Se existe algo crucial quando o assunto é criar obras de ficção e trabalhar na ficção de modo geral, é exatamente o trabalho com as emoções humanas e sentimentos que sentimos. Afinal, um dos objetivos primordiais de qualquer obra de ficção é causar identificação. E muitas vezes isso é alcançado tentando emular emoções, sentimentos e situações que nós vivemos como ser humanos normais.
É por isso que filmes que retratam robôs ou aliens como protagonistas, personagens que não são humanos, logo não estão presos pelas nossas regras, precisam de qualquer maneira emular o que nós sentimos para que nós, os telespectadores, leitores, que seja, tenhamos algum laço, alguma conexão. Mas é quando a gente extrapola esse conceito de emoções e a gente fala, por exemplo, de vícios, do extremo de ser um ser humano. E mais do que isso, da necessidade louca de sentir emoções, né, de sempre fugir, de ser uma casca vazia, de ser um homem de gelo.
E não existe personagem que represente esse conceito melhor do que Hakari King ou Kind Hakari de Jujutsu Kaisen. Se você está vendo esse vídeo quando ele foi lançado, já é Natal, né? Véspera de Natal, dia 24 de dezembro.
E você pode estar se perguntando o que caralhos um vídeo do Hakari tem a ver com o Natal. É simples, meu amigo. Natal é uma confraternização da sua família, aonde presentes são dados.
E como você compra esses presentes? Geralmente com dinheiro. E no tempo atual, como a maioria das pessoas ganha dinheiro com o tigrinho.
Ou seja, na minha visão, não existe vídeo melhor para essa época tão maravilhosa e mágica. E só para constar, esse vídeo aqui obviamente terá spoilers do mangá de Jotsukaisen. O Hakari tem uma introdução bem curiosa com ele sendo apresentado nos primeiros capítulos da obra, sendo mencionado pelo próprio Satoro Gojo como um dos estudantes do colégio JSo que pode superá-lo.
E mais tarde, quando entramos no arco onde vamos conhecê-lo de fato, o próprio Yutokotsu, que para todas as pessoas que viram Jutsukaisen é um dos personagens mais fortes dessa obra, diz que quando ele está em ação, ele é mais forte do que eu. Eu particularmente adoro esse tipo de construção de personagem dele ser apresentado lá atrás e a gente só vê ele lá na frente. Isso demonstra duas coisas do autor Gekutami, que nessa época, principalmente, ele era alguém bem confiante e bem paciente.
Afinal, esse primeiro quadro que vocês viram é do capítulo 11 de Jutsu Kaisen e a gente só vê ele pela primeira vez no capítulo 153. Muitos mangakis, muitos autores em geral não sabem o quão grande ou quão longeva vai ser a sua obra. Então, GG Akutami ter sido tão paciente e ter introduzido da maneira que ele queria, na minha opinião, demonstra logo de cara o por esse personagem se tornou tão icônico.
E Hakar é introduzido no arco do jogo do abate, um momento ali onde o Kenjaco, né, o grande vilão, isola várias zonas do Japão e dentro delas ele proporciona uma espécie de luta entre feiticeiros, fazendo com que várias pessoas sejam embuídas com energia amaldiçoada e façam com que vários feiticeiros do passado ressuscitem. Tudo isso para alcançar o seu grande objetivo. Visto isso, os feiticeiros do colégio jujutso têm que arrumar aliados para, né, enfrentar esse jogo do abate.
Então, a ma tem a ideia de mandar o Megume e o Itadori procurar o tal Hakari, que já tinha sido falado lá atrás, e agora ele volta. E quando Itadore consegue se infiltrar no clube da luta ilegal do Hakari, ele já fala para ele o seguinte: "Você poderia receber mensalmente 1 milhão de trabalhando uma hora por dia". Você acreditaria em mim se eu dissesse isso para você?
E o Itador diz: "Bom, acho que depende de qual é o trabalho". Então, Hakari retruca: "Para saber qual o trabalho, você vai ter que comprar essa informação por 200. 000.
" Então, o Itadori obviamente diz que isso soa meio desonesto. Rakar então fala: "Sim, precisamente como você intuiu, esse é um método de golpe bem comum. O golpista fim de ser rico, então eles vendem informação de como ficar rico e assim eles fazem dinheiro.
Descobrir isso é fácil o suficiente se você usar sua cabeça, mas tem um monte de idiotas que caem nessa. E por que disso? É tudo por causa da paixão.
Quando introduzido a nós, Hakari já tem esse estilo. Ele é alguém que por natureza é intenso e ele segue a estética, né, dos delinquentes, dos yank japoneses, né, essa pegada meio gangue de motocicleta, que é algo bem famoso e bem cultural lá no Japão. Então ele começa a explicar mais ou menos seu ideal.
Tanto o golpista quanto quem caiu no golpe tem paixão. Eu vou mudar a minha vida. As pessoas se deixam levar pela paixão e acabam tomando decisões imprudentes, mas sem paixão as pessoas não se apaixonariam.
E eu adoro a paixão das pessoas. E a troca mais direta de paixão é aposta. E a vida é uma aposta.
Tem uma montanha de mulheres que já me largaram porque elas odiavam jogos de azar, mas elas entenderam tudo errado. As pessoas que não conseguem apostar alto e as pessoas que não sabem quando parar, essas são as pessoas que são deixadas de lado na sociedade. Mas não tem uma pessoa na terra que não aposte.
O que eles odeiam não é a aposta, mas a perda e a ruína. E quando Itador pergunta se tem alguém que quer viver tranquilo, ele diz que ele não conhece ninguém assim. Para ele estar vivo é um ato de apostar.
Não existe exceção. E eu amo a paixão. Paixão é aposta e aposta é vida.
Amor é controle. E com o meu clube da luta, eu eventualmente quero controlar a paixão desse país. Com esse ideal e os meios que ele caminha, parece que a gente tá vendo aqui a construção de um semivilão ou antiherói da vida.
Afinal, a essência do que ele diz já é bem extrema e geralmente isso é uma característica de vilões, a famosa generalização. A não consegue interpretar que uma viva alma pode, né, não querer apostar, não querer botar sua vida em jogo, porque para ele o ato de viver é uma aposta. Ao mesmo tempo que ele fala algo muito interessante, ele diz que amar é controle.
E eu acho que é isso que melhor define ele. O ato de apostar é um ato de imensa adrenalina e grande emoção. Você nunca sabe o que vai acontecer.
Ou seja, ele é viciado em apostar, porque apostar é a paixão dele. E a paixão dele é sentir as coisas, sentir emoções à flor da pele. E é isso que significa se apaixonar, as famosas borboletas no estômago.
Mas amor é se apegar, é se aquiietar, é não ter mais esse tipo de adrenalina na sua vida. Então, na minha visão, Hakari é um dos personagens mais atuais que existe, porque ele nada mais é do que alguém viciado em dopamina, por exemplo. Ele é um cara viciado na sensação, na emoção, na recompensa.
E isso é a demonstração de um personagem que quer fugir. Geralmente quem sempre busca muita dopamina e já é considerado um viciado nesse tipo de sentimento, é alguém que não consegue lidar com as coisas da vida pessoal, vida emocional e quer sempre ter essa sensação. Se eu tiver isso, eu não vou precisar pensar naquilo.
Eventualmente a Hakari vê através do disfarce ditador e descobre que ele é um enviado do colégio jutsu para tentar se aliar a ele. E ele não quer isso, né? Ele tá com clube da luta [ __ ] bombando.
E na luta contra o itador, ele diz: "Quando o feiticeiro pede para ajudar o outro, é basicamente pedir, por favor, arrisque a sua vida comigo. Você precisa expressar um fervor, uma paixão digna de me fazer arriscar a minha vida. " E nesse momento diz que ele não tem nenhum fervor, nenhuma paixão.
Afinal, eu sou uma engrenagem. Pensamento esse decorrente do trauma de Shibia e toda a relação com o marrito. Eu sou uma engrenagem.
Engrenagens tem uma função. Minha função é de exorcizar maldições. E se eu preciso da sua ajuda para isso, eu vou te seguir por toda parte até você me dizer um sim.
E nesse momento, Rakari vê um tipo de paixão diferente de Tadori. Como esse cara tem tanto fervor. é tão quente com algo tão robótico quanto ser uma engrenagem.
e respeitando o seu ideal e filosofia, ele se vê rendido e diz que eles podem fazer um acordo. Então, Kirara, que é a namorada do Hakari, diz ali que ele não é alguém que gosta do alto escalão, mas no fim das contas o fervor dele atinge seu pico quando ele ajudava as pessoas no colégio. Quebrando um pouco essa visão, né, do vilão, ele é o bad boy com o coração, que também é um estereótipo bem famoso em animes e mangás.
Depois de tudo isso, Rakar e Companhia entram no jogo de abate de fato e começam, né, a lutar contra os feiticeiros e tentam recrutar aliados para tentar parar esse jogo para frustrar o plano do Kenjako. E nessas cidas e vindas chega o momento onde Hakari se encontra com um mangaká meio francês chamado Charles, que é um desses caras que era alguém normal e que foi embuído com energia amaldiçoada no começo do jogo da bate. E quando eles estão lá numa roda gigante por algum motivo, ele fala que para lutar contra ele, ele precisa de um motivo para lutar.
Deixa eu te odiar, te odiar tanto ao ponto de eu querer te matar. E nesse momento, Hakari fala para ele que eu não leria o seu mangá, nem mesmo se você me implorasse. Eu não quero pegar essa sua nerdice.
E é legal porque o Hakari fala isso não porque ele é um babaca, mas porque ele quer explorar a paixão, o fervor das pessoas. Então ele quer ver o potencial dessa pessoa na frente dele. Ele quer rasgar a casca tediosa que a maioria das pessoas t e apelar para o seu lado mais primitivo.
E é nessa luta que pela primeira vez ele usa sua expansão de domínio, um apostador incansável, que para muitos é a melhor expansão de domínio de toda a obra. E resumindo demais ela, porque ela é tão complexa que ela mereceria um vídeo só para ela, ela é basicamente um caçanquel temático aonde o Hakari tem que gerar num jackpot para meio que ganhar e ser forte. É por isso que nessa imagem tem essa garota aí com 333.
Ele alcançou números iguais, ele alcançou o seu jackpot e ele vence do seu inimigo assim. E logo depois de terminar sua luta com Charles, ele vai resgatar o Panda contra Kashimo Rajime, um dos feiticeiros que foi ressuscitado para o jogo do abate. E essa é com certeza, uma das lutas mais icônicas da série.
Mesmo que você não conheça o Jutsukaz, você provavelmente já viu esse gif, essa imagem aí. E nesse momento a gente consegue ver melhor o que acontece com a explosição de domínio do Hakari, porque em determinado momento Kashimo tira um braço dele, sendo que do nada ele aplica uma energia reversa que simplesmente regenera o braço dele como se não fosse nada. E então é explicado, quando Hakari consegue um jackpot durante a sua expansão de domínio, sua recompensa foi que durante aquela rodada, nos 4 minutos e 11 segundos, energia amaldiçoada infinita fluirá através dele.
Em outras palavras, nos 4 minutos e 11 segundos após o jackpot, é de fato imortal. E eu particularmente adoro essa expansão de domínio porque eu vi um vídeo gringo algum tempo atrás, né, do Tal Card aí para quem quiser ver, aonde ele diz que esse poder do Hakari explica uma das coisas mais clichês e mais esperadas em Battle Shonens, que é a famosa Plot Armor, aquele momentoonde você vê que personagem X só foi salvo por roteiro. E a expansão de domínio do Hakari, ela é literalmente uma grande plot armor, mas ela é bem feita.
a gente compra, já que tá dentro do sistema de poder da obra e tá dentro de toda a personalidade louca que ele tem. Em determinado momento da luta, quando ele já tá todo [ __ ] e o jackpot acaba, ele invoca a expansão de domínio de novo e Rajim vê porque ele recupera sua energia amaldiçoada durante essa rodada. Ele não sofre com os efeitos de exaustão.
Enquanto continuar conseguindo o jackpot, ele pode expandir o seu domínio quantas vezes quiser. Sendo que o Argem é tão forte que em termos momento ele consegue, meu irmão, abalar o Hakari com essa grande ferida aí no exato momento que a imortalidade dele cessou, sendo que ele ativa sua expansão de domínio de novo, visando ter um jackpot e se tornar imortal e conseguir se regenerar. E ele consegue, né, com esses 2 do ali em cima, o Rajim falando que ele é muito sortudo, sendo que a pegadinha aqui é que o Hakari não é sortudo, ele não pega esses jackpot, que é uma [ __ ] probabilidade rara para [ __ ] por causa da simples sorte.
No primeiro momento que ele é apresentado, ele coloca o golpista e a vítima no mesmo patamar. Os dois têm a mesma paixão. A expansão de domínio do Hakari respeita uma máxima dos cassinos, que é a casa sempre ganha.
Ou seja, a expansão de domínio é uma golpista. Ele nunca vai perder, ele sempre vai ser imortal se ele ativar essa merda. E é por isso que é tão roubado, mas na mente do Hakari para ele não é roubado.
Afinal, golpistas e vítimas estão no mesmo patamar. Ambos têm a mesma paixão. Não é sobre quem tá se dando bem acima do outro, é sobre fervor.
Eventualmente porque simplesmente ele é roubado demais, ele acaba derrotando o Rajim. E nesse momento ele fala: "Eu não acho ganha essa. Afinal você nem usou sua técnica amaldiçoada.
Ou seja, ao invés de eu te matar aqui, bora fazer um trato" dizendo pro panda que tinha acabado de ser degolado pelo argim, deixa ele para ele lutar contra Sukuna. Afinal, é o que ele quer. E isso é extremamente importante para, de novo, mostrar as camadas desse personagem e aonde o coração dele está.
Ele não é alguém que tá preocupado em vencer, em derrotar o inimigo, de ser superior a ele. Ele é alguém que está preocupado em manipular as paixões alheias, o fervor alheio. E ele sabe que Rajim só estará no seu potencial máximo quando ele for lutar contra Suukuna, quando a paixão dele estará maior.
E ele é alguém que quer preservar isso. Ele não quer que esse potencial se esvaneça depois dessa luta que ele não considera que foi boa o suficiente. Então, em toda essa sequência vimos que ele é alguém que, pela sua mera personalidade infecta os outros com a sua paixão, nem que seja a força.
E a sua expansão força o contexto de aposta em até mesmo pessoas que não queiram apostar nada. Afinal, lutar contra o Hakari nesse estado é uma aposta por si só. A vida é uma aposta, como ele mesmo disse.
A cara é alguém que é totalmente preocupado em viver o momento e alcançar o máximo de paixão possível, o máximo de fervor que ele consiga. Mas isso demonstra alguém que tem medo de viver de fato e tem medo, por exemplo, do apego, que é algo normal na nossa vida. Nessas lutas, nessas apostas, ele quer ao máximo se afastar dos problemas, se afastar, por exemplo, de traumas do passado que nunca foram contados sobre esse personagem.
Afinal, existe um termo interessante que meu psicólogo falou para mim e depois eu tentei procurar sobre e não achei muita coisa a respeito, mas é o termo microssicídio. É quando você faz coisas que para você parecem ser normais, mas que na verdade são movimentos do seu subconsciente que estão te forçando para um caminho para você meio que lidar com um problema daquela maneira. Por exemplo, se você é uma pessoa que vai uma balada, uma festa, bebe para [ __ ] bebe para esquecer, para você dar PT e não se lembrar de nada do dia seguinte, isso não é regra, mas é capaz que esse tipo de movimento seja você tentando lidar com algo que você não quer lidar na sua vida pessoal.
É a famosa válvula de escape. É você não querer fechar uma ferida. E o Rajime tendo esse ideal e sendo um caçador de adrenalina idealista, nada mais é do que exatamente uma pessoa traumatizada que não sabe lidar com os problemas da sua vida e arranja essa válvula de escape maquiada de um ideal [ __ ] para [ __ ] E eu acho que essa interpretação, essa análise representa muito bem o tipo de personagem que ele é.
Ele é um personagem com uma personalidade muito chamativa, ele é muito maneiro, né? ao mesmo tempo que ele é um feiticeiro jjutso, alguém que naturalmente será traumatizado pelo mero ambiente que vive. E eu gosto do trabalho da sutileza desse personagem, né, da gente não ter que ser explicado tudo sobre ele.
Não precisa dele ter um passado pra gente conseguir chegar nessa conclusão que eu falei agora. E uma última coisa que eu gostaria de falar sobre esse personagem é o estranho paralelo que ele tem com o Sukuna, que eu acho que poderia ser algo muito melhor aproveitado na obra e talvez não tenha sido pelo final ruxado que a obra teve, infelizmente. Afinal, olhando o Sucun Hakari, estamos falando de dois personagens que são completamente imersos no ato de sentir, personagens entregues ao instinto, ao ID, né?
Um baseia vida na adrenalina, o outro baseia vida na matança. Mas enquanto Sucuna, pela vida que teve, pelas experiências que passou, trata a humanidade e outras pessoas como inferior e ele não vê problema nenhum em tirar a vida dos outros. Hakari, por outro lado, pelas experiências que teve, pela criação que teve, por causa, né, do colégio jutsu, ele é alguém que se tornou bom em essência, mas imagina um Hakari vilão, o problema que não ia ser.
E um dos paralelos mais interessantes é na icônica luta de Sucuna contra Diogo, aonde esse personagem extremamente psicótico, entregue ao seu ID, entregue no ideal da matança, conta uma maldição extremamente idealista, que ela é relacionada a um elemento, né, ao fogo primal e logo respeita esse tipo de personalidade. E do outro lado, no final da obra, a gente tem a luta de Hakari contra Uraume, esse personagem psicótico, imerso no seu ID e completamente derramado no ideal das apostas e na paixão e no fervor, lutando contra um feiticeiro idealista do passado relacionado ao elemento do gelo e, portanto, a personalidade dele é bem semelhante, alguém frio, alguém estóico. Nessa luta, Uraumi tem uma das falas mais importantes pra gente entender o Hakari, é onde ele diz: "Vocês, feiticeiros modernos, possuem esse forte senso de humanidade, seus corações".
E é essa humanidade que acaba restringindo o potencial de suas habilidades ao não destruir tudo que há pela frente. Mas essa humanidade nada mais é do que uma desculpa para mascarar sua verdadeira fraqueza, o medo da solidão. Mas você não tem essa fraqueza.
Não te vejo mais como um ser humano. E logo Uraume dizer isso pro Hakari é muito interessante porque ele tá descrevendo o Sukuna. O Sukuna, que é esse tipo de entidade que não se importa com absolutamente nada e sai destruindo tudo, explorando o máximo de seu potencial.
E, portanto, ele transcendeu o entendimento do que é ser humano. E Hakari, de certa forma, também, só que com uma vírgula. Apesar de que ele não tem um medo da solidão, ele tem outro tipo de medo que é o medo do apego.
É por isso que ele consegue destruir tudo, porque assim ele não vai precisar olhar para nada, ele não vai precisar se apegar nada. E essa seria uma maneira correta de descrever o sucuna também. Então, com certeza, eu acho bem interessante esse paralelo e ainda mais vendo o que esses dois poderiam ter sido se a obra tivesse um pouquinho mais de tempo, um pouquinho mais de parcimônia por pá de Jautame.
Isso também, claro, que ajuda a gente entender ainda melhor o personagem do Hakari quando comparado ao rei das maldições, alguém que vive para sentir o horror e o medo. Hakari também, só que de outra forma, porque ele escolheu um caminho diferente. Hakari Kind nada mais é do que o carisma encarnado.
Ele é um personagem que foi apresentado muito depois na obra, nem tem no anime, nem tem ní todo esse hype, mas que com as suas cirúrgicas aparições já se tornou um personagem icônico pelo seu jeito de ser, pela sua personalidade, pelo seu poder e pelas suas camadas. É uma verdadeira pena que na reta final do mangá a luta dele contra o foi completamente esquecida. Foi até um meme da época, né?
E eu fico imaginando o que poderia ser mais esse personagem se esse final não fosse tão ruxado e se Gutami não tivesse sofrido tanto para escrever esse final. Mas é bastante curioso o trabalho e desenvolvimento desse personagem porque ele é alguém que, assim como o seu ideal, é extremamente superficial, não é verdade? Ele é intenso, ele é esteticamente muito legal e isso, querendo ou não, cria uma imagem, assim como o seu ideal.
Isso de certa forma esconde as suas camadas, esconde a sua complexidade, porque ele parece tão legal que ninguém vai se importar e realmente mergulhar fundo no que Hakari Qing é de fato. Eu acho esse trabalho fantástico. É realmente o personagem que representa vício e representa máscaras de uma forma bastante única e tomara que ele seja bem adaptado para a temporada do jogo do abate que vai chegar ano que vem.
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