após termos entendido os impactos do modelo rodoviarista nós vamos agora abordar a forma como evoluiu o entendimento sobre os transportes a mobilidade urbana mostrando que é a chamada mudança de paradigma da mobilidade um estudo realizado por Jones em 2014 teve como base cidades europeias pro autor a mobilidade se desenvolve em três estágios no primeiro o foco tá na indústria automobilística os esforços Então se dão na busca por ampliar a fluidez dos automóveis a visão de desenvolvimento Então tá muito atrelado à oferta de espaço e a oferta de infraestrutura para automóveis no segundo momento as viagens passam a ser o foco principal assim medidas de incentivo ao transporte público e também de desestímulo ao automóvel começam a ser tomadas E aí a ideia é melhorar a qualidade das viagens por fim no terceiro estágio a relação entre o transporte e o uso do solo passa a ter um destaque maior bem como a adoção de medidas que tornem as viagens mais curtas ou mesmo desnecessárias árias nesse sentido os avanços nas telecomunicações foram e são muito importantes falando em planejamento de transportes algumas instituições tiveram um destaque grande influenciando os rumos do setor em todo mundo com a chegada e a proliferação dos automóveis foram criadas duas importantes instituições com abordagem técnico-científica o ITE que é um Instituto de Engenharia de Tráfego foi criado nos Estados Unidos e o rrl que era o laboratório de pesquisa rodoviária foi criado no Reino Unido nesse momento o foco era garantir que os automóveis pudessem circular pelas cidades com uma velocidade média Atrativa no entanto seguindo a expansão das cidades e a expansão das viagens existe uma diversificação dessa demanda assim se passa a reforçar a importância do planejamento capaz de prever a demanda para disponibilizar infraestrutura necessária pro seu atendimento dentro do espaço viário aqui o setor de transportes ainda é pensado de uma forma muito setorial e separando o tráfego dos automóveis dos transportes esse fenômeno acontece nos anos 970 e faz com que esses dois institutos científicos alterem suas nomenclaturas para algo um pouco mais abrangente assim o ITE vai tocar o t de tráfego por Transportes e o rrl vai incluir um t de transportes em sua sigla nos anos de 1980 tem início uma abordagem mais centrada nas viagens trazendo uma perspectiva multimodal e multissetorial ainda com o incentivo à velocidade para garantir a fluidez então o que que nós temos temos um primeiro momento de prioridade de infraestrutura Viária tendo como foco a velocidade média dos veículos motorizados um segundo momento no qual a prioridade segue sendo a fluidez e o tráfego motorizado mas contemplando outros modos de transporte que deveriam se integrar um terceiro momento em que a prioridade passa a ser o atendimento da demanda com a mensuração voltada paraos números de viagens mas ainda com incentivo à velocidade então nos anos 90 com a Rio 92 a noção de sustentabilidade passa a ser considerada nos objetivos setoriais então o setor de transportes passa a considerar aspectos relacionados à qualidade das viagens e os impactos ambientais do setor né aquelas externalidades que a gente já comentou anteriormente no setor de transportes Então os conceitos de mobilidade sustentável e acessibilidade começam a ganhar destaque com a entrada da sustentabilidade no boos do transporte passou-se então a pensar a mobilidade com foco sustentável e para essa ade sustentável ser alcançada ela tem que ser pensada de forma multimodal intersetorial interdisciplinar com foco na integração valorizando a relação entre transporte e uso do solo e incentivando modos públicos e modos ativos a relação entre o transporte e uso do solo pode reforçar o desenvolvimento da acessibilidade de uma forma muito simplificada a acessibilidade ela vai tratar da facilidade para acessar atividades ou oportunidades urbanas Então as condições de acessibilidade elas estão muito relacionadas com a organização no território e também com a disponibilidade de transportes a mobilidade operada de forma democrática com foco na justiça social e na sustentabilidade ambiental e econômica ela garante também o desenvolvimento de uma acessibilidade sustentável tem um trabalho importante de um autor chamado David bannister de 2008 que se chama o paradigma da mobilidade sustentável nesse trabalho o autor fala que a gente precisa sair da ideia da viagem e começar a considerar a no de acesso como primordial E aí é uma busca de Equilíbrio entre a realidade que se tem hoje e aquilo que se deseja alcançar e nesse sentido o setor de transportes é uma chave muito importante Para viabilizar essa mudança para ele algumas características que influenciam na mobilidade sustentável são essas que estão listadas no slide então considerando uma cidade que tem entre 25 ou 50. 000 pessoas ele sugere uma densidade média de mais de 40 pessoas por hectar uso misto do solo a preferência pelos corredores de transporte público a integração entre os modos de transporte público né promovendo a intermodalidade o desenvolvimento de cidades policêntricas aproximando residências e atividades o máximo uso do transporte ativo e desenhos de cidades com a escala humana como referência dentro dessa noção de sustentabilidade nos Transportes o litman em 2015 fala de algumas competências que o setor de transporte deve ter em alguns aspectos centrais como sim por exemplo no aspecto econômico o setor de transporte tem que garantir produtividade desenvolvimento econômico local eficiência no uso de recursos eficiência operacional no aspecto social deve garantir Equidade e justiça segurança saúde desenvolvimento comunitário preservação da herança cultural no aspecto ambiental por sua vez tem que preservar ou permitir a mitigação no contexto das mudanças climáticas prevenir a poluição do ar e da água conservar os recursos não renováveis e proteger a biodiversidade assim no setor de transportes pensando no que nós devemos evitar mudar e aprimorar podemos assumir que são necessárias medidas que vão buscar evitar o deslocamento realizado por automóveis em especial quando você tem uma taxa de ocupação baixa ou seja o automóvel tá com uma pessoa só dentro ou mesmo evitar a realização de viagens longas né E aí a gente volta àquela questão da relação do transporte com o uso do solo e também do uso de tecnologias informacionais a possibilidade de teletrabalho e tudo mais é importante permitir uma migração dos usuários cativos do automóvel para outras formas de deslocamento ou seja valorizando a circulação por transportes públicos e ativos ou mesmo valorizando as caronas e deve aprimorar a matriz energética usada reduzindo assim a dependência dos combustíveis fósseis então eu deixo aqui para vocês uma citação do David bister que eu particularmente acho muito inspiradora que numa tradução livre diz a intenção não é proibir o uso do carro pois isso seria difícil de alcançar e seria visto como uma privação de liberdade escolha a intenção é projetar cidades com qualidade e em uma escala adequada para que as pessoas não precisem ter um carro medidas que estimulem um transporte sustentável também tendem estimular as cidades projetadas para as pessoas Esse moço na foto é o jel ele é um autor de referência no estudo das cidades mais adaptadas para as pessoas e ele nos diz que as cidades precisam ter a escala humana como premissa sendo convidativas a pedalada e a caminhada respeitando as dimensões e os sentidos humanos é possível construir cidades que segundo ele são esplêndidas ao nível dos olhos a sensação sobre os atributos de qualidade do espaço seja passando Ou seja permanecendo no espaço público é um aspecto fundamental para que as pessoas de fato utilizem aquele espaço e pensar na cidade Projetada para as pessoas nos traz pro debate do direito à cidade e da promoção da justiça social de acordo com Marcelo Lopes de Souza a justiça social ela acontece quando você tem a garantia de que o desejo dos grupos mais favorecidos não vai se sobrepor às necessidades dos grupos mais vulneráveis a vida idade e nas cidades né obviamente não se faz somente a partir da produção do Capital Ela também tem que ser pensada buscando pleno desenvolvimento do indivíduo isso contempla para além do trabalho a realização de atividades de lazer atividades esportivas atividades de Comércio e devem ser pensadas com foco na Equidade na confiabilidade na garantia de segurança a cidade tem que ser vista como uma arena pro desenvolvimento das pessoas tem que ser pensada para elas e isso é algo que é muito discutido no texto do Dire direito à cidade do lefe que é um outro autor de referência nos estudos urbanos e uma forma interessante de você garantir a justiça social é você ter uma diversidade maior dentro do planejamento né o processo de planejamento quando ele inclui a sociedade civil ele pode aproximar O processo de uma realidade menos tecnicista e de fato mais alinhada com as verdadeiras necessidades da população que vai ser no fim atendida pelas ações atendida pelas medidas essa abordagem aproxima o nosso desenvolvimento da proposta de desenvolvimento sustentável e da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas que nós vamos falar em breve então voltando para aquele estudo do jnes 2014 né com foco nas cidades europeias que fala dos três estágios da evolução do transporte em que pé que o Brasil tá bom De acordo com o estudo realizado por Portugal e Melo em 2017 o Brasil ainda não conseguiu sair do primeiro estágio eo Isso mostra que a gente tem um longo caminho pela frente né bom por fim é importante a gente falar de um outro marco Temporal da busca pela sustentabilidade que é a agenda 2030 da Organização das Nações Unidas ela é composta por 17 objetivos do desenvolvimento sustentável e 169 metas que estão atreladas a esses objetivos o transporte ele pode ser pensado como um tema transversal mas eu vou aqui destacar alguns objetivos mais diretamente ligados ao tema que a gente tá tratando aqui o objetivo n 11 que se chama cidades e comunidades sustentáveis tem a meta 11. 2 acesso Universal a sistemas de transporte Seguros e sustentáveis até 2030 a meta 11.
3 aumentar a urbanização inclusiva e sustentável até 2030 e 11. 7 acesso Universal a espaços públicos Seguros e inclusivos até 2030 o objetivo 13 ação contra a mudança global no clima tem a meta 13. 1 ampliar a resiliência aos eventos climáticos 13.
2 integração de estratégias voltadas ao clima no planejamento em escala mundial e 13.