficar por último na fila então amigo passar na frente é uma coisa ruim né O que que você pode fazer vamos fazer o teatro né então
eu já tinha apresentado aquelas opções para ele né então ele já sabia ali de possibilidades e aí a gente fazia o teatro no início qualquer opção que ele dava Vamos pensar ali na modelagem né então qualquer opção que ele dava eu já parava né Eu já e eh dava como satisfeito tá ótimo depois eu fui refinando um pouco mais fui Dificultando um pouco mais né a a situação para ele então pensar que no começo eh ele só falava sai da da minha frente ó eu tô na frente eu já falava Ai desculpa não vi que
você tava aqui e voltava pro final da fila né Depois de algum tempo eu falava não então ele vai ter que ser um pouco mais firme né então ele falava mais suave eu falava Ah não eu quero ficar na sua frente Ah não eu gosto mais desse lugar Ah não eu cheguei primeiro então eu ia dificultando um Pouco mais gente pensando que é isso que os amigos dele iam fazer os amigos dele não iam ser bonzinhos como eu e parar na primeira vez né Então a gente vai modelando aos pouquinhos esse repertório dele se defender
pessoal eu quero só fazer um parêntese aqui para vocês verem quantos procedimentos lá do módulo três que a gente falou sobre os procedimentos que a Camila tá utilizando ela tá integrando todos esses procedimentos ela tá Ensinando fazendo modelagem modelação roleplay reforçamento diferencial ensinando solução de problema vocês vejam bem quanta coisa que ela tá agregando daquilo tudo que a gente ensinou parcelado para vocês e que no módulo cinco nós explicamos que faz parte do processo de planejar todo esse esse programa incluindo atividades incluindo técnicas estratégias procedimentos ela não tá fazendo aleatório e lembre-se que ela planejou
Planejou com base numa avaliação muito boa muito detalhada com análise de contingências que vocês devem ter percebido quem não percebeu volta toda vez que ela falou em contingências volta e veja o que que é isso porque é importante Tá e agora ensinando inclusive análise de contingência ensinando solução de problemas ensinando acertividade fazendo A modelagem de uma assertividade mais difícil Às vezes a gente chama de Overlearning que é dificultar ainda mais paraa pessoa ainda assim conseguir resolver perfeito Camila você tá ilustrando todos os nossos procedimentos aí de uma maneira admirável dentro de um atendimento eu vou
destacar aqui que eu não conhecia esse caso tá eu tô aqui assistindo e vendo como é que a Camila eh se virou aí ela tá admirável Obrigada Z obrigada é realmente é novidade pra Zilda também o caso ainda continuando aí nos ensaios Comportamentais aí eu fiz com boneco né Eh aí meu boneco diz assim ei eu só aceito brincar se for da minha brincadeira então eu pegava situações que eram muito parecidas com que ele já tinha me contado lá da escola com que a professora já tinha contado a mãe então todos esses agentes começaram a
perceber também essas situações que eles nem viam né aquele eh relato que a mãe trouxe na primeira sessão que ela falou que tinha um filho da de de casal de amigo vocês Voltarem lá no slide nos começos né do primeiro slides que ela fala assim ai tem um filho de um casal de amigo que sempre dá problema a criança chora quer tudo fazer do jeito dele chegou no final da dos atendimentos a mãe falava assim pelo amor de Deus eu não deixo mais o Lucas brincar com aquele menino o Lucas vai se impor Sim e
se o menino chorar tá tudo bem né Então aí ela começou a perceber a mãe o quanto que o Lucas facilitava a vida do menino porque o Lucas Fazia tudo que todo mundo queria tá então eh a a professora a mãe foram me relatando um pouco dessas situações eu fui trazendo sit que eram bem comuns de acontecer ali na no ambiente cotidiano do Lucas né E então eu eu falando ei s aceito brincar se for da minha brincadeira senão não vou ser mais seu amigo e o seu boneco o que que vai responder E aí
ele tinha que dizer-lhe uma resposta né é compatível se ele tinha dificuldade eu ajudava também tá Então É aquela ideia né que que eu tava falando da modelagem então no começo eu ajudava eu dava modelos né eu dava exemplos e depois aos pouquinhos eu fui dificultando um pouquinho mais tá E aí como a Zilda também colocou fazia um reforço diferencial de comportamentos assertivos então qualquer comportamento assertivo que ele metia eu já valorizava né E aí ele foi ficando tão bacana em assertividade gente então num jogo ali no determinado momento já Mais né mais pro finalzinho
das sessões ele falou para mim ah Camila não vale Você já jogou agora é minha vez e eu falei Lucas você tem toda razão você vibrou hein sim nossa vibrei com ele teve uma sessão inclusive foi muito interessante que eu chamei a mãe para vir junto então a gente jogou eu ele e a mãe né E aí teve uma situação em que eu fiz algo ali também errado no jogo que ele chamou minha atenção e a primeira reação da mãe foi não Lucas Deixa eu falei não ele tá certo eu errei né Então olha a
dificuldade da mãe de ser ali uma contingência que favorece né do tipo opa pera aí meu filho não pode chamar atenção da terapeuta não pode dizer que a terapeuta tá errada e eu disse ele pode sim eu tava errada ele tinha razão né então fui também eh introduzindo Às vezes a mãe nas sessões falo a mãe gente porque o pai era menos disponível Tá mas o pai chegou aí em algumas sessões também mas a mãe é que Ficava mais tempo também com o Lucas então fui introduzindo a mãe em algumas sessões para que a mãe
funcionasse também né Eh ali de de um estímulo para eh trazer mais respostas acertivas e valorizar essas respostas e eu ia sendo modelo pra mãe no ambiente da sessão perfeito um outro exemplo de reforço diferencial de comportamentos assertivos a gente tinha combinado um outro dia de eu trazer massinha era outra vez não daquelas primeiras sessões Lá e já estava mais avançado mas sim é uma coisa que eu não tenho na na clínica porque não é com toda criança que dá para brincar porque tem criança que faz aquele estrago na clínica né vem massinha até no
teto então é um Um item ali que eu uso só para algumas crianças não deixa disponível no armário e aí eu ele gostava muito de massinha né E aí eu tinha combinado que eu ia levar massinha e ele falou você trouxe a massinha que a gente tinha combinado ele perguntou né Então olha como ele já tava né Mais também solto nas sessões mas conseguindo se posicionar sendo assertivo e eu falei puxa Lucas eu não trouxe e de novo gente eu fazia de forma proposital para PR a gente poder ser ocasião ali para ele ser assertivo
e eu poder valorizar E ele mesmo já disse puxa eu fiquei chateado você traz semana que vem olha a diferença desse relato pro das primeiras sessões que era tá tudo bem a gente joga de outra coisa eu gosto um monte de Outro jogo ele conseguiu se posicionar fiquei chateado você traz semana que vem eu falei desculpa Você tem toda a razão em ficar chateado porque a gente tinha combinado eu vou trazer semana que vem sem falta né então tentei valorizar e levei na semana seguinte óbvio né para valorizar esse comportamento assertivo dele e aí em
termos de resultados gente o Lucas passou a negar pedidos abusivos dos colegas demonstrar sentimentos negativos de forma mais adequada expor e Defender suas opiniões e a se def de imposições dos colegas né então ficou muito mais agradável pro Lucas interagir seja com os colegas da escola seja com aquele colega né Que Eu mencionei aí que a mãe falou no comecinho das sessões então ficou muito mais fácil e eh foi muito interessante aí ver o desabrochar do Lucas né ele era um menino mais quietinho né até com um semblante diferente no início das sessões e no
final ali das sessões ele já era um Menino que você via ele mais à vontade mais tranquilo né mais conseguindo se posicionar n Então tinha mudança até física no semblante do Lucas né e depois de algum tempo ali né vou colocar aí pouco tempo vou dizer assim os episódios de vômitos foram os primeiros a serem a serem interrompidos que a professora seguiu certinho ali o protocolo então cerca de um mês já não tinha mais Episódio de vômito na escola e durante todo o processo terapêutico que durou Ali vou colocar um ano um ano e pouco
né do processo inteiro não ocorreram mais episódios de vômito na escola né então a partir disso tudo eu entrei com processo de aa com o Lucas né e a gente foi fazendo sessões mais intercaladas até a gente eh interromper ali os atendimentos porque o Lucas já estava bem sem a necessidade desse acompanhamento ô ô Camila esse é bem um caso admirável em que a gente tem a Clara eh eh comprovação do quanto Assertividade impacta sobre a saúde física e vice-versa é muito bom muito bom mesmo Sim bom gente então esse era um um recorte aí
do caso né Tem vários outros exemplos tem um monte de causos aí que poderia contar mas trouxe aqui para contar nesse tempinho que a gente tinha para conversar mais uma vez eu agradeço agradeço muito a professora Zilda a gente tem uma história aí juntas né Zilda fiz aí iniciação científica monografia mestrado doutorado com zild e Com Almir então é um prazer estar aqui hoje eh apresentando aí um pouquinho do do meu trabalho tudo que eu aprendi muito com a Zilda e com Almir né e me coloco à disposição Agradeço também aos alunos que vão assistir
a aula me coloco à disposição Camila eu é que tenho que agradecer e eu acho que cada um dos que estão assistindo que assistiu a sua aula também tem só agradecer sua presença a sua apresentação a sua didática a sua Expertise como terapeuta como terapeuta infantil esses dias uma das pessoas perguntou Zilda Quais são os requisitos para atender crianças eu coloquei alguns deixa eu ver se Quais que você responderia Camila bom acho que não só crianças acho que um pré-requisito aí é essa parte de habilidades sociais né a gente precisa aí ter também o Nosso
repertório de habilidades sociais paraa gente a gente atender né seja criança ou seja adulto Né então a gente precisa ter assertividade a gente precisa ter empatia a gente precisa saber se comunicar né então isso acho que tanto crianças quanto adultos né agora de criança em específico Zilda eh eu acho que tem o que Eu mencionei aqui na aula dessa variabilidade comportamental dessa criatividade a gente precisa estar eh disposto a produzir material né a pensar um pouquinho porque às vezes aquele material que eu produzi com uma criança Não vai funcionar com a outra né então tem
que adequar aquilo que a gente criou né Às vezes a gente tem que criar um material específico para aquela criança né então acho que essa variabilidade comportamental essa criatividade acho que também eu colocaria aí um uma disposição vamos dizer assim para poder de fato entrar no Mundo da Criança is acho que isso sentar no chão e brincar e e entrar no vai de conta né então eu falo que às vezes quem é terapeuta que Não gosta disso talvez é melhor atender adulto adolescente porque para atender criança a gente precisa tá disposto a aprender a gente
não precisa saber mas a gente tem que est tá disposto a aprender né então a criança falando do personagem das quantas da série do filme ô não conheço filme não conheça série eu quero aprender né Então me conta aqui aí p celular pega o tablet me mostra como é que é como é que esse personagem como é que é essa história ah vamos assistir um TRE um trechinho juntos né então a gente tem que estar Disposto a entrar no Mundo da Criança a sentar no chão a brincar junto né a vivenciar ali aquele universo com
a criança também acho que é um outro repertório importante aí você falou basicamente tudo que eu falei falei tem que gostar de criança saber sobre desenvolvimento da criança criatividade técnicas lúdicas você fez tudo isso nessa nessa exemplificação aí que você deu né então eu tô muito feliz Eu tenho certeza de que quem tá assistindo aqui tá extasiado de aprender tanta coisa aqui é botar a mão na massa é como eu faço mesmo e você trouxe tudo Você entregou o ouro aqui pro pessoal gente aproveitem assistam de novo se for o caso vai tá tudo isso
aí escrito que a Camila teve o cuidado de trazer por escrito até os diálogos aí que vocês podem depois ver no pdf então só tenho que agradecer Camila seu trabalho Espetacular muito bom mesmo se você Quiser dar algum recado final aqui para o meu grupo de eh do curso habilidades sociais dapr método a Primor Fi vontade para se despedir para convocar para convidar quem quiser ser atendido pela Camila também gente fiquei à vontade gente quero a agradecer então mais uma vez a Zilda agradecer os alunos dizer que eu tô à disposição e dizer gente ó
arregaçar as mangas e mãos à obra né é quem quer ser terapeuta infantil é isso da gente pensar Construir recursos e o que eu puder ajudar contem comigo e vocês fazer perguntas que a gente encaminha pra Camila eu tenho certeza que ela vai responder tiver mais perguntinhas ou comentários ou feedback a gente manda tudo para ela tá bom gente vamos [Música] lá