E aí E aí um rio de amor é o mais célebre Episódio dos Lusíadas Luís de Camões oferece aos protagonistas um paraíso na terra é a justa recompensa dos Deuses para os marinheiros de Vasco da Gama mas para Camões o paraíso é um local para Celebrar os presentes do corpo o prazer do sexo e assim nem explicitar um grupo de marinheiros a rir dá uma ilha desconhecida estão cansados e com o desalento na alma aí está repleta de jovens e belas ninfas que rapidamente sucumbem aos desejos e reclináveis do sofá os machos O que são
muitos beijos na floresta e que Mimoso choro que soava que afagos tão suaves que irão nesta que em risinhos alegres se tornava e em 1572 sexo é no entanto uma palavra em acredita o corpo não é Fonte de Prazer em antes objeto de castigo Severo de renúncia de suplício o Santo Ofício da Inquisição reinar absoluto sobre as matérias de carne e do Espirito a Luxúria conduza a cultura e afogar o qual terá sido a reação do Santo Ofício aos versos de Camões o frei Bartolomeu Ferreira censor da Inquisição escreve Oi Vivi por mandado da santa
e geral inquisição e os dez cantos dos Lusíadas de Luís de Camões os valorosos feitos em armas que os portugueses fizeram em Ásia Europa e não achei Myles coisa alguma escandaloza nem contrária à fé e bons costumes 400 anos depois o enigma persiste a primeira edição dos Lusíadas foi uma espécie de milagre o que permitiu a Camões obter da Inquisição um parecer elogioso para duas fêmeas tão provocadoras E aí [Aplausos] [Música] a 10 de junho o único feriado nacional que celebra o aniversário da morte de um poeta Luís Vaz Camões e oficialmente o dia de
Portugal de Camões e o Poeta oficial da Pátria Os Lusíadas em sua Bíblia definitiva as armas e os barões assinalados que dá ocidental praia Lusitana Por Mares nunca Dantes navegados passaram ainda além da taprobana burros são os portugueses que não conhecem os primeiros versos de Os Lusíadas mas quantos conhecem a obra de facto o Olhar para alguém lendo Os Lusíadas não espaço público convoca uma ideia de estudo e deverá cumprir é um livro que se lê por obrigação porque se trata de uma obra difícil sem dúvida mas também porque Os Lusíadas têm sido usados Como
peça Central no projeto de construção da identidade nacional e obra de Camões remédio involuntariamente para o universo de um nacionalismo anacrônico Fora de Moda pode ser usado e tem sido usado para Bandeira não importa de que será a vida democracia ao fascismo e nós vemos isso podemos século 19 é tão importante para liberais como para legitimistas é tão importante Pois para a propaganda republicana comprar para a reação monárquica a essa propaganda é tão importante para a primeira república como depois para o Estado Novo foram os republicanos a instituir o dedo de junho confir o Pablo
Lisboa em 1910 a mercearia o estado novo o de cortar o dia de Camões com feriado nacional que será concedida tá vendo coisas de alguma importância a Disney 1 e ao falar Camões é difícil chegar ao escritor original sem dar de caras com o que fizeram dele um símbolo Nacional será impossível falar dos Lusíadas apenas por aquilo que são em primeiro lugar uma das obras-primas da literatura Mundial uma das razões pelas quais os Lusíadas afirma logo como uma obra-prima e foi a razão principal para logo ser Camões considerado o príncipe dos Poetas portugueses preço das
dos Poetas da da Península Ibérica no seu tempo em um dos maiores da Europa é porque ele ao mesmo tempo sendo uma epopeia é uma epopeia que é uma tipo de canto de exaltação e um canto já de Cristo Os Lusíadas foram publicados em 1572 no final de um século cordioso a ação acompanha a histórica viagem realizada por Vasco da Gama a Índia em 1497 ao mesmo tempo descreve a grande aventura dos portugueses desde a fundação da nacionalidade quem não sabe escrever Quase Um século depois os setenta anos depois disso ter acontecido e Portugal mudou
entretanto e está em crise para ali A aura A aura do Canto Imperial começa a empalidecer e por outro lado a própria visão do homem já não é tão confiante tão Então exaltante como é que seria próprio de uma de um poema puramente renascentista Oi para o Portugal contemporâneo e periférico é difícil imaginar o que será estar no centro do mundo mas o século 16 o mundo era literalmente os portugueses metade do mundo para ser usado das coroas Portuguesa e Espanhola tinham por iniciativa própria repartido entre os dois hemisférios do Globo e os portugueses esticavam
se temerários de uma ponta à outra da metade que escrevera Bom dia África tem marítimos assentos é na Ásia mais que todas Soberana na quarta parte nova os campos ara e se mais mundo houvera lá chegará era um momento da história em que todas as possibilidades estavam em aberto o avanço científico e tecnológico dos portugueses sustentava Fabulosas ilusões de grandeza Garcia de orta expresso de forma exemplar digo que se sabe mais em um dia agora portugueses do que sabia em 100 anos pelos Romanos [Música] e no contexto de tal realidade histórica era natural a tentativa
de celebrar a literatura os feitos da Nação da loja homens sem imaginação cerveja não é um homem que não precisa se imaginar é essa o rei a realidade para ele dali matéria completa para fazer a espantosa lírica que para mim é muito superior à época mas a língua portuguesa era ainda Rude e vulgar na corte entre 1501 em 1536 as peças de Gil Vicente representavam sem Castelhano as aulas eram dadas em latim a língua erudita é a primeira gramática portuguesa da apenas de 1.536 os portugueses tinham ser firmado como nação Imperial mas falta a língua
portuguesa identifique prestígio no plano Internacional e o poema épico representavam mais alto desígnio aqui na língua podia aspirar a epopeia estava no topo do Canon do cânon dos géneros literários juntamente com a tragédia e por isso era muito importante porque seria teríamos a forma mais prestigiosa de a literatura poder enaltecer os feitos dos Portugueses e outros poetas e escritores tentaram a escrita de uma época em português Diogo de Couto Fernão Lopes de castanheda João de Barros Antônio Ferreira mas apenas Camões foi capaz de levar a bom Porto esse projeto Nacional ela tinha umas capacidade Fabulosa
de manipular o idioma e transformar a para os diversos todos os eu estava lugar mais são lapidares gente é aquilo aquilo é verdade há uma ironia amarga nisto do homem de quem herdamos Uma História porque sabemos da sua própria história sobre a vida de Camões são mais os mitos que circulam do que os factos comprovados e não existe um único elemento ou com a voz só por quê Por isso é que a biografia tem andado assim então é que não havia como é que foi foi tudo sistematicamente serviço um homem que passou a vida inteira
a escrever não há uma só linha escrita por ele nem mesmo data do seu nascimento é certa alguns apontam para 1525 outros por volta de 1517 a sua erudição indica que trate de formação acadêmica em Coimbra presume-se tem sido retratado como um Fidalgo pobre mas bem relacionado por volta de 1545 andará por Lisboa onde frequentam os salões aristocráticos e própria corte tem o Edi se faz sucesso entre as damas a imagem do jovem poeta fogoso sedutor compulsivo é um elemento central da mitologia que a Mariana escrever alguns versos que ainda ninguém conhece porque eles não
dizem isso agora quando acabar esta caverna real queria reservar o senhor para ocasião em que se não vê partes importantes ouvidos que a mulher é mesmo de uma classe aristocrática sem grandes recursos financeiros e como tal tinha de agradar as suas proteções em maneira de agradar a presidenta desse culto a contar histórias escrever poemas 24 também o seu caráter Aventureiro tumultuoso a ter a pedir um olho uma expedição militar a Ceuta entre 1549 a 51 e o cadastro criminal é o que melhor resistiu a memória do tempo um dos poucos factos documentados e a sua
agressão a Gonçalo Borges funcionário do Rei acontece em 1552 em pleno dia de procissão do corpo de Deus então encarcerado na prisão do tronco Onde fica até 1553 [Música] desta vez não me escapas no final será apenas a primeira das muitas células conheceu um pouco depois de ser libertado embarca para a Índia parte do livro vontade outro está errado que o Rei Leão Oi Adriana as opiniões dividem-se mas será para Camões o exílio de 17 anos e longe do país que escreve a maior parte outros Lusíadas Luís Vaz de Camões quando Partiu Partiu para escrever
tudo aquilo que absorveu dessa enorme viagem de descobertas toda a descrição nos Lusíadas é muito representativa daquilo que eu vi o que os seus próprios olhos sentiu na sua própria pele [Música] e já no largo oceano navegavam assim que tá sondas apartando os ventos brandamente respiravam das Naus as velas côncavas inchado a ação dos Lusíadas inicia-se com a armada de Vasco da Gama já perto do seu objetivo mas não tenho formas e o saber o mapa para a Índia é apenas uma folha em branco é nesse momento que Júpiter ágil nos Deuses no Olimpo devem
decidir o que fazer em relação aos Destemidos marinheiros que vem cometendo dúvida Osmar num leve a Vênus deusa do amor é grande aliado dos portugueses são um povo de sangue quente e paixões intensas será celebrada onde quer que cheguem vácuo é o principal antagonista e tudo fará para impedir que as não chega à Índia enquanto a mitologia ela vem por um lado dar o plano de alegoria do sentido e garante-lhe digamos assim outra outra inovação e outra perenidade por outro lado era uma forma de Camões estruturar de outra forma a composição a composição da narrativa
nós somos Deuses pagãos relatam toda a ação dos Lusíadas no entanto é o Deus Cristão que Vasco da Gama implora proteção divina guarda Angélica Celeste que os seus do Mar e Terra senhor áreas porque somos de desamparados se este o nosso trabalho não te ofendi mas antes teu serviço só pretende o convívio natural entre o maravilhoso Pagão e o maravilhoso Cristão é um dos truques narrativos mais eficazes da obra vaco dirige os portugueses para subsidiar medidas na ilha de Moçambique e depois em Mombaça é menos o que ter gasto da Gama e conduz as mãos
até me ouvindo aqui encontra um porto de abrigo onde podem descansar o acolhimento do Rei de melinde é bem-vindo a viagem Por Mares nunca Dantes navegados dura há demasiado tempo de correr um largos meses desde a partir de Lisboa ou oito de junho de 1497 e o programa irá dirigir a Índia quase um ano depois a 9 de maio de 1.498 entre tantos Camões aproveita esta pausa para iniciar uma outra viagem Uma Viagem no Tempo o rei de melinde pedras as da Gama que conta a história de Portugal EA sua aventura marítima e eu acho
que Camões é homogênea o que eu queria perguntar como é que ele podia ter na cabeça tanto dos conhecimentos para nós hoje mesmo com a obra na mão mesmo com a biblioteca ao lado mesmo com internet a nossa frente nós precisamos fazer muita pesquisa e é impossível memorizar estado dos conhecimentos eu tento Estado tanto tempo fora sem bibliotecas sem acesso a coisas as referências que ele faz são tão exatas tão precisas e são tantas e tão complexas que ter que eu tinha tira tudo da memória Com certeza O que é memória de Camões em vasta
e seu conhecimento por de joso história de Portugal história Universal geografia ciências naturais ética filosofia mitologia autores clássicos como Virgílio Homero Horácio taco modernos com petrarca sannazzaro Ariosto buscar uma erudição que se tua Camões no devido lugar da história é um homem que sintetiza plenamente o ideal renascentista homem de Cultura homem de ação e Supremo artesão das palavras e nem me falta na vida neste estudo com longa experiência misturado nem Engenho que aqui vais presente coisas que juntas se acham raramente o heróico reconcilia os feitos das Armas EA escrita há um longo debate no meio
do poema a sem o tópico clássico as armas e as letras O que é melhoras a fazer as coisas para escrever sobre ela né nos Lusíadas está também a experiência experiência de um freta que foi ao mesmo tempo um homem que andou embarcado que foi que combateu a combateu Em vários pontos do império e sobretudo que se apresentam sempre como alguém que pessoalmente estava pronto a realizar aquilo que ele nos próprios Lusíadas apresenta como o ideal heróico de vida eu estava valorizar a escrita como aquilo que faz a história a história é feita de palavras
e não defeitos os feitos morrem e o prefeito os feitos é escrita Vasco da Gama narra a história de Portugal ao rei de melinde pela voz do seu protagonista Camões das principais figuras da história Nacional a dimensão mítica dos grandes heróis da antiguidade clássica sem o Homero e sem um Virgílio não há nem a quilos nem Enéias quem faz os heróis é quem escreve sobre eles mas esta tudo o que a musa antiga canta que outro valor mais alto se alevanta a em Camões canta com voz segura o Seu Amor Pela Pátria Mas será que
é pátria e retribui o sentimento Será que a pátria merece quer [Música] e nos Lusíadas Camões Cruz a dimensão Épica dos feitos de armas das batalhas da Conquista do território com o retrato íntimo da tragédia amorosa o mundo bruto dos Homens o mundo de morte e violência contraste com impulso amoroso a pulsão de vida do universo feminino e no confronto direto é inevitável quem perde são os mulheres estavas Linda Inês posta em sossego de teus anos colhendo doce fruto naquela engano o dia alma Ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito e eu
vejo um homem que o amava eu acreditava no valor do amor como uma forma de conhecimento não só do outro desejo de conhecer o outro como um veículo para o próprio conhecimento desse que é uma também uma concepção muito interessante do amor ou tu que tens de humano gesto e o peito se humano é matar uma donzela fraca e sem força só por ter sujeito o coração a Quem souber tela o amor trágico de Inês de Castro é um símbolo maior do amor eterno Camões porém valorizada e sobrava a diversidade amorosa e ao contrário de
autores como Dante petrarca e cultivava o amor singular da mulher ideal ocasiões faz exatamente o oposto ele valoriza cada experiencia que teve valoriza cada amor que teve na sua diversidade e na integridade específica a cada uma dessas relações que ele teve Camões vai ainda mais longe se lembra através do amor uma espécie de multiculturalidade precoce o amor não conhece para ele fronteiras de raça de Cultura ou de classe se o doutor experiente conhece mulheres de todo o mundo e práticas amorosas que ignoram os códigos europeus a sua lírica subverte os cânones da beleza e do
comportamento da época e reproduz os hábitos dos Marinheiros portugueses que espalham o sendo lusitano por onde aportam eu pus poetas do tempo dele ou do nosso valorizam tanto a Sexualidade feminina enquanto feminina colocar mais aquela coisa perfeitamente situado em Braga e para Portugal ser dono do mundo e revelou-se tarefa árdua Dom João terceiro reconheceu logo sinais de crise o império era demasiado vasto E continuo os portugueses eram poucos Não chegavam a minha um e-mail controlar o espaço equivalente a metade do Globo era impossível as esperanças do Norte de África estão sob permanente ameaça dos muçulmanos
Os turcos no mar Índico tentam retomar o controle do Comércio de especiarias de Castelhanos Ingleses holandeses e francesas desafiam no pódio das rotas marítimas para o Oriente e o esforço militar econômico insustentável Dom João terceiro pragmático abandona o projeto Imperial do pai E do avô de retirada de algumas praças em África Sofia e as amor em 1541 argila e alcácer sequer em 1549 e concentra a sua atenção no Brasil iniciando a colonização estava se a começar o tempo nos um terceiro a [Música] tentar uma nova política Colonial era só o Brasil mas difícil de escrever
atura e não sou não fala apenas do aspecto moral da escravatura mas também dos recursos de apanhar escravos em gente porque o saberem disso não trabalhavam estava sobre a fase de grande crise e a glória de mandar o vã cobiça desta vaidade a quem chamamos fama ao fraudulento gosto que cientista Qual o popular Que honra se chama E no momento da partida de Vasco da Gama de Lisboa Camões introduz a personagem do velho do restelo a que novos desastres determinas de levar estes reinos e esta gente que perigos que mortes lhe destinas debaixo de algum
nome terminamos o velho do restelo é uma figura que entrou para o Imaginário Popular ainda hoje simboliza o conservadorismo Em capacidade de arriscar o medo de levar mas não será ele afinal a voz de um realismo evitável é o velho do restelo é é representativo de uma corrente opinião Com certeza forte em Portugal cética em relação à acho que capacidades ó of do do estado português em termos de recursos não só econômicos e militares mais humanos para poder continuar não só a expandir-se mais mas até a sustentar o que era já ou o enorme e
cargo do do império deixas criar as portas o inimigo por ires buscar outro tão longe por quem se dispor voo reino antigo enfraqueça e se vá deitando ao longe a despedida dos Marinheiros é um momento de uma água e aflição vão deixar as mães as esposas os filhos as palavras do velho acrescenta um tom de a inutilidade em nome do que arriscam aqueles homens a sua vida é [Aplausos] e hoje em dia temos essa missão que partilham sem grande ronco com uma fé dos misturada de quem vai subir uma montanha mas não sabe sequer se
consegue chegar Talvez as minhas primeiras montanhas tenho um filho assim não sabia queria saber o projeto Inicial eufórico do poema épico Camões ganha aos poucos contornos sombrios as palavras do velho do restelo refletem a opinião do poeta o que sucedeu a Camões para mudar o seu link original a elaboração do poema Demorou bastante tempo ele ter-se-á situado grosso modo entre 1550 e 5.570 se não mais não mais tempo e que provavelmente provavelmente ao longo dessa elaboração com esse decurso do tempo o próprio poeta Luís de Camões se fosse sofrendo uma evolução nessa sua relação com
o mundo e em particular nessa sua visão do destino dos portugueses e terminada a sua narrativa Vasco da Gama também Redondo a viagem o rei do vim serve um piloto que eu conheço bem a rota da Índia o destino de Gama está a próxima mas antes de alcançar trade enfrentar uma última e definitiva a tempestade banco convocar os deuses do céu e do mar para se ocultar nas águas os portugueses agora sobre as nuvens dos subiam as ondas de Neptuno furibundo agora a ver parece que deciam as íntimas entranhas do profundo vemos intervém de novo
as suas ninfas seduzem acalmam os ventos Furiosos o caminho de Gama está livre EA armada em breve ver recompensado o esforço da longa viagem que chegam por fim a cidade de calicute na costa ocidental da Índia tá entrando Messenger ou pelo rio que ali na zona de Sintra não viste a arte a cor o gesto estranho o trânsito novo fez concorrer a vê-lo todo o povo Camões estava muito atento a diferença aquilo que é diferente daquilo que nós somos os julgamos que somos um dos principais traços de personalidade Vasco da Gama e suave o diploma
Cia é portador de uma mesmo discreto que permite iludir as diferenças quando encontra o outro o desconhecido a expansão portuguesa marca o início do mundo moderno do mundo globalizado e Gama sintetizam uma vocação natural dos portugueses para o encontro de culturas Camões foi Possivelmente é sem dúvida o primeiro grande poeta o grande escritor europeu não apenas português que teve conhecimento directo em três culturas do Rei raças e que esse conhecimento se manifesta na sua na sua poesia é claro que não foi o encontro de culturas a motivar a expansão marítima foi como é óbvio uma
estratégia Econômica à procura de novas rotas comerciais e o acesso a produtos e matérias-primas esse projeto no entanto possuem macho o fenómeno a que hoje chamamos globalização os portugueses foram os primeiros a colocar em contacto direto os extremos do planeta e misturá-los de forma espontânea [Música] a suposta aptidão dos portugueses para conhecer e acolher outras culturas é um mito prevalece até hoje é o mito do luso-tropicalismo à nossa disposição inata para aceitar o que é diferente mas o processo de construção de uma identidade envolve sempre a produção de uma diferença grosseira e para forjar a
identidade coletiva do Povo português o peito ilustre lusitano Camões precisa de um inimigo nos Lusíadas Quem compra esse papel são os muçulmanos recém expulsos da Península Ibérica a todos Melitta a maligna gente se a cena o povo e mundo nas palavras Camões os muros são os principais aliados de vácuo e o grande obstáculo o império Português EA expansão prevista a construção histórica do muçulmano como símbolo do mal da barbárie e do atraso civilizacional tem final de raízes Profundas Camões Celebra a diferença nas Estrelas ainda assim Fronteira em áreas bem definidas beijo chegado Vasco da Gama
esse vídeo porque atual em calicute oferece a amizade o rei português E propõe um pacto de comércio tudo parece encaminhar-se para um desfecho Pacífico mas não das intrigas de vácuo queriam desconfianças sobre os portugueses Vasco da Gama e retire com um prisioneiro consegue comprar a liberdade e sabe de uma Frota que vem do Meca para destruir as naus portuguesas Gama da missão para concluída inicia a viagem de regresso é então que Vênus sido premiá-los por esforço e conduz os portugueses a ilha dos Amores nesta frescura tal desembarcavam já das Naus os segundos argonautas onde pela
Floresta se deixavam andar as velas de deusas como em Caldas e o Episódio da Ilha dos Amores das mulheres têm um papel Submisso um papel passivo não esqueçamos que o autor Luís de Camões é o homem a epopeia marítima das apenas com homens Vasco da Gama e todos os seus marinheiros E logicamente o dela é muito muito masculina muito de uma visão masculina algumas que na forma descoberta de belo corpo que estavam confiáveis pode estar artificiosa formosura nuas lavar se deixam a água pura e nós sabemos que a Sexualidade masculina é muito visual ao contrário
da feminina portanto logicamente que existe um uma o recurso a muitos atributos visuais o que são em muito importantes para a primeira a fase do ciclo sexual humano e nesse caso masculino que tem a ver com a citação de uma os cabelos de ouro vento leve correndo e de outras fraldas de ligadas a grandes o desejo que se serva nas alvas carnes sido mostradas a ilha dos Amores é a celebração de uma sexualidade plena feliz e assumida oposto da moral reprimir a época Mas esta não é uma por visão hedonista do mundo o seu valor
maior resina alegoria do Amor com o motor do conhecimento da ação e do destino dos homens na terra para Camões O amor é a única força capaz de devolver ao mundo Harmonia perdida representa o mais alto grau de perfeição a que em perfeita condição humana pode aspirar e em 1553 Camões tem água durante três anos ter a prestar serviço militar como Escudeiro em diversas definições Depois leva uma existência errática miserável não tenho dinheiro a sua personalidade Explosiva orgulhosa até arrogante dificulta o acesso a classe aristocrática aqueles que podem dar um trabalho Digno da sua condição
e da sua inteligência ou será que a vítima da má fé e da Conspiração dos Poderosos locais e impossível saber Lu Camões é um homem que se queixa amargamente da Injustiça e do que foi vítima muitas das injustiças foram causadas advogados de outubro Esta era tudo mesmo cidadão bem comportado era uma ladrão de toda a espécie a o trânsito nestes anos que iniciou a escrita dos Lusíadas conta-se que está grande parte do tempo desempregado em 1563 é nomeado provedor dos defuntos em Macau pelo vice-rei Francisco Coutinho a única água oficial que conhecemos provedor dos defuntos
e de certo modo é a continuidade do seu ofício veículo ou de prover a imortalidade daqueles que deram a vida para a construção do império há três anos depois no regresso de Macau Camões naufraga ao lado do rio Max é o momento que definir para sempre o Incor Camões entre as ondas me dando para salvar a vida e o manuscrito dos Lusíadas imprudente no entanto para salvar a sua amada chinesa dinner é a minha vida amém assim deixaste quem não deixará nunca de querer-te a Anitta minha já não posso ver te tão asinha esta vida
desprezaste eu grande episódio trágico da biografia de Camões mas aconteceu realmente ou pertence à categoria dos mitos Este é um dos enigmas que mais divide especialistas e voltamos encontrar Camões toda referência do amigo Diogo de Couto em Moçambique de novo preso por dívidas na penúria vivendo da caridade os amigos sempre conta Diogo de Couto trabalhando nas suas Lusíadas a É mas o cego eu acometo insano e temerário tem voz ninfas do Tejo e do mondego por caminho então Largo longo e vário o vosso favor invoco que navego por retomar com vento tão contrário que se
não me ajudais Hei grande medo que o ferro Batel se lá que cedo Diogo de Couto e outros amigos Camões decidem pagar e a viagem de regresso ao reino [Música] em Lisboa 1570 Camões também é um outro no Regresso a Portugal encontra um país que não conhece um país dominado pela instabilidade política e também intriga palaciana o que acontecerá nos de sete anos em que estivera ausente Dom João terceiro morre em 1557 O Herdeiro natural da coroa é um neto Dom Sebastião que tem apenas 3 anos e meio O Cardeal Dom Henrique que o avô
da criança reclamar agência Mas e a Dona Catarina avó e rainha viúva que acaba por assumir o cargo e Em 1567 O Cardeal consegue afastá-la e assumir o poder por pouco tempo Dona Catarina manobra para que São Sebastião aos 14 anos de idade seja declarado maior e subir ao trono então Sebastião é apenas uma adolescente educado pelos Jesuítas sendo revela ser um monarca incensado dispensa do governo os velhos conselheiros e rodeios jovens fidalgos que satisfaçam os caprichos religioso devoto sonha com a glória e os feitos de armas Foz do amor e das mulheres então o
tentam casar sabem que é o último descendente português vivo na linha de sucessão da coroa Tudo concorre para que o desastre se precipite é este ambiente político tenso confuso incerto convite Camões encontra no Regresso a Lisboa e aqui que terminar de escrever Os Lusíadas que ele nunca teve todas as Vilas que era que era enorme e mas o país a abertura o gosto da cobiça e na rudeza da austera apagada e Vil tristeza em Camões dedicou Épica Dom Sebastião tem o renovo ramo florescente da Nação mas deixa ao longo do poema sérias advertências ao Jovem
Rei Por isso voz ao rei que pôde vinho conselho estais no régios óleo posto Olha que depois e vendas outra gentis senhor só debaixo da Luz lentes ele apresenta-se de algum modo como o herói que regressou da Índia para dizer aos portugueses que estão na Europa as verdades necessárias para eles aprenderem com a experiência do império dando dos corpos a fome de vigias a ferro EA fogo as setas e couros aquém das regiões placas frias a golpes de idólatras e de mouros a freguesia incógnitos do mundo a naufrágios a peixes ao profundo porque Camões conhecia
até pela sua vida é já conhecia os sinais iniludível de que o poderio do estado português e sobretudo o império Português dava já sinais Claros de crise de dificuldades de ameaça até decorados a tomar conselho sódio experimentados que viram largos anos largos meses que posto que em si antes muito cabe mais em particular Os perto sabe e [Música] em Lisboa Camões prepara edição da sua obra consegue alterado o rei falta ali apenas passar pelo crivo da Inquisição época está repleta de passagens potencialmente se criou vez a ilha dos Amores é apenas uma delas É mas
o sensor do Santo Ofício não encontra defeito até elogia a obra descreve o seguinte como Isto é poesia e fingimento e o autor completa não pretende a mais que originaram os teu poético não tivemos por Inconveniente ir esta fábula dos Deuses na obra e por isso me pareceu o livro dignos imprimir e o autor mostra nele muito Engenho e muita erudição nas ciências humanas e a obra tem um ovo e o valor literário ideológico como épico Nacional mas a a talvez outros interesses políticos por trás da sua publicação os dois irmãos Câmara influentes conselhos do
Rei do verão como déspotas a rede solta Dom Sebastião entregas da maior parte dos assuntos do Estado ninguém se atreve a conquistá-los mas são odiados por muitos pensa-se Camões espécie várias críticas ferozes o quanto deve o rei que vem governa de olhar que os conselheiros ou privados de consciência e de virtude interna e de sincero amor sejam dotados O Cardeal Dom Henrique pede berçário político dos câmera e é também o inquisidor geral do reino poderá ter sido ele a intervir diretamente para aprovar a publicação da obra de Camões O que é extraordinário como é que
o Santo Ofício e região livro aqueles cheio de a razões e até pornografia porque o cantor Naldo com ele sabores Eva coisa do intensa à sensualidade que é incrível nunca deixaria publicar nunca deixaria mas ali a mente fizeram o frete ou Cardeal e o seu a obra teve certamente algum Impacto quando foi publicada em 1580 apenas oito anos depois já circulam em Espanha duas traduções integrais dos Lusíadas milagrosamente livros também da censura eclesiástica no plano literário os deuses parecem favorecer o poeta a recepção em Espanha foi estrondosa e Camões teve grande influência em toda a
literatura castiana é bem conhecida a referência do Miguel Cervantes ao famoso Camões no seu Dom Quixote de La Mancha e em Portugal bom é preciso compreender que o maior sucesso editorial do século 16 é uma obra de frei Heitor Pinto chamada imagem da vida cristã é um guia prático para a condição humana e determina que perfeição que está ao alcance de quem deixa as coisas humanas das Divinas e se entrega a Deus em holocausto e Perpétuo sacrifício estamos muito longe da Ilha dos Amores em Camões está por aí muito próximo do ideal Cristão de entrega
é esse Perpétuo o sacrifício nos últimos anos de vida está fisicamente debilitado e outra vez em apertos financeiros o rei atribui uma renda anual de quinze mil réis a atenção que recebeu não tem nada a ver com a vitória é uma benção pelo serviço militar João de Barros por exemplo receber uma pensão anual de 200 mil réis o valor pago a Camões é metade do salário de um pedreiro ou de um carpinteiro Mas ele nos últimos anos de vida não passou fome é porque eu era profissionalmente autor de versos e eu fiz foi muita gente
a gente conhece pelas anedotas os Duques de Aveiro senhor de Cascais a gente e pagou com gêneros rock o verso eu fazia para encomenda ao mesmo tempo Portugal vive a pior crise política da sua história em 1578 Dom Sebastião morre vítima da própria insensatez na batalha de alcácer-quibir não têm descendentes O Cardeal Dom Henrique assume mais uma vez o trono mas é velho e não assume descendência é apenas uma questão de tempo até que a coroa passo para as mãos do legítimo herdeiro Filipe segundo o rei de Castela em 1580 na morte do cardeal a
unificação dos trombos da península compra enfim um velho sonho de Castela e de alguns portugueses Luís Vaz de Camões morre pés de junho do mesmo ano morro com a pátria e a frase mítica que é visibilidade não há muitos dados sobre a sua morte mas alguns historiadores afirmam que o corpo terá sido lançado em vala comum e que é impossível saber se as respostas eu tô oficial são realmente os seus o poeta não chega assistir em Lisboa de Filipe segundo já fui primeiro Portugal consta no entanto que está a perguntar por Camões o príncipe dos
Poetas sabem então que morreu e mostra sincero lamento a troco dos casos que esperava das capelas de louro que me Honrar tem trabalhos nunca usados me inventaram Com que então duro estavam me deitaram Camões não foi o infeliz no sentido convencional ou no sentido burguês do termo foi uma alma torturada Sem dúvida nenhuma o podemos ver que o Camões é já um poeta do desconcerto do mundo e que se considera ele próprio uma vítima uma vítima principal desce desconcerto do mundo e talvez os poetas portugueses têm uma maior a potência para transpor para o papel
aquilo que que nós ficamos muito como sendo a modus vivendi dos portugueses que é sempre um pouco mais nostálgico e intimista um pouco mais saudosista do que o habitual no outros povos ou outra poesia mundial a nível Mundial a Perdigão que pensamento sou eu outro lugar perdeu para voar ganha pagando turma não tem luar nem levanto alças com que se SUS tenha não amar que não venha me digam perdeu a pena é a maior herança de Camões foi o modernização da língua portuguesa agora Capaz de realizar na forma e no conteúdo com os grandes idiomas
do mundo ao mesmo tempo resgatou para si próprio a imortalidade propôs inicialmente para Vasco da Gama e para o povo português e Os Lusíadas são na própria Gênese um projeto Colossal as condições em que Camões escreveu a obra São por si só uma epopeia literária sem equivalente não é apenas uma Bíblia da Pátria o fusíveis não só de modo nenhum apenas um um exercício de historiografia inverso são muito mais do que isso eu ficam os consegue fazer esses peço percurso literário extraordinário ele vem do século 15 ou século 17 na forma porque fazer um gênio
mau é a minha geração tinha quase que sempre contato com camiões na escola ela começava muito cedo na inevitavelmente nós éramos apresentados aos Lusíadas tá que eram um poema que causava uma fundo a impressão a Ainda Que nós tivéssemos crianças na dificuldade com o é né Mas aquele ritmo né a força das palavras é produzir um efeito um verdadeiro encantamento né e e também esse apelo a essa evocação do Espírito Aventureiro dos portugueses para nós ter um efeito emocional muito grande então ela hábito né nas escolas da cidade onde eu estudei em Porto Alegre apresentar
muito precocemente Os Lusíadas de Camões aos estudantes onde nós falamos de língua portuguesa muitas vezes apelidamos de língua de Camões todo mundo sabe o que é a língua de Camões e os jovens sobretudo ainda hoje gostam dos poemas de Camões sobretudo quando se fala de amor quando eles querem começar a escrever as primeiras cartinhas enfim aqueles primeiros ensaios de paixão é o Luis Camões é um grande recurso é verdade foi o da 2 chamada EA mexer E se ele lute Itália se burra a e agora saco mão o gente da raia o centro Raia a
provar na rádio UOL Oi Cindy China Malásia o último Titã o alvo deles o não está num saudade tia a cena ronquial e André e Ivan tchau sala fui Honda City pode é e Os Lusíadas permanece Afinal no topo das nossas criações artísticas ultrapassa em larga medida os limites da própria literatura é mas eu que falo humilde baxo e rudo de vós não conhecido nem sonhado da boca dos pequeninos sai com tudo que louvor sai às vezes acabado e [Música] E aí [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] e Este programa tem o patrocínio de El corte
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