A Web Rádio Fraternidade apresenta o programa Palavras para a Alma. Apresentação de Ana Teresa Camasmi. Escreva para o e-mail faleconosco@radiofraternidade.
com. br br e interage com a apresentadora Ana [Música] Teresa. Olá, meus amigos da Web Rádio Fraternidade, a nossa emissora do bem na internet.
Agora vamos começar o nosso programa Palavras para a Alma com a nossa alegria de sempre apoiada aqui nos nossos princípios espirituais da doutrina espírita. Hoje quero comentar com vocês um capítulo do livro No Mundo Maior do André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Esse capítulo me chamou muita atenção porque fala de todos nós.
É um momento em que André Luiz vai junto com o Caldeiraro visitar um grande instituto no mundo espiritual para alienados mentais. Por isso que o nome do capítulo é alienados mentais, é o capítulo 16. E é claro, são descrições difíceis, né?
Porque a gente fica triste de ver como que a gente pode chegar a uma uma situação tão grave como essa de total perda de lucidez, né? Acontece aqui no mundo dos encarnados tanto quanto acontece com os desencarnados também. O fato da gente desencarnar não tem cura imediata.
É um processo tanto quanto aqui, né? Mas o que é interessante é que quando André Luiz chega nesse instituto, tem uma explicação muito boa de Calderaro sobre como que as pessoas chegam a esse estado de adoecimento mental. Então ele diz assim: "Diante da dor, do obstáculo ou da morte, milhares de pessoas capitulam, entregam-se sem resistência à perturbação destruidora.
que lhes abre por fim as portas do túmbolo. A princípio, são meros descontentes e desesperados que passam despercebidos mesmo a aqueles que os acompanham de mais perto. Pouco a pouco, no entanto, transformam-se em doentes mentais de variadas gradações, de cura quase impossível, portadores que são de problemas inextricáveis e ingratos, imperceptíveis frutos da desobediência começam por arruinar o patrimônio fisiológico que lhes foi confiado na crosta da Terra e acabam empobrecidos e infortunados.
Aflitos e semimortos são eles, homens e mulheres que desde os círculos terrenos padecem, encovados em precipícios infernais, por se haverem rebelado aos desígnios divinos, preterindo-os na escola benéfica da luta aperfeiçoadora pelos caprichos incensatos. Então, essa é uma descrição de um processo de adoecimento. Como é que começa?
começa com a não aceitação dos acontecimentos naturais da vida, o que André Luiz até chama aqui de suicídio dissimulado. Por quê? Porque é uma autoeliminação da harmonia mental que procede de uma inconformação da alma.
É a gente diante das adversidades da vida, dizendo assim internamente, não, não era para est acontecendo isso comigo. Eu não mereço isso, eu não aceito a vida desse jeito e aí vai se retirando psiquicamente do enfrentamento. fazemos fugas psicológicas, podemos até procurar anestesias, né, que é através de inúmeras distrações, ou através do alcoolismo, ou através de qualquer outro comportamento compulsivo que nos retire de lidar com as coisas como as coisas são.
Podemos até fazer processos depressivos, porque é como se eu dissesse internamente assim: "Se a vida é assim, essa eu não quero". Então eu me retiro, fico preso no acontecimento do passado, não me desapego dele, a vida vai andando pra frente e eu não vou no bonde, fico parada no meio da estrada, na depressão, em estados profundos da alma e me retiro completamente do crescimento que me seria própria e natural. É suicídio dissimulado, porque não é não é uma ação suicida propriamente de eu vou lá e tiro a minha vida.
Eu me retiro da vida. Por isso que é dissimulado. Eu tô ali pro presente, mas eu não tô inteiro, né?
Eu tô afastado das adversidades e da vida de um modo geral, que seria meu instrumento de aprimoramento, de crescimento, de desenvolvimento. Então, quando ele diz aqui que é um rebelar-se aos desígnios divinos, mais à frente ele vai desenvolver a ideia de que são dois comportamentos que a gente geralmente tem diante daquilo que a gente não concorda. é o desânimo e a rebeldia.
Então, muito importante a gente poder olhar para esses dois comportamentos nas nossas situações cotidianas. Há alguma circunstância que você se sente constantemente desanimado quando ela aparece? Ou há alguma situação que você fica constantemente rebelde com aquela circunstância quando ela aparece ou se ela é contínua.
É muito importante você prestar atenção esses dois movimentos, porque tanto a rebeldia como o desânimo, André Luiz diz que são os pilares, digamos assim, dos adoecimentos mentais, porque vai se iniciar a desintegração da harmonia mental. E aí ele continua dizendo que pode perdurar não só numa existência, mas em várias. Veja só que coisa difícil da gente lidar, né?
Então, pode ser que você atravesse uma existência inteira, né, nesse afastamento, né, seja na rebeldia ou no desânimo. E pode continuar desencarnado no mesmo movimento, pode ficar com seu coração endurecido, né, totalmente aprisionado nessas amarguras. E isso vai ficando desse jeito, gente, até que a pessoa se decida melhorar.
Então, André Luiz diz assim: "Até que o interessado se disponha com fidelidade se valer das bênçãos divinas. " Então, interessante ele dizer com fidelidade, não é? Com fidelidade quer dizer assim você não fazer concessão.
Com fidelidade quer dizer você se comprometer de verdade, fazer as renúncias necessárias, estar atento ao seu comportamento. Então veja, você tá saindo lá daquela rebeldia máxima. O que seria você se dispor com fidelidade?
seria começar a ficar vigilante a todos os movimentos de rebeldia que você tem, de não aceitação e não se deixar arrastar por isso. Completar também com movimentos positivos, movimentos de saúde para poder ir compensando passo a passo os movimentos de afastamento que você tem feito. Então você vai enxertando, sabe, comportamentos positivos, pensamentos positivos para você poder fazer essa diferença.
Continua, André, assim, restabelece a tranquilidade e a capacidade de renovação que eles são inerentes à individualidade. Então, olha que bonito. Então, significa que a nossa capacidade de renovação nos é essencial, ou seja, é da nossa essência, nos é natural, nos constitui.
Então, a gente pode contar com essa nossa capacidade, mas a gente precisa acionar essa capacidade de renovação. Ela não acontece automaticamente. Então ele diz assim: "Pela rebeldia nós podemos nos encaminhar para muitos crimes, né, em vários matizes, né, a cujos resultados pode podemos cair indefinidamente e pelo desame podemos cair na inércia com fatal atraso no crescimento que nos seria natural".
Então, atenção esses dois movimentos, a rebeldia, que é a recusa, que é o afastamento, e o desânimo, que é um afastamento diferente, que é pela inércia, pela procrastinação, por aquela falta de energia nas coisas. Então, cuidado, né, meus queridos, com esses dois alarmes que André Luiz tá falando pra gente. Hoje é só rebeldia e desânimo, parece pouco, né?
Mas amanhã pode se tornar alienação mental e levarmos muitas encarnações para podermos recuperar o nosso equilíbrio. Não é pra gente ficar assustado, é pra gente ficar atento, porque a nossa alma imatura facilmente escolhe esses caminhos de afastamento, esses caminhos de recolhimento que nos deixam tão longe da felicidade que a gente tanto quer alcançar. Um grande abraço para vocês e uma boa semana.
[Música] A Web Rádio Fraternidade apresentou o programa Palavras para a Alma. Apresentação de Ana Teresa Camasmi. Escreva para o e-mail faleconosco@radiofraternidade.
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