[Música] naquela noite consumaram pela primeira vez o amor que se sentiam não foi mais carinhoso possível pois sabia por tudo que eles havia passado e de como suas ações poderiam ser traumáticas era a primeira vez dela com uma pessoa quem amava ela se sentia especial amada e desejada havia sonhado com aquele momento por diversas vezes alguém que a respeitasse e tratasse como noa já o rapaz se sentia realizado e completo estava ali deitada ao lado da fêmea que escolheram para dividir sua vida para sempre ele é observava eternamente enquanto ela dormia em seus braços compartilhando
de seu calor assim ambos adormeceram ele acordou cedo e apreciava eles dormir enquanto se arrumava já sentia saudades de sua futura esposa antes mesmo de sair deu-lhe um beijo de leve nos lábios para não acordá-la e partiu quando chegou a casa grande avisou seu Oreste que eles estava na casa dele e com todo o ataque na estrada para que ele reforçasse a segurança fez bem trazê-la para cá rapaz vou falar com tio de Laura sobre esse ataque Senhor eu já avisei o delegado Paulo sobre essas criaturas e falei com que ele dissesse que o Dr
Albuquerque ele também já topou com essas coisas na sua antiga cidade o doutor quem diria Vou começar a me informar sobre isso também para proteger melhor minha família seu Orestes o levou até onde Josias e Manuel já esperavam e deu as últimas ordens a eles para que partissem para Vera Cruz eles acordou com batidas na porta se vestiu e respirou fundo o cheiro de Noa estava em cada parte de sua casa percebeu que ele já havia partido quando ela abriu a porta era Marta Bom dia Elis Minha mãe mandou chamar-la ela está de cabelo em
pé com seu casamento e achou ótimo você ter vindo para cá com noa assim pode ajudar ô menina eu não queria dar trabalho para sua mãe queria uma coisa bem simples Minha mãe disse que alguém responsável por eu estar viva merece a gratidão eterna dela e você sabe como é dona Laura não é Elis Então vem logo eu não vou tomar café sozinha eles foi fazer a higiene matinal enquanto Marta observava a beira do rio uma brisa suave soprava aquela manhã levando o cheiro da jovem até um observador oculto nas árvores aquele cheiro despertou uma
sensação que ele jamais sentira antes era bom e agradável ele dava paz e ao mesmo tempo um desejo de tomar em seus braços para sempre Ele olhou mais uma vez pois não conseguia tirar os olhos dela ela tinha cabelos cor de mel e uma pele que parecia ser muito macia respirou seu cheiro mais uma vez para guarda-lo com ele depois saiu uma cidade onde desejava falar com um médico Albuquerque estava na recepção observando o movimento na rua prestava atenção em cada morador que passava em frente a sua Clínica aqueles no ichas haviam levado um tiro
cada se fosse alguém da cidade o Dr saberia Foi então que percebeu que no Bar do Mineiro que ficava do outro lado da Praça uma boa distância um homem observava também ele era alto tinha cabelos longos lisos e pretos uma boa aparência usava uma calça de algodão com uma túnica com mangas até o cotovelo havia um colete por cima da mesma enquanto ele encarava Albuquerque as pessoas no bar observavam curiosas pois tudo naquele estranho chamava atenção ele lembrava um índio Albuquerque se incomodou com aquilo e voltou para sua sala visivelmente irritado será que aquele índio
era uma das criaturas que ele noa enfrentaram no dia anterior ele se perguntava perdido na lembrança daquele confronto quando marcou entrou na sala avisando que o índio queria falar com ele Albuquerque franziu a sobrancelha e respondeu que deixasse entrar margou então abriu a porta e permitiu que o estranho entrasse ele era tão alto quanto noa e seus olhos também eram tão azuis quantos dele Albuquerque apontou a cadeira porque o índio se sentasse mas já foi logo perguntando em que posso ajudá-lo Senhor um caso Doutor meu nome é um caso e sei que o senhor é
o lobo cinza da noite passada que lutou ao lado do garoto Você é uma daquelas criaturas não me ofenda com essa comparação Doutor Eu caço aqueles amaldiçoados também sou um garoto Mas nasci puro o que é que você quer aqui na cidade ou comigo perguntou Albuquerque me parece que você me importa em certa amizade preciso da sua ajuda para constatar um fato o impuro tem nome se chama noa e pelo jeito que se refere a ele não são amigos Doutor somos proibidos de pronunciar o nome desse garoto que matou tantos inocentes dos filhos de Gaia
nenhum de nós já matou tantos quanto ele por isso foi expulso de entre nós desde então todos garotos são proibidos de pronunciar tal nome de qualquer forma eu não tenho nada a ver com sua tribo nem com seus costumes aqui no protege os outros e a Mata daquelas coisas se você não é amigo dele também não é meu portanto não é bem-vindo na cidade peço que o senhor tenha calma Doutor eu vim em paz apesar das regras me darem o direito de matá-lo onde quer que eu encontre eu estou em paz então o que você
quer afinal de contas questionava Albuquerque desconfiado as alcateias de garotos estão enfraquecidas estão se distanciando umas das outras ficando cada vez mais reclusas com isso os espíritos ruins da obra estão ficando cada vez mais Livres mas pacto sombrios vem sendo feitos e ataque de criaturas que vocês enfrentaram ontem à noite até piores do que elas estão ficando cada vez mais frequentes ainda assim não vejo como posso te ajudar um caso veja bem Doutor não sei se o impuro já lhe contou sua história mas eu vou te dizer algumas coisas antes que as alcateia se afastassem
uma profecia foi dada um ancião mais velho da Alcatel dos peregrinos silenciosos os mais próximos a umbra que qualquer outra alcateia essa profecia falava que Gaia sabia que um Dias alcateia se distanciariam por conta do Progresso e que aquilo causaria desequilíbrio no mundo Gaia Então se uniu A Luna o Celestino e juntos influenciaram dois garotos de alcateias diferentes porém muito Poderosas com a influência deles os dois se uniram de forma amorosa durante a época do acasalamento assim eles geraram mais perfeito que qualquer alcateia já tenha visto não demos ouvidos a tal profecia até que as
alcateias começaram a ficar reclusas e distantes porém o garoto suspeitava ser O Escolhido já havia sido expulso e vagava errante pelo mundo você não pode imaginar o trabalho que deu para encontrá-lo com o aumento desses seres da umbra a cabeça sabendo que um homem por essas bandas matou uma delas Em Plena Lua Cheia em outras Luas mataram ser deste seria fácil até para o senhor doutor mas a lua cheia é quando o poder deles é muito aumentado apenas um Aron teria força suficiente para matar um deles pois a lua cheia favorece a ele também você
está me dizendo que o novo vai equilibrar as alcateias que o expulsaram e o condenaram a morrer nas mãos de outro garoto irônico se ele for escolhida de Gaia sim Doutor ele deverá voltar e passar pelo rito de passagem para ser reintegrado na São garoto e onde é que eu entro nisso em casa o impuro se encaixa em toda a descrição dada pela Ancião é um impuro perfeito nascido na lua cheia um Aron escolhido para ser um Alfa um líder por natureza mas para que eu tenha certeza o escolhido carrego uma marca de nascença uma
meia lua crescente um pouco abaixo de sua nuca se ele possuir Essa marca é mesmo escolhido de Gaia e Luna para reunir a nação garoto e trazer equilíbrio a obra é aqui que você entra Doutor preciso que o senhor descubra isso senão a permitir que eu confirme certamente eu farei do contrário não garanto nada uma nação inteira e seres humanos também estão em desequilíbrio o senhor vai esperar o impuro concordar não temos tempo para isso não me importo com isso um caso não vivemos como sua tribo noa é meu amigo e nós não obrigamos ninguém
a nada por aqui se não estiver gostando da forma como ágil faça você mesmo procure peça para ver a tua marca de nascença mas eu vou te dar um conselho íntimo Faça por merecer ou não ter ajuda de novo o garoto não muito satisfeito saiu do consultório de Albuquerque que ficou pensando naquelas palavras ele se lembrou de quando conhecer a noa e da história que ele contou por alto ele então se lembrou que Havia perguntado ao garoto se o espírito da lua não teria planos para ele agora ele descobrir aqui sim e que eram planos
grandiosos Rita observava sentada e afastada a empolgação da cunhada e da sobrinha com casamento daqui tuteira que coisa ridícula tanto animação por conta de uma ramira e de um peão pé rapado pensava Cruel mulher mas a realidade é que ela estava cheia de ódio bebia um pouco de vinho pensando que aquela mulher que arruinou sua vida ele privada do casamento com quem amava agora estava ali realizando um sonho que um dia fora dela não entendia Como aquela família podia dar mais crédito aquela rameira do que o seu futuro noivo um homem de bem mas ela
não deixaria barato ela arruinaria aquele casamento de um jeito ou de outro assim como eles arruinar ao dela Provavelmente o peão certinho aquele queridinho do seu irmão não sabia do passado daquela rameira miserável mas ela contaria tudo e seria no dia do casamento pensou sorrindo imaginando a cara do Peão naquela noite o delegado Paulo colocou mais homens para fazer a ronda na cidade porém não avisou as pessoas sobre as duas criaturas que estavam na mata ele tinha medo que aquilo causasse Pânico e como pretendia se candidatar a prefeito não queria nada que manchasse sua candidatura
ignorou os avisos do doutor mesmo quando este disse que havia escutado dois uivos na mata Sinto muito mas você e o peão noa tem histórias difíceis de comprovar primeiro ele disse que matou a coisa e que os restos estavam na mata nós somos até lá e não encontramos nada além do punhal dele e o senhor vem falar de ruivos ruivos que só o senhor ouviu fica muito difícil acreditar em vocês até eu ver algo que comprove Tais criaturas não vou criar Pânico desnecessário na cidade Essa foi a resposta ao doutor assim ele seguiu com sua
teimosia dando oportunidade aos noishas para atacar livremente as fazendas e os moradores ribeirinhos estavam em perigo começou com as fazendas um pouco distante da dos Fontes que também criava gado de corte naquela noite duas feras invadiram a fazenda do Senhor Pedro Ramos e mataram umas 10 cabeças de gado eles devoraram e mutilaram o resto eles devoraram quatro delas e o resto apenas mutilaram foi um dia cheio para o delegado Paulo o senhor Ramos estava possesso pois o boato foi café estava morta e se havia outras porque o delegado não avisou ele tentou explicar a situação
mas só se enrolava mais Orestes sabendo que o corria com vizinho reforçou a vigilância na Fazenda Albuquerque estava remarcando seu território exatamente como no havia orientado porém se preocupou Quando soube que aconteceu na fazenda de Senhor Ramos ele se impressionou quando viu a perversidade com que atacaram o gado enquanto isso as mulheres seguiam com os preparativos do casamento Dona Laura Elise Marta foram até a cidade falar com padre para que ele realizasse o casamento na fazenda enquanto Dona Laura e eles conversavam com padre Marta olhava os artesanatos do lado de fora da igreja ela não
percebeu mas dois pares de olhos azuis a observavam de longe seu cheiro fez o coração do jovem índio acelerar ele estava empolerado numa árvore oculto nas folhagens observando dois mendigos que dormiam não quiosque quando o cheiro dela lhe chamou a atenção no mesmo instante ele se lembrou do rosto da jovem que estava à beira do lago [Música] porque aquela fêmea ele chamava tanta atenção ele pensava mesmo assim não conseguia parar de olhá-la foi quando ouviu o seu nome pela primeira vez a fêmea mais velha e a fêmea do impuro estava chamando pela garota Marta era
esse o nome dela e ele jamais esqueceria quando não chegou aquela noite prestou contas a seu Orestes que aproveitou para deixar ela Pardo ataque a fazenda de Ramos ele se preocupou Pois aquela Fazenda era a terceira depois da de seu Orestes aqueles demônios estavam dando o aviso a Noa ele foi para casa no caminho ele sentia o cheiro de sua fêmea e alegria de revê-la preencher seu coração ela preparava o seu ensopado sabendo que aquilo era seu prato preferido desde criança o cheiro da sopa se misturava o dela e o som de sua voz cantarolando
o fez sentir em casa quando ele entrou ela se atirou seus braços lhe dando um longo beijo de boas-vindas ao qual ele logo retribuiu acho que você já pode ficar aqui já que vamos casar logo seria bom uma recepção dessa todas as vezes que eu voltar da lida Falta pouco peão três dias e eu vou morar aqui para sempre agora vem aqui seu prato favorito no se banhou e sentou para comer com ela a casa que Orestes deu para noa morar era simples havia uma varanda em L que ia da frente da casa até lateral
e que voltava para o lago a cozinha tinha o fogão a lenha e uma geladeira pequena a casa não tinha divisórias mas um degrau separava a cozinha do vão que era a sala a entrada da casa estava voltada para estradinha de terra que levava Porteira e o quarto tinha janela voltada para direção da casa grande só havia um quarto na casa e um banheiro integrado antes Ali era uma cabana de pesca com quase nada dentro além de uma cama mas não foi ajeitando tudo com consentimento de seu patrão até chegar no que estava Oreste já
estava preparando os papéis pois daria aquela casa à noa como presente de casamento o homem estava se apegando ao peão feito um filho pois estava sempre disposto e nunca lhe dava trabalho como os outros não queria que ele fosse para longe da Fazenda sentia No íntimo que ele deveria estar sempre por perto não sabia porque sentia aquilo Mas resolveu seguir seus instintos Orestes era Generoso sempre fazia isso com seus empregados presenteando com pedaço de terra de sua propriedade quando ele se casavam com noa não poderia ser diferente Laura estava sentada ao lado do marido ambos
olhavam a fumaça que subia da chaminé do fogão a lenha que parecia pequena por causa da distância Que sorte que ele esteve de encontrar Esse peão ele Parece gostar muito dela eu diria o contrário mulher ele que tirou a sorte grande eles não precisa de ninguém sempre foi muito forte se virou sozinha quem perdeu mesmo foi seu tio Paulo que por causa de política e de preocupação que o povo ia pensar perdeu uma boa esposa Laura concordou esse aninho nos braços do marido na varanda Orestes Estou preocupada com uma coisa sua irmã tem nos observado
com um olhar estranho e se ela aprontar alguma no casamento ela deve estar tramando alguma coisa mas se ela aprontar eu mesmo arranco da festa não se preocupe Orestes ela ainda culpa Elias por não ter se casado com o Vitor talvez fosse melhor nós não termos impedido não diga isso Laura eu estava lá bebendo quando a confusão começou ele estava toda suja de sangue mal conseguia andar depois da violência que aquele miserável fez com ela ela foi até boazinha apenas furando ele de faca eu teria aberto o bucho dele livrado o mundo de um monstro
como aquele ele não tinha o direito de julgar alguém só por trabalhar num bordel ele sequer era uma das moças de lá ainda que fosse eu não me arrependo de ter impedido casamento poderia ser Rita ser violentada todos os dias por aquele animal essa menina Devia era ser mais grata Orestes abraçou a esposa e Ficou ali alinhado a ela Marta ouvia toda conversa da sala aquela não era a intenção ela estava ali olhando um livro no sofá quando seus pais começaram a falar agora ela entendi o ódio de Rita por Elis e resolveu não acobertar
mais os encontros de sua tia com o dono da fazenda vizinha aquilo vem acontecendo desde que elas chegaram para passar as férias Ali era esse o motivo de Rita não querer ir embora ela sabia que sua tia se escondia para encontrar com o fazendeiro vizinho que era um homem casado aquele homem prometia de largar a mulher e ficar com sua tia Mas ele não fazia aquilo Rita confidenciava tudo a sobrinha que sempre guardou o segredo Mas ela não se sentia mais bem com aquilo fica aquele homem estava enganando Rita para se encontrar intimamente com ela
Rita o amava e se entregava acreditando nas suas mentiras agora que Marta sabia da verdade não cobertaria mais sua tia quando seus pais quisessem saber onde é que ela estava no andor me abraçado com Elis quando um cheiro invadiu toda a casa aquilo fez ele se estremecer então ele acordou deu um salto da cama e se vestiu indo direto para varanda além da Porteira no meio da Mata o cheiro trazia um par de olhos azuis que olhavam de volta