olá alunos olá internautas eu sou professor antônio carlos e vamos dar continuidade ao nosso curso de ciência política mas antes gostaria de agradecer a todos pela audiência constante e você que não está inscrito ainda que no canal que não fez a sua inscrição por favor se inscreva deixa que os seus comentários as suas dúvidas as suas sugestões e principalmente as suas críticas para que possamos melhorar sempre a qualidade das aulas os temas abordados que essas aulas possam sempre auxiliar em seus estudos quero agradecer especialmente aos meus alunos que a maioria está em férias escolares estamos
em férias mas a produção aqui do canal não pode parar e mesmo em férias muitos acompanham mandam mensagens e interaja e conosco gostaria de agradecer especialmente à essa turma aí que gosta da ciência política e aproveitar também para me desculpar tendo em vista que a minha voz hoje provavelmente não será das melhores por conta de uma gripe e que estamos superando mas apesar das adversidades apesar das férias da gripe precisamos produzir e continuar aqui com as nossas aulas e na aula de hoje falaremos de um dos temas mais importantes da ciência política que é o
contratualismo a teoria contratualista e abordaremos um de seus principais autores falamos aqui em aulas anteriores mais precisamente na aula três que o homem vive em sociedade trata se de um fato inquestionável inequívoco que o homem é um ser que vive em sociedade e algumas teorias vem para justificar essa vida em sociedade uma delas abordamos aqui que é a teoria vinda do pensamento grego mais precisamente de aristóteles quando ele diz que o homem é um animal social e político o homem é um animal social por natureza significa dizer que o homem que não vive em sociedade
é um ser inumano porque a sua natureza sua humanidade vem justamente no fato dele conviver em sociedade a teoria política de aristóteles é construída em cima da idéia de que o homem é um animal social e político que a cidade é uma construção natural que a felicidade é o fim do homem e que esta felicidade só pode ser alcançada dentro da cidade dentro da pólis pois é essa é a teoria naturalista mas existe uma segunda teoria a teoria de que os homens em certo momento em um momento hipotético da humanidade resolveram pactuar resolveram fazer um
acordo um contrato social neste contrato estabeleceram regras de convivência por que por que racionalmente eles entenderam que naquele estado de natureza que eles viviam não era a melhor forma de conviver em sociedade e através desse pacto desse contrato social eles fundão uma sociedade política porque eles entendem que é mais fácil é melhor viver em sociedade do que fora dela esta é a famosa teoria contratualista e quando eu falo na teoria contratualista necessariamente eu tenho que pensar em três autores thomas hobbes john locke e jean-jacques russo esses três pensadores vão formar para nós a teoria contratualista
antes veremos a ideia geral da teoria contratualista e mais pra frente posteriormente veremos detalhadamente cada um desses autores vamos lá então primeiramente faremos aqui um breve os bolsos sobre a teoria contratualista a ideia comum entre os três que caracteriza o contratualismo é a de que a origem do estado está no contrato social para eles toda a sociedade passa por três etapas estado de natureza contrato social e estado civil organizado na primeira etapa no estado de natureza temos uma criação hipotética de cada contrato a lista que serve para imaginar como seria o aspecto natural da sociedade
ou seja a essência do ser humano e como esses se relacionariam sem regras obviamente toda teoria contratualista precisa iniciar com uma hipótese para basear a teoria já que não é possível ter conhecimento empírico de uma sociedade pré social em segundo momento é o instante em que os indivíduos firmaram contrato social delimitando um conjunto de regras e normas sociais que todos deveriam respeitar e seguir para poderem conviver em sociedade dependendo de como cada filósofo definir o estado de natureza as razões que levam ao desenvolvimento do pacto social são diferentes a etapa final é o estado civil
organizado isto é a sociedade como a conhecemos com um estatuto e suas leis da mesma forma cada filósofo dependendo de como desenvolve sua teoria contratualista terá uma análise diferente da sociedade da ordem e das normas sociais depois dessa breve explanação sobre a teoria do contratualismo passamos então para o estudo do nosso primeiro pensador thomas hobbes thomas hobbes foi um matemático um teórico político e um filósofo inglês foi o primeiro pensador a formular uma teoria do contrato social hobbes nem sua obra mais famosa o leviatã de 1651 escreveu sobre a natureza humana e sobre a necessidade
de um estado de uma sociedade de um governo forte segundo róbston todos os homens igualam em suas paixões e no conatus conatus busca é um som movimentos voluntários é o ímpeto para buscar a realização de seus desejos e de se afastarem do indesejável significa dizer que em um estado natural como os homens são livres e iguais eles se assemelham na busca por seus desígnios egoísticos hobbies criou um hipotético estado de natureza onde o homem nasce mal egoísta ambicioso competitivo e orgulhoso esses adjetivos foram imortalizadas na frase o homem é o lobo do próprio homem derivada
do latim como homo homini lupus embora viva em sociedade para hobbies o homem não nasceu com essa sociabilidade natural ou seja contrariando aristóteles para hobbies o homem não nasceu naturalmente com esta pitt dão para viver em sociedade pelo contrário pra ele o homem é um lobo mau e interesseiro que sempre vai querer buscar facear os seus desejos como o homem é esse lobo egoísta e interesseiro que sempre quer saciar seu apetite em impor o seu interesse o estado de natureza de hobbies é um estado de violência um estado de guerra de todos contra todos para
ele o direito de natureza é o direito que cada indivíduo tem de usar o próprio poder da maneira que quiser para preservação da sua natureza ou seja para a preservação da própria vida o desejo de preservar a vida seria a fonte dessa guerra fazendo com que o ser humano olhe no outro e veja um adversário para alcançar o seu insaciável desejo de poder haveria então diversas matanças nestas sociedades primitivas no estado de natureza o homem estaria fadado à auto-destruição e neste ambiente de violência e guerra de todos contra todos ele jamais seria possível o desenvolvimento
por exemplo da indústria do comércio e das artes do conhecimento da filosofia já que a vida era brutal e violenta infeliz miserável e solitária marcada pelo mais intenso dos sentimentos humanos o medo da morte eo medo da morte violenta nas palavras do b favor numa tal situação não há lugar para a indústria pois seu fruto é incerto conseqüentemente não há cultivo da terra nem navegação nem o uso das mercadorias que podem ser importadas pelo mar não há construções confortáveis e bem instrumentos para mover e remover as coisas que precisam de grande força não há conhecimento
da face da terra nem cômputo do tempo nem armas nem letras não a sociedade e o que é pior do que tudo um constante temor e perigo da morte violenta ea vida do homem é solitária pobre sórdida embrutecido da ecu curta só havia uma solução então para conter a natureza humana e solucionar o problema da guerra de todos contra todos a criação artificial da sociedade política para isso os homens teriam que firmaram um contrato um pacto social onde eles deixariam o estado de natureza e através do contrato social passariam ascenderiam a um estado civil neste
estado civil com as regras sociais esses homens fundão a sociedade política vejam bem a sociedade política é uma sociedade formada pelos homens em seu estado civil ou seja esse homem no estado civil não é mais o homem no estado de natureza não é mais o homem selvagem o homem no estado civil agora é um homem civilizado neste contrato social o homem transfere para um terceiro o poder de governar a si mesmo esse terceiro é o estado um monstro artificial robusto invisível que vai administrar sociedade política e governar a todos impondo ordem segurança e direção a
essa conturbada sociedade ante a tremenda e sangrenta anarquia do estado de natureza os homens abdicaram em proveito de um homem ou de uma assembléia os seus direitos limitados submetendo-se a onipotência da tirania que eles próprios criaram cada homem renunciou aos seus direitos e liberdades individuais ilimitados em favor de um soberano e em troca este soberano vai conter o lobo do homem isto é o soberano em troca dará proteção para que o homem não se autodestruam porá fim tão a guerra de todos contra todos e trará a paz social é simples um ser humano calculista frio
e que teme a morte aceita abrir mão sacrificar sua liberdade em troca de uma segurança e atribuem poder absoluto ao estado somente o poder absoluto de um estado forte poderia se impor a bárbara e da vida humana no intuito de ordenar a vida coletiva o estado ea sociedade teriam nascido juntos pondo fim ao estado de natureza segundo robinson o estado absoluto é a melhor forma de garantir a nossa liberdade individual para ele ao abrirmos mão de nossa liberdade automaticamente ganhamos inúmeros outros direitos como a tranquilidade a paz a possibilidade de buscar um enriquecimento sem incômodos
o aprimoramento pessoal a busca da felicidade entre outros hobbies sem dúvida nenhuma inaugurou um novo momento na política passou a refletir não apenas sobre os paradigmas existentes mas refletiu sobre a origem do estado e o seu papel se em maquiavel o problema era a conservação do poder em vozes o problema é a conservação do homem a obra de hobbies é uma defesa do absolutismo embora tenha argumentado em favor da monarquia absoluta o pensamento de thomas hobbes ajudou a estabelecer vários conceitos importantes para o desenvolvimento do pensamento liberal europeu parte de sua adesão a uma monarquia
absolutista se deve ao fato de pensarem um governo central capaz de evitar as guerras civis lembrando que thomas hobbes vivenciou grande parte da guerra civil inglesa entre 1640 e 1689 quando o povo lutou contra o absolutismo da dinastia stuart em seu contrato social o estado seria a única maneira dos homens instituir entre si um poder soberano e comum a todos em leviatã de hobbes apresenta uma justificativa eficiente à época para a constituição de uma centralização absolutista do poder político sendo assim vamos analisar o simbolismo contínuo na capa original do livro de 1651 sabemos que o
nome leviatã refere se a um monstro bíblico extraído do livro de jó 4041 desse monstro que emerge da vagas podemos notar a coroa representa o sistema político defendido por hobbes a monarquia fazendo alusão ao líder político desse sistema o rei o monarca o soberano a espada a mão direita do rei simboliza uma das mais fortes justificativa para a formação do absolutismo a segurança o exército nacional em leviatã de hobbes diz que o povo renuncia tudo em troca do grande dom da segurança um cetro a mão esquerda simboliza o poder soberano do monarca o rei absolutista
acumulava os poderes político e econômico e através destes o be tinha também o apoio da igreja que ainda tinha grande poder ideológico a observar mos com atenção veremos que o corpo do rei é formado por várias pessoas neste caso a imagem é a perfeita ilustração da origem do poder real segundo robinson o governo absoluto havia sido estabelecido pelo próprio povo o tamanho do desenho do soberano é proporcional ao poder real autoridade monárquica alcança todo o território nacional temos a ideia de controle total ou seja de governo estabelecido espero que tenham gostado de mais essa aula
preparada com carinho para vocês não esqueçam de deixar os seus comentários e até a próxima aula