A Pandora foi embora e eu vou contar para vocês tudo que aconteceu nesse dia. Dia 30 de abril de 2026. Eu vou fazer uma série de vídeos contando tudo que acontece depois da morte de um cão, coisas que eu não vejo ninguém falar e que pode ajudar vocês a superar a morte e o que acontece depois que um cachorro morre.
Eu vou falar sobre o que a gente faz com o corpo, os valores, como que ficou minha filha, como que está a Cléo que está aqui do meu lado, como lidar com as coisas do cachorro, como lidar com pegar outro cachorro ou não. Então eu quero falar todos esses temas e passar paraa frente os meus conhecimentos, que é o que eu tenho feito há mais de 10 anos. Pandora esteve comigo por 13 anos e 3 meses e eu brincava que eu queria que ela vivesse até os 20, que eu cuidava dela para ela viver até os 20 anos.
O bulog mais velho do mundo tem 18 o recorde. Então assim, eu sabia que isso era irreal, mas eu realmente fiz de tudo para essa cachorra viver o máximo possível. Ai como é que eu vou gravar isso?
Vou tentar ser prática porque meu amor por ela é inquestionável e não adianta eu ficar falando sobre isso. Então, vou tentar ser prática nessa série. No dia 30 de abril, [roncando] eu ouvi ela arfando muito de manhã, às 7:30 da manhã.
Então, ela tava meio que andando pela casa e com sinais claros de desconforto, porque quando o seu cachorro começa a arfar do nada [ofegante] sem ter feito exercício, sem estar morrendo de calor, eh, isso é um sinal de alerta. Pode ser uma insuficiência respiratória, uma dificuldade, um problema de coração, pulmão, pode ser dor. Então, sempre fique alerta ao arfar do seu cachorro fora de hora.
Então eu percebi isso, acordei com isso porque eu não acordo esse horário, era 7:30, 8 horas da manhã e aí eu vi que ela tava assim, né? E logo depois ela começou a engasgar e vomitar. O vômito dela era de gosma, era Billy, né?
Amarelado e gosma, porque ela não tinha comido ainda de manhã e o jantar dela eh já tinha sido digerido, né? já já tava já devia estar no intestino. Então ela não tava vomitando comida, nem sangue, nem nada assim.
Eh, eu acredito que tenha sido um vômito, não por desconforto abdominal, mas um vômito por dor, né, por por tá ali com dificuldade de respirar e acabar vomitando. E aí quando eu vi ela nesse estado, na mesma hora eu pensei: "Vou levar pro veterinário". Voltei pra cama, comecei a acordar minha filha, acordei ela, levanta, Elis, vamos trocar de roupa e voltei pra sala.
Quando eu voltei pra sala, a Pandora já estava em decúbito lateral e passando mal. Quando o seu cachorro eh deita em decúbito lateral, você fique alerta, porque não é o comum o cachorro eh estar passando mal nesse nessa posição. Quando eu vi isso, e a cena é um pouco chocante, porque ela tava com a gosma, com a bilha, tudo misturado na boca, porque ela tinha vomitado, né?
Eh, eu corri com a minha filha, peguei uma toalha e levei a Pandora diretamente pro hospital, que é o hospital que eu mais confio aqui no ABC, que é o Dr Rato, especificamente na unidade Baeta Neves, onde eu fui muito bem tratada e muito rapidamente socorrida. A Pandora foi atendida na emergência e foram fazer todos os parâmetros dela e ela tava com a pressão 90, né? Como se fosse a gente que é 12 por8, por exemplo.
Então ela tava nove. Eh, e a veterinária que atendeu a gente falou que é e é muito grave, pressão baixa em cachorro é gravíssima. e que eles iam dar oxigênio para ela.
Depois ele eles iam, enfim, não hora adrenalina, sei lá do que, né? Não sou veterinária. E se não melhorasse a pressão que eles iam ter que entubar e quando um cachorro entuba não é boa coisa.
Ainda mais um bulldog que mal respira estando bem. Colocaram ela com a sondinha ali na hora mesmo. Já colocaram uma sondinha nela, tadinha.
espirrável para caramba, porque deve ser muito incômodo. A gente conseguiu voltar a pressão ali na hora com oxigênio e a pressão dela voltou para para 120, enfim, pra pressão normal. A língua ficou rosinha, então ela voltou a ficar sem esse problema da pressão que é muito grave.
Só que aí a gente não sabia o que ela tinha ainda, né? Não se sabia. Como eu vi que ela tava realmente muito mal, eu já sabia que ela ia ficar na internação.
Ali na hora a gente a gente fez o exame de sangue para ter certeza que eh o que que poderia ser, né, assim, para ver as taxas, colesterol, FA, alt, eh, função hepática, função renal, eh, o hemograma para ver os leucostos, super importante, hemoglobina para ver se tá anêmica, então tudo isso muito importante. E aí eles bateram um raio X ali naquele momento e também puxaram o sangue, né? Tiraram sangue e levaram ela pra internação.
Sedaram ela para ela poder se acalmar. Ela tava com a respiração muito ruim, muito muito muito ruim mesmo assim. E e eu conheço a respiração da minha bulldog, mas ela tava pior.
Então, levaram ela paraa interação, cedaram e eu fui para casa e fiquei acompanhando o resultado dos exames. Os exames saíram bem rápido e a FA tava muito alta, a LT tava muito alta também, os leucóitos estavam meio altos, a função hepática e a função renal estavam bem. Então, apesar dela est fígado muito debilitado, ela o fígado dela estava funcionando.
No raio X deu pneumonia. Por quê? Não sei, gente.
A a Cléo também já teve pneumonia. Na minha cabeça, é idosas, entendeu? Elas são idosas e tem coisas, mas ela também tava com pneumonia.
Eles não tinham feito a ultrassom. Para mim, na minha cabeça, a ultrassom era a coisa mais importante de todas. Porque a ultrassom ela vê eh se o pâncreas, porque na minha cabeça é sempre pâncreatite, porque as duas já tiveram crise de pâncreas.
O pâncreas é muito grave. A pancreatite, se seu cachorro tem pancreatite num dia, em dois dias, ele pode falecer. É super assim.
E eu queria ver o pâncreas. Eu queria ver se tinha líquido abdominal, se se o pâncreas tava aumentado, como é que tava, baço e eles não fizeram ultra na hora por conta da respiração dela, porque na ultraabdominal tem que ficar com eh com a barriga para cima, grave essa informação. E eles não fizeram a ultra naquele momento.
Então eu fiquei a tarde toda em contato com o hospital perguntando da Ultra. Cadê a Ultra? Já fizeram a Ultra?
Mas a Ultra é importante. A minha veterinária Dr. Michele maravilhosa, quer a Ultra.
e nada da Ultra Vim. Quando deu 7:30 da noite, que é o horário que você pode ligar para lá para saber notícias, eu fui pessoalmente com a minha filha, né, 7 horas por aí. E para saber da ultra, eu falei assim: "Ah, cara, eu quero saber dessa Ultra, eu vou lá, porque não fizeram a ultra, eu vou lá, eu quero saber, eu quero que me fale na minha frente".
Então eu fui aí eh, quando eu cheguei lá, me levar me mandaram paraa sala de internação para eu conversar com a veterinária responsável pela internação, que não foi a mesma que me atendeu eh na emergência. E aí a Dr. Júlia veio e conversou comigo sobre, né, o estado da Pandora e por que eles não tinham feito a Ultra até então.
Eles não fizeram a Ultra porque ela não estava estável suficiente, né? Ela ainda estava sedada, ela estava ainda eh voltando ao normal assim, mas estava super estável. E agora às 7:30 da noite eles fariam a ultra.
Finalmente eles fariam a outra. Eu era assim 7, 7:15 e eles fariam a outra 7:30 nela pra gente ver como é que tá o pâncreas e tudo. E aí eu questionei, eu falei assim: "Mas doutora, eh, e se fosse, e se for o pâncreas?
A gente a gente não tá sabendo até então? Eu trouxe ela de manhã, como é que não sabe que é o pâncreas ainda? a gente não deveria saber logo sobre essa informação.
Aí ela falou assim: "Alina, não existe remédio paraa pancreatite. " O tratamento da pancreatite é esse que a gente tá fazendo. Ela tá tomando antibiótico, anti-inflamatório, tá sendo hidratada e é esse o tratamento.
É isso que a gente faz. Não tem muito mais o que fazer. Mesmo se a gente soubesse da Ultra, eh, a gente tá fazendo o que é para ser feito.
Não tem um remédio para pancreatite assim de emergência. E aí falei: "Tá bom, então eu vou levar a minha filha no shopping, a gente vai jantar e eu te ligo daqui a pouco para saber como é que foi a Ultra, né, o resultado da Ultra". Fui no shopping, que é do lado da do veterinário, e quando eu cheguei no shopping, eu estacionei, desci as escadinhas para chegar no shopping.
Cheguei no shopping com a minha filha, a veterinária me ligou: "Alina, você tá perto do hospital? " "Aí, eu tô, tô do lado do hospital. Você pode voltar?
" A Pandora não reagiu bem, ela teve uma piora na Ultra e a gente teve que entubar. Eu eu voei, né, com a minha filha. Minha filha ficou super chateada na hora, né?
Ela tem 5 anos, não entende. Ficou revoltadíssima porque ela tava indo brincar no shopping, né? E a gente teve que voltar para hospital.
E aí, eh, eu fui correndo, né, pro hospital e fiquei esperando a doutora na sala de espera da internação. E aí ela apareceu com aquela cara horrorosa e e na hora eu falei, ela morreu [roncando] porque ela não quis me falar pro telefone. Ela falou só que ela tinha sido entada.
Eu falei, ela morreu, aí ela fez assim. Nessas horas eu não consigo nem ficar em pé. Então eu agachei assim, baixei, sentei no chão, falei: "Não, não, não, não, não, pandora, não, não, não, não, por favor, por favor, não, não, isso não tá acontecendo, isso não tá acontecendo.
Ela tava ótima. Gente, eu tinha feito exames na Pandora um mês antes. Os exames da Pandora são do dia 26 de março.
Perfeito. O coração, a cardiologista falou que ela tirou 10 as taxas. Tinha uma taxa um pouquinho alterada que ela tava tomando um remedinho diário, assim, uma.
Acho tudo maravilhoso. Do nada a cachorra passa mal e morre assim. Não acreditei.
Não acreditei. [roncando] [ofegante] E aí me deram água, me atenderam muito bem e ela tava numa salinha. E eu tenho que agradecer aqui ao Dr Rato, que é o hospital, unidade Baeta Neves, Dr.
Júlia. Eh, eles deixaram a minha cachorra para eu ver de uma maneira muito sensível. Ela não tava de lado, ela não tava com a língua para fora, ela não tava em nenhuma posição assustadora.
Ela tava deitadinha, coberta, deitadinha com as patinhas, assim, com a cabecinha apoiada num negocinho assim, apoiadinha, com os olhos fechadinhos, com a boca fechadinha. Foi uma visão de paz, sabe assim? eh muita sensibilidade do hospital, deixar eu ver o corpinho dela naqu daquela forma tão gentil, sabe?
E na hora eu notei isso, na hora. Na mesma hora eu olhei e falei: "Nossa, [ofegante] prepararam ela com muita sensibilidade". Aí eu chorei, chorei, chorei.
E eu tenho pavor da morte, gente. Eu tenho pavor da morte. Eu choro com a minha própria morte.
Eu tenho pavor de morte. Bavou. E eu a morte mais impactante que eu tive na minha vida tinha sido da minha avó em 2013.
E eu tive uma reação parecida assim, tanto de cair no chão quanto eu perguntei. Tem certeza? Foi mesmo?
Então eu perguntava para ela: "Você foi mesmo, Pandora? Você tem certeza que você não vai mais voltar? Você tem certeza que você foi?
Abracei muito ela, beijei corpinho e eu não queria ir embora dali nunca. Acho que eu estaria lá até agora. O hospital foi super legal comigo.
Falaram: "Ó, você pode ficar aqui o tempo que você precisar. O tempo que você precisar você pode ficar aqui". Me deixaram sozinha com a minha cachorra.
Eu pedi para cuidarem da Elis do lado de fora que a Elis tava comigo, minha filha. Deixei o celular com a minha filha até para ela ver desenho [roncando] e me despedi da Pandora. agradecer por tudo, sabe?
A Pandora não, assim, todo mundo acha isso do seu próprio cachorro, mas cara, eu nunca conheci um cachorro tão perfeito, tão perfeito. Uma vez eu ia fazer um vídeo de defeitos das minhas cachoras e eu não consegui achar os defeitos da Pandora. Eu nem gravei esse vídeo.
Pandora não tinha defeito nenhum, não tinha problema nenhum, nunca foi internada, nunca me deu trabalho com nada. foi o cachorro da minha vida. Passou por comigo pela morte da minha avó, passou comigo por duas separações.
Quando eu dei para São Paulo, eu eu não tinha ninguém. E aí eu criei encontros de bulldogs para poder conhecer pessoas. Eu tenho amigas até hoje, muito amigas nessa época que eu fiz por causa da Pandora, porque eu marcava os encontros e levava ela.
Então me despedi, agradeci muito, agradeci por ela ter sido uma cachorra maravilhosa, perfeita. Eh, e perguntei pra minha filha se ela queria ver para se despedir. Eu dei essa opção para ela e ela falou que sim, né?
Então, ela entrou, eh, fez perguntas, me consolou, falou que agora a Pandora tava eh no céu com a Iris, que era a nossa gatinha, né, que era a gatinha do meu ex, que também faleceu o ano passado. Eu fiquei uma hora ali e saí. Essa é a última imagem que eu tive dela, a veterinária.
Ela, ela depois ela me explicou que eles não conseguiram fazer a ultra. Não conseguiram fazer a ultra. Na hora que eles foram colocar ela para virar de barriga para cima para fazer a ultra, ela já parou de respirar.
E a veterinária me disse que ela não sofreu, que ela não engasgou, porque tem cachorro que engasga, que fica agonizando e aí para de respirar. Ela falou que eu que não aconteceu isso e assim, ela pode estar mentindo, mas eu não quero acreditar, né? Ela falou que hora não aconteceu isso, que foi muito rápido, que ela simplesmente eh não tinha mais força para respirar e parou de respirar.
Eles entubaram ela, eles tentaram reanimar e ela não aguentou. Então a gente não chegou nem a fazer a ultra. Aí vocês vão me perguntar do que que ela morreu.
Eu ainda não sei. Eu ainda não sei. Eh, a gente vai pegar o prontuário, né, esses próximos dias.
Vamos pegar o prontuário, todos os exames e a nossa veterinária vai tentar entender o que que pode ter acontecido, mas nós não temos certeza ainda. Eu não tenho certeza ainda. Quando eu tiver essa notícia, eu vou falar para vocês ou nos stories ou eu vou fazer um vídeo sobre sobre esse assunto um pouco mais completo.
Ainda não sei do que a minha cachorra faleceu e eu também não culpo ninguém. Os exames estavam super atualizados. Um mês antes.
Eu fiz todo o checkup nela. Eu cuidei dessa cachorra com a minha própria vida. Eu fazia fluidoterapia de três em três dias em casa.
Ela morreu porque ela estava velhinha. As células vão falhando, o corpinho vai falhando e não aguenta mais viver. Os amiguinhos dela foi tudo com 10, 11.
Ela foi muito bem para um bulldog. Hoje é sábado, ela faleceu na quinta. Até agora não não acredito.
Enfim, eu vou fazer uma série de vídeos para vocês. Eu quero falar sobre o destino do corpo. Eu quero falar sobre quando eu cheguei em casa, eu quero falar sobre as coisas, os objetos, as coisas, o que fazer com essas coisas, eh, como que eu tô lidando com isso.
Eu quero falar sobre a Cléo, como é que a Cléo está. Eu quero falar sobre [roncando] se eu vou pegar outro cachorro, se você deveria pegar outro cachorro. Eu quero fazer uma série mesmo para, enfim, ajudar vocês e é bom para mim também, sabe, desabafar, conversar, né?
Eu moro sozinha, eu tenho que agora eu sou mãe, eu tenho que cuidar de uma criança de 5 anos, eu tenho que cuidar da Cléo e eu tenho que sofrer e cuidar de todo mundo. Então, assim, é, é bom para mim também fazer esses vídeos, sabe? E é meu trabalho, é meu, é mais do que meu trabalho, é meu propósito, eh, fazer meus vídeos, ensinar vocês.
Então é isso. O próximo vídeo eu vou falar sobre, não sei, talvez eu, talvez o próximo seja sobre o destino do corpo ou quando eu cheguei em casa, alguma coisa assim. Eh, melhor cachorro do mundo.
Até a próxima. Até o próximo vídeo.