[Música] Olá, pessoal. Sou a professora Emanuele e já falamos na nossa primeira aula sobre de que maneira a prova de linguagens aparece. E agora a gente vai olhar de fato para algumas questões do Enem para perceber o que é que você precisa observar para você ser feliz e ficar, né, com as questões corretas aí, a alternativa correta.
Primeiro texto que a gente vai ver, um texto um pouquinho reflexivo que traz informações sobre o cotidiano, que é uma habilidade que um aluno que está fazendo uma prova de linguagens, buscando aí o ingresso na universidade, ele precisa saber, ele precisa refletir sobre questões do agora, o cotidiano, esse mundo no qual a gente vive e confrontar com as informações que são colocadas aí no texto. A gente vai olhar aí o Enem de 2023, né, em segunda aplicação. É uma orientação muito importante para vocês.
Olhem as provas anteriores. A gente vai observar que muitas vezes o banco de questões do Enem contempla o mesmo texto com questões diferentes, em anos diferentes. Então é interessante que você coloque aí na sua agenda do dia revisar essas questões dos Enens anteriores para que você tenha uma maturidade de resolução, você perceba como é que é a linguagem da prova para que você não seja pego de surpresa no dia do exame, que não é isso inclusive que nós pretendemos, né?
Segurança, ela é muito importante. Saber, fundamental, mas ter segurança sobre esse conteúdo faz muita diferença enquanto aluno. Então, a gente vai olhar pro texto.
Agora é um texto curto, vocês vão observar que é um texto de poucos parágrafos. Professora, mas o Enem é o modelo geral de concurso do Brasil? Para aqueles alunos que depois que ingressarem na universidade, forem tentar outros concursos, vocês vão perceber que a banca Enem é uma das bancas mais tranquilas pra gente fazer prova, porque existem provas que colocam no texto de 30 linhas para você interpretar.
Olha aí você sentar para fazer uma questão de interpretação de texto com texto de 30 linhas, é melhor um textinho de 10, né? Muito mais feliz. Então vamos observar com aquelas orientações da leitura.
Olha o nome do autor, vejo de onde esse texto foi retirado, né? Márcia Tibor, de onde é que foi tirado, revista Cult. Eu observo isso que pode ser que me ajude, né, a perceber de que maneira eu preciso proceder essa leitura.
É uma leitura de texto. Então eu vou encontrar o estilo desse autor, o que que ele traz, muito adjetivo, muita narração, muitas reflexões. É um texto argumentativo, é um texto dissertativo, é um texto narrativo.
São as informações que eu levo pra minha questão. E a gente vai, antes de olhar pro texto, vamos olhar pra questão propriamente dito, pro enunciado da questão, para que vocês possam perceber que que a gente vai procurar. Márcia Tíbori trata de um tema relevante para a sociedade moderna.
Olha aí o cotidiano. A convivência interpessoal e a hiperconectividade vivenciada no cyberespaço. Habilidade que tá lá nos documentos oficiais de língua portuguesa.
Quem é esse sujeito? De que maneira ele percebe a relação com a tecnologia? Como é que a tecnologia interfere no meu cotidiano?
Você aluno do ensino médio, tem que conseguir refletir sobre essa questão. O texto classifica-se. Eu vou pedir aí a classificação do texto.
Então, eu tenho que encontrar, gente, o que que o texto faz, o que que esse texto ele traz para mim enquanto leitor. Ele quer me convencer, ele quer relatar, ele quer informar. Então vamos olhar pro texto.
A solidão nas cidades grandes é muito mais um sinal da precariedade do sentido da comunidade, da convivência e é mais um problema sociocultural do que escolha individual. Percebam aí que a autora vai colocar a nossa solidão das grandes cidades, né? A solidão das grandes cidades não é uma escolha individual, é o contexto, é forçado pela própria sociedade.
Você é sozinho não por escolha, mas pela forma como a sociedade se organiza. Certamente ela reflete a impossibilidade de retornar às florestas, como um dia fez Henri Turot. As florestas estão em extinção, assim como curiosamente a ideia de humanidade.
Resta fugir para a moderna caverna na selva de pedra, sem querer reeditar lugares comuns, que é a casa de cada um. Até aí você parou a leitura e já percebeu de que maneira essa autora se coloca como voz de autoridade acerca de uma informação. Reflita sobre o mundo que você tá vivendo.
Esse mundo, ele é um mundo solitário. Você não tem como voltar, né, a natureza, você não tem como voltar a vida no campo, como queriam aí nossos amigos arcades, né, na literatura. A gente tem que viver em sociedade e nessa sociedade tecnológica.
Nossa casa, né, a selva de pedra, a gente está ali dentro e de que maneira isso influencia a nossa vida cotidiana. Vamos lá. A solidão é assim a categoria política que expressa a nostalgia de uma vivência de si mesmo.
Ela é, por isso, tent a tentativa de preservar a subjetividade e a intimidade consigo mesmo, que não tem lugar no contexto de relações sociais transformadas em mercadorias baratas. Percebam mais uma vez a voz de autoridade da autora. Nossas relações estão sendo transformadas em mercadorias baratas.
A sociedade da antipolítica precisa tratar a solidão como uma pena e um mal-estar, quando não consegue olhar para a miséria da vez, o fetiche da hiperconectividade que ilude que não somos sozinhos. O que que a gente consegue perceber da leitura desse texto? A gente vive numa sociedade, a gente está hiperconectado, mas isso não significa dizer que nós não estamos sozinhos.
Olha que reflexão interessante a gente consegue perceber colocado aí pela autora. E já dou orientação para vocês. Cuidado com o vocabulário.
Olhou uma palavra, não sabe o que significa, tenta pelo contexto. O que que vai trazer aí essa informação? Tenta identificar o significado, a informação que tá sendo colocada.
Tudo bem? Vamos lá. Márcia Tibori trata de um tema relevante, OK?
é um tema importante. Então, não é um tema do passado. Ela não está fazendo uma análise histórica, ela está fazendo uma reflexão sobre o cotidiano.
Então, a sociedade moderna, a convivência interpessoal e a hiperconectividade vivenciada no cyberespaço. A internet sendo colocada aí como lugar de convivência, não convivente. A gente convive sem conviver.
A gente tem muita gente, a gente tem muitos amigos, mas não convivemos, né, com intimidade com essas pessoas, como é colocado no texto. O texto classifica-se quanto ao gênero textual. Olhei pro texto e pergunto: "O que é que você é texto?
Você é o quê? É uma crônica? É um conto?
É uma opinião? " É um artigo de opinião. Perceberam que em cada parágrafo a autora trazia uma voz de autoridade?
Ela tem um ponto de vista a ser defendido. Ela tem uma tese geral que ela define e ela vai apresentando informações pouco a pouco para que você termine concordando com ela. Esse é o objetivo de um artigo de opinião.
Se é um artigo de opinião, vamos lembrar da aula de tipologia textual. Artigo de opinião é tipologia textual argumentativa. Eu tenho um argumento e eu preciso defender esse ponto de vista.
Percebam que a Márcia Tíbori, ela não cita nenhuma autoridade, ela não traz nenhuma informação externa do texto, porque a voz dela é uma voz de autoridade. Poderia também, ela poderia ter analisado com muita clareza essa questão, a ideia de intertextualidade, quem é um aluno atento, que tá estudando direitinho, identificou o mito da caverna ali no meio do texto, né? caverna moderna.
A internet é a caverna moderna. A gente não tá vendo o mundo real, a gente tá vendo as sombras da caverna. A autora disse sem precisar citar Platão, sem precisar citar o nome da teoria.
Então vamos lá. O que que essa autora diz aí como artigo de opinião? O que que o artigo de opinião procura fazer?
Orientação para vocês. Os verbos, né, de cada enunciado já vai sinalizar aí. O objetivo desse texto, busca resolver a causa da perda de sentido ocorrido na convivência interpessoal.
Vamos lembrar, o artigo de opinião, ele não quer resolver nenhum problema. Você, aluno que tá estudando para Enem sabe que qual é o texto que traz uma solução, é aquele texto que você produz na prova de redação. O texto dissertativo argumentativa, ele traz uma solução, ele busca resolver um problema.
Então, eu já sei que o artigo de opinião não tem esse objetivo social. O propósito comunicativo do texto não é esse. Vamos olhar paraa letra B.
Procura definir a solidão. Não encontrei definição em nenhuma parte do texto, porque o artigo de opinião não tem esse objetivo. Qual é o texto de definição?
O verbete de dicionário, de enciclopédia. a gente iria o glossário. Quando você tem uma palavra que você não sabe o que significa, ali você tem uma definição.
E a autora do texto, ela não procurou definir. Não é o objetivo prioritário do texto essa definição. Tenta explicar o comportamento do homem contemporâneo, tendo como padrão o homem das cavernas.
E a gente vai olhar aí a de que maneira a prova do Enem ela é elaborada com aqueles famosos distratores. O que que é o distrator? Você entendeu?
Você pensou, né? Aquilo que te distrai, aquilo que te leva a pensar numa coisa, tá quase certo, quase correto, quase certinho, porque você viu que tem uma expressão que aparece no texto, tem a caverna moderna que aparece no texto, o aluno desatento escorrega nessa questão. Ele ia marcar a letra C porque ele viu comportamento, homem contemporâneo.
Só que observem como padrão o homem das cavernas. Eu não tenho essa ideia de que o Homem das cavernas era o padrão de comportamento. A houve a menção a caverna moderna, mas não houve essa ideia de homem contemporâneo versus homem das cavernas.
Cuidado aí com os distrutores, porque a prova de linguagens, muita gente diz inclusive isso, a prova de linguagens, todas as alternativas estão corretas. Pera aí, a gente tem que olhar pro enunciado da questão e analisar questão a questão. O que que eu enxergo nesse texto?
Vamos olhar aí pra letra D. Objetivo expressar o ponto de vista de que o mal-estar provocado na sociedade decorre da hiperconectividade. Letra D.
D devo continuar estudando. Marco a letra D, sem dúvida nenhuma. Eu tenho a expressão de um ponto de vista que se eu procurar a definição de artigo de opinião, é isso que eu vou encontrar, a definição de um ponto de vista defendido aí pelo autor do texto, né?
E todo mundo marcou a letra D, todo mundo observou por que é a letra D. Percebam, letra e aí também com aquele distrutor para enganar o aluno desatento, procura discutir os desejos dos antipolíticos que destróem a intimidade na tentativa de preservar a subjetividade. Percebam que a questão vai pegar algumas palavraschaves que estão no texto e o aluno desatento marcaria essa questão com toda a certeza, porque tem antipolítico, tem hiperconectividade, tem subjetividade, mas esse não é o objetivo do texto.
Eu espero que vocês observem essas orientações nos estudos de vocês. Analisem questão a questão.