Segundo vídeo falando sobre o edital de patrocínios do CCBB pro Bieno 20262027. No primeiro, eu te falei sobre os tipos de projeto que o edital gosta de contemplar e passei dicas muito quentes sobre o formulário de inscrição. Não assistiu ao vídeo?
Pausa aqui, vai no link que tá na descrição do vídeo e depois continua. Mas nesse segundo episódio eu vou aprofundar a discussão tratando dos eixos curatoriais e também dos critérios de seleção. Então, minha cara audiência, já vai deixando o seu like e a sua inscrição do canal, que senão você vai esquecer.
Isso é muito importante na sequência do trabalho que eu desenvolvo aqui. Tudo aquilo que eu trago aqui de maneira resumida, eu vou trazer de maneira ampliada e aprofundada no aulão do CCBB 2026 2027 que rola ao vivo de 19 de maio às 19 horas pelo horário de Brasília. Não vai conseguir estar nesse dia e hora?
Não tem problema, porque você vai ter acesso permanente à gravação assim que o encontro acabar. Nessa aula a gente vai passear pelo formulário de uma maneira bem intuitiva, além de falar bastante sobre o orçamento, que deve ser bem detalhadinho. Afinal de contas, trata-se de um edital promovido por um banco.
O link para compra está logo aqui no comecinho da descrição do vídeo e o código promocional YouTube 10 te dá 10% de desconto no ato no lote de ingresso que estiver em vigor. Te vejo lá e bora seguir com esse vídeo. Por incrível que pareça, tem gente que inscreve projetos em editais.
mas não lê o regulamento. No caso específico do CCBB, esse documento é bem resumido, curto, com 20 páginas, só com as informações essenciais e não tem desculpa para não passar por ele. A partir da página número sete, a gente começa a ter contato com informações muito relevantes expressas pelos três eixos curatoriais desse processo.
Ali você vai começar a perceber a roupa que o seu projeto vai ter que vestir para impressionar os avaliadores, que podem contar com profissionais da CCBB, especialistas do mercado cultural, convidados e técnicos do Ministério da Cultura. O primeiro desses eixos chama-se Diálogos, que nos fala sobre os projetos que precisam motivar discussões com o público, com a classe artística, com outras instituições sociais e culturais, além de considerar a cultura local. Dessa informação eu apuro duas coisas.
A primeira é que não basta que os trabalhos sejam autorreferentes, que falem apenas ao universo da própria arte. A segunda é que o seu projeto tem que se relacionar de algum modo com a praça que você está indicando para realizar. O que ele tem a ver com Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília ou Salvador.
Seria interessante que esse vínculo estivesse claro. O outro eixo chama-se experiências. E ela trata do modo possivelmente inovador que o seu projeto vai conduzir à fruição do público, o modo como ele se relaciona com o espetáculo, com a apresentação, com a exposição.
De que modo esse público pode ser surpreendido, provocado, encantado aquilo que você vai oferecer, né, com aquilo que você está propondo no seu projeto? Tem tecnologia envolvida? Conte isso se for o caso.
Já o eixo da pluralidade para mim traz uma possível discussão ou de brasilidade ou também de alinhamento com debates conceituais internacionais, algo que traz embutido um conceito de identidade. E a pluralidade também reforça que a instituição pretende abrigar periodicamente novos nomes da cena artística e escolher projetos dentro das linguagens com temáticas muito variadas. Ou seja, de alguma maneira você vai ter que falar sobre diálogos, experiências e pluralidades do seu projeto nos 2000 caracteres de texto a que você tem direito na descrição do projeto e nos objetivos do projeto.
Mas também não é só ali, também vai ser nas explicações que você vai dar quando se comprometer, por exemplo, com ações sociais e ações também de diversidade, equidade e inclusão. Agora vamos tratar dos critérios de seleção, que são cinco, e é o que eu relato agora para você. O número um, a relevância do projeto.
Número dois, a aderência ao eixo curatorial. O número três, a viabilidade financeira. Número quatro, viabilidade técnica.
E número cinco, a acessibilidade. Eu acabei de falar aqui sobre aderência ao eixo curatorial quando tratei de cada um deles. Isso passa também por entender os formatos que são solicitados pelo regulamento e respeitá-los.
Ou seja, não dá para escapar do formato de mostras e festivais para o audiovisual, de séries ou festivais sem protagonismo para um artista ou um coletivo na área da música, assim como não dá para forçar uma nova temporada de artes cênicas de uma praça em que esse projeto já aconteceu. A relevância do projeto nada mais é do que a sua justificativa, a razão do projeto ser interessante pra sociedade no campo estético ou social. Algo que você vai ter que vai ter que tratar no item descrição do projeto.
A viabilidade financeira passa pelo seu orçamento e o seu detalhamento. Procure trazer a menor quantidade possível de informações genéricas. Detalhe bem cada unidade de valor e diminua radicalmente as linhas de orçamento mais abertas estabelecidas como verba.
Conforme eu antecipei no início do vídeo, você precisa entender que o projeto vai ser avaliado por uma instituição financeira. Isso também vai facilitar lá na frente, quando você ganhar, quando você for selecionado ou selecionada e tiver que iniciar o processo de inscrição na lei ruim. Agora, atenção para essa orientação de viabilidade financeira.
você vai precisar deixar um percentual de 20% do valor total como verba de divulgação e comercialização. Isso porque desse percentual você não vai poder passar quando for habilitar na lei ranê e também porque se trata de uma proporção que dá efetivamente para fazer um bom trabalho de divulgação e comunicação que logicamente interessa ao CCBB. Em viabilidade técnica, você precisa apresentar as credenciais dos profissionais que farão parte do seu projeto, equipe gerencial e equipe artística.
O currículo dessas pessoas é o elo de ligação com toda a construção narrativa da sua proposta. Mas como é que eu faço isso? No espaço restrito do formulário.
Aí é que está. Na ficha técnica, você vai enumerar apenas os nomes, o perfil e a minibiografia você vai detalhar em um arquivo emado do material de apresentação do projeto, que é um arquivo opcional que o formulário disponibiliza. Procure criar um texto corrido com no máximo 2.
000 caracteres com todas as pessoas da ficha técnica para criar ali uma coerência de redação. Por isso, precisamos falar sobre as minibiografias. e sobre os vícios de escrita que alguns artistas mantêm quando vão elaborar esse documento.
E esses vícios são principalmente dois, a informalidade e a imprecisão. Pouco acrescenta, ou nada acrescenta, melhor dizendo, para o seu projeto que o técnico, que o artista diga que foi estimulado pelos pais desde criança. Isso é muito frequente.
Sobre o vício da imprecisão, por exemplo, eu posso citar aqueles artistas e técnicos que nas suas minibiografias apenas relacionam os diretores artísticos com quem trabalhou ou os cantores, os músicos e os anos de carreira que a pessoa supostamente possui. Gente, isso é um edital de cultura, não é uma perícia do INSS em que se apuraviço e empregadores. É crucial construir um conceito de carreira em cada pessoa da ficha técnica e isso passa por enumerar os trabalhos realizados.
Quais foram as peças? Quais foram os filmes? quais foram os concertos ou DVDs ou filmes ou exposições, além de possíveis prêmios e indicações, fechando com formação acadêmica, se for o caso.
Se essa pessoa já passou pelo CCBB em algum projeto, em algum momento, isso tem que ser citado. Então, produtor ou produtora, cobre do seu artista, do seu técnico, o maior cuidado em contar a sua própria história. Por fim, em acessibilidade, o edital mais confunde do que explica à medida que usa as seguintes aspas.
De que forma o projeto contempla acessibilidade para os versos públicos? Fecha aspas. Isso faz com que os proponentes misturem conceitos que são parecidos, mas que são tecnicamente distintos a acessibilidade e a democratização.
Na acessibilidade, você viabiliza a fluição do segmento da pessoa com deficiência por meio de ações comunicacionais, de tradução, de suporte e de recepção. Já na democratização, você explica como vai atrair para o seu projeto os segmentos socioeconômicos vulneráveis. tem um vídeo meio antigo e bem pertinente sobre essa diferença que eu vou colocar aqui na descrição do vídeo e eu recomendo fortemente que você assista.
Mas a definição das ações de acessibilidade dependem muito diretamente da visão de mundo de quem propõe os projetos. Será que você, produtor ou produtora, acredita de verdade que as oportunidades devem ser para todos? Será que você acredita que todo mundo tem a sua forma de assimilar e de se emocionar com o fazer artístico e que essa forma não necessariamente opera a partir da sua lógica?
A acessibilidade requer letramento e compreensão das diversas deficiências e dos serviços que são possíveis. Nem pense em que o seu projeto é naturalmente acessível, porque isso não existe, ou que determinados públicos não se aplicam ao seu projeto. Não faça isso.
Pesquise, se aprofunde, aproveite a estrutura dos espaços do CCDB, aproveite a possibilidade de criar um orçamento um pouco maior para pensar em projetos que de fato impactem a todos. O segmento da pessoa com deficiência concentra quase 10% da população brasileira e você não pode fechar os olhos para isso. É isso.
Se gostaram desses desse vídeo, desse segundo vídeo sobre o edital do CCBB, deixe o seu like. Não se esqueça de me seguir nas redes sociais e de fazer a sua inscrição no canal, caso não tenha feito. Um grande abraço e até o próximo vídeo.