E aí, pessoal, tudo bem? Como é que vão os meus subdeterminados favoritos? Gente, hoje aqui no canal O Feitiço vai se voltar contra o feiticeiro. Afinal de contas, David Ribeiro fez mais uma live contra mim, não de 5 ou 6 horas, mas vai 3:21. Eu acho que eu devo ser a pessoa que mais tem tempo de aparição lá no canal do David Ribeiro. E a gente vai novamente responder a ele, né? E hoje Falando sobre a escravidão. Há mais ou menos uma semana eu postei um vídeo sobre isso, deu muito certo. A gente tá vendo,
a gente tá tendo uma boa repercussão desse vídeo aqui no canal. E o David, como sempre achou por bem gravar aí a sua resposta com os seus convidados, no caso com o Bruno Sankey, a quem eu já respondi junto dele naquele último vídeo lá, que era basicamente eles comentando alguma coisa sobre a a minha participação no debate contra o Mateus Benites lá no canal do Antônio Miranda. Bem, hoje a gente vai falar bem bastante aqui sobre a escravidão. Não vou ter muitos comentários a falar aqui das falas do David porque é um debate muito mais
bíblico do que outra coisa. Mas aqui eu vou deixar registrado que eu realmente fiquei bem decepcionado com os dois aqui. Ah, não só pelo conteúdo das críticas em si, mas pelo teor que, como vocês verão, eu acho que é bem ruim assim, não muito amistoso. Não tô Falando aqui que eles debocharam. A gente já tinha tido um problema disso antes, mas mesmo assim, né? Eh, antes, né? Eu eu já tinha reclamado de um tom que eu tinha achado um pouco debochado da parte deles contra mim, mas eles já corrigiram, disseram que não, não tinha nada
a ver e eles já melhoraram bastante na conduta nesse aspecto. Mas aqui eu até preferiria a época do deboche, se assim, se a gente for ter que comparar agora com as acusações, né, de fazer Cherry peaking, de tá selecionando coisas, de tá cometendo falácies, sabe? coisas que, como o David mesmo falou, né, é impossível defender o que eu estou defendendo sem ser deshonesto intelectualmente. Então eu preferiria até a época do deboche, até preferiria que ela voltasse, né, no lugar das acusações que eles estão fazendo. Eu sei que o David vai falar alguma coisa assim, não,
mas não quer dizer que você em si mesmo seja uma pessoa desonesta, Não sei o quê. É só que nessa argumentação, pois é, né? Mas as acusações elas levam a uma conclusão que é bem distante daquilo que ele mesmo consegue explicar pra sua audiência. Porque afinal se eu estou cometendo essas desonestidades todas, mesmo que não seja uma coisa habitual minha, né, quer dizer que eu estou fazendo um movimento aqui não muito certo eticamente ou moralmente falando ou enfim dentro da articulação de um Debate. Então eu quero pelo menos quero pelo menos mostrar que não tem
nada de desonesto aqui. Eu não tô pensando coisas aleatórias e aí vamos ver se eu consigo sustentar com vocês essa minha posição até o fim, tá bom? Então vamos lá. >> Salve galera, beleza? Aqui quem fala o David novamente. Estamos aqui para mais uma live de React, OK? Estamos aí mais uma vez para fazer mais uma análise aí de um vídeo recente que o Mateus Fita Lançou correspendente à escravidão na Bíblia, né? Então ele lançou um vídeo sobre a questão da escravidão na Bíblia e ele disse que isso seria um golpe fatal no ateísmo, né?
Isso seria um dos golpes fatais aí que o ateísmo receberia recentemente. Mas será que foi tão fatal assim? Para mim foi, né? Se não foi tão fatal assim, a ponto de matar, pelo menos uma bolsa aí de colostomia a gente colocou no ateísmo. >> Esse golpe, será que foi tão fatal? >> Foi. >> Isso é o que veremos aqui, né? Claro. Ah, com todo respeito, né? Analisaremos aí com todo respeito, com toda educação, porque o Fugito é meu amigo. Então nós analisaremos aí se de fato esse golpe foi tão fatal assim, se não foi, por
que não foi, etc., né? E eu estou aqui comigo. Ah, está aqui comigo, no caso, meu amigo Bruno San. Um salve San. Dá um salve aí pro pessoal. >> Olá, bem. Como estamos? A gente vai fazer mais uma análise, né? Lembrando, repito, o que o David Ribeiro falou, né? a gente mantém sempre a cordialidade e a amizade é uma pessoa que tanto eu como David tem uma amizade e também que a gente admira e claro a gente faz toda análise com bastante respeito. >> Fico feliz por me admirarem, por terem algum, por terem consideração por
mim e me respeitarem, mas eu acho que as Críticas precisavam ser melhor calibradas aqui. Tá bom, rapazes? >> Exatamente. Então, sem deboches. Inclusive da da outra vez lá que a gente fez a o Rat, né? Teve alguns probleminhas aí com a questão do das caretas, né? Da gente ser muito expressivo, mas não vai ter isso dessa vez, né? Ah, mas enfim, vou dar um salve aqui pro pessoal, né? Tô vendo que tem quatro pessoas aí na live. Conforme o pessoal for chegando, a gente já dá um Prosseguimento aqui, né? Vou esperar chegar mais algumas pessoas,
né? Agora tem seis e aí a gente já começa a análise aqui. Mas a princípio eu gostaria que vocês dessem um like aí no canal, a like aqui no vídeo, tá? Com tela mais ou menos um mês. Não sei se vai. Um salve pro Alisson Alves. O Alisson aí também tá conosco. Um salve. Já podemos no site, no site não, no canal do Fujita, OK? Então vocês podem vir aqui No canal Mateus Fujita e vocês assistem aqui, Deus realmente permitiu a escravidão? Pode de interrogação, né? Ele vai tentar argumentar que não, né? Que Deus não
permitiu a escravidão, porque no caso a noção de escravidão, né? Ah, enfim, ali no Velho Testamento, não é? Como as noções, né, jurídicas e ah estabelecendo outro jurídico e sociológico contemporâneas e coisas e tal. Mas enfim, a gente vai analisar isso, vai ver se isso ajuda em alguma Coisa, né? Se isso poderia ajudar em alguma coisa em termos morais, né? Em termos morais, ah, em termos de filosofia moral. Mas enfim, vocês verem, vocês veram, vamos ver. Hoje eu quero, >> para mim é fundamental, de fato, David vai a todo momento questionar se essa minha preocupação
com as definições aqui da escravidão no sentido do direito contemporâneo e do sentido sociológico, né, historiográfico, é tão relevante assim e eu reafirmo, é importante >> convidar você a fazer uma >> eu vou pular toda a parte em que eu explico, né, porque eu acho que vocês não precisam rever o vídeo, né, assim, como aqui do react, eu vou realmente pular pras partes em que eles comentam as coisas que eu falo. Não, eu acho que pode ser interessante comentar um pouco sobre isso, né, sobre essa questão da da definição jurídica, né, de definições ali no
âmbito da das ciências humanas, eh, acerca da escravidão e coisa e tal. E se no caso tudo isso é tão relevante assim para estabelecimento de certos tipos de tratativas, como no caso sendo moralmente problemáticas ou não, né? Ah, então você quer começar isso aqui? É, acho que o movimento que ele tá tentando fazer, né, é trazer as definições de escravidão de, por exemplo, da ONU, de instituições assim para dizer assim: "Olha, o que a gente condena hoje como escravidão não é o mesmo talvez que a gente enxergue na Bíblia ou algo nesse Sentido." Eh, mas
eu acho que ali eu apontaria dois elementos, né? Talvez a gente possa fazer uma certa distinção entre propósitos para definir escravidão. Então, certamente quando, por exemplo, a Organização das Nações Unidas procura montar um protocolo para definir o que é escravidão, isso tem motivos, né, para pra Organização das Nações Unidas saber se ela vai aplicar as sanções ou como ela vai intervir ou como que decisões vão ser tomadas, se Algum país tem escravidão. Eh, então isso é um aspecto talvez mais ético, jurídico e político. Na pesquisa acadêmica, a gente também teria um outro propósito de tentar
definir o que é o escravão, que talvez seja um propósito mais antropológico. Então, eh tentar entender como que se funciona essa instituição social que foi denominada como escravidão. Eh, então há há um certo propósito um pouquinho diferente talvez entre as duas coisas, Mas para a análise do vídeo em questão, o que vai mais importar pra gente é o aspecto ético. É aspecto ético em termos de filosofia moral, em termos do que que é filosoficamente, né? Ah, moralmente justificável ou não, né? Ou injustificável. né? Ah, e se no caso o que tá descrito na Bíblia ilustra
algo, né, algo permitido que seria algo imoral, claramente imoral, e que Deus eh no caso ali permitiu, né, deu uma passada de pano, regulamentou, mas não Condenou explicitamente, né? Se de fato for algo imoral, de fato, genuinamente o que Deus permitiu, e se ele não tiver uma razão moralmente suficiente que eu justifique, né, em permitir esse tipo de coisa ou em regular, né, passar regulamentos dessa maneira, eh, mesmo que sem condenar, né, nesse caso, sem condenar explicitamente, se não tiver uma razão moralmente eh moralmente que eu justifiquei não condenar explicitamente, mesmo que dado contexto, Né,
que nem ele mesmo argumentou no outro contexto do debate com estilo, mesmo que no caso as pessoas fossem resistentes ao que ele comandou, né, o que ele comandasse ou que ele condenasse, Deus poderia, no caso, fazer algo aqui como o San mesmo comentou na live passada, era condenar de forma explícita, mas admitir no caso ali que ele permite aquilo justamente para as pessoas terem o coração duro. Mas não é isso que acontece na vida, nesse Contexto aí desse tipo de servidão, né? Esse tipo de servidão que ah que no caso o fugita vai defender aqui
que não é escravidão no sentido contemporâneo, em sentidos contemporâneos, né? Aliado com definições mais contemporâneas e coisa e tal. Lembrando que assim ele fala que ah, esse talvez esses aspectos jurídicos ou aspectos antropológicos que eu estou invocando não sejam tão importante, porque o importante é o âmbito da filosofia da religião. Bem, o âmbito da Filosofia da religião, está dando alguma definição paraa escravidão aqui? Porque esses aspectos que o David diz, olha, independente do que é a gente, do que a gente chama ou não, a gente precisa olhar para saber se há algo descrito objetivamente falando,
né, ou pelo menos mais objetivamente falando, que é moralmente condenável ou não, tem que ter um nome, né? Então assim, é, eu estou fazendo esse movimento de trazer as definições, primeiro porque a Definição é importante para qualquer tipo de debate, em segundo porque a gente tem que condenar alguma coisa, certo? E a palavra escravidão, que é o David, o Bruno Queir ou não, ela tem um estigma muito grande, ela tem um estereótipo muito grande. Quando a gente fala escravidão no Brasil, as pessoas automaticamente ligam a uma série de práticas, histórias, eventos, leis que não tem
de fato uma associação direta com o que acontecia naquela, naquela Região, naquele século específico. Então, é por isso que nós temos que determinar quando o ateu está falando ou quando o cético, quando a pessoa naturalista está se aproximando do texto bíblico e dizendo isto é escravidão e isso é moralmente abominável, a gente já faz associações automáticas com isso. Então, fazer o movimento que eu faço no começo do vídeo é sim essencial pra comunicação, pra clareza, pra gente saber que tipo penal, que tipo de ação Pecaminosa ou moralmente abominável nós estamos condenando. Afinal de contas, quais
são as práticas que em si mesmas se elas podem ou não ser agrupadas em nome em algum nome ou então em alguma algum raciocínio, né, em alguma estrutura social, que tipo de prática é essa que a gente tá condenando? Isso é essencial para qualquer tipo de debate, mesmo que seja um debate sobre o ponto de vista ético da filosofia da religião, filosofia ética, seja lá o que for, você Precisa dar um nome, você quer condenar uma coisa, o que que você está condenando? Eu não posso dizer que a Bíblia está condenando ali a escravidão pelas
acepções do que eu estou do dos parâmetros que eu estipulei, né? E na verdade não fui eu que estipulei. Eu só apresentei o que hoje o direito e também a sociologia, a história, a antropologia falam sobre essas temáticas todas. Tá bom? >> É, a gente tem que observar se eh se a Gente pode até pensar, né? Mesmo vamos supor que seja o caso, eu acho que cabe sim nas defensões da UNO escravidão na Bíblia, mas vamos supor que não não cobre nesse, >> ou seja, nem isso nem isso funciona para você. Nem isso funciona. >>
Será? É isso que a gente tá disputando aqui, né? Não pode dar como certo. Vamos ver se is se sustenta até o fim, né? Ainda poderia perguntar essa instituição social que na Bíblia é chamada de Escravidão ou de servidão, se se ela é imoral? Essa é uma boa questão pra gente colocar, né? Mesmo que a gente não vá não vá se encaixar na definição de escravidão do protocolo da ONU, se fosse o caso. Eh, esse tipo de instituição social que existia na época bíblica se encaixa em algo moralmente problemático, condenável? Essa é uma pergunta que
a gente tem que continuar em mente assim também. >> Desculpa, não acho que são fundamentais, Tá? Não acho. Como SK mesmo comentou, pode ser inclusive que elas sejam insuficientes para capturar os aspectos moralmente relevantes da situação ou das ações performadas por aquelas pessoas. >> É, mas o fato de você ter uma definição que é fundamental não significa que você vai se valer só da definição, né? É por isso que no vídeo todo eu estipulei exatamente quais eram os parâmetros e analisei caso a caso o que que estava sendo descrito ali. A gente estava Avaliando as
leis e não casos assim concretos de judeus, por exemplo, se valendo das leis para fazer coisas maldosas, porque convenhamos que qualquer pessoa pode ser massa e valendo de uma lei. Mas será que o teor da lei, aquilo que estava escrito ali, é realmente moralmente abominável? A gente fez essa análise, a exaustão aqui. Então espero contar com a compreensão de vocês, né? Porque eh eu acho que isso se tornou óbvio ao longo do vídeo, né? qual Era o propósito, com essas definições e o que a gente fez a partir delas, >> OK? E o tipo de
consideração do status moral dos indivíduos tratados daquela maneira, entendeu? O tipo de status moral que provavelmente era atribuído para aquelas pessoas ao serem tratadas ou colocadas naquela posição e tratadas daquela maneira, entendeu? Mas de qualquer modo, vamos lá. Já quer comentar algo sobre isso, S? >> É uma coisa que é importante a gente Dizer é que na própria Bíblia a palavra escravo, ela vai ser policêmica. Existem tipos diferentes de escravidão na Bíblia, né? Então, existe escravidão por dívida, existe escravidão por guerra, existe escravidão eh eh sexual também. Então, na na Bíblia existem vários tipos de
escravidão. Então, a gente a primeira coisa, a gente poderia dizer assim, na Bíblia também não tem um conceito único paraa escravidão que pudesse ser usado para todos os casos. E aí há tipos Diferentes. Quando a gente pega, por exemplo, agora a gente vai ir lá para Gênesis, né, a gente vai ter o caso de Abraão e El Elié, que era um servo ou escravo de Abraão. Nesse caso, Eléser, ele tinha uma certa relação com Abraão, que era mais próxima. Só que Abraão também tinha outros escravos. Isso também é importante mencionar que não tinha a mesma
relação que ele tinha com Eléser. Então, só para dar um exemplo assim, né? Vamos supor que eu se você Tivesse um fazendeiro que é dono de uma fazenda e ele tem vários escravos, mas existe algum escravo mais próximo do da casa que mantém uma relação mais próxima com esse dono de escravos? Isso aconteceu. Acho que até no nos tempos coloniais você podia distinguir escravos que ficavam lá na lavoura trabalhando e alguém que pudesse eh trabalhar dentro da casa e tivesse um status um pouco mais especial. No caso do Eléser, ele é um exemplo eh de
escravo que tinha esse Status mais especial. Ele era o mais próximo de Abraão e era para ele que Abraão confiava tarefas muito específicas. Então quando, por exemplo, Abraão queria que seu filho tivesse uma esposa, que já é bem bem moralmente problemático alguma coisa aí, né? Ele queria que seu filho tivesse uma esposa e ele >> moralmente problemático ele falar com alguém para ajudar a arranjar uma esposa. Não sei se eu entendi bem o que Que o Son quis dizer aqui. >> Olha, para não sei lá, para não corromper a a geração que eu tô construindo,
ele precisa ser uma esposa da da mesma parentela, da mesma do mesmo sangue. Não pode ser alguém de fora. E aí ele confia para ele essa tarefa de ir lá e procurar alguém, né? Aí ele acha uma mulher e traz essa mulher. E essa mulher eles eles nem conhecem. é um casamento inclusive arranjado, mas eles eles ficam juntos. Então assim, eu acho Que o exemplo de Elésia pode ser um pouquinho enganador, porque não era o único escravo de Abraão. Tem um texto bíblico, tá lá em Gênesis, capítulo 24 verso 35, ainda sobre Abraão, que diz
assim: "O Senhor tem abençoado muito ao meu Senhor, o qual se tem engrandecido. Deu-lhe rebanhos e gado, prata e ouro, escravos e escravas, camelos e jumentos." Gênesis, capítulo 24 verso 35. Então, perceba que nesse texto, claramente o escravo é colocado junto Das propriedades que Deus abençoou a pessoa. Então, Gênesis 24:35 mostra que o escravo, ele tá na mesma lista do rebanho, na mesma lista ah do gado, da prata e do ouro. Então, o Elié não era o único escrave de >> Eu acho que aqui o Bruno Sanken comete um salto lógico que não dá pra
gente deixar passar, né? Porque do fato de o versículo listar várias bênçãos que Deus deu a Abraão, não quer dizer que todos os itens contidos nessa lista estejam Dentro da mesma categoria. Eu tenho a mesma natureza. Simplesmente ele fala: "Olha que Deus abençoou grandemente, né, a ti, Abraão, não sei o quê, que te deu prata, que te deu ouro, que te deu jumentos, que te deu servos ou escravos, né? Depende da tradução, não quer dizer que automaticamente você está coesificando aquela pessoa que é listada ali porque, ora, todos eles estão dentro do conjunto do quê?
das bênçãos que Deus deu. Se a minha analogia que eu estou Propondo no meu vídeo todo está estiver correta, faz total sentido você dizer: "Olha, eh, hoje, por exemplo, se a gente for transportar, né, porque eu sempre faço, eu sempre faço analogia pra gente transportar pros dias de hoje, eu poderia perfeitamente falar: "Olha, você foi abençoado ricamente", falando para algum empresário, né? Deus te deu, eh, te deu ouro, te deu, no caso, a gente poderia falar, né? Te deu muito dinheiro, te deu uma família, uma casa, Ou te deu também servos, funcionários, né? No caso
de hoje a gente poderia falar assim e nem por isso a gente estaria aqui parando o funcionário a uma casa ou ao dinheiro, entendeu? Não faz o menor sentido isso. Será que ele listar os escravos ali no melhor, né, os servos, né? Porque nós estamos justamente tentando discutir qual seria a melhor tradução, né? Dado o estigma social da colonização no Brasil. Será que esses servos eles podem ser coisas Só porque estão na mesma lista? Sei lá, será que quando a gente fala do mandamento, por exemplo, do quarto mandamento, né, que lembre, eh, lembre-te do dia
de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sábado é o sétimo, é o sétimo dia. O sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Nele não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua serva, nem tua serva, né? Nem o forasteiro, nem os animais, sabe? Ninguém das portas para dentro. Então, como assim? Será que a gente tá considerando aí só porque está na mesma lista o servo como o filho? Aí já derrubaria o argumento dele, né? O servo como animal. Mas pera aí, na mesma
lista também tem os filhos e os animais. Será que os filhos também são coisas? Será que a gente tá aí rompendo com a barreira da escravidão ali, considerando todo mundo no mesmo status, né? Até no mesmo status ontológico. Será que ou Jurídico, né? Será que ele é todo mundo uma coisa considerado cocificado? Até o próprio senhor que não é para trabalhar? Não faz sentido, né? Então, simplesmente colocar na mesma lista não prova que o ponto do san. Perdão, mas o texto não fala assim: "Olha, o senhor te deu várias coisas, né, que você pode usar
e abusar como você bem quiser, entre elas escravos, animais, ouro." O texto simplesmente não fala isso, né? E claro, mais lá pra frente o San vai até dizer: "Não, a gente também não tá dizendo, né, que os senhores poderiam fazer o que quisessem com os escravos". Aí novamente está o problema. O problema é você usar o estigma da escravidão, esse termo que eu estou definindo exatamente o que é, e aí você simplesmente tentar dizer que são a mesma coisa aqui, né? Não, não dá. Simplesmente não dá. Tinha um monte de escravo. Deus abençoou ele com
esses escravos. Ele é só um caso de um escravo mais próximo. Então ele não serve como Exemplo para ilustrar como é a relação de todos os escravos, né? Basta ler Gênesis 2435. A gente vai ver que o escravo ou o grupo de escravos estava junto com prata, ouro, gados, camelos, jumentos, entre aquelas bênçãos que Deus dá em termos de riquezas materiais. Ter muitos escravos significava bênção de Deus, assim como ter muitos camelos, muitos jumentos, muita prata, muito ouro. Então é Gênesis 24:35. Lembrando que a gente está defendendo em Algum sentido, pelo menos lá no meu
vídeo, né, que existe algum tipo de posse análoga aqui, que é o tipo de posse contratual. Assim como uma pessoa pode ter funcionários, isso também é uma bênção material. Aqui o caso de Abraão, ele poderia ter servos e servas, isso ser uma bção material para ele também, né? O fato de eles estarem subordinados a Abraão como dentro da sua jurisdição ali, é sinal de que ele foi fartamente abençoado por Deus. Qual que é o Problema disso? Beleza? Então é uma é uma questão importante, né, ter distinção entre esses tipos de noções aí, envolvendo essas situações
descritas na Bíblia de tipo de escrav diferentes, alguma até envolvendo no âmbito mais sexual, enfim, é tem que ter isso em mente de fato. >> E será que não é por isso também que é importante a gente saber o que é a escravidão, David, e definir exatamente o que ela é, como eu tinha falado no Começo, na hora de analisar. >> Uma coisa que é legal que nesse texto que eu sei de Gênesis 245, quem tá falando é Eléser para Abraão, né? Tipo assim, o servo mais próximo dele tá dizendo assim: "Olha, Deus abençoou tanto
meu senhor que deu para ele muitos escravos". Então assim, Eléser, el E ele é um caso um pouco diferente. Ele não é, ele era um escravo de estatus. >> Pois é, o David, aí o pessoal ri, né? Mas como que como se isso tivesse Qualquer relação com a minha argumentação, né? Não enfraquece em absolutamente nada, nada, nada, nada. >> Especial entre os outros escravos. >> Pois, mas enfim. Já quer comentar sobre isso, S? Ah, >> eu vou comentar. Vou comentar desde a parte que ele começou a falar até essa parte, teve uma coisa que eu
também sou mais ainda sobre o caso de Abraão, mais um detalhe e depois eu entro no texto de Êxodo 21, né? Eh, ele mencionou eh que Abraão iria deixar a sua herança para Eliéser, né? Mas de novo isso tem que ser um pouco contextualizado, porque essa informação solta assim, né? Parece que Abraão queria deixar sua herança para Eliéser. Logo Eliéser não tava lá sendo uma coisa muito parecida com um escravo, né? Já falei da do caráter presencial de Eliéser, mas quem conhece a história de Abraão lá na Bíblia sabe que um uma grande problema que
ele tinha é que ele não tava tendo filhos. Então Ele ele não, ele já tava velho, não conseguia ter filhos, não tava girando descendência. E e aí tem um caso que ele faz com Agar, que é uma escrava também, né, que ele tenta ter filhos com ela. E então tem toda uma tem toda uma trama em torno da figura de Abraão, que é essa questão assim, como que eu vou conseguir perpetuar a minha descendência, a minha a os meus a minha propriedade, né? Se eu sou uma pessoa eh que tem dificuldades em ter filhos e
tudo mais. Então, tem um Caso que é bem interessante, que é o caso de Agar, né? Ele fala assim: "Ah, vou ficar com a minha escrava Agar para que ela tenha filhos". É interessante que a Gar chega até fugir, né? E depois ela é mandada mandada de volta assim. Então, primeiro teria que ver uma uma discussão um pouco assim, essa coisa de deixar herança para alguém era uma forma de perpetuar o nome assim. Então, eh, eu veria aí que talvez não seja tão estranho a gente pensa numa sociedade Onde você tem uma necessidade de perpetuar
o nome a esse tipo de fala. Mas novamente eu lembro que Eléser é um caso, é um caso que não é representativo do que é um escravo, né? Ele é um caso mais próximo, um servo doméstico. Então não é representativo de todos os escravos. Que Abraão tinha muitos escravos, muito mesmo. Abraão era uma pessoa que foi Gênesis 2435, abençoada por Deus com muitos escravos. Quando ao texto de êxodo, é que nem é que nem, sei Lá, você tem um você tem um escravo favorito, né? você tem um servo favorito, aí você dá tipo maior atenção
para ele porque você gosta ele, você vai com a cara dele e aí você arbitrariamente trata os outros de uma maneira totalmente diferenciada daquele específico. Isso significa que isso é menos moralmente problemático. Não, continua sendo moralmente problemático do mesmo jeito. >> É, primeiro que não tem nada a ver com Ser menos moralmente problemático ou não, David Ribeiro, porque Gênesis capítulo 24 não fala que Abraão maltratava esses servos que eram bênçãos materiais dele, tá? não tem nada a ver uma coisa com a outra e nem, sei lá, objeto a qualquer coisa que eu tenha dito no
meu vídeo. Agora, o ponto que vocês também têm que avaliar, rapazes, é o seguinte. Eh, bem, o que, por que que eu estou trazendo aqui, né, o exemplo de Eliézer também, porque Abraão poderia Ter deixado esse legado, como vocês estão falando, para outras pessoas que não fossem escravos. Abraão, por exemplo, tinha um sobrinho que era Ló. Por que que ele não pega alguém da própria família para deixar como legado? Eu estou mostrando que um escravo poderia chegar a ter tal grau de consideração do seu senhor que ele poderia inclusive herdar justamente tudo. Ele já tinha
governo sobre tudo pelo que o texto bíblico diz. E Abraão Considerava que ele poderia ser um herdeiro, né? E falou assim: "Olha, se eu não tiver filho com a minha esposa, aí eu vou deixar com herança para quem?" "Pro meu servo, aquele que é que governa tudo já, né?" Então eu acho que mostra sim um tipo de proximidade e também de um tipo de relação que foge muito novamente daquele estigma que a gente falou da escravidão, né? Foge bastante aqui. Lembrando outra coisa também, tá? Que o Bruno já não acerta muito falando Da história, porque
não é uma ideia, dá a entender assim, se você ouviu o que o Bruno fala, como se essa fosse uma preocupação de Abraão. E por isso Abraão procura Agar para ter filho com ela, sendo que na verdade a proposta é de Sara, tá? Se vocês lerem Gênesis capítulo 16, é Sara que propõe que Abraão tivesse filho com H. E aí o texto fala até assim, né? É. E Abraão concordou com a ideia de Sara, né? Então a preocupação veio primeiro de Sara ali Externando para Abraão e aí ele concorda com a ideia. Então, enfim, só
para vocês não, só para vocês pegarem aí o correto, tá? >> Do mesmo jeito. A diferença é que agora tem uma discriminação arbitrária entre um escravo ali preferido por Abraão e os outros nessa circunstância. >> Pois é. Mas aí, qual que é o texto bíblico que prova que Abraão fazia coisas moralmente abomináveis contra os seus servos? Para ver essa discriminação Toda que vocês estão dizendo aqui. É Gênesis capítulo 24, o texto que o Bruno San leu dizendo que os servos eram uma bênção na vida de Abraão. Esse é o texto. Para mim, ele não funciona
aqui. E vamos nos lembrar de que mesmo que houvesse tal texto, o nosso principal objetivo no vídeo é avaliar se as leis faziam esse tipo de discriminação moralmente abominável. Ou seja, se Abraão em algum momento errou com algum servo, isso não pode ser tomado como Exemplo da vontade de Deus, porque a Bíblia contém diversos exemplos de pessoas cometendo coisas que eram moralmente equivocadas e que Deus depois veio a corrigir. O caso que eu mostro aqui de Eliéser como exemplo positivo é para justamente já mostrar que mesmo em um caso em que a lei ainda não
havia sido estipulada, os servos tinham tal grau de proximidade com seus senhores que poderiam ser herdeiros, né? E isso é mantido, esse teor, esse espírito da lei De proteção e inclusão dos servos é mantido na lei. Esse é o ponto. Então isso mostra que vocês têm que tomar muito cuidado com o tipo de conclusão que vocês estão extraindo de um versículo tão simples como aquele de Gênesis, capítulo 24. >> Sim. Sim. Se se a gente ler, por exemplo, lá, porque o texto que Abraão fala isso de dar para ele herança, é Gênesis capítulo 15 verso
2. E Abraão, ele ele não tava tendo filhos. É uma Coisa muito curiosa na Bíblia, né? Porque sempre que alguém não tá conseguindo ter filhos, a culpa é da mulher. Então assim, a gente não sabe se é Abraão que era estéril, né? Se ou se era mulher, mas a Bíblia sempre fala que é a mulher que é estéril. Ah, mas o que que a Bíblia vai falar, né? Ele não tava conseguindo ter filhos. Se você não consegue ter filhos, o seu nome morre. Seu nome morre. Você não tem nome se Você não tiver filhos. Então,
por isso que Abraão fala: "Olha, para eu deixar um nome persistente, eu preciso passar minha herança para alguém. Se eu não tô tendo filhos, para quem que eu vou passar minha herança pro meu servo mais fiel?" Agora, é óbvio que se Abraão não tivesse tendo problema com a esterilidade da sua mulher, ele jamais diria que ele ia deixar herança pro escravo. Ele ia deixar herança pro filho. Então depois, Né, não dá certo, ele tenta pegar agar, né, ele ele inclusive faz sério, claro, né, porque no final das contas o herdeiro é o filho. Isso não
significa que há uma discriminação aqui. O que a gente tá mostrando é que na ausência de um filho, quem herdaria era Ló, que era um sobrinho, a quem Abraão amava, né? a quem Abraão ajudou diversas vezes, não. O herdeiro ia ser, olha só, um escravo, né? Com Agar e aqui é uma escrava, uma Mulher escrava, né? Ele chega na esposa dele e fala assim: "Olha, a gente não tá tendo filhos, então vou ficar com a minha escrava". Novamente o Bruno errando aqui, o texto bíblico não fala isso, porque quem propõe essa ideia é Sara, não
é Abraão. Olha só o que que o Bruno tá falando, que Abraão chegou com Sara e fez a proposta como se essa Não, não, não, não, não, não, não, não. Tá, tá, tá errado isso. >> Então, ele fica com a escrava e nasce Ismael. É para eu provar. Vamos ler. Vamos ver aqui. Eu tô com uma Bíblia aqui perto. A gente pode abrir aqui rapidinho. Eh, em Gênesis capítulo 16 diz assim: "Ora, Sarai, mulher de Abraão, não lhe dava filhos. Tendo, porém, uma serva egípcia por nome Agar, disse Sarai a Abraão: Eis que o Senhor
me tem impedido de dar à luz filhos. Toma, pois, a minha serva e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abraão anuu conselho de Sarai. Ora, ora, ora, hein? Então vamos lá, né? É só uma pequena correção aqui, não é nada muito sério, mas é só para vocês conhecerem o que de fato o texto bíblico diz, tá, né? E aí a Sara, ela passa a tratar esse escrava de maneira muito muito perversa, porque ela fica com ciúme, porque ela acha como assim? Ele pegou a minha, em vez de ter filho comigo, ele ficou
com a escrava e ela passa a importunar a vida da Agar. Gente, San, o texto simplesmente não diz isso. Ele falou assim que ela que Sarai ficou indignada porque Abraão pegou a serva no lugar dela. Não faz sentido. Na verdade, Sarai ficou de fato indignada com H porque depois dela ter concebido por causa da proposta dela, H passou a desprezá-la. E é por isso que houve toda a controvérsia entre eles, tá, Bruno? A a história simplesmente não é essa, tá? E a Agar foge, ela vira uma escrava Fugitiva. Só que enquanto a Agar foge, ela
encontra com Deus no caminho. E Deus fala assim para Agar quando quando encontra com ela, olha, fica calma, seu filho também vai ter uma descendência importante, mas assim, você ter fugido, eu não te aconselho fazer isso não, né? Deus Deus fala para ela em Gênesis capítulo 16 verso 9: "Disse-lhe então o Senhor: "Volte a sua senhora e se sujeite a ela." Então Deus aparece uma escrava fugitiva. Deus do caramba, né? a Sua dona. Então assim, é é é um poucking, né, a gente pegar o caso do Elizer e ignorar o que tá acontecendo ao redor,
né, os outros escravos de Abraão, o caso de Agar, >> temos uma falácia de Cherry Peaking aqui. >> Pronto, chegou novamente o momento em que eles fazem a acusação favorita deles contra mim, né, que é Cherry Picking, como se eu tivesse pegando ali, manipulando os exemplos, né, pegando Apenas aquilo que é conveniente. E puxa, não foi isso que aconteceu. Primeiro bora corrigir o exemplo que o próprio Bruno dá, né? Porque como eu falei, a ideia não foi de Abraão. A ideia foi de Sarai, que ofereceu Agar para que tivesse filhos com Abão e aí sim
o legado fosse preservado. E aí o que que acontece? Agar começa a desprezar Sarai, elas se desentendem e aí esse é o motivo da fuga. E Deus vai se revelar para H dizendo: "Olha, volta e se submeta a Sarai." Por quê? Sarai estava revidando as humilhações que estava recebendo da sua serva. Ou seja, a história aqui é bem diferente do que o Bruno tá querendo fazer passar aqui. E o David, como abertamente fala que ele não é tão conhe conhecedor da Bíblia, tá meio que acreditando aqui na versão do Bruno, né? Mas enfim, então primeiro
bora corrigir isso daí. E outra, será que isso muda em alguma coisa? O exemplo que eu dei de Elizer, será que eu estou selecionando Aqui pensando um caso, sendo que na verdade não é bem assim, sabe? O exemplo lá de Gênesis, capítulo 24 muda o exemplo de Agar fugindo depois de ter sido abusada, né? depois de ter desprezado Sarai, muda alguma coisa? Eu acho que não, hein? Na verdade, inclusive, é dito que H teria uma grande descendência daquele filho que nasceria dela, que também seria honrado. Então, as coisas são bem diferentes do que eles estão
falando aqui. >> É, aqui teria um problema de tem várias, Eléser é um caso só de escravum. Agora, no caso de capítulo 21, né? Você acha que a gente pode mudar pro caso, porque assim, o Fit falou que vai analisar três textos, né? Êxodo 21, Deuteronômio capítulo 15, Levítico capítulo 25. No caso deo capítulo 21, ele faz parte de uma coisa que a gente chama de mishpaim, ah, que é um tipo de lei, eh, que ela ela ou mpatim é um tipo de lei que ela só existe porque já aconteceu alguma Coisa. Então, ela a
gente chama de leis casuísticas ou leis de caso. Então, é porque já tem precedentes e precisou fazer aquela lei. O que que acontecia no antigo povo hebreu, né? Você tinha escravidão, normal, tinha escravidão lá. Escravidão existe, só que tinha um caso específico de escravidão que ele gerava uma certa problemática, que era quando uma pessoa ficava muito pobre e ela precisava vender a si mesma como escrava para poder pagar suas dívidas. E o que Que acontecia? Essa pessoa era um caso diferente dos outros escravos, porque ela era um homem livre ou uma mulher livre. Então, por
exemplo, né, uma coisa é, sei lá, eu acontece uma guerra, eu domino outra nação e eu levo cativo algumas pessoas como escravo. Essas pessoas são escravas, vão continuar como escravas, tá tudo bem. Outra coisa é quando um irmão meu, um primo meu, uma tia minha, um o meu o meu tio, ele vira escravo. Esse é um caso diferente, né? Porque é uma pessoa que tá num num estado meio intermediário. Ele não é um escravo completo, porque ele, na verdade, tá naquela condição de maneira temporária, porque não conseguiu pagar suas dívidas, mas ele também não é
completamente um homem livre. porque é uma pessoa que acabou tendo que se vender como escrava. Então a ideia era que, como essas pessoas elas tinham um caráter intermediário entre o homem livre e o escravo completo, que elas Merecessem alguma proteção especial, porque já tinha havido precedente. Então provavelmente, né, alguém já deve ter reclamado: "Nossa, meu primo virou escravo, então estão maltratando ele. Ele era um homem livre, ficou pobre, perdeu tudo e agora tá como escravo. Ele tá sendo tratado como um escravo qualquer. E aí ele não deveria ser tratado como escravo qualquer, porque ele é
um escravo que é homem livre e que tá nessa Condição temporariamente porque não conseguiu pagar as suas dívidas. >> Então esse do capítulo 21 é uma lei para esse caso específico. Então aí a gente já tem já já tem que tomar um certo cuidado, né? Porque a lei de Êxodo 21, então ela não é pro escravo completo, ela é pro homem livre que está temporariamente numa condição de escravo. >> Percebam o que o Bruno está falando aqui. Claro, ele fez uma explicação que Eu já até tinha dado no meu vídeo, né? A distinção entre escravidão
por dívida e a por posse, né? que havia na antiguidade. Só que ele está dizendo aqui que Êxodo capítulo 21 só se aplica aos escravos por dívida, certo? Então, gravem isso, porque mais para frente ele vai falar, vai fazer alguns comentários que problematizam, até contradizem o que ele tá falando aqui. Mas bem, vamos avançar aqui. Vamos lá. >> E é por isso que essa lei então vai Trazer algumas proteções especiais para essa pessoa, porque ela está ela ela ela não pode ser tratada completamente como escravo, nem completamente como um homem livre. E aí que aparece
Êxodo capítulo 21. Então, qual que é o escravo de Êxodo capítulo 21? O escravo de Êxodo capítulo 21 é o homem livre que está temporariamente na condição de escravo. Isso não é só a Bíblia que faz essa e esse tipo de de discussão. O código de Amurabi também Fazia isso. Se a gente pega as leis número 115 e 116 do código de Amurab, lá eles faziam uma distinção entre dois tipos de escravo, né? um que era o chamado escravo por dívida, que é o Nipaitum, e outra que era o escravo, eh, que é o escravo
completo. Então, tinha um escravo que não era totalmente escravo, que é o Nipaitum, e tinha um outro escravo que é o escravo completo, né, que é o Ardum. Então eles fazziam distinções entre dois dois tipos de Escravos. Então, a o escravo, que era um escravo por dívida, ele tinha que ter uma proteção especial porque ele não é um escravo completo, ele é alguém que não conseguiu pagar suas dívidas. Então, ele faz parte do povo livre. E e essa condição deve ser considerada temporária. Então, quando a gente pega Êxodo 21, a gente não deve se enganar
pensando que Êxodo 21 é uma lei sobre escravidão no geral. Esodo capítulo 21 é uma lei de caso para tratar do caso Específico dos escravos, que na verdade são homens livres em condição temporária de escravidão. >> Lembrando, o Bruno San, quem tá sendo muito categórico aqui, né? Não, êxodo 21 não trata de outro tipo de escravidão, a não ser a por dívida. E existem muitos acadêmicos que discordam dele, tá? E a gente vai já falar sobre isso. Eu vou ler aqui e vocês vão ver os argumentos. Então vocês têm que pesar as evidências. Ele está
falando uma coisa e eu vou Apresentar para vocês uma perspectiva que contradiz frontalmente o que ele tá falando, tá bom? E olha que interessante, o código de Amurabs pessoas que se tornavam escravas por dívida não podiam ficar mais do que 4 anos como escravas, né? Lá lá no código de Omrab diz que passando três ou 4 anos eh eles deveriam ser livres, né? no na lei 117 do Código de Amurcab diz assim: "Se alguém não conseguir pagar uma dívida e vender a si mesmo, sua esposa, Seu filho ou sua filha por dinheiro ou entregá-los para
trabalho forçado, eles deverão trabalhar por 3 anos na casa do homem que os comprou ou do proprietário e no quarto ano devem ser libertos." Então, deve ser liberto no quarto ano, o que é o que a lei bíblica é mais radical, né? Porque na lei bíblica o escravo por dívida deve ficar até o sexto sexto ano e ser liberto no sétimo. Então já percebo que o código de amor ele é ele é um tempo menor para Escravidão por dívida. E tem um outro texto, né, porque também é muito muito misleading usar a expressão de que
eles se tornavam escravos, né, quase como escolhiam se vender, né, porque assim, uma pessoa que não tem dinheiro, ela não é bem que ela, eu escolhi virar escrava, né? Eu acho que o caso mais ilustrativo disso na Bíblia >> também não foi algo que eu falei, né? É um caso em que o profeta Eliseu, ele vai na casa de uma viúva, né? Tinha uma Mulher, ela tinha perdido seu marido e esse marido deixou uma dívida enorme para essa mulher. E aí é interessante, né? A Bíblia tem um pouco desses jogos assim, que Deus chega para
Eliseu e fala: "Olha, eu vou te mandar pra casa de uma mulher que vai te sustentar". E aí Eliseu vai para aí Deus mostra para onde que é para ele ir. E quando ele chega na casa, bate na porta, é, na verdade, é uma viúva que que o marido morreu e que ela não tinha nada. Eh, e Aí supostamente, né, dentro da narrativa bíblica, Deus queria ensinar que ele poderia usar até uma mulher sem dinheiro para conseguir sustentar ele. E quando ele chega na casa dessa mulher, né, essa mulher fala assim pro Eliseu: "O meu
marido morreu como o senhor sabe, ele era um homem que temia a Deus, o Senhor, mas agora um homem a quem ele devia dinheiro, veio para levar os meus dois filhos a fim de serem escravos como pagamento da dívida". tá em Segunda Reis, capítulo 4, verso 1. Então, percebe que a mulher diz assim: "Olha, eh, você tá vindo aqui em casa para eu te sustentar, mas eu tô desesperada, porque, na verdade, já bateu o homem aqui na minha porta e ele falou que se a gente não pagar dívida, ele vai levar os meus dois filhos
como escravo e eu vou ter que vai ter que levar, né?" Então assim, essa escravidão por vívida e aí Segunda Reis 4 é um caso bastante ilustrativo e é o momento que está em Vigência essa lei mostra pra gente que essa coisa da voluntariedade da pessoa escolher se entregar por escravo é um pouco enganador assim no sentido de que na verdade eh a pessoa servia forçada por motivos externos a se empregar como escrava se ela não tinha como pagar suas dívidas. Então questão de até possivelmente até possivelmente questão de ameaça também, né? Ameaça e coisa
e tal, né? É >> é a mesma coisa do É quase como se Tivesse um a gente batendo na sua porta falando assim: "Se você não pagar sua dívida, não vai te levar para ser escrava". Aí a pessoa fala: "Ah, então pode me levar." Aí você fala: "Foi voluntário". >> É, eles podem estar rindo aqui, mas o problema é que a lei bíblica, né? Isso que eles estão falando, descrevendo no caso dessa viúva, não é o que tá sendo descrito em Êxodo capítulo 21, tá? Então assim, por quê? Êxodo capítulo 21 fala De fato de
você vender filha, né? Mas o meu argumento em todo vídeo, e é uma coisa que o Sank vai mostrar que ele não entendeu daqui a pouco, é que isso só se trata nos casos em que você está fazendo uma aliança matrimonial, vender o seu filho nesse caso, que você tinha um credor, você tinha alguma dívida e aí a mãe ficou desesperada porque aí e tava levando os filhos contra a vontade dela e não sei o quê. Isso não está descrito em Êxodo capítulo 21. Esse não é um caso de uma coisa que era realmente permitida
pela letra da lei ali. A gente não consegue demonstrar isso no texto. Então assim, o fato de você demonstrar que realmente era muito ruim a mãe separar dos seus filhos é realmente ruim mesmo. Tanto que os próprios autores bíblicos, eu vou mostrar aqui um caso específico, em Números, perdão, Números, não, em Neemias se mostra que esse tipo de prática realmente existia e que era Considerada errada por homens que temiam a Deus. Olha só o que que está escrito aqui. Neemias capítulo 5 diz: "Foi porém grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os
judeus e seus irmãos, porque havia quem dizia: "Nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos. Então, tomemos trigo para que comamos e vivamos". Também havia quem dizia: "As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas casas empenhamos, ou seja, empenhamos para tomarmos trigo nesta Fome." Também havia quem dizia: "Tomamos emprestado dinheiro até para o tributo do rei sobre as nossas terras e as nossas vinhas." Agora, pois, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos e nossos filhos como seus filhos. E eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para serem servos. E até
algumas de nossas filhas são tão sujeitas que já não estão no poder de nossas mãos. E outros têm as nossas terras e as nossas vinhas. Agora, olha o que ele fala aqui. Ouvindo eu, pois, o seu clamor e estas palavras, muito me indignei e considerei comigo mesmo e no meu coração. Depois pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes: "Sois usurários, né? Usurários. Quem tá cometendo usura, né? Sois usurários, cada um para com seu irmão, e convoquei contra eles uma grande assembleia. Ou seja, só faz sentido a indignação se não fosse permitido fazer
isso, correto? E Disse-lhes: "Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações, segundo segundo nossas posses, e vós outra vez venderis a vossos irmãos ou venderse iam a nós?" Então se calaram e não acharam que responder. Ora, se eles se fosse algo previsto por lei, eles poderiam responder: "Não, mas pera aí, isso aqui é permitido." Mas não podia fazer. Disse mais: "Não é bom o que fazeis. Porventura não andariais no temor do Nosso Deus por causa do opróbrio das nações, os nossos inimigos? Também eu, meus irmãos e meus servos, a juros lhe temos
emprestado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. Perceba que toda essa história aqui é vista com muita indignação. Não era para acontecer, não era algo que fosse considerado moralmente permissível dentro do povo. Então é estranho eles estarem rindo aqui, né? Puxa, né? Realmente tava vindo ali o agiota, né? Aiotagem na Bíblia não era permitida, tá? Então esse tipo de exemplo não ilustra o que acontecia em Êxodo capítulo 21. E para eu demonstrar e sustentar esse meu ponto, eu vou me valer novamente da autoridade do Gregory Retino, né? Eh, eu trouxe aqui uma vários vários textos para
ler, mas eu quero começar com esse daqui. Aliás, eu vou começar com outro, né? Porque, e aí eu vou passar para essa questão para mostrar que Êxodo capítulo 21 não tá Falando de você vender filhos, é, permitindo, por exemplo, a usura e aí você pagar os juros, o dinheiro que você tá devendo, vendendo um filho seu. Não, não, não, não. A gente vai já chegar a esse ponto. Mas para não deixar passar batido essa coisa que eles comentam do código de Ramurab, né? Porque o Bruno San também escreve um artigo, né, para se opor possivelmente
ao meu vídeo, né? Eu acho que esse é o contexto em que ele fala: "Não, a gente tem que tomar ser Cauteloso em pensar que a que a lei mosaica fosse um avanço em relação ao código de Hamurab, né?" Tá? Primeiro lugar, em nenhum momento do meu vídeo eu faço uma comparação com o código de Hamurab e o texto bíblico. Eu estou analisando o texto bíblico em si. Mesmo que eu ignorasse o texto de Hamurab, como eu já falei em alguns em resposta a alguns comentários lá do meu vídeo, eh eu estou eu poderia comparar
simplesmente com o próprio texto Bíblico, em que você vê casos em que era permitido você raptar uma pessoa e vendê-la, né? Porque vocês devem se lembrar do caso de José, que ele é vendido pelos seus irmãos contra a sua vontade. E a gente viu lá em Êxodo 21 que isso era proibido, tá? Agora, os povos ao redor aceitavam isso, estavam aceitando. E vejam outras coisas mais que o código de Hamurab fala, né? Vamos agora entrar no código de Ramurarb. Ele fala assim: "Se alguém receber em sua Casa um escravo fugitivo da corte, homem ou mulher,
e não trouxélo a proclamação pública na casa do governante local ou de homem livre, o mestre da casa deve deve ser condenado à morte." Já pensou? Eh, e a gente vê que lá em Deuteronômio, capítulo 23, é o exato oposto. Se um servo fugisse, se um servo fugisse e você e ele fosse se achegar você à suas portas, você não poderia entregá-lo de volta para o seu senhor original. E aqui no código de Hamurab, se você não entregasse, você era morto. Continua: "Se alguém encontrar um escravo ou escrava fugitivos em terra aberta e troué-los a
seus mestres, o mestre dos escravos deverá pagar a este alguém dois chequels de prata. Ou seja, não só você era obrigado a dar, como você era incentivado também de forma pecuniária, né, por dinheiro. E o 18 fala assim: "Se o escravo não der o nome de seu mestre, aquele que o encontrou deve trazê-lo ao Palácio. Uma investigação posterior deve ser feita e o escravo devolvido a seu mestre. Se este alguém mantiver os escravos em sua casa e eles forem pegos lá, ele deverá ser condenado à morte. Se um homem livre bater no corpo de outro
homem livre, ele deverá pagar 10 chequels em dinheiro. Se o escravo de um homem livre bater no corpo de outro homem livre, o escravo deverá ter sua orelha arrancada. Então, percebam que aquela Proporcionalidade que a gente viu em relação às leis bíblicas são bem desproporcionais aqui no código de Ramurab, né? Ou seja, bateu. Não discrimina aqui se foi um, se foi algo leve, se foi algo grave, se a orelha dele foi arrancada, se não foi. Se bateu em homem livre, a orelha do escravo tem que ser tirada, tem que ser mutilada. Então, era realmente um
código muito mais eh assim, é um código diferente do código de Israel. Existiam sim alguns Detalhes que mostravam misericórdia no código de Hamurab, mas a gente não pode dizer, a gente não pode se esquivar da grande diferença que existe entre a legislação bíblica e o código de Hamurab, tá? Então, eh, se eles acham que estão objetando alguma coisa por fazer uma comparação com o código de Hamurab, devemos lembrar que eu não fiz essa comparação e mesmo fazendo a comparação, ela é bem problemática. >> Ai, ai, ai, ai, viu? Mas enfim, >> é complicado. Então, nós
vemos, nós estamos visualizando aqui dois pontos a mais, né, contra a argumentação fugida. Primeiro, se de fato isso, essas regulações, né, como emo 21 foram passadas por Deus, parece que esse Deus ele passou regulações que são inferiores moralmente, né, do que outras regulações, né, presentes em outros códigos, como o código de Ramurab, que parecia parece ser justamente algo muito mais atenuador do que aquilo que Deus Mesmo regulou. >> Será? O único exemplo que eles poderiam dar aí é a questão dos anos de servidão, né, que eles estão falando. Mas isso em si mesmo não mostra
qualquer tipo de ah de algo moralmente abominável, né? Porque ah, o vai ficar mais tempo do que o outro, assim, mas isso é um número arbitrário. O tempo de serviço é um número completamente arbitrário. >> Deus passou. E outro ponto é de que nesse caso, >> digo assim que não tem nenhum fundamento para além, né? Ou seja, para que a gente pudesse fazer uma comparação e dizer: "Não, puxa, realmente aqui a gente tá tendo algo moralmente abominável porque ficou menos tempo ou mais tempo". >> Essa ideia de que a pessoa se entregou voluntariamente, né? Que
ela quis se voluntariar a ser escrava ou quis voluntariar, né? Conceder seus filhos como escrava e etc. Né? O que é problemático também, né? Se fosse os Filhos, pior ainda. Se fosse ela, né? Se voluntariasse para isso, seria ruim, mas os filhos é pior ainda, né? Mas enfim, isso daí não é bem verdade, né? Que na verdade existe uma uma vibe meio que é de ajotagem, né? Se a gente for analisar o contexto da coisa, né? Então não é exatamente essa coisa >> não, porque como eu falei, a jotagem era proibida em Israel, né? Você
emprestar dinheiro com usura e tudo sempre foi muito ruim aos olhos do do da lei Bíblica, né? Dos exemplos que a gente vê nos textos bíblicos que comentam sobre o assunto. E como a gente viu, o exemplo da viúva não está dentro da regulamentação de Êxodo 21. E eu vou já dar mais argumentos para isso, >> porque a pessoa se entregou de bom grado, né? não tiver nenhum qualquer fatores externos coestitivos, né, coagindo a pessoa de um certo modo ali a adotar esse tipo de decisão, né, endossar essa decisão, eh tomar essa Decisão de conceder,
né, a si mesmo ou até filhos como escravos, né, para pagar uma dívida. >> E assim, pois é, agora ele falou sobre isso, né, para se entregar para pagar uma dívida. Bem, uma coisa que talvez o David reconheça ou não, não sei exatamente o que ele pensa sobre o assunto, é que pelo menos em relação à legislação de hoje, havia um ponto na lei bíblica em que havia uma injustiça a menos. Porque veja só, você tem uma Dívida e você não tem como pagar. O que que você vai fazer? A legislação bíblica permitia que você
trabalhasse para pagar essa dívida, certo? Hoje no direito isso não é permitido, né? Esse tipo de discussão a gente vê na criminologia, em casos já da história do direito, né, que era a questão da peionagem. Eh, já não é muito bem visto isso hoje, né? E afinal de contas, será que agora o que que a gente vai fazer, né? Porque você tem uma pessoa, vou vou Dar um exemplo, tá? Você tem uma pessoa hoje ah que roubou ou deixou em prejuízo alguém e aí o direito tem prevê várias maneiras de tentar pegar bens para que
isso seja reavido, né? Para que a dívida seja paga. Mas pode ser muito bem o caso de uma pessoa não ter mais nada. Ou seja, eh o que que acontece hoje? Se você tá movendo uma ação contra alguém, começa a se colocar em leilão as coisas dessa pessoa, né? Então coloca em leilão a casa, vai colocando em leilão o carro, Qualquer coisa que ela tenha no nome, vai sendo vendido ali, né? vai sendo colocado para pagamento da pessoa que levou o que que levou ali, né, o pino, né, como a gente fala, né, que foi
prejudicada financeiramente falando. A lei bíblica previa uma situação que se uma pessoa não tivesse nada, como a gente tá vendo aqui, né, se ela tá em condição tal que a a o que resta é ela trabalhar, que isso era permitido. Hoje isso realmente não é mais permitido, Vê-se com vere com alguma desconfiança esse tipo de relação. Mas a lei bíblica ela permitia isso de fato, né? ela realmente permitia isso. E ela, então, pelo menos em relação ao a da perspectiva de quem levou o pino, né, da perspectiva de quem foi lesado, ela conseguia pelo menos
restituir, né? Hoje isso não é possível. Então é uma coisa se pensar, né? Porque aí eles estão tão eh preocupados em falar assim: "Puxa, mas não foi tão voluntário porque ela Foi pressionada a fazer isso, a se vender". Ora, mas e aí a alternativa é deixar a pessoa no pino, então, né? Essa é assim, levando a sério tudo que eles estão falando, alternativa para eles é deixar que a pessoa simplesmente leve ao prejuízo, né? Já que porque para uma pessoa chegar a esse ponto é porque ela não tem outras alternativas de pagar, entendem? E se
ela está tendo, se ela está, eh, se ela está resolvendo serva de outra pessoa dentro de uma legislação Que, como eu argumentei, é protetiva, tudo muda, a perspectiva totalmente muda. Eu concordo que em relação a casos de peionagem, em casos em que a pessoa tem um tipo de trabalho compulsório em que ela é maltratada e é existem danos arbitrários contra ela e ela não tem qualidade de vida e são cuidados realmente muito desumanos e moralmente abomináveis, isso seria uma prática ruim. Mas o que a Bíblia está falando tão somente é práticas protetivas e ela Trabalhando
para pagar a dívida, certo? >> Isso. Mas enfim, apresentaria o terceiro ponto também, né? Doisão. O terceiro ponto que essa lei não é para qualquer escravo, é só para intermediar entre o homem livre e o escravo completo. >> Certo. Exatamente. Então vamos lá. >> Será? Vamos já ver isso daí também. >> Fazer uma brincadeira aqui. Rugita Walter Block Ancap Libertári que defende escravário. Mas enfim, é uma brincadeira. F. Brincadeira. Não, mas é, mas mesmo ó, o o Russ isso aí desde o Rousse, né? O próprio Rousse já falava isso, o Când também que isso não
pode, escreve um voluntário continua errado, porque ninguém pode decidir, escolher abrir mão da própria autonomia ou a abandonar pessoa profonal ou ou alienar sua vontade futura, né? Ou que o Roger Long, por exemplo, que é um libertado de esquerda, ele argumenta, ele argumenta que contratos de escravidão são nulos no Combate isso. >> Então assim, mas é engraçado porque é porque o fugit ele é contra os ancap, né? Ele é contra o ancap. Aí só tem um autor que se chama water block, que é um cap que ele defende es cravidão voluntária. Aí eu fiz essa
brincadeira, né? Tipo, fugita waterf. Mas enfim, vamos lá. Pois é, eu sei que é uma brincadeira que ele falou, mas se fôssemos levar a sério esse tipo de comentário, né, seria quase uma espécie De petição de princípio, né, porque eu estou defendendo que não era escravidão na acepção que a gente falou antes, né? E não era realmente como se a pessoa não pudesse romper o vínculo em que ela entrou, em que ela começou, né? como a gente mostrou na minha argumentação, que se fundamenta em, por exemplo, Deuteronômio capítulo 23, em outros detalhezinhos da lei que
vocês podem ver lá no meu vídeo. Assim, tem um monte de coisas que eu acho um pouco complexas de Entender assim porque que ele trouxe o caso da mulher que o Ler foi buscar para pro Isaac. >> Pronto, aqui a gente vai mostrar claramente que o Bruno não entendeu a argumentação e por isso ele vai fazer um ataque que é igualmente assim, por ele não ter entendido ruim. Eh, porque assim, tecnicamente, né, se a gente tá tentando entender do capítulo 21, a gente deveria ir atrás de exemplos na Bíblia, de pessoas que se tornaram Escravas
por não terem conseguido pagar suas dívidas. Então, esse seria o tipo de caso mais ilustrativo do que o texto está falando. Se a gente quer assim, vamos sair do Pentateuco, vamos para livros históricos, né, vamos para Reis, vamos para Samuel, vamos para Crônicas e vamos tentar encontrar nesses textos algum exemplo de caso real que aconteceu na história, pelo menos como relatada, de alguém que se tornou escravo porque foi não conseguiu pagar as suas dívidas. Mas ao invés dele ir atrás desses casos, ele foi atrás do caso de uma mulher eh que foi proposta a ela
a ideia de que ela se casaria com um homem e aí deu a ela a oportunidade dela escolher ou não se casar. Eh, então não sei muito bem porque esse caso que foi selecionado e não algum caso bíblico, porque ele ele até comentou, acho até interessante a expressão, né? A providência divina, né, nos providencia um exemplo pra gente ver isso. Eu acho que se né, se a gente Fosse falar assim, a providência divina providencia um exemplo, seria exemplos mais que tem a ver com esse 21. E e tem esse exemplo, né? Eu já até mencioni,
segunda Reis, capítulo 4. Então >> e o exemplo que eu estou dando aqui, Bruno San é de quê? De acordo matrimonial, que foi o caso que eu tinha acabado de ler. Eu até fico bem surpreso de você não ter entendido isso, mas eu vou explicar aqui novamente. >> R, capítulo 4, é, tem o caso de uma Mulher que tá pensando na possibilidade do que ela vai fazer, porque um homem tá batendo na porta da casa dela, falando que o marido dela deixou uma dívida e que ela vai precisar vender os seus filhos como escravo, >>
o que novamente não estava previsto dentro da lei, tá? >> Então, por que que o exemplo que ele foi atrás foi o exemplo? E o caso que ele está mencionando ali é claramente de uma situação abusiva, a mulher tava Desesperada, né, >> do casamento e não um exemplo que de fato ilustra o texo de Êxodo capítulo 21. Então que meio meio >> e Êxodo capítulo 21 não fala de casamento, Bruno. O fato o fato que a gente tava vendo ali avaliando de um pai entregar a sua filha e a filha teria que receber os direitos
de filha se ela se casasse com o senhor ou com o filho dele, que ela não poderia ter redução das suas roupas, do seu mantimento, e Que se ele não fizesse nada disso, ela iria sair livre de graça. De novo a estranho. >> Isso não é um caso de casamento, que é justamente o caso de Rebeca que eu trouxe, né? um caso de casamento em que a pessoa é negociada e ainda assim ela foi voluntariamente para o casamento. >> Agora, se a gente vai, se a gente vai um exemplo concreto, a gente teria dois exemplos,
né? Porque tem duas dois casos de viúva eh em reis que o marido morre e Ela e elas erdam a dívida. Tem um caso, no caso da viúva de Sarepta, que ela tava passando fome, não tinha nada para comer. E tem esse caso da viúva, da viúva no caso de Eliseu, né? Que ele também poderia ter ter ido atrás. desses dois casos citados eles como exemplo. E é eh eh então assim, eu achei meio meio estranho. Eh, porque que esse caso, né? Se quer ver que se a gente vai em segunda Reis, capítulo 4, né,
no versos um, verso 1 ao s mostra o caso da Mulher, né? E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas chamou Eliseu dizendo: "Meu marido, teu servo morreu e tu sabes que o teu servo tem o Senhor e veio o credor para levar os meus dois filhos para serem servos." É que servos, escravos é a mesma palavra, né? E Eliseu lhe disse: "Que hei de fazer? Diz-me o que é que tens em casa". E ele disse: "Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite." Então disse ele, vai e pede para
essa que acontece um Milagre, né? Ela é salva de não ter que levar os seus filhos para serem escravos, porque Deus faz um milagre e aí ele multiplica o azeite, que é um milagre de multiplicação. E aí ela enche várias vasilhas de azeite e tal, acontece esse milagre. Quando acaba o milagre, né? Então a gente vê em segunda Reis, capítulo 4, do versos 1 ao 7, um caso assim. E tem outro outro caso bem semelhante que tá em Primeira Reis, Primeiro Reis, capítulo 17, dos versos 8 Ao 16. Então, nos dois casos a gente tem
viúvas desesperadas porque o marido morreu, deixou uma dívida grande e vem um credor cobrar a dívida para levar a pessoa embora. Então, segunda Reis, acho que segunda Reis, capítulo 4, verso 1, seria o grande exemplo que ilustra Iodo 21, não o caso da mulher, >> não. Primeiro porque na lei novamente, aí é o que eu vou argumentar agora, tá? A lei de Êxodo capítulo 21 quando fala de vender, entre aspas, uma filha, Alguma coisa, não está no contexto de pagar dívida, tá? Esse que é o ponto. Eh, e eu quero mostrar isso aqui lendo o
Gregory Retinel novamente, tá? Ah, eu vou já ler essas outras coisas aqui que eu trouxe, mas veja só o que ele fala o seguinte. E aqui ele tá discutindo com várias interpretações, tá gente, de autores relevantes sobre esse assunto. E aí eu acho que vai ser bem legal se vocês acompanharem aqui. Eu vou até aumentar um pouquinho a fonte para Me acompanharem na argumentação, que é e de onde que eu tô pegando isso aqui? Lá do Debit Slavery, que é o livro que eu citei no meu no meu vídeo, tá? Que é um ótimo livro.
Ele fala assim: "Primeiro, a respeito da interpretação de not e ou def, já vimos que a estrutura literária dos versos 2 a 11, isso aqui é de Êxodo, capítulo 21, tá? Que mostra várias conexões legais e literárias entre as duas leis de manumição, torna impossível que a lei Dos dos versos 7 a 11 seja mais antiga do que a lei dos versos 2 a 6. Além disso, por que um compilador que que cuidadosamente justa apôs essas duas leis colocaria lado a lado duas legislações que represariam atitudes sociais tão distintas? Em segundo lugar, quanto a interpretação
de Philips, não há indicação de que a lei nos versículos 7 a 11 tenha em vista o mesmo tipo de transação de venda mencionada nos versículos 2 a 6, já que os dois verbos Macar e Nathan ou Nathan não na são usados em outros lugares do Antigo Testamento para se referir a diversos tipos de transações de venda. Ademais, embora apenas Deuteronômio, capítulo 15, versículos 12 a 18, mencione especificamente a venda de israelitas, homens e mulheres para o trabalho doméstico, o outro tipo de trabalho não sexual é muito provável que o autor ou compilador das leis
da escravidão por dívida no Código da Aliança também Tivesse conhecimento desse tipo de transação, sobretudo porque tais vendas não sexuais eram muito comuns no restante do antigo Oriente próximo. Embora eu discuta mais adiante no capítulo 7, se Deuteronômio capítulo 15 de 12 a 18 abandonou a prática ilustrada em Êxodo 21 dos versículos 7 a 11, a questão permanece: por a lei em Êxodo 21 versículos 2 a 6 não tratou da venda de mulheres escravizadas para trabalho doméstico ou não sexual? Seguindo a Análise de eh de Zakovit eh e Jackson ou Jackson, né? Sugiro que a
resposta seja na estrutura literária de Êxodo, capítulo 21, dos versículos 2 a 6, na qual a lei sobre os escravos do homem por dívida é cuidadosamente justa posta a lei sobre a escrava amá, né, nos versículos 7 a 11. Nestas duas leis de escravidão, a libertação e os direitos matrimoniais de ambos os servos são postos em paralelo, já que difere em cada caso. Enquanto o casamento de um Escravo homem por dívida não afeta sua libertação, a escrava só é liberta se o seu senhor ou marido não cumprir a sua parte no contrato matrimonial. Essa ênfase
explica a discussão relativamente incompleta da venda de dependentes em Êxodo, capítulo 21, dos versículos de 2 a 6, em comparação com a de Deuteronômio, capítulo 15, versículos 12 a 18, a qual analisarei em mais detalhes no capítulo 7, que Êxodo versículo que Êxodo capítulo 21, versículos 7 a 11 Trata de um tipo específico de contrato matrimonial em contraste com um contrato de venda mais geral para trabalho doméstico ou não sexual, fica demonstrado pela existência de contratos de NUzi. ainda preservados, intitulado Tupi, eh Martuti Ualatuti, tábua de filiação e de noivado Nora. Paul indica que esses
contratos permitiam a um homem que adotasse uma menina casar-se com ela ou dá-la em casamento a um de seus filhos ou Escravos ou ainda a outro homem fora do círculo doméstico do comprador. Isso são os contratos de NZEI, né? Que aí ele vai fazer um paralelo se isso é mais ou menos o que acontecia na Bíblia ou não, né? em quais semelhanças existem. A menina, no entanto, não tinha nenhum direito à herança, permanecia sob a a jurisdição de seu adotante ou de seu marido designado. Paul observa corretamente que várias condições desses contratos diferem da lei
bíblica em Êxodo, capítulo 21, dos versículos 7 a 11, já que a lei bíblica concede certos direitos não encontrados nos contratos de NZE. Por exemplo, a menina não é mais considerada um tipo de propriedade que pode ser transferida de um marido para outro. Ela passa a ser considerada uma jovem livre, uma filha, se for destinada ao filho do comprador, como diz o verso 9. Além disso, como Thompson corretamente ressalta, a relação estabelecida por esse acordo de NUI era Amplamente conhecida em todo o antigo oriente próximo. Encontramos essa prática refletida nos textos e leis do período
paleobabilônico, no código de leis médio assírio, em um texto datado do período cacita, bem como em tabuinhas de garit e no antigo testamento, especialmente em Êxodo capítulo 21. versículo 7 a 11. Os contratos desse tipo em Núo são bastante numerosos e mostram uma variedade maior de intenções do que os encontrados em outros lugares. No entanto, não parece haver razão para considerar o desenvolvimento dessa forma legal em NUI como significativamente diferente de seu desenvolvimento em outras partes do antigo Oriente próximo. Eh, esse tipo de contrato é particularmente com eh próximo da adoção de uma filha, mas
sem direito à herança. Contudo, a ênfase de terrato e preço do noivado, bem como nas condições sobre as quais a menina pode ser dada em casamento pelo adotante, caracteriza Esse tipo de adoção como podendo ter propósitos bastante limitados. A grande variedade de intenções nesses contratos, que vão desde o estabelecimento de uma relação plenamente compatível de uma filha real até uma relação próxima, mas não inteiramente equivalente à escravidão, por exemplo, alguns dos contratos de NZE. Portanto, embora seja evidente que a lei bíblica em Êxodo capítulo 21, dos versículos 7 a 11, se assemelha aos contratos de
NUI, na Medida em que ambos parecem se referir à venda de filhas como esposas escravas, é igualmente evidente que a lei bíblica também se assemelha a outros contratos de adoção no antigo Oriente próximo que estabeleciam uma relação plenamente comparável de uma filha real. Versículo 9, né? Entretanto, a posição exata da Amá só pode ser determinada por um exame mais atento das estipulações em Êxodo, capítulo 21, dos versículos de 8 a 11. É a essa a discussão que agora passamos. O Primeiro caso secundário nos versículos 8it tem sido interpretado de várias maneiras, devido à dificuldade de
traduzir a cláusula eh lo edá, né, que que traduzia acima como lo e i adá. Aqui eu não tô tendo a transliteração exata do, eu não tô com o vocábulo hebraico para saber exatamente a pronúncia, tá? Ele colocou só a transliteração aqui, né? Mas enfim, a primeira leitura é adotada apenas por alguns poucos estudiosos, incluindo eh carmiel, Né, ou Carmichel, que observa que a segunda leitura apresenta certos problemas contextuais, já que essa disposição, no caso de um senhor tomar uma concubina, entraria em contradição com a disposição final, onde um senhor deve respeitar os direitos da
concubina que tomou e se falhar, deve libertá-la sem pagamento, não entregando-a para ser resgatada. como no versículo 8, né? Esse aparente problema contextual parece ter sido Notado pela New Engl Bible, que seguindo a pesita, eh, emenda o para im, ou seja, se o seu senhor não tivesse tido relações com ela. No entanto, não é evidente que o verso 8 pressuponha que o casamento já tenha sido consumado, isto é, que tenha havido relações sexuais, como imaginário Carm Kyle e a New English Bible. Pelo contrário, como o P observou corretamente, o verboad designar é muito provavelmente um
termo técnico designado Designando esse tipo particular de contrato matrimonial e não o ato real do casamento. O fato de que o verso não se refere à consumação do casamento é ainda demonstrado pela prótese do mesmo versículo que prevê a possibilidade de resgate da moça caso o contrato seja rompido. Pois como sugere Carm Kyle, é improvável que a família da moça tivesse de fornecer o resgate nesse caso. Afinal, a moça já não poderia mais ser vendida como virgem. Por fim, como Bear, Driver Zakovit observaram corretamente, a leitura L e e a D, eh, deve ser preferida
a leitura L e AD da, porque a primeira leitura está em paralelo ou equilíbrio com a cláusula Loi e Adená, no versículo 9, que se refere ao filho do Senhor. Portanto, seguindo, ah, perdão, a maioria Portanto, seguindo a maioria dos estudiosos, é melhor emendá-lo para im. De acordo com a Septoaginta, Vugato e o Targum, se o Senhor não estivesse Satisfeito com a moça a quem havia designado para si, então ele deverá deixá-la ser resgatada. Ele não tem autoridade para vendê-la a uma família estrangeira por ter por ter agido de modo desleal com ela. Fica claro
que se o senhor rompe seu contrato de casar-se com a moça, deve permitir que ela seja resgatada por um membro de sua família. Contudo, não é tão claro a quem o senhor não tinha permissão de vendê-la. A expressão no criam, povo estrangeiro, Traduzida literalmente como povo estrangeiro, estranho ou estrangeiro, foi interpretada como referindo-se um, a primeiro, né? Qualquer pessoa fora da família nuclear da moça, dois fora da família nuclear do Senhor, ou ainda três, fora da comunidade da aliança de Israel. Embora as três interpretações sejam possíveis, o contexto sugere que a primeira opção é a
preferível, já que provavelmente o contrato permitia ao senhor ou comprador designar a moça Apenas para si ou para o seu filho, como a própria lei prevê. Por fim, a cláusula motivacional, por ter agido de modo desleal com ela, fornece a explicação para o fato de o senhor não poder vendê-la a ninguém, exceto a um membro de sua família. A chave para interpretar essa cláusula está no uso do verbo bagage, sobre o qual Erlandson escreve. Gente, eu tô lendo bastante aqui, mas vai ser importante pro meu ponto no final, tá? Aí, esse autor fala o Seguinte:
"O verbo expressa a relação instável do homem com a eh com uma norma já estabelecida e pode ser traduzido como agir infielmente traidoramente, né? Eh, é usado quando o autor véterotestamentário quer dizer que alguém não honra um acordo, comete adultério, quebra uma aliança ou o outra ordenança dada por Deus. Eh, então, perceba aqui que a gente tá lendo uma longa exposição falando sobre Que, obviamente, o que tá sendo discutido nesses versículos é casamento, não é mais uma questão de pagar alguém por dívida, né, de dar alguém por dívida. Não é esse o caso, tá? E
ele tá falando que a lei contrapôs justamente isso, né? Fez uma justa posição de um caso, de um homem e quando que ele pode sair livre em relação a questão do seu casamento. E o caso da filha que é já dada com a pretensão de casamento, tá? E que ela pode ser tirada de lá se isso Não se consumasse. Esse é o ponto aqui. Aí ele continua. O alcanto de uso desse verbo inclui infidelidade no casamento, adultério, usado também como metáfora para a infidelidade de Israel a Deus. Transgressão contra a aliança de Deus. dar os
versículos, né? Aqueles que vivem contrariamente à ordem criada, a quebra ou violação de acordos ou tratados humanos. Embora Erlandison note que o uso do Verbo bagad e em Êxodo 218 se enquadre na primeira categoria que é infidelidade matrimonial, Paul sugere que esse verbo é um equivalente funcional interdialetal do acáo na na balcutu romper um acordo e que a cláusula motivacional se refere à quebra do contrato de casamento negociado entre o senhor e o pai da moça. Essa visão corresponde ao quarto uso listado acima, no qual a cláusula pode ser traduzida como porque ele rompeu o
seu acordo Relação com ela. Enquanto a interpretação de Erlandson enfatiza a violação de um relacionamento como a referência à infidelidade de Deus a Israel, eh, a Dipou enfatiza que a quebra de uma ordenança legal objetiva a um contrato. Parece, portanto, que ambas as leituras devem ser aceitas, mas como Klopf Fenstein observa corretamente, embora o verbo bagad possa ser usado tanto em referência a relações pessoais quanto à leis, Êxodo 21, versículo 8, Parece enfatizar mais o aspecto objetivo da lei do que o aspecto subjetivo dos relacionamentos. O segundo caso secundário, em Êxodo 21, versículos 9 e
10, trata das obrigações legais do Senhor que design a moça para o seu filho. N Philips Gispen eh sugerem que essa condição decorre eh causalmente da principal no versículo 8, isto é, a moça não é resgatada e o Senhor a design para o filho. No entanto, é possível, como sugere o Zakovit e Gispen e também E Gispen também nota, que o versículo 8 apresente um novo caso independente, isto é, desde o início o Senhor design a moça para seu filho. Dado que o verso 8 deixa claro que se o Senhor não casasse com a moça,
ele rompe o acordo feito, é improvável que o contrato lhe permitisse, após rejeitá-la, destiná-la ao filho. Tão pouco parece provável que o Senhor mantivesse a moça, apesar de não se agradar dela, como se pressupõe no versículo 10, já que a família dela Provavelmente providenciaria o resgate. Nesse aspecto, a lei bíblica difere dos contratos de adoção de NUzi, que muitas vezes permitiam aos compradores designar ou vender moças a quem quisessem. Olha só, o fato de que essas moças não eram tratadas como propriedade, o que é evidente no textos de NZ, é confirmado pela expressão kemispatot habanot
e segundo o direito das filhas, que Paul considera uma expressão técnica significando tratá-la como mulher livre, Nascida livre. Tanto Cardeline quanto Reis Reisene e Reisene concordam com essa leitura, mas ainda assim sustentam que a moça fora comprada como concubina escrava, né, nos versículos de 8 a 10. Contudo, nenhum deles explica satisfatoriamente por eh a estipulação do versículo 9 deveria conferir a moça status de livre apenas quando designada para o filho do Senhor, mas não quando designada para o próprio Senhor. Olha que coisa curiosa. Embora a moça seja chamada amar no versículo 7, essa designação não
deve ser confundida com o uso do termo em outros contextos onde se refere a escravas de trabalho. lá os casos na Bíblia, nem com certas narrativas em que aparece junto a termos como eh sipá e pileges. Eh, referindo-se a novamente, eu tô sem os vocábulos aqui para saber exatamente a pronúncia, né? Referindo-se a servas ou concumbinas que geraram filhos para homens cujas esposas eram Estéreis, todos quais se referem a Bila, né? Esse dess desses casos aqui, né? Falando de BA. Portanto, embora a lei de Êxodo, capítulo 21, dos versículos 7 a 11, fale da venda
de uma amá que pode ser que pode ser comparada à venda de uma escrava doméstica ou concumbina, essa lei não deve ser identificada com tais instituições. Antes deve ser entendida como uma tentativa de garantir a moça vendida como esposa, né? Ou seja, antes deve ser entendida como uma Garantia de garantir a moça vendida, né, como esposa, os direitos que normalmente eram concedidos às filhas casadas de forma regular. O terceiro caso secundário, em Êxodo 21, versículo 10, estabelece que o senhor que toma outra esposa, a poligamia, ou talvez uma concubina escrava, deve prover a primeira esposa
três necessidades básicas, né? E aí ele fala lá, né, quais são. Duhan, seguindo sugere que essas três, que esses três Itens se referem ao pleno e espectro da satisfação física, proteção no arém e o direito de gerar filhos. Porém, Paul demonstrou que vários textos legais mesopotâmicos estabelecem que necessidades básicas, como alimento, vestimenta e óleo, deveriam ser garantidos a diversos dependentes. Sustento de um filho entregue a uma filha de a uma ama de leite, sustento de uma sacerdotisa, sustento de uma esposa abandonada. Assim, ele sugere que o Termo eh serer se refira à comida carne da
moça. O outro é a roupa, o outro onaros seus olhos cosméticos, unguentos, ainda que esse Apax Legomen, lembre que Apax Legomenum é um texto que aparece apenas uma vez, né? Seja normalmente traduzido como seus direitos conjugais. Gente, vamos lá, estamos quase acabando. Embora o sentido exato dessas leis, perdão, desses três termos permaneça discutível, há consenso de que a estipulação do verso 9 reforça a ideia De que a moça não era vendida para fins de escravidão geral, mas exclusivamente como esposa, ainda que seu marido posteriormente se desgostasse dela. Por fim, o quarto secundári, enfim, eu vou
terminar de ler aqui porque eu acho que já ficou claro por que eu citei ali, né, que ela que essa mulher aqui ela tá sendo, o texto fala não para vender, para falar de quitação de dívida, né, como eram os primeiros versículos, já é outra lei, é outra norma começando ali Quando o pai vai vender o filho ou filha, no caso, a filha aqui no caso, né? Ou seja, eh, e muito possivelmente, porque como se trata de mulher e tem toda aquela questão do resgate, né, do dote que é pago, essas coisas, eh, existe uma
lei só para isso, porque a gente tá falando de um acordo matrimonial. Então, como o autor tá falando aqui, a gente não tá negociando uma mulher para um trabalho eh para um trabalho normal como servas normais, Não. Ele tá falando já de casamento, tanto que não quitou aquelas aquelas condições, ela tem que ser resgatada e ela pode sair livre também se não forem se não cumprir aquelas espulações todas, né, até sem pagamento de resgate, como a gente viu em Êxodo 21, né? O resgate é novamente aquele eh aquele valor que seria dado como compensação de
quebra contratual, né? Então assim, eh, eu vou eu vou ler aqui algo mais paraa frente que ele ele, O autor termina dizendo o seguinte: recapitulando, a discussão acima mostra que a lei de Êxodo 21 versículos 7 a 11, trata de um tipo de contrato de adoção ou de casamento que, embora semelhante em alguns aspectos aos contratos de adoção preservados em NUI, é mais parecido com outras leis e contratos do antigo Oriente próximo que concediam a moça direitos iguais aos de uma mulher livre ou esposa legítima, não de uma concubina ou esposa escrava. Além disso, Argumentei
que, embora a lei de Êxodo, capítulo 21, dos versículos 7 a 11, esteja intimamente ligada à lei de manumição dos versículos anteriores, né, esta primeira lei previa um tipo de venda claramente distinto do contemplado em Êxodo 21 dos versículos 2 a 6. Enquanto a lenda os versículos 2 a 6 estipula a libertação de escravos por dívida que desempenhavam trabalho doméstico ou outro trabalho não sexual, as leis nos versículos 7 a 11 buscava Proteger os direitos de uma amá vendida como esposa ou concumbina. A libertação de uma amá só era prevista quando seu marido deixava de
cumprir suas obrigações contratuais com ela. Por isso, defendi que, embora e Êxodo 21, dos versículos 2 a 6, não trate da venda de uma amá para trabalhos domésticos ou não sexuais, o autor compilador das leis de escravidão por dívida no código da aliança provavelmente tinha conhecimento desse tipo de transação, sobretudo Porque tais vendas não sexuais eram muito comuns no restante do antigo Oriente próximo. Então assim, eu fiz tudo isso para mostrar o seguinte. Por que que eu tô falando, então, por que que eu tô falando do caso de Rebeca, né, e Isaque? Porque era um
caso em que a mulher foi negociada e ela quis. E é isso daí. Isso daqui não tá descrevendo Êxodo capítulo 21, assim, pelo menos no que diz respeito à negociação de uma pessoa e que isso não necessariamente Implica que ela se via forçado, não queria fazer aquilo. Como eu argumentei no vídeo, tudo leva a crer que o pai fazia isso em benefício da moça para que ela encontrasse um rapaz que quisesse casar com ela e aí tava ali já estipulado o contrato de casamento. Pronto. É isso. Então o Bruno simplesmente não entendeu o texto bíblico
aqui. Ele não ele possivelmente desconhece a discussão acadêmica sobre isso. E ele não entendeu o exemplo que Eu dei, que era justamente para mostrar o quê que havia formas de toda uma sociedade é de contrair núpcias, né? Ou seja, de entrar em casamento, eh, mesmo que fosse uma questão contratual e ainda assim a pessoa querer. E eu coloco isso para ilustrar também o meu ponto em Êxodo 21. Esse era o ponto. Aí pode dizer: "Ah, mas tá, mas ela não era escrava, Rebeca, tudo bem, mas ela foi uma mulher negociada. Foi." E esse era o
ponto da minha comparação, só esse >> que foi buscada, alguma coisa assim. Porque na Bíbl também essa coisa de casamento varia muito assim de como funcionava, né? No caso, no caso da mulher ele ele até faz um teste, né? O Eléser chega lá e a mulher que se mostrar serventia, né? Que vai ser aquela que vai ser proposta no casamento, né? Então ele procura uma mulher que demonstre, demonstre que ela está pronta para servir e tal. E aí ele encontra uma mulher que enche as águas Pros camelos beber água. É uma mulher que enche é
uma mulher super que tá disposta a servir. E quando ele vê que essa mulher tá super disposta a servir, ele pensar: "Essa daí é uma mulher que vai ser ideal para ser esposa do do Isaac", né? E aí ele encontra ela, leva. Mas aí ele propõe, né? o o assim, você quer ir, se você não quiser ir, você fica aí com a sua família, tudo bem, mas se quiser ir, você vai e ela nem conhece o homem, né? Ela vai ela vai tomar uma Decisão de ir para para casar com uma pessoa que ela nunca
viu na vida e que faz parte da cultura da época, né? Uma coisa meio de casamento arranjado mesmo. Eh, e aí ela aceita a proposta: "Não, eu vou, quero ter um esposo, né? Tenho um esposo significa ter alguém para me sustentar, tem um esposo significa que eu vou ter eh vou ter como ter filhos, que é muito valorizado na minha sociedade." Então ela fala: "Eu vou". Aí ela vai, ela chega, se eu não me engano, Ela chega de véu e ela o Isaac nem vê o rosto dela. Os dois têm uma noite sexual sem ter
visto um o rosto do outro, né? Eles vão para uma barraca, fazem sexo. Mas tem outros casos na Bíblia também, né? Tem o caso de Jacó, né? Quando ele vai pra casa do tio dele e aí ele faz um contrato para conseguir a esposa, né? Vou trabalhar para você 7 anos, aí você me dá uma esposa. Então, quase como assim, em troca da esposa eu vou trabalhar 7 anos. Então, tem vários Casos na Bíblia de casos de de propostas de casamento e algumas propostas tm um certo espaço paraa escolha, outros não têm. Então esse esses
e esses casos eu acho que eles não são representativos dessa discussão assim sobre a escravidão. Acho que são são casos assim que poderia talvez numa discussão sobre como funcionava o casamento na época bíblica pudesse fazer sentido. Mas aqui da escala isso porque novamente ele não entende que Êxodo capítulo 21 tá Tratando de lei de uma lei de casamento, como a gente viu a discussão acadêmica toda entende que é uma questão de casamento, né? e que a gente não tá tendo a mesma situação da dívida como a gente viu nos versículos anteriores. Acho que não coube
tão bem esses exemplos assim. Eu eu trai o exemplo de segunda Reis 4:1 é o exemplo literal de Êxodo 21. >> Não é simplesmente não é a o exemplo que ele tá dando ali da viúva é um exemplo De abuso que como a gente viu no livro de Neemias é rebatido. As pessoas não achavam que aquilo era uma coisa certa a ser feita. Era considerada uma prática abusiva, né? Tanto que aí existe a indignação ali, né? que vocês viram em Êxodo, perdão, em Neemias capítulo 5, dos versículos 1 a 10. Então assim, sabe, novamente, o
exemplo de vender alguém na é só no contexto de casamento em Êxodo 21. Não, não tá não tem nada que vincule aquilo a pagar Dívida, entendeu? E o Bruno não entendeu isso, simplesmente ele não entendeu. >> É o exemplo de uma mulher que tá querendo vender os filhos, né? Porque do 21 fala também que você pode vender os filhos também, né? É uma mulher que tá com risco de de dos filhos ser >> Sim. Mas tá vendendo os filhos para o quê? Para casamento. No caso, a filha. A filha tá vendendo, ou seja, porque é
um contrato matrimonial, >> bem levados como escravos. E é uma Mulher que não tá bem, não, ela tá desesperada, ela não tá, ela não tá feliz assim, olha, voluntariamente eu entrego os meus filhos, ela tá, ela tá literalmente desesperada. >> Só de, só de, só de ter essa suja assim, nessa possibilidade de, tipo, ela vender os fers dela, cara, desse modo assim, é, é meio complicado, sabe? Meio complicado. Já é meio complicado assim. Por >> e bem, se bem que o texto também não Fala que ela tava querendo vender os filhos ou coisa assim, né?
Falou que o homem chegou lá para tomar os filhos. Essa é a condição abusiva, né? Enfim, né? >> Só de dívida ainda por cima. É, enfim. Mas enfim, vamos lá. Eh, o Edu >> e depois eu que estou manipulando assim, né? Cherry pink as coisas, né? Manipulando os exemplos. Não sei, né? Será que isso daí vale isso para mim de fato, né? Acho que não. Doisão aqui para Nós. Falou: "Fugita, nega evolução e a terra redonda não, não nega. Ah, segue o Pix. Valeu, tamos junto." Eita Marcos, calma Marcos. O Marcos aqui falou que o
Fugita não tinha desenho de sofista. Calma Marcos, calma, calma. Eu não acho que ele é sofista. Eu acho que na verdade o o Fugita, ele tá fazendo uma coisa que eu já que eu já disse antes. Eu já falei Fugita, Fugita é impossível, a meu ver, eu estou convencido que é impossível um apologista defender esses Versículos bíblicos, né, e tentar harmonizar essas coisas sem acabar sendo desonhonesto intelectualmente. Não tem como, não tem como. Sem ele acabar incorrendo em atitudes desonestas intelectualmente. Que não quer dizer que a pessoa como um toda é desonesta, mas sim que
e no contexto de defesa desses versículos, a pessoa vai ter que ser deshonesta, não tem jeito. >> Ou seja, não, não quer dizer que o fugito é desonesto, mas ele tá fazendo Umas coisas desonestas, né? Ou seja, a mensagem que se passa com isso ainda é horrível, né? de toda forma, né? E novamente, eh, eu falo aqui com toda a propriedade, dado todas as coisas que o David Ribeiro reconhece sobre a sua limitação do texto bíblico, de ele não conhecer, tanto que ele chama outras pessoas para reagir com ele aqui, para realmente explicar a situação
por um ponto de vista histórico, crítico, seja lá o que for, eu não acho que o David Está em condição de fazer esse tipo de declaração tão forte, especialmente sobre o que eu estou fazendo, tá? Não acho que ele está em condições para isso. Ele fala: "Ah, tem o negócio da epistemologia do testemunho, não sei o qu e tal". Mas mesmo assim não não tá em condições, David. Não tá em condições. Pelo comentário que que o Bruno tá fazendo aqui e você concordando com ele, não tem condições de fazer esse tipo de declaração, especialmente sobre
mim, tá? Então, novamente, lá em outros vídeos lá atrás, eu já falei que esse tipo de postura do, eu não gosto desse tipo de postura eh que o David fala que, que ele faz aqui. Eh, e eu não tô achando dizendo que ele tá sendo, sei lá, eh, que ele tá me xingando, sendo desrespeitoso, sei lá, como outras pessoas já foram comigo. Mas eu também não concordo com esse tipo de prática, entendeu? Eu não concordo. Se aquela vez lá em que ele falou, né? Ai, será que o Fugito é tão familiarizado assim com os argumentos
ateus? Eu acho que o cafezinho sabe mais do que ele aí. Táí. Eu reclamei disso. Ele falou: "Ah, pois é, eu falo isso, mas não é para, sabe, menosprezar você. Tudo bem, mas é só que não tem muita serventia, sabe, esses comentários assim, né? Ou seja, o comentário em que diz que é eu não tenho como fazer essa defesa sem ser deshonesta intelectualmente, que eu não conheço tanto assim sobre a literatura Analítica contra outras pessoas. Qual que é o propósito desse tipo de comparação ou tipo de declaração? Sabe, eu não faço esse tipo de declaração
sobre o David. O que eu tô fazendo agora é uma constatação dado o tipo de coisa que ele tá fazendo comigo. Eh, para me defender, eu estou dizendo que o David não está em condições de fazer essa avaliação de que para fazer as coisas que eu tô fazendo aqui tem que cometer desonestidade intelectual. Simplesmente Você não está em condições para isso, David. E aqui novamente não é um chegamento, não é uma ofensa, é só uma constatação. >> E ele compreendeu, ele não tomou como pessoal. >> E na nossa conversa sobre isso, eu não me lembro
exatamente qual foi, mas eu não me lembro de você ter falado isso. Ah, e de você ter dito que era impossível, eh, que, Eh, que eu se que de eu de eu não ter atitudes desonestas para defender o que eu defendo, tá? E se eu não refalei nada, eu posso não ter reclamado, mas eu certamente não aprovei a declaração na pessoa dele como sendo des honestos logo assim. Mas é isso. Masim, vamos lá, vamos lá, vamos lá. É, aqui, aqui vai ser uma tensão que vai existir entre a leitura histórica e talvez a leitura teológica,
né? Podia tá fazendo uma análise de todo o código mosaico, como Se o código mosaico inteiro tivesse tido, estado em vigência completamente como ele é, escrito por Moisés, de Gênesis a Gênesis do Levítico, números Deuteronômio. Só que na perspectiva histórica é praticamente consenso, consenso assim, a gente fala um consenso bem relativo, né? Mas é uma coisa aceita pela maioria dos acadêmicos sobre o Pentateuco, que o Pentateuco, primeiro não foi escrito por Moisés, até porque Moisés provavelmente não existiu, e que O Pentateuco, na verdade, é uma coleção de documentos ou textos de diferentes tradições. Isso é
basicamente aceito, né, que o Pentateuco é uma costura de textos de diferentes tradições. O que existe debate, muito debate hoje, é quais são esses textos, de qual tradição eles vêm, de qual data eles são. Então, existe que toda uma discussão hoje para tentar eh determinar de quando a quando é esse texto. Mas que não foi escrito por Moisés, né? Isso é bem claro, né? Tem, por exemplo, o Deuteronômio narra morte de Moisés, né? A não ser que a gente t esteja pensando numa memória apóstolas de Vascas, obviamente aquele texto não foi não foi escrito por
Moisés. Eh, tem textos, tem textos Deuteronomio, por exemplo, Deuteronômio começa a expressão, >> mas não tem nenhum autor que nega a hipótese documentária que eu conheço pelo menos ou que relativiza, né, que tenta reinterpretar ou readaptar a Hipótese documentária que ache Moisés escreveu o relato da sua própria morte, né? Isso é um exemplo que no máximo mostra que houve um trabalho em conjunto com outras pessoas, né? >> O seguinte, essas são as leis que Deus deu quando o povo estava do outro lado do Jordão, ou se a gente fosse parafrasear, né? Essas são as leis
que Deus deu quando a gente ainda não tinha atravessado a terra, entrado na terra prometida. Então, obviamente Moisés não Escrevia isso, né? Moisés não escrevia assim: "Essas são as leis que Deus deu quando a gente ainda não tinha entrado na terra prometida." Porque Moisés nem sequer entra na terra prometida. Então assim, existem vários elementos textuais, né, que mostra que o Pentateuco não é obra de um único autor, não foi escrito na mesma época, tem vocabulários diferentes, estilos diferentes. O que se debate hoje é qual é a tradição dos textos. E aí, de acordo Com pelo
menos uma perspectiva bastante adotada, né, que a teoria JPD, que é a teoria de que a gente tem quatro tradições principais de textos no Pentateuco, a tradição javista, eloísta, sacerdotal e deuteronomista. Se a gente pega o texto de Êxodo, capítulo 21 e se a gente pega o livro de Deuteronômio, eles não faz parte da mesma tradição de leis, nem da mesma época, né? Tanto é que os os acadêmicos dividem o o os casos em dois tipos de códigos. Um que Eles chamam de primeiro código, que é o código da aliança ou código do pacto, e
outro que eles vão chamar de código deuteronomista, né? Porque que acontece? Ele que seria o código da aliança, né? O código da aliança é os textos que estão em Êxodo, ah, principalmente ali no capítulo 20, 21. Esse esse tipo de lei a gente vai chamar de código da aliança, ou código do pacto. Esse código do pacto foi escrito pela tradição que a gente chama de Eloísta. Eh, essa tradição Escreveu por volta do século VI antes de Cristo. Então, vamos pensar assim, a gente tá no século 8 antes de Cristo. Então, vamos pensar, sei lá, no
ano 900, 830 antes de Cristo, eh, por volta desse período. E a gente tem um texto que é o código que tá de Êxodo capítulo 20 ao capítulo 23. Esse código que tá de Êxodo capítulo 20 ao capítulo 23, no qual se inclui a lei de Êxodo 21, faz parte da tradição e eloísta e ele esteve em vigência, né, por um tempo. Depois, né, Quando a gente lê o livro de Reis, a gente tem uma história bastante legal, que é o caso de Josias, né? Lá é dito assim que Josias, o rei Josias lá por
volta do século V ou sexto antes de Cristo, ele resolveu reformar o templo de Jerusalém. E aí quando ele reforma o templo, então ele propõe uma reforma religiosa, uma reforma política, uma reforma social. E aí tem o texto uma fala assim: "Enquanto ele foi reformar o tempo, ele mexeu lá no tempo, ele achou Um livro, o rei Josias, ele achou um livro. Esse livro muitos acadêmicos acreditam que é o livro de Deuteronômio. E aí tem duas hipóteses, né? Ou realmente ele achou um livro lá que que tava que alguém escreveu ou um grupo de pessoas
escreveu esses documentos estavam lá, ou ele realmente escreveu esse livro. E para atribuir ele a Moisés, né, ele criou a narrativa do reino de que esses livros, na verdade, foram encontrados. Então, o livro de Deuteronômio ele só passou a valer a partir da reforma de Josias no século VI antes de Cristo. Então, o que a gente teria que fazer aqui para se a gente for pensar numa perspectiva histórica, do século VI ao século VI antes de Cristo era a lei de Êxodo, capítulo 21 que estava valendo. A partir do século VI lei de Deuteronômio que
vai passar a valer. Então, as leis de Deuteronômio passaram a valer depois de alguns séculos, enquanto estava valendo as leis De Êxodo. Então, se a gente fosse pegar historicamente. Então, o que que vai acontecer? Êxodo capítulo 21 não não fala nada sobre o que fazer quando um escravo foge. Eh, já Deuteronômio vai vai estabelecer lei de que se um escravo fugir não é para devolver ele pro dono. Só que tem uma coisa que é muito interessante que a gente observa quando a gente vê o código de Deutoronômio, que ele é um código mais, não sei
se é a melhor palavra, mas humanitário. O Código de Deutoronômio ele inclui leis para combater a pobreza, ah, para dar suporte às viúvas, dar suporte às à as às ass pessoas mais pobres. Então, o código de Deuteronômio, ele é um pouco mais, digamos assim, evoluído do que o código de êxodo ou tem um certo progresso em relação ao código de Êxodo. Tanto é que Êxodo capítulo 21 vai ser reinterpretado em Deuteronômio capítulo 15. Em Deuteronômio capítulo 15, o que tinha em Êxodo 21 muda, porque lá em Êodo 21 falava assim que só o escravo do
sexo masculino é que deveria ser solto no sétimo ano. Se a gente lê o capítulo 21 verso 7, a gente vai ver que a lei só se aplicava a pessoas do sexo masculino. Então só o hebreu do sexo masculino tinha aquela lei que falava que ele só poderia servir durante 6 anos e ser solto no sétimo. Deuteronômio capítulo 15 vai ampliar essa lei, vai incluir as mulheres. Então se uma escrava também for mulher, ela também pode ser liberta No sétimo ano. E aí Deuteronômio que vai incluir essa lei do escravo fugitivo. Então que a gente
teria que ter um certo do ponto de histórica, a gente tem um certo cuidado de falar, de distinguir a lei de êxodo da lei de Deuteronômio. A lei de êxodo, ela valeu do século VI até o século VIº e a lei de Deuteronômio valeu a partir do século VIº. Então dev a a ideia de devolver o escravo fugitivo é da lei deuteronomista, não da lei de êxodo. Então na exegés a gente não Misturaria as duas leis, né? Diz que o fugita, como ele tá partindo de um framework teológico, provavelmente ele tá admitindo a ideia de
que o pentateu conforma um código de lei só. Mas não, não, na perspectiva histórica não é assim. Na perspectiva histórica, do o código da aliança de Êx do capítulo 20 até lá pro capítulo 23 é um código e o código de Deuteronômio é um outro código. Então a gente diferenciaria e eles tem momentos históricos de vigência Diferentes, >> tá? Em primeiro lugar, deixa eu comentar que tem muita coisa que eu tenho que dizer aqui, é que a minha argumentação não depende de a gente afirmar ou não a hipótese documentária, tá? Para deixar isso bem claro,
em primeiro lugar, assim, o que a gente está vendo em Êxodo capítulo 21, se eu estiver correto, né, e eu acho que eu estou estou aqui fundamentando mais ainda o meu vídeo, eh, já é uma legislação protetiva para o Escravo. Então, assim, imagina que você tem aquele escravo que tá lá e aí tem aquele senhor que vai abusar, né, justamente fazendo algo contra aquilo que a lei previa, né, aquilo que a lei estipulava. E o escravo ele começa a ser maltratado, ou seja, eh, ferem-se os olhos, ferem-se o dente, acontece um monte de coisa e
o senhor ainda, como a legislação fala, né, o senhor não deixa o ou contra o que a legislação fala, o senhor não deixa Aquele escravo sair. Porque se se arrancasse um dente, né, se caísse um dente, se machucasse o olho ou acontecesse qualquer uma daquelas determinações lá, o Senhor tinha que liberar o escravo. E imagina que isso não acontecesse, né, obviamente o que aquele escravo iria tentar fazer. E se aquele escravo se trata de um de um hebreu, como o Bruno tá falando, né? Um hebreu que se vendeu, eh, ele conhece a lei, ele sabe
que ele não poderia eh ele Não poderia receber aquele tipo de tratamento. Então, a uma das alternativas é o quê? ó, fugir, porque mesmo quem, olha só, mesmo quem defende, sei lá, a hipótese de que Moisés tenha sido o escritor, compilador daqueles textos todos, vai acreditar que o Pentateuco ele é escrito em momentos diferentes também, né, que Deuteronômio é escrito depois do livro de Êxodo. Então, de fato, como o Bruno falou, é uma lei casuística. Os casos vão Aparecendo e eles vão sendo registrados, né, para que a lei eh possa prever coisas que usualmente aconteceriam
naquela cultura. Então, não é nenhum grande absurdo imaginar que a lei que segue-se em Deuteronômio seja uma consequência das coisas que aconteciam e estavam previstas em do capítulo 21. Porque a lei tenta coibir a prática dos senhores, certo? Mas não quer dizer que as pessoas praticavam a lei, assim como a lei hoje determina que certas coisas Devem acontecer. E há pessoas que transgridem isso, né? Ou seja, as pessoas são desobedientes. Então, os casos vão acontecendo e vão se volumando. Eh, e as leis vão vão se adaptando, vão mostrando, né? Novamente, obviamente, quando o povo acaba
de sair do Egito, eles têm uma eles têm certas peculiaridades na sua peregrinação no deserto. Quando ele se instala na terra prometida, uma outra sorte de coisas, né, uma outra ordem de coisas vai se Instaurar, vão acontecer. Então, a legislação vai seguindo um pouco essa dinâmica também, né? Então, a gente tem que deixar isso bem claro. Eh, agora sobre a hipótese documentária em si, como eu falei, ah, eu não dependo tanto tão somente de aplicar Deuturonômio ao mesmo período de êxodo, tá? porque eu acho que a legislação de êxodo já é protetiva do escravo. Mas
eu quero só por curiosidade ler aqui alguns comentários para vocês, porque eh por Mais que muitas pessoas realmente, muitos estudiosos adotem a hipótese documentária, ela já foi mexida e remexida de várias maneiras e a gente tem que tomar um certo cuidado também quando eh olha com tanto eh com tanta tanto apreço assim ou tanta, sei lá, fixação a esse tipo de lei, tá? Então eu vou ler esse texto aqui agora pra gente avançar nessa discussão sobre a hipótese documentária. Depois eu eu dou a indicação para vocês no no final do link Da referência, né, do
autor para vocês verem. Eu já fiz a tradução aqui, ah, pra gente ver alguns detalhes curiosos sobre a hipótese documentária. Muita gente me pede para eu fazer conteúdo falando sobre o que que eu acho da hipótese documentária. E eu vou eu vou dar uma prévia aqui, tá? Obviamente eu poderia argumentar outras coisas, fazer várias considerações sobre o que esse autor tá falando, mas ele tá discutindo algo parecido, né, sobre a Questão do texto de Êxodo, capítulo 20 e de Deuteronômio, eh, as tensões que existem em relação à datação, enfim, a proximidade dessas leis. E aí
o autor comenta o seguinte: uma das questões de longa data de eh que os leitores do PTTU tem tido que enfrentar é como interpretar os pontos de vista aparentemente contraditórios sobre o sacrifício em Êxodos em Êxodo capítulo 20, dos versículos 24 e 26. e Deuteronômio, capítulo 12, versículos 1 A 28. Novamente, eh, a gente tá aqui em uma outra discussão, não é exatamente a da escravidão, mas aí ele vai entrar na hipótese do comentário, né? De fato, quando essas quando esses textos são lidos lado a lado, a distância entre eles parece marcante. Êxodo capítulo 20,
versículos 24 a 26, parece autorizar sacrifícios em altares locais eh por todo o país. Ao passo Deuteronômio, capítulo 12, versículos 1 a 28, aparentemente restringe todo o Sacrifício ao santuário central. E eu posso falar bastante sobre isso, porque é um tema que me interessa, mas vou focar aqui na escravidão. Desde Velhausen, a explicação histórico-crítica padrão tem sido a de que esses textos pertencem a fontes distintas, cada uma contendo sua própria coleção legal, cada uma proveniente de um período diferente da história de Israel. Segundo Velhausen, eh, Êxodo capítulo 20, versículo de 24 26, pert pertence à
fonte J, ah, do século X antes de Cristo. Ele permite sacrifícios em múltiplos locais, porque nesse estágio da história de Israel, a restrição do culto a um único lugar escolhido era desconhecida de todos, até mesmo como um desejo piedoso. É, o código legal de o código legal deuteronômico é a fonte D, né, na visão de Verusen Verhausen foi produzido no século VI antes de Cristo, desenvolvido a partir de J e revogou algumas de suas Leis. A maior inovação em D foi a centralização do culto de Israel em um único local. As visões aparentemente contraditórias sobre
eh sacrifício e centralização nas respectivas fontes foram um elemento chave na visão de Velha Housen de que JEDP é a sequência cronológica correta. Ele defendeu seu caso de modo tão convincente que essa teoria eh conhecida como hipótese documentária tornou-se o consenso acadêmico por quase um século. Desde a Década de 1970, porém, os estudiosos começaram a desafiar aquilo que se acreditava serem resultados garantidos da crítica histórica. Uma das áreas de controvérsia tem sido a datação convencional das fontes. Enquanto muitos acreditam que J e era a fonte mais antiga do século X, alguns agora a redatam e
grande parte do Petateu para o redatam, né, ou seja, para o final do século VI ou mesmo para o período pós-esílico. Em direção oposta, alguns Argumentam que P é anterior a D, situando-se em algum momento entre os reinados de Salomão e Ezequias. Até mesmo o ponto considerado mais sólido da hipótese documentária, a saber, a datação de D para o reinado de Josias no século VI antes de Cristo, que foi o que o Bruno San falou, tem sido recentemente desafiado de vários ângulos. Alguns argumentam que o conteúdo do próprio Deuteronômio aponta para além de um cenário
do século VI. Outros se opõem à Datação convencional com base em fundamentos históricos. Para além da questão da datação das fontes, o próprio método da investigação crítico das fontes tem sido criticado. Eh, Norman White Bray, por exemplo, mostra de forma persuasiva como alguns dos critérios para identificar as fontes carecem de objetividade. Por exemplo, J é identificado por seu uso de Yahwei ou Yahvé e a IP pelo epíteto Elohim. Mas um exame mais detalhado das supostas fontes Revela uma falha alarmante da de consistência. Às vezes é usado em e, às vezes elim e aparece em J.
E às vezes y Elohim aparecem em todas as três fontes. O método crítico das fontes também apresenta inconsistências em seu padrão estilísco. Eh, por um lado, os críticos de fontes presumem que o redator não teria problema com repetições ou contradições. Estas são deixadas no texto, mas, por outro lado, assumem que tais elementos jamais poderiam estar Presentes em uma mesma fonte. O que é permitido ao redator, portanto, é proibido ao autor. Por fim, o tipo de material atribuído a cada fonte às vezes é às vezes subjetivo. E diferenças teológicas podem muitas vezes ser explicadas de outras
maneiras que não pela visão de fontes. Finalmente, uma consideração frequentemente não devidamente ponderada na análise crítica das fontes é o mundo histórico e cultural das narrativas. Histórias que Afirmam ter ocorrido no início da história de Israel, mas que são atribuídas a uma fonte datada muitos anos depois. Por exemplo, as narrativas patriarcais são frequentemente consideradas de pouco valor histórico. Enquanto Willha Husen desenvolveu sua teoria antes do surgimento da arqueologia moderna, os estudiosos de hoje têm à disposição quase 100 anos de pesquisa arqueológica científica. Hoje o nosso conhecimento do contexto cultural E histórico de Levante e do
Oriente, do antigo Oriente próximo é muito maior do que era nos dias de Velhausen. Embora os achados epigráficos, culturais e arqueológicos nem sempre se alienem facilmente com a narrativa bíblica, a investigação séria do pano de fundo histórico cultural do Pentateuco sugere que ele, em linhas gerais, reflete maior afinidade com o segundo milênio antes de Cristo do que com o primeiro milênio antes de Cristo. Rejeitar a Historicidade da narrativa, portanto, está se tornando cada vez mais difícil. Aí aqui ele sempre vai dando essas notinhas de rodaapé, não sei se vai dar para ver no final eu
vou mostrar, tá? Para mostrar os autores que ele tá citando. Em resumo, muito das pressuposições da hipótese documentária foram colocadas em questão nos últimos 50 anos. Como observa Aberbeck, a diversidade confusa de opiniões histórico-críticas dentro do consenso Acadêmico, ele coloca entre aspas, é reveladora. Existem tantas linhas revisionistas diferentes a seguir e tão pouco acordo entre elas que praticamente não há terreno sólido aqui. As visões divergentes dos estudiosos quanto à data fontes, a divisão das fontes e até mesmo a existência de certas fontes exigem uma reconsideração dos textos sobre centralização do pentateuco dentro dos contextos em
que eles atualmente se encontram. Esta é uma abordagem mais Objetiva, pois como o Wray corretamente nos lembra, quaisquer que tenham sido as origens das várias leis e coleções do de leis no Pentateuco, o fato significativo é que todas elas foram relacionadas à celebração da aliança eh no Sinaib e a pessoa de Moisés. Ah, nos últimos anos, os estudiosos têm tendido a ver mais unidade no Pitateuco do que os críticos de fontes mais antigas viam. E muitos acadêmicos hoje concordariam com a avaliação dos Críticos literários de que o Pentateuco é, abre aspas, uma obra bem constituída,
o que mostra que é obra de um autor e não produto final de um crescimento aleatório como o Midrasch. Independentemente das fontes que possam ter sido utilizadas em sua compilação, o pentateuco tal como é eh o pentateuco, tal como o temos, é uma unidade literária e foi destinado a ser lido como tal. Eh, sendo assim, uma pergunta melhor a Se fazer é como Êxodo capítulo 20, versículo de 24 a 26 e Deuteronômio 12, versículos 1 a 28 deve ser interpretados em seus contextos atuais, mas especificamente como os contextos em que as leis aparecem atualmente iluminam
a forma como o autor ou compilador final entendeu esses termos e por extensão quis que nós os entendêssemos? Neste ensaio, mostrarei como Êxodo capítulo 20, versículos 24 a 26, a Deuteronômio 12 versículos 1 a 28, capítulo 12 Versículos 1 a 28 podem ser harmonizados por meio de uma exegese adequada. Ambos os textos, veremos, tratam de diferentes tipos de sacrifícios permitidos no antigo Israel. Eh, começo com Êxodo capítulo 20, versículos 24 a 26, considerando primeiro algumas outras interpretações dessa lei. Então, aqui tem as várias referências dele, né? Depois eu posso indicar para vocês eh mais sobre
esse autor, mas eu vou deixar aqui na descrição de toda forma para Vocês pesquisarem. Eu não tô dizendo que eu concordo com tudo que endosso todas as críticas, mas é só para mostrar aqui, né, como que a academia tem visto, né, hipótese documentária ao longo dos anos. Muita coisa mudou, como ele falou, nos últimos 100 nos últimos 100 anos. Eh, e assim, eu não vejo então como esse tipo de objeção, né, rebate de vez ou, sabe, de forma satisfatória as coisas que eu tô falando, tá? Mesmo porque, como eu falei, mesmo que a gente leve
em conta a Hipótese documentária, o texto de Êxodo ainda é extremamente protetivo. E se o que o Bruno San está falando é correto, e a gente não está falando ali de escravo, de perdão, de escravos por posse e é sempre escravos por dívida, a aquilo que eu tava tentando falar sequer seria necessário de explicar, né? Porque o meu ponto é invocar Deuteronômio, capítulo e 23 era justamente para mostrar que você tinha escravos que ainda tinham contavam com a Voluntariedade, mesmo aqueles que eram comprados das nações ao redor, porque eles poderiam fugir caso se sentissem, né,
que não estavam em condições adequadas, né? E Deuteronômio capítulo 23 deixa isso claro. Só que se a gente não tá falando de escravos por por posse, como o Bruno tá interpretando em Êxodo capítulo 21, eu sequer precisaria importar Deuteronômio capítulo 23 para cá, porque esse escravo já vai sair no sétimo ano. Então não, eu não preciso Mais argumentar, entendeu? Sendo que eu acho que o Bruno tá errado. E Êxodo capítulo 21, essas leis protetivas para mim estão tratando de todos os tipos de escravos, né? O texto bíblico não discrimina assim exatamente, né? em Êxodo capítulo
21, mas o que dá a entender ao redor é mostra um pouco disso e a gente vai falar ainda hoje se tudo der certo sobre essa questão também, tá bom? Então é só para mostrar aqui em todo caso o que ele tá falando Aqui não afeta o vídeo, né? >> Então podemos dizer que eles estarem correndo em anacronismo nessa circunstância como se fosse mesmo na perspectiva histórica, né? >> Não, pelo que eu acabei de explicar, >> na perspectiva teológica, tá? Talvez >> não. E pois é, aí eles falam essa coisa de, ah, o fugido tá
vendo por uma perspectiva teológica, não é uma perspectiva puramente lógica aqui, né, do que eu tô usando no meu argumento, Né? Eu tô importando o Deuteronômio 23, pensando que ele poderia estar tratando aí, aliviando a questão, né? Ou seja, melhorando ou ou humanizando, entre aspas, né? Eh, porque porque novamente eu não acho que Êxodo capítulo 21 está tratando de algo eh moralmente abominável, mas se a gente tá importando Deuteronômio 23, o meu propósito era falar ali, aplicar também a questão da voluntariedade aos escravos por posse, né? Os escravos que eram de das nações Estrangeiras, como
a gente vê em Levítico capítulo 25. Mas se a gente não tá mais falando já mais disso, como o Bruno falou que não tá vendo ali esse esses escravos aí eh discriminados, eh ou seja, descritos no texto, então eu não preciso trazer Deuteronômio para cá, né? Cadê o anacronismo? Então provar que todo pentateu foi escrito pel Moisés, né? Mas aí ele estaria sendo contra a a posição majoritária na pesquisa acadêmica, que é o que ele gosta, né? A Gente já acabou de ver, né? >> É, provavelmente vai dizer, "Eu tenho argumentos em favor disso, né?
Se não me engano, acho que >> não é que eu só tenho argumentos, é que a academia tem argumentos e a academia também veio para eu não tô usando aqui, né, fazendo cherry picking, eu tô mostrando que existe uma discussão muito farta na academia e o erro seria, não tô dizendo que o Bruno tá fazendo isso, mas vamos lá, né? O erro seria justamente Ver a hipótese documentário como uma coisa contínua e e indisputável, tá? Não é o caso. >> Talvez algum algum posto desse vídeo, não assisti esse vídeo todo, né? Talvez algum posto desse
vídeo. Aí o David admite que nem viu o vídeo todo, né? Ou seja, ele não viu tudo e já tá naquela posição de fazer todas as acusações, né, de que eu tô sendo fazendo algo desonesto para defender, sendo que ele não viu a argumentação completa, sabe? Para mim vai ficando cada vez pior. David aqui com isso. Eu assisti até quase no final ali, pertinho no final, mas não cheguei a assistir tudo não. Não me lembro de ter comentado isso. Pode ser que ele ter comentado, mas enfim. Ele tem defendido a visão teó, interção teológica dele,
mas enfim, deve ter algum argumento para isso, né? Alguns argumentos tal isso, não sei. >> Pois é. E a gente só não pode pensar aqui que, ah, eu tô fazendo uma Interpretação teológica, quer dizer que eu tô uma fazendo uma interpretação distante do texto. Não, não, não, não, não, não, não. Para mim, quem tá mais apegado ao texto aqui sou eu, tá? E eu vou provar isso até o fim. >> Vai, vem lá. Isso aqui vídeo do acho que do Stephan Woodford junto com o Kip Davis e o Joshua Ben, inclusive deizando isso, né? Vem
comentando sobre a questão do descad testamento e etc. Tempo que de fato tinha aspectos desumanizadores Envolvidos ali, né? Ah, que é esse vídeo aqui, deixa eu só mostrar pra galera que é esse vídeo aqui que o é um desses aqui, teve acho que dois, foi em resposta ao Pocopan, né? Acho que Copan ou Michael Jones, não lembro agora. Deixa eu ver. Mas você quer comentar alguma coisa quanto isso? >> Ah, posso ir comentando, né? Vamos deixando na verdade do começo já tinha comentado o texto de do capítulo 21 sobre o caso de sair ou não
sair com a Mulher que seria dada a mulher do esse texto é bem complexo assim, né? Porque uma coisa muito clara assim, se o escravo, vamos supor assim, né? Ah, vamos supor que alguém ficou muito pobre e ele tem uma esposa, eu sou, vamos supor, sou casado, tem uma mulher, nós dois ficamos muito pobres e nós dois vamos nos tornar escravos. Se nós dois nos tornarmos escravos juntos, a gente vai sair junto. Então isso esse era bem claro, né, na lei. Se se os dois são Escravos juntos, os dois saem como escravos juntos. Por outro
lado, se a pessoa arrumasse uma mulher depois de ser escrava, e às vezes acontecia assim, né? O senhor dava uma mulher para o escravo. A expressão mulher no hebraico é isa, né? Até até divertido, né? Porque no hebraico homem é mulher éa. É uma coisa é fácil de lembrar porque a gente usou a expressão ich. Eh, eu tinha um professor de história, ele brincava com isso. Uma vez um aluno falou assim: "Ixe, professor". Aí ele falou: "So você sabia que is é homem em hebraico?" Realmente is é homem e isa é mulher. E nesse texto
da palavra isa, né? Ah, se ele dar uma mulher, eu não sei quais as evidências que o festão paralelo com algum versículo, né? Mas essa mulher provavelmente poderia ser uma outra escrava que já estivesse lá. Então, qual que era a ideia, né? Vamos supor que a mulher poderia pensar, ah, já que eu entro, eu virei escravo. E aí tem uma Mulher, >> é, eu dei os argumentos, né? Eu deu o argumento de que a lei paralela anterior fala de de a o posterior, na verdade, tá falando da questão do casamento, como eu li extensamente ali
no texto do Gregorish Retino, né, mostrando que a questão do casamento é o contexto ali e que aí a gente faz um a gente mostra que é um caso um caso mais ou menos paralelo, como aqueles autores também falam, né? Ou seja, em que situação o Casamento eh do servo que entra livre, sem esposa ou com esposa, altera ou não, né, o o desfecho da lei? Então eu tô fazendo esse paralelo para mostrar que sim, essa mulher e dentre as possibilidades poderia ser uma filha. Eh, e aí o Bruno tá falando: "Ah, mas era para
ser era uma escrava ou não sei o quê". Ou então possivelmente uma escrava. É, mas o texto deixa o status civil da mulher ali neutro, né? O texto não fala: "Ah, essa daqui é uma outra Serva que eu tô te dando em casamento, tá? O texto não fala isso". E eu tô dando argumentos pelo contexto para os paralelos com as leis próximas e também pelo discurso que é dito que o servo deveria fazer para continuar na casa que possivelmente era alguém da família, porque ele fala: "Olha, eu amo a minha esposa, amo meu meus filhos
e também o meu senhor", né? Então parece que ele tá aproximando um convívio familiar. Então eu dou alguns argumentos se o Sank, pelo Que eu lembro, é que ele não tenta abordar esses argumentos aqui, ele um pouquinho depois de mim. Essa mulher não pode se enganar pensando que porque ela casou comigo, ela vai sair junto comigo porque ela também vai cumprir o prazo de tempo dela. Então não, não. Isso, essa ali provavelmente era para evitar esse probleminha assim de de vamos supor assim, eh, eu virei escravo, aí uma mulher, ah, eu virei escrava, aí uma
mulher virou escrava um pouco depois de Mim e aí essa mulher se tornou a minha esposa. Eu, eu quando eu saí, ela sai junto comigo? Não, ela não vai sair junto com você, né? Ela vai também ter que cumprir o tempo de escravidão dela. E aí que entrava a a minha o conflito da pessoa, né? Então, eu tenho uma mulher e ela não vai sair junto comigo. Aí eu posso escolher continuar sendo escravo para não perder a minha mulher. Então essa era a opção oferecida pro escravo, né? Assim, porque tem duas opções. Se Você sair,
você vai sair sozinho, sua mulher vai ficar para trás. Se você quiser sair junto com a sua mulher ou com os filhos que você teve com essa mulher, se você quiser continuar junto com ela, você vai ter que decidir ser escravo para sempre. E aí que acontecia o ritual, né? Ah, eu escolho então ser escravo para sempre porque eu não quero ficar sem minha mulher e meus filhos. E aí se furava a orelha, o que é um tipo de voluntariedade também bastante Estranha, né? A pessoa tem que escolher entre liberdade ou família. Era literalmente isso,
né? O senhor chegar a trabalha, você tem uma escolha. Ou você escolhe a liberdade e fica sem a família, ou você escolhe a família e fica sem a liberdade. E aí essa era a voluntariedade. Se o escravo escolhesse a família, ele abria a mão da liberdade, mas ele ficava com a família. Se ele escolhesse a liberdade, ele abria a mão da família e ficava livre. Aquelas voluntariedades que não é muito muito voluntário assim e que luz desde analogias relevantes dos pontos que ele tá colocando, ou seja, uma fácil de falsa analogia, né, de certo modo.
Aí isso aqui me lembrou isso aqui do P compa. >> Não, então novamente eu só não concordo com isso, né? Uma fácil analogia coisa nenhuma. E assim, eu eu não concordo em você interpretar a pior intenção possível da lei, que é o que o Sank tá Fazendo. Ou seja, eh o o San vai até comentar mais para frente algo sobre isso, mas assim, eles estão enxergando no texto a seguinte coisa, que a lei tá querendo ajudar o Senhor a manter os seus servos dentro da casa e para que ninguém saísse de lá, ou seja, para
manter os escravos ali perpetuamente e tal, né? Esse arranjo de coisas. E é como eu falei no vídeo, o escravo não era forçado a casar. Ele o todo, se ele era um escravo hebreu, como o Bruno Sanque tá falando, ele conhecia a lei porque a lei era lida para todo mundo. Todo mundo conhecia a lei, ela era repetida desde que eles eram pequenos. No acordo do Sinai foi assim. Então ele sabia que se ele casasse com aquela mulher, ele teria que ficar lá para sempre, né? Ele ficaria se ele pudesse, né, falar que ama todo
mundo e tal. Então se ele ama realmente vai querer ficar, né? E novamente, eu, o Bruno não enfrenta meus outros argumentos, que Para mim é o sentido de que faz sentido juridicamente o senhor tentar manter uma unidade familiar. Como eu falei, eu acho que aquela mulher, possivelmente, né, dentre as possibilidades, possivelmente ela era uma filha do Senhor. Eh, ou então que pelo menos entre as possibilidades assim contempladas, eh, a, a filha estava inclusa ali com por causa do paralelo com com as outras leis e que isso faz sentido porque o Senhor quer deixar um legado.
Ele, como Vocês mesmos falaram, né, na live, ter um nome, ter um legado que passa, né, é muito importante na antiguidade. Então, a lei tava tentando preservar núcleos familiares, porque lembre-se que as famílias poderiam desaparecer muito facilmente, eh, em um contexto em que havia guerras tribais, infertilidade, como a gente vê várias vezes na Bíblia, mulheres inferteis e tal, eh, ou homens inferteis, então faz sentido eles tentarem manter um núcleo de coesão Familiar, né? Então eu não concordo em a gente extrair a pior interpretação possível e aplicar aqui sem enfrentar as outras coisas que eu falei.
Cadê? Não quero essa legenda. Calma aí. Deixa eu tentar colocar de novo. Não é português de Portugal. Caramba. Traduzir automaticamente. Para português do Brasil. Português do Brasil pô. Português, acho que não vai sair. Vai sair só português de Portugal, acho. Tá, vamos ver se vai sair agora. Tem que ver o tamanho também. Deixa eu ver. Opções. Deixa eu ver. Opacidade. Tamanho da fonte. Acho que vai. Beleza. Ele tá tá com uma cor aqui. Tá feia. Calma aí. Já sei, já sei que tá acasando isso. Calma aí, vou desativar agora. Sim. Deixa eu ver se agora
vai. >> Meu trabalho é fácil porque eu uso veja como acompanho todas as minhas. >> Nossa, agora até a comercial em inglês tá tá tá com Ô caramba, que raç esquece isso aqui. Vamos voltar pelo Mas enfim, me lembrou isso aqui. Ele usa analogia do do time de de basquete aqui no vídeo. Usou alguma coisa parecida. Mas o, mas é interessante, eu acho, perceber isso que algumas leis o fugito interpreta como se elas demonstrassem uma preocupação de futebol, mas é basquete. Mas enfim, >> é sobre essa questão da lei, lembrando que o que eu fiz
foi uma analogia, né? Obviamente nem todos os detalhes correspondem. É assim que uma analogia funciona. Você tem um fundamento comum para conectar as duas pontas. E o ponto que eu tava dizendo ali é o seguinte, que você pode ter uma interpretação de posse, não de uma posse de coesificação, mas uma posse no sentido contratual, ou seja, uma posse análoga nesse sentido, né? Porque quando a gente fala hoje de Posse, qual que é a noção genérica de posse? você poder usufruir de alguma coisa, seja um serviço, seja uma pessoa, um tipo de relação. Então, a gente
pode ter ter tem ter várias coisas aí, né, que a gente pode usufruir. Você pode usufruir de uma casa, então você possui a casa sem ter a propriedade, por exemplo. Você pode usufruir eh de comida, né, você pode usufruir de um contrato. Então, é nesse tipo de relação que eu fiz, é por causa desse tipo de de Relação, né, de possibilidade que eu fiz a analogia, né, você pode falar que o Neymar foi comprado de certa maneira. Existe uma analogia aí do mundo contratual, do mundo que empresarial, que é preservada em várias culturas, né? Então
você consegue fazer esse tipo de analogia com a parte econômica jurídica, porque é muito intuitivo que o que você quer dizer com isso é que existem relações contratuais, né? Da mesma forma, o senhor não poderia, como a Gente já ficou claramente demonstrado aqui, não poderia fazer qualquer coisa com seu servo. Então não é uma posse no sentido de ter uma jumenta, de ter uma casa, de ter um móvel que ele pode quebrar, como a gente tá discutindo, né? Por isso a importância lá da definição da ONU que fala que a pessoa não pode eh sujeitar
o objeto a à destruição, abuso ou abandono, né? Então eh então não é posse, não é posse no sentido eh unívoco igual da da de posse de objeto. Então Esse que era o ponto. O ponto ele era fazer uma analogia, não uma equiparação, tá? Então novamente eu acho que aqui poderiam ter feito um pouquinho mais de caridade interpretativa. Eu acho que sim. Eu acho que sim. Continue isso aqui. Acho curioso, né? Porque algumas leis o fugido enxerga uma preocupação humanitária, porque é como se ele já tivesse adotando um framework, alguma coisa assim, de tentar ver
algum tipo de regulação que humaniza ou ou alguma Coisa relação assim. E aí às vezes às vezes pelo menos a sensação que eu tenho é que não fica claro ele perceber a intenção verdadeira da lei, né? Por trás. Então essa essa lei, por exemplo, olha só. Então o Bruno San conhece a intenção verdadeira da lei, quanto que todos os argumentos que eu tô dando, a academia também, né? Eu sei que existem autores que discordam de mim, evidentemente, mas eu estou tentando argumentar aqui, né, de forma séria e Não, eu não estou tentando ver o a
verdadeira intenção da lei, mas o Bruno sabe qual é. Vamos lá, vamos ver qual que é a verdadeira. Bruno, >> exemplo, que fala pro escravo, eh, ele escolher ou não ser livre, se vai levar mulher ou não vai levar mulher, é para evitar um problema, né? É o problema da da de perder mais escravos, assim. Então, assim, se eu se eu me caso com uma mulher enquanto eu sou escravo e eu posso levar ela comigo, então é óbvio, a Todo mundo que vai, todo mundo que é mulher e é escrava vai querer casar com escravo,
né? Tipo assim, nossa, se eu casar com um homem que é escravo e o dia que ele for liberto eu poder sair com ele, então eu vou me casar com ele. Se eu casar com um homem que é escravo e no dia que ele sair liberto os nossos filhos também serão libertos, então vou casar com ele, vou ter filhos com ele. Então a lei queria impedir esse problema. É por isso que a lei fala: "Olha assim, se você virou escravo junto com a sua esposa, tudo bem você sair com ela." >> Não, mas não, mas
só que aí l, olha só, hein, Bruno, só que a lei dizia que era o senhor que entregava a mulher, né? O senhor entregava a mulher, certo? para o pro escravo. E aí, nesse caso, ele eh não poderia sair se ele concordasse, porque era um acordo e ele sabia que seria assim, né? Ninguém tá fazendo escondido de nada de ninguém, porque a Lei era para ser conhecida entre as pessoas. Ela era lida, ele era um hebreu, como você falou, certo? Então assim, o Senhor entrega uma mulher para ele e aí sim ele não pode sair,
porque não é uma uma escrava pensando assim: "Puxa, se eu me casar com ele, então eu vou sair livre com ele, né?" Não sei o quê. Não, mas nesse caso que a, sei lá, se ele encontrasse alguém, a lei não fala nada assim de ele voluntariamente encontrar alguém e aí eles saírem Juntos. O ponto é, se isso fosse da iniciativa do Senhor, se o Senhor entregasse a mulher, aí sim ele tem essa restrição, né? Por isso que eu tô falando, essa pessoa que ele tá entregando é alguém sobre a jurisdição desse senhor, né? Por isso
que eu falo da questão da filha, né? Se você virou escravo junto com seus filhos, tudo bem, você sai com seus filhos. Mas se você virou escravo e depois arranjou uma mulher, aí não, aí essa mulher vai Ficar. Ah, se você virou escravo e depois que virou escravo você teve filhos com essa mulher, aí não. Aí esses filhos não vai sair com você não. Porque inclusive tinha as escravas permanentes. Inclusive eu falei n do capítulo 20, uma mulher não saía no sétimo ano. A lei se aplicava só a homens. Homens, homens que saem no sétimo
ano. A mulher não, a mulher como escava para sempre. >> Pois é. Mas aí o Bruno tá entendendo. Não, não, não. O Bruno tá entendendo Como se fosse a mesma coisa. Novamente, essa mulher aqui não tá sendo usada, né, como troca para pagamento de dívida. Ela não vai sair como saem os os escravos ou servos nos versos anteriores, Bruno, porque a gente tá falando de modos diferentes de libertação. Ela não tá sendo colocada lá para ser uma escrava permanente. Tanto é que ele diz que se não acontecesse aquelas coisas todas, ela deveria sair sem necessidade
de pagamento de resgate, entende? Então não Tem nada a ver aqui. Não tem nada a ver, Bruno. Assim, a gente fala assim: "Não, mas puxa e a era mais, talvez mais brando pro homem do que paraa mulher, porque na verdade o caso da mulher é um caso de contrato de casamento, é outra coisa. Por isso que ela não vai sair como saem os servos ali, porque os servos, homens, naqueles casos que estavam sendo falado de casamento, né, de contrato de de perdão, do contrato de dívida, eles só saíam após trabalhar 6 Anos e ao sétimo
saiam livre. A mulher, talvez, se ela se desentendesse, não quisesse e não quisessem casar, né, um com o outro, como a lei fala em Êxodo 21, a família poderia pagar o resgate, ela voltava para lá, paraa família original. Se o senhor casasse com ela e não e ou se o senhor não cumprisse com as obrigações também que ela eh de tratamento com ela, ela também poderia sair sem resgate. É o que o texto diz, certo? Basta a gente ler. Vamos ler do Capítulo 21 de novo. Dá para eu pegar aqui, ó. Vamos lá. Versículo 7.
Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos. Se ela não agradar, por por que que ele não vai sair como saem os escravos? Vamos lá. Se ela não agradar ao seu senhor que se comprometeu a desposá-la, ele terá de permitir-lhe o resgate. E é por isso que vai sair de forma diferente, né? não poderá vendê-la a um povo estranho, pois Será, pois será isso deslealdade para com ela. Mas se a casar com o seu filho, tratá-la como se tratam as filhas. Se lhe der ao filho, se
ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais. Se não ele fizer essas três coisas, ela sairá sem retribuição, nem pagamento em dinheiro. Ou seja, ele não, ela não tá lá para pagar uma dívida. Ou seja, ela não vai nem se precisar pagar em dinheiro nada. Não vai precisar dar resgate nada. Porque o acordo ali já era desde o começo o quê? Marital, já era matrimonial, já era com essa intenção. E se não acontecesse, tudo bem, cada um pro seu canto. É isso que
o texto bíblico diz. Então, olha que loucura, né? Eu viro escravo, se o Senhor me der uma mulher como como esposa, eu vou sair como escravo. A mulher não vai, a mulher vai ficar para trás. Por isso que o texto fala isso, não é? Não é, não é uma Preocupação humanitária, é uma preocupação até financeira, é uma preocupação por não perder as mulheres. >> Novamente aí o Bruno interpreta a intenção mais interesseira e cruel possível e enxerga no texto. Então aí aí o cara virava escravo, arrumava uma mulher que é escrava também, tinha filhos com
essa mulher que eram escravos também. E aí chegava o dia dele ser liberto, o pessoal falava para ele: "Olha, você escolhe família ou Liberdade? Se você sair, você sai sozinho. Se você ficar, você não fica livre, mas você fica com a sua mulher e com seus filhos". E olha, de onde isso é voluntário, né? Tipo, você tem que escolher entre seus filhos ou a liberdade. Você tem que escolher entre a sua esposa ou a liberdade. >> Novamente, você escolhia casar com ela ou não, você poderia não se falar assim: "Ah, não, pensando bem, o senhor
tá me oferecendo uma mulher e eu acho que se Daqui lá pra frente eu eu for sair, eu vou ter que ficar aqui para sempre". Ele já sabia disso. Ele já sabia que a lei falava isso, entendeu? Então assim, o ponto é, por isso que eu digo que faz mais sentido ser a filha, entendeu? Porque o Senhor está fazendo aqui uma aproximação daquele escravo para sua do seu servo, né, para dentro do núcleo familiar, porque nada impedia que o servo, por exemplo, ó, pelo menos a lei não discrimina isso, né? Nada impedia Que o servo
eh encontrasse outra pessoa durante ali o a servidão que não fosse proposta pelo seu senhor, entendem? E aí ele se casasse e aí pronto, né? E aí quando quando chegasse o senhor com a com a com a pessoa, né, que ele gostaria, né, de usar ou ou no caso não usar não, mas a pessoa que ele tá propondo em matrimônio pro servo, ele já poderia pensar: "Puxa, mas lá na frente eu não vou poder sair se eu casar com ela". Isso é uma coisa óbvia, uma coisa Óbvia que o escravo pensaria. Por isso que faz
mais sentido pensar que o senhor tá propondo o quê? Que ele se unisse à família, que ele se unisse casando-se com a filha dele. Esse é o ponto. >> Ou seja, a escreve não é voluntária porque eu sou obrigado a escogificar, porque senão eu não posso levar os meus filhos. a escravid voluntária, porque se eu ficar eu não perco a minha esposa, família ou liberdade. Essa é a escolha que todo escravo tinha que lhe dar Quando chegava no sexto ano e se ele tivesse formado uma mulher ou filhos. Família ou liberdade, você não sei, é
um tipo de voluntariedade muito estranha assim, né? Você tem que colocar a pessoa para escolher de família e liberdade. >> Novamente, né? Olhando na pior interpretação possível, fica meio esquisito mesmo, né? >> Pois é. Pois é. Enfim, vamos lá. por conta do contexto, obviamente, mas esse contexto aí quando esclarecido de forma Completa, como você que tá fazendo, dá entender o contrário. Dá entender. >> E eu também tô entendendo aqui que eu estou esclarecendo o contexto de forma completa, né? Só que para mim os meus argumentos são mais fortes do que os dok, até sendo bem
franco aqui com vocês, eu acho. >> Contrário do que isso aí, nesse exemplo da analogia do Bill Gates. >> Sim, sim. É, esse esse caso aí de do capítulo 21, né? Ele vai lidar com a Questão da agressão ao escravo. Na minha leitura, eu acho mais provável, comparando com outros textos, ele realmente tá lidando com um caso, que eu até comentei que essa lei é uma lei zuística, né? é uma lei assim de coisas que aconteciam e que já tinham precedentes. Então tinha que rever como é que lidava com isso. E aqui a gente tá
lidando com um problema, né, que eu comentei também que é on de uma pessoa livre que se tornou escrava. Então não é Um escravo completo. Então esse escravo ele deveria ser tratado com menos algum grau de de respeito, porque ele ainda não é um escravo completo, é um homem livro que se tornou escravo. E biblicamente é bem claro que o escravo ele podia receber correções físicas. Isso acho que o fugito inclusive aí vai reconhecer isso depois no vídeo, se eu não me engano. Mas se a gente lê principalmente Provérbios capítulo 29 verso 19, lá diz
assim: "Não adianta Nada corrigir um escravo somente com palavras, porque mesmo que ele entenda, não obedecerá." E se a gente ler outros textos de Provérbios, a gente vai ver ler que esse esse corrigir eh sem ser só por palavras é corrigir com vara, né? Tá em Provérbios capítulo 10 verso 13, capítulo 13 verso 23, 19, 25, 22, 15, 23, 13, 14, 26 verso 3. Então lá fala que a vara, né, até um provébio fala assim, a vara é para as costas do tolo, então é para bater com vara na costa de Quem não obedece. Tanto
é que as crianças também podiam apanhar com vara, né? Porque a ideia é que ela elas precisam mais do que só uma correção verbal, porque são pessoas com >> eu abordo essa questão de provérbios, mas vamos lá, vamos ver >> que não tem essa capacidade intelectiva tão bem desenvolvida para entender uma correção verbal. Então, quando o texto de Êxodo menciona, então a ideia de alguém que se bate no escravo com pau, Se a gente lê isso a luz do costume de bater no escravo com pau, né, parece que não tá muito fora do que a
gente a gente vê no outros textos da Bíblia. A ideia é de que o escravo podia receber uma correção com vara ou com pau ou algo nesse sentido. Só que o texto vai dizer assim, né? Se o escravo, ele apanhou com pau a ponto de morrer do mesmo dia, o agressor tem que ser punido. E por que que ele é punido? Aqui que tá o ponto, né? Ele não é punido porque a quer Proteger o escravo, qualquer escravo que seja. ele vai ser punido, porque esse escravo, lembre-se bem, não é um escravo qualquer, é um
homem livre que está em condição temporária de escravo. E olha o tanto que isso é problemático, né? Porque se eu tenho um amigo que ele tá com uma dívida enorme e ele corre o risco de virar escravo para pagar essa dívida, é muito estranho ter ser permitido que ele seja morto durante esse processo, né? Não pode matar, sei Lá. Eu se fos assim, com certeza sociedade, qualquer sociedade deveria com muitos maus olhos alguém do próprio povo, caso fique com dívidas correu o risco de ser morto por causa dessa dívida, né? Aqui é ter a diferença
com o Adiota radical, né? Porque o adiota talvez matasse a pessoa que não paga dívida. Para evitar esse problema de não matar a pessoa que não paga dívida, o escravo não pode ser assassinado, né? O homem livre que está em condição Temporária de de escravidão, ele não pode ser assassinado. Ele não pode. Mas aí que entra o trecho, né? Mas se ele morrer depois de dois ou três dias, aí o dono do escravo não vai ser punido. Por que que ele não vai ser punido? Aqui que tá uma diferença com o caso do homem livre,
porque você tem que dar um crédito para quem agrediu, você tem que dar uma um crédito de confiança. Tipo, se ele morreu no mesmo dia, é muito óbvio que a culpa é de quem agrediu, mas Se demorou um pouco para morrer, a gente dá um crédito. >> Quer dizer, não tem a pessoa que não tem cuidado com escravo, não tem zelo com escravo, se morrer no primeiro no segundo dia, é a pessoa que não teve cuidado com o cara, né? Então aí >> no caso o que a lei tá tentando dar é uma espécie de
crédito de confiança pro senhor do escravo, porque se ele agride o escravo, passa dois ou três dias, escravo morre, que que o dono poderia Falar? Olha, ele morreu. É verdade. Há dois a três dias atrás eu bati nele com palma. Mas não foi por causa disso que ele morreu. Ele morreu porque pegou uma doença. Ele morreu porque tava gripado. Ele morreu porque passou mal. Então o que que acontecia? O dono do escravo, se oravo morria alguns dias depois, ele podia dar uma desculpa pro estravo ter morrido, né? Não, ele morreu porque ele tava doente. Não
é porque >> perceba que eu o Bruno tá falando esse Monte de coisa. Isso tá no texto, gente. Sejam, sejam bem francos assim, não. Ele poderia dar desculpa de que o escravo pegou uma gripe e morreu alguns dias depois, né? Eh, será que isso tá no texto? Claro, ele tava colocando isso, aventando como uma possibilidade, né, motivacional. da lei. Mas será que isso tá mais próximo de todos os argumentos contextuais que eu deu? Porque, ó, veja, o Bruno até agora não lidou com nenhum dos meus argumentos, né, dos Paralelismos da lei, do caso do princípio
da retorção imediata. Ele tá só supondo aqui o que a visão dele histórico-crítica tá supondo sobre o texto. Não, puxa, vamos pensar que ele a gente vai colocar e escrever esse negócio aqui porque o escravo podia ficar gripado alguns dias depois e morrer. Aí o senhor vai ter uma desculpa para dar. Será o texto, o texto permite concluir, será que o texto tá próximo dessa, Dessa, dessa, dessa hipótese? Vamos ver, vamos ver >> porque eu bati nele. Tudo bem, dois dias, três dias atrás, eu dei uma paulada nele, mas não foi por isso que ele
morreu. E o que que acontecia? O dono do Stravo tinha uma carta de crédito, uma carta de confiança. Então, tipo, você não vai ser punido porque a gente vai te dar o pretexto da dúvida, né? Então, assim, tudo bem, talvez, talvez então ele morreu porque ele tava Doente, talvez então ele morreu porque ele passou mal, então não tem nada a ver com a paulada que você deu. Então, a gente vai dar uma uma carta branca para você, uma, não sei como é que chamaria isso, né? Um crédito de confiança, né? Então a gente não vai
te culpar pela morte dele. No entanto, olha que interessante, quando era homem livre, quando era homem livre não tinha essa esse crédito de confiança, né? O fugit você tinha que provar mesmo que que a Pessoa tinha lá pegar um cajado, mostrar que não seja não tinha essa coisa de crédito de confiança no caso de uma pessoa livre. Aqui a gente abriu uma, >> como é que é? Tem que provar o quê? Pegar o cajado. Como é que é? Pera aí rapidinho. Deixa eu deixa eu abrir aqui do 21 para ler isso aqui. Vamos lá. Vamos
ler. Vamos ler. Vamos ler. Vamos ler. Como é que é? Tem que pegar o cajado, tem que provar. É como é que é essa história, Bruno? Rapidão. Vamos ver Aqui. Vamos ver. Êxodo capítulo 21 diz assim: "Se dois brigarem ferindo um ao outro com pedra ou com punho e o ferido não morrer, mas cair de cama, se ele tornar a levantar-se e andar fora apoiado em seu bordão, então será absolvido aquele que o feriu. Somente ele pagará o tempo que perdeu e o fará curar-se totalmente." Como é que é o negócio? Crédito de confiança. O
não tem no caso do homem livre, tem que provar. Vamos repetir. Vamos ouvir aqui de novo O que ele fala. Vou até diminuir aqui a velocidade pra gente ouvir se eu ouvi isso aqui de novo. Pera lá, pera lá. Vamos ver. >> Então, ele morreu porque ele passou mal, então não tem nada a ver com a paulada que você deu. Então, a gente vai dar uma uma um carta branca para você, uma sei como é que chamaria isso, né? Um crédito de confiança, né? Então, a gente não vai te culpar pela morte dele. No entanto,
olha que interessante, quando era homem Livre, quando era homem livre não tinha essa esse crédito de confiança, né? Fugi tale aí que se você tinha que provar mesmo que que a pessoa tinha que lá pegar um cajado, mostrar que não você como é que é a pessoa não tinha um crédito confiança e tinha que pegar o cajado e mostrar o que que o o texto falou isso onde, ó. Se dois homens brigarem, ferindo um ao outro com pedra ou com punho, e o ferido não morrer, mas cair de cama, se ele tornar a Levantar-se e
andar fora apoiado ao seu bordão, então será absorvido aquele que o feriu. Somente ele pagará o tempo que perdeu e fará curar totalmente. Que provar o que que tá falando o que de mostrar que os como onde que ele onde que tá isso no texto? Eu achei meio estranho, hein? Não tinha essa coisa de crédito de confiança no caso de uma pessoa livre. Aqui a gente já vê uma certa diferença de status, né? Porque no caso da pessoa Livre não existia crédito de confiança. O crédito de confiança só valia pro caso da pessoa escrava quando
ela morria. Então a a leitura mais natural desse texto é essa, né? Lembrando que essa é uma lei de novo, uma lei casuística, ou seja, uma lei que tá lidando com pretextos que já aconteceram. Então não é difícil pensar a a razoabilidade, né? Nesse contestado, você pensou numa sociedade, as pessoas podem se tornar escravas porque não conseguiu pagar a Dívida. É demais achar que essas pessoas têm que ser mortas porque não conseguiram pagar a dívida. Então a gente precisa de uma lei para proibir que se mate o escravo por dívida. Mas se matar, vamos dar
um crédito de confiança pro Senhor. Por isso que se morrer depois de dois ou três dias não vamos punir e por aí vai. >> Pois é. Ignorou os meus argumentos todos, né? Não enfrentou o que a leitura que a gente faz análise do próprio Hebraico ali, né? Análise gramatical. O Bruno não fez a menor questão de tentar revidar, só tentou falar o que a leitura dele histórico-crítica faz. E assim eu achei uma argumentação bem ruim, sinceramente falando, olhando o texto assim, será que isso aqui tá tudo que ele falou tá pressuposto aqui? Realmente é fácil
de enxergar o que ele falou? Não achei. Não achei. >> Ou seja, não é algo para proteger ou para considerar o escravo. Não tá Levando em consideração primariamente o escravo. Mas sim o senhor, é ele que tá sendo levado em consideração primariamente. Mas >> e vamos levar em consideração outra coisa, ó. Vamos lá. Vamos imaginar que ele falou o seguinte: "Não, realmente êodo capítulo 21 do começo ao fim trata de um um é uma, ele fala assim, né? O Bruno San falou, é uma legislação protetiva, porque no final das contas Não se tratava de um
servo absoluto, né? No final das contas era um homem que se vendeu e já seria já teria sua dívida quitada no sexto ano, sairia livro, livre ao sétimo. Então, por que que ele fala assim, né? Olha, se alguém ferir com bordão o seu escravo ou a sua escrava e o ferido morrer debaixo da mão e o ferido morrer debaixo da sua mão, será punido, né? Porém, se ele sobreviver por um ou dois dias, não será punido porque é dinheiro seu. Ora, por Que que não vai ter punição se realmente haveria esse escândalo, já que o
pessoal tá dizendo que é um escravo hebreu, que tem a sua dignidade, legislação tem que ser protetiva e ele diz assim: "Olha, dinheiro seu, não vai precisar punir, então fica por isso mesmo." Ora, mas não tem justamente a indignação que a gente tava vendo lá por ele ser por ele ser um servo que era hebreu, antilivre? Cadê a indignação? E por que que diz assim? Eh, ele ele eles Interpretam que é porque é propriedade sua, né? Simplity, eles ignoram a minha explicação, né? Eles não aceitam, que é a explicação que o Mário, o o que
o Gregory Strittino falou, né? E eu mostrei no vídeo aqui, eles ignoram isso daí. Por que então considerar uma pessoa livre como propriedade, como dinheiro seu? Se se havia uma distinção muito clara para eles de servo de dívida e servo de propriedade e servo de propriedade ou escravo de propriedade? Não faria sentido a gente tá falando de um homem livre aqui, né, Bruno, e dizer que ele é propriedade. Será que é realmente isso? Você não tava falando que era uma categoria intermediária? Não sei. Eu acho meio esquisito, Bruno, sabe? Mas vamos lá. >> Mas enfim,
é complicado, cara. É, mas só que com a contextualização que o Sanken deu, isso era por quê? Porque se prisava pelo zelo dos escravos, né? Pelo zelo dos escravos no sentido de serem Propriedade no sentido do do dos senhor dos escravos ser um senhor zeloso e crível, né? é uma pessoa crediva, uma pessoa que tem algum nível de cuidado com aquilo que é propriedade dele, né, que não sai estragando tudo, não sai derrotando, né, acabando com tudo ali que é obtido nas mãos dele, né? Então é mais uma lei que restringe, no caso, as atitudes
do do servo ou do senhor em relação ao servo, mas não porque se envolve uma preocupação primária com o Servo, né, considera o servo com status moral pleno, né, e coisa e tal, ou um estatus moral ali a paro dele, não, não é por causa disso, entendeu? É esse o ponto. Quando que se contextualizar adequadamente, se analisa as motivações reais daquilo, né, tenta se analisar a questão das motivações que estão por trás daquilo, a gente visualiza que não é um motivo tão nobre assim. >> Pois é, né? Pois é, né, David? Pois é, mas aí
no caso, se ele não é um um Cidadão completo e não é um escravo completo, por que que diz é porque é dinheiro seu? Por que que não existe aí todo esse toda essa preocupa se o se o texto tem de fato uma preocupação, como o o Sankey falou, né, de dizer que é protetivo porque é um hebreu, pela própria explicação que vocês assumem, não faz muito sentido a cláusula motivacional, né, de Êxodo 21. >> Quanto o fugitado não entenda que seja >> e existe uma interpreta elementos Interessantes nessa análise, né? Aqui a gente tá
com duas interpretações possíveis do texto e existe uma interpretação que o fugita tem que preferir, senão vai criar um problema teológico muito sério, que são dois elementos da análise dele, né? Primeiro, quando o homem morre, quando o escravo morre, a punição tem que ser pena de morte na interpretação do fugita. É obrigatório que seja pena de morte, porque se não for pena de morte, o Escravo, ele não tá sendo tratado como um ser humano pleno. Primeiro ponto, então a punição tem que ser pena de morte. Então ele vai, prim, na primeira parte ele vai tentar
defender que a punição é pena de morte. Na segunda parte, eh, ele tem que defender que o escravo, a expressão durar, sobreviver dois ou três dias, na verdade, não quer dizer que a pessoa morre depois, ela continua viva. O escravo, estaria dizendo só assim, né? Se depois de dois Ou três dias ele continuar vivo, continuou vivo. Agora, ah, eu acho que aí a gente teria uma uma certa dificuldade. Primeiro, o texto não menciona qual que é a punição no primeiro caso, mas se a gente lê o texto pensando na punição como indenização financeira, a luz
da expressão é dinheiro seu, eu acho que o texto fica muito mais mais claro. Eu vou eu vou ler aí. Aí depois a gente compara essas duas interpretações possíveis, né? Como é que Fica? Vamos lá fazer o exercício a interpretativa. >> Eu vou só vou ler o texto como que ele tá emo capítulo 21 versos 20 e 21. Diz assim: "Se alguém ferir seu escravo ou escrava com um pedaço de pau e como resultado o escravo morrer, será punido." Agora, vamos supor que essa essa punição é financeira. É, ó, se alguém virir, porque as leis
do Oriente Médio geralmente consideravam que quando um escravo morre, isso é um crime, não Contra o escravo, mas contra o dono do escravo. Tanto é que se você matasse um escravo de outra pessoa, você restituía financeiramente o escravo perdido. Agora, olha que interessante, se a punição for financeira, for dinheiro, né, ó, se alguém ferir o seu escravo ou escrava com um pedaço de pau e como resultado do escravo morrer, será punido financeiramente. Mas se o escravo sobreviver um ou dois dias, não será punido, porque o escravo Já é seu dinheiro. Qual que é a a
a leitura que alguns propõem, né? Se o escravo morre. E aí, e aí tem, como o texto não diz qual que é a punição, é claro, vai ter pessoas que vai interpretar que a punição é como o fodita tá falando, a punição é pena de morte. Mas se a gente supor que a o texto não diz qual que é a punição, que a punição é financeira, a gente poderia explicar melhor o versículo seguinte, que é assim: se o escravo morre depois e A gente não tem certeza que a morte foi por causa da agressão, a
parte financeira da punição já está resolvida porque o escravo já foi morto. Ou seja, é dinheiro se faz mais sentido, né? fica mais coerente, consistente. >> É, se o escravo morre, >> é, se o escor >> é fica bem bem faz mais, pelo menos assim, para mim, essa leitura faz mais sentido porque explica melhor eh a construção no final é dinheiro seu. Então assim, se o escravo morre na mesma hora, eh, aí a gente vai dar mais uma punição financeira, eh porque a gente tem certeza que o escravo foi morto por causa da do agressor.
Se ele sobrevive um ou dois dias, eh, aí a gente tem uma questão de crédito de confiança, mas aí alguém poderia falar assim: "Nossa, mas se for culpa dele, ele não vai não vai perder nada por isso? Aí o texto diz: "Vai, vai perder", porque ele já perdeu o escravo dele, ele já perdeu o seu Dinheiro. Então mesmo que seja um homicídio culposo, ele ainda vai ter que dar uma certa indenização, que é o próprio escravo. Então assim, se é que a gente teria uma extinção, né, a gente for usar, né, um homicídio doloso ou
culposo. Se for homicídio doloso, além da perda do escravo, ele precisa ter mais uma perda financeira, mais uma punição financeira. Se for homicídio culposo, aí nesse caso, a perda do escravo já é a indenização financeira e A gente não precisa cobrar uma indenização adicional, porque nesse caso a gente não, a gente vai dar o benefício da dúvida, né? Se não foi culpa dele, ele perdeu o escravo. Se foi culpa dele, ah, pelo menos ele ele perdeu um pouco de dinheiro com isso. Então, ele já ele já recebeu a sua punição, digamos assim. Então, essa essa
é uma leitura possível. É, cara, não tem. É, é assim, eu acho interessante, né, a tentativa do Bruno aqui, porque primeiro lugar, no começo Ele e o David, né, quando eu falei isso pela primeira vez lá no meu debate contra o Mateus Benit, né, o o David colocava a mãozinha assim no rosto, ah, Fugita falou, olha só, quando eu li, né, quando eu falei aquele trecho lá e meu Deus do céu, não sei o quê. E o Bruno falava: "Não, tá muito claro no texto, não sei o quê, eu vou ler aqui, né? Agora acho
que eles viram, né, que a discussão é mais embaixo e aí eu não recuei da minha posição em momento Algum, mas eles agora estão tendo que entrar realmente no texto, né, para tentar sustentar a crítica deles lá do começo, né? Então, mas assim, uma coisa curiosa, tem vários pontos aqui, né? Tem vários pontos. O primeiro deles é que o Bruno tá eh repousa sob o fato de que a tradução aqui é punição mesmo, assim, ah, não vai ser punido e a punição é neutra, como se fosse uma punição vaga. E o problema é que o
Bruno não enfrenta o meu argumento de que essa palavra, na Verdade, na Bíblia é vingança. Vingança. Não é uma punição qualquer, não é uma não é uma punição pecuniária. Porque eu quero saber qual é o texto Bruno San em que essa palavra que que eu falei, né, eu dou na e kem, essa palavra, né, que certamente será castigado, punido, que na verdade é vingança, que na verdade ele será vingado. Em qual texto isso aqui está falando simplesmente de uma questão pecuniária de dinheiro em toda a Bíblia. Porque eu quero, eu agora vou fazer um exercício
com vocês aqui, porque a palavra não é neutra, não é uma punição aleatória. Essa aqui, esse aqui é o vocábulo que aparece, tá, lá em Êxodo para vocês verem aqui, ó. Êxodo 21, versículo 20, né? He shall be surely punished ou no 21. He shall not be punished, né? Aqui eu tô enfatizando que é o o a palavra vertida aqui, né? do punido na língua portuguesa. Mas como vocês podem ver, as outras traduções Trazem como vingança, porque como o a o próprio dicionário fala, é pegar vingança, né? Vamos ver aqui os casos na Bíblia onde
essa palavra aparece, ó. Gênesis capítulo 4, versículo 15. E aqui eu tô mostrando, eu mostrei para vocês, só para vocês conhecerem, tá? O Bible Hub. Se vocês quiserem ver as ocorrências de um vocábulo na Bíblia, ele mostra não só a tradução, como também o vocábulo. Eu tenho um software pago em que eu faço isso. Eh, mas eu tô Mostrando para vocês aqui que dá para fazer isso de graça também, tá? Pelo menos esse exercício aqui. Vamos lá. Gênesis, cadê 4, versículo 15? Ele diz assim: "O Senhor, porém, disse-lhe: "Portanto, qualquer que matar a Caimete vezes
será castigado". Essa palavra castigada é de vingança. Então o texto, o que o texto na verdade diz literalmente é: "Portanto, qualquer que matará Caim, né, o Caim será vingado sete vezes e pôs o Senhorou um sinal em Caim para que não ferisse qualquer que o achasse." Então veja só, não só é matar, mas é como é se vingar, ou seja, ter intenção de agravante aqui, né? Eu tô é uma pessoa que foi violada e a a vingança é severa, né? Então será vingado sete vezes mais, né? Então, para expressar essa indignação que é até maior
do que a do que a coisa que foi feita, ele fala de vingança. E é uma vingança muito superior. Aí tá, vamos ver outra Ocorrência. Aqui fala de Caim, a mesma coisa, mesmo capítulo, né? Aí, Êxodo 21:20 é o que a gente tá analisando. Essodo eh, de novo aqui, a mesma coisa. Esse Levítico 26 aqui, nesse contexto em Levítico, é o texto que eu usei ali para ilustrar no meu vídeo, que eles não comentaram. Vamos ver aqui em Números 31, versículo 2. Número 31, versículo 2. Deixa, deixei separado. Vinga os filhos de Israel dos midianitas.
Depois recolhido serás o teu povo. Falou, pois, Moisés ao seu povo, dizendo: "Armem-se em alguns de vós para a guerra e saiam contra os midianitas para fazerem a vingança do Senhor contra eles." O que que significa vingança aqui? Será que é para cobrar assim um dinheiro, uma compensação pecuniária assim, né, de alguém? Não, gente, aqui é vingança no seu sentido mais pleno da palavra, tá? É vingança, vingança, vingança, vingança. Ou seja, vai para vai pro finalmente ali, né, na luta. Eh, mas Deuteronômio, Capítulo 32, versículo 43, deixei aqui separado também. Jubilai a nações o seu
povo, porque ele vingará o sangue dos seus servos e sobre os seus adversários retribuirá a vingança e terá misericórdia da sua terra e do seu povo. Será que é uma novamente tá indo cobrar imposto, cobrar alguma dívida lá, compensação financeira? Não é, é vingança. É vingança, ó. Vingança, tá? Ah, sobre a questão do de do Números, capítulo 31, eu até queria Falar mais sobre isso, porque é o capítulo que o Chileno invocou contra mim, né? Mas eu vou fazer um vídeo só sobre isso, tá? Para explicar ali que as mulheres não estavam sendo estupradas, tá?
Para deixar bem claro que inclusive tem lei contra estupro, né? Na lei mosaica, né? Se vocês não sabem, tem lei contra o estupro. E tem lei, inclusive, que mostra qual como que deveria ser caso você quisesse casar com uma mulher que veio de uma guerra, né? Então ele Ele simplesmente ignoram esses fatores, mas depois a gente faz um vídeo sobre isso. Josué 10, versículo 13, também coloquei aqui, eh, e o sol se deteve e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Que que será que eles foram fazer? Se vingar aqui
dos inimigos? Será que eles foram pegar dinheiro deles, né? Acho que também não. Isto não será escrito no livro de Jer. O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se quase um dia Inteiro. Aqui o os casos que a gente tem da ocorrência dessa palavra na Bíblia, quando se mostra aqui em Primeira Samuel, são contexto de guerra, livro de reis, de Deus fazendo vingança, ou seja, buscando ali a justiça do pelo povo, né, em um contra os seus inimigos. Então, vejam aqui, a palavra tem um sentido de morte. Quem
que era o vingador do sangue? Era da família, né? Aconteceu um crime, era um crime culposo. A pessoa Podia refugiarse uma cidade de refúgio. O vingador do sangue poderia executar a pessoa que é que é um homicida culposo, por exemplo, se ele não estivesse na na cidade de refúgio. E o nome dele era o Vingador do sangue. Então, é uma ideia parecida, né, de vingança. A vingança na Bíblia tem essa ideia de buscar uma justiça retributiva, entendem? Então assim, não é a palavra punir, simplesmente punir aqui que tá sendo usada, tá? É um vocábulo específico
para Vingar-se, vingarse, tá bom? Então a gente tem que deixar isso bem estabelecido. Aí em segundo lugar, eu não sei se também essa explicação do Bruno faz muito sentido, né? Então eh se vamos levar em consideração nessa questão de que ele tá dizendo que é uma questão de retribuição financeira. Então, se ele mata na hora ali, ele vai ter que ser punido financeiramente. Aí se ele não, se ele morre um ou dois Dias depois, então não vai prec ser punido porque já é dinheiro seu. Novamente ele, o escravo, já é dinheiro seu nas duas situações.
Então, para pro Bruno, a questão é que no primeiro caso ele já tem a perda do escravo e vai ter que pagar um dinheirinho a mais. No segundo caso não. No segundo caso é só é vai pagar e vai pagar para quem? É porque assim, a pagar para quem? Porque a questão é a família ser vingada, né? Porque obviamente o servo ali, já que Ele tá falando que é um servo hebreu, ele tinha uma família ser que poderia vingarse, né? Então vai dar um dinheiro para essa família. É isso que o Bruno tá propondo? Ou
seja, essa é a vingança. Eu acho que a família não ia se contentar só com uma vingança dessa, né? Porque como o Bruno falou, ele era um homem livre antes, ele não era uma propriedade absoluta. Então a a novamente a a cláusula motivacional perde um pouco o seu sentido dentro da explicação do Bruno, porque aquele servo em absoluto não era aquele servo que era uma classe intermediária na visão do Sanken servo em absoluto. Então ele não era porque era dinheiro seu. O servo é dinheiro seu. Em que sentido, Bruno? Em uma classe intermediária de pessoas.
E a família iria satisfazer a sua a sua vingança com dinheiro, se já que essa é a sua proposta. Entendem? O ponto que ele o Bruno tá assumindo que é um servo hebreu que se Vendeu e tá sendo maltratado, né? Então assim, já que a casuísca, a lei é casuísca e essa situação já tinham acontecido, eu acho, eu acho estranho a lei falar, fazer isso, sendo que isso suscitaria mais ir ainda. Como eu falei no nos versos anteriores, já é dito, é vida por vida. né? A a lei da proporcionalidade já tava clara ali. Então
eu acho que a explicação do Sanky faz menos sentido que a minha. Novamente ele não enfrenta os argumentos do Michael Chirutino e perdão do Gregory Chirutino. E o Gregory Chiritino também concorda comigo que a pena é de morte ali, tá? Se vocês quiserem eu posso até mencionar as páginas ali. É porque ah, não, eu deixei separado o texto, na verdade, né? Porque ele comenta sobre essa questão da vingança, né? Quem queria faz sentido essa questão que seria a vingança eh por morte? Porque justamente por essa questão de quem a quem deveria quem deveria buscar Vingança,
né? Isso aqui na página 169, aliás, da 166 até a 169. Ele diz assim: "Contrariamente à opinião de Lady, eh não há nada no texto que sugira que o tribunal não pudesse intervir no caso da morte de um escravo de propriedade sem parentes. Novamente ele considera que esse escravo é um escravo de propriedade, tá? E não um servo hebreu que se vendeu. Apesar de que eu acho que a lei vale pros dois, né? Que a lei não não discrimina muito ali em Êxodo 21. Aí ele, Mend Mendenhah observa corretamente que nesse caso provavelmente não haveria
quem convocasse o tribunal ou apresentasse acusação de homicídio. No entanto, ele propõe que a expressão na [ __ ] que eu tava usando, né, no vídeo, que é esse trecho do será vingado, foi usada justamente para demonstrar que a autoridade executiva do próprio Yahui é a base da ação comunitária contra o dono do escravo. Assim, a responsabilidade de Levar o caso ao tribunal recai sobre a comunidade. A licita aqui Deuteronômio 21 dos versículos 11 a 9. Mendenha sugere ainda que se a comunidade da aliança falhasse em agir contra o dono homicida, a culpa recairia sobre
ela, tornando-se passível da ira de Deus. Aí cita Deuteronômio 7, versículos 9 a 11. Aí a possibilidade de ocultação do crime. A morte de um escravo de propriedade poderia facilmente passar desapercebida, pois se a surra fosse Dada em privado, o dono poderia ocultar o crime. E como provavelmente não haveria familiares presentes para questionar o desaparecimento do escravo, porque novamente aqui ele tá achando que se trata de um escravo de propriedade, né, e não de um servo hebreu que se vendeu, ninguém denunciaria o crime e à autoridades. Por isso, o uso da expressão única Na e
na Kem também sugere que o próprio Deus executará vingança contra o dono se o crime não For descoberto. A atuação de Deus em defesa dos oprimidos, que geralmente carecem da de representação legal, é claramente expressa em Êxodo 22, versículos 22 a 24. Aí ele fala o seguinte, ele cita, né? Não afligereis nenhuma viúva, nem órfão. Se de algum modo os afligirdes a eles e eh se de algum modo os afligirdes e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. 24 E a minha ira se acenderá, e eu vos matarei à espada, e vossas
Mulheres ficarão viúvas e vossos filhos órfãs. Aí aí ele continua: Como viúvas e órfãos são particularmente vulneráveis à opressão, entende-se que o próprio Deus executa o julgamento com a espada contra seus opressores. A participação ativa de Deus na administração da justiça é uma característica constante do código da aliança. Ele cita vários casos, especialmente nas leis que tratam de pessoas que frequentemente não tm representação legal adequada. Essa lei, Perdão, essa ideia também encontra paralelos em certos hinos sumérios que falam da proteção dos oprimidos, bem como nos prólogos de coleções legais do antigo Oriente próximo, onde os
reis prometem proteger os desfavorecidos. Conclusão. Recapitulando. É muito provável que a expressão Nacomem, que só aparece aqui na legislação bíblica, tenha sido usada em Êxodo 21, versículos 20 a 20 a 21, para despertar a consciência do juiz ou da comunidade, a Fim de aplicar uma punição rigorosa, visto que o escravo não possui representação dentro da comunidade. Se a comunidade ou o tribunal falhasse em punir o culpado, então eles se tornariam corresponsáveis pelo crime. Como bem observa Gordon, enquanto a execução da justiça era expressa na literatura do antigo Oriente como um dever moral dos governantes, em
Israel, em Israel, esse dever foi estendido a toda a comunidade. Além disso, pode ser difícil descobrir a Morte de um escravo de propriedade, já que o dono poderia facilmente esconder o corpo ou encobrir o crime. Portanto, a expressão Nacom Nakem Nakem eh também sugere que o próprio Deus executará vingança contra o dono se este não for descoberto pela comunidade. É, e lembrando que novamente o o ele já tinha argumentado antes que a expressão possivelmente trata de morte, tá? Ou seja, a punição tem que ser a morte. Pelo princípio da proporcionalidade, por Todas as ocorrências, o
eh o Gregory Tirtino faz a mesma coisa que eu. Ele vê em todas as ocorrências e vê que aqui essa vingança é vingança de morte, entendeu? De você vingar a pessoa na proporção ali do crime deiondo. Então, talvez essa expressão tenha sido usada, até porque ela passa uma ideia mais forte ainda, né? não para amenizar e não para colocar em dúvida. Então assim, eu acho o raciocínio do sunk aqui novamente bem complicado, né, para usar a Expressão que o David ama, né? >> É claro, não tem não tem como a gente bater martelo assim. Agora,
agora o que é interessante é que no caso Mateusida precisa adotar a interpretação que a punição é pena de morte, porque se ela não for pena de morte, o escravo tá sendo tratado um pouquinho abaixo do homem livre. Porque se você mata um homem livre, a punição é pena de morte. Não tem, não tem discussão. Se você mata um homem livre, a punição é pena de Morte. Outra coisa também, né, o Fujita faz uma comparação com o caso do homem livre. E aqui de novo, né, ele ele tem que explicar porque que a expressão hebraica
é diferente. Porque no caso do homem livre, ela fala assim: "Se matar um homem livre, óbvio, a pena é pena de morte. Só não vai ser pena de morte se tiver uma prova concreta de que não foi não foi intencional a morte. Eh, se tiver uma prova concreta, só que é a prova concreta. A pessoa não é para Morrer, é para ela levantar da cama, pegar uma bengala, andar bem, mostrar que tá bem, que tá tudo bem. Eh, e ali, no caso do homem livro, tem que ter uma prova concreta. O texto fala assim: que
a pessoa tem que levantar da cama. E, e por isso que a expressão para o caso do homem livre é levantar, né? A pessoa, a pessoa ficou de cama porque foi agredida, mas ela levantou da cama e andou. Aí sim vai me falar assim: "Não, então foi uma agressão que não matou". A Gente tem prova concreta, a pessoa levantou da cama, a pessoa andou, a pessoa continuou a vida dela. No caso do escravo, não precisa de prova concreta. É por isso que a palavra hebraica é amada. Não é a palavra para levantar da cama. A
pessoa basta que ela tenha conseguido persistir ou continuar viva por dois ou três dias. Então, nessa leitura, nos dois casos, o escravo tá num lugar inferior ao do homem livre. O, Mas e cadê a argumentação, Bruno, em Relação à questão da tradução para levantar-se? Porque amado significa levantar-se também. A pessoa que levanta, ela vai ter a prova também concreta de que andou. E aí, você não viu a argumentação do Gregorino? Como é que você contraargumenta disso? Porque vamos lá. >> Homem livre não tem crédito de confiança. Se mata um homem livre, não tem crédito de
confiança. Se ele sobrevive dois ou três dias, não vai dar Crédito de confiança. Só vai considerar que não foi homicídio se ele levantar da cama e andar. No caso do escravo, não. Se ele não levantar da cama por dois ou três dias, mas continuou vivo, ainda a gente dá o crédito da dúvida. E a segunda diferença é que, no caso, a punição na morte do escravo é dinheiro e não pena de morte. E aí a gente teria a explicação porque que o versículo termina com a expressão é dinheiro seu, ou seja, a pena financeira já
está paga. Então assim, eh, o motivo daidade de interpretar a expressão será punido como uma pena financeira é porque o versículo anterior é como se ele dissesse não precisa da pena financeira no caso da gente ter o crédito de confiança, porque o escravo já é o financeiro. >> Lembrando, né? Só que aí os a pessoa teve a perda nas nos dois casos, se for uma perda financeira, isso não explica a questão do verbo ser usado ali como vingança, porque a vingança na Bíblia Não é você ir pegar o dinheiro de uma pessoa que tá te
devendo ou pagar uma compensação pecuniária, não é, tá? simplesmente não é isso. Então existe aí uma dissonância dentro da explicação do san que não se sustenta, porque a a medida na medida em, ou seja, quando a gente estabelece que a punição tem que ser a pena de morte, aí você quebra, você quebra o o argumento do san que aí no final das contas a pessoa foi punida e aí foi Morta, porque ela não deveria fazer aquilo com o escravo, com a pessoa que era mais vulnerável. E a legislação bíblica protege as pessoas mais vulneráveis, o
órfão, a viúva, o estrangeiro, como a gente argumentou, né? E aí no caso, eh, se ele sobrevive um ou dois dias depois, não vai não vai ser punido porque é dinheiro seu. Então, você percebe que a explicação dele que exigia que o primeiro fosse uma punição eh severa, também pecuniária, perde a Força, né? Vocês estão conseguindo entender aqui? Eh, desestrutura, desestrutura o que o sangue tá falando. >> Então eu a aqui, é claro, a gente tem essas duas interpretações, né? É como o Fujita vai saúde. >> É, deixa eu só comentar um negócio aqui. Paulo,
é na verdade eles já discutiram, tá? O Fujita e o S discutiram, mas foi por um grupo, né, no grupo que a gente faz parte coisa e tal. O Sele debater em vídeo, esses negócio assim, né? Não é Muito apagado dele. >> Bruno San já foi convidado, tá, para participar de debates assim, mas ele simplesmente não aceita. Ele prefere fazer essas lives aí com David, comenta o que ele pensa sobre as coisas, escreve artigos. A gente já teve uma discussão que eu me lembro assim que foi maior maiorzinha, mas por escrito também não durou muito.
Mas enfim, é obviamente a pessoa que tá perguntando aqui tá perguntando de um debate, né? Um debate Assim ao vivo que nem eu tenho com o pessoal, com David, com com outros, né? Com o Chileno, com Mateus Benites. >> É, mas assim, foi uma discussão legal, foi uma discussão interessante. Acho que tem até compilado, né? Fizeram até um PDF, acho que eu não gosto muito debater em vídeo, essas coisas na minha praga. >> Uhum. Mas continue. Terminado. Ali tem essas duas leituras, é claro, né? Essa essa aqui também é bem ilustra aquilo Que o Fita
chama de subdeterminação. Mas assim, eu apresentei porque eu acho essa a leitura que eu fiz mais interessante e o fujita apresentou os motivos dele. Agora para mim, se a leitura do fugita tiver certa e for pena de morte, também não muda muita coisa do que a gente tá discutindo, né? Porque assim, realmente aqui a gente tá lidando com com >> Será que não muda muita coisa? Eu tentando argumentar justamente que você tem uma equiparação aqui do status da Pessoa no da forma como ela tá sendo tratada, né? De como ela tá sendo vista, que é
justamente o que a gente tá discutindo, né? que a acusação que muitos fazem de que a lei é uma lei legislação dura, que os escravos eram objetos. Se o que eu tô falando tá certo, eu tô rebatendo essas pessoas, tá bom? O Bruno pode até não pensar assim, mas pro meu debate contra essas pessoas em que se estigmatiza a palavra escravidão, é importante, Bruno, é muito Importante. Um texto bíblico que tá tentando deixar o escravo num lugar intermediário, nem o escravo completo, que é uma mera mercadoria, que era o caso de qualquer outro escravo, nem
um homem livre completo. Então, o texto tá lidando com uma tensão. >> Pois é. Mas e aí? Porque é dinheiro seu. O escravo é dinheiro seu e ele não é uma mercadoria. Vem, tão vendo atenção aqui? É que eu queria ter falado antes, não sei se ficou claro, a expressão é porque É dinheiro seu. E o Bruno tá falando: "Ah, mas é uma categoria intermediária, não é bem uma mercadoria". Estranho, né? Não, de um caso intermediário. E e é isso que eu acho que é importante, né? Se o gurita tiver certo, que legal, o texto
tá tentando proteger um pouco mais do que eu tô propondo o escravo, porque ele não é um escravo completo, é um homem livre em condições temporárias de escravidão. Eu tô dizendo a mesma coisa. do texto tá tentando dar uma proteção Especial para esse tipo de escravo, mas talvez não seja no nível que o fugita tá colocando. Então eu diria, diria assim, né? Eh, e que independente do que a gente concluir dizia do capítulo 21, a gente tem que sempre manter em mente. Esse texto está lidando com um caso específico, que é o problema de uma
pessoa que não é nem completamente escrava e, portanto, não é mera mercadoria no sentido absoluto, nem é totalmente livre. Ela tá num caso Intermediário. Perfeito. >> Não faz sentido com a cláusula motivacional, como eu falei, né? >> A questão da subdeterminação, eu vou indicar esse vídeo aqui do Sunky, né? O San fez um vídeo muito legal. Inclusive, eu gostaria de ver o que que o Fugi tem a dizer sobre ele, porque o Var algumas obções que eu achei interessantes aqui. Ele já tinha comentado sobre algumas delas, mas ele meio que deu uma Formalizada, né, veio
entrar as formalizada, né, deu uma foi uma articulada ali no, enfim uma live, né, e ao argumento da subdeterminação e também a tentativa de solução do fugit em termos da solução metafísica, né, para subdeterminação, né, que ele acho que é uma solução plausível o problema da subdeterminação no quesito da bíblia, né, da interpretação cor da bíblia. Aí tem esse daqui, ó, problema da subdeterminação da Bíblia para quem tiver interesse, compreor. >> Aí aqui ele aborda no caso várias várias questões, né? Ele aborda também o problema, ele faz uma interrelação interconexão entre o mito do dado,
né? Celesiano, ah, no caso ali o problema do seguir regras, né? Ou problema do critério, né? Também a gente pode chamar assim do do Vitar e do Cripk. E ele faz uma interrelação entre esses dois e a subdeterminação do Quin, como no caso Esses dois problemas é piorando, né? Favorecendo a piora do problema da subdeterminação, né? E eu sei que o fugit ele é cantiano, né? E ele tem uma influência ali, né? Ele é uma influenciado por uma vibeana e coisa e tal. E eu acho que ele tem, eu acho que na verdade essa visão
que ele tem só piora para ele, ao meu ver, ao meu ver ele ser cantiano, só piora lá pro lado dele, né? Mas enfim. Ã, aí aqui tem a parte que que o S aborda a questão dos Problemas da solução metafísica, né? Então ele coloca aqui algumas das problematizações. Eu gostaria de ver sinceramente o Fugita, ã, o Fujita e também o Carlos Alberto, né, de certo modo, interagindo com isso, né, eh, respondendo isso e e colocando na mesa, né, o qu são as soluções que eles propõem para esses problemas e coisas e tal, né, mas
enfim, é isso. E é claro, e o SK esclarece também, >> eu já >> nessa live que subdeterminação é distinta de contingência fírica. Algo pode ser ausente de contingência empíric ainda assim ser subdeterminada. Pode ser sujeito à refutação através do método de de desambiguação, né, que tem aqui coloca. Então eu queria ver a a a análise, né, a análise do fito é acerca disso, a análise disso daí. Mas enfim, >> é, eu não vou assistir a esse vídeo agora, tá gente? Eu tô devendo um monte de coisa aqui no canal, no curso e eh já
Tô, olha só, sabe, sei lá quantas horas vão demorar essa resposta aqui. Então, é um vídeo quê de mais de 2 horas. Em algum momento aí eu vejo, tá, gente? Não vou analisar agora, mas o eu já tinha falado com o David sobre a questão da sobreeterminação dentro das coisas metafísicas e como eu resolvia isso. Não sei se o David esqueceu ou só não quis falar aí, mas enfim. Vamos lá. Posição social dos. >> Isso aqui já toma como dado a a visão de Que de fato o êxodo ocorreu da forma como é relatado, né?
Mas enfim. H, só comentando isso aqui. >> Ô, David, mas mesmo que a pessoa entenda de forma alegórica ou exagerada que não aconteceu o êxodo e tal, o que é registrado ali é que mostra que eles eram eh explorados. E esse é o ponto suficiente aqui pr pra nossa questão, né? Esse ponto é suficiente porque eu tô querendo demonstrar. Acabou. Ou seja, não é para tratar como eram justamente, >> perdão, não eram tratados como eles foram tratados no êxodo. O, a legislação toma isso como parâmetro e ponto. O que que a legislação tá dizendo? e
tal que qual que é o base que ela tá tomando como parâmetro, né? >> Física dito era justamente a de escravos maltratados e submetidos a trabalho. Que rejeitado academicamente, né? Mas >> o que que é rejeitado academicamente? Não entendi. Pera aí. >> Elitas no Egito era justamente a de Escravos maltratados e submetidos a trabal rejeitada academicamente, né? Mas enfim, esforçar, >> talvez ele esteja falando da existência do êxodo, né? Alguma coisa assim. Mas é como eu falei, mesmo que você considere que o êxodo não existiu, o que é tomado como parâmetro é isso. E aí
isso é irrelevante para saber se a lei tá sendo moralmente abominável ou não, porque eh esse é o parâmetro histórico, tudo bem, mas o parâmetro histórico assumido pela Lei é esse. E aí você entende então a cláusula motivacional e de de, ou seja, comparativa, né? Enfim, enfim, é isso. Não tem o que fazer aqui. Tanto faz, tanto faz se for alegórico, se não for, se existiu ou não existiu no Egito. O ponto é que a lei toma isso como um parâmetro.