A exploração de Marte já rendeu descobertas memoráveis. Aprendemos que o planeta tem gelo sob sua superfície, que há fenômenos climáticos complexos e que o planeta é mais dinâmico do que parece. Uma das grandes revoluções da exploração marciana foi a colocação de satélites em sua órbita, como é o caso do orbitador de reconhecimento marciano, responsável pelas melhores imagens já feitas de áreas inacessíveis do planeta.
Um dos casos mais curiosos fotografados por esse orbitador foi uma espécie de formação que lembra vegetações em Marte. No vídeo de hoje, vamos conhecer as fotografias que mostram essas formações estranhas por lá. A exploração de Marte é uma das maiores demonstrações de como a tecnologia de ponta e a persistência humana podem trabalhar juntas para desvendar os mistérios de um mundo distante.
Enquanto os rovers percorrem a superfície em busca de pistas sobre o passado do planeta, os orbitadores marcaram a presença constante a centenas de quilômetros acima, oferecendo uma visão panorâmica que completa as descobertas feitas no solo. Em órbita, a cerca de 300 km de altitude, o orbitador de reconhecimento marciano desempenha um papel vital. Com sua câmera High Rise, uma das mais potentes já enviadas a outro planeta.
Ela registra imagens em altíssima resolução que ajudam a identificar locais de interesse científico, apoiar a navegação de rovers e até guiar futuras missões de pouso. Mas o MRU da NASA é só um dos orbitadores que temos por lá. E outras missões também desempenham um papel extremamente importante no conhecimento sobre Marte.
A missão Mars Express da Agência Espacial Europeia investiga o gelo abaixo da superfície desde 2003. Já a missão Mável da NASA também investiga a atmosfera do planeta. E claro, esses orbitadores trabalhando em conjunto com os rovers na superfície fazem com que Marte seja o planeta mais bem estudado do sistema solar atrás apenas da Terra.
Juntos, eles nos proporcionam a visão mais rica, detalhada e abrangente que já tivemos do planeta vermelho. No entanto, o grande show de imagens fica com o Mr que acompanha o Mistérios do Espaço há algum tempo já conhece esse importante equipamento da exploração espacial, mas aqui vai um resumo sobre ele. Lançado pela NASA em 2005 e inserido em órbita Comart 2006, seu principal objetivo é investigar a geologia, o clima e a estrutura da superfície marciana.
Além de atuar como uma ponte de comunicação entre a Terra e outras missões em solo, operando a cerca de 300 km de altitude, o MRO é equipado com um conjunto sofisticado de instrumentos científicos, incluindo espectrômetros, radares e sensores de imagem, permitindo que cientistas estudem desde camadas subterrâneas até padrões sazonais na atmosfera. Entre seus instrumentos destaca-se a Highrise, a câmera de alta resolução capaz de registrar detalhes com impressionante nitidez. Com um espelho de 50 cm de diâmetro, a câmera é um verdadeiro telescópio interplanetário, com sensores que capturam imagens em três bandas do espectro eletromagnético, o vermelho, azul verde e o infravermelho próximo.
A Highrise pode distinguir objetos com apenas 25 a 30 cm de diâmetro na superfície. Isso significa que ela consegue visualizar rochas, dunas, crateras e até mesmo os próprios roveries como Perseverancy e Curiosity em pleno solo marciano. As imagens incríveis registradas por esse orbitador não só são bonitas de ver, mas tem um incrível interesse científico.
Afinal, podemos observar ao longo do tempo eventos sazonais que acontecem na superfície do planeta Vermelho. Foi justamente essa câmera poderosa que observou essas plantas, entre muitas aspas, na superfície marciana. Quando olhamos para Marte, muitas vezes projetamos nele nossas referências terrestres, especialmente quando algo se parece, mesmo que vagamente, com paisagens familiares.
Foi exatamente isso que aconteceu com uma imagem divulgada pela NASA em janeiro de 2010, capturada pela câmera High Rise. À primeira vista, a imagem parece mostrar uma fileira de árvores escuras surgindo da superfície do planeta Vermelho. Mas o que vemos, na verdade é um tipo de ilusão diótica resultado de fenômenos sazonais que ocorrem nas dunas marcianas.
Essas árvores, entre aspas, são, na verdade, faixas escuras de material deslizando pelas encostas das dunas. Em algumas regiões de Marte, as baixas temperaturas do inverno permitem que o gelo seco, basicamente dióxido de carbono congelado, se forme abaixo da superfície. Quando a primavera marciana chega e as temperaturas voltam a subir, esse gelo não derrete como faria na Terra.
Em vez disso, ele sofre sublimação, passando diretamente do estado sólido para o estado gasoso. Esse processo libera jatos de gás pressurizado que agitam a poeira clara na superfície e fazem com que ela escorra pelas encostas das dunas, revelando faixas escuras do material logo abaixo. Mas essa não é a única força moldando as paisagens macianas.
Redemoinhos de poeira também varrem a superfície, deixando rastros e distribuindo sedimentos por onde passa. Além disso, terremotos em Marte podem provocar pequenos deslizamentos de terra que reforçam ou renovam essas marcas. A combinação desses elementos cria um ambiente dinâmico, onde o vento, o gelo e a instabilidade geológica trabalham juntos para esculpir padrões que nos impressionam a distância.
Quando a primavera marciana chega, a luz solar aquece o solo abaixo dessa camada congelada. Isso traz o ciclo do dióxido de carbono à tona, carregando então a poeira escura abaixo da superfície, nesses padrões que lembram plantas. O resultado visual desse processo são manchas ou listras escuras que parecem escorrer pelas dunas, criando tais padrões impressionantes.
A combinação do terreno ondulado, a inclinação das dunas e o contraste entre as cores do gelo e da poeira escura logo abaixo reforçam ainda mais a ilusão de vegetação. Ao mesmo tempo, os padrões formados também ajudam a revelar propriedades do solo marciano, como sua composição, granulação e estabilidade. A Hise, com sua incrível capacidade de captar detalhes de apenas 25 cm por pixel, é a ferramenta perfeita para registrar esse tipo de fenômeno.
Ela nos oferece uma visão detalhada e quase artística desses eventos geológicos e climáticos, que muitas vezes passam despercebidos em imagens de resolução inferior. Curiosamente, imagens como essa chegaram a despertar teorias entre entusiastas e observadores menos informados que cogitaram a possibilidade de vegetação alienígena ou até mesmo atividade biológica em Marte. Embora a ciência já tenha descartado essas hipóteses, no caso dessas formações bem específicas, a beleza e o mistério das paisagens marcianas continuam alimentando a nossa imaginação.
De qualquer forma, a Marte guarda suas semelhanças com a Terra, mesmo sendo um planeta sem qualquer floresta. Essas semelhanças visuais reforçam ainda mais que Marte não é só um deserto vazio, mas muita coisa incrível acontece por lá e temos um dinamismo verdadeiro em sua superfície. Pessoal, se vocês gostaram deste vídeo, não se esqueçam de deixar o like aqui, que é muito importante.
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