e eu sou professor de história filosofia grega história filosofia antiga departamento de filosofia da faculdade de filosofia letras e ciências humanas da usp tem trabalhado com esporadicamente com os diálogos de platão e estudar também a personagem só que o fim está todo elaborado a partir de alguns dos diálogos de platão na verdade é a figura que só configura um pouco controversa porque como não escreveu nada existem algumas fontes poucas fontes a partir das quais se conhece o pensamento dele platão é uma delas além de platão existe xenofonte que foi um outro ciclo de sócrates e
aristófanes que inclusive já mencionado no filme que não foi um seguidor de sócrates foi um crítico de sócrates é uma figura de sócrates ela é historicamente muito controversa é evidentemente que para a posteridade socrates que se tornou a grande figura do grande filósofo quase sinônimo de filosofia foi sócrates dos diálogos de plantão e o filme de rossellini evidentemente se inspira nos diálogos de platão e ao se inspirar nos diálogos de platão arroz ele escolhe alguns desses diálogos nos quais a presença da figura de sócrates é muito marcante existem alguns deles não apenas apresenta um só
que como uma personagem mas também apresentam acontecimentos da vida de sócrates o mais provavelmente o mais antigo desses textos de plantão é a chamada apologia de sócrates que é não é um texto dialogado é um texto em prosa corrida no qual platão estaria relatando supõe-se que finalmente o o o discurso de sócrates em sua própria defesa no tribunal de atenas quando ele foi acusado em 399 antes de cristo de corrupção da juventude e de negar os deuses da cia dádi introduzindo deuses novos isso é levou a uma acusação feita por é duas 2 por duas
pessoas mileto yane tu né e então o texto que nós conhecemos como apologia de sócrates consiste basicamente no que sócrates teria dito em sua defesa no tribunal esse texto provavelmente o mais antigo dos textos que nós temos de platão no qual a influência no qual a inspiração sócrates e platão ainda é muito forte nós temos depois um grupo de diálogos realmente diálogos breves diálogos curtos que se são muito provavelmente também bastante inspirados ainda na figura histórica de sócrates que são conhecidos como diálogo socráticos o diálogo de juventude de platão desses diálogos a um diálogo muito
importante para o filme de fato ele tem realmente muita relevância que ao grito porque eu não grito ele é platão cria como cenário do do diálogo à prisão e que sócrates já está após a sua condenação e na qual ele recebe cristão que é um amigo mais antigo dele né é um amigo muito próximo dele e o diálogo todos se dá em torno da de alguns momentos até posteriores à condenação sócrates já na prisão os outros diálogos chamado de diabos socráticos são todos eles também chamados de diálogos a poéticos porque eles terminam em a polia
a palavra poderia em grego significa até mesmo sem uma solução sem saída e parece que a intenção deles de fato não é produzir uma solução para o problema é que é investigado pelas personagens mais criar uma situação de dúvida insolúvel são diálogos breves alguns desses diálogos aparecem no filme você line esporadicamente rapidamente e outro diálogo fundamental que o roteiro é explora é o fédon que já é um diálogo considerado de maturidade de platão mas cujo cenário é últimos momentos da vida de sócrates quando sócrates na prisão recebe os seus discípulos pela última vez está prestes
a tomar o veneno que vai matá lo a cicuta e isso então é uma ocasião para que ele defenda é junto aos seus discípulos a tese de que ele não morrerá na verdade de que a sua alma ou seja ele mesmo enquanto alma sobrevive a morte do corpo que é uma tese de enorme influência posterior no cristianismo né mas que muito provavelmente não é uma tese socrática uma tese platônica é uma tese jardim período de maturidade da do pensamento de platão é e que platão põe a boca de sócrates porque sócrates na grande maioria dos
diálogos é um grande porta-voz a grande personagem dos diálogos então é você me como aliás me parece que é inevitável mesmo elege esses três diálogos como sendo os diálogos em que fornece o material básico próprio roteiro do filme mas aparece eventualmente uma outra passagem que diz respeito a outros de águas né por exemplo há no momento do filme que só quer dizer é informado por um dos seus discípulos de que ele foi acusado no tribunal ele vai até o tribunal e no caminho ele depara com duas pessoas e ipss's que é um surfista e os
sofistas nos diálogos de platão são personagens muito importante porque eles fazem o contraponto à figura socrática só que é uma espécie de herói dos diálogos de platão e os ofício é uma espécie de vilão dos diabos né o surfista é o adversário socrático é aquele que professam saber que só que eles consideram falsos saber hípias é um desses surfistas os sofistas hípicas é protagonista górgias que chegam a selecionados também no filme eram professores e retórica eles ensinavam os jovens por mediante um certo pagamento ensinavam os jovens aristocratas cidades gregas a usar bem discurso nas assembleias
então sofista tinha um papel muito importante na construção da carreira política do jovem cidadão sobretudo em atenas que é uma democracia onde o uso da palavra é livre ao cidadão e portanto ter um domínio da retórica é uma forma muito eficaz de construção de uma boa carreira na vida pública os sofistas então eram personagens muito importantes nessa nessa vida pública sócrates se contrapunha eles só que contrapunha o que ele considerava como uma investigação da verdade com essa com essa maneira sofistica de utilizar o discurso como um instrumento retórico claro que historicamente essas diferenças não seria
provavelmente não foram tão grandes quanto platão é descreve os seus diálogos né então hípias cruza com sócrates no caminho de sua casa até o tribunal e nesse momento um roteiro de maneira muito sucinta retoma o conteúdo do diálogo e nesse diálogo o tema do diálogo é a noção de belo mas aí o belo não é apenas um conceito estético também o conceito moral o grego quando queria falar de uma ação moralmente boa ele usava o adjetivo belo aliás em português eu posso dizer se uma bela ação e o tema da beleza então é posto ipi
afirma que sabe o que é belo aliás equipes afirma sabe tudo sobre qualquer assunto é bastante é pretensioso e sócrates começa a desenvolver o seu estilo argumentativo interrogativo ele pergunta aí pois o que é o belo e ps responde à pergunta o que é o belo de uma maneira que não responde de fato a pergunta por que ele responde o belo é uma bela moça e só acrescentam mostra ele que uma bela moça não responde à pergunta o que é o belo porque existem outras coisas belas além de belas moças belas réguas e ele chega
a dizer pelas panelas até uma panela pode ser bela né então responder à pergunta o que é o belo é descobrir o que é é o belo que torna a bela a bela moça que torna bela bela égua que torna a bela bela panela e é essa é a questão fundamental do dos diálogos socráticos de platão a busca de uma definição universal para um conceito geralmente esses conceitos são conceitos morais bom quando o sócas mostra ipss's que a resposta que lhe dá não responde à pergunta à ips disse que está atrasado vai embora quem tem
mais o que fazer sócrates até uma próxima embora e aí então ele chega no tribunal enquanto eu tive from eu tive uma personagem de um outro diálogo de platão e se desenvolve ali naquele momento muito rapidamente o conteúdo do diálogo eu tive bom que é sobre a noção de piedade e aí então só que pergunte o que você está fazendo aqui no tribunal eu tive um dia eu vi aqui acusar o meu pai porque ele assassinou um dos meus escravos e eu te falar um sacerdote sócrates então pergunta a ele o que é o piedoso
e eu tenho responde o piedoso é o que eu vou fazer agora acusando o meu pai no tribunal ele dá uma resposta que não responde novamente a pergunta o que é o perigoso porque o piedoso tem que ser algo que está presente em todas as ações piedosa e não apenas naquelas só em particular isso em menos de cinco minutos no filme você nem sintetiza e dawn ao espectador uma idéia do que teria sido o famoso método interrogativo socrático que buscava mostrar para o locutor que o interlocutor não sabia o que imaginava saber e ao mesmo
tempo mostrava a esse interlocutor que responder à pergunta o que é um determinado conceito qualquer não pode ser apresentar um exemplo mas tem que ser o que mais te chamou de uma definição universal disse platão vai tirar toda a sua filosofia pessoal dessa busca de definições universais né isso muito rapidamente no filme você introduz de maneira muito clara claro que quem conhece o diálogo se identificar rapidamente né esses diálogos mas de maneira muito clara e sucinta é apenas no caminho da casa de sócrates até o tribunal ele é embutiu esses dois breves diálogos aí né
tem um momento também do do filme que você nem faz uma uma associação muito interessante o os ele o roteirista do filme quando ele associa a acusação que sócrates recebe no tribunal há uma idéia que aparece no mundial o posterior que o feder o que já é um diálogo de maturidade de platão no qual platão faz uma famosa crítica à escrita valorizando a oralidade nesse diálogo fedro platão diz que o ensino da filosofia é muito mais eficaz oralmente e por escrito porque o texto escrito em um texto congelado ele é incapaz de reformular se ele
está fixo enquanto que a oralidade a palavra oral na sua flexibilidade permite uma uma correção uma reformulação isso na verdade é um pode ser visto como um grande elogio do método socrático da interrogação oral lembrando que sócrates não deixou nada escrito provoca é possível que sócrates tenha defendido essa tese de que a oralidade é um instrumento muito mais eficaz no ensino filosófico do que propriamente o texto escrito isso é uma pequena fala de sócrates que retoma uma passagem do fim do diálogo fedro que também é um diálogo de maturidade de platão na basicamente acho que
são exigidos os diálogos que aparecem com clareza aparecem a certas teses o crat casas que estão espalhadas pelos diálogos por exemplo sócrates teria defendido nos diálogos de juventude de platão a tese de que a virtude moral é um tipo de conhecimento é quem detém o conhecimento do que é uma virtude por causa desse conhecimento dessa após ter conhecimento agirá de maneira virtuosa é muito importante na história da filosofia de que a a virtude moral do que a moralidade da ação do indivíduo resulta da posse de um saber que esse indivíduo possui por isso então é
preciso descobrir a resposta à pergunta é o que a virtude o que é a piedade o que é a moderação o que é a justiça porque somente sabendo que são essas virtudes se poderá agir virtuosamente mostra a tese que sócrates teria defendido segundo esses diálogos de platão que é uma tese que plantava retomar e terá enorme importância na sua filosofia é a de que os a um saber político na cidade que não pode ser diferente de uma competência reconhecida por exemplo para o técnico então tem um momento do filme que você retoma um argumento usado
por sócrates nos diálogos que é mais ou menos o seguinte se nós tivemos que navegar é viajar de navio ele pergunta ações o locutor nós vamos escolher a quem para pilotar um navio a resposta é evidentemente o piloto de navio e por quê porque nós reconhecemos nenhum saber sobre o que é pilotar navios nós vamos pedir ao quarto inteiro que pilote nosso navio se nós tivemos que fazer mesas e cadeiras pediremos um carpinteiro que as façam porque ele detém um saber sobre isso o que sócrates dizer na vida política é a mesma coisa que devemos
pensar de quem deve governar a cidade é quem detém um saber sobre o que é governar a cidade assim como um piloto de 9 ou detenham saber sobre pilotar navios foi a tese muito importante para a tam porque ela é de certa maneira uma crítica da democracia ateniense na concepção da democracia ateniense todo e qualquer cidadão sabe governar e o que sócrates está introduzindo a uma certa crítica dessa idéia governar bem é possuir um certo saber não saber moral que legítima que determinados indivíduos sejam governantes na cidade é outra tese que é sócrates queria defendido
também que uma tese muito interessante e difícil é a de que cometerem justiça prejudica mais aquele que comete injustiça do que aquele que sofre ação injusta essa matéria que aparecem vários dos diálogos de platão e em alguns deles é atribuída à sócrates de que é preferível ser injustiçado a cometer injustiça com essas teses todas aparecem de maneira muito fluida nos diálogos na verdade provavelmente só que não tinha uma doutrina acabada sobre essas terras ele deve ter utilizado com o objetivo fundamental dele que era mostrar o interlocutor que o interlocutor não possuía um saber que ele
imaginava possui e isso nos leva ao ver o au-au o ao texto central sobre sócrates que a apologia de sócrates apologia de sócrates como eu havia dito ela é um texto de juventude de platão no qual ele relata a defesa que sócrates faz no tribunal e ali só que tem um episódio famoso que inclusive você ele no filme vai explorar explorar largamente que é o do oráculo de apolo segundo a sócrates conta um amigo dele foi até a cidade de delfos que é onde fica o oráculo do deus apolo o oráculo é um tempo no
qual fica uma sacerdotisa a pizza que é encarregada de responder às perguntas feitas pelos homens e ela responde pelo deus apolo a resposta dada por é a resposta dada pela própria divindade a porta e esse amigo de sócrates pergunta ela existe alguém mais sábio do que sócrates e ela responde que não portanto deus apolo responde que não sócrates dizendo não entender não entende porque é a única coisa que eu sei que eu não sei nada então deus está enganado vou provar que o deus está enganado e aí ele diz vou procurar na cidade aqueles que
são considerados sábios na cidade portanto ele vai testar a formação que a divindade faz sobre o seu saber com aquilo que os homens na cidade julgam seu saber e ele então procurará políticos poetas e artesãos de sócrates então que interrogando esses indivíduos ele constata que todos eles imaginavam possuir um saber que não possuíam e que ele sócrates tinha um saber que eles não tinham que era o fato de que ele não sabia nada e que ele estava consciente de não saber nada então a sabedoria socrática a consciência da ignorância e à ignorância dos pretensos sábios
está na sua presunção de possuírem um saber que não possuíam sócrates diz essas interrogações que eu fiz produziram vários inimigos pra mim porque os homens que diziam saber algo quando eu mostrava que eles não sabiam passar vão me odiar e provavelmente por trás desse óleo está a acusação a que ele é submetido no tribunal ele é acusado por que ele há ali é ganhou muitos inimigos com essa sua investigação e ele terminar esse trecho da apologia dizendo a partir desse momento eu me tornei um o filiado de apollo 11 assistente de apolo ou seja eu
passei a interrogar qualquer indivíduo para mostrar que ele pensava ter um saber que de fato não tinha e aí de sócrates a minha vida toda eu passei afastado da vida pública sem nenhuma pretensão política pobre sem nenhuma preocupação em é acumular riquezas interrogando todo e qualquer indivíduo que diante de mim professar se há algum tipo de sabedoria para mostrar a ele que ele não tinha saber nenhum e por isso então os diálogos de platão os diálogos de juventude são todos eles sem uma solução porque a intenção de só que não é solucionar a intenção de
sócrates teria sido produzido um interlocutor a consciência de que aquele saber que ele imaginava possui um falso saber num dos diálogos de de velhice de platão chamado t e tu platão vai escrever esse método socrático se valendo e aí é difícil saber se isso foi sócrates o platão se valendo de uma de um fato interessante sócrates a filha de uma parteira e de um escultor e nesse diálogo sócrates afirma que o que ele faz com os interlocutores é o que a mãe dele fazia com as mulheres o ajudava da luz ele dizia que o interrogando
os seus interlocutores ele não produziu nenhum saber nos interlocutores apenas ajudava os seus interlocutores a trazerem à luz alguma verdade que eles possuem na sua alma então ele chamava se de parteiros como sua mãe o nome a palavra grega para a arte da parteira é maiêutica e daí vem uma expressão que é muito conhecida que é a maioria fica socrática esse método interrogativo de auxiliar o interlocutor a trazer para para a sua própria consciência as verdades ou falsidades que ele possuía na sua alma então é um método eminentemente negativa interrogativo portanto muito provocativo e o
filme de rossellini deixou isso muito claro sócrates raramente responde alguma objeção com afirmações incisivas ele levanta sempre perguntas que elevariam seu interlocutor a se convencer daquilo que ele acha que o interlocutor deve aceitar é um estilo de filosofia eminentemente interrogativo fazer um filme sobre sócrates na itália em 1970 e de uma maneira muito é que nós podemos dizer muito sólida porque é muito evidente que o cm tem uma formação humanista muito rica que conhece os diálogos de platão né tem um apelo muito interessante porque só que se tornou na história da filosofia uma espécie de
exemplo paradigmático do intelectual que se contrapõem os poderes estabelecidos algo que é que é muito forte na europa na época de que você nem faz o filme né esse tema da relação entre o intelectual o poder sócrates é claramente um indivíduo que prefere manter as suas convicções mesmo que isso lhe custe a vida porque o que é o que há de mais impressionante no caso de sócrates é que quando ele é julgado e condenado é costume no tribunal ateniense que o condenado tenha direito a propor uma pena que é quando ele é condenado à morte
ele pode propor uma pena alternativa normalmente os compostos por uma multa em dinheiro no valor alto sócrates diz eu não me considero culpado de nada ao contrário esse trabalho que eu faço de interrogação é um benefício que eu faço para os homens portanto eu não posso propor para mim pena nenhuma porque estaria admitindo que eu tenho alguma culpa e aí de maneira muito irônica ele disse eu proponho que vou que a cidade me sustente como ela sustenta os vencedores dos jogos olímpicos porque ele se considera na verdade alguém que deve ser sustentado pela cidade porque
o que ele faz pela cidade é benéfico à cidade ao dizer isso ironicamente ele obriga o tribunal condenou à morte o tribunal não tem alternativa agora não será condenou à morte o que significa que entre entrar em contradição com a sua própria vida e salvar sua vida ele preferiu manter a sua coerência tem uma fala do filme aliás em que sócrates dizia isso eu não vou entrar em eu não vou negar as minhas convicções a vida toda ele prefere ser condenado à morte a ter que negar essas convicções e aí então ele se torna uma
espécie de símbolo dessa história deste desta maneira de ver a a vida interior de um intelectual que ele considera mais importante do que qualquer concessão que ele tem que fazer os poderes estabelecidos sócrates nunca foi um desobediente a lei tanto que no diálogo cristão quando clinton propõe a ele que fuga da que fuja da prisão ele disso eu fui condenado pela lei da cidade eu não vou fugir da prisão porque seria cometer uma injustiça portanto ele é um legalista e obedece à lei mas quando a lei obriga a ir contra as suas convicções essas convicções
para eles são mais importantes do que qualquer desejo legal da cidade então é interessante que num momento em que esse é um tema muito forte né na cultura européia dado o papel do intelectual na cidade que um fio que é filme seja feito e que haja um estoque muito claro pra isso um conflito entre a convicção do intelectual e aquilo que o poder estabelecido exige desse indivíduo ao portanto um contraste muito forte entre o indivíduo ea cidade o indivíduo e o poder público né eo episódio socrático o episódio no qual há o valor à vida
interior intelectual ela é superior a qualquer tipo de imposição dos poderes estabelecidos né acho que são um tema é que não é um tema atemporal e sua época de sócrates é da época de rossellini e da nossa época qual é o papel da reflexão do livre pensamento no uma cidade um país né o intelectual deve ter um papel na na vida pública e que tipo de papel deve ter ele deve se engajar partidariamente ou não né são temas que fazem parte dos nossos das nossas preocupações em santa maria sócrates é o exemplo paradigmático né dessa
dessa visão da relação entre o indivíduo ea cidade