[Música] eu quero então chamar essa mesa novamente uma mesa afrocentrada e que vai ser coordenada pela minha querida amiga parceira companheira Tessa que vai apresentar a mesa Tá certo gente obrigada éco bom gente boa noite eu vou chamar então sem mais delongas para compor a mesa o Professor Renato Nogueira [Aplausos] le e o professor Anderson [Aplausos] [Música] flor bom gente então a gente eh começa essa mesa o o os nossos os os os os participantes dessa mesa são muito modestos eles deram uma mini Bill bem mini mesmo que eu vou passar para vocês eh Renato
Nogueira que vai começar falando tem vivência familiar Grio ele é Pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro depois a professora Alina Leal tomará a palavra Ela é professora do programa de pós--graduação em filosofia da PUC do Paraná e professora colaboradora eh do ppg drr e eh por último Professor Anderson flor eh finaliza a fala ele é professor do departamento de filosofia da Universidade de Brasília então Passa Eh boa noite agradecer a oportunidade a gente conversar um pouquinho eu vou gastar por volta de 20 a 25 minutos para trazer aqui um dos meus principais
investimentos intelectuais uma das minhas principais eh tarefas cotidianas que é investigar os afetos que é um pouco tentar compreender como é que os nossos sistemas afetivos têm se compondo de que Maneira eles se compõem como como eles se constróem dedico essa apresentação a meu mestre que ancestralizar vou fazer um sinalzinho pode passar É eu tô trazendo aquelas coisas que a gente nas nossas infâncias nós sempre pensávamos aquilo que atravessa de algum modo as primeiras perguntas mais inocentes da filosofia que são aqueles três grandes conflitos o nosso a nossa tensão com a natureza a nossa tensão
com Os outros e a nossa tensão conosco Eu Tô interessado muito nesses caminhos e de alguma forma a filosofia tá sempre conversando com isso como a gente lida com a potência que é natureza como a gente lida com terremotos maremotos cataclismas como a gente lida com a relação com o outro onde o nosso contato é de um porco espinho onde precisamos de afeto carinho atenção e quando nos aproximamos tanto a intimidade nos fere como os espinhos né como a gente se Relaciona conosco com a nossa nosso envelhecimento a nossa impotência a nossa morte os nossos
erros vacilos acertos é tudo isso dito isso avançar eu tô muito pensando com diop o diop de alguma forma tá conversando com Antônio Bispo dos Santos com o nego Bispo eles conversam muito por quê diop fala em berços civilizatórios tem por trás disso tem junto com isso eh também uma certa Biogeografia de como os afetos se constituem algumas sociedades os berços civilizatórios né Meridional e o setentrional Essas são algumas características de diferenciação então ele tá interessado como os equipamentos sociais são construídos em cada berço civilizatório então por exemplo no berço civilizatório setentrional vai ter mais
exército permanente as construções arquitetônicas vão ter mais Muralhas do que Pontes Porque tem uma uma precondição que é tem pouco recurso muito desejo tem pouco recurso para muitos interesses então estamos a disputar recursos na vida isso tá na teoria neusi maltusiana thas maltos demógrafo geógrafo ele tá pensando sobre isso Então essa é uma base em contextos do berço civilizatório Meridional a gente tem tão a gente não se ama o tempo inteiro mas a gente compreende que juntos podemos compartilhar Podemos Construir de modo mais elaborado os desafios que são coletivos a gente tá no mesmo barco
então esses civilizatórios tem a ver com isso eles tem unidades matricas é uma ideia interessante que aum traz que não é exatamente matriarcado né como aquele oposto do patriarcado pode avançar Vou passar rapidinho Por isso o Diamond ele tem eu tô só citando ele rapidamente que eu acho que porque ele traz de alguma forma como alguns Projetos civilizatórios eles tendem a uma necessidade de expansão que muitas vezes produz guerras justamente guerras permanentes né guerras de expansão permanente e como algumas culturas não se organizam dessa forma ele vai dando razões biogeográficas para isso não vou explorar
tanto mas como é que isso converge né estão convergindo em alguma medida pode avançar e agora eu vou feito isso e eu vou até onde um ponto que eu considero muito Importante porque a gente tá no GT de raça e conversávamos ontem né e o Anderson me conhece o me conhece muito tempo eu não estudo raça exatamente né pesquisador do campo da raça né eu pesquiso sempre pesquisei que filosofias filosofia africana povos indígenas sempre que obviamente a gente tá racializado né mas eu tô muito interessado nesse caminho que o Bispo faz também muito interessado com
esse caminho o bispo fala do seguinte tem Basicamente é muito mais complexo do que isso em certa medida mas ele ali no início ele vai complexificando pra gente né aumentar a compreensão é o seguinte a gente tem basicamente culturas cosmofit algumas culturas são cosmofit outras cosmofit cmof elas tendem elas tendem a produzir um ambiente onde o medo e a raiva são emoções muito frequentes eu tô pensando muito como é que o nosso aparato afetivo se organiza dentro Desses dessas atmosferas culturais que o Bispo tá dizendo Então não é que tem Santo demônio não tem santo
demônio né o Anjo nem o demônio são pessoas algumas pessoas não tão autorreguladas e a forma delas lidarem com a sua frustração é produção de violência e controle porque elas estão com dificuldade de lidar com as suas frustrações aí você cria um sistema que ele tá todo calcado nisso Ok os contextos culturais cos mofos tem uma não que não tenha medo não tenha raiva Mas o medo e a raiva eles têm que ser usados de modo biofílico a favor da vida então isso é um Desafio então estão sempre se autorregulado aí o Bispo vai dizer
o seguinte que a gente tem mais que no contexto cultural afr pendor a Gente Tá no contexto cosm então o Bispo tá trazendo uma uma perspectiva que num contexto cultural cosm a gente tinha isso muito mais frequentemente aqui nesse contexto que a gente Ch de Pindorama né no contexto dos africanos também enquanto contexto dos euroasiáticos era muito frequente a cosmofobia não que só tivesse contextos culturais cosmicos tinha Floresta de xú tinha um monte de coisa tinham mulheres que que faziam medicina mas foram queimadas vivas pelo patriarcado naquele contexto o medo que aqueles homens tinham crônico
de que as mulheres pudessem dizer para eles como se curava uma enxaqueca percebam isso e produziam Tribunais altamente sofisticado para queimar mulheres em outros contextos mulheres eram sacerdotizas que abençoavam a terra são contextos cosmofit tudo bem não tô falando que não tem tensão tô dizendo assim tem uma diferença como a gente lida com as nossas tensões pode avançar o tempo e trazendo trazer uma uma autura ali da Maria Martins aqui pra gente pensar junto o tempo ele é Espiralar não tempo linear Nesse contexto nos contextos dívida ela é muito satisfatória pro projeto capitalista faz muito
sentido essa dívida diante da vida ela tá em três tempos o passado de um paraíso o presente de muitas tribulações e um futuro de um paraíso retornado é a terra prometida ok foi bem isso aqui esse é o esquema nos contextos cosmofit espiritualidades circulares que não precisam operar com a noção de Salvação não tem não tem para ser salvo a gente tem que se equilibrar melhorar é outra coisa então muda a maneira de compor tá então o tempo tem aí pode avançar eu queria chegar um pouco nesse Campo eu tô Partio um pressuposto de que
nós somos seres afetivos e como seres afetivos eu tô pensando aqui numa linha eh afetos primários emoções afetos secundários sentimentos afetos terciários pensamento pensar é um ato Afetivo e a gente tá sempre num exercício de tentativa de Equilíbrio né procurando ali um equilíbrio de como os afetos nos atravessam e nessa procura nessa busca o medo tem função todas emoções têm funções mas quando elas são perdem o controle quando elas estão em caráter de descontrole há uma tendência há uma tendência a diante dos das frustrações das tensões há uma certa necessidade de imposição por conta de
recursos escassos e desejos Limitados Então a gente vai ter conflito no âmbito tensões na relação com o outro dos cotidianos aquilo que eu falei inicialmente né e com a própria natureza com o meio ambiente com alguma coisa que a gente não quer controlar Ok eu tô partindo então aqui isso que eu tô colocando em esquemas neurociência isso tá na filosofia do Oeste africano naquela noção que aparece com quiru e a Feiticeira vou fazer aqui rapidinho quu feiticeira é uma história tradicional do Oeste africano em que o menino ele vai perguntar pro avô que é um
digel que vai trazer uma formulação de filosofia porque carabá Feiticeira é má e ele responde carab a feiticeira é má porque ela sofre o sofrimento ele implica necessariamente numa forma de descarregá-lo que em última instância se transforma em violência em contextos que o sofrimento é manejado a vida não se volta contra ela mesm tá falando de vida como é que a gente se Relaciona sem se matar sem se machucar Como a gente faz faz isso então é é sobre isso E aí eles a a a formulação enunciato filosófico é ela é má porque sofre as
pessoas em estado de Sofrimento elas tão um grau de descompensação dos afetos que elas compensam controlando é aquela coisa que tá nos grupos né nos grupos terapêuticos né o patriarcado tem a ver com o medo que os homens têm das mulheres a branquitude tem a ver com o medo do daquilo que não é o seu próprio Espelho narcísico com receio de admirar alguma coisa que não que tá no âmbito de uma fantasmagoria que foi fantasiado a partir de uma produção Colonial tudo bem dito isso esse é o quadro é coloquei ali um exame termografia gente
eu eu não tenho pudores eu gosto de filosofia psicologia psicanálise neurociência eu eu pego pesquisas neurocientíficas pego pego tudo não tenho pudor com nada disso uso filosofia dessa forma eu trouxe aqui uma fotografia de termografia como é que Alguns estados emocionais como a gente fica ou seja o racismo o patriarcado produzem terror o capitalismo neoliberal P de terror o corpo se desorganiza né como a gente pode se organizar vou falar aqui pode avançar como a gente se organiza nós vivemos em biomas afetivos em ecossistemas de afetos As instituições as relações que nós as famílias o
que a gente chama de na psicologia sistêmica de família disfuncional É um é um ecossistema afetivo que tá desorganizado que falta nutrientes Ok então falar tem e tem um ciclo que é o ciclo tensão carga descarga relaxamento a gente carrega descarrega e relaxa tem um ciclo esse ciclo não vou falar muito rápido vou falar rapidamente ele tem a ver com o quê com os quatro tempos das 24 horas do dia madrugada manhã tarde e noite os quatro elementos água terra ar e fogo Legal tá tudo ali e a gente tensiona carrega descarrega relaxa se um
corpo fica muito tenso a tensão do Poder pessoas com poder tendem a violência por quê O Poder concentrado ele desorganiza o corpo ninguém pode ter tanto poder Tem que compartilhar ninguém suporta somos humanos nem nem divinos nem demoníacos somos gente e a gente começa a acreditar que é um pouco mais do que isso E aí o poder faz isso pode avançar por favor eu vou trazer não sei se eu quero Cumprir o tempo Ah tô no tempo ainda eu trago aqui o Menem que é um filósofo que eu adoro que que a Menem fala o
eu vou interpretando né vamos interpretar Menem o coração é o órgão responsável pela digestão dos afetos porque o coração é o órgão do pensamento das emoções e o órgão que tem a nossa natureza então nós somos o coração então pensar é um ato cardíaco um coração que não digere bem os afetos fica empazinado Todas as formas de violência é falta de digestão corção não digere mais e aquela energia ela tem que ser descarregada de alguma forma Era Uma Vez contar a história de alçar a set e se era uma vez um rei e esse Rei
tinha uma rainha e tinha um irmão que queria o reino do seu irmão do rei ele foi armou uma armadilha cortou o irmão em muitos pedaços e para os quatro cantos do mundo e a esposa Rainha foi até os quatro pedaços do mundo chamou a nuubes e ela foi costurando costurando costurando e reconstruiu o rei e o rei passou a ficar esverdeado de preto que ele era negro dreadlocks ele ficou esverdeado o verde aqui é uma metáfora um significante pra Clorofila como sinônimo de natureza porque Clorofila faz o quê ela ela faz com que o
gás carbônico vire oxigênio ela o quê Ela recupera ela nossas mitocôndrias ficam o quê oxigenadas Ficam trabalhando em bom estado então aqui o verde essa potência da Regeneração quem é o set a div ade do amor quem é o alçar a nosso nosso self quem é o set o nosso desejo de poder a gente pode contar isso como uma história de amor ou nós podemos pensar isso como uma fotografia do nosso da nossa alma do nosso psiquismo nessa fotografia é o amor que faz com que nós possamos estar de bem conosco em contato conosco O
Poder retira o contato que nós temos Conosco o poder nos dilacera o poder nos arrebenta então para quem tem muito poder tem que ter muito amor avança um pouquinho vou voltar depois para cá depois eu volto para cá fazendo Esse é um estudo recente sobre oxitocina corações que foram tiveram tecido epicárdio que foi cortado que foi danificado esses tecidos foram recuperados com ocitocina que nós chamamos de hormônio do amor não existe um hormônio do amor é muito complexo os Neurotransmissores não é só um hormônio mas o citocina tem essa produz essa capacidade de aproximação com
outro pode atrasar atrasa por favor ali tá o coração e a pena de maat o que eu quero dizer para você é o seguinte hoje um estudo do campo da neurobiologia tá comprovando entre ou demonstrando uma tese filosófica do Egito antigo do kemet que tá dizendo di o seguinte o amor é um afeto catalisador de bem-estar que pode Se ele circular com algum grau de intensidade suficiente não criar um paraíso mas o mundo onde nós possamos celebrar a vida sem medo imunizados do medo é isso que tá falando tá bem isso aqui gente tá bem
isso tá bem se tô Quer sentir a reação de vocês como é que tá pode avançar e o fez fo pro final vou ao final O amor é um afeto catalisador de bem-estar reduz energia de ativação acelera a digestão afetiva e a devida Absorção geram condições para o uso biofílico dos outros afetos com amor eu posso usar bem a raiva a raiva dá o limite sem destruir o outro com amor eu posso usar todos os afetos como uma potência que não é Paraíso Mas pode criar a possibilidade de celebração da vida hã ail a partir
da filosofia de amenemope e do mito alçar o coração é o órgão onde se dá esse processo pode avançar gente é isso nos 25 minutos que Eu prometi para [Aplausos] vocês exercícios que produzem o amor e alguns remedinhos o mundo é outro não tem nem mais guerra acabou a guerra é que precisava fazer mas não é fácil mas vamos tentar obrigado [Aplausos] agradeço muito Professor Renato Nogueira e passo imediatamente a palavra a Alina obrigada obrigada Tessa bom Eh não sei se eu vou falar de forma tão amorosa mas eh eh a minha fala vai muito
na direção das reflexões que eu venho desenvolvendo já há alguns anos mas sobretudo eh essas reflexões eu eu quero enfatizar isso Dizem respeito as minhas experiências e as minhas experiências enquanto mulher negra na filosofia eh refletir filosoficamente a respeito disso é muito importante eu acho que é muito importante porque a gente vem Falando ã de inclusão de diversidade Enfim no contexto filosófico brasileiro então a minha fala vai muito nessa direção né eu intitulei vamos dizer assim do epistêmico ao político os limites raciais E de gênero na filosofia brasileira E aí eu vou ler para respeitar
o tempo também né Eu às vezes me perco no tempo mas vamos lá o que é conhecimento como enquanto seres humanos interagimos e acessamos os objetos passíveis de serem Conhecidos Quais são esses objetos quais os limites do conhecer o que significa conhecer uma das excepções do termo conhecer refere-se a capacidade humana de perceber pensar e interagir com a realidade que nos cerca seja essa concreta ou ou abstrata numa tentativa de significá A partir dessa interação desenvolvemos conhecimentos expressos em linguagens distintas e elaboradas é por meio do desenvolvimento Dessas linguagens que se busca expressar o estabelecimento
de relações entre os seres humanos e o mundo e os seres humanos com suas experiências neste mundo e para além dele essas tentativas de relações fizeram com que variadas formas de interação dos seres humanos com o que os rodeia resultasse em distintas expressões do conhecer ao longo da história a a filosofia desempenhou e desempenha um papel crucial acerca dessas reflexões Acerca Das reflexões epistemológicas a epistemologia é assim o domínio do estudo filosófico ocupado com as investigações acerca do conhecimento e pode ser interpretadas pelo menos né no nosso contexto filosófico por duas linhas uma linha mais
geral que nos remete a uma análise do conhecimento suas origens seus limites e valores também denominada teoria do conhecimento e a outra mais específica que se centra No estudo crítico da ciência sua linguagem métodos objetivos e explicações a denominada filosofia da ciência independentemente de Tais especificações a epistemologia se centra na questão de como se estabelece a relação entre sujeitos cognoscentes e objetos cognoscíveis A partir dessa questão basilar e aqui agora eh aquela coisa de pular ah né tá a questão basilar dessa questão basilar a epistemologia tenta responder a Questionamentos referentes à possibilidades do conhecer o
que ocorre com o sujeito que tenta conhecer determinado objeto e que pode ser considerado objeto de conhecimento as respostas a esses questionamentos delineiam muitos dos debates epistemológicos no contexto filosófico Quando analisamos a questão das possibilidades do conhecimento nos voltamos basicamente para o ponto de saber se o ser humano esse sujeito Cognoscente consegue ou não acessar seu objeto de conhecimento e aí a gente tem distintas respostas filosóficas ou dentro do contexto né da Dita filosofia eh que a gente tá que eu tô apresentando aqui e refletindo acerca com relação à análise do fundamento subjetivo do conhecimento
A reflexão acerca da eh das características e capacidades do sujeito cognoscente para que este adquira conhecimento e aí a gente tem distintas abordagens também dentro dessa filosofia Racionalismo empirismo criticismo e tudo mais etc e sobre o objeto de conhecimento o questionamento de fundo reside em saber que realidade é cognoscivel passível de ser conhecida e a gente pode ter idealismo Realismo subjetivismo objetivismo enfim todo esse aparato teórico conceitual se desdobra nos debates epistemológicos filosóficos há bastante tempo mas um ponto importante que Gostaria de ressaltar neste momento pensando no texto da filosofia brasileira é que as respostas
aos questionamentos acerca do conhecimento e inclusive algumas críticas à abordagens mais tradicionais no que se refere ao assunto ainda giram em torno de uma visão de conhecimento situada mas que se assume enquanto Universal objetiva e impessoal em outras palavras reforça-se o princípio de que somos enquanto Sujeitos epistêmicos iguais e que portanto as possibilidades de conhecimento são amplas e num certo sentido irrestritas ao mesmo tempo em que aparentemente Essa visão epistemológica não fecha a possibilidade e de consideração de variação de Cultura PR cultura dos meios e pressupostos do conhecimento a perspectiva de conhecimento com a qual
lidamos nos debates filosóficos em geral no Brasil Em particular se desenvolveu e ainda se desenvolve numa se numa perspectiva que se diz neutra Universal mas que se impõe a partir de um modelo específico e situado definindo o que é conhecimento Quais são as capacidades dos sujeitos dos sujeitos envolvidos no processo de aquisição do conhecimento e quais objetos são passíveis de serem conhecidos Ou seja que objetos realidades temas permitem a produção de um conhecimento Válido e que modelo é esse que se impõe eu acho que dis que a gente vem falando aqui nessa né Não só
nessa mesa mas na um Pof no sentido mais amplo é o modelo eurocentral tal modelo define ainda o que é ou não conhecimento Quais são as capacidades dos sujeitos envolvidos no processo de aquisição do conhecimento e quais objetos realidades enfim temas com produzem esse conhecimento válido no contexto filosófico quando se afirma que as perspectivas epistemológicas da Filosofia são euroc centradas identifica-se que isso ocorre porque a própria filosofia ainda é majoritariamente o modo de fazer filosofia que reproduz pensamentos e procedimentos com uma origem situada espaço temporalmente Mas que se impôs e ainda se impõe como o
e não um modelo de estruturação de ideias e de reflexões o modelo Universal Imparcial e neutro de pensamentos posturas procedimentos que permitem uma padronização do conhecer ou Seja do produzir conhecimentos tendo em vista essa padronização o que dizer de conhecimentos produzidos fora do âmbito eurocêntrico a tentativa de validação de signos e significados que não se reduzem a esse padrão foi e ainda é muitas vezes rechaçada na filosofia brasileira né Eu acho que a gente deve refletir muito a respeito disso O que provoca não somente a exclusão do status de sujeitos epistêmicos a membros determin de
Determinados grupos da sociedade Mas aos status de objetos cognis daqueles que não estão no escopo dessa realidade temas assuntos passíveis de serem conhecidos e produzirem conhecimento a partir desse padrão essa exclusão produz várias consequências bem objetivas e nada neutras na produção do conhecimento filosófico uma dessas consequências é a marginalização do conhecimento produzido Por pessoas racializadas por mulheres e Todas aquelas pessoas que diferem de alguma forma do que é considerado padrão de conhecimento seja em termos de sujeito seja em termos de objeto enfim essa marginalização não diz respeito a baixa capacidade com inocente nem a uma
ausência de propensão à produção epistêmica mas há um brutal processo histórico político social de produção e reprodução de padrões de inferiorização cognitiva imposto a tais Pessoas assim como a desvalorização de suas realidades epistêmicas e aqui eu coloco entre aspas o que que aconteceu aqui meu Deus tá quase que fugiu Quando pensamos Nessas questões aprendemos que as pessoas desses grupos mencionados anteriormente mesmo se apropriando e assimilando o padrão dito filosófico não alcançam um amplo reconhecimento de seus trabalhos esses grupos de pessoas sofrem do que Miranda Freaker denomina de injustiça epistêmica a tal e a hermenêutica né
na testem testemunhal né na qual a partir de preconceitos o nível de credibilidade na Fala dessas pessoas é deflacionado e hermenêutica na medida em que os recursos interpretativos coletivos deixam em desvantagem injusta a atribuição de sentido experiências sociais dessas pessoas isso quando esses conhecimentos e essas experiências não são totalmente Invisibilizar e silenciados na Perspectiva filosófica da perspectiva histórica da filosofia a a reiterada invalidação do conhecimento produzido por esses grupos e mais do que isso ainda há a naturalização dessa invalidação e isso a gente tem que refletir muito né E quando eu falo em naturalização é
a gente simplesmente não estudar ou não ter nos nossos currículos ah disciplinas que envolvam enfim Filosofias africanas e a gente achar que isso é normal né Eh uma um outro ponto assim que também chama atenção é a gente não ter né Nos programas de pós-graduação em filosofia ou a gente ter eh pouquíssimas pessoas negras quando a gente fala em mulheres negras isso é terrível e a gente naturaliza ou a gente não enfim não questiona né se há dificuldade Então a partir da apropriação desse conhecimento imposto Imagina no que se refere a uma reflexão e diversificação
do que pode ser considerado conhecimento filosófico muitas pessoas que ousam propor temáticas e metodologias diversas ao padrão de reflexão filosófica são não tão raramente a assados do ambiente filosófico e essas pessoas ousadas não tão raramente são as pessoas de grupos subal na filosofia como o grupo de pessoas racializadas e de mulheres por exemplo e o grupo sobre o qual reca Opressões raciais E de gênero e aí o grupo das mulheres negras qual é o lugar reservado as mulheres negras na filosofia e a partir daqui eu falo em primeira pessoa Quais as possibilidades de filosofarmos e
sermos identificadas como filósofos no contexto da filosofia brasileira se ainda há um espaço Marginal ocupado pelas mulheres brancas e pelos homens negros imagina pelas mulheres negras em contextos racistas Machistas e sexistas essa invalidação epistêmica recai de forma extremamente violenta sobre nós por ser pessoas negras e por sermos mulheres a filosofia e a filosofia produzida no Brasil é expressa pela voz branca hegemônica e androcêntrica não somente no seu conteúdo epistêmico mas na produção e reprodução desse conteúdo eurocentrada ainda como referência do que é filosofia por professoras Professores pesquisadoras e pesquisadores o lugar das mulheres negras não
está dado nem epistemic nem enquanto território a ser ocupado em ambiente de produção de conhecimento filosófico e talvez seja nesse sentido que o epistêmico se converte numa perspectiva política né meu corpo é um corpo político dentro desse espaço né eu não não estou só aqui produzindo pensamentos e e é isso né h de forma Abstrata Charles MS no contrato eh racial ao desenvolver um diagnóstico da situação dos debates em filosofia política como justificativa da teoria do contrato racial aponta para a correlação entre a cor da maioria dos Acadêmicos da filosofia e a tradição eurocêntrica com
que estão ocupados de modo exclusivo numa implicação entre o tipo de associação em que vivem e a Constituição de determinadas ideias do que conta como político e do que conta como debate e Como saber sobre o político A Supremacia Branca segundo ele manifesta-se como constitutiva das condições institucionais de circulação de pensamento político produzindo hábitos profissionais valores comunitários e referenciais aceitos como científicos eu aqui adapto essa eh esse pensamento vamos dizer assim trazido por mils e diria o seguinte né A partir dessa perspectiva eu diria que a cor e o gênero da maioria dos Acadêmicos Da
filosofia e a tradição eurocêntrica e androcêntrica com que estão ocupados de modo exclusivo numa implicação entre o tipo de associação em que vivem e a Constituição de determinadas ideias do que conta como político e epistêmico e do que conta como debate como saber sobre a episteme e a política a supremacia branca e a estrutura machista sexista e mó manifestam-se como constitutiva das condições institucionais de circulação De pensamento produzindo hábitos profissionais valores comunitários e referenciais aceitos como científicos ao falarmos dos limites raciais E de gênero na filosofia brasileira identificamos os lugares ou os não lugares das
mulheres negras identificamos o quanto a presença ou ausência das mulheres negras expressa dinâmicas epistêmicas sociais e políticas presentes Neste contexto nós filósofas negras Ainda não Temos um amplo reconhecimento do nosso trabalho isso quando não somos totalmente invisibilizadas é como se estivéssemos falando de algo que não nos diz respeito que não conseguimos alcançar muito bem e muitas vezes parece que devemos ser tuteladas por professores professoras orientadores orientadoras coordenadores coordenadoras e etc é o constante colocar à prova diminuir ou invisibilizar e silenciar a A reiterada invalidação e naturalização do conhecimento das mulheres negras do ambiente filosófico brasileiro
O que torna muito mais difícil para nós lidarmos com o que acontece pois a discriminação na maioria das vezes mesmo não sendo Expressa de forma direta é constante intensamente praticada muitas filósofas negras tem que desenvolver suas pesquisas em outras áreas pois o que propõem e fazem não é considerado filosofia quando temáticas Voltadas a questões raciais E de gênero de pensadores pensadoras negros e negras por exemplo são absorvidas no campo filosófico a produção fica a cargo na sua maioria E aí tem né o pódio eh de homens brancos seguidos de mulheres brancas que assumem essa como
seus objetos de pesquisa o que constitui um movimento importante paraa ampliação do pensamento filosófico né já temas relacionados a questões raciais de G Enfim serem trabalhados D dentro desse contexto né é um movimento necessário mas eu diria que não suficiente tendo em vista o fato de que mais uma vez a invisibilização e o silenciamento acabam operando sobre nós mulheres negras enquanto produtoras de saberes filosóficos talvez devêssemos repensar a filosofia a partir de um debate que envolva reflexões acerca da universalização contextualização métodos linguagens e Sujeitos envolvidos na produção de conhecimento e sobretudo diversidades epistêmicas Talvez seja
interessante repensar o padrão eurocentrada em que medida tal padrão impede o conhecimento de diferentes perspectivas e desconsidera uma diversidade de conhecimentos e saberes Talvez o repensar a filosofia fia nos conduz à compreensão de uma dinâmica e de uma lógica silencia determinadas pessoas de determinados Grupos não reprodutores Essa visão hegemônica de conhecimento impondo a esses a apropriação e assimilação de conhecimento caracterizado pela neutralidade impessoalidade e objetividade como sendo o único possível isso envolve valorizar as as perspectivas vivenciais Então esse repensar né de determinados grupos dialogar e trocar né trocar e atuar na diversidade de formas de
conhecer né é um repensar Não não é somente o que é Conhecimento O que é conhecimento filosófico mas por quem onde e como ele é produzido um caminho para o debate Talvez seja olharmos epistemic mas também histórica social e politicamente para a filosofia com relação a nós filósofas negras eu diria assim que embora tentem nos invisibilizar nos colocar em não lugares né Nós produzimos conhecimento filosófico de distintas formas né seja Assimilando seja apresentando novas perspectivas enfim ou diferentes perspectivas a reivindicação do reconhecimento de filósofas negras enquanto produtoras de conhecimento filosófico se constitui na recusa de
apagamento e silenciamento enquanto né pessoas reflexiv autônomas filósofas mesmo né expressar a invisibilização é um movimento de resistência hegemonia imposta pelo Imaginário racista machista sexista Isógeno constituinte da sociedade e que infelizmente ainda reproduzido fortemente no ambiente filosófico brasileiro e aqui já me encaminhando né já finalizando eu trago aqui o termo né ir resistimos mas eu falo né Por mim né e acredito que muitas pensadoras filósofas negras não querem mais só resistir né a resistência é cansativa deais a gente tem direito a estar nesses espaços né então para além de resistência a gente Quer existir coexistir
né nesses espaços ou nesse espaço do contexto da filosofia brasileira né Eh e essa existência coexistência é Nossa por direito obrigada [Aplausos] Obrigada lina eu acho que as palmas O tempo das Palmas Demonstra o quanto eh sua fala Tocou essa plateia eh vou passar pro professor Anderson bom boa noite a cada uma e a cada Um é uma alegria tá aqui com vocês e e vendo esse auditório de onde eu vejo né Acho que seria bonito se vocês pudessem ver o que eu tô vendo daqui tendo visto eh algumas outras vezes a aof da alegria
né acho que isso valeu a pena e tá diante de nós com uma das figuras que fez com que a gente tivesse aqui hoje a professora Helena teodor que é uma precursora eh do debate que a gente tá fazendo h Mais de 40 anos né formou através de seus textos muitas e muitos de nós então é uma alegria que a gente esteja aqui hoje conversando num lugar que ela ocupou muito pouco né E que eh hoje é uma alegria est aqui contigo né e saber que teu papel de professor foi muito importante e eu vou
falar como professor também né E como professor gostaria de eh começar com agradecimento a organização né Desse encontro da unof pelo bonito trabalho né E pelo convite Em poder e dividir essa mesa com pessoas que eu admiro né a querida Alina e Renato que a gente já se conhece há algum tempo conheço há menos tempo Tessa mas tenho me Encantado pelo trabalho que ela tem feito também né e menos indisciplinado do que o Renato né Eu tentei me relacionar com o tema da mesa sem a a a potência toda da da fala de Alina mas
tentando abordar não é com vocês algumas paisagens em torno do cenário filosófico brasileiro e delinear Algumas ideias em torno de possibilidades que as filosofias africanas possam operar nesse cenário vocês já devem ter eh entendido que nada disso aqui é estável né seja a ideia de um terreno ou um cenário filosófico brasileiro ou de mesmo de filosofias africanas como a gente já viu aqui ao longo de várias falas né Então essa tarefa Tá longe de ser tranquila eh seja porque a própria ideia de um cenário filosófico brasileiro precisa de Explicações e não ser tomada como um
dado né e vou tentar explicar por que sobretudo quando a gente eh toma como ponto de partida um interessante debate que começou né na coluna da anof a partir da segunda metade de 2016 não sei se vocês acompanharam e nós veremos ali que a própria ideia de uma filosofia brasileira tá longe de ser assentada e tomada como algo consensual uma série de questões foram Colocadas ali existe uma filosofia brasileira deveria existir uma tal filosofia quais os sentidos avanços ou perigos né em torno da possibilidade de existência de uma filosofia nacional esse debate durou um ano
e um pouquinho né com com várias participações que foram de texos do Rafael adoc Lobo passando por provocações do Vladimir safatle eh o Júlio Cabreira né e os estudantes e as estudantes foram se engajando nesse debate de uma maneira Muito bonita né Eh até as filósofas perguntarem vem cá esse negócio tem gênero não tem Tem cor não tem como é que isso funciona e desde o início desse debate né que reacende uma série de outras discussões que atravessaram a prática da filosofia no Brasil muitas foram as posições que apareceram em torno das possibilidades filosóficas no
cenário nacional e e também Muitas delas foram posições sobre as possibilidades Brasileiras de pensar o fazer filosófico em capítulos mais recentes desse debate né Eh encrustada no peito da comunidade filosófica brasileira está uma série de questões eh vinculadas com uma relevância do que pode ser considerado como filosófico ou não né que portanto deveriam conduzir os currículos de Formação em filosof ou a formação filosófica e é isso que me interessa nesse debate com a problemática do método Filosófico adotado nas filosofias brasileiras sobretudo No que diz respeito aos sentidos e limites da adoção do método estrutural em
nosso país esse ano foi recheado de debate sobre isso e com a demanda por mérito de um lado excelência ou mesmo filosoficidade né de um pensamento enraizado em nosso país né e que por último lugar as questões ligadas à identidade mesma para o fazer filosófico e nesse Contexto além da própria geopolítica da filosofia para pensar em filosofias africanas questões vinculadas com as Relações raciais com as relações de gênero com sexualidade assumem um lugar importante nesse debate seja para adotá-la seja para recusá-las Esses foram os termos que ao menos eh desde 2016 tem animada de uma
maneira bastante nervosa não é as comunicações virtuais em torno do fazer filosófico Brasileiro é diante dessa última parte do debate que o contexto para as filosofias africanas tem sido colocado em discussão e como Há muitas nuances nesse debate eu gostaria aqui de inicialmente frisar duas dimensões específicas isso que chamaria aqui de agendas políticas né e aquilo que indico como políticas do pensamento no contexto da produção do ensino da filosofia de modo geral e das filosofias africanas de maneiras Específicas então passo essa discussão sobre as agendas políticas eh que é um um a própria ideia de
agenda nos incomoda muito na na prática filosófica parece que haveri um esquema de controle ou regulação daquilo que a gente faz ou daquilo que a gente poderia fazer isso também esconde o fato né de que durante muito tempo a política foi entendida apenas como uma área ou objeto da investigação filosófica e parte né Eh hegemônica da comunidade filosófica Resistiu em admitir que como qualquer outra prática humana a filosofia também respondia às demandas políticas do seu tempo o velho mito da neutralidade e da objetividade também rondou a prática filosófica se é que ainda não Ronda né
Mesmo quando ela ainda lidava com temas de alto impacto político e a partir dessa suposição imaginava-se que a filosofia pairava por sobre os desejos e interesses que atravessavam as as experiências humanas Como se ela estivesse blindada né dos modos como a raça e o gênero por exemplo impactam os nossos modos de ser e produzir só que as crises políticas do século XX né e suas eh projeções no nosso século tornaram absolutamente insustentável essa pressuposição Mas a questão estaria longe de ser eh resolvida o temor de que os desejos e interesses dos filósofos e filósofos nos
Na maioria das vezes dos filósofos nos envolvessem em um tipo de relativismo filosófico a assombrou e ainda assombra muita gente da comunidade filosófica hoje e a possibilidade de que a filosofia se torne um campo de um vale tudo no pensamento ainda provoca a busca de parâmetros mais ou menos rigorosos que procurem barrar a possibilidade desse mesmo relativismo protegendo a tão propalada e almejada universalidade do pensamento Filosófico parte desses parâmetros buscam não é na construção de argumentos solidamente construídos com um Rigor Lógico que possibilite frear os ímpetos apaixonados dos filósofos e filósofas reduzindo o impacto que
esses poderiam ter na produção filosófica de fato e isso é ainda algo que tem sido buscado na formação e na prática filosófica acadêmica vejam por exemplo os parâmetros avaliativos que nós temos PR as teses as dissertações pros artigos Que a gente envia paraas revistas os pareceres que recebemos e aqueles que somos demandados a oferecer eh dentre as várias estratégias né buscadas para esse fim né sobretudo da formação e da da prática filosófica acadêmica né a circunscrição da filosofia ao campo da história da filosofia de um lado ou a dependência da prática filosófica de sua história
tem sido uma das mais potentes e antes que a Gente se irrite comigo pelo menos eu não vou aqui fazer Nenhuma crítica à história da filosofia gosto muito dela me divirto muitíssimo com ela também e mais o que defender né que essa seja uma estratégia que seja não eficaz né ou legítima e o que tem pouquíssima relevância diga-se de passagem porque os documentos oficiais que regulam a formação filosófica no Brasil e aqui eu tô pensando nas diretrizes para formação docente para os cursos de filosofia Tanto pro bacharelado quanto paraa licenciatura assim como também os documentos
que regulam a prática de do ensino da filosofia nas escolas né Eh demanda uma sólida formação e história da filosofia para o fazer filosófico então esperemos o quanto quisermos a gente tem que lidar com a história da filosofia questão é como lidar o que me interessa aqui é entender De que modo a história da se abre ou não para as agendas políticas do nosso tempo e aqui É importante notar que a história da filosofia não é uma entidade concreta ela é uma prática orientada por um conjunto de parâmetros de relevância que torna algumas ideias como
parte de um cânone seja de modo mais persistente ou mais passageiro é o filósofo ou filósofa que em diálogo com sua comunidade que decide aquilo que compõe a história da filosofia portanto ela não é um dado se observarmos o último exame do enad Destinado a estudant de filosofia foi voltado pro bacharelado o próximo vai ser voltado para licenciatura que aconteceu em 2021 veremos como a história da filosofia atravessa o currículo que se espera que quem termine um curso de Filosofia tenha percorrido um bacharelado pelo menos a época o item um filosofia antiga do filosofia medieval
TR filosofia moderna 4 filosofia contemporânea 5 antropologia filosófica 6 lógica 7 filosofia da ciência 8 filosofia da história 9 estética e filosofia da arte 10 filosofia da religião e 11 filosofia no Brasil e talvez não é com exceção da lógica depender de como que a gente aborde né os demais itens normalmente são tratados nos cursos de graduação em filosofia da história desses componentes e friso Isso não é um problema em si e normalmente a história dessas áreas a filosofia é a história de um recorte Dos debates ocorridos em poucos países e esse é o nosso
problema né sobretudo a chamadas entre aspas aqui Grécia e Roma França Alemanha Inglaterra Itália Holanda a além dos Estados Unidos né que recorrentemente nós chamamos de filosofia ocidental apenas a partir de 2017 O tópico filosofia no Brasil passou a compor o elenco dos conteúdos filosóficos básicos da avaliação dos egressos dos cursos de filosofia esse Tipo de abordagem da filosofia eh vinculada com sua história parece né Abrir pouco espaço para problematização da própria filosofia enquanto atravessada por questões que as sociedades lhes colocam no tempo e no espaço essas questões são a base daquilo que chamo das
agendas políticas mas precisamente as agendas políticas né seriam os temas de interesse No que diz respeito aos projetos de mundo e futuro né que as sociedades colocam para si Mesmas uma leitura apressada poderia entender que uma filosofia que acolhesse não é uma sobredeterminação das agendas políticas seria uma serva da política como em em outros tempos a gente poderia dizer que ela foi da teologia meu posicionamento aqui não supõe essa possibilidade entendo que uma filosofia Atenta às agendas políticas do seu tempo é aquela que sabe que os filósofos e filósofas pertencem esse mesmo tempo Sendo portanto
atravessadas e atravessados não é pelas maneiras como os desejos e os interesses fazem aparecer uma questão como filosófica criando critérios tácitos de demarcação entre o filosófico e o não filosófico esses mesmos critérios determinariam a entrada ou não de uma determinada abordagem no contexto do relevante para a composição da história da filosofia antes de um aprisionamento o Reconhecimento da existência dessas agendas políticas nos levaria a questões críticas sobre o nosso fazer né Por exemplo seremos levadas a perguntar por Qual razão não deveríamos considerar os textos de filósofas em nossas revisões né quando pesquisem um tema específico
como por exemplo critérios de demarcação que é um dos temas clássicos da filosofia da ciência contemporânea né Mesmo quando elas também tenham refletido sobre esse tema E ao meu lado tem uma dessas pessoas que faz isso né Qual qual é a razão pela qual a gente não lida com com esses temas com os textos dela né Por qual razão US as mitologias Gregas e romanas para a composição do vocabulário ou repertório filosófico e não fazemos o mesmo com as mitologias ameríndias e orientais mesmo quando essas estão à nossa disposição pra leitura e oferecem tantas e
tão potentes imagens para o pensamento o reconhecimento dessas Agendas nos leva a uma autocrítica e não indica que nós devemos abandonar Os referenciais Clássicos e canônicos Vamos repetir o reconhecimento dessas agendas nos leva uma autocrítica e não indica que devamos abandonar referenciais clássicos e canônicos eu tô fazendo isso aqui porque eu penso que essa dicotomia que tem nos rondado algum tempo e que é um fenômeno Global não é brasileiro isso tem acontecido durante muito tempo é parte de uma reação ao modo como essas Outras filosofias T reivindicado um lugar no debate filosófico essa dicotomia é
é uma resposta a essa reivindicação por outras vozes eu não conheço e gente eu me ocupo com esse negócio tem aí umas duas semanas eh e eu Nunca li nenhum eh autor autora que defenda devemos abandonar a leitura eh dos clássicos de quem quer que de qualquer área que seja isso é Fanfic na melhor das hipóteses Teoria da Conspiração no fato Isso não existe em nenhum outro [Aplausos] lugar a o reconhecimento da parcialidade dos nossos critérios de relevância pode fortalecer a construção de uma história da filosofia que sirva como base para uma formação filosófica e
é aqui que entra em julgo a dimensão que eu gostaria de trazer paraa problemática das filosofias africanas reflexões teóricas e Analíticas críticas sobre a realidade os humanos as suas relações e produzidas na história que as pessoas africanas também produziram há tanto ou mais tempo e e Renato chama atenção sobre isso há muito tempo ccia que tá aqui Helena Teodoro que tá aqui tantas outras pessoas que estão aqui Aline Fernando enfim nós temos muita muita pesquisa sobre isso né mostrando que a gente tem um bibliografia não é uma Questão de não ter né basta a gente
conhecer né só que eh buscar conhecê não implica em excluir o que foi incorporado pelo clan né mas em trabalhar com abordagens mais amplas do Aquelas que nós vios nos acostumando e nesse aspecto Encontramos uma outra dimensão que me interessa aqui para discutir a partir das filosofias africanas que são as políticas da filosofia ou as políticas do pensamento o pensamento assim como a Própria filosofia É também um fenômeno histórico e portanto condicionado pela história esses condicionamentos históricos não raramente são organizados articulados não é eh por posições que determinam o prestígio e o poder eh não
é sem mais com essas articulações que a filosofia ocupa no conjunto das matrizes intelectuais né como um lugar de destaque seja para pensar a epistemologia como chamou atenção agora H pouco a Alina fornecendo Elementos para que as as ciências possam trabalhar na sua estruturação seja pensando nos fundamentos da experiência humana Seja lá o que vocês queiram entender por fundamentos né sobretudo No que diz respeito à ética e à política e embora internamente vinculadas as agendas políticas e as políticas do pensamento atuam em dimensões distintas das relações da filosofia com o mundo humano cotidiano enquanto as
agendas políticas Mobilizam desde uma exterioridade os sentidos e valores atribuídos à filosofia nas políticas da do pensamento ou as políticas da filosofia eh a filosofia pode fornecer diretivas ao restante das experiências humanas o que lhe concede um lugar de prestígio eu não tô dizendo que eu concordo com isso t tentando fazer uma espécie de fenomeno como esse negócio tem funcionado aqui eh retornamos ao tema né da mesa de Maneira um pouco mais explícita as políticas do pensamento tem funcionado no contexto de nossas heranças modernas no regime daquilo né que tem sido chamado por uma série
de intelectuais na América Latina de racismo epistêmico Como já chamou a atenção Alina também esse modo de pensar o racismo entende que os conhecimentos também são Divididos hierarquizados ados de acordo com a com a racialização dos sujeitos que produziram tais conhecimentos até o Limite de pressupor que algumas figuras do humano seriam impossibilitadas de produzir conhecimentos no contexto do que discutimos aqui o racismo epistêmica é uma das expressões de uma política do pensamento que finda por impactar as agendas políticas na medida em que naturaliza a ausência de algumas abordagens na composição dos cânones sobretudo não é
quando há uma certa naturalidade né E que sustenta a Existência de uma certa naturalidade também na construção dos critérios de relevância que compõe esses mesmos cânones como consequência temos uma espécie de ocultação de que a construção dos cânones e hegemonias não é É também um processo atravessado de política de cima a baixo e portanto impactados pela nossa herança colonial da modernidade que nos faz conviver com uma certa naturalização das raças né como se ela fosse um fenômeno dado e muitas vezes Utilizamos essa distinção para também nos referirmos às culturas as altas culturas como aquelas que
possibilitem o fornecimento dos elementos relevantes para os cânones ao passo que as demais seriam no máximo objetos do pensamento dessas posições supostamente superiores ou ainda figuras do exótico né que podem até nos emocionar e divertir mas que pouco contribui pra produção da Matriz do conhecimento levada a sério pelas estruturas legitimadoras os Lugares de debate sobre os conhecimentos eu eu não sei com relação a vocês como eu trabalho com isso desde 2003 eu tô absolutamente exausto de ouvir pessoas olharem as falas do Renato e considerarem isso da Ordem do exótico que coisa interessante né A que
hora chega a filosofia né E porque você olha isso como um um um lado de fora porque é é é da Ordem da cultura do do daqueles daqueles povos que não tem uma cultura superior né E essa é uma crítica minha Gente que já está na tese de Helena Teodoro que tá aqui na frente da década de 80 né então isso é muito importante de que a gente veja que esse é um fenômeno de longa duração no debate filosófico contemporâneo no contexto das políticas do pensamento tal como venho contornando aqui nãoé podemos pensar que o
racismo epistêmico passo convencional eh sistema eh de práticas e Valores que organizam Né as relações entre as pessoas atuando inclusive como uma imagem da realidade não raramente prescrevendo estruturas fundamentais as quais operariam sobre as quais operariam os processos basilares do que percebemos sobre nós essa abordagem do racismo apontaria para a situação de que o racismo se mostra como uma imagem da realidade essa imagem não seria apenas descritiva mas sobretudo prescritiva impactando os modos como percebemos os conhecimentos e As relações humanas e tudo isso oculta não é que a raça nada mais é como nos ensina
Rita Segato a inscrição no corpo de uma posição na história reverberando as hierarquias estabelecidas pelo racismo Colonial vimos o estabelecimento de uma hierarquizada entre as populações que se expressaria nos corpos e projetaria distinções cognitivas e Morais e não nos nos esqueçamos o racismo aqui Ele oferece uma gramática De outras formas de opressão para o mundo moderno o gênero começa a funcionar como raça também a classe começa a funcionar como raça também n assim esse racismo epistêmico Implica também em uma espécie de antropologia filosófica racializada que operaria nas bases dessa política do pensamento os corpos marcados
não é pela raça em sua dimensão negativa inferiorizada eh seriam eh mais próximos de um funcionamento bruto da natureza ao passo Não é que os corpos marcados de modo positivo em uma dimensão superior zada pela raça estariam mais próximo das ações Racionais e culturais né com a natureza um exemplo dessa distinção seria a afirmação de Corpos negros ou indígenas habitados pela natureza imediata enquanto os corpos brancos seriam habitados pela razão mediadora e mais do que uma mera distinção teríamos aqui uma hierarquia entre corpos brancos superiores e corpos negros ou indígenas Inferiores alguma novidade no que
a gente tá dizendo aqui isso é um velho discurso Esso é isso que é o incômodo a necessidade de repetir esses velhos diagnósticos tantos tempos tanto tempo depois no cenário em que essas agendas políticas são muitas vezes sobredeterminado pelas políticas do pensamento podemos pensar outros lugares na prática do fazer filosófico Brasileiro para as filosofias africanas se sim de quais modos aqui pode ser interessante retomar a distinção entre a filosofia produzida no Brasil e uma filosofia brasileira que eu chamei atenção lá atrás embora se possa produzir uma filosofia brasileira no Brasil é possível produzir aqui uma
Filosofia de orientação francesa inglesa alemão estadunidense que aliás é o que a gente mais faz eu não gosto muito de Definições identitárias fixas em torno das filosofias Eu particularmente não acredito na existência de uma filosofia que seja naturalmente ou essencialmente alemã e orubá ou brasileira mas acredito por outro lado que possamos identificar os modos como a história de um fazer filosófico em cada lugar determinou esse mesmo fazer e hegemonia acadêmica brasileira decidiu escolher se orientar pelos modos de produção deste mesmo fazer filosófico de um determinado Setor Das academias francesas inglesas alemãs estadunidenses curiosamente ao adotar
as proposições metodológicas das Missões francesas e eu não vou revisar aqui o argumento do Professor Paulo Arantes mas Valeria dar a pena vale a pena dar uma olhada no no no departamento francês Ultramarino né Nós eh ignoramos não é Ou pelo menos eh saltamos a parte com que o o fazer filosófico francês dialogou com o Pensamento filosófico africano Shake an diop teve uma larga discussão com o pensamento africano fanon enquanto na Argélia uma larga eh discussão com o pensamento africano Então me parece que a gente comprou aqui o método estrutural pela metade né só na
parte em que a gente dialoga com os ocidentais adotamos critérios de relevância né determinados por aquilo que Bell Hook chamou de um patriarcado capitalista da supremacia branca que não São existentes nem mesmo na interessa do do fazer eh cotidiano do departamento de filosofias eh franceses Ingleses alemães O problema é que tomamos esses setores que escolhemos como um todo da prática filosófica numa espécie de caricatura perigosa do fazer na prática filosófica e aqui que a filosofia Africana e em caminho pro final não é pode ser bastante útil para repensar não apenas uma filosofia produzida no Brasil
mesmo que de origem ocidenta para utilizar o Termo da oomi mas também a própria filosofia brasileira a a filosofia brasileira precisa n ser herdeira de nossa própria história e nossa história não é só tributária dos modos franceses alemães Ingleses estadunidenses de pensar e isso não significa que tudo o que se tenha sido produzido no ocidente esteja sob Suspeita aqui novamente não é uma geografia que está em questão mas uma Geopolítica do pensamento eurocentrismo a crítica ao eurocentrismo não é uma recusa da Europa Isso é uma outra caric que desqualifica o trabalho que a gente tá
fazendo a crítica do ocident centrismo não é uma recusa do ocidente ou como eu tenho ouvido em algumas falas eh no cenário filosófico brasileiro uma recusa do ocidente como se a gente agora eh quisesse banir o ocidente do planeta e essas caricaturas São muitíssimo perigosas para o que a gente tá fazendo aqui no contexto das políticas de pensamento da filosofia podemos afirmar que temos disputa por aquilo que em outro lugar chamei por lógicas de conhecimento que entendo como sendo um conjunto de orientações que dão forma aos modos de produzir conhecimento mobilizando ferramentas de teorização esquemas
de argumentação pressuposições em torno eh de relações entre a teoria e O vivido envolvidas na produção do conhecimento que determinam as maneiras como o que pensamos se relacionam com a história em toda a sua multiplicidade de abertura dessa forma as lógicas de conhecimento não se reduzem a princípio aos temas e problemas com os quais o conhecimento se enfrenta mas há aquilo que faz com que algo possa ou Deva ser problematizado e tematizado assim as lógicas de conhecimento são solos culturais que permitem a Inteligibilidade de moda de produção epistêmico eh indicando ambiências epistemológicas nas quais o
conhecimento adquire sentido portanto ao trazer para o das filosofias africanas não é essa discussão preciso evitar o risco de trabalhar com lógicas de conhecimento ocident cêntricas que nada tem a ver com a recusa do ocidente porque os filósofos no continente africano estão dialogando com o mundo inteiro Leiam o J que o Renato mostrou aqui a unidade cultural da África Negra que traz a tese que que o Renato sustentou aqui é uma é um debate com o ocidente não é an ocidental eh não se trataria portanto apenas de ampliar o cânone numa proposta de inclusão de
um contexto já restrito mas em pensar em outros modos de fazer a própria Filosofia na sua relação com aquilo que a Colonial modernidade chamou de tradição as filosofias africanas ao Pensarem em condições sempre entremundos né Eh pois as filosofias estão interessadas em alternativas né excludentes mas também viv nesse mesmo mundo né se posicionou historicamente já como perspectivas plurais abertas e diversas eu não tô dizendo que ela é a única a fazer isso eu tô dizendo que ela faz isso estudar pesquisar e ensinar as filosofias africanas muda a nossa relação com o próprio fazer filosófico que
se Desencastelar excludente para um Genuíno interesse e curiosidade sobre os muito Os muitos modos de pensar que se afirmam pelo mundo os estudos críticos sobre a colonialidade tem chamado atenção para o fato de que os processos políticos de colonização são relacionados internamente com a colonização do nosso Imaginário e da subjetividade de modo que o exercício do Poder Colonial É também um exercício de afirmação de um jeito de ser no mundo e de conhecer Nesse mesmo mundo essa colonização né seja política do Imaginário subjetiva opera a partir de uma espécie de gramática social organizada em torno
do racismo que fundamentalmente captura a diferença em hierarquias opressivas de distribuindo de modos desiguais nãoé os lugares de poder de imaginação de ser de agir e de conhecer nesse sentido precisamos estar atentas a esse fenômeno para que nós não reproduzam né nos estudos e e ensinos sobre as filosofias Africanas a operação dessa lógica colonial do conhecimento isso implica inclusive em eh tá num terreno de disputa excludente vamos ter que respirar um pouquinho com isso né lógicas que fazem com que se capture a experiência de pensamento filosófica africana nessa maneira hierárquica de pensar eh como o
conhecimento é produzido e transmitido o que f o que fima por desconsiderar O que as próprias Experiências históricas africanas eh produziram no decorrer do tempo é efetivamente uma reprodução dessa lógica então Eh Digamos um curso de Filosofia puro sangue seria antif filosófico no sentido geral né e an filosófico africano também nesse sentido diante desse risco e cenário que pode resultar em trabalharmos com filosofias africanas como se fosse mais um capítulo da história Universal da filosofia fazendo com que as matrizes Ocident cêntricas coloniais eu não estou falando das matrizes ocidentais ou ocident cêntricas coloniais sigam prevalecendo
hegemonicamente é importante mesmo que a gente estude filosofias africanas Esse é o ponto eu posso fazer um curso ocident cêntrica que o ocident cêntrico que o conteúdo seja de filosofia africana né é importante a problematização portanto dessa hegemonia né sobretudo como nos lembra ao eomi que apareceu também no Interior dos estudos africano né dos quais a filosofia africana tem sido parte no contexto do trabalho com as filosofias africanas precisamos né E aqui não é um precisamos no imperativo moral é um convite né Eh nos question sobre o que significa descolonizar as lógicas de conhecimento e
portanto escapar dos modos como as políticas da filosofia sobredeterminação acompanha a teorização sobre o fazer filosófico em cenários Políticos e teóricos que assumem sentidos variados desde pelo menos a metade do século XX a teoria crítica os estudos pós-coloniais os estudos alternos os estudos sobre a colonialidade a contracon iação que nós viemos aqui se difundiram e seguem se difundindo com objetivos e alcances e sentidos que variam tanto no tempo como no espaço né Eh em seus estudos e aqui eu tô me referindo a a ao eumi direcionados às Leituras críticas da epistemologia de gênero utilizadas nos
estudos africanos né Mais especificamente sobre aqueles das sociedades eh ubau eumi percebeu né que a perspectiva de produção do conhecimento eh as categorias de conhecimento urbano de maneira pelas quais a cultura codificou e organizou a informação em geral tendiam a não eh influenciar as afirmações e conclusões das pesquisas então por isso eu meia enfática afirmar Que descolonizar é endogen autoctones historicizar E com isso ela aponta para a necessidade não apenas de considerar como válidas as experiências Africanas a partir das abordagens ocident cêntricas Da Lógica de conhecimento mas também de situar as lógicas ocidentais provincializing E
com isso ela recusa um pressuposto básico de muitas pesquisas a saber que não apenas algumas categorias ocidentais Né Eh utilizadas nas pesquisas são universais como também o próprio solo considerado né na elaboração dessas categorias também se entendem como universais e nesse sentido o trabalho dela sugere que os conhecimentos e realidades africanas são subsumidos e apagados pelos conhecimentos e realidad na medida em que a gente continua sustentando mesmo que conhecimento ocidentais essa mesma dinâmica assim buscar localizar situar provincializing Posição do Universal é um dos começos Nesse contexto Universal não é apenas vinculado com os conteúdos das
categorias mas também com o próprio fazer da investigação que carrega sua própria lógica de conhecimento e com isso afirma-se que não se trata apenas de não utilizar como se necessárias fossem as categorias ocidentais mas de perceber que as maneiras como percebemos as experiências que investigamos podem também produzir um etos epistêmico que Opera no silêncio da universalidade apagando outras lógicas de conhecimento essa compreensão dos modos como percebemos sobre a éa da da condução ocident cêntrica se relaciona com a necessidade de entender nãoé como os domínios do político e do epistêmico se entrelaçam mas a a a
a Alina falou sobre isso muito melhor do que eu eu não vou voltar a esse tema né mas me parece muito importante pensar que essa crítica né ao Ao ocident centrismo não apenas eh não é a tendência de que nos orientamos por valores crenças e práticas e saberes produzidos no norte geopolítico do mundo é também uma lógica de poder que se instaura na produção eh e circulação dos conhecimentos como a própria a Alina eh chamou atenção isso é filosofia né que aqui eu chamo de maneira eh precária de dominante desempenha um papel fundamental nesse processo
né mesmo que paradoxal paradoxalmente ela é ao mesmo Tempo produto e motor desses modos de organizar o Saber filosófico e também Educacional o ocident centrismo elege como lógica político epistêmica quais modos de fazer filosofia são válidos e quais são parciais precários ou imprecisos né isso fima criar critérios rígidos de exclusão mesmo quando não haja não é critérios tão precisos para a inclusão de quais são os modos de produzir as as filosofias que sej os válidos né é só olhar a história da Filosofia que vocês vão encontrar Produções diversas no seu interior né no enfrentamento a
esse eh cenário excludente podemos apostar num espaço de um entre que se do que se veio fazendo o que queremos fazer é que é seja é possível fazer esse jogo de forças dado nessa tensão política que hoje vemos em torno dos Campos da produção filosófica e gostaria de encerrar essa fala lembrando de uma famosa afirmação do filósofo camaronês Jean godfy bdim né Eh não podemos e já foi mencionado aqui não podemos entrar na filosofia assim como na vida senão misturados a uma história que nos precede enredados em histórias que se te em turnos sobre nós
né Eh esse texto né nos provoca duplamente nos convoca né estarmos atentas às histórias pois elas são condições para a vida e para Filosofia mas também nos chama atenção para as histórias que são contadas em torno de nós e sobre nós quem conta essas Histórias e como as conta diz muito sobre as imagens que se fazem de nós e essas imagens organizam os modos como Agimos e como as pessoas agem entre si a modernidade é uma época mas também é uma experiência e também uma maneira de contar histórias Essa época nos contou histórias sobre o
progresso sobre a emancipação sobre a liberdade sobre a igualdade sobre a Fraternidade e sobre a democracia nos contou sobre a descoberta de um novo mundo sobre processos de Sobre processos de civilização ISO está tudo entre aspas minha gente né Eh Como disse aessa como uma espécie de de de parêntese na fala anterior contém ironia eh mas n sombras dessas histórias encontramos outras histórias que também foram contadas e que foram importantíssimas para que acreditássemos nessas primeiras histórias modernas Se temos orgulhos das histórias radiantes da modernidade que foram utilizadas para Dividir o mundo em raças e sobretudo
tornou o racismo como um dos sistemas mais eh inteligentes e intensos que o poder já conheceu nesse cenário podemos afirmar que sendo a filosofia né O que é é um certo gesto de contar histórias né sobre o mundo sobre a experiência sobre a verdade sobre a justiça sobre as relações humanas nos cabe também disputar que vozes compõem essa narrativa E aqui as filosofias africanas e afro-brasileiras desempenham um papel Fundamental elas nos apresentam outras vozes outras narrativas outras histórias sobre quem somos sobre quem poderemos ser como chamou atenção ccia na abertura no início não se trata
de ter ser histórias revanchistas trata-se de pô em discurso o que ainda não somos o que não o fomos pelo pelo desgaste que a luta contra o racismo provocou Porque como a Alina chamou atenção lutar é desgastante resistir é desgastante lutar é preciso Mas cansa desgasta não que o tempo da luta tenha passado ela ainda é necessária sem dúvidas mas junto disso podemos também adicionar páginas de invenção que vão além da dor resgatando Nossa criatividade historicamente negada Nossa potência se vocês quiserem o amor para quem gosta dessas coisas né Eh e aqui ouvimos os sentidos
da filosofia a de Gana intimidade faz uns negócios esquisito n Foi Você Quem Trouxe isso bom Eh aqui ouvimos os sentidos da filosofia Cand de Gana no ideograma sofa que é um pássaro com a cabeça voltada para um lado os pés voltados para outro né que é que recorda que observemos o passado no presente para construir futuros é preciso assim fazer um mergulho outro no passado escavando desde o presente desde os destroços que foram deixados pela colonização e buscando neles as fissuras as brechas aquilo que fora nas nas naquilo que fora Construído por nossas ancestrais
negras no continente africano ou na sua diáspora e assim buscaremos elementos para inventarmos outros jeito de ser humanos além dessa humanidade cindida que foi narrada inventada e ensinada na Colonial modernidade obrigado [Aplausos] eu gosto de ter pergunta eu gosto de pergunta eu falo eu gosto de pergunta eu gosto de pergunta alguém quer uma Pergunta gente eu tô negociando aqui com a mesa essa mesa incrível e Eles resolveram quebrar o protocolo dessas meses redondos e a gente vai ter direito a algumas perguntas Renato tá me dizendo aqui que ele pessoalmente gosta de pergunta eu vou eu
vou selecionar três perguntas três perguntas num rodada Daí eles comentam lá atrás tem uma pessoa mãozinha levantada você pode vir Aqui depois a Helena Teodoro eu falo 10 minutos para poder ter 50 minutos só respondendo perguntas não não desculpa quebrando protocolo acontece eu Geralmente falo eu falo em menos tempo do que o tempo estipulado quase sempre por qu eu gosto de conversar depois quando tem as questões aí eu falo outra formulação então fal por exemplo 30 minutos para falar falea em em 20 Entendeu para depois das perguntas eu gasto esse tempo Que eu não usei
Geralmente eu gosto de pesso falando comentando aqui é intimidade né tem intimidade com an e eu esse lado do amor né esse negócio do amor injeção de ocitocina mes posso Eh boa noite a todas todos e todes é uma satisfação estar presente nesse momento que é único que é singular eu sou Jucelino Sou Mestrando do prof filo de Petrolina Pernambuco do IF Sertão e quando eu vi a programação sobre essa plenária o que me tocou foram os galhos concatenados que eh o album de um disco da banda tibá de Petrolina O que são esses Galhos
concatenados me perguntar Me perguntaram no na apresentação de um trabalho eu acabei não respondendo que são esses Galhos concatenados então esses galos concatenados hoje uma realidade de uma lei que nos Conecta Brasil África a partir de 2003 é a primeira vez sou professor da do ensino público de Pernambuco que a gente tem uma lei que diz nós e os de lá são Galhos de uma grande raiz que se torna uma árvore em que nesses 20 e Poucos Anos da Lei 10639 eu posso ver os meus que estão presentes que irão levar algo que é singular
numa construção histórica que Percorre olhares escrita de existência que me antecede e que me faz seguir adiante dentro desses Galhos concatenados o senhor traz a o CVU fina e Zan cofa aen eu não sei falar orubá é um registro por não sabia falar e que na verdade não é uma pergunta é uma é um agradecimento e um pedido ao Professor Renato Nogueira Eu tenho um pequeno Eitor de 10 anos que todos os dias escuta em casa que nós Somos pretos e que ao colocar o pé fora de casa a violência do Estado nos condiciona 76%
de uma estatística que é trágica nesse país ouvindo a senhora ontem professora me encantou Cadê a deusa do Ébano que escolhi como a representação de se me pedissem para representar uma deusa do Ébano professora Catiúcia ouviu isso ontem seria a imagem da deusa do Ébano ela não tem a gente não tem imagem Da deusa do porque não foi não foi nos dado a oportunidade disso mas o que eu vim pedir aqui tá retomo de novo o nome do meu pequeno meit Professor Renato eu queria encarecidamente que o senhor dedicasse esse livro aor porque a Conceição
Evaristo diz que o importante é não se o a primeira ou último importante é abrir caminhos e com a leitura que o senhor traz para nós é uma possibilidade de abrir caminhos de uma Construção regada de amor então eu queria assinatura de todos que estão aqui do Senhor dedicado ao meu pequeno Eitor que irá carregar no seu legado uma leitura que passa pelos anos 80 da experiência da escassez que vem daqueles movimentos negros que me faz encontrar com o vovô do Ilê no pelourinho e eu peço para tirar uma foto vovô Obrigado pelo pelo ilea
pelo movimento que é black power que não pode ser trazido à superfície e Um momento de exceção ou seja de ditadura então toda a ditadura por si só ela é burra porque o Ile aer essa força Negra ela é pujante ela segue porque ela é linda como Il L eu agradeço a oportunidade de estar presente aqui como ontem Agradeço aos ancestrais pela leitura da professora catria pela leitura da senhora que ontem eu disse no lugar do legado é trazer a ideia do não esquecimento do outro daquele que nos antecipado po que a Caminhada ela é
compartilhada no mundo presente na vida presente mas sem esquecer daqueles que lutaram para que esse dia acontecesse obrigado [Aplausos] gente V passar juceline Você pode passar paraa Dona Helena Teodoro que ela vai fazer uma pergunta aí depende dela aora é mãe dela seu sobrinho gente no Hoje eu abracei Joselino Olha como através do nome a gente lembra de coisas que fazem com que a gente repare como esse processo é complicado gelino tirou a capital do Brasil do Rio para Brasília porque era um rio negro e a violência enorme para tirar a comunidade negra do poder
e eu queria pedir a meu amigo Renato Nogueira Ô meu querido cheguei você já tinha falado você ia falar no segundo momento pensei que fosse 6:3 Mas eu tive o prazer de ouvir a Lina e o meu querido Vanderson e eu queria perguntar essa mesa quando disse que não podemos esquecer essa visão anterior eu digo não não precisamos esquecer não mas a Minha tese foi com base na escola Idealista alemã de Max scheller e quem é que fala em Max Schiller que estabelecia uma visão que a filosofia teria uma uma parte de Espírito atualidade que
ele não dominava e que seria da comunidade Negra Então não é apenas um posicionamento da gente levar o que acontece dentro de um terreiro de candomblé de uma escola de samba ou num pensamento de uma caticha Ribeiro de um Renato Nogueira de um de um Malina Mas é da gente pensar que dentro do próprio movimento filosófico não se colocam aqueles pensadores que dizem que não podem falar por África que se ligam somente ao seu território e que Há uma escolha de determinados posicionamentos que nos dominaram e que T interesse de manter essa dominação França Inglaterra
Bélgica Alemanha em função de todo um processo muito injusto e de manutenção de um grupo de negros indígenas e amarelos trabalhando para que eles possam ficar absolutamente plenos soberanos vivendo maravilhosamente bem tendo casa em vários lugares e a gente naa sem ter Onde morar então eu peço ao meu querido Renato Alina Vanderson que possam falar um pouco mais sobre primeiro a visão que a gente tem hoje ainda no mundo inteiro de que o mundo tem que ser masculino branco superior e que tenha que conduzir todo o processo de desenvolvimento e crescimento de negros de indígenas
de pessoas de gêneros diversos e que não dão oportunidade para Que nós possamos entender que Os territórios são muito diferentes e que os posicionamentos do mundo não têm que ser únicos e Gerais mas mas sim absolutamente particulares e que a gente tenha o respeito e eu quero inclusive aqui dizer que no na próxima vez que a gente possa vir ao a gente possa ter contato com os Maracatu aqui do Recife onde se preserva toda a tradição cultural brasileira e passo para [Aplausos] você marest daqui a pouquinho e gente eu vou passar a palavra pra mesa
vou para eles fazerem as considerações finais e na ordem inversa estão me sugerindo aqui e depois eu eu eu e depois eu vou chamar a atual diretoria o atual presidente da anof para passar o bastão Tá bom então não saiam não gente não mas eu acho que é para Alternato alterno não mas falou eu falo depois eu falo porque se precisar de tempo eu falo mais curto eu sou mais curto para falar vai melhor deixa vocês falarem deixa vocês falarem eu falo depois eu eu dou em redo eu fecho malandragem é um conceito tem sido
utilizado mas também uma esperteza vocês falam mais tempo eu falei mentira eh eu acho que vocês trazem mais comentários né E essas demandas que que vocês trazem para nós Eu acho que é um convite para que a gente siga pensando num coletivo eh tentando imaginar não é E aí tem uma coisa que me chama Mita atenção na tua fala Helena que é uma possibilidade de que a gente tem uma relação eh colonizada com a diversidade eu acho que não trata não se trata só de reconhecer a diversidade que disso sempre se tratou ninguém tá falando
que o mundo inteiro é igual mas o problema é como é que a gente lida com a com a com a diferença Com a diversidade eu não gosto muito da palavra mas o que tem para hoje essa ideia de uma diversidade colonizada em que a gente eh reconhece a diferença mas o reconhecimento é feito a partir de um certo Horizonte eh não dialogado vamos dizer assim ou seja tem sempre uma uma voz privilegiada que escuta as outras uma perspectiva privilegiada que concede de visibilidade às outras eu acho que esse é um Desafio importante para nós
assim que que a gente consiga eh como na Tua tese em que você coloque um terreiro de canom blé para dialogar com com a com o idealismo alemão e tá tudo certo né seja eh com o mesmo Rigor inclusive filosófico do uso das categorias o pensamento nag de um lado né e do idealismo alemão de outro isso é um exercício bonito e isso é muito interessante porque quando as pessoas estão falando do que a gente tá aqui tentando recusar o ocidente de um olhada na tese dela na primeira tese defendida Né na na Gama Filho
década de 80 né Eh lidando com o pensamento filosófico no Brasil então acho que a gente desmonta caricaturas eu achei importante o nosso movimento inicial de desconstruir caricaturas é a mesma coisa que quando eu comecei a estudar as filosofias feministas na na virada do século as pessoas diziam que as pessoas agora as feministas queriam currículo sem homens onde é que foi que isso aconteceu mesmo Bom enfim mas é só para pensar que Tem a história né das caricaturas como estratégia de de de desqualificação é antiga e sobretudo também uma dessas maneiras de colonizar a nossa
relação com o diverso com o plural com o múltiplo bom eu vou falar rapidinho pro Renato ter seu temp mas eh eu acho que a senhora trouxe enfim um comentário já a partir na direção do que também eu venho pensando trabalhando mas sobretudo na questão da diversidade E aí eu vou vou Sempre me colocar e trazer as minhas experiências eh a gente precisa desse diverso na na no contexto filosófico no contexto acadêmico filosófico mas que esse diverso seja eh esteja presente não a partir de referências Em que sentido eh eu não quero ser referência dentro
do contexto filosófico eu quero estar aqui coexistindo com outras pessoas como eu então eu acho que é isso que a gente também tem que começar a pensar eu não Quero ser token dentro da instituição então o diverso é o diverso grupos coexistindo nesse espaço de dialogando nesse espaço a partir dos seus lugares diversos e eu acho que é isso que a gente também tem que entender né porque quando a gente fala em termos de referência a gente fala de alguém que tá lá e todos os outros Cadê todas as outras pessoas né então eu acho
que pensar também um pouco nessa direção [Aplausos] Eh gente boa noite agradecer Mais uma vez vou falar um pouco um pouco para Helena fundamentalmente minha mestra né é muitos anos uma pessoa muito importante na minha trajetória que me aconselhou em momentos fundamentais na minha vida né me conheceu né jovem eh eu fiz Helena uma discussão sobre cosmofobia cosmofit eu realmente não falei do tema que era eh filosofia e Raça porque quando eu perguntei pra organização Falou Fala o que você quiser então eu como eu tô investindo né em peix sobre relacionamento eu nem li o
tópico eu falei ó fala o que você quiser aí eu falei vou falar da potência do amor potência dos afetos né Aí falei sobre isso especificamente e eu trouxe Fiz alguns estudos comparativos um Panorama E terminei falando do mito de alar e alet como o amor tem um poder regenerativo e trouxe um paralelo que é um estudo que Foi publicado em 2023 bem recente que fala sobre o epicárdio mesotelial epicardio mesotelial é a camada protetora do coração de um indivíduo saudável quando ele é lesionado ele tem dificuldade de recuperação quase não se recupera e se
colocou citocina e esse coração esse esse epicárdio foi recuperado só que aqui é um estudo de corações de peixes que tem um sistema rudimentar nervoso mas o sistema circulatório deles é muito semelhante ao Nosso Então isso é um estudo Inicial não foi aplicado em humanos só que eu trouxe para discutir o seguinte tem uma teoria filosófica a gente pode pensar com a Menem com míticos que com mitos quemé de que é o amor que regenera mas não é o amor como aquilo que se articulou o sacrifício o amor que se organiza em torno do sacrifício
é o amor dentro de uma tradição que opera com a culpa opera com pecado e o sacrifício é sobrehumano aqui é reivindicado amorosidade dentro Das condições dos limites do humano e Eu Tô investigando tô muito interessado numa tese Clichê posso comentar aqui de que esses conflitos tem relação Direta com sequestro amidar como é que homens brancos com uma branquitude o patriarcado essa normatividade elas se organizam em torno de um medo crônico do outro que vai produzindo então uma relação de poder e controle e como que o amor é uma potência não de não de fazer
com que nós possamos amar tudo e todos Ao mesmo tempo com a mesma intensidade mas sejamos capazes de utilizar o amor dentro da nossa da nossa capacidade somos humanos não Vamos amar todo mundo só que numa sociedade que o discurso dentro desse contexto eurocêntrico que a gente falou até aqui p muito muito bem que o Anderson fez brilhante essa formulação vou querer depois o texto usar com meus alunos né maravilhoso Lina fez um trabalho lindo que que eles trouxeram aqui ou seja esses contextos Culturais né do eurocentrismo eles operam onde o medo e a raiva
são os afetos fundamentais de organização com o outro e consigo por isso a gente produz sociedades que tem um desenho geopolítico onde onde há uma lógica da expansão porque o discurso é Eu amo a todos como a mim mesmo Enquanto alguns falam assim eu não posso amar tudo e todos eu posso amar alguns e posso respeitar todo mundo é Nessa fantasia sobrehumana de que somos capazes Um amor incondicional é que a gente aquele eu coloquei lá no texto bota avança coloca um pouquinho rápido atrasa um pouquinho não volta aquele ciclo dos afetos nos biomas ecossistema
afetivos que falei tenha tensão carga descarga relaxamento ninguém pode suportar tensão o tempo inteiro tem que descarregar isso cria uma disfuncionalidade se você não consegue digerir todos os afetos Então você Promete o que você não pode cumprir é uma relação que parte da fraude eu fraudo eu digo vou entregar a lua para você não entrega a lua eu só posso entregar pouco pro outro eu só posso entregar minha fraqueza na relação amorosa só que a gente quer fazer melhor edição de nós mesmos e se narcisismo então tem aqui uma e tá o fanon Freud com
fanon a gente entende esse negócio ou seja né quer entregar o quê você quer ser Perfeito porque tem muita vontade de ser plenamente amado amado como se fosse Divino é necessário sermos amados amadas amades como Mortais como fracos senão querer muita força a gente vai ter um efeito rebote de querer atingir o outro e controlar o outro então para celebrar a Raridade da vida muita injeção de ocitocina no sangue da galera pra gente ter um mundo melhor é isso não vai amar todo mundo sem problema respeita todo Mundo obrigada gente foi uma alegria Eh poder
est aqui nessa mesa com e o Anderson Alina e Renato eh eu agradeço muito espero que vocês tenham tirado foto para eu ter essa registro viu colegas