Então, eh, eu separei alguns pontos paraa gente poder, eh, só ter maior clareza do que é esperado em cada fase. Então, recapitulando, nós esperamos que aos 2 meses de idade a criança emita um sorriso social, um sorriso que não é aquele sorriso de quando ela tá dormindo, às vezes um bebezinho recém-nascido e ela sorri, a gente, nossa, tá sorrindo para mim, não é, né? Ela tá dormindo e tá sorrindo.
Então, o sorriso social ali aos dois meses a criança sorri como forma de responder ao sorriso que a mãe e o pai estão emitindo para ela. Essa troca é bastante importante também. Nós esperamos que aos 6 meses de idade essa criança sente que ela compartilha a partir dali os interesses dela comigo aos 9 meses de idade, apontando, triangulando comigo, me mostrando os interesses dela.
Nós esperamos que aos 12 meses de idade a criança já fale algumas sílabas e que por volta de 1 ano e meio de idade ela tenha pelo menos 50 palavrinhas no seu repertório, que ela brinque de maneira funcional com os objetos. Também coloquei aqui que essa criança usa gestos para se comunicar, mas eh triangulando com o adulto, OK? e não pegando a mão do adulto e levando até o objeto como forma de não precisar comunicar-se de maneira oralizada com aquele adulto.
Ah, a criança com 1 ano e meio, ela fala 50 palavras e a criança com 2 anos de idade ela fala cerca de 200 palavras, formando frases de até duas palavras. Algumas crianças muito desenvolvidas passam de duas palavras, falam com três palavras, quatro palavras, já vi também, mas a média é de 200 palavras, frases com duas palavras aos 2 anos de idade. Aos 3 anos de idade, nós estamos falando de uma criança que sustenta diálogo, como nós adultos sustentamos, e que tem no seu repertório infinitas palavras.
Não é possível mais contabilizar a quantidade de palavras que uma criança fala aos 3 anos de idade. Por isso é que diante da estatística atual, nesse momento que eu tô gravando esse vídeo, ah, o índice que nós temos, os números que nós temos, é, de acordo com o CDC nos Estados Unidos, é de uma criança, a cada 31 crianças tem sintomas de autismo, apresenta o transtorno do espectro do autismo. Essa é a estatística atual.
Pode ser que eh num futuro breve a gente tenha que regravar esse vídeo, porque esses números podem ter se modificado. Ah, também é importante falar que há ainda uma diferença no diagnóstico de autismo em meninos e meninas. E hoje, nesse momento que eu tô gravando o vídeo, se discute que essa diferença de quatro meninos para uma menina, ela talvez não seja uma questão de fato de manifestação mais em meninos dos sintomas do autismo do que em meninas, mas sim que nas meninas possa haver um subdiagnóstico, porque as meninas têm uma capacidade de imitação maior, portanto elas adquirem um repertório de fala muito maior e com isso também a capacidade de mascarar os sintomas do autismo, que nos meninos é um pouco menos comum.
Então, eh, diante do cenário atual, a recomendação eh dos Estados Unidos, que basicamente é a primeira nação que produz eh muito mais material, ciência em análise do comportamento aplicada, é de que a intervenção em análise do comportamento aplicada seja o quanto antes melhor, o mais precoce possível. Se você tem ou conhece alguma criança com esses sintomas todos que nós discutimos aqui hoje, é importante que você encaminhe ela para uma avaliação, aplicação de instrumentos. Existem várias escalas que medem isso.
Existem escalas de rastreio, existe eh, por exemplo, a escala Cars, que é uma escala de fácil acesso a toda a população pela internet. Existe um VIBMP que já é um uma avaliação mais complexa. Você precisa de um avaliador treinado mesmo para poder aplicar esse instrumento.
Mas o fato é que percebendo esses sintomas, você precisa imediatamente levar essa criança o quanto antes para fazer uma avaliação e a partir dessa avaliação, uma intervenção precoce. É fato, diante de tudo que nós sabemos atualmente, que quanto antes essa criança receber a intervenção, especialmente entre os até os 2 anos e tr 2 anos e 4 meses, faltando ali uns 8 meses para ela completar esses 3 anos, a gente percebe uma velocidade na aprendizagem muito maior. Mas Sabrina, então quer dizer que eu eu tô vendo esse vídeo, não adianta intervir depois dos 3 anos?
Absolutamente não é isso que eu estou dizendo. E qualquer idade a criança tem condições de aprender. A questão que nós estamos discutindo aqui é que quanto antes ela receber a intervenção, mais facilmente ela vai aprender as habilidades que ela precisa.
Isso quer dizer que depois dos 3 anos, talvez eu tenha que repetir mais vezes o mesmo ensino para que ela aprenda aquela habilidade com 5 anos. Eu preciso repetir mais ainda, mas o fato é que ela é capaz de aprender independentemente da idade. Então, tudo que nós discutimos aqui hoje foram as diferenças entre o comportamento típico e o comportamento atípico, aquilo que é esperado para cada fase do desenvolvimento e aquilo que nós precisamos olhar como sinais de alerta e correr buscando uma intervenção precoce em análise do comportamento aplicada ao mais rápido possível.
Eu espero que esse curso tenha sido útil para você e que você possa compartilhar com pessoas que também precisam desse conhecimento, aprender um pouco mais para poder ajudar a sua criança. M.