[música] [música] Doutor Dino, me conte a história de Cristina Aparecida Ferreira, que foi encontrada morta num flat em 2000. O que que aconteceu? Porque a família dela vai lhe contratar.
Isso. Na realidade o flat nunca foi um flat tradicional, era um ponto de encontro, um matadouro dos políticos mineiros, todos eles próximos ao PSDB, que faziam dali um lugar de encontro com garota de programa. E a Cristian, ela era uma garota de programa de alto nível.
Para você ter uma ideia, ele ela se se prestou a ser primeira dama do estádio de Minas Gerais, acompanhando Tamar Franco na entrega de medalha da Inconfidência lá no em Ouro Preto. Olha, porque o Itamar era solteiro, então ele podia tava não tinha problema não, tinha problema nenhum, mas ele fazia o uso dela como a primeira dama extraficial, uma acompanhante. Ela tinha e ela ainda tinha o crachado a presidência da SEMIG.
Ela tinha o crachá, ela chegava na Semiga e entrava lá para dentro. Carlos é ló, todo mundo lá, a turma toda lá. Semig, lembra que a SEMIG é onde tem furnas, lista de furnas, é um lugar importantíssimo.
Captação de de dinheiro para campanha de governador de Minas, tudo mais, todo mundo. Essa história vai explodir. Ela vive ser uma mulher linda.
Linda. Eu não conhecia. Eu não, eu efetivamente não conhecia.
Eu conhecia os familiares e eu, como eu disse, eu sempre andei de moto, cai um monte de vezes de moto, fazia treino, fazia cross, machuquei o joelho, fui se operado. E quando a gente tava na esse médico, esse ortopedista, ele tinha uma clínica de fisioterapia ao lado da do consultório dele. Então, um dia tô eu numa maca fazendo fisioterapia no joelho e um senhor fazendo fisioterapia no tornozelo do meu lado.
O médico entrou e falou assim: "Seu Antônio, ó o advogado que o senhor precisa aí". Aí eu aí, "Su Antônio, não sabia quem era. " Ele falou assim: "Ele é o pai da modelo".
Aí eu, não. Eu falei: "Mas eu só tem advogado? " Porque eu conheci o advogado que era o assistente de acusação dele na época.
Ele falou assim: "Ah, mas ali tudo parou. Processo não anda mais, ninguém quer fazer nada. Eu já tô desistindo.
Falei: "Não, não desiste não. Se o senhor resolver com o seu advogado, eu trabalho pro senhor. Mas o primeiro o senhor vai resolver lá porque eu não quero problema com colega meu, não.
" Tá. Sumiu. Essas coisas de conversa de boteco, conversa de velório, todo mundo tem.
Conversa de hospital, né? E não anda pra frente mesmo. Aí uns três dias depois, a minha secretária entrou na sala, falou assim: "Tem um senhor te esperando aí.
Falei: "Ah, não, já vou acabar aqui, já atendo. " Tá marcado não. Quando abriu a porta, seu Antônio virou para mim, falou assim: "Vim contratar o senhor".
Eu fui falei assim: "O senhor resolveu com seu advogado? " Ele falou: "Rezolvi, não ficou satisfeito não". Falei perfeitamente.
Peguei o subestabelecimento e fui fazer a juntada no processo. Quando eu faço a juntada no processo, tem uma carta do antigo advogado dela falando assim que ele estava saindo do processo porque ele não concorda com a conclusão que ela efetivamente suicidou o antigo advogado de São Antônio. ver o nível de comprometimento que as pessoas tinham para não deixar o júri ser realizado.
Não queria que isso fosse pra júri de jeito nenhum. Dr Francisco Santiago, o promotor que xingou a Sara de Galinha Garnisé e que teve mais milhões de problemas. Meu desafeto público e notório declarado.
Foi colocado no júri da modelo no primeiro Tribunal do Júri, sendo que ele era o o promotor que oficiava no segundo tribunal do jurri. Deu uma racha no Ministério Público de Minas Gerais. Deu um racha.
os promotores do primeiro tribunal não trabalhavam nesse processo. Qualquer coisa que o Francisco Santiago não pudesse fazer, os promotores do primeiro tribunal do júrio também não faziam. Simplesmente falaram: "Ele que se vire com esse processo e eu junto com ele".
E ele sem se gostarem, não? E ele muito incomodado comigo porque eu comecei a provocar e eu fui no juiz presidente do primeiro tribunal do júrio e falei assim: "O júrio tá pronto para ser feito, que que não faz? " Ele também queria atrair os olfotos porque essa questão do do direito é impressionante o ego.
Sim. Então assim, ninguém quer perder um juro dessa mãe, ninguém quer deixar de fazer um juro dessa mãe, todo mundo quer participar. Ele foi e falou assim: "Eu vou marcar o júri".
E abriu o prazo para rolar testemunha. E aí começou minha meu grande problema com com o Dr Francisco. Dr Francisco rolou o pai, a mãe e a irmã dela para ser testemunhos no Tribunal do Júri.
Eu fiquei sem me consultar com total deslealdade processual. Eu fiquei indignado, corri no juiz, falei assim: "Excelência, eu vou juntar três atestado médico, o senhor def a substituição para mim? " Ele falou: "Faz isso agora que eu vou deferir, que eu também tô achando absurdo essas essas testemunhas do júrio.
Não tem nada a ver. Ele tá encher linguiça. [limpando a garganta] Aí eu fui rolei de Jalma Veloso, presidente da SEMIG, Newton Cardoso, ex-governador de Minas Gerais e Valfrido Maris Guia, ministro do do Lula.
Todos três com envolvimento com ela. Todos os três tinham envolvimentos com ela. E Belo Horizonte ferveu porque assim, Belo Horizonte tem um problema em Belo Horizonte que assim, ó, todo mundo sabe tudo que acontece.
É uma roça grande, todo mundo sabe da vida do outro, né? 15 minutos. Não, isso você sabe, pergunta quem que é seu pai, quem que é sua mãe, sua mãe casou com quem?
vai conectando tudo. Com 15 minutos que eu fiz a petição arrolando esses essas pessoas, começaram os jornalistas a me ligar e eles ligavam para saber o que que eu tava pretendendo. Eu falei assim: "Eu quero que eles sejam ouvidos, no júri, que que adianta?
" Pronto. A coisa pegou um volume tão grande de conexões assim que eu já não sabia que se as pessoas estavam me ligando, era jornalista, se era gente do grupo deles, se era gente do grupo contrário querendo pôr fogo no circo e o negócio pegando fogo, marcou o júri, intimou todo mundo. Belo Horizonte fervendo, detector de metais na porta do Tribunal do Júri.
Só podia entrar a gente se saísse lotado até na boca. Eu vou descer do meu escritório. Um jornalista desse que acompanhou des virou para mim e falou assim: "Valfrido fugiu".
Eu falei: "Como assim? Valfrido fugiu". Aí eu disse a rua Paracatu, que são três corteirões já carregando livro, beca, processo, cópia, era tudo, tudo físico, car não tinha nada do [risadas] não tinha nada do online digital, não.
Era tudo papel, livre, carregava aqueles código desse tamanho. Aí eu cheguei, o juiz tava na sala dele, o promotor tava na sala dele, os advogados da do Reinaldo Pacífico estavam na sala dele e eu fui o último a chegar. Aí o oficial de justiça chegou para mim, falou assim: "Doutor Dino, Dr Carlos tá te chamando lá na sala dele".
Quando eu cheguei lá, Carlo, o promotor de justiça tava simplesmente sentado assim, ó, e ele olhou para mim e falou: "Sua testemunha foi embora. Não vai ter juri não". Falei: "Vai ter júri, tô dispensando ela agora.
Eu vou falar mal dela a noite toda". E tin feito cada [risadas] 10 as palavras que eu falava. Valfrido mandou, por isso que fugiu.
Valfrido mandou. Valfrido é o mandante. Valfrido é mandante.
Ele fugiu por isso. E às 4 horas da manhã, aquela mesma jornalista que meteu o microfone na cara do Aé, meteu um microfone na minha cara quando o Reinaldo Passo tava bom. Deixa, deixa eu fazer uma parte aqui.
O, o advogado, a vítima ou assistente do Ministério Público, é uma expressão que eu odeio, porque eu não me presto a assistir promotor e o promotor não precisa ser assistido. Eu sou advogado da vítima, tô ele representando um lado que não é representado promotor, representante legal da vítima. O promotor só quer pegar o réu, não tá nem preocupado com a família da vítima, não dá satisfação, não atende, não conta nada.
Quem vai fazer isso é o advogado que a família contrata. Eu me coloco, eu me coloco na na condição de advogada vítima. Chegou jornalista às 4 horas da manhã, meteu microfone na minha cara, falou assim: "Doutor, você vai fazer o que agora?
" Falei: "Vou pegar o mandante". Pronto. Partindo aí, minha vida enlouqueceu.
Por quê? 15 dias depois eu recebo um deputado estadual chamado Marcelo Caetano, hoje já falecido. E ele chegou assim, escritório de advocacia hoje, tudo online, informatizado, já é uma maluquícia.
Imagina quando era tudo física recebendo os papelzinho, com as intimação do juiz, o que que você tinha que fazer? Você ficava lendo o papelzinho assim, um atrás do outro. Falei: "Ah, não vou atender agora não".
Deixa eu matar meus prazos aqui. A hora que eu acabar eu eu vejo se eu consigo atender. Ela acabou umas 5 horas.
Eu liguei paraa minha secretária, falei assim: "Ele tá aí ainda? " Ela falou: "Tá. " Falei: "Ah, manda entrar.
" Aí ele entra com um envelope. Falou assim: "Doutor, assisti seu Júri". Falei: "Ah, gostou?
" Ele falou: "Não, sensacional, sensacional". E ele falou assim: "Eu tenho o que o senhor quer o senhor não falou às 4 horas da manhã que o senhor quer pegar o mandante? Eu tenho a prova para senhor pegar o mandante aqui.
Lista do Marcos Valério. Aí que vai bater no Marcos Valério. Pronto.
Agora calma. num processo penal, principalmente de júri, o advogado da vítima, ele manifesta numa condição menor, porque o promotor tá ali para sustentar toda acusação e você entra no final fazendo aquele remate que é a praxa jurídica. Nesse dia o promotor falou por 15 minutos elando os alferes de tiradentes, a beleza do do da sala do fórum, beleza da assistência da plateia e depois de 20 minutos falou assim, ó: "E a família contratou o advogado e ele que vai sustentar a acusação.
" Aí eu falei: "Deixa comigo que eu vou sustentar acusação". E quebrei o pau em cima do Reinaldo Pacífico. Quebrei o pau mesmo.
Bom, foi condenado. Então, quando o Marcelo Caitano me mostra a lista assim, fala assim, eu falei: "Mas que é isso? " Para você ter uma ideia, umas quatro pessoas que viram essa lista antes de eu conseguir entregar no STF, falaram que não queria ver.
No que vira assim, fala: "Pelo amor de Deus, não quero ver, não quero ver, não quero". Era muito comprometedora. 142 nomes.
Ah, mais de 40 eh, desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ministros do STJ, ministro do STF, todo mundo lá. E Valfrido e Carlos Eloi, presidente da SEMIG, passando pra Cristiana Aparecida 1. 8258.
Meu Deus. E ele virou para mim e falou assim: "Ela morreu por isso, por como que era feito o transporte de dinheiro, Carla? " Eu fiquei sabendo disso pelos irmãos dela.
Eles empurravam malas até na Polícia Federal, malas de dinheiro, não tinha Pix, dinheiro andando nas malas. Chegava no aeroporto de Confins, a Polícia Federal dava a volta com as malas para não passar no Raio X, colocava dentro do avião. Ela ia pra Brasília para fazer programa, para fazer tudo que fosse necessário, com as malas.
Com as malas. Só que chegava em Brasília, eles entravam no aeroporto, eles entravam no avião e tiravam as malas. Não era ela que carregava as malas.
[limpando a garganta] Malas tinha mala que não dava para carregar de tão pesada. De tão pesada que era. E ela sabia o que tinha nessas malas.
Tanto que ela sumiu com essa mala. Ah, ela some com a mala, por isso ela vai aparecer morta. Por isso que ela foi ligada na na execução, porque essa mala nunca apareceu e essa mala tá na lista do Marcos Valério.
Na hora que eu recebo a lista, falei assim: "O que eu vou fazer com isso, cara? " Porque assim, ó, a minha mão sua até hoje, não tem jeito. Marcos Alerto tá envolvido de novo no num num crime tributário que assim, eu tô divulgando pra parte de baixo, para alguns na parte de baixo dessa história, eles falam para mim: "Eu nem sabia que o Marcos Valério tava liderando esse processo porque ele é ardiloso.
Eu eu falo assim, ele é uma ele é uma pessoa que aprendeu a cometer crime, você entendeu? Ele trabalha bem essa parte dos bastidores. A escala da maturidade criminal dele tá alta, ó.
Cinco estrelas. E aí, que que ele faz? Tem essa lista que era o jeito que eles tinham para manter todo mundo preso, porque o dinheiro que correram absurdo.
Quem começou a fazer lista foi Sérgio Naia dentro do Congresso. Sérgio Naia recebia tanto dinheiro frio que ele não conseguia esquentar o dinheiro. Pô para dentro, internalizar nas contas de maneira correta.
E olha que não tinha COAF na época, não tinha nada, a coisa era escancarada. Que ele fazia? que emprestava dentro do Congresso, fazia lista de todo mundo com declaração de dívida, como é que chama?
É essas. Sim, você tava se comprometendo a pagar dívida. Ele confissão de dívida e ele recebia só os juros mensais, que era um dinheiro muito mais fácil de internar.
E ele falava pros caras assim: "Não precisa me pagar o principal, vai me pagando juros e vota comigo". Então o Sérgio Na conseguia mover, Eduardo Cunha aprendeu com ele, Marcos Valério aprendeu com Nilton Monteiro. Nilton Monteiro, que foi meu cliente, trabalhava pro Sérgio Naia, fazendo o que Marcos Valério fez pro governo do PSDB e posteriormente pro governo do PT.
E o que que você fez com essa lista? Bom, aí eu li o nome da lista e falei assim: "Meu Deus do céu, eles vão me matar". Falei: "Vou pra polícia federal agora".
Cheguei na todos esses nomes, eu acho que eu já até falei isso naquela primeira gravação, todos esses nomes que eu vou citar agora foram meus testemunhas nos processos criminais 44 e eu fui absolvido nos 44. Mas então chego na Polícia Federal, Dr Marinho, Dr Marinho olha para mim e fala assim: "Dino, eu não recebo esse procedimento. Eu não tenho expediente para juntar isso.
" [roncando] Eh, ah, mas doutor, tem um processo aí que eles tacaram fogo na casa do do Newton Monteiro. Não pode pô esse não. Não, doutor, mistura as coisas não.
Uma coisa, uma coisa, outra coisa, outra coisa. Eu não tenho procedimento, eu não vou receber. Dr Marinho foi minha testemunha e numa das vezes eu já tava tão magro no processo de marmes, eu tava tão magro, tão deprimido, sabe?
Sofrendo tanto, com tanta coisa. Você não tem ideia o que que é um processo criminal, Carlos? É uma máquina de carne.
Ele olhou na audiência online, ele em Belo Horizonte, lá na na justiça federal em São Paulo, ele olhou e falou assim: "Doutor Din do céu, nem tô te reconhecendo. Eu tava seco, seco completamente. Aí saí da Polícia Federal, porque a Polícia Federal em Minas é na parte de cima assim da Raja Gabalha, que é uma avenida grande que vai pro BH Shopping e o Ministério Público estadual do mensalão é lá rádio Gabalha.
Então eu saí assim, voltei já para no Ministério Público de ciclista, juntei os três procurador João Medeiros, Eduardo Nepeno [roncando] e Leonardo Barbabela numa mesa. Falei assim: "Olha o que que eu tenho aqui". Ele falam: "Tin assinatura é dele.
Vamos ligar no cartório para confirmar os selos de autenticação. Um selo é do TJ real. O a lista é original.
Flodinho, você tem que embora pro SF com esse tanto de nome que tem aqui, nós não conseguimos fazer nada. Nós vamos abrir a boca, eles vão matar estranho. Você tem que ir pro STF.
Eu disci a raja, peguei avenida legado Marcial para caluares pro posto de Confin, sem roupa, sem escova de dente, sem nada. Falei, vou pra Brasília, vou vou livrar dessa bomba. Essa bomba tem que andar.
E cheguei em Brasília e hoje isso também contei da outra vez, fui ficar no Cubque Plaza, que era do Sérgio Naia porque na época que eu advogava pro Nildro Monteiro, eu ficava lá. Aí cheguei no Cubheque Plaza, não sei se você conhece, ele tem uma praça na frente assim, tem uma estátua bonita, um negócio assim. Aí eu entrei, falei: "Queram alguma?
" "Tá, tem quarto, tem, doutor. Senhor, já tem cadastro que tem tudo. 13º andar.
" Já comecei a rir. Falei assim: "Gente, vou falar que é de propósito, já vi pro e eu nunca tive problema com o número 13 como azar nem nada". F verdade.
Eu sou muito pouco persticioso. E aí, Carl? O negócio é o seguinte.
Quando eu entrei no avião aqui em Belo Horizonte, eu tive que desligar meu telefone. Só que no caminho entre o Ministério Público e o aeroporto de Confin, meu telefone fazia tanto barulho, ele era um Nokia vermelhinho daqueles pequenininho, super bonitinho assim. Uhum.
Ele fazia tanto barulho que na hora que eu cheguei em Confiso, eu desliguei ele, falei: "Você não tô aguentando mais. Eu não tava aguentando mais". E você não ligava, né?
Você não ligava o podia cair o avião se você ligasse o o aparelho dentro do avião. Então não liguei. Proibido.
Crime era crime. Aí quando o avião pousou em Brasília, eu falei: "Eu não vou ligar. Não tinha Uber, não tinha nada.
Táxi era assim? Você ficava ali no ponto ali, fazia táxi e embora. " Fui pro CCK Plaza, cheguei no 13º andar, falei: "Não, tô aguentando mais".
Peguei meu telefone, isolei, mas longe, mas longe. Falei: "Não quero essa porcaria mais. e fui tentar dormir.
Aí já não dorme, né? Você não dorme, você não come, você fica com a cabeça, o intestino, o intestino para porque eu tenho um intestino emotivo, já tinha tido de verticulite, tava ansioso, ansioso, um horror, não consegui dormir, passei a noite acordado, 7 horas, consegui com muito sufoco, descer para tomar um café. Falei: "Vou pro STF".
Peguei um táxi, fui pro STF. E no STF são dois anexos, né? Um e dois.
Num tá o protocolo, no outro tá a lanchonete. O protocolo e a lanchonete não estão no mesmo anexo. E a e o protocolo só abre às 11 horas.
Aí eu chego lá às 8:30, aflito, morrendo, su com a mão suando, com aquela bomba na mão, sabendo que todo mundo sabia que eu tava fazendo ali. Muito preocupado, doido para ficar livre. Não tem protocolo, só às 11.
Para onde eu vou? para lanchonete. E aí que é o legal, por tava tendo o julgamento do PT no anexo da lanchonete.
Por isso que o Reinaldo Azevedo falou que eu tava indo lá para perturbar o processo. Eu não tava indo lá para perturbar o processo. Eu tinha acabado de conseguir a lista.
A minha a minha conexão com com o PT é zero. Eu nunca tive nada com o PT. Eu nunca fui filiado ao PT.
Meu contato com o PT foi o Nilmário quando ele me pu, ele queria, enfim, ele não sabia onde o Galo tava cantando. Ele fez, ele fez um editorial na Veja falando assim: "A farça caiu". Eu passei a ser perseguido depois desse editorial do Reinaldo Azevedo.
E quando eu fui absolvido, quando eu fui absolvido 500 vezes, eu mandei uma mensagem para ele, falei assim: "Você, por uma questão de honra, você tinha que publicar". Ele nunca publicou, nunca publicou nada. O conjuro publicou, porque o conjuro falou assim: "Advogado processado por falsificação, por ameaça calunia Marendes.
" Aí quando eu fui absolvido no processo de Marendes, eu mandei uma carta para eles, falou assim: "Tá na hora de vocês publicaram minha decisão". E eles publicaram com muito respeito. O Reinaldo Zevedo nunca reconheceu.
Então fui pra lanchonete. Quando eu chego na lanchonete, tá? Leandro Fortes, Joaquim, eh, Reinal Zevedo, todo mundo acompanhando o julgamento do PT com Joaquim Barbosa.
E a lista foi distribuída por Joaquim Barbosa. Ele julgava os dois processos. Então eu tomei café, eles perguntaram para mim: "Ah, Dr Din, que você tá fazendo aqui?
" porque já tinham me acompanhado no júrio da modelo, porque eu já tava muito envolvido nessa luta da política criminosa lá em Belo Horizonte. Lá em Belo Horizonte, mas todo mundo acompanhando porque a coisa foi realmente de repercussão nacional. E aí eu falei assim: "Cara, eu acho, eu achava que eu ia explodir Minas Gerais, agora eu tô achando que eu vou explodir o Brasil".
Aí o Leandro Fortes, que é um cara muito de gente fila virou para mim e falou assim: "Deixa eu fazer uma foto sua falei: "Não, agora não, deixa eu fazer o protocolo primeiro, porque assim que eu fizer o protocolo, o documento passa a ser público e aí se eu se eu se a gente postar uma foto, não vai ter problema. " de ter feito uma lista que tem 800 nomes, Carla, cada um pega o que quer. Então assim, eu queria pegar o Valfrido, o Leandro queria pegar o Joes, o outro queria pegar.
Cada um usou a lista do jeito que o bem dia. São 800 nomes, né? Tem que com interesses múltiplos.
Aí eu faço o protocolo da lista 11:06. Eu era o primeiro da fila, só não foi 111 porque o protocolo até abrif, chegar no protocolo, passar naquele stand de detector de metal, 6 minutos. E eu fiz, fui ao gabinete do Joaquim Barbosa, que não estava lá porque tava no julgamento do PT, mas o assessor dele tava lá.
Eu falei com ele assim: "Ô, doutor, eu fiz um juntado do outro documento original, tô fazendo pedido de perícia. Eu não acusei ninguém. Eu não acusei nenhuma pessoa.
O meu pedido é de perícia para saber se aquela, por quê? Lista de furnas em Minas Gerais, quando apareceu a lista de furnas, que foi o primeiro movimento grande do PT contra o PSDB de Minas, que aí gerou Lulécio, Dilmaia e todo mundo juntinho ali, por eles tinham um chumbo trocado para para para mandar um no outro. O Lula tava muito acuado com a primeiras notícias do mensalão.
Porque o que que foi o mensalão? Na realidade não é que existiu mensalão, f mensalão. Marcos Valério é o operador de tudo.
Marcos Valério operou em Minas Gerais pro Eduardo Zeredo e perdeu a eleição, mas ele fez muita, muito caixa de campanha pro Eduardo Zeredo com Cristiano Paz, com Ramon Rolemberg, DNA, SMP, aquela, aquele esquema deles. Virgílio Guimarães e Marcos Valer são nascidos na mesma no mesmo lugar. O Lula ganhou a eleição, mas ganhou a eleição com os bolsos furados porque é muito gasto.
Você sabe que assim é um uma eleição presidencial. É uma loucura. Ele para vereador hoje é uma loucura, imagina para presidente.
Então precisava repor esses. E o Marcos Valério é o que ele sabe fazer. Ele gera recursos, ele faz caixa.
Exatamente. Então ele foi paraa Brasília para ficar com o PT. Ou seja, o o esse que eles chamam de mensalão do PT é filho do mençalão do PSDB, é um filhote.
Então vai aprendendo com outro. Exatamente. E vai ficando mais experiente.
E o que aconteceu? O nessalão do PT foi julgado em Brasília pelo Joaquim Barbosa. Do PSDB foi declinada a competência para Belo Horizonte, pra justiça estadual.
Chegou em Belo Horizonte. A juíza que autorizou a invadir minha casa, que é um próximo assunto, virou a juíza titular. [roncando] do meu salão mineiro.
Sabe o que ela fez? Amarrou o processo e acabou o processo amarrado. Que absurdo.
Pronto. Aí sai eu na capa da carta capital e eu não lembro bem o título, mas era alguma coisa assim de um arm. Juiz ou ladrão, o juiz ou bandido.
Por e eu segurando na lista do do Marcos Valério na frente do do STF. Aí o Gilmares me processou durante 7 anos. E mas você nunca tinha dito que ele era bandido.
Nunca. Nem falei isso, nem meu problema nem era com os Mares, era com o Valfrido e o Valfrido nunca me processou. O Valfrido nunca mexeu comigo, não.
E aí aconteceu essas coisas são são muito malucas por pelo seguinte, mas ele chegou a processar carta capital também? Também carta capital. Leandro Fortes e o o que faleceu, como é que chama o o dono da carta capital?
Ah, eu esqueci o nome dele. É, é, daqui a pouco a gente lembra. E aí que aconteceu, Carla?
você ser processado pelo ministro do STF é um negócio que se um processo criminal te destrói, o ministro do STF te destrói 500. Muito poderoso, né? Não, a denúncia foi rejeitada inicialmente, ele virou no recurso.
Aí eu falei assim: "Agora vocêou condenado". Aí eu fui absolvido na primeira instância, ele recorreu. Aí eu fui absolvido na segunda instância, mas foram 7 anos.
E quando eu fui fazer audiência em São Paulo, que até o Dr Marinho foi minha testemunha, Dr Eduardo Ponceno, eu fui de carro, já tava com muita dificuldade financeira, morando escondido em Guarapari. Saí de carro e fui. Quando eu passei o Espírito Santo, você passa por dentro do rio, você passa na ponte rio de Niterói e depois segue para São Paulo, longe.
Quando eu passei na ponte Ró, meu castragou fez. Eu falei assim: "Agora não vou chegar". 5 minutos depois parou um cara atrás de mim e falou: "Você tá precisando de ajuda?
" Eu falei: "Tô". Ele foi lá e arrumou meu carro. Eu nem sei o nome, nem sei quem é.
Deve ter sido um anjo da guarda. São os anjos. É verdade.
Fui para São Paulo, Carl. Olha só, as pessoas não acreditam. Fui para São Paulo, parei no posto de gasolina para deixar o carro parado.
Falei assim: "Tem um posto, tem um banheiro aí, tem. Troquei de roupa, pus um terno e fui pra audiência. Tava tudo pronto para fazer uma audiência virtual.
E naquela época você ligava antes, reservava a sala, o canal de comunicação, era o o iniciozinho da dessas audiências virtuais. Aí eu bati na porta da lá no Tribunal Regional, falei assim: "Eu tenho uma audiência agora 2:30". Falou: "O senhor é advogado?
" Falei: "Não, sou o Relco". Falou: "Mas era pro senhor tá no Espírito Santo". Eu falei: "Tô aqui faço questão que tá aqui.
" Aí a escrivã virou para mim, falou: "Que bom, a juíza e a procuradora estão aí". presencialmente. Falei: "Não, que ótimo".
Pronto. Aí ouviram os testemunhas e foi, chegou minha hora de falar. Aí eu fui falando desse jeito que você tá ouvindo aqui.
Conheço o carros todos de frente para trás, de trás para frente e vim falando tudo. Aí a a procuradora vira para mim e falou assim: "E o que que foi feito da lista? " Eu: "Oi".
Falou: "Não sei, u tá no STF". falou: "Não, a lista sumiu dentro do STF". Aí eu, oi, senhora foi perguntar para mim?
Senhora nunca foi no SF, não. Senhora, acha que advogado passa do balcão? Doutora, advogado não passa do balcão, não.
Eu fiz o protocolo da lista, ainda avisei que eu tava entregando a lista. Tem cópia do protocolo, tem tudo. É, doutor, mas a lista sumiu.
Eu falei: "Ah, eu acredito. " Mas aí não é sua culpa. Claro que não.
Tanto que foi instaurado um procedimento quando o Joaquim, o Joaquim, como é que você tirou cópia dessa lista? Claro, tem com tá no livro. Tá no livro.
No livro tem 6. 000 páginas de processo com no QR Code. Eu só entrar no QR code que você vê tudo lá.
E não. E aí que que aconteceu? E tem o protocolo da lista, tem tudo.
O que que aconteceu? O Joaquim, como é que é o sobrenome do Joaquim? Joaquim de Carvalho.
Carvalho. Joaquim de Carvalho. Desculpa, Joaquim.
se tinha sido instaurado um procedimento para apurar o desaparecimento do documento original dentro do STF. Isso nunca foi feito. Ninguém sabe quem sumiu com essa lista, não.
Essa lista desapareceu. A lista desapareceu dentro do STF. É coisas de poder.
Muito bem. No dia 21 de agosto, aí eu venho para Belo Horizonte, fui absolvido no processo do Gilmar Mendes. Curiosamente eu teve teve teve um promotor em Minas Gerais que é o André que matou a Lourenza e que e que o crime dele agora transitor julgado e ele tá indo pro sistema prisional comum e ele não vai durar lá dentro, eu te falo porque ele tem muito inimigo.
O André me denunciou no processo falando que eu era tão bandido que até eu estava sendo processado até pelo ministro Jmar Neides do STF. Era o meu crime. E aí que o André era da 12ª promotoria que cuidava desses crimes de organização criminosa, essas coisas envolvendo política.
Tinha exatamente e ele num ano ele faltou 185 vezes. Ele teve c pouco. Pouco, não é?
Aí quando foi feito o processo, o procedimento administrativo, para poder saber porque que ele tava faltando tanto, ele falou que ele tava perseguindo uma uma grande quadrilha de falsários, Dino Miralha, Nilton Monteiro e Marco Anel Caroli. Um era um jornalista, outro era um lobista aposentado e outro advogado. Todos absolvidos em tudo, inclusive no Cmar Mendes.
E só uma pergunta, o Gilmar nunca foi falar com você? Nunca. Jamais.
Insistiu até o fim. Nunca. Gente, que estranho, né?
Porque podia ter te chamado para entender o que que tá acontecendo, não é? Nunca. E e assim, sempre muito duro.
Os advogados dele julgando muito duro, fazendo recurso um atrás do outro, sabe? Não deixando a transitar julgar. Mesmo ele sabendo que você nunca falou do nome dele.
Nunca falei do nome dele. E a juíza quando se entou e o desembargador falou que assim não existia nem motivo. O meu foco era completamente um.
E eu pedi perícia na lista. Eu não acusei ninguém de nada. Quem acusou não fui eu pedi perícia.
Eu não acusei nem o Valfrido. Eu só queria saber se o documento era assim. Por que perícia?
Eu ia te falar da lista de furnas. Lembrei. Ótimo.
Lista de furnas. Quando explodiu naquela confusão do PTI do Bçalão, que não sei que mais, apareceu a lista de furnas e calou o grupo do PSDB. Calou porque tava todo mundo lá.
Dimas Fabiano, que era o diretor de furnas, não queria sair e começou a chantaziar todo mundo com a lista, porque ele fazia o caixa dois das campanhas dos políticos em Minas, Furns. Aí quando apareceu a lista, Nton Monteiro entregou uma cópia para um para um diretor do PT e o diretor do PT falou assim, ó: "Essa cópia vale R$ 10 milhõesais. Essa cópia não, esse documento vale R$ 10 milhõesais na época, tá?
Não vale R 10 milhõesais. Nilton Monteiro falou assim: "Vou ficar rico". Que que esse dirigente do PT fez?
Pegou a lista e entregou pra imprensa a cópia. Aí a Polícia Federal foi em cima do Milton, falou do Milton, falou: "Se você não apareentar o original, quem vai ser preso vai ser". Aí ele teve que entregar a cópia de graça.
Por isso que ele ficou, ele foi odiado pelo PSDB e odiado pelo PT. Ele ficou sem pai e sem mãe. Neto Monteiro, foi o fim dele, exatamente na lista de furnas.
Aí quando pegaram a lista de furnas, a polícia civil de Minas, muito ligada a esse esquema de Minas Gerais, deu que a lista era falsa, tá? O Zamprona, que era o delegado da Polícia Federal, pegou a lista, levou paraa Brasília e deu que a lista era verdadeira. Ou seja, a gente tinha aqui duas versões.
Por isso que eu falei, eu não vou pro instituto que na lista na lista do Marcos Alera, porque eles vão dar pau na lista. Passar por isso uma vez. Eu vou direto paraa Brasília e vai pedir perícia.
E vou pedir perícia no processo do PSDB. Só que eles somem com a lista. Somem com a lista, não fazem nada.
E no dia 21 de agosto eu acordo de manhã cedo, de 2013. Eu acordo de manhã cedo, minha filha entrando no meu quarto de pijama. Ela tinha na época acho que 19 anos em fazer as contas, estudando, terminando o curso de direito para poder fazer prova de rabeto.
Pai, a polícia tá aí atrás dela entrou assim, entraram talvez cinco, sete delegados, todosja, todos fortemente armad colete a prova de bala, helicópteros fazendo sobrevoo, estádio de Minas e Rede Globo na porta para me filmar. algemado. Meu porteiro tinha sido rendido às 5:30 da manhã para ele não avisar que a polícia ia subir.
Plena zona sul, no meio de Belo Horizonte, frente do colégio Pitágoras, do lado da lagoa de Santa Lúcia, um apartamento de 200 e tantos metros quadrados, saúde de festo, e invadiram. pegaram o que quiseram. Eh, cada hora que eu falava: "Essa é a turma do Nabaca, essa turma do delegado, tudo bandido, grupo do Aéo, ela desacato, é um desacato atrás do outro.
Você vai responder por 200 de zacato. A a própria diretora de prerrogado queos da OAB, completamente contra, porque ela era muito amiga do filho do Eduardo Zeredo, que é advogado, tinha interesse nenhum em me ajudar e ia dando as informações todas pro grupo contrário. Nossa, precisa ver, tá aqui gargalhada.
Que absurdo tudo isso, não é, gente? Não. E aí eles não conseguiram achar nada para me prender.
Eu até falei assim, eles não acharam uma semente de maconha para me prender. Aí eu vi muita gente falando: "Ah, hoje você ia ser preso sem achar nada". Não, porque a ordem era de busca e apreensão.
Não tinha ordem de prisão para mim. Prenderam o Nton Monteiro, prenderam o Carone e não tinha ordem de prisão para mim nenhuma. Então eles só poderiam me prender em flagrante delito se eles achassem alguma coisa para me prender.
Eles não conseguiram prender. Isso era uma das coisas que eu queria explicar. E eu fui levado pra delegacia 14 horas sem poder ir no banheiro, 14 horas sem tomar um café, 14 horas passando mal, muito, passando muito mal, agoniado.
No meio da confusão na minha casa, eles falaram assim: "Ó, o seu escritório já foi estourado, você pode ir para lá". Cheguei lá, eles tinham aprendido mais de 50 pastas de clientes. Isso é proibido de fazer.
Eles, a minha secretária que na época tava até grávida, ela entrou assim, viu aquela confusão, baixou a cabeça, muito humilde, baixou a cabeça, ligou o computador, o um dos policiais puxou a arma e falou assim: "Desliga agora esse computador". Essa menina saiu do meu escritório, ela nunca mais voltou. Eu tive que conseguir lá o pagamento dela e eu tive que depois descobrir minhas senhas porque ela cuidava da minha vida toda.
Então já não sabia senha, não sabia acessar os tokens, sabe aqueles token do banco? Eu tive que aprender aquilo tudo. E quando eu voltei para casa, eu já não tinha mais casa.
Então assim, no dia 21 de agosto eles invadiram minha casa. No dia 21 de novembro, eu já tava divorciado de um casamento de 26 anos e 9 anos de namoro, ou seja, 35 anos juntos. Eu não sabia ligar uma máquina de lavar roupa.
Eu saí da casa da minha mãe para casar. E assim, numa época que ainda o homem não fazia esse tipo de serviço, hoje todo mundo faz, mas na época não fazia, não era nem comum. Então assim, você cozinhar, eu falo que eu faço um ovo préterdoloso, ele começa frita e termina mexido, porque eu nunca acerto o ovo, sabe?
Então, nunca acerto o ovo. Vou te ensinar a fazer [risadas] um Olha, você nunca mais vai esquecer que é facíimo de fazer, tá? E aí, que que acontece?
E aí? E sem usar a panela antiaderente, essa é a melhor parte, hein? É um truque facíimo.
Quem [roncando] gosta muito das histórias do ovo é a Florence. Aí que que acontece quando você entra num processo de destruição pessoal? Sim.
É inacreditável. É porque você não é só a questão do próprio do do da estrutura, né, da da área criminal. você é o sistema que se colocou contra você completamente, porque o sistema tá se autoprotegendo.
Aí a gente tá falando sistema político, o sistema do judiciário. Bom, isso é ótimo. E E você vale exatamente aquilo que você interessa.
É, você vale exatamente o que você interessa. Então, a partir do momento que você não interessa mais, você é efetivamente descartado. Como vou te destruir?
Aham. Não. E eles para destruir eles têm que pegar na coisa que o advogado tem de mais importante, que a credibilidade.
Sim. Eu assinava subestabelecimento nesse dia que eu não sabia nem para quem que eu tava assinando, porque a menina da prerrogativa avisava pros advogados conhecidos e pros clientes e: "Ó, vocês vão ser presos junto, vocês estão no meio de uma quadrilha". Que absurdo tudo isso.
É, foi mesmo. Por exemplo, eu passava no fória, eu lembro disso direitinho. Você mostrou umas coisas que me doía muito.
Eu passava no fórum assim. Na hora que eu passava assim, eu ia ouvir lá atrás assim, ó, o povo comentando, ainda mais em Minas, né, que é o que não ainda mais Belo Horizonte, que é uma central nacional da fofoca. Falta.
É porque é e é parte da cultura, né? Uma questão assim até pr as pessoas entenderem é você tem uma coisa cultural ali, né, de um conhecer o outro, saber um pouco da vida do outro, né? Não, e eu vim de de uma série de casas famosas e quem conta um conto aumenta um ponto e daí vai vai todo mundo falei o famoso de ouvir dizer.
É. E aí vai aumentando quando você vai olhando e se a imprensa ainda aproveita tudo isso de forma errada e ajuda a botar na fogueira, aí pior é não. E logo depois, em setembro o AS escolhido candidato do PSDB e logo depois que ele escolhido candidato do PSDB, porque aí todo mundo falou assim, no dia eu falei assim, ó, porque tinha um vídeo.
Ah, o vídeo tá nos Estados Unidos, tá na deep web, tá sei gente, vocês não tm ideia o que que é o vídeo. Quem viu o vídeo fui eu. O vídeo tá nos Estados Unidos e vai continuar nos Estados Unidos.
A pessoa que tá com vídeo não tem interesse mais nenhum em mostrar, sabe? A história passou e o vídeo, o vídeo ficou, mas é um vídeo horroroso, com um monte, um monte de coisa baixa. Eu vi o vídeo, eu nunca mexi no vídeo, nunca vídeo teve comigo.
Ah, porque põe aí na deep web, põe gente, não é assim não. O o vídeo foi filmado uma coisa, a pessoa mora nos Estados Unidos de tanto pavor que ele tem do grupo aqui, porque o AS é o cara, vou matar antes de deletar. Isso quem falou foi o AS, não foi eu.
Eu nunca falei que vou matar os outros. Manda, manda esse menino lá porque a gente pode matar antes dele delatar. Quem falou isso pro Joesle foi o Aéo, porque a política em Minas é matadora mesmo.
Eh, o povo joga pesado. Não é a política em Minas não. A política no Brasil é uma política assassina mesmo.
A gente tá cheio de defunto aí a gente vai só enterrando defunto e ninguém esclarece nada e a gente vai enterrando defunto. Mas isso tem que ser falado. Você tem que falar, a gente tem que falar das vendas de sentença.
A gente tem que falar desse dessa falta de compromisso do Ministério Público. A gente tem que falar do nível que tá o crime organizado do país hoje, que é eles estão cinco estrelas voando baixo, inserido em todas as esferas. E se a gente não falar disso, sabe o que vai acontecer?
Nós vamos nós vamos tomar desse veneno. Isso eu te falo com toda certeza. Inclusive em Brasília eu vou falar a minha minha meu tema na palestra é esse.
Eu vou julgar para baixo e não quero nem saber. E Brasília é o melhor lugar para fazer isso, entendeu? pra gente falar e expor, porque tá uma vergonha.
É um balcão de negócios, muito pior, um balcão de negócio de troca lixo por porcaria. É um horror. Então, sabe o que que tá acontecendo, Carla?
O negócio ficou tão absurdo que chegou uma hora nesse processo do mensalão que a gente já não sabe mais quem é bom, quem é ruim, quem tá do seu lado, quem tá do seu lado, quem é que presta, né? Não. Aí eu fui e falei, quer saber?
Vou embora para Guarapari. Vou embora para Guarapari. Advogado nos meus processos.
Morei 2 anos lá com sete dobermas e vim matando os meus processos à medida que eu ia conseguindo. Quando eu consegui resolver o processo do Gilmar Mendes, eu voltei para Belo Horizonte. Eu tinha muito medo de ser preso.
A quando passou pro segundo turno, porque a chance do AES passar era mínima. Ninguém achava que ele fosse passar. Quando ele passou pro segundo turno, meus dois clientes, Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carol, foram tirados de da cela onde eles estavam e foram colocados no seguro.
Que que é o seguro? a cela de estuprador por Marco Aurélio Caroni alejado com uma perna dura, não conseguia abaixar porque a a o vaso é no chão, é um buraco no chão, então ele tinha que defecar em pé. As feses desciam pela perna aqui.
Quando ele foi tirar da cela, Carla, ele tava ferido de fezes no lugar que ele não conseguia limpar. Conferida aberta, meu Deus. Conferida aberta.
E sabe que dia que eles foram soltos? na terça-feira depois que acabou a eleição e o AES perdeu no domingo. Porque se o AES não tivesse perdido a eleição, os dois estariam presos até hoje.
Nilton Monteiro até morreu, mas Carol tá vivo ainda, muito idoso e sofrido. E e 90% dos nossos problemas foram promovidos por André do André, promotor que matou a Lorapinho.