Olá a todos, tudo bem pessoal? Então, esse é mais um vídeo aqui do clube do Dharma Krishna. Então, eh, nesse vídeo a gente vai est falando sobre um tema eh muito interessante. É um tema que, na verdade, a gente já fez uma série de reflexão sobre ele, né, ao longo dos anos. E a ideia desse vídeo foi mais ou menos condensar essas reflexões que já estavam assim dispersas, né, em outros vídeos, Em outras lives ao longo desses 5 anos de canais. E a ideia eh discutir um pouco sobre a questão do Varnashra paraupada pediu, né,
para que os devotos, de fato levassem adiante essa discussão e esse projeto de Varnastra. Eh, e aí a ideia aqui é poder falar um pouco sobre uma estratégia que eu acredito ser central para concretização assim com qualidade, paraa concretização substancial desse desse projeto de Varnashra, né? Já aproveito para fazer Um disclaimer de que o que eu vou apresentar nesse vídeo é é assim a minha opinião baseada na leitura das escrituras, baseado numa reflexão sobre o que para Upada falou, ensinou, sobre uma leitura da realidade, uma leitura social, eh, mas que a minha opinião não necessariamente
reflete a opinião de preocupada, não necessariamente eh reflete o texto literal das escrituras. Mas é uma reflexão baseado em tudo isso, tá? Então, eh, começando com essa Questão do Varnashura, né? Prupada eh pediu pros devotos implementarem Varnashra. Isso foi assim, praticamente no final da sua vida, nos seus quatro últimos anos que ele teve aqui conosco, ele pediu que os devotos fizessem Barnashura. Eh, ardentemente ele pediu isso, né? a ponto dele chegar a declarar numa ocasião que Varnashura era os 50% que faltavam da sua missão, né? Para OPADA tinha feito os 50 50% que era estabelecer
os itens que são Conhecidos como panti que é o cantado santos nomes, adoração à deidade, eh estudo do chino de Bagavatã, estabelecimento dos locais sagrados, eh estabelecimento de Sado Sanga, mas que faltou 50% da sua missão, que era implementar Varnashra. Mas esse não é um tema que proada fala originalmente. Na verdade, isso é um tema que ele é até deixado de escanteio dentro da teologia deitânia, né? O próprio Titania tem uma conversa com Ramananda Roy que é Considerado na nossa tradição a encarnação de Arduna, né? Eh, na Bagavagita a gente vê Krishna e Arduna conversando
e Arduna faz as perguntas e Krishna responde. Então, nos passatempos de Cheitânia, né? Krishna vem comoitânia e Ardina vem como Ramanada Roy, como a nossa tradição entende. E eles têm uma conversa. Nessa conversa, Titan tenta estabelecer os o princípio fundamental da sua teologia, né, que é prema, amor puro por Krishna. E Cheitan agora, né, muda o jogo, agora ele faz as perguntas e Arduna dá resposta, né? Arduna como Raman Roy vai dar as respostas e e Titan vai validando as respostas de Raman Roy, né? Então ele começa perguntando sobre o que é a essência da
vida espiritual. E o Ramanandoroy vai falar sobre Varnashura, né? Que Varnashura, essa estrutura social centrada no Dharma permite que as pessoas tenham uma vida civilizada, uma vida verdadeiramente humana. E Titan vai Descartar essa resposta, vai falar que isso é uma coisa muito externa, porque de fato Varnashro é bom para estabelecer o modo da bondade na sociedade, para ajudar as pessoas se encontrarem com Dharma, para se sincronizarem com Rita, a ordem cósmica, né? mas que isso tudo é muito externo, porque a vida espiritual ela tá muito além disso, o cerne da vida espiritual é algo muito
mais sutil, muito mais avançado. E aíandanda dando uma série de perguntas que ele vai Estabelecer que na verdade é verdadeira vida espiritual é sh, é devoção pura que tá além de karma mistura bact, uma devoção misturada por interesses materiais, além de de até mesmo guiana mistura bact, uma devoção misturada pelo desejo de salvação, pelo desejo de transcendência. A verdadeira devoção tá além de tudo isso, né? E essa chuda bate ela vai amadurecer. essa devoção pura, ela vai se tornar eh tão intensa a ponto dela poder entrar na atmosfera de Vendavana e se tornar Vrad Rassa,
esse humor íntimo por Krishna que pode alcançar eh eh plataformas, né, altitudes espirituais incríveis, né, e a manifestação máxima desse vrajasa é rada bave, é o humor de shrimati radarani que é permeado pelo humor de separação. E e basicamente essas são as respostas que o Ramananderoy vai dar eitan vai aceitar isso como uma verdade espiritual mais elevada. E esse é o cerne da filosofia Da teologia deitânia, né? E o que acontece é que a tradição Goldia Vastnava, ela vai seguir nesse sentido de buscar essa mística dessa estética amorosa, né, dessa braga, eh, em detrimento de
coisas que são considerados corolárias ou até mesmo secundárias, incluindo varnastfra. Então, a gente vai ver que os atiares goldiavas eh não se debruçaram sobre esse tema, não tiveram nele algo assim que fosse objeto de reflexão, mesmo de Interesse deles, né? Mas Bpinetácora já no século XIX, ele vai retomar a questão do Varnash. ele vai falar: "Olha, se a gente quer estabelecer um movimento eh global deitânia, levar a teologia deitânia para todas as vilas e aldeias como profetizado, como tanto desejado pelos devotos, a gente tem que estabelecer uma estrutura social onde isso seja possível. Essa estrutura
social é Varnashra. Eh, Bminoda, ele passa essa ideia pro seu filho Bidanta, Que também vai refletir sobre ela e também vai passar isso pros seus discípulos, incluindo Chila paraupada. Estil preocupada quando chega no ocidente, ele não vai falar muito sobre essa questão, mas eh ele vai falar sobre Varnash, né? Mas isso não vai ser um tema central da Isconta de 1973, 1974, eh 8, 9 anos depois que a Iscon já tava estabelecido. E paraupada vai se deparar com o fato de Que muitos devotos da ISC tavam tendo quedas na sua vida espiritual, né? estavam experimentando
eh dificuldades de seguir os princípios, de seguir um modo de vida que fosse condigno com devoção a Krishna. E aí o que que acontece é que paraupada fala: "Puxa, a gente precisa estabelecer varnacho, né? E paraupada vai ter conversas com os líderes do movimento, com GBC, né, com com seus generais ali da linha de frente para que eles estabelecessem Varnashra. E paraada vai falar muito sobre isso, né, que Varnas vai falar, olha, eh, Varnas em si não vai permitir com que uma pessoa tenha amor por Krishna. Isso Varnashna não é capaz de dar amor por
Krishna, porque só existe uma coisa que pode dar amor por Krishna, que é o Vaichnava, né? Um va avançado, ele pode doar amor por Krishna. E e essas cinco práticas centrais de Bact são elas que vão tonificar esse amor por Krishna. Mas Varnastra vai permitir com que os Devotos, pessoas que tenham desenvolvido interesse em bate, que estejam cultivando ali a tripadeira de bate nos seus corações, que essas pessoas elas possam viver dentro de uma estrutura social, dentro de um ambiente cultural, onde elas eh estejam assim submersas em valores que refletem o desejo de Krishna, né?
De outra forma, as pessoas vão acabar sendo eh bombardeadas ou estimuladas eh de forma que deseja os interesses que elas têm que são Antagônicos com Krishna também vão crescer. Isso vai gerar uma espécie ali de conflito com a BAC que tá sendo fomentada. Então, Varnashura, ela é visto como essa espécie de estrutura que permite com que a gente tenha eh uma vida plenamente equipada com as ferramentas para com que a gente eh possa servir Krishna nos mais diferentes instâncias, nas mais diferentes eh partes mesmo, né, da na da nossa Interação com a sociedade, da nossa
vida prática. Então, para padre, ele vai pedir pros devotos estabelecerem esse varnas, tá? E aí, eu quero fazer uma série de reflexões. Então, vamos deixar o tema eh de Varnash um pouco agora de lado e vamos falar sobre uma série de outras questões que tão assim indiretamente ligadas a tudo isso. E no final eu vou voltar pro tema do Varnas e vou apresentar eh o tema desse vídeo, né, que é a ideia de um modelo de Educação cosmovisional. como que eu acho que isso pode ajudar o vaginavismo a a Isco, né, a especificamente ao a
concretizar essa ideia de de Varnas que para Pada queria, porque eh muitas vezes quando a gente pensa em Varnash a gente tem uma ideia que é extremamente estereotipada de que Varnashura significa reproduzir o o modo de vida feudalista onde as histórias, as narrativas das escrituras são apresentadas, né? Isso é o nosso Referencial eh de Varnas, aquele que permeia a nossa imaginação. E quando a gente pensa em Varnas, a gente tenta reproduzir eh um esquema que, sinceramente eh não vai ser possível a gente recriar, né, no contexto cultural, social onde a gente vive, né, e a
gente quer estabelecer chudas, vchaas, quixárias e bramas, esses varnas, segundo os moldes do que a gente viu representado, né, em termos estéticos, em termos simbólicos nas escrituras. E Tem dois problemas em relação a isso. O primeiro problema é que quando a gente lê essas representações nas escrituras do que era o Varnashra, elas são eh uma representação agográfica, né? Uma visão teologizada da história, mas a gente sabe que as aplicações de Varnastra na história foram muito muito muito mais complexas e com nuances do que aquelas que a gente encontra nas escrituras. E segundo é que a
gente vive num contexto cultural eh Muito específico, né? e que chega a ser ingênuo, né? Muito inocente a ideia de que a gente vai conseguir reproduzir esse modelo de de varnas de que a gente tem na nossa imaginação e que talvez assim, mesmo que se a gente fosse capaz de fazer isso, eh é difícil tentar entender como isso poderia ajudar a gente, tá? Então, eh, deixando essa provocação aí, não a gente vai retomar ela, mas eu quero falar um pouco agora sobre um fenômeno que aconteceu eh Dentro do cristianismo, que é a filosofia reformada. Na
verdade, é um fenômeno que transcende inclusive o cristianismo, né? Então, existe uma ideia chamado cosmovisão, né? O que que é a ideia de cosmovisão? A ideia de cosmovisão é que quando a gente tem uma visão de mundo, né, uma leitura da realidade, essa leitura da realidade ela é mais do que um sistema de crenças, né? Então imagina que, por exemplo, você tem no Japão um grupo de pessoas que são Xintoístas e tem uma visão animista do mundo, né, que entendem que tudo que existe no mundo é animado de certa forma, né, e enfim, uma visão
clássica religiosa japonesa. Essas pessoas elas eh não têm só um sistema de crenças, elas têm um sistema eh de vida, uma forma de estar no mundo, de atuar sobre o mundo, de adquirir conhecimento, de pôr esse conhecimento na prática, de expressar esse conhecimento, eh, e as emoções que estão atreladas a a essa Leitura da realidade e uma determinada em um determinado arranjo estético, artístico, eles têm uma forma de educar, né, outras pessoas, de transmitir seus valores. Eles têm uma forma de organizar os seus empreendimentos econômicos, de gerir seus cursos. Eles têm uma forma de organizar
suas estruturas de liderança, suas estruturas sociais que são fortemente diretamente impactados pelo seu sistema de crenças, que vai ser, por Exemplo, diferente de um outro grupo de pessoas que têm uma visão de mundo socialista, que tem uma leitura, uma expectativa da realidade, eh, que tá ligado à ideia de emancipação econômica, né? Isso vai ser totalmente distinto e não vai ser só assim o tipo de expectativa diante da vida ou o tipo de leitura da realidade que essas pessoas vão fazer que vai ser diferente, né? Mas como nós falamos, todos os itens práticos, a forma como
que elas vão, por Exemplo, pensar seus valores morais, como elas vão pensar a os seus sistemas de retribuição e punição jurídicas, como eles vão pensar a forma metodológica eh de transmitir seus valores, né, através de métodos educacionais e por aí vai. A isso se dá o nome de cosmovisão, né? E tem um filósofo belga chamado Léo Apostel, que ele fala que quando a gente tem uma cosmovisão, uma visão de mundo, eh essa visão de mundo, ela se distingue de outras visões de mundo porque ela vai Ser estruturada em alguns eixos. Toda visão de mundo, ela
é estruturada numa série de eixos, né? O primeiro é o eixo ontológico, né? Que tenta entender os entes, ou seja, os blocos constituintes da realidade, né? Quem eu sou, o que que é o mundo, o que que é o cosmos? Eh, o que que são as coisas que existem? É isso é ontologia, né? Tentar entender a essência, a natureza das coisas que existem. Eh, então, cada visão de mundo vai ter uma ontologia diferente e cada Visão de mundo vai ter uma narrativa explicadora da realidade diferente, quem nós somos e e qual é a história de
como nós viemos parar eh onde nós estamos e que define a nossa identidade, né? Então, tem esse segundo eixo, né? Tem o eixo da ontologia. O que que é a realidade? O que que são os componentes? Qual é a natureza dos componentes da realidade? Segundo, né, qual é a nossa natureza enquanto seres humanos e e por que nós somos distintos das outras Criaturas, né, dos outros componentes desse mundo, o que que nos torna especiais, o que que nos torna singulares. Aí existe o terceiro eixo, né, que é o eixo eh teleológico. O que que o
que que a gente espera do futuro, né? como que a gente espera que a história vai se encaminhar e alcançar, né, assim, um a sua culminação para onde nós estamos marchando, qual é o nosso interesse final, né? Existe também assim a a Praxis, né, a ética, que é outro eixo que é sobre como nós vamos agir. Nós temos uma expectativa do futuro e o que que nós vamos agir para alcançar essa expectativa, né? Existe também o eixo epistemológico. Eh, como que a gente vai adquirir conhecimento sobre a realidade? Como que a gente vai adquirir conhecimento
sobre as nossas ações, sobre as visões de mundos de outras pessoas que são diferentes da nossa? E como a gente vai Validar esse conhecimento, como a gente vai separar o conhecimento que é verdadeiro do conhecimento que é falso, que é ilusório? Existe uma forma eh prática, subjetiva de eu separar o joio do trigo, de eu separar o conhecimento correto do conhecimento errado. Isso é epistemologia, né? Então, cada visão de mundo, cada cosmovisão não é só um sistema de crenças, mas é um sistema que que assim coaduna, que que reúne todos esses eixos, né, que estão
ligados à Moralidade, que estão ligados eh à nossa esperança, os nossas emoções, né, a que tá ligado a à nossa leitura racional do mundo, né, a nossa forma de articular pensamentos, encadear pensamentos de forma lógica, né, e de operar através dessa lógica. lógica. Então, por exemplo, uma cosmovisão eh cristã, ela vai ter um tipo de esperança diante da realidade que Jesus vai voltar e vai renovar esse mundo e vai redimir esse mundo do Pecado. Então, eles têm uma teleologia, né, assim, eles têm uma visão de mundo esperançosa e pessimista. pessimista em relação a tudo que
pode ser feito nesse mundo, porque tudo que é feito nesse mundo já é maculado, já é tocado pelo pecado, mas é uma visão eh otimista em relação à volta de Jesus, né? Isso é muito diferente, por exemplo, de uma teleologia marxista, né? Um um pensador influenciado pelo comunismo, ele já vai ter uma outra visão do que é o ser Humano. Ele vai ter uma outra antropologia, né, do diferente da antropologia cristã. Para ele, na verdade, o ser humano, ele é fruto de um processo histórico de luta de classes, né? E qual que é a teleologia?
Qual é a visão esperançosa dele no futuro? Que a humanidade vai superar a luta de classes, porque ela vai superar o processo de alienação social dos meios de trabalho, né? E vai alcançar sua emancipação, Emancipação político econômica. Então, olha, o homem que é moldado por uma visão cristã da realidade, o homem que é moldado por uma visão o homem que é moldado por uma visão budista, o homem que é moldado por uma visão marxista da realidade, vão ser seres humanos totalmente diferentes. as esperanças deles vão ser diferentes, os valores morais vão ser diferentes, ah, o
processo educacional, o processo de reflexão sobre a realidade, o processo De reflexão sobre o conhecimento, né, os seus valores ético-normativos vão ser todos distintos, né? Então essa é a ideia de cosmovisão, tá? E aí, vamos falar agora eh sobre um fenômeno, né, como eu já tinha mencionado, que aconteceu dentro da história do cristianismo recente, que eu acho extremamente importante pra gente entender eh os rumos que a cosmovisão eh uma cosmovisão específica, ela pode alcançar enquanto modelo assim projetivo Integrador da realidade, de uma de uma estrutura social, né? Eh, no século XIX existiu um grande filósofo,
teólogo cristão chamado Abraham Kiper, né? Kyer, ele é um teólogo cristão que ele nasceu, né, na na Holanda e ele eh fez faculdade de teologia, bem jovem, fez seu doutorado, né, e ele foi trabalhar como pastor nessa época, pastor na Holanda, em em vários países europeus, né, era uma profissão, eh, pública, era um servidor público, né? Então você fazia Uma prova, um concurso público e você era contratado pelo estado para para ser pastor e você era você ia servir aonde te mandavam. E na faculdade, Abraham Keriper, ele estudou numa universidade que era fortemente influenciada eh
por uma visão eh uma visão liberalista da teologia cristã, né? O que que é a visão liberal? A visão liberal foi uma visão que se desenvolveu fortemente ali no século XIX da teologia cristã, de que toda a parte mitológica Da tradição cristã, né, toda a crença em feitos sobrenaturais de Jesus ou acontecimentos eh miraculosos na Bíblia, todas essa parte eh mitológica, ela é irreal, né? Então, eh ela é puramente fictícia, né? Quando a gente fala de mito, não necessariamente o mito ele é algo que é fictício, né? Mas para paraa visão liberal, sim, o mito
era visto dessa forma, o mito como algo fictício, mas que esses mitos eles transmitiam uma Série de valores morais importantes. Então, a importância da Bíblia não tava no seu papel espiritual, na sua narrativa sobre como Deus se comunica com a humanidade, né, ao longo da história, mas sim através de uma série de valores morais que eram expressos através daquelas daquelas histórias ali, né? E Abraham Kiper, ele compra essa ideia e depois ele é enviado para servir como pastor depois que ele se forma numa Igrejinha assim pequena dentro de uma vila do interior da Holanda, uma
vila bem agrícola, né, bem pastoril. E quando ele chega nessa vila, as pessoas lá eram bem crentes assim mesmo, né? Elas não tinham uma visão liberal, elas tinham uma visão bem ortodoxa da teologia cristã, acreditavam mesmo eh em milagres, acreditavam que Deus se comunicava com a humanidade e que tinha profetas e tudo mais. E quando eles vem que Kyper não era essa visão, Kyper Tinha uma visão muito muito secular, né, mesmo muito materialista da da fé cristã, eles vão orar para para Kaiper, pra conversão de Kiper, né? E é muito interessante que o Cer ele
fica tomado por aquela devoção simples daquelas pessoas e e ele abandona a visão liberal e ele compra a visão ortodoxa da teologia cristã. se torna um cristão muito fervoroso. Ele já não acreditava mais eh que essas descrições de milagres e tudo mais era Só algo assim alegórico, não. Ele passa a acreditar de verdade em tudo isso e aí ele se torna um pastor muito forte assim e aí ele começa a refletir eh por que que o cristianismo tava em decadência no mundo ocidental. E aí ele vai eh chegar a uma conclusão de que na verdade
o grande problema é que o cristianismo ele tava existindo dentro de um contexto cultural que era um contexto cultural profundamente Secularizado e que na verdade os cristãos eles estavam sendo influenciados assim como ele mesmo tinha sido por uma cosmovisão secular ao mesmo tempo que eles tinham um sistema de crenças cristãs. Então o que que acontecia? Eles acreditavam na Bíblia, os cristãos acreditavam na fé cristã, mas na verdade essa fé cristã que eles eh acreditavam, ela vinha num pacote que não era um pacote cristão. Então eles tinham uma Visão materialista da economia, uma visão materialista da
política, uma visão materialista da educação, das ciências, das artes. Eles eram bombardeados por diferentes visões seculares e no meio de estudo eles tinham uma fé cristã. E o que acontece é que a forma deles se comportarem, a forma deles adquirirem conhecimento, a forma deles educarem, né, outras eh os seus filhos, se, né, ou seus dependentes ou seus alunos, eram todos formas Materialistas, apesar da sua fé cristã. Então ele entende que o cristianismo já não era mais um cristianismo eh puro, completamente autêntico, mesmo para aqueles que tinham uma fé pura e autêntica, porque eh essa fé
ela tava vindo dentro de um bojo de circunstâncias e de influências que sutilmente iam minando a cosmovisão cristã dos dos cristãos ao longo da sua vida prática, né? Então, o Abraham Hyper, ele vai eh falar sobre algo que Ele vai chamar de as esferas da soberania de Deus. Ele vai falar que o mundo é formado por diferentes esferas, né? Tem a esfera das artes, a esfera das ciências, esfera da política, a esfera da economia. E em todas essas essas esferas, Deus é o Senhor. Mas eh o que acontece é que o religioso do mundo moderno,
ele na verdade vive uma espécie de alienação, onde ele só vê Deus na esfera da religião, na esfera da cultura, na esfera dos valores morais, Na esfera da sexualidade, na esfera da jurisprudência, dos valores jurídicos. Ele não vê Deus, ele nem se preocupa em contrar Deus. Deus tá preso agora. numa única esfera que é a esfera da vida religiosa. E da do portão da igreja para fora, do portão do templo para fora, eh esse mesmo fiel, esse mesmo religioso, ele vai tentar buscar outro tipo de forma de organização da realidade. Ele vai buscar refúgio numa
cosmovisão materialista, secular, né? E Abraham Keyiper, depois disso, eh, quando ele tem essa sacada, ele resolve influenciar o o cristianismo, eh, de tal forma que o cristão volte para dentro da cultura e tente vivenciar a cultura com olhos cristãos, né? Então, Abraham Hyper, ele vai fazer uma série de de atividades assim incrivelmente, né? Ele conseguiu conciliar tudo na sua vida. Hyper, por exemplo, ele eh vai fundar um jornal The Standard, né? E aí é um jornal muito importante na história da Holanda e lá ele vai comentar sobre todas as notícias que estavam acontecendo no mundo.
Eh, só que ele vai fazer uma análise assim comunicativa, sociológica, eh, historiográfica da realidade a partir de fundamentos cristãos. Ele vai, por exemplo, fundar a Bridge University, né, a Universidade Livre de Amsterdam, que existe até hoje, grande universidade, uma das maiores do mundo. Eh, e a ideia dele era que fosse uma universidade de excelência, que Fizesse pesquisa de excelência, ensino de excelência, mas calcada em valores cristãos, né? E ele vai se tornar primeiro ministro, né, da Holanda por 4 anos, se não me falha a memória, de 1901 a 1905, né? E aí ele vai tentar
exercer o seu papel político de primeiro ministro, eh, com uma visão cristã, genuinamente cristã da política, tá? Então, assim, a ideia dele era que ser um cristão não necessariamente significa, né, ser um cristão na Política ou um cristão na educação, na ciência, na comunicação, não necessariamente significa você ser panfletário, não necessariamente significa você ser dogmático, você ter um interesse institucional. por exemplo, ele como primeiro ministro da Holanda, eh, ele não vai quer, por exemplo, fazer a Holanda pros cristãos. Não era isso, não era esse tipo de discurso, né? Pelo contrário, ele vai ver o seguinte,
eh, Deus fez eh as pessoas com livre Arbítrio para elas tomarem suas escolhas. Então, quando ele funda o seu partido, que ele chama de partido antirevolucionário, a ideia dele é que fosse um partido que respeitasse a liberdade das pessoas, tal como Deus respeita. Tanto que Deus proveu as pessoas com livre arbítrio. Então, a ideia dele, por exemplo, uma coisa que ele defende é que se existem muçulmanos e muçulmanos querem seguir o islamismo, por mais que ele não concorde Com essa visão religiosa, ele tem que defender que as os muçulmanos têm o direito sim de serem
muçulmanos, né? E nessa época existia grande xinofobia contra os árabes, existia grande preconceito e até mesmo várias restrições eh políticas e jurídicas aos muçulmanos na Europa. E ele vai combater tudo isso dentro da Holanda quando ele se torna primeiro ministro, porque ele fala: "Não, essas pessoas têm liberdade genuína para defenderem a fé dele, Delas, por mais que eu não concorde com elas, porque Deus deu para ela essa liberdade." Então, ele vai lutar a favor do direito eh do imigrante árabe, ele vai lutar a favor do direito do do muçulmano. Então, Abraham Keyiper eh foi esse
grande pensador cristão que ele vai alicerçar sua forma de atuar, né, a partir de uma cosmovisão cristã e ele vai tentar restabelecer ela nessas esferas que a gente falou, né, no Jornal, na universidade, na governança, na política, né? E hyper ele vai influenciar uma série de outros pensadores. E um desses pensadores que ele vai influenciar que que mais jovem que ele, né, mas que assim mais ou menos contemporâneo, né, assim, que que nasceu quando ele já era idoso, mas que ainda conviveram há um tempo, foi Herman, grande filósofo holandês também, outro holandês, né? E Herman
Dver, ele vai estudar para ser um advogado. Ele estuda direito na universidade. Aí ele vai estudar direito na Universidade Livre de Amsterdam, que foi fundada pelo Abran Ker. E quando ele começa a exercer o direito, ele vai falar: "Puxa, tem três visões de direito na minha época, né? Na época dele existiam três visões de direito. Existia a ideia da da jurisprudência do Estado, né? Qual que era essa ideia da jurisprudência do Estado? A ideia de que quem determina a lei é o Estado. Por quê? Porque se você deixar cada pessoa eh dar sua própria opinião
sobre o que é a lei, o que é certo, o que é passível de punição, você não vai chegar num consenso das pessoas. E aí o estado ele tem esse papel centralizador. O estado chega e determina o que que é a lei e cabe ao cidadão que tá brigado naquele estado seguir a lei. E e beleza, isso parece interessante, mas o Herman D falou Assim: "Tá, mas quem determina o que é o estado?" Assim, em quais condições o estado tem direito de determinar o que é certo? Tá assim, o Estado, quem determina, o Estado, ele
pode determinar o que é certo, mas quem determina qual é o estado certo, né? Assim, se uma pessoa é um tirano, um autocrata, ele ainda tem o direito de determinar a lei ou existem condições específicas onde o representante do Estado pode promulgar leis? Se existem essas Condições, eh, você entra numa questão de circularidade. Por quê? Porque a lei determina qual é o estado correto e o estado correto determina qual é a lei correta. Mas se não existe eh assim como você sair dessa circularidade, isso significa que o Estado ele tem que vir antes da lei.
Então o estado ele é autofundante. O estado ele não precisa de justificativa para existir e ele só vai determinar o que que é a lei. Mas aí ele fala: "Poxa, Dessa forma o Estado se tornou Deus. Se não existe um jeito a priori de eu dizer se o Estado ele tem autoridade ou não especial para determinar o que é a lei, o Estado virou Deus. Então ele falou: "Cara, essa visão eh de que o Estado tem direito de dizer o que que é certo ou não juridicamente, essa é uma visão religiosa. Quem tá promulgando essa
visão, acho que ela é uma visão secular, racional, eh totalmente humanista, mas não, ela é uma Visão religiosa, só que trocou Deus pelo Estado. O Deus, o Estado se tornou um novo Deus. Aí ele começa a refletir e fala: "Poxa, vamos ver a outra visão de direito que existe na minha época". Ah, aí tem a visão da jurisprudência histórica, que a história vai determinar o que que é certo ou não, né? Então, cada povo, ao longo do seu desenvolvimento histórico vai formar a sua identidade cultural e a sua identidade cultural vai vir carregada de Uma
série de valores morais específicos. E as leis de um povo tem que refletir a sua história, a história da sua cultura. Por isso, cada povo tem direito de ter sua particularidade, sua idiossincrasia e determinar o que que é certo ou errado baseado na sua vivência, baseado no seu processo de amadurecimento histórico. Aí ele vai falar: "Tá, então quer dizer que um povo que historicamente defendeu a escravidão, porque isso se coaduna com seus valores, ou um povo que defendeu a Misoginia, um povo que defendeu historicamente a aristocracia, a tirania, o poder, né, de poucos sobre muitos,
porque isso faz parte da sua história, da sua cultura, isso torna esses valores certos, né? Não tem nenhuma forma de eu julgar esses valores, já que eles vêm da história, né? Então ele falou assim: "Cara, isso é uma visão religiosa também, só que agora Deus foi trocado pela cultura, Deus foi trocado pela história. Ué, aí ele vai Falar e tá. E qual é a terceira opção?" A terceira opção é a jurisprudência racional, a ideia de que através da razão a gente pode chegar à conclusão do que é moralmente certo e fazer leis baseado nisso, que
era a ideia que a maior parte dos iluministas defendia. Então, Herman D vai falar: "Puxa, eh, tá, mas o que que determina a o que que é racionalmente racional, né? Como que eu posso julgar eh como que a razão tá funcionando de forma correta?" A única Forma de eu julgar se a razão tá funcionando de forma correta é através da razão. Ou seja, a razão ela se torna sua própria juíza. Não existe nenhuma forma de fora da razão de eu julgar a razão. Então ele fala: "Ah, então no final das contas os iluministas atacaram a
religião porque eles chamavam a religião de irracional, mas eles criaram a religião deles." Só que a religião deles, o Deus é razão. E e a razão é um Deus tod-peroderoso que não pode ser Julgado, só pode ser julgado por ela mesma. Mas como que eu posso ter eh a possibilidade de eu fazer uma crítica transcendente a razão? Como que eu posso criticar a razão, né? Mas se eu já tô de mãos atadas, a única ferramenta que eu tenho para criticar a razão é a própria razão. E a razão, como que ela vai criticar ela mesma?
Cara, isso é isso é uma visão religiosa. Então ele vai falar: "Poxa, hoje em dia eh o direito ele é feito por uma dessas três escolas, A partir de uma dessas três visões. E todas elas arrogam a prerrogativa de que elas não são religiosas, mas todas elas são. Só que elas têm seus deuses materiais, elas têm seus deuses seculares. Os deuses agora são feitos à imagem e semelhança do homem, não o contrário. E ele pensou, já que todo mundo tem sua visão religiosa, já que no final das contas o coração do homem é religioso, só
que ele pode escolher se subjugar um Deus transcendente ou ele pode criar seu próprio Deus cultural, por que que eu não posso fazer uma teoria do direito que seja pautada no evangelho, né? Ele era cristão, então ele pensou, por que que eu não posso pensar uma filosofia do direito eh que seja calcada em valores cristãos? E aí ele vai além, ele pensa, por que que eu não posso fazer uma filosofia que seja genuinamente cristã, que parta do evangelho para alcançar maturidade filosófica e que seja Construída racionalmente a partir dos pressupostos teóricos do evangelho, né? Então
ele vai fazer uma análise e aí ele se torna amigo de um outro filósofo muito poderoso da Universidade Livre de Amsterdam que é Dickenvin Holvin. Dicken Venhov, ele tinha feito na tese dele de doutorado, foi sobre filosofia da história, uma crítica histórica da escola de movisões. E ele mostra que todas as coisasmovisões, no fundo, no fundo, são religiosas, mesmo aquelas que Partem do pressuposto de que são racionais, seculares, humanistas e estão livres, né, da superstição religiosa. No final das contas, todas elas são religiosas. Essa foi a tese dele de doutorado. E assim, o o Dovert
concorda com Wolen Hoven, os dois se tornam grandes amigos, né? Eu acho até que eles se tornam cunhados depois. E eles juntos vão fundar uma linha de pensamento que é conhecido como a filosofia reformada, também chamada de filosofia cosmonômica. A ideia eh de que você pode sim fazer uma filosofia que ela tenha pressupostos eh religiosos e ainda assim ela seja totalmente honesta intelectualmente, ela seja totalmente rígida se ela é capaz de fazer uma crítica sobre si mesmo e se ela é aberta a críticas transcendentes, né? ou seja, críticas que vêm de fora. Eh, e aí
ele vai escrever um tratado filosófico muito importante, um dos mais importantes do século passado, que é uma Nova crítica eh do pensamento ocidental, né, assim, que ele vai o o crepúsculo do pensamento ocidental, né, ele vai nessa nessa obra dele, né, essa crítica radical que ele vai fazer da filosofia, ele vai partir do pensamento de Decart Kant, de que é possível você ter uma filosofia totalmente racional, totalmente pautada na razão. E essa filosofia ela vai ser universalmente aceita. E ele vai desmontar essa ideia. Ele vai mostrar Que, na verdade, toda forma de raciocínio, toda abstração,
ela é pautada primeiro numa experiência que a gente teve com a realidade. E essa experiência que a gente tem com a realidade, ela nunca é neutra. Ela é sempre moldada pelos nossos afetos. Ela é sempre moldada pelas nossas expectativas do mundo. Ela é sempre moldada pelo quê? pela nossa cosmovisão, por onde repousa a nossa esperança, por onde repousam nossas crenças, né? E o Que a gente pode fazer é a gente e não, o ser humano ele não pode escapar disso. Todo pensamento racional, filosófico que a gente vai fazer, vai ser escravo das nossas crenças, das
nossas esperanças, mas a gente pode pegar esse pensamento e lapidar ele até ele se tornar muito sólido, muito autoconsistente, muito lógico, né? E então ele vai criticar essa suposta autonomia da razão, que é o pensamento iluminista, de que a razão ela é autônoma. A razão ela por si só Ela consegue se purificar sozinha, por si só ela consegue alcançar a excelência sozinha. e que a razão ela não precisa de nenhuma justificativa, porque a razão de forma autoevidente é a melhor forma do ser humano se guiar nesse mundo. Esse é o pensamento da autonomia da razão,
que foi ah o pensamento chave do Iluminismo. E assim o Dover, né, ele vai, eu não vou entrar nos detalhes aqui, mas ele vai demolir, né, assim, na sua crítica Radical do pensamento, eh, filosófico, ele vai demolir, né, essa ideia da autonomia da razão. Não existe e esses livros do Div em português, mas já foi publicado em português eh um resumo deles que é O Crepúsculo do Pensamento Ocidental. Também é um livro do Div, onde ele apresenta o resumo das suas ideias, né? E aí ele vai retomar a tradição de Kiper. Ele vai falar que
Deus criou diferentes modalidades de existência, né? Então a gente tem uma Modalidade biológica, a gente tem uma modalidade ética, uma modalidade estética, uma modalidade pística, né? Pístico é aquilo que é relacionado à fé, ao fervor devocional. a gente tem uma modalidade numérica, a gente tem uma modalidade cinemática da existência e Deus é o Senhor de todas elas. E nós não devemos eh fazer com que uma das modalidades que Deus criou se sobreponham às outras, né? Ele vai falar: "Esse é o erro, por Exemplo, dos biólogos". Os biólogos, eles querem explicar tudo em termos biológicos. E
ele vai falar: "Olha, a esfera biológica ela tá lá, ela é uma esfera válida". Mas você não pode resumir as outras esferas a esfera biológica, né? Senão você vai acabar criando uma distorção. Você vai criar o quê? Darwinismo social. Você vai usar a sobrevivência do mais apto para julgar que a pessoa que é economicamente mais forte explore os outros, né? Tá aí, tá Certo. Você pegou a dimensão ética e subordinou a a dimensão biológica. ele fala: "Não, uma dimensão não pode ser subordinada à outra". Da mesma forma, o homem religioso, ele não pode querer, por
exemplo, dominar as outras esferas a partir da sua visão religiosa. Ele não pode querer pegar a dimensão, por exemplo, epistêmica do conhecimento e subordinar a dimensão pística, a dimensão da fé. Ele não pode, não tem esse direito, porque Deus criou todas as Modalidades e todas têm o seu valor separado, né? Você não pode subordinar uma a outra. E aí ele fala: "E Deus é o senhor de todas essas esferas". Então ele vai falar que cabe ao cristão eh fazer com que eh a igreja encontre Deus em todas essas esferas, ao invés de só encontrar Deus
na esfera da religião e depois querer converter todas as outras esferas à esfera da religião, né? muito interessante. E aí ele vai estruturar a sua filosofia reformacional, sua Filosofia reformada, eh, e vai começar a recrutar parceiros, né, para trabalharem junto com ele. Então, ele vai recrutar biólogos para poder tentar entender como que posso seguir o evangelho dentro da esfera biológica. vai recrutar eh pensadores eh matemáticos, né, para pensar como que eu posso seguir Deus na esfera numérica da vida, na modalidade numérica da vida e por aí vai. Enfim, eh, um outro pensador que foi muito
influenciado pro por Herman Foi eh Hans Hookmer, né, que foi um grande historiador da arte, né, Hookmer, ele foi vítima do nazismo porque ele ajudou judeus. Então, ele foi pro campo de concentração nazista, foi torturado lá e passou por maus bocados, mas ele saiu com vida. E dentro do campo de concentração, ele encontra, né, uma cópia da Bíblia, ele lê, ele se converte ao cristianismo e quando ele sai do campo de concentração nazista, ele fala: "Eu tô muito convencido dessa da da fé cristã, mas eu ainda não entendo como que eu posso praticar isso na
vida real. Para mim parece que a vida real ela é separada da vida da fé. A vida da fé é uma abstração emocional, sentimental. Eu oro, eu sinto a presença de Deus, mas na vida real, como que eu levo isso paraa educação? Como que eu levo isso para minhas decisões políticas? Como que eu levo isso de forma concreta para dentro da arte, né? Então ele parecia meio Perdido nesse sentido. E aí ele encontra a obra eh de dever e ele fala: "Agora eu entendi, né?" E aí ele vai estudar na Bridge University, na Universidade Livre
de Amsterdam. E aí ele vai se tornar um dos maiores historiadores da arte do século passado e ele vai falar: "Puxa, como que a Bíblia ela estrutura a visão de mundo, a cosmovisão cristã através do trinômio." O que que é o trinômio? A ideia de que Deus criou o mundo, mas o pecado corrompeu o mundo, mas Deus Restaura, redime o mundo, salva o mundo, né? Então ele vai falar: "Olha, toda a obra de arte, ela tem esses três aspectos. Ela parte de uma criação que é originalmente pura, mas ela tem efeitos da degradação do pecado,
mas ela também vai refletir a esperança de uma salvação. Então ele vai começar a pegar várias obras de arte, né? tanto artes plásticas quanto filmes. Ele adorava eh cinema, quanto obras clássicas da literatura e vai tentar ver como que Esses três apelos que ele vai falar que são universais, que vem do coração do homem por causa do reflexo da realidade no coração do homem, né? E vai tentar observar todos esses aspectos do trinômio na arte. E ele vai mostrar o papel redentor da arte, porque a arte ela aponta para uma redenção que é operada por
Deus. A arte, quando ela mostra o que é feio, ela tá denunciando o pecado. Então ele fala, a arte ela tem eh a liberdade para ela ser repugnante Também. Ela tem a liberdade para ela ferir nossos sentimentos, para ela causar dor, para ela causar repulsa, porque ela tá denunciando o pecado e ao mesmo tempo ela tem que promover o valor estético da esperança que vem da salvação divina. E ao mesmo tempo, eh, Hansel Kmmer, ele vai, eh, falar que o homem contemporâneo, ele é um homem sem centro, porque o homem contemporâneo, ele acha que ele
é autônomo, ele não Vive para servir a Deus. O homem contemporâneo, ele vive para criar os seus próprios valores, criar a sua própria verdade. Então ele fala que a arte que deveria apontar para Deus, agora a arte aponta para si mesmo, porque essa arte é feita para um homem que aponta para si mesmo. E quando esse homem aponta para si mesmo, ele perde toda a sua beleza, ele perde, né, toda a sua base moral. E aí ele fala que a arte que aponta para si mesmo, a arte que não Quer refletir sobre a transcendência, mas
a arte que quer refletir sobre a própria arte, que é arte contemporânea, ela é uma arte que não chega a lugar nenhum. Ela é uma arte autofundante, tá preocupada só consigo mesmo. E porque se preocupa só consigo mesmo, ela não consegue criar nenhum sistema de valores, ela não consegue ter solidez, ela não consegue ser robusta, ela é vazia, ela é totalmente esvaziada de sentido, né? E, portanto, ela também é Esvaziada da sua capacidade de proporcionar edificação, sublimação, iluminação. Essa é a denúncia que ele faz. A arte contemporânea não é uma denúncia moralista, é extremamente filosófica.
A obra dele foi extremamente impactante, né? Eh, a obra dele impactou muito, por exemplo, um artista plástico contemporâneo que é o Maoto Fujimura, que também é um cristão e ele é um artista plástico assim tremendamente Potente, né? a obra dele assim extremamente apreciada e ele parte de um conceito também eh japonês, né, que é a ideia de quintsugi. Quintsugi é um estilo de arte japonesa que você que consiste em você pegar um objeto que foi fraturado, por exemplo, um vaso de porcelana que era usado para servir chá, aí ele se quebrou. ao invés de você
criar um novo vaso de chá, você pega aquele ali que foi quebrado e restaura ele, né, com Ouro. E o que acontece é que esse vaso que foi quebrado, você não tenta esconder as cicatrizes, o dano que ele sofreu, mas você tenta reparar ele. Então, a ideia de que Deus quando ele conserta o mundo, ele não vai eh desfazer o mal que o pecado fez, só apagando ele, mas consertando ele, mas que todas as experiências ruins que nós tivemos, elas vão continuar lá, só que agora elas vão ser pedagógicas, elas vão nos ensinar, elas as
cicatrizes, nossas Cicatrizes são sinal eh do de toda a jornada de amadurecimento que a gente passou. Isso é, isso é uma ideia japonesa que ele fundiu com uma ideia cristã e a obra dele reflete muito isso, né? Então ele faz várias obras que mostram o pecado destruindo o mundo e Deus consertando o mundo, né? Mas de uma forma muito bela e a obra dele é cada vez mais apreciada, né? O Macoto Fujimura. Então ele é outro que é influenciado por essa ideia do Dói né? Enfim, eh, eu falei isso tudo para mostrar como que é
possível você pensar as artes, é possível você pensar a educação, a política, a economia a partir de uma cosmovisão específica. E como você pode fazer isso com honestidade intelectual? eh, partindo de uma cosmovisão religiosa. O outra visão, né, outra outra manifestação disso, outro exemplo disso que também vem do cristianismo, mas não do cristianismo protestante, do, doer, e sim do Catolicismo, eh o distributismo, né, que é um modelo econômico. o Papa Leão X, né? Agora a gente tem o Papa Leão X, mas no século XIX teve o Papa Leão XI, que estava muito preocupado com os
modelos econômicos vigentes da época, né? Que tinha essa disputa teórica entre capitalismo, que tava sobrepujando o mundo, e a alternativa que apareceu, que era o comunismo, né? E assim o do o papa Leão X, ele vai olhar pros dois e vai Entender que os dois são problemáticos, porque o comunismo ele tem que se estruturar na força do Estado, né? E aí ele vai falar: "Poxa, eh o comunismo ele só é possível através da supressão dos direitos e da liberdade individual do ser humano, que são sagrados porque são dados por Deus. Por outro lado, o capitalismo
ele só prospera reduzindo o homem a um objeto. O o capitalismo ele necessariamente leva A uma objetificação do ser humano e uma objetificação de toda a criação do do do Deus, né? Uma objetificação eh e uma transformação da natureza em meros recursos para serem consumidos, né? Então ele vai pedir para que a igreja proponha uma terceira via, né? uma forma eh de modelagem econômica que seja sólida, que não seja ingênua, que entenda os mecanismos de produção, de consumo, de distribuição de recursos, né, que seja muito Muito bem modelada, muito eficiente, mas ao mesmo tempo que
ela seja fundada em em valores cristãos, porque ele falou, vai ter muit tinha muitos eh cristãos defendendo a o capitalismo e tinha muitos cristãos defendendo o comunismo, né? Tanto que vai ter modelo de comunismo cristão e tudo mais, mas ele vai falar: "Cara, nenhum desses dois de fato reflete o evangelho". Então, ele vai pedir para que os intelectuais cristãos pensam uma filosofia Que a raiz dela já seja o evangelho, ao invés de tentar pegar uma das filosofias econômicas do mundo que já existiam e passar um verniz cristão em cima delas. Porque ele vai falar porque
essas visões de mundo, porque esses modelos, né, econômicos, eles já vem de uma visão de mundo que não é a nossa. Então, por mais que a gente tente cristianizar eles, eles no fundo eles não são cristãos. A gente tá tentando transformar em cristão, converter uma coisa que não é Cristão. Então, a gente tem que criar o nosso próprio modelo econômico que seja cristão, né? E aí ele vai pedir isso, né? Ele vai pedir, vamos tentar formular uma doutrina social da igreja. ele vai escrever um texto, né, uma encíclica para pau que se torna muito famoso
chamado Her Novaro, eh, e que a ideia de você ter eh um modelo econômico que seja católico, né? E vários intelectuais católicos vão propor algo nesse sentido. E a proposta mais forte é aquela que é Feita pelo Jake Chesterton, grande eh intelectual católico do século XX, e o amigo dele, Hillary Bellock, que era um historiador, né, historiador da economia. E a ideia do distributismo é uma ideia de modelo econômico que nasce, né, justamente dos evangelhos, dos pressupostos cristãos da realidade. Então eles defendem a economia local, defendem eh diferentes estruturas de compartilhamento eh Baseado em dádiva,
né, economia de dádivas e vão propor, né, a a várias modelos, eh, congregacionais de assim de desenvolvimento econômico, né, de de alavancamento da da das economias públicas e privadas, né? vão vão defender esse tipo de de modelo. É bem interessante, né? Não vou entrar aqui nos detalhes técnicos mesmo, porque eu não sou especialista nisso, mas teve eh depois um padre, Diego Arism de Arrieta, eh que ele é mandado pro País Baixo, né? E lá ele funda a Mond Dragon, né? A a Mon Dragão, eh, ele vai pra cidade de Mon Dragão, né? E lá ele
funda essa espécie de implementação prática, né, do do dessa filosofia econômica, né, do do distributismo. Ela é tipo um uma ideia de cooperativa centrada no distributivismo, né, no distributivismo. Então, o que que ele vai fazer? Ele vai reorganizar toda a vida política e econômica da cidade para seguir esse modelo distributista, né? Imão Dragão começa como uma pequena cooperativa de produção de parafina, mas depois ela cresce. Hoje em dia ela é um grupo multinacional e ela tem o próprio banco dela, ela tem a própria universidade dela e todos eles são estruturados nesse modelo, né? tem seus
problemas, obviamente, mas eh é muito mais resistente, é muito mais solidário, é muito mais igualitário do que o os modelos capitalistas e comunistas concorrentes, né? Enfim, Eh hoje em dia existe, por exemplo, inclusive nos Estados Unidos, o Calvin College, que é uma hoje hoje o Calvin College, inclusive mudou de nome, né? Se tornou Calvin University. Eh, a ideia dele eh, é ser uma universidade para estudar eh como você pode fazer de forma autêntica, de forma séria, o a implementação de uma cosmovisão cristã na realidade, como que isso pode ajudar o mundo, né? E aí existem
outras Universidades que t propostas parecidas, né? por exemplo, tem a Brihan University, que é uma universidade Mormon, né, que também tem essa ideia de como fazer uma cosmovisão, eh, uma cosmovisão mórmon, né? O Brian Yon, ele foi o segundo líder do movimento Mormon, né? Ele foi o primeiro governador do estado de Utá nos Estados Unidos. Então, ele tem essa universidade em homenagem a ele, né, que ele também pediu para que os mórmons eh estudassem, Criassem uma universidade, nessa universidade eles aprendessem a viver de acordo com os valores deles mórmons, mas ao mesmo tempo de uma
forma que fosse benéfica pro mundo e que levasse a luz de Deus pro mundo, né, a luz da tradição deles pro mundo, tanto nas artes, quanto na economia, quanto na política, quanto na educação, quanto no serviço social, enfim, tem outra outros modelos desse, né? E aí o meu ponto era esse de que a gente pode pensar varnas como eh Como essa ideia de cosmovisão. A gente pode sair do Varnas como uma mera reprodução de um modelo feudalista que a gente encontra nas escrituras, porque era onde o Varnashira era o contexto, né, onde o Varnash era
implementado nas escrituras. E a gente pode tentar entender como que eu posso ter uma cosmovisão vacinava, como que eu posso ter uma visão vaxnava da educação, da política, da economia, a partir dos nossos conceitos, a partir do nosso Sidanta, né? Como a gente entende a educação? Hoje em dia existe problema fundamental, né? Eh, da antropologia educacional. Para que que eu educo? Eu educo para que a pessoa desperte sua vocação. Eu eu educo para que a pessoa ela cumpra um papel eh performático, econômico dentro da sociedade. Eu educo para que a pessoa ela ganhe autonomia política.
Existem todas essas propostas de educação, né? Eu educo para que a pessoa Se torne um ente eh mais autônomo, mais livre. Então, qual é o valor que a gente tá querendo gerar com a educação? É performance econômica. Eh, o despertar de uma vocação, eh, emancipação política, é a transmissão de uma ideologia, eh, eh, com essas cosmovisões que a gente compactua na nossa visão do que é educação, né? Será que são todas elas? Será que tem algum valor a mais que a gente quer transmitir, né? Então, como Que é a educação vacinava? Será que educação vai
só criar uma escola usando a mesma metodologia educacional que foi criado por pessoas que tinham uma cosmovisão diferente e passar um verniz Har Krishna em cima delas? Será que isso é uma uma educação bainava? Não, isso é a mesma coisa que o Papa Leão X reclamou lá da economia dos cristãos capitalistas e dos cristãos socialistas. Eles estavam pegando um valor que era estranho pro cristianismo E passando um verniz cristão. Então, quando a gente pensa isso, será que a gente não tá fazendo a mesma coisa? Ou então também a gente vê devotos, né, que no seu
posicionamento político às vezes são de direita, outros que são de esquerda e ficam se debatendo entre si na internet. Mas será que algum desses de fato tá representando através das suas escolhas políticas um valor que é genuinamente vainava? Parece que não, né? Como que é uma visão Política que nasce do vacinavismo, que nasce de uma antropologia vacinava, de uma cosmovisão vacinava, né? Lembra a ideia de cosmovisão, né? Cosmovisão, ela tem primeiro que surgido uma ontologia, né? Como a gente entende os componentes da realidade? Então, um marxista vai entender os componentes da realidade de um jeito,
um cristão vai entender de outro, né? Eh, um conservador ocidental secular vai entender de outro, um budista vai entender de outro, um Vaxnava vai entender o quê? Quais são os componentes da realidade? É para crrite, é puruxa, é a diva. Essa que é o nossa ontologia, né? E a nossa antropologia, o que nós somos? A nossa antropologia é a tinte beda. Beda. Nós somos eh passes e parcelas de Deus que somos dotados da mesma qualidade que Deus, mas somos infinitamente inferiores a ele. Mas ao mesmo tempo a gente também é dotado de satitananda. E tudo
aquilo que nos harmoniza com Deus tem que refletir, tem Que promulgar esses princípios de Satitananda, que é nossa verdadeira identidade, e ao mesmo tempo tem que purificar a nossa identidade do arranca, do falso ego. Essa é a nossa antropologia, essa é a nossa explicação. E a nosso telos, a nossa teologia, o que que a gente tá esperando? A gente tá esperando uma redenção de Deus na história? A gente tá esperando uma redenção econômica? ou a gente tá esperando a o o surgimento de raça, o Surgimento de prema. Então, muitas vezes a gente tá pegando esses
valores, né, esses métodos, essas formas de estar no mundo, de viver no mundo, seja politicamente, economicamente, educacionalmente, cientificamente, artisticamente, e estamos tentando viver elas de um jeito crisna, ou estamos ou nem estamos tentando, só estamos sendo influenciados para elas e a gente só tá vivendo a fé va da porta para dentro, né, do templo. Então entendo que Varnas É isso, como a gente pode repensar esses valores, né? E será que isso é bom pro mundo, né? Será que isso não é só um capricho nosso? Será que isso é bom pro mundo? Há de se pensar,
né? É extremamente importante eh a gente pensar se tem valor esse projeto. O que a gente pode constar é que o mundo, apesar de uma série de avanços, ele enfrenta também uma série de problemas, né? eh, e problemas que parecem insolúveis, que Pelo menos não existe uma eh uma proposta completa de solução em relação a eles, né? O problema ambiental, a gente vive agora com a possibilidade real de extinção humana em poucos séculos por causa da da alterações climáticas, do rápido processo de degradação ambiental, né? É, é a primeira vez na história da humanidade que
a gente se depara, né, com indicadores tão assustadores, tão alarmantes de possibil de possibilidade Real de extinção da humanidade, né? Eh, como que a gente faz para criar um modelo econômico que seja compatível, seja sustentável com o tipo de vida que a gente precisaria ter para reverter isso? Na real, não conseguimos saber, né? Não conseguimos implementar ainda uma economia viável. a gente vive de fazer paliativos, né? E a crise tecnológica, pela primeira vez, a gente criou uma tecnologia baseada em sistemas complexos Que ameaça fazer uma crise ludista, ou seja, uma crise de desemprego irreversível. pela
primeira vez com a inteligência artificial, a gente cria uma tecnologia que permite com que a gente supere várias das nossas deficiências, das nossas delimitações humanas, mas que ao mesmo tempo a gente acaba com a fronteira entre o que é verdade e o que é mentira, né? Com as deep fakes, a gente tá criando cada vez artefatos sintéticos mais realistas a Ponto da própria democracia entrar em cheque, né? a própria [Música] forma da gente julgar o que é epistemologicamente eh razoável ou não, né? Então, a gente passa por todas essas crises no mundo contemporâneo e como
não temos uma resposta para ela, é muito válido a gente explorar outras cosmovisões, né? Então, a gente tem que mostrar que cosmovisão vacinava e a gente tem que Validar que a cosmovisão vacinava pode trazer respostas agregadoras nesse sentido, né? E para isso eu entendo que um modelo educacional cosmovisional, uma modelo de educação, uma universidade focada em estudar a cosmovisão vainava de forma muito séria e aplicar essa cosmovisão nas artes, na ciência, na cultura, na política, eh é o melhor projeto que a gente pode fazer para fazer o Varnas que Paraupada queria, igual Abraham Kerz na
Universidade Livre De Amsterdam, igual os cristãos estão fazendo no Calvin college, igual os Mormans estão fazendo na Brian Y University, né? Então, a gente precisa eh de universidade para primeiro pra gente estudar muito seriamente nossa tradição, porque a gente tem uma visão muito agográfica da nossa tradição, uma visão muito mítica, muito mitológica. A gente só eh lê a escritura e a gente acha que a gente já consegue entender todo o contexto, que a gente é capaz de Remontar a melhor hermenêutica, a melhor interpretação das escrituras, mas a gente ignora todo contexto cultural. onde as escrituras
foram produzidas, a gente eh não tem um conhecimento muitas vezes sistemático, claro, dos darans, dos side darans, do desenvolvimento histórico do vastnavismo, da tradição védica, né, de toda a contingência histórica envolvida. Eh, e existem muitos pontos sensíveis na nossa teologia, Né? Existem muitas críticas que podem ser feitas à nossa teologia e que a gente sinceramente não sabe defender essas críticas, honestamente. A única coisa que a gente sabe fazer é varrer para debaixo do tapete essas críticas afirmando que os Vedas afirmaram isso e tá tudo certo. E eu acredito nos Vedas, sem oferecer uma resposta real,
intelectual, sólida, substancial para essas críticas. A gente só sabe falar, mas paraupada disse e a gente não se Preocupa em dar uma resposta real. E isso não faz parte da nossa tradição Vnava. Os nossos atiares sempre foram muito sérios em em criar em eh estruturas de debate, de reflexão intelectual para poder para poder defender a nossa teologia, para até repensar a nossa teologia se necessário, né? Então, como que a nossa teologia ela se mantém sólida, né? diante de todas as evidências científicas que põe interrogações na gente em relação às Nossas crenças, eh, a todo o
desenvolvimento da filosofia da linguagem, que mostra que mesmo a sucessão discipular talvez não seja suficiente para garantir que uma interpretação correta das escrituras se perpetue, né? a gente analisa todos os avanços de filosofia da linguagem trazidos por Widgenstein e outros filósofos da linguagem contemporâneos. Então, como que a gente faz para Defender nossa tradição em relação a tudo isso? Antes de pensar em cosmovisão, como que a gente faz para fazer em relação a isso? É, é, é honesto só fingir que não tem nenhum problema? Não me parece, né? Eh, por exemplo, CS Lewis, né, o escritor
dos Crônicas de Narner, grande intelectual eh cristão do século passado, ele cria um argumento mostrando que milagres eles são necessários para que o mundo exista. Ele cria esse argumento para poder defender a existência de milagres diante de intelectuais materialistas. E nenhum filósofo ateu da época conseguiu refutar o argumento dele. Ele até escreve um livro sobre isso. Mas aí econ, que na que depois vinha se tornar uma grande filósofa, ela também era cristã, na época ela era uma jovem, ela percebe falhas no argumento do CS Luz e ela vai lá e expõe essas falhas. E o
CS Luz, ele Depois é obrigado a retratar esse argumento dele dos milagres porque ele era um argumento falho. E aí ela é questionada, por que que ela, que era cristã, percebe falhas no argumento do Lea denuncia se ela também acreditava em milagres. Por que que ela faz isso, né? E se nem os filósofos, os ateístas, materialistas estavam conseguindo refutar. E ela basicamente vai argumentar que Ela fez isso porque ela acreditava num Deus verdadeiro. E um Deus verdadeiro, ele não merece ser adorado com argumentos falsos, né? Então, argumentos falsos, argumentos falaciosos são argumentos de cale, porque
cale é o espírito da mentira, da falsidade, da hipocrisia. Então a gente às vezes se mantém preso a argumentos que não fazem mais sentido. A gente repetiu o argumento, por exemplo, de Prabupada de que todas as as células do nosso corpo Mudam a cada 7 anos e a gente permanece sendo a mesma pessoa. É uma prova, por exemplo, de que nós somos a alma porque o corpo inteiro mudou e a gente se sente a mesma pessoa. é um argumento que não faz menor sentido no mundo contemporâneo, porque com o conhecimento neurocientífico que a gente teve
nas últimas três décadas e que PR paraupado não teve acesso porque foi depois que ele partiu, eh, a gente sabe que esse argumento não faz o menor sentido, Porque as sinapses elas vão se preservar, né? E e é nas sinapses neuronais que vai est a nossa identidade. Então, assim, não existe esse argumento. Por que que a gente vai continuar repetindo ele se ele é um argumento que não faz mais sentido? E o que que mais que a gente repete em termos de argumento não faz mais sentido. Então, a gente precisa de uma universidade Vnava primeiro
paraa gente ter uma visão cada vez mais pura, mais Sólida, mais, né, assim, bem amarrada da nossa teologia, honesta intelectualmente, um espaço intelectual seguro pra gente fazer nossa autocrítica, criticar não só o nosso etos, a nossa forma de se organizar socialmente enquanto sociedade devotos, mas para questionar a nossa própria teologia, não só intelectualmente, mas congregacionalmente em Sado Sanga, com muita oração, mas também com muita Honestidade intelectual, né? E a partir disso, para gente formar uma comunidade epistêmica para pensar essa cosmovisão vainava, né? Eh, isso é extremamente importante da gente entender que a ideia de ter
uma cosmovisão vacinava não é dominar as outras cosmovisões, não é subjulgar todas elas, não é fazer nada disso, né? E dominar o mundo, né? Eh, salvar o mundo não significa dominar o mundo, né? Que a gente quer eh botar Krishna acima De todos e a acima de todos e acabar com outras visões de mundo. Nada disso, né? tem um um sociólogo cristão chamado James Davidson Hunter, eh, que esse James Davidson Hunter, ele é o um maior pensador da da crise cultural que tem nos Estados Unidos por causa das guerras culturais, né, entre esquerda e direita,
desde da década de de 80, final da década de 80. E aí ele vai falar que os cristãos tomaram um passo muito errado nos Estados Unidos, Que foi que foi se posicionar nessa guerra cultural de uma forma materialista, né, de tentar dominar a educação, de tentar dominar a cultura e impor valores cristães na política através, né, de soberania política. E ele fala que são coisas extremamente anticristã, que os cristãos deveriam fazer o que ele chama de a presença fiel, que eles deveriam promover valores cristães através da arte, através da cultura, através da política. Mas eles
Não deveriam se apropriar desses espaços públicos para fazer com que o cristianismo domine outras cosmovisões. Eles têm que promover o valor cristão e não o cristianismo. E a mesma coisa vale pros vavas, né? A gente tem que promover valores vavas e não eh fazer proselitismo religioso assim em cima eh dessas tarefas públicas, né? A gente não tem que ir paraa política para dominar a política. A gente tem que ir lá para promover valores baixos na ávas. A gente Não tem que fazer uma escola vainava para fazer lavagem cerebral, né, que foi o que muita gurucula
fez, não. A gente tem que promover valores vaxnavas em diálogo com a sociedade, aprendendo com a sociedade também ensinando com ela, mas mantendo uma cosmovisão muito clara, muito distinta, mas ao mesmo tempo em diálogo com as outras cosmovisões e trabalhando pro bem comum. mesmo porque a nossa cosmovisão tem como conceito fundamental para Matma que Deus tá Presente no coração de todo mundo, guiando todo mundo, ajudando todo mundo. E obviamente existem coisas valiosas em outras cosmovisões que a gente também deveria aprender porque foi para Matma que inspirou, tá? E para fechar, eu queria falar uma coisa
muito interessante. Teve um filósofo que faleceu recentemente chamado Alice Der Mcreer. Ele foi um filósofo da da moralidade, né? Vry, né? Eter significa depois, mas Também pode significar perseguindo. Então, After Virtry, esse livro dele pode significar tanto depois da virtude quanto perseguindo a virtude, que ele fala que o mundo contemporâneo, o mundo pós-moderno é um mundo depois da virtude, porque é um mundo onde teve o colapso de sentido. O mundo contemporâneo, a ideia de sentido, ela foi fraturada, porque o mundo contemporâneo, ele nega que as instituições tenham o poder de dar o Sentido da vida,
de outorgar o sentido da vida para as pessoas, mas também nega o que a razão tem esse papel, né? No mundo medieval, as pessoas acreditavam nas instituições, as instituições políticas e religiosas, principalmente no mundo moderno, mundo do Iluminismo, é era da razão. A razão tem o poder de determinar qual é o sentido da vida, de onde vem os nossos valores morais. Mas a gente vive no mundo pós-moderno que a gente desconfia tanto das instituições Quanto da razão. E quem tem o poder de definir a nossa vida, os nossos valores, somos nós mesmos. Cada pessoa cria
a sua própria realidade, a sua própria verdade, seu próprio conjunto de valores. Então ele fala que essa é uma sociedade que ela é fraturada, ela é uma sociedade que nunca vai encontrar harmonia. E aí ele propõe a retomada eh da vida comunitária como como uma forma de você restaurar os valores. Os valores só vivem numa numa sociedade, eles só vão ser instaurados numa sociedade que valoriza mais a comunidade do que o indivíduo. Não que o indivíduo com sua individualidade, suas idiossincrasias, tem que ser reprimido. Ele tem que ser estimulado a se desenvolver enquanto indivíduo, mas
dentro de um contexto comunitário, né? E aí ele vai falar que, na verdade, para você também ter uma comunidade coesa, você precisa de um ponto central que dê Coesão para essa comunidade. E aí ao longo do livro ele vai tentar mostrar que só um valor transcendental, só um valor que transcende a vida e transcende o tempo, pode dar essa coesão para uma comunidade que vai ser o celeiro adequado pro desenvolvimento de virtudes, tanto pro indivíduo quanto pra própria sociedade, né? Ele faleceu recentemente, mas essa obra é um marco da filosofia contemporânea da da moralidade, né?
E é uma crítica ao Materialismo também. Ele era um homem muito religioso, o Ales Derman Mcre, né? E e é bem interessante, né? Que a teologia VNAVA, como que ela pode gerar uma filosofia da moral, que é algo que tá em crise no mundo contemporâneo, né? Como que ela pode ajudar a gente a restabelecer esses valores eh sociais, comunitários, né? Então, eh, refletindo sobre esse livro, né, o Epy do Ld Mcreve um pensador contemporâneo chamado Rob Draher, né? ele vai escrever Um livro que ele chama de a opção beneditina. Ele fala basicamente nesse livro de
uma forma muito pessimista de que o mundo já era. O mundo tá em colapso ambiental, eh colapso moral, colapso econômico, colapso tecnológico e e que tudo isso tá levando a uma decadência das estruturas sociais. ele dá uma série de justificativas para isso. Algumas delas bem realistas, outras muito alarmistas, muito exageradas, mas no final das Contas ele chega à conclusão de que não adianta tentar salvar o mundo, que a melhor coisa a fazer é você criar eh um lugar, uma comunidade que seja segura, que seja pautada numa cosmovisão saudável e deixar o mundo arruinar, o mundo
ir a falência. Ele fala que você tem que ter vários bolsões que ele chama de comunidades beneditinas ou então de ben ops, né, nesse livro dele, né, de opções beneditinas, que Bento de Núrcia foi o que eh foi assim um um santo Cristão, né, que quando o mundo greco romano entra em colapso, ele cria os seus mosteiros e os mosteiros dele viram uma forma assim de fonte de vitalidade, de fonte eh de renovação social paraa Europa. Europa. Por isso ele também é chamado de o pai da Europa, o patrono da Europa, né? E e ele
vai falar que o mundo vai entrar em colapso do mesmo jeito que o mundo greco romano entrou em colapso no passado. E a gente precisa de réplicas desses mosteiros de São Bento, Desses Benops para poder esses bolsões de comunidades eh centradas em cosmovisões saudáveis para restaurar a sanidade do mundo, para restaurar a saúde do mundo quando tudo vier a decadência, né? Eh, mas eu não entendo dessa forma e o livro dele foi muito criticado inclusive pelo Dermierre, né, que foi onde ele se inspirou, porque esse tipo de visão de que vamos nos isolar do mundo,
vamos apostar na contracultura, definitivamente não é Saudável, porque todos os indicativos históricos que nós temos, todas as evidências sociais que nós temos, são que bolsões comunitários, comunidades contraculturais são muito mais propensas à corrupção do que comunidades idades abertas a crítica, comunidades não secitárias, comunidades onde existe opção de pluralidade, onde existe opção de crítica, né? Então, eh, comunidades contraculturais tendem cada vez mais pra decadência cultural, Pra autocracia, pro sequitarismo, paraa corrupção. Não é esse o caminho. Por isso, a minha visão é que universidades são o caminho, porque a universidade elas foram criadas basicamente para permitir com
que a gente tenha possibilidade de diálogo, para que a gente tenha possibilidade de debates intelectuais com críticas construtivas, né? E a universidade ela é criada eh para discutir cosmovisão, ela foi criada para isso, né? as Universidades tradicionais lá do século VI, século X, Universidade de Alazá, Universidade Salamanca, as universidades mais antigas do mundo, todas foram criadas para consolidar cosmovisões, né? Depois veio o o modelo racionalista de universidade ali no século X7. No século XIX a gente vai ter o modelo Rumboltiano de universidade, né, que eu acho que é o melhor modelo de universidade. Foi criado
pelo Von Hubert, né, Willam Von Hubert. eh, que era grande amigo de Gate, de Schiller, né? Ele era um servidor público prano, que ele cria essa ideia de uma universidade eh como um local de ensino, onde pessoas experientes ensinam seus conhecimentos das mais diversas áreas para as pessoas mais novas, mas também é um lugar de debate intelectual, de pesquisa, de crítica, de conta. Então, lembra que eu falei que nós temos que debater e criticar fortemente nossa teologia? A universidade é o lugar certo Para isso, para fazer isso sem paixões, né? Eh, o debate intelectual correto
não é aquele onde você quer destruir o outro, estabeleceão, estabelecer sua visão. O debate intelectual correto é aquele onde você quer deixar a verdade brilhar. E o debate ele tem que acontecer. E se você tiver um erro, você não tem que defender sua visão, você tem que, na verdade, defender a verdade, né? E e ele é esse ambiente propício para essa dialética do conhecimento que Permite a verdade prosperar. Então, a universidade ela não é um lugar só de ensino, mas ela é um lugar de redescoberta, ela é um lugar de pesquisa, porque não adianta a
gente ficar ensinando sempre a mesma coisa sem se criticar aquilo que se ensina, né? Então, a universidade ela é um lugar de transmissão, de tradição, mas ela também é um lugar de renovação graças à pesquisa. E ela é um lugar não só intelectual, segundo o modelo Ramboltiano, mas ela é também um lugar de implantação do conhecimento e transformação da realidade através da extensão. O que que é extensão? é quando os intelectuais da universidade saem da universidade, fazem parcerias eh com o governo, com instituições privadas, né, com empresas, com a com a sociedade, com as comunidades,
com os líderes sociais para pegar o conhecimento que foi gerado na universidade e mudar a realidade, diminuir a taxa de de crime, de Mortalidade infantil, eh criar opções de lazer público, transformar a realidade econômica, ambiental, revitalização de espaços públicos. Isso é um papel da universidade também, né? Eh, entrar nas nas empresas e cooperar com elas e transmitir conhecimento, mas garantir que essas empresas elas também não tão eh corrompendo o conhecimento que é gerado na universidade, né? Eh, tem uma visão crítica das empresas, né? Ao mesmo Tempo que que coopera com elas, né? E hoje em
dia, muitas universidades elas estão indo para um modelo que é um modelo mais performático, econômico, extremamente sujeito ou ao capital privado das empresas ou extremamente sujeito às ideologias eh políticos partidárias. Então, a gente vê que existe uma fragmentação, uma corrupção da universidade eh contemporânea por causa dessa submissão. Ao invés da universidade ser esse ambiente sagrado De cultivo do conhecimento, de debate, transmissão do conhecimento e de propagação de serviços extensionistas de purificação e conserto e reparação social a partir do conhecimento. A universidade, ela é um lugar extremamente comprometida com uma agenda econômica subordinada ao capital privado,
né, ao interesse das empresas. que não é o interesse do conhecimento. O a o ambiente político econômico, né, ele tem sua agenda, que é muito diferente da Agenda do conhecimento, da verdade, da episteme, ou então subordinado a a todo sabor de filosofia de de de interesses políticos, partidários, ideológicos, né? Então, voltando, né, ao que Dever disse, a gente não pode subordinar uma esfera da existência outra. E o conhecimento, né, ele não pode ser comprometido por essas coisas. Então, a minha visão é que uma universidade cosmovisional, uma que os devotos deveriam fazer uma comunidade Acadêmica, epistêmica,
séria, uma grande universidade onde eles pudessem estudar sua tradição seriamente, com crítica, sem esse [Música] sem essa [Música] prepotência que nós temos, né, de já dar por dado que a nossa teologia é o conhecimento mais perfeito. sem essa arrogância, né, sem sem essa autocomplacência que a gente tem, né, Que não vai levar a gente a muito vai gente em lugar nenhum. Isso não é honrar a Krishna, né? E Ratiandra, quando ele salva a cita dele, ele depois quando exigem que Cita seja subordinado ao teste do fogo, ele subordina Cita ao teste de agne. Por quê?
Porque ele sabia que cita era verdadeira. Cita, ela resistia ao teste do fogo. Então, se a nossa teologia é verdadeira, a gente não precisa ter medo de subordinar ela ao teste da razão, né? Igual Elizabethse Como falou, Deus verdadeiro, ele não pode ser adorado por por uma por argumentos falsos, argumentos de cale, argumentos falaciosos. Mas mais do que isso, mais do que ser um ambiente intelectual, a Universidade Vasnava, ela tem que ser um ambiente cultural, onde a gente vive os valores do vasnavismo, onde a gente aprende a levar eles paraa arte, né, onde a gente
produz arte sublime, igual o Bá produziu inspirado no Evangelho, né, a obra que toca o Nosso coração, que edifica, que é sublime. Igual JR Token escreveu: "Seu Senhor dos anéis". Obra aí que influencia as gerações, né? baseado nos valores, né, da sua fé cristã, a gente tem que fazer obras de artes maravilhosas, que não sejam panfletárias, que não sejam para vender a nossa teologia como a melhor de todas, mas que seja para mudar o coração das pessoas, né? E a gente tem que produzir modelos jurídicos que vão produzir uma Justiça mais correta, né, mais igualitária,
modelos econômicos que vão gerar capital, que vão gerar vidas, eh, que que vão gerar melhoria na vida das pessoas, que vão gerar mais recursos, mais facilidades, mas sem impactar no meio ambiente ou minimizando o impacto ambiental. A gente tem que propor soluções ambientais diante das crises climáticas. a gente tem que pensar a tecnologia com a filosofia vacinava da tecnologia que vá de encontro, que Converja a esses mudanças de paradigmas causadas pelo avanço da Iada, robótica. A gente tem que ser capaz de fazer essas coisas. Isso é o Varnashra de verdade, né? E a gente tem
que criar uma comunidade ao redor da universidade, onde a gente consiga estimular que tenham empresas em parcerias com essas universidades, empresas pautadas em valores vasnavas, onde a gente consiga estruturar partidos políticos eh que não vão querer entrar na política para poder Promover o vacinavismo, mas promover valores vacinaveis, como paraupada criou, né, nacam, permitiu que os devotos criassem um partido político na época dele, o inodust, né? Depois ele suspendeu porque ele achou que não tava sendo feito da forma correta, mas se a gente tem uma universidade, talvez a gente consiga fazer isso de forma correta. Enfim,
eh, era basicamente isso que eu queria falar. A gente tem que pensar seriamente, né, em como fazer Esse tipo de ambiente cultural, né, com impacto real na sociedade. Eh, e esse que eu entendo que é a forma da gente fazer o Varnas que paraupada tanto pediu pra gente. Tá bom. pensando em cosmovisão Vnava, entendendo o quanto nós somos influenciados pela nossa educação, política, economia e quanto a gente tá tentando ser um H Krishna com todas essas estruturas ou Krishnar todas essas estruturas emés de criar novas estruturas H Krishnas, vnavas em sua Essência e como que
as estruturas que a gente criaria poderiam fazer bem pro mundo, né? Uma visão muito crítica dessas coisas. Tá bom, pessoal? Essa eh como mais refirmo aqui meu disclaimer, né? Essa é a minha proposta para como a gente pode fazer VARFR. É nisso que assim que eu acredito e inclusive é nisso que eu pretendo eh trabalhar para poder tentar ajudar a avançar isso, tá bom? Mas é a minha opinião e eu queria inclusive ouvir outras opiniões, outras Visões de como podemos, né, implementar varnations críticas a essa visão que eu acabei de defender. Tá bom, pessoal? Então
é isso, né? Espero que pelo menos essa reflexão, ela tenha sido interessante e proveitosa e que Krishna possa inspirar a gente, conduzir a gente, é, para que a gente possa oferecer esse serviço genuíno pra Chila Prupada de avançar o tópico de Varnacho, né? Todas as glórias, Chila Prupada. Hê Krishna. Так.