bom pessoal nessa próxima demonstração prática eu vou fazer a reação com o reagente de benedict esse reagente especificamente que é esse desse frasco aqui azulzinho né Tem uma cor bonita ele tem essa cor por causa da presença do cobre né Mais especificamente do sulfato de cobre então o que que acontece aqui nessa nessa nesse experimento que eu vou realizar nós vamos fazer a caracterização de açúcares redutores então lembra que a gente falou lá dos açúcares redutores e quando nós falamos dos açúcares redutores se vocês lembrarem puxarem na memória vocês vão lembrar que açúcar redutor é
aquele que tem a carbonila livre Ou seja aquele carbono lá que faz parte do grupo funcional do carboidrato aquele carbono que tá ligado fazendo dupla ligação com o oxigênio é a carbonila no caso de uma aldose como é o caso da glicose eu tenho então o carbono um sendo a carbonila no caso da frutose que é uma cetose eu tenho o carbono dois então sempre que esse carbono que tem a dupla ligação com oxigênio ele está disponível ele não está fazendo ligação com outro com outra molécula eh ele tem poder redutor questões de de de
eletronegatividade de deslocamento de elétrons ali da nuvem eletrônica que por exemplo o oxigênio ele é mais eletronegativo então tem essa tendência de ocasionar essa ter esse poder redutor poder redutor significa que ele vai reduzir o número de oxidação e Mais especificamente de um metal nesse caso o metal é o cobre então o cobre presente no reagente de benedict é o cobre dois mais quando ele sofre exposição a um açúcar redutor e isso logicamente tendo a catalisação tendo ali a presença de de calor ou seja eu tenho o aquecimento que catalisa essa reação para que ela
aconteça e daí esse açúcar redutor ele reduz esse cobre que é o cobre como eu falei aqui o cobre mais do e eu vou ter o cobre mais eh quando isso acontece eu tenho a formação de óxido de cobre então O sulfato de cobra que eu tenho presente ali ou íon cúprico Na verdade ele vai se tornar íon cuproso tá E daí o que que acontece quando nós temos essa reação é que essa solução Azul quando sofre então ele ela é azul por causa do cobre e quando sofre a ação de um açúcar redutor ela
fica vermelha então se eu tiver um açúcar redutor e colocar os dois juntos ela vai ficar vermelha tá então para isso eu preparei uma bateria aqui com cinco tubos tá no primeiro eu tenho amido no segundo sacarose glicose frutose e no quinto eu tenho a água para nosso controle Tá bom então assim amido é um polissacarídeo que a gente acabou de ver aí na demonstração do lugol sacarose é um dissacarídeo glicose é um monossacarídeo e frutose um monossacarídeo e a água nosso controle negativo eh se vocês lembrarem da teoria vocês vão lembrar que todo açúcar
redutor toda todo monossacarídio é um açúcar redutor então aqui olhando para esses tubos O que que a gente já espera é que o tubo três que contém a nossa glicose e que é um monossacarídeo ela vai ficar vermelho e o tubo quatro que é a frutose também vai ficar vermelho agora sacarose a gente não sabe porque é um dissacarídeo e sacarídeo eh alguns TM poder redutor alguns não tudo depende do tipo de ligação que tem entre esses dois monossacarídeos e se eu tenho a carbonila livre ou não então um exemplo de um açúcar de um
dissacarídeo e que é redutor é a lactose presente no leite a lactose ela tem um grupo funcional ali disponível mesmo ela sendo um dissacarídeo Então ela é um açúcar redutor mas nem todos são Tá bom então agora eu vou fazer o o quê Vou adicionar aqui 2 ml aproximadamente né 2 ml do reagente de benedict em cada um desses tubos bom Como vocês podem ver aqui todos eles ficaram azuis né vou só homogenizar eles aqui e já mostro a gradinha completa todos eles estão azuis Porque eu só tive então a adição do reagente não tenho
calor então Eles continuam ainda azuis agora agora o que a gente vai fazer é aquecer aqui eu preparei então um um Beer com no liguei o bico de busen aqui acendi o bico de busen a água já está fervendo Então já está quente eu vou deixar ali alguns minutinhos para que a gente Observe esse tubo após isso tá então vou colocar esses cinco tubos ali dentro [Música] e agora a gente vai aguardar 5 minutinhos Então já volto aqui bom pessoal já deu tempo então vou tirar Aqui as nossas amostras que já consigo ver aqui que
já teve reação tubo um tubo [Música] dois bom Como vocês podem observar tubo um que eu tenho amido é um polissacarídeo polissacarídeo não é um açúcar redutor não tem poder redutor então eu não tive alteração de cor tubo dois sacarose é um dissacarídeo mas não reagiu então a gente entende que a ligação entre glicose e frutose que acontece aqui na sacarose ela não deixa extremidades redutoras Livres ele não é um açúcar redutor agora glicose frutose ele ficou vermelho né bastante vermelho dá para observar bem e a água que o nosso controle continua azul que era
o esperado então aqui a gente constata que os dois monossacarídeos no caso a eh glicose e a frutose elas são açúcares redutores como vocês podem ver aqui mais de perto então o primeiro tubo aqui é a glicose segundo sacarose não redutor não redutor não redutor glicose redutor e frutose redutor os dois aqui são monossacarídeos e sempre monossacarídeos são redutores e aqui a água de controle tá bem agora nessa segunda na segunda parte eu vou pegar e vou fazer uma coisa diferente por qu aqui no tubo dois eu tenho sacarose a gente viu que não é
redutor só que a sacarose Ela é formada por esses dois caras aqui que é glicose e frutose e os dois são redutores mas aqui na sacarose elas estão fazendo uma ligação porque a sacarosa é um dissacarídeo mas e se a gente quebrar essa ligação então é o que eu vou fazer agora eu vou pegar ácido sulfúrico vou adicionar no tubo para quebrar essa ligação depois vou neutralizar isso e fazer a reação de novo tá então vamos preparar um tubo aqui conforme o nosso roteiro que inclusive vai ficar disponível para vocês verificar tá então aqui nosso
roteiro pede para colocar uma solução de sacarose Cadê a sacarose aqui vamos lá vamos colocar a sacarose no tubo que é a mesma sacarose que tá no tubo dois que não reagiu agora aqui pede para colocar três gotas de ácido sulfúrico aqui eu tenho ácido sulfúrico esse ácido sulfúrico ele tá um pouco menos concentrado do que pede ali então vou pôr um pouquinho mais para garantir ácido sulfúrico e daí Pede para deixar sob fervura então aqui ó eu tenho eh a sacarose e eu adicionei ácido sulfúrico O objetivo dessa etapa E reparem que ela continua
transparente né O objetivo dessa etapa é promover a Hidrólise desse dissacarídeo quando eu quebro dissacarídeo eu libero o quê glicose e frutose tá então agora Pede para deixar sob fervura por um minutinho Então vou colocar aqui na nossa na nossa água que já está fervendo tá e vou deixar por um minuto ali tá deixa um minutinho e logo a gente tira bom pessoal é isso então depois de um minuto deixa chamo sobre fervura um minuto agora pede para neutralizar com hidróxido de sódio tá então é isso que eu vou fazer vou adicionar um pouco de
hidróxido de sódio e por que isso porque quando a gente adiciona o hidróxido de sódio quando a gente neutraliza aqui o meio eh esse essa reação ela é ela acontece predominantemente em meio alcalino né que é o meio que o eh reagente de felen de felen não o de benedict reagente de benedict Ele está ele está em meio alcalino então a gente neutraliza aqui para que o ácido não tenha interferência nessa reação Tá neutralizei e agora vou colocar aí a mesma quantidade ali de de reagente tá então aqui eu tenho o reagente de benedict continuou
a azul e agora a gente vai aquecer para ver se ele muda de cor tá então é isso que a gente espera que agora mude de cor tá essa mudança de cor vai ser devido então a quebra do dissacarídeo né que nesse caso é é a a a sacarose e quando eu quebro a sacarose eu tenho a formação então de e glicose e frutose como os dois são redutores então a gente espera que a cor mude é claro que nós não vamos esperar que a intensidade da cor formada seja essa porque aqui a gente tem
só os de os monossacarídeos né então a intensidade da cor não vai ser essa é claro mas a a a a a nossa a expectativa que nós temos é de que ele não fique Azul como ficou esse daqui a gente vai comparar com esse daqui né então agora eu tenho que ter o desenvolvimento de uma cor laranjada uma cor vermelha tá vou até deixar ele aqui do ladinho esse daqui lembrando o tubo dois é o nosso tubo de sacarose tá sem quebrar e agora vamos só aguardar o tempo ali de de fervura para que tempo
de fervura para que nós possamos verificar [Aplausos] bom pessoal eu acho que já dá pra gente observar então assim vocês vão ver que claro Depende a intensidade da cor depende da quantidade de açúcar redutor que eu tenho e no caso do jun de sacarídeo vai depender como ele não é redutor né a sacarose especificamente vai depender do quanto a gente conseguiu hidrolizar ela então como a gente não fez é só um experimento só pra gente analisar se acontece mesmo ou não a intensidade da cor Como eu disse não vai ficar igual essa né Depende de
várias aspectos Então deixa eu só pegar aqui [Música] bom agora aqui a gente tem os dois tubos Tá vou pegar ele só com o papelzinho aqui porque ele tá quente então ó no meu no tubo da minha direita aqui a gente tem a sacarose antes de ser quebrada ou seja é só sacarose e o reagente e colocados na fervura por 5 minutos não houve reação por sacarose não é redutor só que eu disse sacarose é formado por glicose redutor e frutose redutor então quando a gente adicionou o ácido a gente quebrou a sacarose e liberou
esses açúcares que são redutores e o resultado é que agora sim ele reage então olhem aqui eu tenho aqui a sacarose na forma de dissacarídeo e aqui a sacarose após ser hidrolizada quebrada e consequentemente os monossacarídeos que são redutores então sacarose não é redutor glicose e frutose que formam a sacarose são redutores como aqui eu quebrei a molécula liberei esses açúcares interessante né