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Aqui no canal Relatos do Além, eu sou apenas o interlocutor das histórias enviadas para nós, mas vocês decidem se acreditam nelas ou não. Clique em curtir e compartilhem suas redes sociais. Relá, o vigia noturno era o lobisomem de Caeté, no interior de Minas Gerais.
[Música] Olá, anfitrião. Me chamo Anderson, moro em Belo Horizonte, tenho 28 anos e o que vou contar aconteceu comigo em 2015, quando eu tinha 18. Quero contar uma situação assustadora que passei durante um período que fiquei hospedado na casa do meu tio na cidade de Caeté.
Aquela noite foi marcante demais, não só por ter visto o que eu vi, mas por saber que aquela coisa pode ser alguém da minha família. Enfim, sem mais enrolações, vamos ao relato. Na época, eu morava na casa da minha avó, junto com a minha irmã mais velha.
Os meus pais sumiram no mundo, então fomos criados pela minha querida avó. A minha irmã estava com 22 anos e estava trabalhando e eu ainda não tinha conseguido emprego. Então ela me pressionava muito.
Dizia que eu não queria nada com nada e que não ajudava nas despesas. Ela ficou no meu pé durante muito tempo e isso foi gerando muitas brigas dentro de casa. A convivência ficou insuportável e o clima cada vez piora.
Eu já estava no meu limite e não queria mais brigar e deixar a minha avó nervosa. Então resolvi conversar com ela e disse que era melhor eu me afastar por um tempo até as coisas se acalmarem. A minha avó sugeriu que eu fosse passar um tempo na casa do meu tio, irmão da minha mãe, que moravam em um bairro afastado da cidade de Caeté.
Eu não tive tanto contato com ele, anfitrião, mas era o pouco que restou da família. Então, a minha avó ligou para ele e explicou a situação. Ele aceitou me receber por um tempo em sua casa.
Então, no dia seguinte, arrumei minhas coisas. Me despedi da minha avó e fui para lá. [Música] O meu tio trabalhava como vigilante noturno, desses que passa de moto nas ruas durante a madrugada.
A casa dele era pequena, mas tinha dois quartos. Então eu arrumei minhas coisas em um dos quartos e fui tentando me adaptar. A casa tinha um quintal grande nos fundos, mas estava mal cuidado, com muito mato alto, que ia até o muro em alguns metros para trás do terreno.
Os primeiros dias foram bem tranquilos na casa do meu tio. Eu fui conhecendo melhor ele e fomos ficando bem amigos. Ele era uma pessoa bem brincalhona, sempre com uma piada na ponta da língua.
Mas quando se tratava de falar da vida pessoal, ele era mais reservado, especialmente quando eu perguntava sobre o seu trabalho. Ele desconversava e puxava outros assuntos. Ele saía para trabalhar por volta das 9 da noite e voltava apenas de manhã cedo, perto de amanhecer.
Eu ficava sozinho na casa durante a noite, mas até que eu gostava. Eu me acostumei rápido com o sossego da região. À noite tinha pouco movimento na rua, então parecia que eu estava em um sítio de tão sossegado.
Eu fitrião. O meu tio tinha um gato que se apegou comigo e já nas primeiras noites passou a dormir no quarto. Eu gostava, pois não me sentia tão sozinho dentro de casa.
Então, passado um tempo, chegou perto de um final de semana. Era uma sexta-feira e o meu tio estava mais quieto do que o normal. Ele não conversou muito e parecia apressado para sair para trabalhar.
Eu até pensei que seria seu dia de folga, mas ele disse que teria que cobrir um colega que ficou doente naquele dia. Eu fiquei em casa mais uma noite sozinho e tudo parecia normal. Até que eu reparei que o gato do meu tio começou a agir de forma estranha.
Ele ficava parado, olhando para a janela. como se estivesse vendo alguma coisa. Fazia um miado longo e os seus pelos estavam arrepiados e o corpo tenso.
Outras vezes, ele se escondia debaixo da cama e não saía por nada. Na hora eu nem dei tanta bola, pois esses bichos às vezes agem de forma estranha. Mas naquela noite aquilo foi mais do que isso, afitrião.
Era como se ele soubesse o que estava por vir. Já passava da meia-noite e eu estava vendo um filme na sala quando o gato veio correndo do quarto e pulou em cima de mim. Eu tomei um susto na hora.
Eu segurei o coitado que parecia apavorado. Eu baixei o volume da TV e comecei a ouvir uns barulhos estranhos do lado de fora da casa. Naquele momento eu fiquei tenso, pois pensei que poderia ser um ladrão tentando entrar na casa.
O gato começou a se debater e eu soltei ele no chão, que correu de volta para o quarto. Eu fui andando pelo corredor atento aos sons. Parecia que tinha alguma coisa andando pela lateral do quintal, seguindo para os fundos.
O quarto onde eu estava ficava justamente nos fundos da casa e a janela dava para o quintal. Eu cheguei na porta do quarto e abri uma fresta. E a persiana da janela estava aberta, mas a luz estava apagada, então só havia a luz fraca vindo da janela.
Então, um pouco antes que eu pudesse abrir a porta e entrar no quarto, eu vi de relance aquela coisa passando em frente à janela. Era uma sombra muito grande e escura. Na hora eu parei e me escondi lado da porta, tentando olhar pela fresta.
Eu percebi que era uma sombra grande e estava em pé. Parecia uma pessoa que passou correndo em frente à janela. O gato voltou na porta e começou a miar alto.
Parecia arrepiado e nervoso, como se quisesse me avisar de alguma coisa. Em seguida, correu pelo corredor, indo em direção à cozinha. Eu chamei por ele baixinho para não fazer muito barulho, mas o bicho nem deu atenção.
Eu mantive as luzes apagadas e fiquei tentando ouvir o som em volta da casa. Ofitrião. Os passos eram lentos, mas firmes.
Eu já tinha certeza que era uma pessoa que estava tentando achar uma forma de entrar na casa. Eu fui devagar até a cozinha e o gato estava debaixo da mesa. Eu só vi pelos olhos brilhando no escuro.
Eu peguei uma faca na gaveta e quando estava para voltar para a sala, eu vi aquela sombra passando rapidamente pela janela da cozinha. Eu me abaixei e fiquei quieto tentando observar. O gato passou correndo de novo entre as minhas pernas.
Mas eu não consegui ver para onde ele correu daquela vez. Eu fui devagar, de volta para o quarto, abri um pouco mais a porta e vi que estava tudo calmo. Os sons dos passos pararam, mas ainda estava muito tenso por toda aquela situação.
Então eu entrei no quarto e fui andando até a janela para dar uma olhada no quintal. E foi aí que eu vi aquela sombra grande se esgueirando no meio do mato nos fundos. Naquele momento, só deu para ver uma forma escura andando meio curvada, como se quisesse se esconder no meio do mato fechado.
Eu me abaixei na hora e fiquei olhando pelo canto da janela. Eu já estava tremendo. Mal conseguia segurar a faca.
Eu já sabia que não era uma pessoa que estava andando ali, pois aquela coisa era muito grande e se movia de forma estranha, como se estivesse mancando e se apoiando com os braços no chão para se equilibrar. Então eu perdi aquela criatura de vista segundos depois. Ela foi para a lateral.
Aí eu senti aquele cheiro de cachorro molhado, mas era muito forte e tinha algo a mais, um odor como se fosse carne em decomposição. É difícil de explicar. Então eu me afastei da janela e fui para a porta do quarto, quando eu vi a sombra se erguendo devagar atrás de mim.
Quando eu virei, eu vi aquilo anfitrião. Lá estava aquela silhueta levemente curvada. O rosto não estava totalmente visível, mas deu para ver um pouco das feições distorcidas.
Mas os olhos, sim, deu para ver claramente, até por conta do brilho amarelado intenso, parecendo até como o gato do meu tio. Minhas pernas amoleceram e eu caí sentado perto da porta. Eu estava tremendo ao ver aquela coisa me olhando fixamente do lado de fora.
A fera mexia a cabeça e levantava bufando com uma respiração pesada. Ela virava o rosto e depois fixava novamente o olhar em minha direção. E mesmo eu estando no escuro, sabia que aquilo estava me vendo.
A criatura tinha as orelhas longas, pontudas e levemente caídas. Eu vi por um momento os dentes saltando para fora, como se a fera não conseguisse fechar direito a boca. E ela parecia estar sempre ofegante, respirando forte, fazendo aquele ruído grotesco.
Foi então que a fera aproximou o rosto e encostou o focinho no vidro. Eu achei que aquilo iria bater e entrar a qualquer momento. Eu tentei reagir e me levantar para correr em direção à sala, mas assim que me levantei, olhei novamente e a criatura saiu da janela e foi correndo pela lateral da casa.
Ainda pude ouvir os passos pesados se afastando aos poucos. Eu fiquei paralisado por mais um tempo, prestando atenção aos barulhos em volta, mas logo em seguida tudo ficou tranquilo novamente. Eu olhei no corredor e o gato do meu tio apareceu miando e veio até a minha perna.
Ele parecia mais calmo. Só aí que eu fui me acalmando também. [Música] Anfitrião, por um momento eu quase que aquilo era um pesadelo.
Até dei uns tapas no meu rosto para ter certeza que não estava dormindo, pois o choque que eu tive foi completamente surreal. Fui até a cozinha, larguei a faca e bebi água. Acendi as luzes da casa e fechei todas as janelas e verifiquei as portas.
Resolvi dormir na sala, ou pelo menos tentar, pois acabei ficando sentado lá, enrolado em um edredom, com a faca na mesinha do lado do sofá. Fiquei quieto e atento ao redor o resto da madrugada. Lá pelas 6 da manhã, eu estava quase pegando no sono no sofá, quando eu vi a porta abrindo e o meu tio entrando rapidamente.
Eu acho que ele nem me viu, passou e foi direto para o quarto e trancou a porta. Eu levantei e fui até lá e vi que ele entrou no banheiro e ligou o chuveiro. Como eu estava exausto, aproveitei e fui para o meu quarto tentar dormir um pouco.
Mais tarde, levantei por volta das 10 e fui até a cozinha e meu tio estava tomando café. Eu perguntei se ele tinha dormido um pouco e ele disse que ainda não. Só depois iria tentar descansar.
Eu me sentei e resolvi contar tudo o que aconteceu. Ofitrião. Ele acreditou e disse que já tinha visto coisas estranhas nas redondezas enquanto fazia suas rondas.
Já tinha os boatos de um bicho rondando casas, atacando cachorros e outros animais. Alguns falavam que isso era coisa de lobisomem. Rolava um boato que tinha um mendigo que morava em uma casa abandonada no bairro.
Ele sempre aparecia sujo de terra e com cheiro forte. Algumas pessoas diziam que ele que virava o lobisomem, mas ninguém realmente sabia de nada. Era apenas rumores e falação.
Então, depois que ele contou isso, rapidamente mudou de assunto, falou para irmos até o mercado mais tarde e comprar umas coisas para fazer um churrasco no final de semana. Na hora eu até estranhei, pois eu contei algo tão absurdo e ele já estava lá mudando de assunto como se não fosse nada. Eu passei o dia pensativo, desconfiado e muito tenso.
Comecei a pensar sobre a noite anterior, o jeito que o meu tio estava quieto, saindo para trabalhar em plena noite de folga, com a desculpa de cobrir um colega. E depois o jeito que ele voltou, apressado, correndo para o quarto, se trancando e indo tomar banho. Aquilo me perturbou muito.
Comecei a pensar o pior, que na verdade o meu tio é que se transformava naquela coisa. Passei mais uns dias e nada aconteceu por lá, mas eu não conseguia tirar aquilo da cabeça. Então resolvi ligar para minha avó e disse que iria voltar para casa.
Arrumei minhas coisas e avisei meu tio que estava voltando para casa e me despedi. Ele não pareceu muito surpreso. Falou que era sempre bem-vindo e me levou de volta para a casa da minha avó.
Olha, depois dessa situação, eu fiquei um tempo sem conseguir sair à noite. Tive muitos pesadelos e mal consegui encarar meu tio quando ele aparecia na casa da minha avó. Acho que ele percebeu e evitava muita conversa.
Eu não sei se ele realmente era aquela criatura, mas a forma como ele agiu foi muito suspeita. E tem mais. Fiquei me perguntando motivo para que a fera não tenha tentado entrar na casa para me atacar.
Isso me fez ter ainda mais certeza que a criatura me reconheceu por ser justamente o meu tio. Provavelmente ele voltou para casa antes de voltar à forma humana e se esqueceu que eu estava lá. Eu não sei.
Isso é apenas uma coisa que me veio à cabeça, mas cada vez que penso nisso, me dá mais certeza que o meu tio é um lobisomem. Bom, anfitrião, esse é o meu relato. Passado 10 anos desse fato assustador, eu perdi contato com meu tio.
Já fazem alguns anos que eu não sei dele. A minha avó faleceu em 2023 e eu me mudei para Belo Horizonte. Atualmente as coisas já voltaram normal, mas eu nunca consegui esquecer o que eu vi e sei que jamais irei.
Pois quando se vê um lobisomem é para sempre. Não tem como tirar da memória. Para mim não há dúvidas que o que cercou a casa do meu tio era sim um lobisomem e provavelmente ele mesmo era criatura.
Eu não sei dizer se é por maldição ou pactuado, mas eu tenho quase certeza que era ele. [Música] Enfim, finalizando mais um relato da fera, temos a história do Anderson, que descobriu um segredo sinistro dentro da própria família. Pois por tudo que ele contou, acho bem possível que realmente o seu tio seja a criatura, até por ela apenas ficar rodeando a casa e observando pelo lado de fora.
Pois se a fera quisesse realmente entrar e atacar o Anderson, com certeza conseguiria. O seu tio provavelmente o reconheceu antes de acabar fazendo algo pior. É mais uma prova que esses seres não perdem totalmente a consciência quando estão transformados.
[Música] Mas essa é apenas a minha opinião sobre esse relato. E vocês, o que acharam da história do Anderson? Acreditam em tudo que foi contado?
Será que era mesmo o seu tio que se transformava na fera? Uma coisa eu sei, tudo que o Anderson passou naquela madrugada foi totalmente além da imaginação. [Música] Você gosta das histórias de lobis homens contadas pelo canal?
Então considere levar para casa o livro dos relatos da fera. O livro está à venda nas melhores lojas online. Link na descrição e no comentário fixado.
Que que vocês acham? Vocês acreditam nessa história? Eu quero saber a opinião de vocês.
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Nos vemos no próximo vídeo. Um grande abraço. Até mais.
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