obviamente foi a pergunta né Qual é a posição da psicologia analítica de antropoposição baseado em evidência a psicologia analítica é uma abstração eu vou me posicionar a partir da psicologia analítica a partir do fato de ser uma epistemológico Historiador trazendo obviamente elementos do ferramentar intelectual da psicologia analítica para pensar psicologia baseada em evidência a primeira coisa é o Young era um pragmático ele era um empirista né Não Faz Sentido ser contra o íon se opor ao acúmulo de evidências né não faz sentido a psicologia analítica se eu fosse colocar numa posição refratária recessiva a experiência
né e aqui o que cabe né é obviamente uma posição crítica diante da experimentação da metodologia dos experimentações e principalmente dos usos sociais e políticos obviamente políticos dos resultados desses experimentos né porque porque tá em moda o debate acerca da demarcação dentro que a ciência e o que não é Ciência O que é pseu de ciência né esse é um debate feito copa em resposta um questionamento filosófico que levaria muito tempo para eu explicar aqui mas em geral eu gosto de citar um autor da língua Escola Chico né dos historiadores que estudam a psicanálise a
psicodinais em geral a questão da marcação começa e termina quando dogmatismo que é o que acontece né então vou tentar expor aqui um pouco da perspectiva do ilumina e depois vai bater um pouco dessa dessa lama que se criou em torno você precisa da ciência não sei o quê então primeiro o Young ele é ele começou a carreira dele como cientista com a psicologia experimental ele fez Fama com isso ele fez Fama com o teste de sucessão de palavras que foi inventado por Galton e que veio para Zurique da escola do Vult por meio do
Franz Hickmann que fez doutorado em psicologia com o Vult mas o Young ele altera significativamente esse teste e depois ele o abandona porque ele compreende que a psicologia experimental ela não contribuir para a Psicologia Clínica e aqui a gente e aqui a gente precisa também entendeu que aquilo que eu estava chamando de Psicologia experimental da época dele não é a mesma coisa de hoje né que você poderia argumentar com uma certa razão que esses experimentos clínicos Eles são um tipo de coisas experimental já que tá sendo experimentado né a psicologia experimental que um criticava era
a psicologia da época dele que surge como laboratório de vonte a psicologia da percepção também era bastante experimental falando que deu algum resultado né e essa psicologia ela tinha Parque a utilidade Clínica Ela tinha parca ela tinha Magos resultados psicológicos né então para ele isso não fazia muito sentido E aí você poderia você poderia criticar a minha fala mas como é que o Jung era um empirista se Aparentemente a discussão que ele faz é literário filosófica E aí A grande questão né É que quando a gente está tratando de Psicologia é a psicologia ela mesma
ela tem uma dificuldade de se situar cientificamente é um texto que eu publiquei no meu segundo livro que é o lugar da Psicologia em que eu debato longamente isso né a psicologia é uma ciência da natureza é uma ciência do Espírito ou ela é uma outra coisa e um galera uma outra coisa mas há uma tendência né que é uma tendência tanto materialista digamos assim audiência física de colocar a psicologia do lado da essência da natureza e fazer a cabeça nos moldes nos métodos da Ciência da natureza que se entende né como a ciência empírica
e Experimental A grande questão voltando para o Young Onde é que estão Onde é que estão as evidências da psicologia analítica a primeira coisa que nós chamamos ele escreve um texto sobre a hipnose sobre a relação do incompnose em que um percebe que a sugestão na relação analítica ela é algo que não pode ser contornada sempre vai haver algum grau de sugestão e isso vicia é vidências clínicas a evidência Clínica devido ao fenômeno da sugestão que ele já percebia com a hipnose ela se torna viciada com relação à perspectiva própria daquele pesquisador que é uma
coisa que o Freud já tinha percebido que tem a ver com a transferência é então ele não se fiava em evidências clínicas apenas devido essa experiência que ele tinha tido para hipnose que durante um certo tempo ela é sinônimo de psicoterapia não é Freud quem vai dar psicoterapia como se costuma colocar ao mesmo tempo é o Young também não se fiava em experimentos não era contrário ao método empírico e todo o método empírico não sendo racionalismo ele é estatístico mas o Young fazia uma crítica da estatística essa crítica não significa joga fora o bebê junto
com a água suja do banho significa compreender as limitações e possibilidades da então acontece Qual é a crise que ele fazia a estatística ele faz essa crítica basicamente em dois textos o último texto que escreveu isso é simples e presente futuro em que ele vai dizer olha a média estatística ela pode não ocorrer nenhuma vez na realidade ela é um dado abstrato uma visão estatística de mundo ela lhe dá uma visão de mundo racional porém real porque o mundo se caracteriza pela irracionalidade Esse é o primeiro ponto né ele até ele usa o mesmo exemplo
nos dois textos você descobre que a média de seis regiões 3 cm e você pode recolher sem seixos e nenhum de 3 cm porque a média é uma abstração a partir de dados reais né que tem uma posição Central nessa visão de mundo estatística mas que não corresponde à realidade o que coloca uma limitação do debate psicológico especialmente o debate Clínico coisa debate Clínico com sujeitos individuais isso é um dado fundamental E aí o Young ele não carece de evidências porque ele tava interessado em Fatos psicos mas o João já que ele retira a evidências
por exemplo por que que ele vai estudar alquimia porque alquimia para ele era uma evidência empírica objetiva de que culturalmente outras pessoas que não tiveram contato com ele e que não poderiam ter sido influenciados por ele apresentavam uma uma um simbolismo que era em tudo e por tudo similar ao simbolismo dos pacientes que estavam naquilo que ele chamou de processo individuação ele faz Olha eu tô substanciando esse meu achado tem que poderia ter simplesmente se isso já um elemento cultural assim como o estudo de mitologia que é o que já tá presente na psicologia do
voo essas pessoas não se recordam que é o estudo etnopsicológico né o Young ele tem um intenso troca intelectual né um intenso mas essa leitura né da sociologia francesa da antropologia obviamente filosófica para quem acha que o Young abandonou completamente experimentos ele faz um experimento astrológico no livro sincronicidade quem estiver à conclusão que não deu certo e nem tem como dar certo e por exemplo o fenômeno da simplicidade ele não pode ser abordado de maneira experimental né Apesar de que ele vai numa parte do sincronicidade fazer uma análise uma crítica dos experimentos para psicologia em
que ele vai dizer olha experimento tem um resultado que interessante abordagem do Lang interpretativa é completamente furada porque ele vai pensar em uma transmissão de energia e o próprio experimento não dá conta disso e aí a partir disso ele vai construir uma outra possibilidade interpretativa Então veja que ele não é completamente ele não é completamente recessivo né experimentos ou as estatística né só compreende que aquilo tem uma tem uma limitação E aí a perspectiva do íon ela tem determinadas premissas intelectuais que elas não são necessariamente previstas filosóficas elas são premissas práticas a urinas da prática
né e um dos dados fundamentais é que o individual não importa a parte genérico genérico na porta individual Pro young empiricamente a psique os falsos eles são ambíguos eles são bivalências são paradoxais e isso é um dado nessa contradição é inerente ao fenômeno e você não pode simplesmente negar a realidade logo a lidar com fenômeno que é um fenômeno infinitamente complicado infinitamente mais complicado físico você precisa compreendê-los paradoxalmente e você e a principal astronomia o principal paradoxo que individual importante individual é porque porque ao mesmo tempo que você precisa criar uma psicologia geral para falar
dos aspectos conforme psiquismo na prática você lida como um indivíduo e é um outro indivíduo a equação pessoal do médico assim como a equação pessoal do paciente ela não pode ser sonegada de forma alguma não é possível nem é desejável uma um certo grau de objetividade E aí a gente entra em uma série de problemas da experimentação que eu acho que tem que haver que eu acho que precisa de fato existir mesmo essa experimentação Clínica Mas aí você precisa compreender né que é uma série muito grande de fatores que não podem ser deixar de lado
tem que ser compreendidos como fatores que perturbam o experimento a equação pessoal do médico que a equação pessoal do paciente a experiência daquela pessoa que tá fazendo experimentação ela não é ela não é ela não vai desprezível uma coisa que eu conversava ontem com os colegas que participam da mesa comigo na no encontro de psiquiatria é que em vários desses desse experimentos né que você junta acompanha determinados pacientes durante o processo do tempo para ver se a efetividade determinados psicoterapia eles são pacientes que são selecionados de uma maneira ideal eles não são usam álcool não
usa drogas não tem como mobilidade então eles são pacientes que raramente vai acontecer na realidade né você vai ter pacientes com formabilidades com que usam óculos ou drogas Além disso o experimento ele vai trazer essa visão racional porém real né ela vai dar uma visão estatística dessa realidade E qual o problema disso né O problema é a maneira como isso é abordado na psicologia né porque na psicologia o discurso que se criou não é um discurso epistemológico é um discurso político de poder né de 10 legitimação diárias do campo da psicologia e legitimação de outras
áreas porque são científicas é obviamente é um discurso de poder e aí A grande questão se coloca é primeiro né Beleza Suponha que tem alguma prática que chegou a 99% o seu paciente foi 1% ferrou aqui não vai dar certo e em geral o discurso que se estabelece acerca da Psicologia baseada em evidências ele é um discurso de um certo cientismo de um certo cientificismo que acaba sendo uma espécie Neo positivismo por falta de um nome melhor porque ele nega a influência da individualidade ele coloca não essa aqui é a melhor e deve ser adotada
porque a melhor independente do que você acha do seu raciocínio Clínico da situação específica e é preciso levar em consideração as situações do paciente que a pessoa leva em consideração seu raciocínio clínico é preciso levar em consideração sua experiência é preciso levar em consideração as suas próprias inclinações as suas preferências porque você pode preferir foto tipo de abordagem e isso influi porque a sugestão ainda escapada na clínica e há uma tentativa que é um pouco tola e não é positivista de anularidade do médico não se é evidência essa ele vai ter que fazer isso eu
quero absurdo que é o dogmatismo a questão de demarcação ela leva esse tipo de dogmatismo E aí você quebra o paradoxo que o Young vai colocar como fundamental o individual é importante análico não interessa o paciente não interessa você interessa que determinado estatística chegou a determinada conclusão né que não necessariamente um experimento que é feito nos Estados Unidos o que é feito na O que é feito na Inglaterra ele precisa ser feito no Brasil nós continuamos brasileiros por exemplo porque condições culturais afetam decisivamente [Música] a psicoterapia linguísticas afeta uma psicoterapia o problema desse de experimentação
é que isso leva existem tantos e Tais fatores não controláveis experimentalmente e que afetam o resultado que por mais que seja importante que haja esse tipo de experimento ele precisa sempre ser visto com muitas reservas não é possível ter um padrão ouro né na psicologia porque há uma variação significativa da individualidade do método do paciente então padrão ouro ele simplesmente romperia com paradoxo fundamental aquilo ele propõe e levaria a um descaso com relação a particularidade a individualidade dos casos que isso não pode ser não pode ser descartado isso é fundamental isso é algo que não
pode ser simplesmente não porque chegou a experimental que isso aqui é o melhor então acabou não né porque aí eu tô descartando a individualidade do paciente eu vou contar uma anedota e obviamente tem valor eu tenho refluxo E aí eu tive que fazer um exame que é horroroso você enfia um cão seu nariz para sair na garganta e você tem que fazer isso com três metas você não pode engolir tem que ficar sem engolir até E aí vai medir na pressão eu perguntei olha e aí eu faço não faço a cirurgia aí o médico virou
para mim falou Não sei depende depende da literatura que o seu médico adota tem uma literaturas que dizem aqui embaixo do tratamento medicamentoso e alimentar e tanto que diz que a cirurgia A grande questão é que não existe uma saída mágica universal para o problema humano o problema humano ele não permite né uma uma saída única né redutiva não é simplesmente não é possível né Além disso essa história né o padrão ouro Isso é o que deve ser usado porque não sei o que de novo né na mesa que eu participei uns participantes uma excelente
pesquisador ele mostrou que haviam foi feito um certo pesquisas pensadas para borderline E trouxeram boas todas as perguntas mais ou menos 25% de resposta eram positiva Tinha alguns elementos em comum mas bastante diferente E aí o critério que ele começou a pensar era outro critérios né Tem umas que tem consenso muito difíceis demanda um treinamento muito longo já tem outros que são mais simples demora um treinamento bem mais curto e permite uma maior vulgarização disso seja uma generalização um aprendizado maior de etc inclusive uma constatação de quem transformou de personalidade não tem uma saída medicamentosa
saída psicoterapêutica né porque um prólogo que é o íons quando você diagnóstico com problema psicológico que você pode dizer que o tratamento também deve ser psicológico então o problema não são experimentos O problema não é a psicologia baseada em evidência o problema é uma interpretação dogmática era epistemologicamente Rasa e politicamente complicada acerca disso relação de ciência né esse esse é o Real problema né Além disso simplesmente marca que amento né da Medicina também não é uma coisa boa aí você tem uma série de problemas também com relação alguns desses experimentos né por exemplo você faz
você faz Isso não é um dado objetivo Esse é um dado subjetivo e na maioria das pesquisas a Débora trabalha com estatística ela disse que foi que trabalhar completamente ele é o dado qualitativo ordinal o que acrescenta um outro grau de crítica a isso né Por exemplo a dificuldade metodológica E aí A grande questão é uma honestidade intelectual e metodológica com relação a isso sem inflacionar a importância disso entender que tem uma importância entendendo que é justo que você pergunte Quais são as evidências que você tem em quais gravidez você se baseia no que que
você se baseia né é justiça você perguntar isso né mas é de novo né a dificuldade é uma que é uma apreensão epistemológica rasteira um certo cientismo o neoconutivismo é uma questão de um objetividade que não existe em cada um que não é possível né um dado que obviamente político e além disso essa moda de ciências bobagem dogmatismo rasteiro um dia eu faço um vídeo explicando como é que por que que o povo se preocupa com isso com a importância disso hoje em dia epistemologica que importa existem outras outros em fotos possíveis alguém e da
Suzano hack é uma série de outros sistemas com outras questões né mas na psicologia especificamente isso é uma um debate muito deslocado muito ansioso que Visa desqualificar Campos consagrados da Psicologia como uma psicanálise não vou aqui fazer papel de advogado psicanálise que faz mas tem um caricatura de fala das psicodinâmicas que não são não sei o quê e aqui no fundo é uma é uma tremenda de uma bobagem o problema é esse o problema não é psicologia baseado em Vingança quanto mais evidências nós acumularmos melhor nós somos pragmáticos nós somos empirista tem que ter evidência
mesmo né Não é para não ter A grande questão é a falta de criticidade o uso político dessas experimentos e a falta da percepção daquilo que o próprio Popper falar ele quer fundamental mesmo aí ele acertou ele tá certo mesmo a ciência cultural Pode ser que daqui a seis meses se faça uma série de experimentos diferentes e se corrija uma série de uma série de fatores descubra essa mitologia mais interessante você perceber que a pessoa sempre vai fazer foi mal eu não falei o pessoal fica falando não ou fazia mal agora faz bem é isso
E aí fica se falando pobre se esquece disso né que esse tipo de dogmatismo ele não não há interessante leva nada né não tem serventia então ótimo que tem experimentos ótimo que tem uma evidências quanto mais evidências melhor não é pior não é melhor A grande questão é que a gente tem que ter uma consciência metodológica consciência epistemológica da maneira como nós avaliamos interpretamos porque não basta você ter um experimento e é um experimento científico e ele deu esse resultado não eu tenho que posicionar criticamente antes disso a postura que que o pessoal da Psicologia
tem é mais ou menos assim eu vou contar de novo um anedota Eu já fui professor universitário de graduação hoje em dias atua apenas na pós-graduação Mas é uma professora engravidou e mandar áudio de humanismo né Eu fui lá os filósofo eu sou e eu e um monte de coisa deles com diferentes e tal não sei quê E aí chegou uma aluna e ela passou esse esse esses artigos né eu pegamos artigos Mas essa é um artigo científico sendo que eu sou Historiador a primeira coisa que você aprende de sacralizar o livro de história que
o conhecimento historiográficos produz em sala de aula e que você vai sempre encarar criticamente aquilo ali o livro e vai criticar metodologia etc mas há uma certa sacralização ingênua da pesquisa científica sem entender que a ciência é conjectural sem entender que há uma série de elementos irracionais que não são contemplados para aquilo ali que aquilo não é um representante da realidade mas na realização da realidade Beleza então essa é a minha posição com relação a isso