Então eu fiquei de apresentar aqui sobre fanon especificamente sobre esse livro Pele Negra Máscaras Brancas mas antes de apresentar como também foi sugerido antes vou falar um pouquinho sobre fanon Com certeza não vou falar tudo vou falar bem pouco mesmo do que seria possível e começar dizendo que Para alegria de Monique eu não ele é canceriano e não libriano para falar nasceu em Julho de 1925 e Martinica e ele faleceu e ele faleceu bem recente bem novo foi a pessoa que morreu muito jovem uns 36 anos por leucemia e já começou produzindo muitas coisas muitas
obras deles que hoje influencia muita gente foram pautadas em estudos pós coloniais teoria crítica do Marxismo e além de intelectual as pessoas consideram falando como filósofo em salista também e é uma pessoa que lutou bastante pelo movimento americanista e também pela Preocupado com a psicopatologia da colonização geralmente quando falam de fanon o que mais vem aonde ele mais aparece sobre estudos de coloniais sobre descolonização e esse livro que a gente vai ler hoje é um dos livros mais conhecidos dele depois de condenados da terra e é um livro que a princípio foi rejeitado na universidade
porque considerava que a Lin do livro não era uma linguagem muito acadêmica e aqui a gente começa já a trazer fanon com Alguns recortes do espaço acadêmico enquanto o espaço que realmente coloniza a maneira de produção e quem diria né naquela época que fanou um dia seria uma pessoa tão lida e há algumas pessoas que dizem como Davidson por exemplo fala que falou ele começou a ser reconhecido também porque Sartre fez um prefácio de um dos seus livros que é o condenados da terra e até então falou não era uma pessoa muito conhecida quando as
pessoas leem condenados da terra a partir do Prefácio de Sartre aí falou não começa a ser conhecido e aí a gente tem alguns problemas que é ser conhecido primeiro a partir de Sartre então Sartre não coloca dentro do prefácio muita coisa que falam Escreve abordo na sua obra só que muita gente que lê Fala Não por isso por esse prefácio acaba tendo uma visão um pouco distorcida e a outra questão é a própria questão de que a visibilidade de um autor Como fanon acabou emergindo não exclusivamente disso mas inicialmente a Partir da leitura de um
autor branco também e acho que isso é bom a gente trazer para já começar o nosso Nossa questão sobre intersexualidade sobre estudos e também quando a gente fala de fanon aqui no Brasil especificamente é legal a gente trazer o nome do Davidson que tem também o que o Douglas que Marília comentou no começo mas tem Davidson que é com quem eu tenho mais contato e que fala bastante de falar não esse livro recente Dele que é as Encruzilhadas e as Encruzilhadas é um livro que ele traz bastante o debate sobre como que a gente estuda
fala não qualquer importância Como que fala não aborda essas questões e como que a gente pode fazer uma certa ligação entre os estudos fananianos e os estudos que acontecem aqui no Brasil e depois tem a lélia Gonzales também que eu não vou falar muito sobre porque pode ser que suja nos comentários que também é uma pessoa importante para que a gente Compreenda esse cenário de descolonização descolonização um outro texto que Acho interessante do Davidson É esse aqui que eu vou falar dele depois que a emoção regra e a ração e a razão é helênica é
uma pergunta que ele faz ele vai trazer provocações para a gente entender um pouco mais quando a gente fala de fanon também a gente fala sobre pessoas que influenciaram o pensamento de farol uma das primeiras que se destaca em Messenger que é uma pessoa que aparece no livro peles negras máscaras brancas e é uma pessoa que tem bastante uma crítica né ao colonialismo que vai falar bastante sobre isso em segundo lugar costuma colocar Sartre como uma pessoa que mais influenciou Só que essa também é uma das críticas que são feitas a própria mão em relação
a ele citar muitos diálogos não diretamente da Simone mas que ele cita bastante pensamentos o modo de pensar até o Próprio modo de construir o livro pele negra mais caras brancas tem uma marca da de bobo a que é principalmente no capítulo 5 porque ela vai falar sobre a experiência vivida no livro segundo sexo e Justamente esse é o título do Capítulo 5 do livro Pele Negra Máscaras Brancas que é a experiência vivida do negro Então ela faz essa crítica que fala não considera e quase não menciona praticamente não menciona tanto quanto menciona Sartre e
também ele vai ter um Pouquinho de influência de Freud vai ter um pouquinho de influência de Melo ponte e trazendo só para por curiosidade alguns dos principais livros dele tem aqui o primeiro que seria de 52 que é esse que a gente vai falar hoje essa é a versão mais recente acho que foi publicado ano passado essa edição mais recente mas tem também defesa da revolução africana de 59 e um outro muito conhecido que é condenado da terra outros livros como Esses são textos Políticos escritos políticos de fanon também são textos que contém bastante parte
do pensamento que faz não traz para gente Para a gente pensar toda essa história esse percurso dele na antecolonialidade e o que que é interessante a gente pensar sobre o livro que a gente está vendo aqui né Pele Negra máscara branca que ele tá falando sobre essa máscara colocada sobre uma todo uma estrutura construída conceitualmente Simbolicamente e materialmente que a pessoa negra e ele vai trazer algumas questões que vai nos colocar também a pergunta o que que é o ser humano para fanon Fan não vai falar muitas vezes o termo o homem e ele vai
falar o homem enquanto esse lugar de ser humano para tentar compreender essa humanidade ou desumanização do que é ser um homem um ser humano eu não gosto muito de trazer texto para as apresentações mas presta aqui eu trouxe alguns porque a gente Está discutindo o texto dele em si e eu trouxe um trecho que tá na página 147 e outra na 162 o primeiro ele vai falar né que o branco está convencido de que o negro é um animal se não for o comprimento do pênis é a potência sexual que o impressiona ele tem necessidade
de se defender desse diferente Ou seja de caracterizar o outro e o outro suporte de suas preocupações e seus desejos falando de outro eu e Monique escrevemos um texto recentemente sobre a utilização Eu vou deixar uma imagem do post no finalzinho para questionar justamente isso também do ponto de vista da academia como que isso acontece dentro do sistema acadêmico que reproduz de uma certa maneira ou de várias maneiras a desumanização da pessoa negra e vai construir uma imagem que é o branco enquanto o modelo e Mas voltando aqui para o texto no outro trecho o
fenômeno vai falar assim que o negro vive uma ambiguidade Extraordinariamente neurótica com 20 anos Isto é no momento em que inconsciente coletivo é mais ou menos perdido Ou pelo menos difícil de ser mantido no nível consciente o antiliano percebe que vive no erro porque apenas porque isso é muito importante o antiliano se reconheceu como preto mas por uma derrapagem ética percebeu inconscientemente né no coletivo que era preto apenas na medida em que era ruim indolente malvado instintivo tudo que se Opõe a esse modo de ser preto Era branco e por que que eu trago esses
trechos para a gente começar já falar sobre a questão do capítulo porque primeiro se a gente quiser entender como que se fala sobre o homem de cor como chama aqui no texto que é um tema que a gente não usa mais aqui no Brasil e a mulher branca a gente tem que falar sobre o que que seria ser este homem ser esta pessoa se ser humano para fã não E falou não vai falar em vários momentos sobre essa Constituição que acaba sendo perdida enquanto a identidade que ser uma identidade significativa e que ela é construída
como a gente viu aqui sobre uma oposição tudo que se eu punhal quer ser preto é branco e o que a gente conhece historicamente nas nesse processo Colonial enquanto ser negro é uma coisa que é trazida para o lado ruim o lado indesejado o lado que não é um lado que a pessoa quer estar e acho que isso já começa a falar bastante por Exemplo com alguns outros filósofos antigos que vão falar sobre as diferenças pessoas entre as civilizações entre grupos e quando a gente vê por exemplo Kant Kant vai falar que esses trechos são
trechos desse artigo aqui do Davidson que eu coloquei lá no começo que a gente vai falar que ele já afirmava né existe uma natureza distinta no sentido de essência entre brancos negros chineses e que reservava diferentes regras de julgamento por Outro lado tem regra que muita gente gosta né mas tem muita gente gosta desse nazista mais Rigo vai falar por exemplo que o negro e nada contribui para o desenvolvimento da história universal por ainda estar preso a um elo natural selvagem de desenvolvimento e um trecho que eu achei bem interessante de trazer porque aqui você
vai começar a reunir o que a O existencialismo A fenomenologia vai considerar indivíduo e como que a pessoa negra entra nesse lugar que vai Dizer que a principal característica dos negros é que sua consciência não atingiu a intuição de qualquer objetividade fixa como Deus como leis pelas quais o homem ficaria com sua própria vontade e onde ele teria uma ideia Geral de essência o negro representa Como já foi dito o homem natural selvagem domável devemos nos livrar de toda a reverência de toda moralidade e de tudo que achamos de sentimento para realmente compreendê-lo neles na
advoca a ideia de caráter Humano entre os negros o sentimentos Morais são totalmente fracos ou para ser mais exato inexistentes com isso deixamos a África não vamos abordar a posteriormente pois ela não faz parte da história mundial não tem nenhum movimento ou desenvolvimento para mostrar eu trago esse trecho porque o próprio Davidson vai falar nesse livro que eu mostrei E ele fala isso em muitas palestras que ele dá essa importância da gente compreender o fenômeno da Colonização para a gente poder falou também falar isso para a gente poder compreender o próprio negro que fala não
vai falar que o branco criou o negro e quando a gente compreende isso a parte deste ponto de vista a gente começa a perceber também que existe uma construção que acaba esbarrando que acaba contaminando invadindo toda a dimensão do que é ser uma pessoa negra e aqui no contexto de Brasil e essa construção ela às vezes não é ela não Necessita ser consciente para que ela opere o mecanismo racial do negro não se identificar enquanto uma pessoa negra ou de se identificar negativamente buscando a partir daí uma negação de si e é tem livros como
a da filósofa Neusa Santos é psiquiatras psicanalista psiquiatra que ela vai falar justamente isso que o ideal de ego brasileiro social ele é um ego branco e as pessoas vão buscar maneiras de não serem negras e maneiras de serem brancas e no livro dela Ela Traz vários episódios atrás várias vinhetas anedotas por exemplo de pessoas que as mães sugeriam para as filhas e os filhos colocaram empreendedor no nariz porque fazendo isso vai afinar um pouco o nariz ou então outros trechos que ela traz que é a mulher negra precisa ter um filho com branco para
que essa gestação venha clarear o útero são expressões que estão dessa forma no livro e quando a gente começa o capítulo 3 por exemplo homens de correr mulher branca as Primeiras frases de fanom fazem essa mesma reflexão e lembrar que o livro foi escrito 52 e que Neusa também é da década de 50 então eles estão escrevendo em momentos muito parecidos ela escrevendo do ponto de vista do Brasil e falando no ponto de vista um pouco mais Global né Tá um pouco maior que é de maquinica da França e de outros países e ele vai
falar da parte mais negra de minha alma através da zona de meias tintas me vence desejo repentino de ser Branco não quero ser reconhecido como negro e sim como branco e pensando mesmo nesse tom de escrita de fanon que não tão simples de ler mas que quando a pessoa já tem uma inserção na vivência Negra ela já consegue captar algumas coisas um pouquinho mais rápido que é justamente isso não querer ser visto nem reconhecido como negro e é aqui que eu penso que entra maior das coisas que traz este tanto Capítulo 3 quanto 2 Sobre
o contato com a pessoa branca no modo afetivo o ser humano dentro da Psicologia é um ser afetivo ele se produz na relação com outro se constitui e relação relacionamento a gente está falando também de afeto e com certeza o racismo não deixaria de passar por essa paz por essa base afetiva porque ela também constrói subjetividade das pessoas e justamente aqui quando o homem não quer ser negro como ele quer ser visto como Branco entra nas grandes Dilemas as grandes armadilhas ou então os grandes mecanismos raciais que é como ser branco no livro A gente
vai ver que ele vai falar bastante sobre o caso que tem ali para aquele rapaz que vai para França muito novo e quando ele chega ali na França ele o Jean ele vai querer sim ele não vai querer necessariamente reconhecer sua identidade só que o arredor tudo que ele consome tudo que ele produz é como se como fala logo no comecinho do livro que A pessoa é aquela pessoa que domina a linguagem ser do lugar pertencer a um lugar e dominar a linguagem então Jean ele vai dominando a linguagem ele vai lendo ele vai se
aprofundando ele vai se comportando de tal forma como uma pessoa entre muitas aspas brancas que tem até um diálogo com uma pessoa lá que ele vai comentar que ele vai pedir uma certa autorização para poder ser apaixonar e namorar uma mulher branca e essa pessoa vai falar para ele bom você já não tá na Sua terra já tem muito tempo você já não vive lá já faz muito tempo e você também não deseja voltar para lá quando ele pergunta para o Jean você não deseja voltar para lá ele tá querendo dizer que você não vai
resgatar suas origens você não vai voltar assim que você era Então você tem de cada vez ser menos negro mas a gente sabe que isso é só uma questão de comportamento a questão simbólica porque enquanto o negro mesmo ele sempre vai ser E até tem uma outra parte que ele fala que a cena que de preto Você só tem a aparência e a gente percebe quando falam Diz que o branco inventou o negro porque o branco inventou o negro neste lugar que é um lugar degenerado Um lugar ruim e o negro acaba se colocando nisso
e várias coisas vão acontecer quando tem um relacionamento por exemplo aqui o branco e a mulher negra que é justamente isso maneira simbólicas e muito agressivas do sistema racial trazer o Negro para uma certa aceitação porque quando a pessoa até trouxe alguns trechos para a gente ver que quando ele vai falar por exemplo não quero ser reconhecido como negro e sim como Branco ora e nisso está um reconhecimento que Regue Eu não descreveu quem pode proporcioná-lo senão a branca amando-me ela me prova que sou digno de um amor Branco Só Amado como um branco sou
um branco seu amor abre-me o ilustre corredor que conduz a Plenitude Esposo a cultura branca a beleza Branca a brancura Branca nesses seios brancos que minhas mãos onipresentes acariciam é da civilização branca na dignidade branca que me apropriam então aquele Traz essa esse mecanismo que acontece que muitas pessoas negras a maioria nesse caso quando se discute os homens negros acabam indo para relacionamentos com mulheres brancas e neste relacionamento com mulheres brancas de certa forma simbólica ele é legitimado Enquanto um sujeito tanto do ponto de vista de que o amor Branco tornou uma pessoa aceitava reconhecida
porque entre aspas aquela frase Olha a Branca quis ficar com você o pessoal deve ter alguma coisa muito incrível quando cita lá no começo que o negro ele é medido ou pelo comprimento do seu pênis ou então por outras questões também é por isso que as pessoas vão dizer ou se a pessoa é muito boa de cama para o ponto de atrair a branca ou ele tem alguma característica Muito notável seja acadêmica seja uma característica financeira que vai colocar nesse lugar e que mesmo assim nada disso é o bastante para autorizar enquanto pessoa a menos
que com essa pessoa branca ele esteja envolvido e trazendo exemplos mais básicos mais da vida cotidiana eu já me relacionei com pessoas brancas e é muito curioso quando você entra no supermercado por exemplo sozinho e você tá andando por lá e tem o seguranças que te acompanham Coincidentemente em vários corredores que você vai mas quando tem uma pessoa branca do seu lado e essa pessoa branca demonstra um envolvimento afetivo e principalmente se for no contexto estéticos heterossexual você não é mais perseguido é como se dissesse que ah tem uma pessoa branca que te autoriza aqui
e se uma pessoa branca está com você provavelmente você não é uma pessoa ruim ou então você tá no carro com a pessoa e a polícia para o carro e pergunta para a Pessoa branca se está tudo bem com ela e a pessoa branca respondendo que tá tudo bem aí pode seguir tranquilamente o curso ou seja até a própria abordagem passa por esse crivo obviamente racial e acho que esse livro traz essas questões de um ponto de vista mais profundo ainda que é do ponto de vista psicológico Como que o negro se ressignifica em si
mesmo para poder se identificar dentro de uma cultura que não identifica de fato como um branco mas que quando ele volta para Sua cidade por exemplo Martinica também não é reconhecido como negro porque ele já tem marcas brancas em si e aqui também vai falar em outros momentos que em outras palavras quando uma história se mantém no folclore é que de alguma maneira ela exprime uma região dá uma local que que isso quer dizer que existe todo um mito que vai dizer dessa aceitação do branco para o negro como se isso autor isso acontece em
várias narrativas várias narrativas que eu vou Mostrar fotos daqui a pouco onde o negro animalizado ele acaba sendo tossirizado pela presença branca e no caso aqui no contexto do recorte uma mulher branca que autoriza a existência a significação e toda a possibilidade de ser gente de ser ser humano ou como eles falam de ser homem numa sociedade E isso acontece porque como tá aqui antes de mais nada ele quer provar aos outros que é um homem que é um semelhante mas não nos enganemos ele Quem precisa se convencer disso e falando tá trazendo várias vezes
tanto nesse capítulo como outros capítulos outras partes um mecanismo psicológico no caso da psicanálise para que o próprio sujeito negro se identifique enquanto uma pessoa e para eles se identificar enquanto a pessoa numa sociedade igual a nossa essa identificação se dá pelo embranquecimento pela brancura branca como fala um pouco antes e como eu Coloquei aqui antes né que desde então já aceitação ele nunca mais voltou a sua alienatal e não deseja mais revê-la é também mais uma chamada para a gente pensar que se afastar das culturas da tradições afrodescendentes é uma maneira do enfraquecimento operar
para que a gente se esquecendo de onde nós viemos possamos cada vez mais desejar e consumir essa brancura para que consumida branco realmente seja Capturado para pensar que somos brancos só que isso nunca vai acontecer de fato e quando entra o termo da do relacionamento Faro não vai falar sobre o que chama de consagração subjetiva Faltou um e aqui mas essa consagração subjetiva é quando existe essa tentativa de convencimento de autoconvencimento de que ah eu acho que agora sim estou dentro da cultura estou dentro daquilo que esperam de mim do que é necessário e trazendo
também outro exemplo da Vida Prática eu lembro que teve uma vez que é muito por muitos anos da minha vida eu toquei violino e até acho que os 29 anos e eu por isso acabei gostando muito de música clássica acabei conhecendo bastante e algumas pessoas negras falavam para mim que eu já não sou tão negro assim porque eu tô praticamente Branco porque eu gosto das coisas que pessoas brancas gostam e quando eu quando eu fui morar também no na Europa por conta do mestrado Eu lembro que lá Isso também era muito Evidente porque lá não
era vista como uma pessoa branca nitidamente um pesquisador até uma vez falou para mim que eu tenho cor de sujo porque não sou uma pessoa branca que eu tenho uma coisa sujo isso tudo isso porque né quando eu volto de lá quando eu volto para o Brasil as pessoas que me olham daqui falam para mim que agora eu tô que eu tô embranquecido que eu tô europeu porque agora eu tenho mais elementos ainda daquela cultura isso a Gente está falando de 2014 para não escrever em 52 Neusa escrevia também nessa mesma época e são elementos
que constrói mesmo a subjetividade e por muitos anos a gente ter esse conflito entre o que que nós somos o que nós queremos ser o que que nós podemos ser e quando a gente fala isso a gente resgata por exemplo os elementos artísticos elementos da cultura quando a gente vê o filme King Kong não sei se vocês já pararam para pensar sobre essa questão Propriamente dita há um animalização do negro porque a associação entre macaco e negro também é muito presente na nossa cultura Isso foi um tema que recentemente foi levado para discussão dentro da
USP porque no Congresso usaram fotos de macacos e do lado tinha fotos de pessoas negras eu sei que eu reclamei e isso foi levado de novo para reunião lá no Congresso no departamento porque até hoje nega-se essa Associação que está presente em todos os lugares quando A gente vê o filme King Kong a gente vê um animal gigantesco o animal feroz agressivo selvagem que quando em contato com a mulher não coincidentemente branca e loira ele é como ele é ele acaba sendo se utilizado ele acaba sendo amenizado a sua Fúria e ele faz de tudo
para defender esta mulher e não muito longe a revista da Vogue fez essa capa que tem um homem negro do basquete com todos os estereótipos segurando uma mulher branca que se a gente for analisar Comparativamente com as fotos do King Kong Elas têm muita semelhanças nessa representação que eles querem colocar do negro sendo humanizado a partir de uma mulher negra de uma mulher branca e gerar uma mulher loira e tudo isso Traz essa dimensão social de que a pessoa branca autoriza a vivência da pessoa negra nesse outro filme Corra para quem já assistiu é a
mesma questão os negros entram como uma questão de moda tanto que tem um diálogo no filme que pergunta Tá mas por que que agora vocês estão escolhendo pessoas negras para fazer isso que vocês estão fazendo ah porque tá na moda ser negro né Falei sobre o filme Mas é uma questão que mostra a relação entre racial nesse jogo e nesse caso especificamente o homem negro e a mulher branca mas a pergunta que fica quando a gente vai um pouco mais longe é será que isso acontece só em relação a mulheres brancas Será que tem outros
tipos que também trazem essa mesma Questão essa mesma essa mesma dinâmica eu defendo uma tese de que sim que existem também outros contextos que por exemplo pessoas amarelas podem ser racistas com pessoas negras Esse é o vídeo que eu falei que tinha passado depois que acabar a apresentação se der tempo de alguém reproduzir é só para mostrar uma propaganda chinesa que foi tirada do ar por algum sites que mostra justamente isso o homem o homem negro que entra na máquina eles colocam sabão Da propaganda e quando ele sai da máquina ele sai uma pessoa que
naquela cultura é uma pessoa Então existe o racismo que é operado a partir de várias dinâmicas mais que ele entra no afetam Como aquela parte que ressignifica o ser humano ou amiga que eu gosto bastante a gente conversa bastante ela teve a tese de doutorado recentemente publicada na USP ela vai falar sobre amores desse racializados e uma comparação entre relacionamentos de amarelos com negros e Amarelos com brancos e aquela traz um gráfico bem legal que mostra legal no sentido apenas de didática né que mostra a supremacia racial e coloca o negro como a supremacia mais
alta entre eles o amarelo e abaixo os negros e no trabalho dela observa isso que relacionamentos interraciais pessoas negras com amarelas os negros sobem muito mais racismo do que pessoas brancas pessoas brancas são quase que sempre aceitas pessoas negras são quase que sempre rejeitadas e é uma Tese que está disponível na USP acho bem interessante para quem quiser ver essa discussão e aqui trazendo para outra parte que é eu falei Doutor falei da obra e falando agora um pouco do meus estudos eu não vou falar dos meus estudos de doutorado vou falar dos estudos que
acontecem fora do doutorado que a partir desses estudos também a gente fundou um coletivo negro no instituto de Psicologia que é o primeiro coletivo do Instituto também eu Faço parte do núcleo de consciência negra na USP fundado em 86 e a gente discute questões raciais e eu sempre vou para a questão do afeto esse texto da palmitagem é um texto que eu trago Justamente esse termo que é o termo que eles dão que é palmitagem é uma pessoa negra se relacionando com uma pessoa branca e eu vou discutir várias questões vários assuntos para quem quiser
dar uma lida tenha isso aqui e também traga outros textos em outros locais que vão Sempre falar sobre o afeto sobre a construção afetiva e a relação entre a pessoa negra e a pessoa branca aqui são alguns exemplos e também para trazer que existe uma desigualdade que afeta a população negra que é a questão sobre suicídio pessoas negras tende a suicidasse muito mais do que pessoas brancas em média aqui no Brasil pelo menos e parte disso também tá relacionado com a questão afetiva com desejo com Autoestima com quanto a pessoa se insere no Social e
um dos textos que eu tenho sobre Qual é a cor do Amor no outro eu faço um questionamento que faz não também traz aqui que leia também traz que é se existe o homem negro e o que que seria ser um homem negro Nesse contexto um texto mais recente que é sobre agressividade que é quase um mito social mito no sentido de que constrói um pensamento de que pessoas negras são mais agressivas ou são mais Infantilizadas um outro texto sobre Se todas as pessoas brancas são racistas eu vou dizer no texto que sim e por
fim tá trago alguns estudos relacionados com o tema que a gente também vai falar hoje eu creio que é sobre relacionamentos no monogâmicos e o termo que eu conheço que é brancogamia que a influência da branquitude nas narrativas na monogâmicas E como que isso tem um peso forte quando a gente está Considerando o relacionamento dos Interraciais Como que o relacionar-se com uma pessoa branca principalmente ele é implicado por vários fatores raciais que impede que em geral a monogamia que é a monogamia que é mais falada por aí não leva em conta e quando leva em
conta leva muito pouco e só para terminar no segundo slide um texto que eu escrevi recentemente com Monique que fala dos processos de autorização da branquitude suas violência simbólicas que acho que ele Casa com isso aqui que a gente está falando que é transformar o outro num outro que não tem alma que não tem um conhecimento que não tem dignidade ou capacidade e a partir disso Desse mecanismo construiu um ser que é um ser que se pretende Universal se pretende aquele ser que vai dominar o discurso que vai dominar estética a arte e todas as
áreas do conhecimento Inclusive a educação política e economia e um outro texto que eu escrevi também sobre isso Que é o academicismo frágil para discutir como que essas questões tanto de afeto de relacionamento de conhecimento que a branquitude se apropria influencia na construção racista da sociedade e como meu tempo já acabou Este é o último slide a gente para por aqui muito bom andreoni obrigada eu ia perguntar se você não pode falar rapidinho tipo uns três cinco minutinhos da pesquisa de Doutorado porque eu duvido muito que a sua pesquisa de doutorado não se relacione com
seus estudos de Fora doutorado e acho que é legal juntar porque eu vejo eu gosto bom Quem Sou Eu para falar né seria zero moral para falar que é o trabalho de Fora doutorado não acadêmico não vale porque eu vivo disso mas eu acho que é legal juntar porque eu acho que dentro da sua trajetória é isso Tipo você é a mesma pessoa tipo Tá fazendo essas duas coisas sabe tipo você é um tipo você tá construindo uma trajetória como autor como intelectual você tá construindo com sei lá estratégias diferentes para espaços diferentes mas você
é a mesma coisa e o pensamento que você está produzindo é uma coisa integral né quer dizer tipo essas coisas estão ligadas Então eu queria pedir se você podia falar assim entre três cinco minutinhos eu achei legal que você deu prioridade para o os Estudos Não doutorarais exatamente mas eu acho que seria legal só para juntar assim porque faz parte de você também né enfim da do que você traz para essa discussão assim eu não trouxe justamente porque a gente tem pouco tempo né Eu falei assim bom entre escolher uma coisa e outra eu vou
escolher outro que também é estudo Porque também tem isso né que se não é feito na academia não é considerado uma pesquisa uma linha de pesquisa uma linha De construção de raciocínio teórico e para mim sim acontece igual aí eu só escolhi o que eu apresentei hoje por questão de tempo mas está relacionado sim o meu doutorado que na minha na minha trajetória eu fiz biologia depois de biologia foi estudar cérebro foi estudar neurônio fui estudar como que é a coisa material aí eu não fiquei muito satisfeito com isso falei eu quero saber como que
funciona numa outra dimensão aí eu fui fazer psicologia e junto da Psicologia veio doutorado que tá acontecendo muito tempo e meu doutorado ele é sobre atratividade sexual por isso que tem tudo a ver com afeto e é como o que influencia na atratividade das pessoas quando as pessoas dizem que gostam disso daquilo desse daquele dessa daquela e não apenas o que que influencia na construção subjetiva do rosto eu faço na psicologia experimental então é uma coisa um pouquinho mais fria um pouquinho mais de dados e números e Eu tive que escolher um componente conceitual e
teórico para poder analisar isso e eu escolhi o nojo porque o nojo é para mim é uma das coisas que marcam muito mais o próprio racismo também então quando a gente coloca o nojo tem três dimensões tem um nojo de patógenos que aquele nojo por bactérias por vírus a pandemia deixou isso muito mais forte tem um nojo sexual que é o nojo por infecções sexualmente transmissíveis pessoas que tem alguma Infecção que é estigmatizada e tem o terceiro que acho que junta os dois que é o nojo moral e nesse aqui eu acho que entra o
preconceito entra também o racismo uma das pessoas que estava na minha banca é a professora Jaqueline Gomes de Jesus que é uma professora negra travesti lá do Rio de Janeiro e ela tava na minha banca e uma das coisas que eu achei importante chamar ali que ela também contou foi que a própria atratividade direcionada ou Não para travestis passa pelo componente do nojo moral então quando a gente isso não vou fazer na minha pesquisa porque por questões também metodológica né professora Uma Professora Branca europeia da República Tcheca loira de Jesus então não tem como procurar
um diálogo tão fundo já tentei e não foi possível para incluir raça especificamente na pesquisa eu não consegui incluir e não vale a pena o desgaste que já tive para tentar mas eu Tô incluindo orientações sexuais por exemplo e eu faço eu faço coleta de dados e nos dados tem a identidade da pessoa enquanto raça e etnia então em algum momento eu vou conseguir usar isso né já foi meio que pensar Você pode planejar para depois tipo no mestrado mas o essa banca está falando foi aquário é isso é o que você pode fazer também
é planejar essa esse componente da raça Para você analisar no postal que fora em outra área tipo antropologia por exemplo tem um interesse particular nesse tipo de estudo acho que faz sentido porque na minha hipótese o racismo também ele passa pelo pelo campo do nojo moral que é moralmente inaceitável e moralmente inadmissível que pessoas brancas se relacionam com pessoas negras e aqui vai se desdobrar um monte de coisa que tem pessoas brancas que se relacionam com pessoas negras dentro de um contexto de Síndrome do salvacionismo [Música] sabe a pessoa se relaciona com a pessoa negra
porque olha como eu sou incrível que eu tenho uma pessoa negra do meu lado sabe ou então Entra naquele naquela outra questão que talvez lélia também é uma boa leitura para isso que é a mulher branca ela só tá abaixo de um homem branco a mulher branca é padrão né porque tem várias recortes mas considerando no mesmo grupo ela tá Abaixo do homem branco o que tornaria essa mulher branca um homem branco Isso aqui é uma hipótese minha para ela poder virar homem branco ela tem que se relacionar com uma pessoa negra porque ela está
na relação de poder que agora sim ela está acima e ela estando acima ela se homem fica usando esse contexto super do patriarcado que é o que rege o poder e Eu já estive em relacionamento que eu percebi esse tipo de coisa que é a pessoa precisar se sentir em poder em Algum lugar e aqui eu tô falando de uma pessoa que me relacionei a pessoa que é noroesa que tem todo estereótipo norueguês e que não tem nada que aqui no Brasil principalmente que as pessoas idolatras que a gente fora não tem nada que diga
que ela não é mais do que um homem senão o próprio gênero Então ela se coloca na relacionava só com um homem negro mas com homem negro brasileiro quer dizer tipo todo mundo Então aí eu acho que essa é a intersecção que faz com a minha pesquisa de doutorado que é ver a atratividade a partir de componentes que são entre muitas aspas biológicos ou evolutivos que é melhor chamar que é o nojo enquanto a emoção que todas as pessoas compartilham e que ela também vai ser operada de acordo com o contexto histórico e social que
a gente vive mas eu tinha falado que era que eu não estudo tudo que o doutorado permite Porque não tenho tempo de vida para isso o suficiente normal mas a tese é sempre tipo um pedacinho do que a pesquisa permite fazer por isso que a gente continua né Tipo você como acho que todo mundo aqui tem ou deveria ter pelo menos ficar Essa gestão para quem não tem tão consciente pensar nisso mas tem um programa de pesquisa próprio né quer dizer tipo só tese ou a dissertação de Mestrado ou livro que você está escrevendo o
texto Que está escrevendo naquele momento é sempre um pedaço de uma coisa muito maior que é o seu programa de pesquisa pessoal como autor como pesquisador né tipo acho que isso vale para todo mundo assim pensar nisso uma outra dica uma vez que um amigo me deu que eu tava escrevendo tese ele também o Tomás ele falou assim a gente tava naquele momento final de treta assim né Não esperava tese não rola e fica aqueles dramas Não sei por onde que eu vou tal E aí ele falou assim que conversando com uma amiga ela tinha
dito para ele que era para ele escrever a tese pensando nos alunos dele não nos professores na banca e esse festa foi o melhor conselho que alguém me deu na vida sobre a tese porque nesse momento eu pensei Exatamente isso ai eu tenho uns limites que são institucionais o que eu posso fazer e tal só que eu tô escrevendo não é para as pessoas da banca e para quem Já tá na academia eu tô escrevendo para quem vai chegar para as pessoas que vão me ler ainda para as pessoas que vão descobrir o meu trabalho
e acho que aí que a gente consegue manter uma Faísca de né de originalidade ou do que que faz mudar e academia se mover também né então acho que é São coisas que andam juntas pensar isso com um programa de pesquisa então acho que faz todo sentido isso que você tá dizendo né Isso quer dizer só pesquisa permite um monte de Coisa você vai fazer algumas delas para tese E outra você vai fazer em paralelo e outras vai fazer depois né então é legal também pensar desse jeito eu ia dizer que eu fico escutando eu
tava falando que eu fico escutando como desculpa gente eu fico escutando como antropóloga aí eu fico pensando que pesquisa boa de pós-doc que essa questão da raça do nojo atratividade juntos né como isso ia dar uma pesquisa interessante no Na antropologia mesmo assim fica minha sugestão de você considerar aí a antropologia na antropologia porque a intera antropologia das emoções né hoje em dia na antropologia já tá superada essa discussão de né a natureza versus cultura então a gente entende que essas coisas estão interagindo que é exatamente essa abordagem que você traz né então pode a
gente pode ter elementos evolutivos do tipo o nojo mas que tão marcados por uma questão social Histórica né que a criação como de categorias como raça e tal então É muito legal assim eu acho que super ficar a dica também para você considerar e depois não que seja uma área bem financiada mas quem sabe então é muito legal eu queria fazer alguns comentários primeiro antes de abrir para perguntas eu fiz umas anotações então eu tô abrindo aqui na mesma tela então quando eu tô abrindo as Anotações eu não consigo ver o que vocês estão falando
na tela mas vocês podem apertar o botãozinho de levantar a mão que assim que eu voltar para tela que eu vejo vocês eu vejo tá vou começar de frente para trás tipo assim das últimas coisas que você falou que eu anotei para as mais para as anteriores lá do começo da apresentação uma coisa que eu acho legal eu não consigo gente não consigo falar olhando para uma folha em branco para eu vou ter Que tirar um pedaço da tela e olhar vocês é muito difícil para minha pessoa Desculpa aí galera as tosses e tô bem
enjoada ainda então essa questão do relacionamento eu acho muito Fantástico assim quando a gente né vai falar melhor da lélia depois mesmo já puxando também porque ela no racismo sexismo cultura brasileira ela vai falar disso né Qual que é o papel qual lugar possível para Mulher negra nesse cenário né nesse espécie nesse mercado mercado matrimonial o mercado sexual o mercado do Tesão sei lá a gente pode dizer né de alguma maneira o que que é possível ocupar ali e onde que se é colocado isso é uma coisa que o fã não fala bem em você
falou muito bem também de que ser negro é um lugar no qual se é colocado né ninguém é negro assim tipo se você Nem sei se daria para parafrasear a povoaria dizer né não se nasce negro torna-se mas não se nasce negro é tornado você é tornado negro uma pessoa branca sempre não existe outra forma de se tornar negro né serão pessoas brancas dizendo que você é negra Essa é a construção é uma das bases da do pele né não quer é bem bem importante para entender isso quando a Lelia vai falar disso desse lugar
em que a mulher negra daí é Colocada de ser mulher negra de ser mulher ser negra né e ser mulher negra nesse mercado matrimonial ela vai tocar nesse ponto também e que a gente pode entender um pouco como esses relacionamentos né os relacionamentos afetivos pessoais eles definem de várias maneiras é isso que o fã não diz é isso que ela diz é o que você diz no seu trabalho pelo menos não acadêmica é o que eu conheço mais do que leio né acompanho O acadêmico no lixo mestrado Mas enfim né Espero ler o doutorado pelo
menos aí a hora que sair mas é que é o relacionamento ele define ele é uma parte muito importante da definição das relações que vão definir o gênero e a raça né nesse sentido de que gênero e Raça também ficou definem que é o que a gente estava falando na última aula que eu tive com vocês antes das aulas do Antônio né de que o que é ser negro ser homem né ser mulher negra como uma coisa Aquela ontem eu tava assistindo um documentário novo que saiu na Netflix tinha uma história do cinema Negra nos
Estados Unidos não sei se vocês assistiram é tipo eu tô achando muito bom assim o cara eu não conseguia assistir tudo que eu fiquei com sono em dormir mas o cara que tá super tarde já mas o cara que fez o diretor ele é muito bom e ele é muito ele não poupa ninguém entendeu ele não tá preocupado em poupar o racismo do Cinema e tá então É bem interessante assim ele é muito é muito bem feito fica a dica E aí lá uma das imagens clássicas da militância do movimento negro nos Estados Unidos a
década de 60 né e por isso estou lembrando do documentário porque eu assisti e apareceu essa imagem ontem Mas é uma imagem que é muito conhecida que são os homens negros com cartazes escrito aí Emma Man né Tipo eu sou um homem Que tem a ver com essa discussão que a gente estava tendo antes né Então essas coisas se definem muito no campo dos relacionamentos também quando a gente está falando de segmentos que sofrem algum tipo de operação estrutural né do tipo mulheres ou pessoas negras ou pessoas indígenas pessoas com deficiência e outras a gente
poderia estar aí o relacionamento ele tem um papel duplo né de manter essas pessoas Numa certa posição dominada no sentido de que precisam sempre do outro né como mencionou mas ao mesmo tempo essa espécie de transferência de Capital que acontece assim né Tipo se você é uma mulher você tá casada com uma mulher vamos supor de um casal Branco tá uma mulher se esbranca aquela casada com um homem se esbranco ela vale mais na sociedade do que uma mulher se esbranca que não é casada com ninguém né então você tem uma Transferência de Capital quase
assim de Capital a gente poderia chamar isso eu tô usando metaforicamente não conceito certo tá gente é mas uma transferência de importância ou de Capital subjetivo no sentido de quanto aquela pessoa tratada como um sujeito né quanto aquela pessoa tratada como ser humano e por isso que tão fundamental a gente discutia essas estruturas como da família do casamento etc porque elas têm um sentido que Opera na economia da subjetividade também né quer dizer a porque que uma mulher se esbranca tolera um de merda e violência doméstica né falando aí do Campo dos estudos de gênero
mais tradicionais que são muitas vezes bastante brancos né dessa bibliografia mais da década de 70 Mas por que que essa mulher ela tolera esse casamento né ela tolera esse casamento porque ela às vezes não tem condições econômicas e tal mas também porque existe uma condição de Um valor simbólico né trolado esse casamento acho que é esse que é o ponto importante da gente observar aqui eu tô falando um monte de coisas para vocês que não estão exatamente acabadas que eu não tenho uma bibliografia exatamente para passar porque eu tô escrevendo elas mas é Então essa
essa coisa dos relacionamentos ela junta tudo isso né porque o campo dos relacionamentos ele é esse campo de produção da vida né Ele é esse campo De produção do das relações mais pessoais e do desejo Então acho que entra muito essa coisa do desejo não anônimo né Tipo o que que é você ter um marido uma mulher um né tipo a você é a dentro desse modelo né monogâmico e tudo mais se você é aquela pessoa especial para alguém só você a pessoa de alguém né ou seja tem alguma pessoa que destina uma energia libidional
dela enorme apenas para você de um certo tipo realizando atividades De um tipo muito específico que é reservado para quem ocupa esse lugar e isso é visto como algo que te faz valer mais como ser humano se você não consegue conquistar o amor de ninguém né O que o que é você que aí toda discussão que o movimento negro vai fazer e depois o movimento contra a gordofobia também a movimento das mulheres deficientes também sobre a solidão né sobre essa coisa da solidão desse valor dos relacionamentos então é Interessante a gente notar quando você falou
da tese da Laura eu fiquei lembrando da coisa dos dados do okkee que eu já falei para vocês né que eles têm um repositório Fantástico é que uns anos atrás agora eu não sei se eles atualizaram Talvez sim mas tem assim uns quase 10 anos ele soltaram deve não deve ter uns 6 7 anos sei lá ele soltaram um post com alguns dados justamente sobre os metes e likes raciais né então assim eles colocavam tipo Em termos de probabilidade estatística uma mulher branca no ok que o Pitt ela qual a probabilidade dela dá uma curtida
né passar para direita o perfil de um homem negro o perfil de um homem asiático de um homem árabe eles faziam todos é fantástico assim porque aí eles quando eles colocam um quadro Total assim do mapa eles eles mostram é tipo é muito Evidente assim que você essa hierarquia É exata que é melhor Ele tava dizendo né então fica Exatamente Essa hierarquia você tem lá os médicos com os homens brancos né E você tem os médicos com homens asiáticos depois árabes né que são vistos como mais negros e depois com homens negros a única exceção
que acontecia era as mulheres negras com homens negros que aí elas tinham mais probabilidade de dar de curtir né dar uma curtida no perfil de homem negro do que no homem branco ele estavam Trabalhando com dados dos Estados Unidos e Vale também né observar que existe aí uma construção histórica do movimento negro nos Estados Unidos sobre isso e tudo mais mas era muito interessante e os homens negros com mulheres negras também ficava pertinho de homens negros com mulheres brancas assim né os likes que davam então foi o único caso em que realmente tinha alguma variação
nisso foram esses dois mas o resto era era Tudo exatamente nessa ordem bem certinho e não dá nem para dizer que é uma questão do tipo assim ah sei lá as pessoas asiáticas né ou as pessoas amarelas elas dão mais like também em outras pessoas amarelas Não elas dão mais like também lá nas pessoas brancas né tipo é uma coisa dessa construção da branca e tudo como desejável né como civilizada como algo que vai te trazer mais valor como um casamento melhor né para a gente falar nos termos de uma Avaliação subjetiva que a gente
faz inconscientemente né quando decide se juntar com alguém e tal o que que é um casamento melhor no modelo em que você é obrigado a escolher entre a e b porque o modelo monogâmico você não pode ter vários então o que que é uma aposta melhor para sua construção de um lugar social enfim de maior prestígio e tudo mais isso é importante eu fiquei com uma dúvida sobre O uma parte dos trabalhos seus que você mostrou que é uma dúvida que eu tenho política na verdade eu acho que é uma pergunta mais política menos teórica
mas que eu acho que é muito obrigação de todo mundo tentar resolver assim que não sei se está muito resolvida também no próprio debate do movimento negro conforme eu acompanho mas que é como é que a gente sintetiza ou cria uma como é que a gente Entende politicamente a questão dos relacionamentos interraciais considerando essa estrutura toda de poder de maneira que a gente não caia na construção conservadora africanista também né de tipo assim então casamentos interraciais tem que ser proibidos né Acho que não na verdade eu não sei se são os panafricanistas mas os gavetas
especificamente que tinham uma questão Assim né de tipo se opor até nos Estados Unidos as leis de casamento interracial e tal que também é uma visão bastante conservadora do que que podem ser os relacionamentos humanos e tal então eu fico pensando muito nisso né como é que a gente porque na minha perspectiva agente politicamente é importante a gente pensar quais os desdobramentos políticos da teoria que a gente defende né então se eu defendo isso aqui o que que isso produz politicamente Concretamente em termos daí do que que a gente pensa como o projeto de sociedade
né E aí eu fico sempre muito nisso assim né quer dizer não dá para a gente tratar as relações entre seres humanos nesse mundo como se elas não fossem né tipo produto de uma construção racial elas são quando você tem um casal de pessoas brancas inclusive né importante então não dá para a gente Desconsiderar isso obviamente mas ao mesmo tempo a solução digamos né ou a questão que diz dobra disso também não pode ser Ah então a gente a gente vai acreditar nessa construção chamada raça né e dizer que então as pessoas de raças iguais
tem que se relacionar entre si para Então como que a gente faz uma mediação disso essa é uma pergunta que eu tenho e na qual penso muito todos os dias na verdade e acho que todo mundo que tá pensando O que tem assim tá pensando raça tem um mínimo de letramento racial e vive né como pessoas diversas e tal de diferentes lugares e enfim experiências e racializadas ou não racializadas a gente acaba trombando né porque é isso que enfim tá postou na vida Então essa é uma pergunta uma outra que queria falar antes que ela
tinha levantado a mão eu posso responder depois dela É que eu queria fazer outra pergunta não é que eu tenho mais algumas coisas anotadas ainda eu queria terminar só e aí eu passo a palavra aí se você achar melhor eu passo direto para Munique aí Você comenta tudo junto se você achar melhor comenta primeiro e depois a gente vai passando mais mais pessoas o que eu ia falar era um uma coisa que vinha na rebarba do que por isso que eu levantei a mão desse de novo porque tava numa rebarba do que tava falando sobre
As escolhas tem um estudo aqui no Brasil ele não é tão recente que já é de 2008 da professora Claudete Alves Ela é da PUC que vai falar sobre essa questão da Solidão da mulher negra e uma um fator curioso dessa pesquisa que você acabou falando nessa nessa pesquisa e aparece também lá na Claudete que é na verdade então ela tá estudando o contexto demarcado de São Paulo né Então tá falando no Brasil não é São Paulo e ela fala da Escolha subjetiva das mulheres Negras nos relacionamentos aí ela vai falar de diferente níveis de
atenção social Então ela diz assim bom a mulher achava três categorias né não lembro se era Classe A conseguir Mas tinha um recorte econômico na pesquisa dela e na pesquisa o que o que ela vai trazer é que independente do nível econômico que também vai interfere na nossas escolhas de relacionamento independente do nível econômico mulheres negras no geral Escolhem estarem relacionamentos em relacionamento intra-raciais e que quando essa escolha é feita pelo aí conforme o Drone já explicou mesmo e recomendo muito essa essa análise estudo da retenção de câncer tem muita análise sobre essa obra que
é belíssima que vai traçar esse imaginário de como que é as relações a miscigenação no Brasil Esse é um retrato muito maravilhoso então era só isso para pontuar que porque pelo menos para mim eu não sei se Toda pessoa negra que escuta isso também tem esse esse efeito mas para mim quando a gente fala a solidão da mulher negra me parece também um processo de autorização no sentido de dizer que ali que cabe o espaço social dessa mulher mas na verdade é um é um processo de retirada dos subjetividade de dizer que essa escolha ela
não é ela não tem expressão dentro de uma sociedade racista Ou seja eu posso fazer uma escolha de me relacionar com homem negro Ou me relacionar com um homem branco posso fazer uma escolha subjetiva qual qual vai ser a expressão dessa minha escolha dentro de uma sociedade que alargamente que é o que a Leila vai dizer né como que isso vai como que a minha escolha subjetiva vai ter expressão vai encontrar Eco dentro da sociedade e aí eu acho que a a Claudete ela toma esse Cuidado para falar de solidão não como não como uma
Utilização ou seja Ah você vocês estão sozinhas Porque não são capazes né levar o amor para esse lugar do da meritocracia mas muito pelo contrário é que a organização da sociedade tal como posta dentro da do colonialismo do pós colonialismo não nos permite acessar essa escolha subjetiva que eu acho que é interessante pensar isso também é esses dados esses dados estatísticos né de aplicativo coisa assim eles têm um Certo limite também que é justamente a grande variação de formas de racionalizar para as coisas que as pessoas têm né que daí na antropologia não metnografia a
gente consegue captar melhor mas que por exemplo a gente também também daria para a gente levantar uma hipótese se essa essa tendência que a gente observa em tantos dados de mulheres negras né escolherem parceiros homens negros quando elas vão escolher parceiros homens eles escolhem Homens negros daria para a gente interpretar de várias formas também daria para perguntar se não é um certo senso de Alto proteção né De certa forma quer dizer no sentido de que um homem branco tá numa posição de poder muito maior ainda E aí né então consegue exercer um racismo é um
machismo em relação a ela Então quer dizer você tem que lidar com um problema né de violência no relacionamento Uma possibilidade de violência muito maior talvez dá para a gente se perguntar se não tem a ver com o próprio racismo colocar esse homem negro como se fosse mais acessível para ela por ser menos valorizado nesse mercado né sexual nesse mercado do Tesão do que uma no mercado matrimonial né do que um homem branco então daí é para a gente é meu brisar aqui tipo em várias hipóteses que os dados não ajudam a resolver muito mas
que talvez eu imagino Suponho não li atrás da Claudete Mas isso foi o que é muito possível que ela tenha trabalhado uma parte disso assim né conhecendo assim um pouco do trabalho mas eu nunca li Então acho que é são coisas legais da gente também né tipo matizar um pouco né do que que é a subjetividade e a racionalização que a pessoa faz sobre aquela escolha né dentro do lugar que ela tem ali também como ela percebe essas estruturas de poder que aí é tratar Realmente esse Sujeitos de pesquisa como sujeito também é um pouco
isso eu vou terminar de fazer minhas observações falta pouca coisa ia falar dessa relação entre homem negro e mulher branca que Ander falou bastante é que é uma coisa muito marcada assim na história do feminismo né os relacionamentos entre homens negros e mulheres brancas não só relacionamento afetivos mas a relação entre esses dois grupos né digo assim de forma Relacionamento a relação né de forma geral assim ela é um grande Marco assim ela é um grande um grande paradigma assim que que serviu assim historicamente para o feminismo ser obrigado a repensar muita coisa né por
conta da questão de ter essa questão daí da essa hipótese que Ander estava apresentando que eu acho uma hipótese interessante de ser examinada e nos trabalhos futuros de que seria um jeito De estar numa posição de maior poder então seria um jeito de talvez tentar se preservado um certo machismo ou achar que né que vai equilibrar as coisas ou de não estar numa posição embaixo num relacionamento super acho viável essa hipótese para examinar acho que é uma hipótese bem interessante depois se você quiser eu conto os casos podem ajudar da elaboração da hipótese aí que
aí eu acho que entra várias Coisas também diferença etária tem várias outras estratégias que as pessoas usam para escolher relacionamentos que funcionam como atenuadores nessas relações de poder que perpassam aí os relacionamentos Então acho que dá para pensar um monte de coisa acho que pode ser bem legal assim examinado mas também tem essa relação de um certo ódio né tipo de um ódio assim no sentido de colocar mesmo homem negro como ameaça como um animal como estuprador como né E Essa a prática corrente de mulheres brancas acusarem homens negros de estupro para em prol da
própria da própria [Música] da própria de tentar resguardar a própria moral né do tipo a gente sabe tem casos e casos no Brasil e fora do Brasil disso né de mulheres brancas que tem relacionamentos especialmente em períodos anteriores onde o relacionamento interracial era um tabu Ainda maior do que hoje né é de dizerem né alguém pegou ela transando ou sabe que ela saiu com né com um homem negro Ah não esse cara me estuprou né como uma forma de tentar resguardar a própria moral Branca porque sabe que o estado a polícia ou enfim né Todo
mundo vai automaticamente acreditar nela é uma saída segura né Tanto que não nos Estados Unidos o feminismo negro foi justamente a responda nos anos 60 70 foi uma das grandes questões ali né tipo Como é que vocês estão dizendo lembra que eu contei um pouquinho isso na aula de como é que vocês estão dizendo que mulher é esse lugar de vítima permanente dentro do gênero se você tem lá mulher branca que tá aí acusando um cara negro de estupro tipo claramente se não tem vivência nenhuma né esse uma acusação falsa de estupro a gente sabe
que isso aconteceu né então é bastante complicado essa essa questão né Então acho que vale a pena a gente olhar para isso também eu fiquei com uma dúvida e por fim é mais uma dúvida mesmo que eu não consegui ler direito na apresentação quando você colocou aquela situação do que fala do Rei Leão educante eu não entendi muito bem não sei se por causa da formatação como ficou porque teve que experimentar na tela eu não entendi se era um texto só que estava acertando serão dois textos Diferentes as fontes os dois parágrafos e qualquer a
quem então fiquei um pouco confusa nessa hora mas foi só acho que do visual mesmo do Design assim como ficou [Música] e só fazer uma uma coisa que acho que uma correção importante que você falou que o rego era nazista não é anacronismo claro não existe a nazismo na época do Reggae Eu acho que dizer que ele é um racista já é já é pesado sem precisar Recorrer assim sabe é o anacronismo do nazismo assim eu acho que é bem é bem importante o que é muito interessante também por outro lado e eu acho que
o fã não é o cara que faz isso muito bem também nesse livro no pele e tal Porque ele vai pegar tipo muita coisa do que o forno não tá colocando ali é reeio é da teoria regaliana quando ele trabalha com a ideia de identidade que ele trabalha quando ele trabalha com a ideia né de negativo que ele trabalha isso é tudo Reguel né mas ele consegue trabalhar com essa categorias do rei que eu sem falar olha esse cara é um bosta porque ele tá sendo assista aqui tipo então né quer dizer ele trabalha com
categorias do rei o que ajudam a construir um pensamento que não é do Reggae que é ele falando sobre né a construção subjetiva das pessoas negras e mais particularmente do homem negro tem algumas críticas posteriores né de pessoas de mulheres negras autoras Filósofas negras sobre ufanou e como ele trata a mulher negra e tudo mais que são interessantes também para quem tiver curiosidade de dar uma procurada acho que a própria lélia faz um pouco isso na avança pontos que o fanor não tinha como avançar né então é legal acho que agradar Quilombo faz isso também
bastante então são algumas autoras que foram nesse lugar que o fanor não foi né e acho que tributárias claras da sua Época enfim do seu lugar de mulher negra e tal então eu acho que é importante é só a gente também olhar isso assim sabe dessa dessa maneira assim como ele pega e faz isso eu não ele é um grande filósofo também eu acho Por isso essa capacidade que ele tem de síntese né tipo ver a contradição e onde está onde falta um negócio ali que ele tá usando dentro da filosofia e avançar aquilo para
uma uma coisa nova acho que é incrível esse livro não sei se o Pessoal que está assistindo ela conseguiu ler né Fazer a leitura do Capítulo fazer a leitura do livro inteiro que seria o mais recomendado mas é absolutamente Fundamental e acho que especialmente sendo uma turma que tem tanta gente da psicologia da psicanálise não tem como estudar Brasil psicanálise psicologia Ciências Sociais sem a gente estudar famoso da lélia estudar Enfim uma série de outros autores que também Contribuíram aí autorizar autoras negras né que são historicamente excluídos mas que contribuíram muito assim com esse avanço
teórico do qual a gente tá falando aqui então é isso que eu tinha para falar eu acho Ah eu tinha uma pergunta para Monique também porque eu fiquei curiosa Só porque eu não vi a aula passada e daí eu fiquei muito curiosa sabendo que a Monique também é uma parceira intelectual assim desse trabalho ou não Acadêmico de andreoni né então acho que é por isso que eu acho que eu juntei assim porque tem a ver um pouco a coisa da Bellucci que eu sempre desde que eu li tudo sobre o amor da Bel Hulk né
Eu acho que tem uma coisa uma marca importante ali que é a a maneira como estar nesse lugar particular de mulher negra dentro desse sistema matrimonial dentro desse mercado né do desejo e matrimonial e tudo mais a Maneira como isso é parece ter sido assim absolutamente fundamental para ela justamente questionar essas categorias né de opressão que tem junto com a branquitude que é esse forma específica de uma forma específica de entender o amor uma forma específica de entender o casamento e tal e hoje aí juntando com o trabalho do anel também a gente tem uma
existe porque a não monogamia tem sido um tema político né bastante mais difundido tanto que tá nesse curso que a Gente chama de debates políticos contemporâneos né existe todo um discurso um pouco simplista de que não homologamia coisa de gente Branca né já não é coisa de gente branca e pessoas negras não tem direito nem como se fosse uma escada né não tem direito nem é o casamento o monogâmico quanto mais né Tipo desconstruir isso e tal e eu queria ouvir também um comentário se vocês pudessem comentar também porque acho que O trabalho que vocês
vem desenvolvendo fora da academia também contribui para a gente pensar um pouco isso né que o comum talvez não seja bem assim ou enfim né mas também dá para entender porque que as pessoas pensam isso e tudo mais acho que são várias questões legais para a gente conversar eu vou fechar aqui meu microfone quem quiser levantar a mão mas acho legal pelo menos uns 10 minutinhos aí para me responder e Munique também aí vocês tá bom acho que legal Eu queria fazer uma observação de uma coisa que Marília falou sobre Hegel que quando eu tava
lendo eu troquei os nomes embora também achei que o comentário de rei que eu tivesse essa Associação com uma tendência ao comportamento histórico do nazismo mas na hora eu tava falando de outra pessoa era de Heider foi realmente Ainda bem que você falou isso porque ele tinha trocado ou talvez ele esteja dizendo metaforicamente do tipo mano o Cara tá falando de bosta sobre pessoas negras né aqui na Ásia exato mas ainda bem que você pegou isso para corrigir porque senão ia ficar como se eu achasse que fosse o Rei Leão mesmo e não e respondendo
aquela nossa primeira pergunta né que você fala sobre aquela aqueles relacionamentos afrontados em comparação com o relacionamento entre raciais como que a gente faz para transitar nesse ambiente sem entender um conservadorismo Surja um termo que é esse texto que eu coloquei aqui né que é sobre o que chamam de palmitagem eu pessoalmente sou contra o uso do termo Não porque eu acho que o termo errado não porque eu acho que essa categoria seja a categoria infundada Mas é porque acho que ele coloca uma certa cilada que é as pessoas negras sempre foram de alguma maneira
proibidas em demonstrar os seus afetos vai falar isso por exemplo naquele texto dela vivendo de amor ela vai falar que As pessoas negras não tinham tempo para se preocupar com amor e nem muito menos demonstração e que isso foi ressignificado no ponto de vista de bens materiais né quem ama quem dá o bem material eu e Monique tava até conversando que uma coisa que acontece muito entre a gente entre as nossas famílias principalmente é a demonstração de afeto vir por exemplo pela comida é um bem material a gente demonstra afeto oferecendo comida e eu falo
disso porque Sempre teve esse lugar de certa interdição De poder gostar de poder desejar de poder estar com quem a gente quer por motivo seja próprias pessoas negras seja entre pessoas de racialização diferente então quando vem o termo esse conceito palmitagem que já entra como um proibitivo sem questionar o porquê que ele acontece aí eu sou contra que é o que eu vou discorrer nesse texto né que a psicologia da palmitagem que é dizer Que não pode a gente já ouve faz muito tempo e isso não tem educado as pessoas de nenhuma maneira a entender
seus próprios afetos isso eu acho que direciona para um outro lugar que é o lugar que eu não traz aqui que é do inconsciente a gente internaliza tal ponto que o consciente não tem mais um lugar pontual a gente nem percebe que está negando alguma coisa né então é ver uma coisa mais moral você não pode porque não pode até faça uma provocação Dentro do movimento afrontado que eu falo que algumas pessoas procuram por uma Um certificado de militância Quando a pessoa não coloca o afeto em si que é eu sou uma pessoa militante Negra
Então vou me relacionar com uma pessoa negra para mostrar que realmente eu sou mas será que isso garante o amor garante o afeto garante tudo eu sou daquela coisa de Milton Santos já falava da globalização já trazia toda essa questão a gente está num sistema que é Capitalizado globalizado separar entre o akanda e restante é uma coisa bacana interessante Nossa que não funciona na minha perspectiva que eu tô falando andrionicamente não funciona não dá mais para a gente produzir um mundo onde os grupos estejam realmente separados seja do ponto de vista da Imaginação ou da
do ponto de vista físico e acho que aí que entra uma maneira de mudar você perguntou como que faria para isso acontecer o branco teria que deixar de Ser desejável e isso a gente não a gente negra a gente não tem essa condição não é uma coisa que a gente criou eu não criei essa questão do Branco enquanto idealizado nem Monique então a gente não tem o que fazer por nós agora branquitude se reconhecendo enquanto uma raça talvez fosse um bom uma boa dica né A Branca de se reconhecendo Enquanto essa produtora de um desejo
subjetivo que constrói que mudou a arte cinema a estética social de um modo geral acho Que daí sim vem eu vejo a gente até comenta né Monique que pessoas se relacionando interracialmente mas eu falo isso dentro de uma bolha dentro de um lugar muito pequeno que a gente vai subindo se a gente vai olhando mais de longe a gente percebe que a realidade ainda não é essa e mesmo nesta bolha de pessoas supostamente desconstruídas eu quando me relacionei com pessoas brancas eu presenciava fatos racistas muito nítidos não eram racismo velados eram Racismo explícitos imagine fora
de uma bolha imagine no lugar onde o racismo tem um componente mais forte Então acho que como não cair no erro do conservadorismo não temos essa resposta porque é uma coisa que realmente não tem como prever ele quer acabar o racismo enquanto a construção do branco da brancura desejável como isso vai acontecer eu não sei eu até trouxe um exemplo uma vez falando sobre a uma hipótese que tem na evolução Da rainha vermelha que é o Predador precisa correr na mesma velocidade que a sua presa para que os dois evoluam junto e ao longo da
história um consiga ser preso e Predador ao mesmo tempo e usa essa metáfora para o racismo que a branquitude tem percebido o que que elas não podem fazer o que elas não podem falar então elas não estão deixando de ser racista Na minha opinião elas estão aprendendo que não podem fazer então fazendo outras coisas outras maneiras né O breu negro ainda é uma pessoa que é hipersexualizada em vários movimentos em vários lugares a mulher o homem também o negro nem é aquela pessoa que é tida como forte que se um homem chorar de repente um
Tiago Iorc que fizeram alguma coisa aí e começou a fazer aquele clipe de calça vermelha algumas pessoas brancas vão dizer que Nossa como é desconstruir dessa pessoa uma pessoa negra fazendo aquela mesma coisa não tem essa conotação de desconstrução não Entra neste lugar porque primeiro é homem negro super é superverilizado que está se feminizando que aí já entrou um machismo também então não tem uma resposta muito longa a não ser essa de quebranquitude teria que acabar Acho que o mais aceitável é o fim da branquitude não porque é isso sem o fim sem o fim
da branquitude não existe o fim desse sistema Esse é o ponto né Abrace a branquitude ela é esse sistema sim é isso então aí tem essa questão Quando você falou por exemplo das de mulheres brancas que acusam homens negros de estupro coincidentemente eu vou até colar aqui foi um posto que eu fiz esses dias porque sempre aparece nas conversas sobre pessoas que querem transar e usar química ao mesmo tempo Cada pessoa tem um posicionamento a maioria das pessoas brancas que eu conheço falam que adoram isso que adoram por exemplo transar sobre efeito de alguma droga
e eu falando do meu recorte Do recorte de algumas pessoas que eu converso eu falo que eu jamais faria uma coisa dessa eu jamais transaria sobre efeito de alguma droga não porque não tenho curiosidade não porque não tem vontade mas porque eu sei que basta uma denúncia basta eu entrar na delegacia para talvez eu não saí de lá e isso não é mais gostoso do que transar então eu prefiro não desse jeito então esse tipo de coisa que eu falo que existe um recorte que tá no Afeto Tá Na Expressão da sexualidade tá em todos
os lugares mesmo quando a gente não precisa parar para pensar sobre isso ele tá lá agindo a esse Monique quiser turma do Fundão bastante né batendo nessa tecla de entender a grande atitude não só como um sistema de aumento ele fala muito disso acho muito interessante né porque senão também a gente entra numa tendência de achar que a branquitude é sempre também nos outros porque já é tão fácil assim Ser branco que você possa despercebido por que isso no sentido de pensar a sua própria racialização então por exemplo quando eu tive a gente acaba indo
para subjetividade para onde isso se ilustre assim materializa Acho que eu já até contente em sala de aula eu morei em Ubatuba no passado é uma cidade muito branca né assim no seu dia a dia a questão da sala é bem demarcada Então os pescadores as pessoas que estão numa condição Da classe trabalhadora Operária assim você vê a cidade sendo movimentada por pessoas negras Então eu ia no restaurante todo mundo era preto trabalhando aquela história e quem eram essas pessoas que vinham na cidade eram pessoas que moram nas grandes capitais né como é muito próximo
do Rio de Janeiro viam pessoas do Rio de Janeiro então a cidade tinha é uma frequência alta de franceses de holandeses Italianos E aí o brasileiro né também que tem a sua nona guardada e tudo mais e o que que acontece com essa dinâmica racial dentro dentro de um relacionamento inter-racial entendeu ele falou desse negócio da palmitagem E aí eu namorava um homem branco a gente tinha um relacionamento monogâmico né E era e era engraçado porque a gente leu falou junto assim foi muito interessante que eu não tava na academia ele também não mas a
gente tava Lendo com a mão junto e aí a gente tinha uma Piada Interna Nossa a mulher de cor branco e aí teve um negócio que eu começava a chamar ele de palmito né e comecei a chamar ele de palmito e aí ele dava risada mas no fim é um pouco disso que o André tava dizendo que é assim a ainda pensa a racialização a partir perspectiva do outro então eu acho que o convite para a gente pensar um e não cair nesse conservador e com os corda contigo Maria porque não vai ter jeito a
Gente vai esbarrar numa festa de várias maneiras e e pelo menos pelas minhas experiências foram muito interessantes assim tá nesse desconforto com pessoa assim tiveram as suas violências né Não tem como negar coloniais é machistas e tudo mais só que foi interessante também experimentar o aperto de um lugar é possível em que em algum lugar existia só não vai falar isso né quando ele inverte a leitura e ele fala assim a mulher de cor E o homem branco eu tava me lendo ali assim aquilo mesmo você de algum lugar você consegue se visualizar transitando porque
que eu falei de Ubatuba o afeto também é trânsito Então onde você vai você nesse lugar quando o Drone fala do mercado e quando me gera esse desconforto entrando em lugares que é muito triste né porque de certa maneira eu era servida por pessoas negras isso me causou um Como tão grande que eu saí que eu falei não consigo morar nessa Cidade porque ela é muito segregada só não vê quem não quer né então eu acho que essa é uma resposta assim pensar e reiterar um pouco do que Androide disse que é enquanto a gente
não tiver a branquitude se pensando enquanto branca e sempre falar assim os racializados e os não racializados a gente está partindo de uma universalização de raça já tá errado eu acho que não existe o movimento negro e o movimento antirracista é o movimento que tá Pensando a desarticulação de um sistema é patriarcal Cis branco que é o que a verruga vai estar aquele título enorme né patriarcalis Branco hétero e que falta normatividade desses corpo fazer o trânsito de como essas pessoas vão se relacionar ou não então pensar a branquitude é se pensar não é pensar
um sistema também você quem sabe tá bom nos meus afetos né eu sei que a gente tá pensando Pensando [Música] Teoricamente mas acho que tem uma parte nos movimentos negros a gente tem uma brincadeira que a gente fala para o teste do pescoço a gente diz assim quando você porque toda pessoa negra faz isso toda pessoa negra quando a gente entra no espaço Sobretudo o espaço de poder como a universidade eu que sou advogada nessa curva e não nos lugares e tal quando você entra nesse lugar Você Se incomoda você olha quem são as pessoas
que estão naquele ambiente e aí falando de todas as normatividades é óbvio que a gente não vê corpo trans é algo que a gente não vai ver corpo indígena é óbvio que a gente não vai ver corpo gordo e é óbvio que as pessoas negras estarão ali infelizmente vão estar numa condição subordinadas Então eu acho que tem porque é isso não tá ela faz aquela análise no texto dela falando da Doméstica de um lado e da mulata de outro e falando que é a mesma figura ela tá ela tá dando um pane na nossa cabeça
dizendo assim você não tá percebendo que a mesma subjetividade que você aprova um dia ou cinco dias do ano você desaprovana inteiro e quem que é que tá desaprovando a Lena não faz isso ela ela usa o mesmo impulso do fanor ela fala é em primeira pessoa quase né Mas se a gente fosse falar da pessoa branca narrando aquele texto de lélia quem Seriam vocês vocês seriam as pessoas que estão na mesa você seriam as pessoas que que não deixaram a gente sentar vocês são essas pessoas porque senão a gente fica falando fica olhando para
o outro fala nossa que dó então realmente eles foram convidados para aquela festa né ela entra falando idosa e não deixaram ele falar não é não deixaram como se o sistema racial racista da branquitude não fosse sobre a gente é exatamente tem uma uma materialização Que às vezes a gente se descola no campo teórico e que é muito importante no campo prático do tipo E aí falando de relação interracial quando você adentra uma relação interracial a pessoa começa a ficar desesperada então eu sempre percebi Eu namorei francês italiano enfim também é a mesma coisa do
nesse sentido de que você percebe a inquietação da pessoa porque ela passa a ver o racismo então ela falou assim você viu que a pessoa te tratou desse jeito o Que que você vai fazer com isso eu falei assim que você vai fazer com isso porque eu passo por isso todo santo dia você vai fazer alguma coisa Não eu vou lá falar nada eu quero é sossego eu quero estar no relacionamento que eu tenho sossego então tem toda essa articulação de quando você se aproxima E aí tem aquele si eu não sei como é que
ele chama tem uma teoria para esse círculo que é quanto mais perto você tá né a gente usa para falar dos espectros Políticos também então quanto mais longe você tá mais a direita é o mais à esquerda você tá isso serve para o feminismo de Colonial também então ou mulherismo enfim você entender Onde você tá você tá Você tá no meio porque o meio seria universal para você chegar nessa Periferia né desses corpos dissidentes como que você tá chegando aqui você tá chegando no campo teórico né que já é um passo muito importante você chegar
no controle Mas Quais são as suas aproximações dos seus afetos então eu também acho que a gente não e aí a questão energética do panacrismo também ah então vocês estão tentando resgatar uma estética africanista que todo mundo agora tá interditada é segregação é apertar a gente não pode mais se relacionar com pessoas negras é isso que tá dizendo eu Monique posicionamento de como eu entendo que isso está sendo discutido dentro do movimento mesmo Assim não é sobre isso gente porque senão você tá tornando esse assunto sobre você de novo e não é ao mesmo tempo
que a gente está falando que a gente tem que perceber o nosso racismo de cada dia a gente também tem que perceber que a discussão de afeta como ele se articula no campo dos desejos da nossa imaginação então na televisão quando esse casal o tempo todo é branco ou ele é interracial Por que que a gente não consegue ver um casal de Protagonistas negros por exemplo Então eu acho que quando a gente faz uma provocação panafricanista é para falar aquele comercial da do perfume da Boticário teve só gerou isso daí faz uns quatro anos mais
ou menos mas só gerou eu vou achar ele no YouTube só achou o incômodo porque o comercial da Boticário era um casal de protagonistas negros só isso mas famílias brancas em começar tem uma uma construção daí desse senso comum né Da branquitude de que o branco representa todo mundo e o negro representa o negro quando o negro aparece que é uma produção totalmente preta os Brancos aparecem ali mais ou menos dando Oi só mal vê Branco lá e que não tem tiro não tem ninguém ninguém vai ser preso sabe E aí quando você começa a
fazer essas Produções você imagina a gente tá 134 anos do pós Abolição gente Há Três Gerações atrás a gente não tinha família então aí para começar a resposta da questão da monogamia e você bem breve mesmo a gente falou na sala de aula um pouco sobre isso E aí acho perfeito que eu ia falar desse texto Andres a gente tá muito conectado a turma do Fundão super conectada que é falar sobre esse texto vivendo de amor gente então assim localiza você está 134 anos ou seja você está Três Gerações no Máximo Vão colocar assim de
um período em que corpos negros não tinham afeto e aí a lélia vai desenvolver no texto dela como é que esse afeto chegava então ele chegava via estupro e isso não é afeto né mas como é que o sexo chegavam então ele chegava pelo estupro ou ele chegava por uma disputa imaginária de que o homem negro um dia alçaria o estado de homem branco almoçaria o status de subjetividade e portanto ele seria digno de de receber um afeto dessa mulher que Era mulher negra e aí ele desvia o seu olhar para casa grande para então
encontrar nessa na própria subjetividade o olhar dessa mulher branca que tá lá com a mulher vai dizer ociosa porque a mulher negra está sobrecarregada dando conta da casa grande dá Senzala da educação das crianças da casa grande e da educação dos seus filhos na senzala e além de tudo dentro de um sistema de plantation que aí quem leu agrada Quilombo vai ver Tava falando isso Memórias da plantação então quando a gente aí andreoni eu essa semana a gente estava falando sobre uma monogamia e ele falou você tem que parar de militar com esse negócio de
monografia e eu dando muita risada falando disso porque a gente tava realmente falando de dessa imagem potente que é ver uma família negra a gente não tem essa imagem eu não tenho particularmente imagens eu vou lá buscar o resgate Foi assassinado ah essa aqui não sei que a gente não tem uma imagem dessa família negra Mas então você tá querendo dizer que aí para falar do condenados né todo Oprimido que viraram uma pessoa é isso que você tá dizendo não mas a gente não pode negar que a gente tá dentro de um sistema que vive
e se alimenta de estética de imagem e que essa imagem ela produz efeito na sociedade e aí para falar um pouco quando ela vai cravar um embora ela não Tenha da entrada a gente começou a falar um pouco na semana passada ela crava esse conceito de comunidades amorosas Que conversa muito com com que a gente vê o supreciado né E também sobre aquela sobre a comunidades de amizades né Não lembro qual que era essa comunidades mesmo falava redes redes de amizade então ela não dá mais Abel Rubens em momento algum ela é essa pessoa que
ela vai se levantar pela Monogamia ela não faz isso embora o modelo que ela traz na produção dela seja o modelo monogâmico a gente visualiza isso porque ela tá falando binário mas binário né ela fala o tempo todo a mulher o homem a mulher o homem é binário ela não interdita E aí até falei para o Gabriel a gente tava conversando que na Belmonte gente ela produziu muito então tem muita coisa alguma dúvida meu looks até o dia útil dela de vida então você Vai ver que era uma pessoa que tava dialogando o tempo todo
com as discussões atuais ela tava falando o tempo todo então ela conversava com pessoas trans ela conversava com pessoas não binárias ela tava conversando sobre a subjetividade é masculinidade desse homem negro é ela tava questionando a categoria homem também né a categoria homem e mulher Então eu acho que a Bel Hulk ela ela bebe da fonte ali ou ela ela é uma das professoras aí do Feminismo negro e ela vai traçar essa afetividade a partir de de um diálogo com de um diálogo interdicional né que embora ela não gostasse de usar interseccional sobre essas categorias
mas ela não interdita o debate ela não se fecha ao ponto de dizer não não existe vamos passar todo mundo por cima Ela é bem ela é bem ativa nisso E aí por eu só queria deixar uma uma coisa que a gente também falou em aula e agora que a gente tá podendo mandar link aqui é Maravilhoso Isso é que é o espírito da intimidade que é a perspectiva dessa dessa filósofa passou mé que produz junto com o marido e ela vai ela ela produz estudando nos Estados Unidos mas ela vai falar sobre como é
essa comunidade de dangram acho que eu já mencionei na sala né Essa comunidade dandra entende o afeto e os relacionamentos e a intimidade Ou seja é uma perspectiva circular em que todas as pessoas é Lógico tá enricado ali o conceito de família e inevitavelmente né não Ela traz ela essa coisa de todo mundo na comunidade pode ser mãe todo mundo pode ser pai e se eu quiser ter outro naquele se me der na telha ter outro marido eu vou ter outro marido também dentro daquela comunidade Então acho que é bem interessante para a gente pensar
e aí Marília para pensar isso que você falou do monogâmico acharam que eu iandro ficamos ali Discutindo sobre né o meu incômodo sobre essa discussão sobre não monogamia e monogamia é como se fosse o branco inventando a roda de um conceito ou de uma organização afetiva que já se dava em outros modelos e outras em outros tempos em outras em outras em outras perspectivas sem efetivamente tem um nome que sintetizava isso então é só sobre isso eu acho que tem bastante construção interessante para pensar é isso gente legal e é só fazer um Comentário que
eu tô com a câmera fechada porque eu tô pegando uma coisa para comer aqui mas é tem uma coisa legal que você aponta e que acho que vale assim reforçar que essa relação entre escabeu propõe das Comunidades amorosas com o que preciado propõe Porque existe uma relação muito forte do o movimento LGBT com um movimento negro desde sempre tipo isso é uma coisa assim que a gente fala muito pouco né a gente fala muito do movimento LGBT como se Fosse um movimento branco e historicamente nunca foi as pessoas mais chutadas né Sempre envolvidas no movimento
LGBT pelo menos ao longo do século 20 a gente vê sempre eram pessoas né ou latinas nos Estados Unidos pessoas negras pessoas aqui no Brasil também as travestis engajadas no movimento de travestis na década de 60 então a gente sabe que tipo tem uma Porque existe uma construção simbólica aí desse não sujeito né E que É muito interessante para o nosso curso em particular da gente lembrar que isso passa justamente por pelo gênero e pela sexualidade né então não tem como dissociar mesmo essas coisas quer dizer tipo a gente tá falando de classe de gênero
sexualidade a gente tá falando dessa produção simbólica desse grupo desses grupos de pessoas que são construídos aí na sociedade como não sujeitos né como não pessoas e não sujeitos e que está Sempre relacionado com isso com essa questão né do corpo e das práticas corporais de alguma forma no sentido aí do sexo né E isso tem um impacto do simbólico que é gigantesco Então eu acho que é isso É bem interessante E aí sobre essa coisa é a última que você falou mandar no monogamia eu acho que é bem por aí mesmo assim tipo o
problema o problema de certa não monogamia ou sei lá o problema de certa certo momento histórico né das práticas no monogâmicas Ou do Movimento que a gente pode chamar de não homologamia é justamente ele não se entender como algo ligado a qualquer tipo de historicidade racial né Sempre que é quando a gente faz uma crítica da monogamia e não não entende que ela é uma parte muito importante da branquitude né enquanto o sistema E aí entender se entender como branco sem entender nesse lugar né a gente nos causam as pessoas brancas né Se entender nesse
lugar e tal é uma contribuição para a perpetuação dessa desse problema né limita o potencial enfim revolucionário de alguma forma do que a gente está fazendo né se essa é a ideia então é bem importante é obrigada pela essa resposta aí que não tinha previsto porque não era vou pedir para vocês que querem fazer comentário agora o Gabriel levantou a mão aí Acho que pode ser tipo assim se Tiver mais gente né Se tiver mais gente a gente faz vários comentários depois das respostas ou enfim a gente vai lá Gabriel a gente guardar para discutir
quando a gente vai falar sobre o monogamia que são recortes de classe recorte Urbano Rural enfim eu tava pensando nisso né além do recorte racial além do forte é de relações heterossexuais é isso tô pensando no filme outro eles lá dos anos 2000 né que conta uma relação não Monogâmica numa vivência Rural e agora parece que tipo casais na monograma que está Santa Cecília encantaram um conceito de neomonogamia acho que esse acho que vale a gente guardar essa Sementinha para a gente trazer para a próxima aula na discussão era só esse Um breve comentário eu
ia dizer desculpa mastigando mas eu ia dizer que a gente tem muito a ver Gabriel Com a questão do contexto Rural mas tem a ver com também tipo assim o que o que é no monogamia enquanto o movimento social né em político movimento no monogâmico e o que são as práticas diversas de nemotomia ou de poligamia Porque tem uma diferença conceitual que acho que é importante inclusive importante de fazer a crítica dela mas que existe assim então essa coisa Do de também não se recuperar muito a história das coisas sabe é um pouco isso assim
tipo fala como se praticar as pessoas falam como se práticas no monogâmicas ou né tiverem que tivessem começado ontem e a gente não precisa nem ir Nem só considerar o nosso contexto de Brasil acho que aquela naquela aula que eu falei um pouco do texto da Marisa Correia sobre família não pouco isso que A gente fez a gente está falando de um contexto de historicamente a interações culturais diversas interações diversas entre vários sistemas de parentesco entre né várias formas de organizar o simbólico e tal aqui no Brasil foi aquela ideia que eu falei para vocês
que escreveram meu livro sobre o conceito você dá sim mas entender que existe uma matriz simbólica imposta e que tenta Padronizar essa subjetividade a partir de um certo momento né na história que vai ser construída e tal mas que eu acho que tem a ver um pouco com isso assim como a gente tá falando aí de Brasil no geral não só desse contexto desse contexto Rural também ele né acho que lá o contexto Rural ele tem uma particularidade que é onde o estado chega menos historicamente né então onde O estado chega menos essa Matriz simbólica
ela vai ser mais lentamente ou de forma menos incisiva emposta né quer dizer tipo você tem mais espaço para certas resistências ou vivências que não correspondem aquilo ali então acho que tem uma coisa importante aí da política mesmo né em termos de pensar o estado e tal que é legal mas a gente também vê que tipo mesmo se a gente for para tipo Europa e tal a gente vê também assim isso sabe como comentei Natural você tem se a gente não olhar a Europa como a burguesia europeia mas olhar classe trabalhadora europeia historicamente a gente
tem arranjos também diversos de sexualidade de família de na recuperação de casamento etc que não cabem nesse modelo em que nunca couberam né Mesmo quando a igreja católica a gente sabe que vende lá mesmo com a gente né com toda a força enfim moral e tudo mais que a gente sabe que tem mas é meio por aí acho eu concordo Assim acho que é algo que tem que tem que ser recuperado esse olhar mas alguém quer falar mais alguma coisa acho que eu acrescentaria Monique já falou a gente conversa bastante né Monique a gente tem
uma produção acadêmica fora da academia que acho que ele também acontece a vida acadêmica né mas é aquela coisa que eu mostrei um posto recente é que eu mostrei aqui na apresentação que é sobre Brancogamia que é justamente essa crítica que pelo menos eu trago para o meu perfil tem outras pessoas que fazem isso tem o Ruan Fernandes que faz isso acho que o Antônio também escreveu o prefácio de um livro do Ruan a gente escreveu um capítulo recentemente né Eu e Ruan e a gente fala muito disso da brancogamia que é um termo que
eu acabei conhecendo para falar justamente dessa interferência da branquitude no modo de se relacionar no monograma que não foi Inventado como Munique falou as pessoas que não foi inventado pela branquitude que eu diria Até que foi deturpado transformado em uma monogamia e agora tá querendo ser trazido de volta como se tivesse sido descoberto né E essa é a crítica que faça e compreende também as críticas que Gabriel coloca sobre classe sobre região gráfica sobre um monte de contextos que é aquela pergunta que eu sempre faço né para quem que serve a sua no monogamia e
a partir daí a gente Consegue pensar para quem serve é no monogamia que a gente está falando que é uma maneira saudável de descolonizar os afetos se a gente descobrir que ela só serve para um grupo muito restrito a gente está vendo que na verdade ela não está descolonizando tá recolonizando e acha que esse refazer É um mecanismo muito recorrente na história que é vamos fazer com a outra roupagem para parecer que é uma coisa nova e assim a gente vai se mantendo vai reforçando o sistema Mais alguém não bom então eu vou para aí
Pausar a gravação nem sei fazer isso não é que o botão sou iniciante Google mensagem para