[Música] naquela época eu tinha 20 e Poucos Anos era recém-casado E vivia com minha esposa em uma casinha de aluguel em uma cidade no estado do Tocantins nossa vida era bem corrida a gente trabalhava muito e só nos víamos à noite o ano era 2008 e eu trabalhava de ajudante em uma construtora e minha mulher trabalhava em um supermercado a rotina era cansativa mas tínhamos um ao outro e isso nos mantinha Unidos e fortes os avós da minha esposa moravam num sítio a uns 10 km dali da cidade numa Área depois de uma mata fechada
o avô da minha mulher era um homem simples da roça cabra macho daqueles que encaravam a vida com a coragem de quem já passou por muita coisa O velho tinha o hábito de sair para caçar mesmo já estando com 60 anos de idade infelizmente em uma certa noite uma fatalidade aconteceu com a lua cheia brilhando aquele senhor Pegou sua espingarda e se embrenhou na mata e foi para uma espera pela manhã ele não voltou o que deixou a avó da minha esposa muito preocupada logo Ela avisou alguns vizinhos de terra que após muito procurar Encontraram
o velho todo dilacerado com o corpo marcado por garras e mordidas muitos diziam que podia ter sido uma onça mas na verdade aquela triste Fatalidade nunca foi esclarecida para a maioria das pessoas a avó da minha esposa triste e desolada largou o sítio e veio morar conosco na cidade a tristeza da avó da minha esposa parecia nunca diminuir e uns TRS meses depois ela passou mal e faleceu deixando minha esposa muito triste os velhos tinham apenas duas filhas uma era a mãe da minha mulher e a outra a tia as duas filhas daquele casal de
idosos não quiseram ficar com o sítio pois moravam em metrópoles em outro estado e também por terem uma boa vida financeira então elas deram o terreno para a minha esposa no sítio a gente não pagaria aluguel e daria para viver mais sossegados então saímos dos nossos empregos pegamos nossas economias e decidimos tomar posse do lugar o sítio era simples com uma antiga e rústica casa de fazenda a terra Ali era muito fértil e possuía uma forte Nascente um oi d'água que era um presente da natureza no período das águas plantei uma roça de milho e
feijão e meses depois a lavoura foi boa demais tive até que pagar uns camaradas para ajudar na colheita a gente também plantava pimentão alho e batata doce e tudo era vendido na feira após pouco tempo também começamos a criar galinhas e porcos e aos poucos a vida foi melhorando e com o passar do tempo fomos prosperando era um trabalho duro mas recompensador quando você trabalha para si próprio você trabalha mais feliz e motivado as noites ali no campo eram tranquilas e os dias eu passava trabalhando na foice ou na inchada mas eu não reava pois
nossa vida ali não tinha estress tudo ia muito bem E para completar a nossa felicidade minha esposa ficou grávida a alegria de saber queha esposa esperava um bebê completou nossa felicidade e trouxe uma nova luz pro sítio entre os preparativos para a chegada da criança e o trabalho diário começamos a planejar o futuro quando a criança nasceu Era um grande bonito e saudável menino dois anos se passaram desde que a gente estava morando na zona rural e tudo ia pela ordem mas como Alegria de pobre dura pouco certo dia a tranquilidade daquele lugarejo foi quebrada
Uma bela tarde um vizinho que era um sitiante das terras ao lado apareceu de repente na frente da cancela do nosso sítio ele veio com uma proposta de comprar nossa propriedade o sujeito disse que queria expandir suas terras e ele comentou que aquele sítio em que morávamos era um lugar estratégico para suas futuras aquisições devido à abundância de água e também por serem terras boas para o cultivo minha esposa e eu nem quisemos ouvir o valor da proposta pois ali era Nosso Recanto nosso refúgio e o lugar não estava à venda ao ouvir nossa recusa
aquele homem fechou o semblante e sua voz Mudou até o Tom antes de ir embora o sitiante Ainda murmurou bem baixinho ele falou que aquelas terras ainda seriam dele por bem ou por mal eu mais do que depressa pedi para aquele sujeito se retirar e não mais voltar até a nossa terra com falta de educação então aquele homem deu as costas e foi embora resmungando cerca de uns 3 km do nosso sítio morava um velhinho em uma casa bastante isolada ele era um exímio conhecedor de plantas medicinais e também era um bom rezador ele inclusive
tinha rezado e tirado o quebranto do meu filho algumas vezes o velho gostava de viver ali sozinho pois ele dizia não gostar da cidade e de barulho aquele senhor tinha muita agilidade E vivia da caça e pesca e também da criação de cabras Conversando com aquele Senhor ele me contou que o homem que queria comprar as minhas terras era filho de um antigo fazendeiro da região o tal homem tinha sido expulso das terras do seu pai há cerca de do anos e pouco porém após a morte do fazendeiro o filho retornou e assumiu a Terras
do seu pai o velho também falou que o fazendeiro falecido era um homem bom e honrado já seu filho aquele que queria comprar nosso sítio era um homem mal o velho mandou eu ter cuidado os dias foram passando e eu já tinha esquecido daquela história em um determinado fim de tarde Montei no meu cavalo e fui levar minha mulher até um ponto de ônibus próximo ao asfalto naquela época tudo era difícil a gente ainda não tinha carro e minha esposa iria até a cidade buscar um remédio que ela tinha mandado a sua prima comprar minha
esposa não podia ficar sem aquele medicamento e o remédio já estava acabando ela ia pegar o ônibus dormiria na casa da prima na cidade e só retornaria no outro dia no ônibus da manhã meu filho tinha acabado de pegar no sono depois de passar o dia meio aborrecido como ali era tranquilo e ainda era dia não vi nenhum perigo de deixar o menino dormindo enquanto eu levaria minha esposa até o ponto de ônibus ali no sítio eu tinha dois viralatas bravos e de grande porte e que geralmente ficavam amarrados durante o dia então soltei os
cães peguei meu 30 e coloquei na cintura tranquei a casa e fui levar minha esposa até o ponto da minha casa até o asfalto dava quase km e o ônibus passaria por lá cerca de 15 para 6 da tarde infelizmente naquele dia o ônibus atrasou e eu não quis deixar a minha mulher lá esperando sozinha o ônibus só passou depois das 6 da [Música] noite a lua cheia saiu e iluminou tudo e eu imediatamente Peguei o caminho de casa despreocupado sem saber que o pior estava quase para acontecer quando cheguei a uns 400 m de
casa escutei aquele alvoroço de cachorro latindo com grande ferocidade coloquei o cavalo para correr e quando cheguei na frente da casa só escutei um estrondo na porta da cozinha nessa hora eu temi pelo pior quando cheguei nos fundos da casa vi um grande vulto negro espancando a porta com muita força de repente aquele intruso se virou e rosnou para mim ali já ficou claro que aquela criatura Era um Lobisomem eu que já estava de arma na mão mandei bala para cima do bicho dei seis pipocos e o bicho se enveredou para dentro do mandiocal e
fugiu gritando pela Mata mais à frente os cães foram atrás e ficaram latindo ao longe destranquei a porta e meu filho continuava dormindo Por incrível que pareça se eu tivesse demorado mais alguns minutos o monstro teria levado o meu filho mais tarde os cães retornaram da Mata eles estavam levemente feridos mas Ficaram bem no outro dia quando fui pegar minha esposa no ponto não dei mole levei meu filho comigo na tarde daquele dia fui até a casa do velho rezador para pedir orientação acerca do que fazer com o maldito lobisomem Porém quando cheguei na propriedade
a casa ele estava trancada e tinha manchas de sangue secas por todo o quintal [Música]