[Música] palmares é uma história incrível uma história fabulosa assim é incrível também que a gente diz conheça tanto sobre a história de palmares [Música] meu nome é marcelo d'salete autor de histórias em quadrinhos e professor também lança agora nesse momento agora em novembro aqui o livro angola janga que é sobre o antigo quilombo de palmares a mais antes conhecido como mocambo de pomares também e um dos nomes que eles utilizavam para falar de palmares era angola janga e angola janga significa o que significa pequena angola é 21 língua do tronco banco uma língua chamada kimbundu
é um livro que fala sobre esse grande locando esses grandes mocambos do brasil do século 17 e conta um pouco das últimas décadas do que aconteceu ali [Música] i os primeiros as primeiras pessoas nas ruas ritmos africanos escravizados que fogem para palmares é do final do século 16 por volta de mil quinhentos e noventa e palmares a dura até 1710 pelo menos mesmo depois da queda do principal o campo que foi o time macaco um fato importante quando tem a invasão quando têm ocupação de recife e olinda pelos holandeses a o que acontece é que
muitos desses africanos escravizados eles aproveitam o conflito entre os dois para fugir por oprah palmares e nesse período t 30 até 54 então palmares cresce ainda mais tanto que ele chega terceira que tinha entre 20 mil e 30 mil pessoas macaco que era o principal motor quando a capital de tomares tinha cerca de 6 mil pessoas isso a gente comparar com a época em recife por volta de 1650 lá tinham cerca de 8 mil pessoas então era uma outra nação era realmente um estado prace quase independente não é ali na região de pernambuco interior de
pernambuco na serra e onde o que era mais importante milhares de negros escravizados fugiam para conseguir ser livres lá e tinham há muito maior autonomia para decidir sobre as suas próprias vidas eram pessoas estão procurando uma outra forma de se relacionar com aquele espaço e muito longe do que seria lógica colonial da escravidão onde é importante dizer não a expectativa das pessoas naquela época era baixíssimo cerca de 30 anos as duas escravizadas ainda menor cerca de 20 anos não se você imaginar que uma pessoa era trazida para cá forçada ea em dez anos poderia estar
em bairros já poderia estar prestes a morrer é porque esse sistema da escravidão e colonial e somente poderia existir com muita violência ea partir do sangue da morte muita gente [Música] acabei pesquisando muito a partir de outros escritores não é que escreveram sobre palmares principalmente a partir do ponto de vista mais histórico foi um subsídio uma fonte importante mas a minha ideia sempre foi trazer isso como ficção e como que esse poderia funcionar melhor em termos de ficção o que a gente tem de documento histórico é muito dos soldados dos brasileiros que iam à palmares
para destruir o local essas pessoas elas escreviam muito local geograficamente e um pouco a organização deles mas não em termos culturais e aí pra isso que precisa recorrer também a outros trabalhos que falar um pouco dessas muitas culturas que vieram aqui do brasil principalmente naquela época da região de angola e congo ele está falando de povos que falavam que o bumbum o fim do boom boom não é congas várias outras línguas que influenciam muito no nosso português aqui nós portuguesa profundamente tem uma presença muito forte palavras de origem do kimbundu e de origem banco que
muitas vezes não têm consciência é mais marimbondo quentin amuneke são palavras que vêm dessa origem os símbolos não é sono por exemplo que são do choque desenhos como esse aqui não é só um exemplo de desenhos que eles fazem na areia a e contam histórias e vários outros elementos também culturais [Música] ir até o local conhecer um pouquinho da geografia também foi uma coisa importante por causa de seu pulo até o memorial de palmares que hoje existe inclusive um trabalho de arqueologia não é feito naquele local para conhecer um pouco da geografia conhecer um pouco
de como que era a distância não é de palmares até as vilas mais próximas é um local extremamente íngreme dificilmente você consegue chegar lá se não for um dia de sol por exemplo se tiver chuva você não não chegue até lá e foi interessante pra imaginar como que seria essas milhares de pessoas que foram para lá no momento de uma mata fechada era algo estranho e difícil é que essas pessoas iam pra lá com certeza a com muita gana sente de serem livres não é de conseguir em outra perspectiva para a vida deles ah e
com a certeza de que aquele local onde eles estavam dentro dos povoados no regime da escravidão não era o que eles queriam outra coisa uma história como palmares é uma história em que os protagonistas são protagonistas negros não é homens e mulheres e trazer esse essas personagens no históricos a partir da ficção mas prato primeiro plano acho que é importantíssimo porque é essa essas histórias essas narrativas com personagens negros em primeiro plano falando sobre as suas angústias sobre as suas procuras sobre as suas dúvidas ainda é algo a não muito visível para grande parte do
público aqui no brasil e eu penso que isso é uma estratégia de discriminação também muito forte e você não dá identidade para aquelas pessoas para que mesmo no pós abolição a gente viva um momento que é de verdadeira subterrâneas para grande parte da população negra e pobre no país e essa subida dormia ela vive muito a partir dessa idéia é que você não dar de fato humanidade para essas pessoas os você não compreender essas pessoas como indivíduos como pessoas com o grupo não é não entender essas pessoas de fato como seres humanos com suas vontades
com seus medos e seus problemas é então eu penso que o livro ele pode ele pode combater um pouco essa imagem que grande parte do público ainda tem a e pode fomentar uma discussão sobre o nosso passado e sobre também não é a história do negro no brasil mas não é só história do negro do brasil mas a história do brasil de fato cali de um ponto de vista muito interessante complexo para brancos e negros também a eu penso que essa história tem muito a ver com que a gente vive hoje a os quilombos hoje
contemporâneo estão ameaçados por grandes fazendeiros empreiteiras a empresas etc e tal não é à toa mas é porque eles tocam em algo que no brasil é prático que a divisão da terra não é quando a gente tem uma proposta posição a gente não teve a garantia de que esses libertos eles teriam terra e trabalho essas pessoas ficaram à margem naquele período durante um longo tempo como é e isso faz com que a gente tenha a esses problemas relativos não é a aposta da terra até hoje não entendi essa não garantia de direitos e ainda mais
hoje sobre esse golpe essa tentativa de tirar ou mais direitos não é dessas pessoas é apenas mostra mais uma faceta de como a nossa história é violenta e continua sendo violenta e contra isso logicamente que a gente precisa se organizar e se organizar conhecendo e aprendendo mais sobre isso uai tanta [Música]