E hoje nós vamos falar um pouco sobre as bases filosóficas No método de capoeira infantil brincadeira de Angola eu acho importante a gente falar de filosofia Porque toda prática toda e qualquer prática pedagógica é embasado em algumas filosofia mesmo que essa filosofia não esteja articulada quando eu comecei a da aula eu não pensava nessa parte não pensava o quê que realmente está por trás dos ensinamentos está por trás da metodologia está por trás das atividades da sistematização que eu tô construindo nesse lugar nesse espaço foi com o tempo que essa clareza foi vindo a minha
cabeça entendendo que existia alguma coisa que fazer uma cama uma cama fundamental para que outras coisas pudessem chegar por cima existe um solo e nesse solo tinha uma raiz e essa raiz toma construídas algumas o bazar vão todo o trabalho porque a nossa ideia com a capoeira infantil é pensar naquilo que está para Além da capoeira infantil do meu grupo do seu grupo da minha escola da sua escola é aquilo que a comum a todas as crianças em qualquer lugar do mundo e em qualquer época são coisas atemporais são coisas universais são coisas que pertencem
a diversos jogos infantis a universo infantil no qual a capoeira também pode se inserir porque Originalmente a capoeira não foi feita para criança a capoeira era jogada por adultos e se a gente pensar no lado Marcial no lado de luta nenhuma luta nenhum jogo de combate nenhuma arte Marcel foi construída para crianças a gente adapta essas artista e que adapta o próprio ensino da capoeira para o Mundo Infantil então se tem alguma coisa sendo construída existe um projeto político pedagógico existe um currículo mas antes de tudo isso existem princípios que a gente vai pensar para
formar uma base filosófica No método brincadeira de Angola eu penso primeiramente que a gente tem que ver a raiz da capoeira com uma raiz pedagógica Então a nossa base de construção de brincadeiras de jogos de pensamento está baseada na capoeira raiz pedagógica é a capoeira e o quê que isso quer dizer raiz pedagógica Se a capoeira é tá fundamentado em aspectos da oralidade da transmissão de mestre para aluno de mestre para aluno sou de alunos entre alunos pessoas se comunicando é uma comunidade e essa comunidade está baseada nessa transmissão oral que vem vindo no que
a gente chama de ancestralidade que a é uma geração para outra essa geração agora tá recebendo tudo conhecimento acumulado de várias outras gerações que já passaram isso forma uma cultura que a gente pode chamar de ancestralidade pessoas que já construíram muitas coisas e a geração agora tá recebendo esse conhecimento acumulado a gente pensar no na capoeira como raiz pedagógico jogo da Capoeira a gente tem que pensar na roda só é possível pensar o jogo da Capoeira sendo a raiz pedagógica se a gente pensar a roda de capoeira como um local onde esse jogo ocorre e
o local onde tem diversas interações sociais e culturais para além das corporais isso é importante para a gente pensar que a capoeira não pode ser ensinado ou não deve ser unicamente ensinada como um esporte a capoeira ultrapassa o esporte ela tem aspectos esportivos dentro da é mas ela ultrapassa o esporte eu via isso porque quando eu tava começando a dar aula eu basicamente reproduzia conhecimentos que já existiam antes de pessoas que já estavam fazendo só que essas pessoas se baseavam primordialmente na educação física infantil eram mestre de capoeira formados em educação física que estavam adaptando
a capoeira para o universo infantil Foi um momento super importante da capoeira Mas eu percebi depois de um tempo que isso não era suficiente principalmente porque eu vi que tinha alguma coisa na minha prática que tava sendo reprodutora de movimentos reprodutora de padrões reprodutora de conhecimento reprodutora de conteúdos as crianças aprendiam aqueles movimentos que eu passava elas aprendiam a sequência por exemplo elas aprendiam que uma tinha que fazer com farinha e a outra que tinha que passar o pé por cima mas elas não trabalhavam aqui o rádio no seu potencial máximo elas não trabalhavam a
construção desse conhecimento elas acabam acabavam ficando também alijados da possibilidade de fazer o contrário de entender que na roda de capoeira O Ataque vem primeiro e depois o outro se defende e a gente construir metodologia para conseguir ensinar esse ataque com segurança É partir desse lugar de compreensão que a roda de capoeira tem um jogo e ela tem um lugar e esse jogo e esse lugar é o que fundamentam o a ideia de raiz pedagógica como uma reunião de oralidade com em cima dos orais que são transmitidos dentro de uma como uma comunidade e que
esse acúmulo de conhecimento de pessoas mais antigas para pessoas mais novas e também para os pares para os colegas e podemos dizer até mesmo para as pessoas que estão fazendo capoeira no mundo tudo é o que compõem é uma característica de ancestralidade a segunda é o segundo elemento o segundo a base filosófica é a ideia de Cultura de paz a cultura de paz Ela poderia ser vista até como um posto a essa ideia de arte marcial pura de luta pura com a ideia de vencer o seu oponente eu penso muito mais a capoeira como uma
linguagem artística EA linguagem artística ela tem um vocabulário artístico a pessoa vai dominar Inclusive a parte corporal Inclusive a parte de luta mas essa luta ela é feita de uma maneira não violenta principalmente com crianças porque a gente pensa em resolução não violenta de conflitos pensa em comunicação não violenta como o sugiro a leitura do livro do Marcelo rozenberg que é da comunicação não violenta e a gente tem uma a deter a capoeira como um tipo de linguagem onde os corpos interagem de uma maneira não violenta e dessa maneira vai se resolvendo com filtro porque
o mundo já é muito violento mundo já já tá em um jeito que se você olhar é e a gente pensar que as crianças estão submetidas a adversa este violências pelas vem sociais diversas violências às vezes no próprio ambiente onde ela vive ou na família a capoeira ela pode ser uma mediadora emocional desses conflitos e a gente pensar que a capoeira tem que trazer mais paz serem se eu vou falar de luta eu vou falar de luta social vou falar de luta para o valor e os coletivos eu vou falar de luta contra desigualdade eu
vou falar de uma luta de companheiros essa que a ideia da cultura de paz a gente pensar que nós estamos fazendo uma luta que é uma luta e coletivos EA terceira base filosófica é a democratização a democratização ela vai de encontro aquela ideia de capoeira para poucos a gente ouvi muito essa frase de a capoeira para todos mas nem todos estão para capoeira e é uma frase de efeito é uma frase que ele tem disse que quer dizer que nem todas as pessoas vão se dedicar a capoeira com afinco necessário para serem bons para turistas
só que isso esconde também um certo elemento de elitismo você tem um certo elitismo aí de pensar que a capoeira é só para aqueles que eu acho sobre os meus critérios que são que estão preenchendo esses critérios a capoeira somente para as pessoas que conseguem preencher os requisitos de qualidade que eu acredito serem os melhores E quando eu penso em democratização eu penso em capoeira para realmente para todo mundo a capoeira é para pessoa que tá vindo lá do Japão é para pessoa que tá vindo lá da Inglaterra é para pessoa que tá vindo no
interior do Brasil é a capoeira é para pessoa que não tem como pagar essas pessoas de todas as religiões de todos os sexos todos os gêneros todas as orientações sexuais todas as cores todas as raças todos os o que você quer a falar todos os elementos que diferenciam um ser humano do outro a democratização em forma de pensar que não importa com uma pessoa está o quanto que ela treina qual que é o seu estado mental se a pessoa tem sanidade mental se ela não pensa amizade mental se ela tem algum tipo de deficiência se
ela não tem um tipo de deficiência capoeira ser realmente aberta para todas as pessoas a ir a quarta é base filosófica é a autonomia autonomia ela vai se opor à ideia de dependência autonomia quer dizer alto normatização que é alto normas é capacidade de você se alto jeridi você fe independente também no mundo e a gente vê que assim muitas vezes na capoeira existe uma certa tradição de dependência das pessoas acharem que o professor o mestre é o como é que eu diria Ele é o detentor único do conhecimento do monopólio do conhecimento os mestres
seriam os detentores do monopólio do conhecimento e nós sabemos que primeiramente isso não é verdade de jeito nenhum e segundo que esse não é o papel do mestre o papel do mestre é servir ao aluno é servir a autonomia do aluno para aluno é porque não existe Mestres em aluno o mestre sem um aluno de nada ele apenas mais um capoeirista a partir do momento que existe um aluno que olha para ele fala assim você é meu mestre ele passa até um papel esse papel é o eu acredito que é um papel de compartilhamento um
mestre de capoeira um professor de capoeira que eu me refiro com Mestre professor é a mesma coisa instrutor qualquer nome que se queira dar qualquer pessoa que se dá aula para outra pessoa naquele momento tá fazendo o papel de mestre e eu peço que o papel do mestre é servir aos alunos é servir a comunidade é servir as pessoas que estão ao seu entorno da melhor maneira possível é ser um canal de conhecimento para as pessoas Então é pensar que o papel domésticas e também um canal de compartilhamento o canal de compartilhamento de informação e
per o que usa uns queria são Fiz alguns se desenvolvam que os alunos nos super em eles fossem os ser melhor do que nós a partir do que a gente transmitido que a gente compartilha do que a gente passa eles consigam se desenvolver mais você usar o nosso conhecimento acumulado para subir e botar mais um degrau de conhecimento no mundo eu acho que essa é uma boa definição do filezão 74 bases filosóficas vão embrulhar estudo então nós temos o que nós acabamos de falar é a autonomia do aluno uma base filosófica a democratização a cultura
de paz e a ideia de a capoeira como raiz pedagógica chama eu chama eu chama eu Angola chama aí