o Olá Sejam todos bem vindos Eu sou Professor Wesley Barbosa e no vídeo de hoje eu vou falar sobre este livro aqui torturado de tomar virar Júnior este vídeo que venha pedido de alguns inscritos em especial Mônica e Ana Cris e já manifestaram seu interesse de vê-lo aqui algumas vezes Inclusive eu agradeço pela eu já tinha intenção de ler o livro já encontrado algum tempo mas não pretendia fazer essa leitura agora e eu pedido delas acabou adiantando a leitura que que valeu a pena né foi uma leitura bem interessante e é sobre isso que vamos
falar no vídeo de hoje e como eu sempre faço eu vou deixar aqui na descrição do vídeo o meu link de afiliado da Amazon para que você que tem interesse em adquirir a obra que vá lá dá uma olhada no preço Veja se o livro se interessa E se for o caso adquira através do meu link porque assim você vai estar ajudando o quê e incentivando um produtor de conteúdo sobre conhecimento aqui no YouTube Então a gente vai estar bem bacana já Convido você a curtir comentar se você for compartilhar o vídeo para que outras
pessoas tenham acesso e claro se você não é inscrito ainda no canal e seus conteúdos aqui trabalhados te interessa não inscreva-se e Ative o Sininho das notificações para que você seja informado dos futuros vídeos Então bora lá [Música] então temos aqui tô parado que é um livro aí bastante badalado muito aclamado nos meios culturais entre os progressistas eh e enfim um livro que venceu alguns prémios prémio Leya queima Serranos prêmio Jabuti e que por isso mesmo por todos esses fatores foi me dando o interesse de conhecer a obra né Sempre que acontece isso um livro
chama muita atenção seja sendo criticar do aclamado eu tenho interesse em conhecer claro né e o e também que me chama atenção é que é um livro que causa polêmica né Toda vez que eu vejo alguém comentar sobre o livro é sempre aparecem as críticas também tá eu faço parte de alguns grupos de literatura no Facebook tá não tenho tempo de estar sempre por lá mas às vezes eu vejo uma outra postagem e sempre que alguém posta alguma coisa deixa eu livro aparece alguém para dizer que não não tem interesse de ler e o pior
né aquelas pessoas que dizem a nem nem quero ler não quero nem chegar perto nem ouvir falar e essa postura a gente conhece muito bem né então estourado sofre por parte de alguns grupos ou algum grupos inclusive conservadores é aquilo que muitas obras do espectro conservador também sofrem por parte dos progressistas né que aquele preconceito antes da leitura a que a história de você ouvir falar mal da obra e você sair falando mal em terceira mão né e isso é péssimo né Tanto para quem tá falando quanto para obra e sim e claro o livro
Ele bebe de pautas progressistas ele ele utiliza essas pautas para construção da narrativa e foi bem aceito dentro do espectro nele ele é uma obra muito indicada muito comentada muito incentivada muito propagada por ativistas culturais por grupos progressistas e por isso mesmo eu já vi algumas pessoas dizerem que o livro ele é uma obra engajada e eu não gosto de fazer esse tipo de colocação que a gente que tem contato com a teoria literária a gente sabe que esse termo ele ganhou uma carga pejorativa literatura engajada é utilizado para se referir aquela obra que é
um panfleto mais um panfleto sem o lado estético ou seja uma ó o engajado com determinado o ideal com determinada ideologia e etc mas que não tem um trabalho estético não é uma obra é bela não a obra de literatura no sentido original e Na minha opinião não é isso que acontece aqui tá eu acho muito importante a existência de uma obra deste tipo porque é uma obra que vem para representar um determinado grupo Vem para trazer seus anseios sua história aquela história da dança estabilidade né que é muito valorizado atualmente desde que a obra
se pretenda realmente literário porque se for para ser só histórica ou sociológica tem obras específicas né mais uma obra que se pretenda literária ela pode muito bem utilizar-se desses objetivos desde que não se esqueça do lado literário e isso que nós vamos Aqui Nós não vemos uma militância pega uma militância fosse só nós ao contrário um autor que constrói personagens que tem uma história que por isso repercutem em determinados grupos mais uma história muito bem construída muito bem desenvolvida eu acho bacana que existe essa preocupação em estabelecer uma literatura afrodescendente na literatura quilombola porque afinal
de contas nós vemos aí um grupo sendo representado em um país tão plural quanto o nosso não dá para pensar em um determinado grupo que não tenha a sua representatividade instituída e muito menos aceita torturado ele vai contar a história de duas irmãs Bibiano em Belo Horizonte na verdade essas duas irmãs é são as protagonistas da história e nós conhecemos a história em grande parte a partir do seu ponto de vista porém a dá para dizer que o livro extrapola muito mais a vida dessas personagens e chega mesmo a contar a história de uma comunidade
de Trabalhadores de uma determinada e nós vemos como essa Fazenda vai evoluindo só que pode-se dizer que é um romance de Formação né porque nós vemos aí o desenrolar de duas vidas ao longo do texto e eu diria que é também um romance de formação da própria fazenda né de como que essa Fazenda foi se transformando e eu diria pelo que a gente vê o nome do livro Até evoluindo durante a narrativa é um livro que me chamou muito a atenção pela forma como as personagens são construídas para nós vemos aqui um autor homem construindo
duas personagens femininas eu livro ele se reveses aqui com exceção da terceira parte mas ele tem aí um revezamento de narradora né é a primeira e a segunda parte são narradas por diferentes personagens bibiane belonizio Onde é que estão aqui na capa representadas E essas duas personagens narram se a pessoa não nos dá a impressão nos dão a impressão de que é uma são personagens ali construídas por uma consciência masculina muito pelo contrário a gente entende mesmo como se fossem duas mulheres narrando e contando suas histórias suas trajetórias O livro é dividido em três partes
a primeira parte é intitulado o fio de corte e amarrada a partir do ponto de vista de Bibiana uma das irmãs a segunda parte é intitulada porto arado e é narrada a partir do ponto de vista de Belô nízia e a terceira parte Rio de Sangue ela narrada por uma entidade Sagrada é presente na cultura local a partir de uma religião é chamada Jari que só existe nessa parte do Brasil e daqui a pouco a gente fala um pouco mais é que é chamada de Encantado são chamados de encantado que tão vai ter toda uma
questão religiosa aí pro a mente esta entidade Sagrada que vai assumir a narrativa que a parte que eu menos gosto tá é a parte que eu acho desnecessário ela quebra com aquele que vinha sendo feito ao longo da narrativa né uma narrativa aí feita pelas protagonistas humanas e a entidade chega para narrar as vezes chega a fazer uma narrativa em terceira pessoa e até com um experimento de segunda pessoa então é uma parte assim como a parte que vem para explicar muita coisa mas necessidade que o autor viu de fazer explicações sobre determinados acontecimentos então
assim foi a parte que eu mais gostei Uma opinião pessoal tá minha impressão com esta parte que ela poderia não estar aí poderíamos fato ser continuar sendo narrado ou por Bibiana ou por belanizia e a coisa se desenvolver em outra forma nas duas partes narradas pelas protagonistas nós vamos uma certa coerência de narração nós vamos uma narrativa que prende a atenção do leitor e faz o leitor ganha uma certa identificação com os personagens tanto com as duas protagonistas e elas foram lendo força ao longo da narrativa Claro ao a medida em que foram crescendo se
tornando adultas e a forma como elas se descrevem e também algo interessante a forma como elas descrevem os outros personagens nos faz é ter uma identificação até mesmo com os outros como por exemplo com pai o pai delas que é Zeca chapéu grande é um curador né Ou seja é uma espécie de líder religioso naquela comunidade é ele é descrito de uma forma tão forte ao mesmo tempo gerando admiração das filhas mostrando ser tão respeitoso com todos um bom pai um líder muito ético que era respeitado inclusive pelos donos da fazenda em que eles viviam
tudo isso fez com que eu me é muito com personagem e que sentisse sua a sua morte eu tenho que dar aqui algum spoiler Mas isso não é tão fundamental assim para os capítulos finais tá gente sair acontece mais ou menos na metade então não tô contando o fim da obra não é e a morte dele cria não apenas aquele peso para as personagens mas acaba criando por leitor também e a história nos apresenta os protagonistas da seguinte forma elas estão ali querendo ver o que a sua avó guardava numa caixa numa mala numa mala
de couro velha que ela deixava embaixo da cama e ela não queria que ninguém que chegasse próximo daquilo ali e no certo dia ela dá uma bobeira sai para o quintal lá tem essa essas coisas ao longo da narrativa você entende o porquê mas ela sai ali e as duas crianças as minas eram jovens crianças ali na época uma na faixa dos 11 e outra na faixa dos 10 e elas resolvem olhar o que ela tinha medo que ela guardava ali dentro e no meio das coisas elas descobrem uma faca uma faca muito interessante de
cabo de marfim muito bonita com a lâmina brilhante que chamava muita atenção e essa faca tem um poder nela que tem muita ver com a própria ambientação é ligada ao sagrado que nós temos aí na obra tá então essa faca meio que gera um canto nessas meninas e elas com a curiosidade típica de criança aliado ao fato da faca ter essa é sei lá outro lado aí então uma das meninas coloca a faca na boca a outra quer colocar também puxa e ela se corta quando ela se dá conta na outra irmã tá com a
língua na mão isso causa um certo estranhamento naquele início da narrativa algo que é superado depois porque nós vê nós estamos aí dentro de uma aura Mística uma aura em que é como a as coisas extrapolam o âmbito da realidade chegamos ainda uma narrativa que pode se aproximar do Realismo mágico e etc Então nesse tipo de narrativa esses acontecimentos acabam sendo justificados pela própria aura que envolve todo o texto tão mais na frente a gente acaba sabendo que a faca tem uma questão de uma certa maldição aí e tudo isso justifica o que acontece no
início da narrativa mas o fato é que belonizio a outra irmã ela perde a língua e isso faz com que ela perca a capacidade de fala pelo menos devido às condições em que elas viviam ou falta de tratamento adequado ela não consegue falar adequadamente mais ela passa a se comunicar apenas por gestos e a irmã Bibiana passas o dela tudo que ela quer ela gesticula e Bibiana transmitir aos demais a partir desse desse dessa cena inicial deixa esses capítulos iniciais nós somos aos poucos apresentados aquela realidade então uma família que vive numa fazenda mas a
fazenda não lhes pertence eles trabalham naquela fazenda mas eles não recebem nada por isso eles têm ali unicamente eu não diria o direito porque eu não lhe vi foi dado formalmente direito nenhum Por parte dos donos eles têm a permissão de morar ali é em troca do seu trabalho trabalho de domingo a domingo só trabalho exaustivo e nos horários vagos e você fica imaginando que horários vagos né Deve ser uma coisa meio complicada é mas nos horários vagos Elas têm direito de plantar pequenos roçados para tirar o seu sustento né então não tem e eles
vivem do seu trabalho que não é de dedicação exclusiva de trabalho para produzir para os donos da fazenda e mesmo que eles produzem na sua pequena roça não fica todo com eles eles também tem que dar um certo tributo ali daquela produção para os donos tá fazendo para o gerente está fazendo e etc e eles tem o direito de curtir uma morada mas não definitiva não de alvenaria né para não gerar direitos ali né patrimônio e tudo mais Então é só uma Morada de Barro Então você é apresentada uma situação análoga à de escravidão EA
Princípio não questionam muito isso aí né Isso vai acontecer mais na frente com as novas gerações né se envolvendo em sindicatos né tudo aquilo que vai começar a ter um questionamento que vai ter implicações muito determinantes lá para o fim do livro né ah mais a o Nelson o pai dessas meninas o Zeca chapéu grande ele ele simplesmente acha que eles têm uma graça e tem que ter uma gratidão muito grande com os donos está fazendo porque permitiram que eles vivem sem ali é e ele não acontece muita coisa em alguns momentos passa até para
situações de Humilhação mais Acaba aceitando a esposa né da salustiana conhecida como salo também então uma família muito conformada com a situação é e que apesar de todas as dificuldades ainda tem uma outra missão né além de trabalhar na fazenda e tudo mais tem uma missão espiritual porque dentro daquela comunidade existe uma religião que é própria que é usar e apresentada ao ano do livro Como reuniões para brincadeiras do Jari nós temos aí uma religião que só existe naquela é uma lei do Brasil eu andei pesquisando Claro e é ali mais ou menos da região
da Chapada Diamantina e essa essa religião ela tem ela agrega diversos elementos então atrás dela da cultura africana são visíveis né uma estrutura mais superficial do catolicismo também mas quem estuda a teologia para encontrar até questões de espiritismo aí em uma religião bem sincrética né traz muita aquela questão do sincretismo que determinadas crenças afro-brasileiras tem que representa na Bahia né enfim ou a história se passa no interior da Bahia e que acaba sendo muito interessante você conhecer loja não é para quem se abre para conhecer o diferente né para quem se dá a oportunidade de
conhecer o ser humano nas suas variadas formas para mim é sempre interessante eu eu e Embora tenha minhas convicções religiosas mas eu me interesso por conhecer outras manifestações foi muito interessante conhecer essa religião que até então não conheci e está aberta é uma coisa bem específica bem ligado aquela região e o pai dessas meninas ele ele é um líder religioso muito respeitado que tinha ler a propriedade de curar pessoas e dentro dos ele receber muita gente em casa né para fazer reza sabe fazer tratamentos Garrafadas ele é o líder dessa dessas brincadeiras deixar e eu
entendo como encontros em que ele dentro da crença ali daquele local ele acabava recebendo entidades nessas entidades que são chamadas de Encantados que ainda está nas momentos são bem próprias em outros a gente vê no eu era católico da Lei Santa isso Santa aquilo mas tem diferentes formas né e ele tem os seus Encantados ali que ele que ele tem predileção e tal enviar uma é uma uma obra que descreve muito bem tanto a a a vida cotidiana de trabalho de luta dessas pessoas quando também questões religiosas né ela vai trazer aí algumas questões né
como a luta por terra pelos direitos é uma uma denúncia a situação de escravidão pela qual passou e ainda passa muita gente do Brasil ele tem uma tentativa de afirmação e uma de uma cultura religiosa própria né de crenças trazer toda essa questão da ancestralidade que é uma pauta bem difundida também então ele justamente por essas atuações é tem gente que considera como é encaixada é mais lembrando daquele ponto de vista negativo que envolve esse termo eu prefiro dizer que é uma obra que tem suas filiações políticas suas filiações ideológicas mas que é um bom
romance é um livro que nos coloca diante de personagens femininas muito fortes personagens que ao longo da narrativa vão aprendendo a lidar com determinadas situações vão se modificando vão aprendendo a lidar com seus sentimentos né nós percebemos isso tanto por parte de Bibiana quanto por parte de Belô nízia personagens que erram guarda rancor mas que acabam aprendendo o perdão e acabam por vezes voltando atrás ainda está nas atitudes ideias Eu acho que o autor ele tem uma necessidade de explicar é que talvez não fosse necessária As coisas poderia caberá ao leitor procurar ou mesmo ficar
no âmbito dos silêncios da narrativa deixar muito mais para a criatividade por exemplo a terceira parte para surgir como uma necessidade de explicar algumas coisas por exemplo a faca tá tão é importante faca ao longo de toda a obra ela tem um determinado momento que some e reaparece nas mãos de belonizio vai ser Fundamental e para algumas coisas que belanize vai fazer ao longo da narrativa e como belonizio não sabe o paradeiro dessa faca durante um certo ponto da narrativa é isso vai ser explicado lá na frente pela entidade né ou seja empregado que tudo
vê ela vai acabar explicando isso aí como uma forma de dizer para o leito olha vamos agora apresentar isso aqui que não foi apresentado pela E aí para o carro não estava presente naquele momento o próprio desenrolar das últimas cenas ali eu o fato é E aí eu não vou falar que a gente porque aí seria um spoiler grande mas que causa um desenrolar muito importante ali para toda aquela comunidade ainda naquele momento decisivo do livro é que nós meio que imaginamos quem poderia ter chegado a desempenhar aquela aquela atividade quem já leu sabe muito
bem do que eu estou falando a entidade também vai se encarregar de explicar o que aconteceu e talvez se a narrativa tivesse encerrado ali no penúltimo capítulo é Com aquela cena muito bacana das irmãs ali naquele abraço talvez ali fosse o Ponto fundamental para obras encerrar né mas na verdade tem aí o último capítulo explicando as coisas para talvez se não estivessem Aline eu tenho até contribuir para uma certa aura realmente Mística da obra O autor ele tem um estudo interessante ele tem um estilo de construção de diálogos de falas e personagem que não é
aqueles tipos que tentar artificializar uma fala Popular para você Reproduzir uma fala Popular fielmente você tem que conhecer muito daquele dialeto para não parecer que é um intelectual fingindo ser popular como alguns autores fazem E aí vai colocar a pessoa humilde e falando os e enfim coisas do tipo né ele coloca a sua obra toda com linguagem informal né é eu não vejo isso como negativo muito pelo contrário Ariano Suassuna até uma frase muito interessante uma entrevista que ele dá que ele disse que cata a alma do sertanejo não fala ele disse que muitas vezes
colocaram sertanejo falando errado e colocar alguém o dentro da mesma narrativa falando certo seria uma forma de preconceito né porque quem fala totalmente certo então é melhor que a obra seja uma obra construída com uma alma regional com uma alma alma Popular mas que a linguagem seja a linguagem do autor e é uma linguagem culta não não consegue uma linguagem difícil se por vezes você vai ter que consultar o dicionário para entender determinados textos isso aí é uma obrigação de todo leitor o dicionário é companheiro de todo leitor tá ele tem alguns trechos que são
bem longos né algumas orações que ocupam o várias linhas é toda de orações subordinadas né vírgula, vir e o ponto não chega eu não vou eu separei aqui alguns trechos mas eu não vou fazer a leitura para o vídeo não ficar muito longo já sei que ele vai ficar aí um pouco longo mas quem ler o livro vai perceber isso aí a fazer uma questão de estilo Mas eu achei bacana a forma como ele desenvolve as suas sentenças eu não acho que seja algo rebuscado algo difícil muito pelo contrário não lembro que fui na leitura
uma leitura muito bacana um livro que constrói muito bem a narrativa demonstra conhecimento de técnica é um livro de um autor que conhece muito bem a medida certa é de literatura a se colocar uma obra a medida certa de atuação política a medida certa de engajamento em determinadas questões sociais e ideológicas e por isso mesmo sua obra não deixa de ser literatura não deixa de agradar enquanto ela é muito estético que é isso que nós procuramos numa obra como esta era claro que muitos autores não tem essa noção e é o que eu sempre digo
né questões políticas são muito interessantes questões históricas são muito interessantes Mas se for para ver só isso a gente vai a história de política um livro de sociologia Quando nós vamos para uma obra literária nós queremos beleza nós queremos nos emocionar nós queremos nos encantar nós queremos um personagem para nós nos identificarmos com ele para nós torcemos por ele ao longo da narrativa e é isso que acontece aqui tá nós passamos a viver esta evolução que Bibiana e belonizio vão sofrendo ao longo da obra esse amadurecimento este engajamento cada uma a seu modo Bibiana de
uma forma mais intelectualizada ela e o seu marido né ele com uma atuação ali é sindical que fala muito bem para os seus pares nos discursos que faz ela como professora pessoa que Lia que estudava beloniza jamais ligada à Terra A Fazenda os animais as plantas que se identificou muito com esse trabalho ela usava esse é uma uma forma de fugir de determinados pontos é complicado de determinados momentos complicados de sua vida isso reflete personagens muito bem criadas personagens que passaram por um amadurecimento ali não é uma obra que parece ter sido feita por acaso
em dois ou três dias mais simples que foi gestado durante um tempo essas personagens devem ter convivido aí na mente do autor por algum tempo e por isso mesmo nós temos aí o livro que é bom tá que é interessante que merece ser conhecido por outros grupos que até o momento é rejeitaram um pouco a obra eu sempre digo isso aqui né se você quer se sentir conhecendo um pouco sobre o ser humano sobre enfim a nossa natureza de um modo geral você tem que ler de tudo né conhecer de tudo se você só conhece
um lado da questão você não conhece nada e fica aí a dica para a por parado de Itamar Vieira Júnior livro que vale muito a pena ser conhecido é isso eu convido vocês a se engajarem no vídeo deixando seu comentário sempre muito respeitoso ainda que você não tenha gostado da obra de preferência falar da obra Só se você leu né E claro se você não gostou você tem todo direito de Não Gostar é para isso também que que serve a literatura para gerar identificação ou não Ninguém é obrigado né porque a obra ganhou a prêmios
e mais prêmios que você tem que gostar mais claro se você leu e não gostou e quiser comentar o porquê desde que seja de forma respeitosa fica aí o convite né é muito importante conhecer opiniões divergentes e se você gostou também deixe seu comentário a participação de vocês é muito importante aqui no canal agradeço muito a audiência e até o próximo vídeo E aí [Música]