e pensando bem que combinação boa é café com teologia na verdade e a poucos dias atrás eu dei início a uma série de tópicos relacionados a teologia contemporânea principalmente a movimentos teológicos surgidos ou que ganharam força a partir do século 20 E hoje nós vamos falar sobre a teologia da libertação Se você realmente quer estudar Você vai assistir esse vídeo até o final agora se você é uma pessoa que se conforma com os limites que a sua denominação lin põe se você é uma pessoa que aceita o preconceito que talvez o seu pastor fale sobre
a teologia da libertação e nem sequer se dá ao trabalho de investigar de ler alguma coisa a respeito aí Provavelmente você não vai gostar desse vídeo e a o nosso canal também não é para aqueles que gostam de viver no cercadinho teológico e nem para aqueles que se conformam em viver numa bolha Zinha eclesiástica e se não é a nossa proposta nossa proposta é de levar conhecimento a todos e todas que queiram de fato conhecer a e hoje eu quero mostrar para você teologia da libertação O que é a teologia da libertação é claro que
é um tema muito profundo para gente dar conta num vídeo Mas vamos falar de um modo conciso sobre esse importante movimento teológico e um movimento tipicamente latino-americano porque você sabe que a teologia Depende muito da Europa e durante séculos e séculos foi criado uma tradição eurocêntrica como se a Europa fosse o centro e todas as outras partes do mundo de ver se beber dessa água se quiser e para sua sede e não é assim porque a Europa produziu grandes coisas sem dúvida mas a América Latina Ásia África também tem sua voz também tem a sua
vez e também tem muito o que nos ensinar e é importante a gente conhecer o contexto no qual a teologia da libertação se desenvolveu ela é uma expressão teológica latino-americana ela tem as suas origens ligadas ao terceiro mundo que era um termo muito usado para os países e as regiões subdesenvolvidas na época da guerra fria porque ela vem logo na sequência do Concílio Vaticano segundo na década de 60 que é o ápice da Guerra Fria mas as origens da teologia da libertação remontam ao período da dominação do Brasil da América Latina pelos portugueses e pelos
espanhóis ter o geniosos que se destacam você costumar sempre imaginar né que a evangelização na América Latina e no Brasil foi sempre violenta mas tem exceções a essa regra viu nem sempre foi assim por exemplo religioso Antônio de montesinos foi um daqueles que lutaram contra a exploração que os espanhóis faziam nas terras indígenas e também o religioso Bartolomeu de Las Casas e também se opôs e lutou em favor dos indígenas que estavam sendo espermina dados na invasão europeia aqui na América Latina é a teologia da libertação é um fenômeno teológico mas principalmente eclesiológico é uma
teologia prática é uma teologia que se pretende refletir o dia a dia e refletir as relações que causam a oração EA dominação dos menos favorecidos não é verdade a crítica de que a teologia da libertação Romantizar a pobreza muito pelo contrário quem Romantizar a pobreza são as elites inclusive eclesiásticas quem Romantizar a pobreza são os setores mais conservadores que demonizam a teologia da libertação e na verdade essa romantização da pobreza ela atende a um projeto político EA um projeto de exploração para que o pobre continue pobre e para que o pobre não tenha condição de
se ver pobre e é cruel como setores do cristianismo justificaram a pobreza dizendo que ela era vontade de Deus para aquela pessoa não a pobreza ela não é vontade de Deus assim como a riqueza o acúmulo assim como a riqueza desenfreada e quem não é um propósito de Deus para ninguém não acredite na teologia da prosperidade aliás esse seria um bom tópico se você se interessa escreva aqui nos comentários Teologia da Prosperidade que eu faço uma aula como essa falando sobre esse tema Na verdade o propósito de Deus é o propósito da Justiça bem-aventurados Os
que tem fome e sede de justiça porque por causa da Injustiça muitos padecem fome e seja literalmente o texto vai de Coríntios os que estão fracos doentes não poucos os que dormem é porque não tem o que comer embora seu pastor espiritualize essa essa essa passagem mas ela não é espiritualizada dessa maneira é falta de comida mesmo que está acontecendo ali um dia o quanto esse contexto para você né mas a pobreza deve ser denunciada e de e com seriedade porque a pobreza é fruto de exploração é fruto de desigualdade e essa a principal bandeira
da teologia da libertação a teologia da libertação lá não é formada apenas por católicos Ela é formada por protestante também como Rubem Alves Como Milton schwantes dois gigantes da teologia protestante brasileira que eram teólogos da libertação é esse movimento ele surge logo depois do Vaticano segundo porque esse Concílio deu voz às igrejas periféricas como por exemplo a América Latina é e a uma fase de preparação a gente pode falar da teologia da libertação em três fases a primeira fase é a fase de preparação que vai de 1962 no início do Concílio Vaticano segundo até 1968
em 68 tem uma O que é chave para preparação da teologia da libertação nessa data aconteceu a reunião do celam que é a Conferência Episcopal latino-americana que em 1968 se deu em Medellín na Colômbia e essa reunião ela é tão representativa porque ela é a primeira reunião do celam depois do Vaticano segundo igreja faz a histórica decisão da Opção preferencial pelos pobres a igreja se propõe a estar do lado dos pobres e não das estruturas de poder depois disso tem a fase de formulação entre 1968 e 1975 e nessa fase se destacam duas grandes obras
a teologia da libertação de 1971 do peruano Gustavo Gutierrez EA teologia da libertação e pelo jeito cativeiro de Leonardo Boff teólogo brasileiro de 1975 e depois nós temos a fase de sistematização em que esse conteúdo a leitura bíblica vai ser sistematizada e ela acontece a partir de 1976 E aí tem as outras reuniões do celam em 1979 em Puebla no México onde a igreja assumir a necessidade de se converter como uma igreja dos Pobres uma igreja para os pobres e essa decisão é feita em Puebla em 1979 que é também uma proposta de libertação integral
do ser humano certamente você ouve falar na sua igreja da libertação espiritual da libertação da Alma Mas essa não é a libertação que Jesus propõe essa é uma libertação do e o que Jesus propõe a teologia deveria propor também é a libertação integral porque nós somos seres integrais nós temos parte psicológica nós temos áreas espirituais nós temos áreas físicas humanas e quando os discípulos falaram para Jesus despedir a multidão porque elas tinham fome Jesus disse dai-lhes vós de comer então é espiritualidade da pão para quem tem fome Como diria o Gutierre é espiritualidade cuidar dos
menos favorecidos é espiritualidade cuidado aqueles que são explorados e denunciar essa relação de exploração e infelizmente grande parte das igrejas evangélicas no Brasil apoio um regime de exploração apoiam um projeto político de poder que é explorador e que não Visa a classe trabalhadora que não Visa e favorecidos e isso deve ser denunciado Por que o nome teologia da libertação surge pela percepção de que o continente o subcontinente latino-americano não precisava de progresso e que Progresso na verdade era Uma ladainha mas precisava se libertar do sistema que gerou a sua opressão EA sua exploração e quando
nós fazemos pouco caso dessa questão da exploração da Injustiça social quando nós disponibilizamos Jesus nós temos um segmento capenga e um segmento que não tem a ver com o que foi proposto pelos profetas que foi proposto por Jesus e foi proposto pela Igreja Primitiva por exemplo a denúncia do Pecado em Isaías é o pecado da Injustiça social Jesus em todo tempo se opôs a gerações de e do Império da religião do seu tempo e Jesus sempre esteve ao lado do pobre daquele que era explorado e sempre humanizou essas pessoas que o nome sequer eram citados
naquela cultura e naquela tradição Jesus tem problema com os religiosos não as prostitutas não com os publicanos não com as pessoas menos favorecidas mas o problema de Jesus é com os poderosos principalmente os poderosos da religiosidade é Jesus nos chama para o engajamento e Thiago nos diz que a religião aceita diante de Deus é cuidar do órfão da viúva em suas necessidade é claro que Jesus ele não era um líder político é claro que Jesus não fundou um partido político é claro que os partidos políticos devem ser refletidos devem ser denunciados devem ser apoiados quando
é mas é claro também que Jesus teve essa preocupação e não há como não fazermos uma leitura que leve em consideração as questões políticas e sociais da época de Jesus e que devem ser levadas em consideração na nossa época a teologia da libertação tem relações com outras tecnologias periféricas como a teologia Negra como a teologia da mulher como a teologia feminista como a teologia do terceiro mundo de modo em geral a teologia da libertação ela se opôs às muitas ditaduras que haviam na América Latina nos anos 60 70 como por exemplo na Nicarágua na Argentina
no Chile e no Brasil dentre eles um grande nome de Dom Helder Câmara que foi um grande lutador da teologia da libertação um grande lutador contra D o militar o renda que teve no Brasil entre as décadas de 60 e 80 é e o Dom Hélder Câmara e nos deixa frases e um testemunho tão inspirador quando ele diz por exemplo que a única guerra que se justifica é a guerra contra a fome e contra a injustiça a teologia da libertação tem uma relação entre a política a ética e o Evangelho é o evangelho sendo observado
de modo ético de modo revolucionário e de modo que venha dar humanização para os explorados e para os menos favorecidos no Brasil destaca-se Leonardo Boff destaca-se o Rubem Alves o Milton schwantes do Frei Betto e tantos outros nomes ligados a esse movimento que com toda a certeza tem muito que nos acrescentar tem muito que nos instruir e ainda que você não seja integralmente uma dep Bom dia da libertação se você estuda teologia com seriedade e tem lido o novo testamento de um modo sério e não o modo tendencioso você não pode negar que as questões
sociais que as questões políticas que as injustiças elas são uma afronta contra Deus e são uma afronta contra a criação de Deus não caia nessa conversa fiada de que a pobreza é uma vontade de Deus de que a exploração foi Deus quem quis porque não ela é fruto da desigualdade e precisa ser encarada como tal é também importante a gente é perceber o método da teologia da libertação ver julgar e agir né assim terá da situação fazer um julgamento do que está errado nessa situação e agir para que essa situação seja devidamente mudada a devidamente
transformadas e eu vou caminhando para o encerramento desse vídeo com uma frase muito importante que é o mundo é mal e por isso foi abandonado no pentecostalismo nos Ramos mais conservadores se criou uma aversão ao mundo porque ele é mal ele é considerado o mal e por isso deve ser abandonado E aí os Pentecostais que é um movimento de pessoas pobres de pessoas menos favorecidas e isso é muito legal porém ele perde uma grande oportunidade de transformar a realidade dessas pessoas porque ao invés de encarar o mundo mal ele negou o mundo mal e se
afastou dele é e na teologia da libertação o mundo é mau sim é verdade mas ele precisa ser modificado e não abandonado porque esse mundo foi criado por Deus e o sistema que o governo hoje é um governo é uma é um sistema maléfico é mas nós não devemos simplesmente fugir dele porque senão ele vai continuar cada vez mais maléfico e fazendo cada vez mais vítimas o mundo é mau mas nós fomos discípulos de Jesus somos chamados a modificá-lo somos chamados a transformar antes de você criticar a teologia da libertação procure ler alguma coisa séria
de pessoas ligadas à teologia da libertação como Gutierrez como o bofe a e também essa teologia é ligada à teologia política do Yohan Batista Maps e tem um perfil teológico aqui no canal Depois você confere lá e antes de eu encerrar esse vídeo Claro Quero pedir a sua inscrição quero pedir o seu like seu compartilhamento desse conteúdo e convidar você a se tornar membro Desse Canal ter acesso a conteúdos exclusivos e além disso fazer parte do meu grupo de estudos online grande abraço fique bem e saiba aqui Jesus nos ensinou que nós nos encontramos com
ele quando nós procuramos no menos favorecidos