tumor de parótida isso pode ser mais comum do que você imagina Olá meu nome é Rogério leite eu sou oncologista e cirurgião de cabeça e pescoço e hoje a gente vai falar sobre algumas das cirurgias que a gente faz muito em relação a essa parte de cirurgia de cabeça e pescoço eh a gente vai falar sobre tumor de parótida a parótida ela faz parte das glândulas salivales maiores a gente tem duas glândulas paridas assim como a gente tem duas glândulas submandibulares e duas glândulas sub inua que são as glândulas salivares maiores essas glândulas têm a
obrigação de produzir saliva e jogar na boca durante a alimentação Principalmente as glândulas salivares se classificam em tumores glândulas salivares maiores que são essas três que eu falei e as glândulas salivares menores as glândulas salivares menores elas estão distribuídas basicamente toda a boca cavidade oral or a faringe e elas lubrificam toda essa região A grande maioria dos tumores das glândulas são tumores benignos principalmente o adenom pleomórfico que é o tumor mais frequente e quase todos os tumores das glândulas salivares acometem a paroa que são essas glândulas que estão nessa região quando a pessoa tem uma
cachumba por exemplo o que que acontece é uma inflamação viral da parótida é uma parotidite então leva aquele inchaço todo que acontece geralmente de um lado só bom os tumores de parota eles São relativamente raros eles correspondem cerca de 3% de todos os tumores da região de cabeça pescoço geralmente acontece em pessoas mais idosas de 60 70 anos de idade e a grande maioria dos tumores cerca de 70% deles ocorre na parótida e quase 80% desses tumores são tumores benignos Ou seja a incidência de câncer na nos tumores de glândulas salivares São relativamente pouco comuns
dentre os tumores malignos o tumor mais comum é o carcinoma mucoepidermoide e depois vem o adeno carcen bom quando a gente fala em câncer quem sempre saber qual que é a causa disso a gente já discutiu em vídeos anteriores o conceito de fator de risco como a gente não sabe a causa específica a gente trabalha com o conceito de fator de risco ou seja aquela situação em que predispõe o aparecimento da lesão mas não necessariamente leva diretamente a lesão um desses fatores de risco é a questão da radiação por exemplo os japoneses após a segunda
guerra mundial com a questão das bombas de Hiroshima e Nagazaki tiveram uma incidência de tumor de glândula salivar maior bem Acima da média até 11 vezes maior do que a média da população que não tinha sido exposta à radiação geralmente isso ocorre num período bem tardio chega até 20 anos após a a irradiação e lembrar que alguns anos atrás muitas doenças benignas da região de cabeça pescoço eram tratadas com radioterapia e radioterapias em doses menores de forma que não levava a morte do tecido e da glândula mas levava Ava alteração lembrar também em relação ao
tabagismo Quem fuma tem mais ou menos 8 a 10 vezes mais chance de desenvolver um tumor de glândula salivar mas na maioria das vezes a gente não define um um fator etiológico específico ou seja uma causa de risco que associa aquil geralmente Como eu disse são eh tumores que acometem pessoas mais idosas mas também podem ocorrer em pacientes mais jovens como é que se apresenta essa lesão o quadro clínico já geralmente uma tumoração que cresce na parótida do um lado ou do outro geralmente assintomática pode ter um crescimento rápido mas a maioria das vezes o
crescimento é bastante lento por quê porque a maioria das vezes essas lesões são lesões benignas não se trata de câncer e por isso mesmo elas crescem de forma bastante lenta algumas vezes pode ocorrer dor às vezes a lesão cresce e ulcera pele e leva ulceração sangramento e algumas vezes o paciente já pode se apresentar PR com com paralisia facial o diagnóstico de paralisia facial muitas vezes a imensa maioria das vezes está associada a tumor maligno porque o tumor já invade o nervo facial Quando você vai investigar isso para entender geralmente a gente faz um ultrassom
a maioria das vezes a gente consegue boas informações com ultrassom da região da parótida e esse ultrassom vai dizer o tamanho desse nódulo a localização o que mais ele tá atingindo e a gente pode complementar com outros exames de imagem como a tomografia e ressonância magnética que na maioria das vezes não é necessário eh como a gente tem uma ideia de tentar entender do que que se trata o próximo exame depois da tonografia é a punção o que que é a punção você pega uma agulha fina uma seringa e enfia nesse tumor e aspira as
células isso é examinado no microscópio e a gente define se tem risco de malignidade ou não isso é importante pro planejamento da cirurgia a tomografia e a ressonância magnética elas podem refinar o diagnóstico de imagem mas a maioria das vezes como eu disse não é absolutamente fundamental bom após o diagnóstico vem o tratamento a imensa maioria desses casos a gente trata com abordagem cirúrgica e quando se fala abordagem cirúrgica da parost a gente tem uma preocupação fundamental que quem já teve esse tipo de lesão já ouviu muito que é a questão do nervo facial Por
quê a parótida ela tá intimamente relacionada com o nervo facial nervo facial ele sai do crânio na parte posteri interior tem um pequeno orifício chamado foram estilo mastoide atrás desse osso aqui esse esse nervo ele caminha mais ou menos 1 cm ele divide-se em dois troncos principais o tronco superior tempero facial e o tronco inferior cbco facial cada um se divide em mais dois ramos em cima mais três Ramos embaixo e esse nervo esses Ramos todos eles são responsáveis pela inervação motora e sensitiva de toda a face que que significa isso lesou o nervo facial
é paralisia facial definitiva como se tivesse tido um derrame ou seja entorta Face e não tem como resolver mais a cirurgia da paroa é uma cirurgia extremamente delicada justamente pela íntima Associação D desse órgão da parost com o nervo facial se não fosse isso seria um procedimento extremamente simples Esse é um motivo inclusive pelo qual a maioria das vezes a gente não faz biópsia da parótida antes de operar por quê vamos supor que esse tumor tenha começado profundamente na parótida à medida que ele vai superficialização de fazer um diagnóstico e fazer uma biópsia muitas vezes
pode lesar o nervo na biópsia já que essa biópsia é feita com incisão pequena sobre anestesia local em relação à cirurgia a preocupação principal é com a anatomia do nervo facial e justamente por conta disso a o planejamento ele deve abordar uma incisão relativamente grande a gente faz uma incisão bem anterior à orelha desce inferiormente e desce por baixo da mandíbula a incisão geralmente fica muito discreta apesar de ser extensa E como eu disse ela é importante que seja Ampla porque vai dar acesso à Anatomia de todo o trajeto do nervo facial à medida que
a gente faz essa incisão a gente descola a pele e vai procurar o tronco do nervo facial descolamos todo esse esse esse trajeto só depois de liberado todo o trajeto nervo facial que geralmente é um ner os Ramos deles são muito finos é um pouco mais que um fio de cabelo a gente tem que ter muito cuidado nisso tem que estar muito tranquilo nessa cirurgia e ter muita segurança quanto a isso porque como eu disse uma lesão dessa é uma lesão Irreversível entortou a face não tem como resolver mais dess secamos todos os Ramos possíveis
do ner facial E aí sim se tira a lesão se tira o tumor geralmente a recuperação é muito muito é muito rápida a recuperação é muito boa e após o procedimento os pacientes que TM dor já resolve essa questão da dor já nos primeiros nos primeiros dias só que assim as pessoas às vezes sofrem muito por conta da desinformação que tem a respeito a essa cirurgia há muito medo em relação a isso por conta eh da possível lesão do nervo facial então é importante que você procure um cirurgião que tenha uma experiência nisso para que
seja conduzido de forma adequada Comecei em Julho de 2015 eu estava acompanhando o meu pai em São Paulo ao médico e percebi um carocinho atrás da orelha Quando retornei ao Mato Grosso Fui ao médico e fiz os exames ultrassom mas ele disse que não seria nada até o momento e que eu poderia ficar despreocupada que não iria crescer e nem precisaria fazer cirurgia Porém quando fez exatamente um ano em Julho de 2016 eu acordei com uma dor e por volta das 10 horas da manhã já aparecia um carocinho do lado e o carocinha atrás da
orelha não tava mais aí desse período para cá até hoje de 15:1 né de de Maio e ele só veio crescendo aumentando e cresce semanalmente Sinto dor sinto pontadas e de Janeiro para cá o crescimento foi bem mais rápido foi bem maior não não foi fácil eu fiquei aguardando pelo SUS recebi ligava diariamente na Central de Vagas mas não conseguia eh foi em dois médicos que me deixou extremamente assustada dizendo que eu iria ficar com a boca torta com rosto paralisado que não tinha volta né E que o ombro também poderia ficar paralisado eu percebi
que falta algumas informações ou da parte dos médicos de explicar certinho mas eu procurei um outro médico Daí cheguei no Dr Rogério leite que me explicou com passo a passo da cirurgia me explicou o lado bom e o lado ruim também maior medo de morrer mas eu acredito que vai dar tudo certo eu creio que já deu tudo certo e eu quero acordar e me ver livre disso e eu entrei num procurei na internet um grupo de parod né e onde outras pessoas TM o mesmo problema ou já passaram já fizeram cirurgia e acabei entrando
num grupo de WhatsApp eu percebi assim que da mesma forma e falta muita informação porque todo mundo quando todos que procuraram médico no primeiro contato tiveram o mesmo Impacto que eu né médico falar ah você vai ficar com rosto paralisado com buraco no rosto então assim todos no primeiro momento tem é o medo né de ter isso mas eh outras pessoas que eu vi passaram pelo processo tiveram uma paralisia temporária não foi para sempre como foi dito naquele primeiro momento ao médico eh alguns tiveram que fazer fisioterapia outros não necessariamente com cinco dias de cirurgia
já tava sentindo o rosto e é isso Beleza então tá bom tá tudo certo B aí D já deu EV