[Música] [Música] o que muda em nós quando muda o mundo quando fronteiras e de sol não só geográficas mas também aquelas que delimitavam padrões de comportamento e hierarquias e até mesmo valores caminhar num terreno tão amplo tão livre repleto de novas possibilidades o mel do nosso mundo contemporâneo tem provocado profundas transformações em nossa maneira de ser e de viver e de se relacionar essas novas configurações estariam também transformando a nossa maneira de sofrer nesta série do café filosófico o sofrimento humano nos tempos atuais quais são as queixas que estamos levando ao divã será que o
modelo psicanalítico de floyd no século 20 ainda dá conta de nossas aflições contemporâneas neuroses ansiedade as conclusões são palavras que nos vão não nos assustam parece que escaparam dos manuais e psiquiatria e invadiram o nosso dia a dia nos fazendo sentir muito vulneráveis estamos patologias atuais é um tema amplo demais então que eu vou me concentrar em três pontos é o primeiro tentando é mapear nesse cenário da contemporaneidade pensando é sobretudo o que se convencionou chamar medicalização e patologização de comportamentos normais quer dizer pensar né se a gente ampliou demais a esfera né do que
é a patologia e reduziu o campo do que seria normal na restringindo um pouco é esse esse campo e qualquer comportamento né da vida afetiva de todos nós que poderia ser considerado normal tempos atrás hoje em dia é pode encontrar lá uma classificação zinha ano os manuais de psiquiatria então falar um pouco sobre isso entrar depois na questão do pânico e das compulsões e finalizando falando dessa questão das ferramentas na lista então começando esse primeiro ponto não sei se vocês sabem que essa categoria é de pânico de fobia social é uma categoria que surgiu nos
anos 80 com um 10 m3 é o dsm para quem não sabe é o manual da associação é psiquiátrica americana a ele de início ele era um manual para pesquisa e depois ele foi se tornando um manual de ir de uso prático mesmo é e ele tem uma grande influência ano de um modo geral na forma como a gente encara essas categorias né vocês terem uma idéia é o décimo 1 que surgiu em 1950 nossa 52 ele tinha 130 páginas algo assim é o dsm 5 que saiu há um ano atrás ele tem 947 páginas
né então vocês terem uma idéia nem quer dizer mais 800 páginas né e em 60 anos né é tão muita ou muita coisa mudou se então a gente também é um pouco de cada a gente está também é tendo essa essa compulsão não fez a categorizar dá pra gente brincar com esse termo é da da palestra de hoje né categorizar essas é o sofrimento humano enfim o comportamento humano todo mundo aqui se a gente pegasse o manual resolver se está nem os critérios tenho certeza que todo mundo achava que tinha alguma coisa ou mais de
1 é muito fácil a gente entrar em algum critério porque mudou um pouco com essa essa maneira de definir hoje na mais diagnósticos estão sendo feitos né não sei se vocês conhecem mas as siglas como né dag tdh é toc téchiné se tornaram é termos que de uso quase cotidiano né as pessoas se apresentam às vezes dessa forma é comum você ver as pessoas chegando ao consultório dizendo oi eu sou lá né eu sou é ou então e às vezes até brincando nancy tem a não falando isso adolescente faz muito ela é bipolar ela fez
isso falo isso hoje falou depois que virou o termo não é mesmo do do cotidiano né e às vezes já recebi uma adolescente que disse assim eu sou bipolar a minha amiga tentarei a outra depressivas e de um disso né de onde isso veio a ela disse é bom algumas tinham recebido de fato esse diagnóstico é baseado em outros estão se autodiagnosticando claro pela internet né e por lista isso é que parece que aquelas listas né de revistas é que ele também vem incluindo isso você deprimido você tem né isso se torna de alguma forma
isso é tranquilizador para essas pessoas têm algum significado é que a gente tem que entender qual a função disso mas descobrir alguma causa exterior pra um mal-estar parece mais confortável mais tranqüilizador do que é tentar pensar o que outras né o que essa pessoa tem a ver com né isso que com essa nomenclatura que isso não é de fato significa né para essa pessoa dizer eu sou bipolar eu sou eu sou é uma coisa que tem um status de identidade né então a gente tem uma grande discussão no meio e cia na psiquiatria psicologia enfermeiros
em geral 'nesse é não se trata justamente de uma medicalização de uma atualização de situações um bom exemplo é um luto luto a gente está habituado a pensar sei lá o culto variável muito pessoal é mais é um ano depois passou para dois meses agora são duas semanas é uma coisa que não tem mais tempo nessa não pode pleitear também né a pena a perda de lidar com a perda neder um ente querido duas semanas né é claro que isso não é assim né tem uma notinha dizendo olha mas tem que avaliar mas é muito
curioso é que surja nessa essa essa idéia é de que a partir de duas semanas você precisa é você já considera né que isso é um sintoma depressivo né é tem um texto onde o antropólogo de um psiquiatra chamado arthur kleiman em que ele fala é justamente da perda da esposa dele uma companheira de 46 anos e prestes a completar um ano dessa perda ele se dá conta que ele tem um dos mesmos sintomas não é surpreendente que quanto mais próximo esteja do primeiro aniversário do meu luto é único assim da tristeza às vezes e
abrir um sentimento de que parte de mim foi perdida pra sempre pensador fez parte da lembrança e talvez também da reconstrução o que significaria reenquadrar esses significados como sendo de ordem médica a nova geração de jovens e adultos que afirma ter sido remodelado pela internet e pelo resto dessa era transformar acionista de engenharia e tecnologia aplicada pode não precisar mais ou não querer mais o sofrimento do luto para afirmar sua humanidade resgatar seus valores mais profundos enquadrar sua experiência coletiva e pessoal da venda eu sempre imaginei que se algo assim acontecesse haveria uma perda daquilo
que é humano já dizia isso quer dizer que o mundo ele é um trabalho na ele é uma coisa que exija sam essa introspecção esse recolhimento não é uma coisa que pode ser feita assim que maneira expressa mas acho que tudo isso é importante né pra gente poder é ter uma certa visão crítica em relação a essas não estou dizendo que tudo está errado mas a gente pensar o porquê disso né não é que é não é condenar é necessariamente esse movimento mas é pensar é porque está surgindo dessa forma né hoje em dia outros
autores também que que trabalhar essa questão especial em relação à depressão né é um hobby 28 por exemplo as formas o que aumentou foi o a quantidade de prescrições de antidepressivos da quantidade de pessoas que procuram né esse tipo de tratamento né com esse com essa busca de diagnóstico e também o número de artigos científicos e também na mídia em geral sobre depressão né e que dá essa idéia de que houve um aumento muito grande da depressão que não necessariamente seria isso é importante reconhecer que até pouco tempo atrás dois grandes tipos de caso que
manifestava os mesmos sintomas eram nitidamente distintos um do outro o primeiro a tristeza normal ou tristeza com causa era associado a experiência de perda ou outras circunstâncias dolorosas a atitude mais comum era oferecer apoio evitando confundir a tristeza da pessoa com doença segundo tipo de caso tradicionalmente conhecido como melancolia ou depressão sem causa era um transtorno médico os sintomas surgem apesar de não haver motivo para tanto na vida do paciente esses casos eram relativamente raros do nosso ponto de vista houve um momento contínuo no número de diagnósticos com base numa definição relativamente nova de transtorno
depressivo que é falha e que combinada com outros desdobramentos da sociedade expandiu drasticamente o domínio do suposto transtorno é uma pressão que a gente tem é como essa idéia de normalidade que tivesse um cortado nesta busca de alguma coisa né que evidentemente é inatingível né mas que é uma busca de dessa tal felicidade suprema dessa tal completude não sei se sabem que a definição de saúde da oms da organização mundial de saúde é um estado de completo bem estar físico mental e social e não necessariamente a ausência de doenças né alguém saudável né aqui no
estado completa de bem estar físico mental e social né fica todo mundo que eu tenho que é comer tanto as frutas e legumes e tem que fazer tantos exercícios e tem que tomar tantas vitaminas que eu tenho que tem o que tenho que é que começa a tomar conta da gente evidentemente a gente faz tudo não chega ao bem-estar com neto é físico mental e social e aí é ficamos frustrados deprimidos aí sim é aí vem essa depressão é deprimidos insuficientes ou não atingir é quase também um pouco de vergonha eu não fui capaz de
atingir mais uma certa ideia de que alguém é né isso é propagandeado isso né então alguém deve ser eu não estou sendo eu tô me sentindo insuficiente não me sentindo é fora na descida esse jogo e osso evidentemente traz muita dor é agora também né vale lembrar que essas concepções né a respeito de si hoje né mesmo a depressão é que tinha o nome de lincoln ia na psicanálise né é um a menos né por exemplo na antiguidade ela já foi conseguir outros momentos da história também foi considerada uma mais um sinal de genialidade o
sinal é de algo especial então a gente pensar ter nada de acordo com os valores né da cultura isso também vai mudando a nossa percepção né é claro que não é exatamente nessa tem sempre tomar muito cuidado para não ter uma idéia de um uma causa né que que produz um efeito assim como se fosse uma relação muito direta sim muito não é assim mas certamente os nossos valores vão mudando a gente vai tendo outras é outras percepções a respeito do dos nossos sentimentos um sujeito contemporâneo uma impossibilidade de responder aos ditames desse super eu
cultural mergulha na sensação de ineficiência inoperância e impotência sua queixa agora reside na culpabilidade não mais por não conseguir renunciar e sim por não poder fazer face às demandas de êxito através das quais ele terá seu reconhecimento pela constelação social e afetiva que o certo no próximo bloco hoje ela é um sinal ela é um sinal e a indica um perigo é possível crime nem diz não tenha sido incomum em rodas de amigos houve relatos sobre alguém que teve ou está sofrendo com a síndrome do pânico parece ser algo que está sempre à espreita na
esquina cinema que pode surgir no momento qualquer do dia ou da noite será que esse tipo de transtorno é novo nunca existiu ou está ligado a maneira como vivemos então entrando um pouquinho nessa questão é a da ansiedade propriamente dita né o transtorno do pânico e ele é ele faz parte dos transtornos de ansiedade né de um modo geral e é ele tem né como homem característica né acho que talvez seja até de conhecimento de todos mas em que tem como característica principal a ter um início não é súbito o início é que a pessoa
não consegue fazer uma correlação entre o que ela está vivendo naquele momento e o surgimento né daquele dia naquela ansiedade falta né e ele tem nenhum ele vai subindo tem um currículo é mais ou menos em dez minutos depois isso desce ele é acompanhado por sentimentos pouco manifestações físicas não é muito intensas né como sudorese taquicardia na dor no peito a sensação de morte iminente né então sensações de que enfim alguma coisa muito ruim é muito ruim muito grave e vai acontecer uma necessidade urgente de fuga dessa situação tanto que por exemplo agorafobia que é
um outro né transtorno que tem a ver com essa né com medo de lugares públicos lugares né é vai ser quase uma consequência né de uma crise de pânico na casa e evitar que essa crise e apareça novamente você começa a ficar cada vez mais recluso na então é esses ataques né pra caracterizar nessa o transtorno do pânico os ataques têm que aparecer de maneira inesperada e eles têm que separar a pessoa não incompreensíveis inexplicadas e já a fobia simples ela teria já um objeto não seria algo específico não tem medo de alguma coisa muito
mais fácil ele tá não tem medo de cachorro eu posso evitar cachorro cachorro condensa em uma série de coisas mas é fácil pânico não ele me assalta de uma brutalidade não tem como é evitar essa crise né e começa a ter medo de ter a cris né até nessa categoria ser inventado é a psiquiatria e psicanálise caminhavam juntas nesse sentido né as primeiras versões por exemplo é do dsm atenção dois né elas a descrição que o freud dava de uma categoria que era a neurose de angústia ela era basicamente a mesma descrição de pânico que
ele diz lá sobre os sintomas é muito parecido em 1195 muito parecido com sintomas de pânico de agora então não é que isso não existiu na pânico fobia obsessão compulsão tudo sempre existiu lazio sempre teve de inscrições desse tipo à nossa pergunta é será que isso tem aumentado de fato não tem aumentado o que teria levado nesta é que há um aumento nessa observação de que a gente teria mais casos nesse sentido só tem três teorias de angústia nessa primeira teoria que vai ser muito mais ligada a um excesso de excitação que não não pode
ter um um escoamento né apropriado não pode ser eliminado de maneira apropriada uma segunda é que a teoria de que o recalque nanquim enfim a palavra também todo mundo conhece mas no fundo é como um mecanismo de defesa de tirar da consciência na alguma coisa que causa mal-estar se tirar é para evitar esse conflito tirar esse essa idéia é da consciência que esse recalque e nã o fato de você não não dá livre vazão a esse é um desejo por exemplo é produziria mal-estar ea terceira teoria que é um show é um sinal ela é
um sinal que indica um perigo é possível crise iminente né ela tem ela tem uma função protetora nela é quase como uma vacina ela tem pequenas doses é pra você se preparar para o perigo não é pra você poder ter um não ser pego de surpresa justamente como é a situação não é do pânico né claro que o pânico ele é não é uma angústia sinal não acho que isso fica claro né ele é é uma um ataque de angústia uma crise mas é no fundo né porque eu tô falando das suas teorias né pra
dizer que é no fundo a experiência subjacente né ah ah ah ah toda a expressão da angústia e froid é é uma experiência de desamparo é como se de alguma forma é o desamparo ele ficasse a pessoa tomada na época uma situação de tamanho de proteção se sentindo há muitos usam parada a angústia de alguma forma a invadir e tomar conta não é por exemplo uma pessoa que tem uma crise de pânico é muito notável isso não é que não é não adianta palavras não adianta palavras não adiantam é a metáfora não que é fundamental
uma presença concreta uma presença de alguém fim de um ano que eles e deposite confiança em que você depois disso alguma segurança é que vai fazer as vezes de uma forma é dar conta dessa situação extrema de ansiedade então é essa repetição que a gente veneno por exemplo no pan com isso é um bom exemplo tem outros exemplos que a gente pode tomar mas essa repetição os ataques acontecem eles se repetem mais o sujeito não tem a impressão de que eles aprenderam nada com novo ataque é sempre uma nova surpresa é sempre como se fosse
o primeiro essa repetição uma busca de tentar integrar de alguma forma de tentar se apropriar de um de vida de um sentimento que não está encontrando algum lugar dentro da gente só que isso fracassa essas repetições elas não levam a essa é integração nelas por si só não levam isso então a gente tem que pensar que é preciso talvez fazer a esse caminho pra que isso eventualmente possa é encontrar um outro lugar né então é só pra gente não tem essa idéia de que o pânico é uma descarga de licitação pura e simplesmente mas é
quase como uma tentativa de simbolização humano é uma busca de tornar aquilo né mais é subjectiva do nosso objetivo é esse desamparo que no fundo tem muita relação também com a temática da morte própria no próximo bloco observações são que tu freud se apropriou do mito grego do édipo para pensar os sentimentos conflituosos na relação pai e mãe criança o complexo de édipo como ele chamou é um conceito fundamental da teoria psicanalítica quando a gente pensa no no paradigma da neurose freudiano a gente está pensando né enfim no ad koné médico foi quem é efetivamente
né desejou e e hoje né ficar com sua mãe é cometer um gesto e matou o pai né quem realmente levou isso é às últimas consequências né e o complexo de édipo a gente pensar né como a cada um tem que lidar com palavras muito da por técnicas nem lidar com as renúncias não poder aceitar as renúncias dos nossos desejos e lidar com as consequências né ea saída disso né gente tenha a neurose psicose a intervenção como saídas possíveis disso a gente está trabalhando agora uma pesquisa montando essa pesquisa ainda mas a ideia é que
a gente possa não é discutir um pouco campo da lerosa obsessiva e é as compulsões hoje quer dizer tem a ver uma coisa com a outra não tem a ver né porque o diagnóstico por exemplo de toque ele é um diagnóstico muito disso objetivado nessa categoria nem psiquiátrica todas as categorias psiquiátricas elas tendem a tirar né não muito do fim do dos aspectos subjetivos envolvidos naquela manifestação né então se o transtorno obsessivo compulsivo é um transtorno é é um muito caracterizado por um conflito né por uma dúvida uma excitação um grande sofrimento em torno disso
né o toque ele acaba sendo quase que só a os atos nem envolvidos nisso não vim os rituais é e ele não é não traz essa essa questão do pensamento é e à nossa pergunta é bom é não é dizer que o senador osmar dias e se ainda existe não existe mas é pensar se é hoje as compulsões que a gente encontra são com funções que são mediadas pela palavra mediadas pelo pensamento quando você tem um transtorno obsessivo compulsivo você realmente não tem momentos tranqüilos mesmo na cama eu estou pensando será que tranque as portas
sim será que lavar as mãos sim mas quando a vi a única coisa que consegui pensar ela na curva delicada dos seus lados eu a convidei para sair seis vezes em 30 segundos em nosso primeiro encontro passei mais tempo organizando a minha comida por cor do que comendo ou falando com ela mas ela adorou quando fomos morar juntos ela disse que se sentia segura porque ninguém jamais roubaria já que eu definitivamente tranquei a porta 18 vezes à noite ao deitar e ficava me olhando enquanto desligava as luzes desligadas em dia diz ligava ea sentia na
semana passada ela começou a dormir na casa de sua mãe ela me disse que não deveria ter me deixado ficar tão apegado a ela que a coisa toda foi um erro mas como pode ser um erro que eu não tenho que lavar as mãos depois de tocar lá eu quero tanto de volta deixo a porta destrancada deixar as luzes acesas observações são que são idéias imagens né e pensamentos que é de alguma forma eles eles impõe na o indivíduo contra a vontade deles e eles causam incômodo né o sujeito sabe que aquilo é sem sentido
que aquilo é totalmente irracional mas não consegue evitar essa intrusão e as compulsões são quase como é é resposta às muitas vezes a essas obsessões né são comportamentos e hábitos mentais repetitivos estereotipados que também se impõe contra a vontade do sujeito embora ele saiba que aquilo é absolutamente irracional ele não consegue também evitar então é antes do froyo de criar na neurose obsessiva ele foi o primeiro que reuniu nessa quem criou essa categoria e foi o primeiro que reúne obsessões e compulsões numa unidade clínica antes dele isso obsessão de compulsões e não temos intercambiáveis era
usado para dar diversos quadros né ele reuniu nessa categoria do da neurose obsessivo ea como disse o toque nadada psiquiatria ele na guarda um pouco essas descrições mais elimina os elementos subjetivos né até que se propõe muitas vezes a teórica né e neutra né como se isso de alguma forma fosse possível né como essas descrições que fossem destruídas de uma é de uma certa concepção também de de quem seria esse sujeito não é tão obsessivo a clássico neves e se diz que por floyd ele pensa assim eu penso ah se eu faço acontece de eu
não faço a el não penso acontece b como se essas consequências força internas né aos próprios atos não é assim é fosse automático não tivesse nenhuma outra instância que determinara se isso né o fred vai insistir que entre uma coisa e outra existe uma afirmação nec está escondida que está de novo para usar o termo nerd recalcado né poderia dizer assim então tem um desejo inconsciente entre uma coisa e outra e na psicanálise clássicas trataria de explicitar esse desejo inconsciente né falando em termos bem é simples né então você explicita esse termo é aqui o
pessoal não está ocorrendo se dá conta por exemplo o famoso caso do frágil do homem dos ratos né ele tinha um grande o conflito é entre o amor do pai o amor da da mulher que ele tinha escolhido né e ele ele não conseguia nem como todos e obsessivo decidir fazer uma escolha ele ficava preso nessa licitação é entre uma coisa e outra ele deseja que algo não suportava ambivalência é o fato de que desejava que alguma coisa muito ruim acontecendo seu pai embora ele a março o pai profundamente as compulsões vão ser uma espécie
de contra investimentos para esses atos né a gente pode chegar até teu o ritual é obsessivo que pode é se repetindo definidamente é e um determinado momento é o lanzini é um homem dos matos está esperando pela dama né pela mulher lá aquele que ele gosta é chegar e ele nota que tem uma pedra no chão e ele pensa carruagem quando a carruagem de ela passar ela pode cair ela pode tomar já pode cair pode quebrar ela pode morrer aí ele vai tirar a pedra e aí ele pensa é não só não faz sentido nenhum
né também se acontecer alguma coisa é o fato de tirar da pedra né denuncia que eu pensei que ela poderia morrer vamos colocar a pedra de volta aí coloca perto de volta mas aí ela pode morrer quer então esse mecanismo ele é sem fim ele pode ser sem fim ele pode se perpetuar nessa espécie de uma coisa tentando anular a outra am e evidentemente isso fracasso então é mais no fundo né em um momento é esse comando e esse contra comando são expressões do desejo dele no fundo são é um modo de deixar esse desejo
fora de cena em um momento ele faz a escolha em momento ele afirma que fazer escolhas significa suportar as consequências né voltando o esse sujeito né o freud e escreve nesse tipo clássico obsessivo né ele a surgiu nesse contexto nec a a o conflito moral ele era muito a ela é o centro das questões humanas né então culturais em então obsessivo leão neurótica ele está dividido entre é imperativo de ter o genius ele não consegue fazer a escolha ele se identifica com esses ideais elevados né então é essa esse contexto os ideais elevados eles são
de alguma forma interiorizadas e vem nessa ordem é do tempo que tem que fazer isso tem que né é e hoje né como é que a gente poderia pensar hoje né a gente tem então muita dúvida é se essas compulsões que a gente observa hoje é claro que compulsões que compulsões está falando existem inúmeras né a gente quando fala de compulsões pode estar falando de toxicomania de anorexia e bulimia nessas todos alimentares pode estar falando de compulsão de consumo consumo de medicamentos também é ilícito na enfim inúmeros contos é a compulsão por sexo nettheim mil
tipos de possibilidade de compulsão né e de novo é bem como na situação lá do pânico é como estava trazendo exemplo né não é né o fato de você ter uma crise de pânico não identifica se você está por exemplo é uma posição a equipe com uma posição nas iscas e neurótico se você né não é né não é isso que vai definir de onde o sujeito está se posicionando né e da mesma forma a gente tem números compulsões e elas podem é ter enfim significados diferentes né mas é o principal que eu queria dizer
é que a gente tem a impressão de que essas compulsões né não tem essa origem à sexualidade recalcada mas sim que elas respondem a essa questão na física na neurose narcísica é a gente está falando de outro tipo né de patologia de patologias que é seriam a teriam a ver com algo anterior né quando a gente fala de narcisismo e os canais a gente está falando de algo negativo né de algo pejorativo como acabou sendo apropriado esse conceito é pela sociologia e fala cultura do narcisismo né e sistemas assim que denotariam talvez um egoísmo alguma
coisa do gênero né mas é o nosso exige novos canales é a constituição do ser humano a questão psíquica na construção da identidade então é essa falta de limites do eu de contorno é o que sou eu que é um outro né são a noções que a gente precisa ter antes da gente né de alguma forma se constituir como sujeito desejantes nossa angústia cinelli ligadas a essa fase são diferentes das angústias da neurose né então são angústias que tem a ver é com uma sensação de alívio e lamento sensação de esvaziamento a sensação de estar
caindo são gaúchas mais arcaicas que por exemplo um psicanalista inglês não chamado o inem enquanto donald winnicott escreveu a pra exemplificar esse tipo é de de caso é que é estaria está em questão não era um conflito sexual mas é algo de outra ordem é da constituição do euro ea gente acha que essas peças compulsões que remetem questões nas escolas podem estar sim aumentando a pergunta que a gente tem é ea em especial essa idéia de que essas compulsões se apresentam sem um pensamento obsessivo acoplado como era no caso da neurose obsessiva descrita por floyd
né a gente tem muitas compulsões por exemplo as manifestações na clínica de ia né que é arrancar os fios de cabelo fingir sobrancelha de cílios na o cabelo em geral nós é a compulsão de se cortar a que muitas vezes têm a ver com essa idéia de que através da dor através desse desse gesto que chega né aferir é ou néné arrancar pele nessi diferente alguma forma a dor ela traz um contorno é que a pessoa naquele momento perde na quicken estável que não é totalmente seguro então a dor ela traz as unidades não é
bem o mal então é uma busca desse tipo de construção de uma imagem é quase de ter uma sensação de existência a idéia de patologias do ato é isso não é uma patologia aqui não passa pela mediação das palavras e do pensamento e que é pra isso ocorrer a gente precisaria de fato não é pra pensar aqui é esse caminho é talvez é do motor né pra chegar até as palavras né ele precisaria de um é de um processo que é como se não tivesse podido ocorrer um processo de globalização mesmo que não foi possível
correr e o caminho é encurtado né é como se expressar se de maneira mais condensada em curta direta né na ação então é esse tempo por exemplo né que obsessivo tem através da hesitação né que lhe dá nessa exibição do da ação no caso dessas patologias você teria a ausência de hesitação ausência de mediação do pensamento levaria diretamente né ao ato né então esses atos impulsivos seriam destituídos de representação e elaboração psíquica né e aí a gente pensa nem o desejo nessa história como falei nas outras seções do desejo recalcado né e é nessas patologias
né se já viram o filme chen você tem um personagem é que é um sujeito absolutamente adaptado à vida é o trabalho é socialmente né é mais que tem uma compulsão por sexo é aqui é absolutamente avassaladora né ele certamente não demonstra prazer nessa busca por sexo não é que ele estreia dá lhe uma satisfação de alguma forma se sente impelido e obrigado né a adubos car e alguma coisa que se repete sempre aquilo tenha uma um ponto é de é de satisfação então hoje a gente tem uma liberação sexual muito maior mas às vezes
as relações mais íntimas são muito difíceis parecem muito mais dolorosas né e por caminhos que a gente às vezes não sabe como como fazer né então essa compulsão de comer de jogar de bené nada disso é esse faz com o desejo eo prazer na época uma outra é a ordem é que que tá ali né no caso desse desse sujeito esse personagem do filme a gente tem a impressão de que ele está muito mais tomado por um vazio por uma questão de quem ele é o que exatamente buscando é uma satisfação é nessas atividades né
no próximo bloco em algo do que o analista pode devolver né com seu olhar sobre quem é sujeito a teoria psicanalítica de forte tem como base a percepção de que para viver em sociedade o homem precisou reprimir seus títulos violentos e sexuais e que esses sacrifícios são fontes de sofrimento e de produção de neuroses o mal estar da civilização como chamou fred estaria relacionado a essa repressão e ao sentimento de culpa hoje após conquistas de liberdade como assexual e de costumes nosso sofrimento ainda teria as mesmas causas da época de freud e como as mudanças
que ocorreram em nosso modo de viver estão se refletindo na clínica psicanalítica a gente tem essa idéia então de que hoje a gente teria mais uma clínica é do ideal do que da repressão e da interdição que esse mal-estar contemporâneo vai sim ser muito mais nesse registro do corpo é da ação da intensidade e que esses quadros clínicos ao invés de serem marcados pela culpa comum não neurótico obsessivo é absolutamente tomado né por essa culpa ele vai ser muito mais marcado por essa vergonha de não ter atingido essa performance ideal e ea e por essa
sensação de insuficiência né wellenberg que é um sociólogo enfim que a gente gosta muito e ele diz nem fim a essa sociedade que valoriza o ato né e as iniciativas individuais ela acaba também é produzindo nessas patologias do ato né a depressão ameaçou um indivíduo aparentemente emancipada de interditos mas certamente / uma partilha entre o possível eo impossível se a neurose é um drama da culpabilidade a depressão é uma tragédia da insuficiência ela é a sombra família do homem sem guia cansado do empreendimento de tornar-se si próprio e tentado a sustentar pela compulsão por produtos
ou comportamentos o deprimido dificilmente formular projetos que falta uma energia ea motivação mínimas para fazê-lo inibido impossível ou compulsivo ele se comunica mal consigo mesmo e com os outros défice de projeto défice de motivação défice de comunicação o deprimido é o inverso exato de nossas normas de socialização essa ideia é sempre de que você não está à altura dessa performance exigida pelo fundo a inibição na que acabam falando a inibição mas a inibição ela é quase que um outro lado da moeda dessa questão a do ato ou sujeito se sente na teoria demais ou ele
é de alguma forma é se recolhe mas não deixa de ser é uma outra face desse mesmo nessa mesma questão não é uma contrapartida do lado como é que a gente pode pensar em termos né de de clínica isso né a gente observa né que é muitas vezes é necessário não é claro que a gente tem aquela noção é muito difundida do que é um dispositivo analítico nec analista sentado atrás o paciente deitado no divã do analista marcando uma coisa ou outra mais silencioso né a gente observa que nesses casos não é claro que são
um fim em análise não precisa desse dispositivo dessa forma para funcionar mas é um mas dá uma ideia é de que alguma coisa que se passa que transcorre de uma maneira mais ou menos tranquila nessa em muitas intervenções do analista né é nesse caso né é como se o suporte do olhar fosse muito mais importante e não só porque na idéia do fácil é fácil de um sentar na frente do outro como se fosse uma conversa do álbum mas que o é por se ver no olhar do analista tem algo do que o analista pode
devolver né com seu olhar sobre quem é esse sujeito não é sobre seus é dando uma certa um testemunho da sua existência é é uma consistência é fundamental então é quase como se houvesse né é um processo que se passa pela pessoa analistas vezes até afetivamente chamando de uma relação afetiva é uma reação é que vai imprimir por exemplo o espanto do analista com alguma coisa que ele falou com jornalistas a expressarem não temos palavras mas em termos de expressão gestual na assim ele vai neda uma forma mostrar a intensidade do que aquela pessoa está
vendo né através por exemplo do gesto dele né da expressão dele e por isso devolvendo alguma coisa dessa experiência para essa pessoa que não está conseguindo entrar em contato então é como se a gente pudesse está falando uma linguagem tem uns caras o francês chamado recursion que fala dessa linguagem mínimo gesto postural a gente tem que ampliar a idéia da análise é para além da da linguagem verbal né pra essa linguagem menos 10 postural em especial nesses casos claro que a gente tem orientações nas canárias que nem sempre concordam com esse tipo nand de de
questão mas o fato aqui é tem algo do analista que se torna mais presente do que a gente podia pensar anteriormente nem se passa talvez ele tem que sentir algumas coisas que não não é pela pela via do que o paciente está associando porque esse paciente não associa não traz essas fantasias não tem esse mesmo funcionamento né do do paciente neurótico então é e se trata de quase é entender como as coisas se associam nele pensaram se a atividade não só pela via verbal mas de uma maneira mais polymorpha e tentar é às vezes até
através do que você está sentindo é o que o analista sente e de alguma forma devolve para o paciente através das reações do analista que ele vai se encontrando um pouco na encontram desse essa podendo é criar uma narrativa para essa história que parece absolutamente desconexa e a partir daí é sim a gente pensar numa possível análise então como se a gente pensasse no campo às vezes a pessoa vai muitas vezes ao consultório tem uma regularidade mas a análise em si não começou propriamente né é claro que já começou mas não começou nesses termos clássicos
não adianta a gente faz uma é um preparo é disso então a gente tem que afinar nossa escuta para isso a gente tenta interpretar um desejo que ainda não tá né colocado que ainda não existiu porque essa pessoa está preocupada com questões muito mais primitivas digamos assim não temos nem enfim dessa identidade essas questões identitárias é possamos juntos não tem significado nenhum se não tem efeito nenhum então é os analistas tem que afinar escuta pra esse tipo de sofrimento e pensar que tipo de intervenção que faz é feito nessa certamente não é é uma interpretação
que se limita a decifração nessa idéia de decifração onde trazer alguma coisa do desse desejo inconsciente recalcado né é tem que ampliar essa idéia e fraude já deu indicações isso no final da obra dele que passa pela idéia de construção de você poder construir alguma coisa nele com um com o paciente ea pra que enfim essa essa análise seja possível que alguma coisa né se se transporte né então é claro que não é uma sociedade é que a valoriza e isso a gente for pegar é hoje os mitos que o freud zona pra pra pensar
a obra dele quer dizer o édipo narciso né assim a gente vê que não está sempre a né porque édipo furou os olhos né enfim né é pela pela culpa nem furar os olhos né e narciso ele se transforma numa flor é e é eco é que era um fã apaixonado por narciso vir uma pedra no fundo é o que a gente pode pensar é que nos casos de racismo é a gente está lidando com uma maior que se deixe e que a gente tem que tentar fazer é de alguma forma trazer uma maior plasticidade
né pra essa vida psíquica aqui tá é muito constrangida digamos assim então eu queria enfim finalizar dizendo que a gente não ficar muito deprimido com esse cenário é quando a gente começa a falar das suas patologias e como se a gente tivesse num universo de mudanças que fosse muito negativo né não é bem assim nessa gente está assistindo na mudança é porque também é o nosso modo de vida romântica porque isso também não estava satisfazendo não estava funcionando e as mudanças elas vêm também trazendo coisas positivas né mais reflexões no site facebook do instituto cpfl
e no canal do café filosófico cpfl no youtube a gente elege é um alguém para ser o mais fraco a gente tem a ilusão de que na a gente está a salvo dessa dessa posição muitas vezes a pessoa se leva realmente ao limite para poder ter algum tipo de experiência que ateste a sua existência [Música]