Olá a todos, eu sou Júlia Baulé, estrategista chefe de investimentos do BB Private e dou início ao BB Private Talks, edição de maio. Comigo tem o Wesley Bernabé, head de análise de ações do BBI. Seja muito bem-vindo.
Obrigado pelo convite, Júlia. Prazer estar aqui novamente. Bom, essa live tem o objetivo de trabalhar um pouco toda a nossa decisão de alocação pro mês de maio, então uma revisão do que foi o cenário até o mês de abril e agora a avaliação do cenário prospectivo.
E para isso eu trouxe algumas lâminas pra gente embasar um pouco dos argumentos. Eu vou pedir para já colocarem na tela a primeira lâmina para falar desse cenário de bastante volatilidade que a gente observou ao longo do mês de abril. Eh, nós temos desde o ano passado eh uma sinalização de que o ano de 2025 seria um ano mais volátil e que as a geopolítica iria continuar remodelando aí as relações entre países, as relações financeiras e econômicas.
Então, eh, dois, eu trouxe dois dados diferentes aqui que só reforçam essa nossa visão de um ano ainda de volatilidade. O primeiro gráfico é o índice de risco geopolítico, que avalia exatamente esse cenário de guerra, eh, de terrorismo, eh, palavraschaves relacionadas ao temas ao tema de geopolítica. E a gente nota que eh esse indicador, quando a gente compara aí uma um horizonte de 20 anos, ele girava algo em torno de uma média de 90 pontos pós pandemia, também por conta aí de guerras de Rússia e Ucrânia, guerras em Israel e Palestina.
Esse essa média desse indicador, ela sobe então para um novo patamar, um patamar de próxima aí de 140 pontos. E esse patamar segue elevado aí mais recentemente, esse dado atualizado, se eu não me engano, até o final de março. Quando a gente vai pro outro gráfico também na tela, que é o índice de incerteza global, esse índice ele vai avaliar também incertezas em relação à condução de política econômica, inclusive, né?
Como os bancos centrais se comportarão daqui em diante, como a economia avançará daqui em diante. E esse indicador, notem, ele está no maior patamar desde a pandemia, né? Então, é um período de bastante incerteza.
Quando a gente fala de um período de bastante incerteza, a gente precisa entender qual é a consequência disso para a economia. Então, se nós temos um ambiente muito incerto, a família, eu, Wesley, deixamos de gastar, começamos a poupar mais porque não sabemos do ambiente à frente. Se somos indústria, se somos empresas, a gente decide eh postergar os nossos planos de investimento.
Cria um bloqueio, né, Júlia? Exatamente, porque você não sabe exatamente como vai ser o ambiente à frente. Então o que acontece é que toda a reessão é precedida de um ambiente de bastante incerteza e é nesse momento e nessa discussão que o mercado se encontra hoje, né?
Então estamos num período de bastante incerteza, não necessariamente isso significa uma reessão à frente, mas o mercado precificou sim depois do dia da libertação, que eu vou falar mais à frente, uma possibilidade maior de recessão nos Estados Unidos, né? Só para terminar esse slide, eu também trouxe muito falando do mundo vua, que era o mundo volátil, incerto, que eh caracterizou o período pré-pandêmico e pós pandemia a gente já começa a falar de um mundo bunny, que é um mundo mais frágil, menos linear, de mais difícil compreensão, um mundo mais ansioso também. Muitas pessoas sofrem de ansiedade, vão entender o que eu tô falando.
Então, é um mundo eh de maior volatilidade. Isso significa pro cliente um cenário de menor oportunidade de investimento, de menor rentabilidade pro investimento? Não, mas é um um momento em que as os ativos vão variar mais, né, de forma mais intensa.
Então é importante o cliente ter essa consciência, mas momentos de volatilidade acabam sendo também momentos de oportunidade para investimento e para retorno, tá? Passando para próximo, pro próximo slide, o que eu trago para vocês é exatamente falando então do dia da libertação. Dia 2 de abril, Donald Trump anunciou aí as taxas de importação para os diferentes países do mundo e inclusive países de mais intensa relação comercial, incluindo países da Europa, México e Canadá, né?
Não, só a China aqui nesse caso. E o que aconteceu foi que as tarifas naquele momento anunciadas, a gente já falou isso aqui no último Private Talks, né, surpreenderam o mercado. Então, o nível de taxa pós anúncio do dia da libertação foi estimado aí no maior taxa de um dentro de um século e isso eh acima bastante acima aí do que era o consenso do mercado à época.
Então isso gerou um ambiente de maior incerteza e um sentimento aí de um risco maior de recessão, principalmente pros Estados Unidos nesse caso, né? E o que aconteceu depois disso? E aí eu trago esse gráfico que compara o comportamento das treasuries.
E aqui a treasurery de 10 anos, americana na linha amarela, com o DXY, que seria mais ou menos o indicador do dólar comparado com outras seis moedas fortes. Se a gente observar, eh, ao longo do tempo, existe uma alta correlação entre os dois, né? Então, quando um sobe, o outro também sobe.
Quando um desce, o outro também desce. de uma forma bem simples. E mais recentemente o que a gente viu foi uma quebra eh dessa correlação.
Se vocês observarem no final desse gráfico, a gente tem ali uma abertura dos treasuries e um fechamento do DXY, então uma fraqueza do dólar frente a um wieldo para as treasures de 10 anos. Eh, foi exatamente nesse receio eh maior de uma fragilização, talvez, da economia americana e um entendimento de uma inflação também mais alta no mundo, que fez com que de alguma forma eh o os resultados em termos de mercado financeiro fossem um resultado de uma quebra dessa correlação que acontece quando você tem um ambiente de maior aversão a risco. Você espera que o das trejeres vai descer e o dx também descer, mas os trajeries nesse caso subiram.
Eh, tem aí uma questão também associada, talvez, uma possível força vendedora chinesa no mercado de títulos americanos, mas de novo, uma expectativa também de uma maior inflação no mundo que faz com que esse IUD suba, eh, enquanto essa queda do DXY que a gente observa se dá tanto por um fortalecimento do euro, que a gente viu acontecendo, como uma pressão compradora também dos títulos europeus e uma possível expectativa de corte de juros nos Estados Unidos. associado aí um questionamento de um cenário mais frágil paraa atividade americana. Então, eh esse debate veio muito forte no sentido de eh diminuir a tese de excepcionalismo americano que a gente viu ao longo dos últimos anos.
E é isso que hoje o mercado debate com mais intensidade. Mas toda essa incerteza e esse movimento que a gente observa no gráfico tá associ associada também uma difícil posição eh do Federal Reserve nesse momento. Porque se você pensa em taxas de importação mais altas no mundo, você tem duas consequências, uma inflação mais alta, então níveis de preços mais altos e uma atividade mais enfraquecida.
Então, eh, são forças contrárias quando a gente pensa em política, eh, monetária, porque se você tem uma inflação mais alta, em tese, você tem que subir juros para controlar essa inflação, mas ao mesmo tempo você uma tem uma atividade mais fraca que exigiria aí um estímulo, talvez até monetário no sentido de corte de juros. Então, o Federal Reserve tá num momento difícil, um dilema em relação ao que vai pesar mais nesse caso, né? se vai ser mais uma enfraquecimento de atividade ou mais uma impulsão aí da dos níveis de preço.
Uma decisão bastante difícil, não sei qual é a visão do time do BBBI, mas queria te ouvir um pouco. Eu comentei no no mês passado com o Richard, Júlia, que eh essa situação ela representa um equilíbrio instável, né? Porque o desafio da autoridade monetária em eh perseguir determinado patamar de juros, considerando todo esse contexto, acho que a a palavra que você usa para para resumir o contexto, que é esse contexto de incerteza, a gente já vê aplicado na prática eh quando nós olhamos pro mercado americano.
Então, o o os nossos analistas costumam eh sempre acompanhar as empresas. nós acompanhamos o as temporadas de balanço aqui no Brasil, nos Estados Unidos também. Eh, e o e uma curiosidade é que a gente tá ao longo da temporada do de resultados do primeiro trimestre, tanto aqui quanto nos Estados Unidos, e as empresas costumam divulgar eh pro mercado as chamadas projeções financeiras ou guidance do do termo inglês, né?
E muitas empresas nos Estados Unidos já optaram por suspender o guidance desse ano. E isso é muito ruim pro pro mercado como um todo, porque eh de certa forma o assumindo o a fida e dignidade daquilo que a empresa apresenta pro pro mercado, ele baliza as expectativas de analistas, de investidores como um todo. Então, é uma é uma clara mensagem de que não sabemos e e não é uma mensagem vinda e de família mais preocupada, como você mencionou, que também é super válida pro pro ponto de vista do agregado econômico.
É uma mensagem vindo eh de grandes empresários, de grandes empresas dos Estados Unidos. a gente tá falando aqui eh quando a gente analisa empie no no mercado americano. Então, o fato delas dizerem pro mercado eh que eh não vão se comprometer com determinada projeção financeira porque não sabem se a tarifa que foi suspensa vai ser implementada, eh se o fluxo de compras pro mercado americano eh vai ser restabelecido, se aquelas projeções de investimento eh de capital fixo elas vão realmente se concretizar, isso é ruim pro mercado como um todo.
É, de certa forma o o Brasil acabou passando que leso, né, do durante abril, desse turbilhão todo. A a bolsa se moveu e também de forma bastante volátil. Daí eu deixo para para comentar um pouquinho depois, mas o quando quando você mostra eh esses slides aqui que falam do da tarifa média, de como que o o mercado vai se reorganizar em função de um novo contexto, isso é o é o mais importante, né?
Então a gente tem um uma visão de bastante cautela. Óbvio que concordo plenamente contigo que dá para buscar eh bastante oportunidade nesse contexto. Eh, a gente tá aqui justamente para falar dessas oportunidades, né?
Mas eh concordo que é uma é uma tarefa muito difícil. Aqui no Brasil, se eu puder adiantar um um tema, eh está se formando um consenso de que a tarefa do Banco Central por aqui, ela tende a ser mais fácil em razão de um ambiente de menor crescimento global. Aham.
Eh, então, ah, o o globo vai crescer menos, a gente importa muita inflação e isso causa uma pressão pro Banco Central. Opa. Eh, se o Banco Central não tiver essa pressão, o mercado pode ser mais desinflacionário aqui.
Isso pode eh animar os investidores a tomar risco. É um é uma forma eh na qual o mercado tem precificado os ativos aqui no Brasil. é um um jeito de olhar.
Então, a gente olha mais por essas por essas linhas, tentando entender para além do do dado em si quais são as implicações. É, e olhando para pros últimas notícias desses últimos dias, tem um início possível aí de uma negociação entre Estados Unidos e China, até porque o patamar que resultou, né, dessa guerra comercial entre os dois países foi um patamar de tarifas que inviabiliza de fato o comércio entre entre os dois países, né? Então, estamos em um momento eh olhando pro curto prazo, digno aí de um movimento natural de incerteza, né?
Então, a gente não sabe exatamente eh como eh direcionar, porque existe uma dificuldade natural associada exatamente a esse contexto. Mas eh apesar disso, vamos falar um pouco de como fechou o mês de abril, né? Então, em termos de classe de ativo, eu trouxe uma tabela aqui em que a coluna de 2025 eh traduz a rentabilidade acumulada do ano até então eh na sua visão dolarizada.
Então, nós temos aí as bolsas europeias como as grandes ganhadoras do ano nessa nesse conjunto de caixinhas que eu trouxe para vocês. E as bolsas americanas estão aí eh como as detratoras de performance até então, apesar de terem se recuperado eh parcialmente aí desse movimento que aconteceu mais forte entre março e abril. Eh, isso é importante lembrar, Júlia, desculpa a até te interromper em relação ao fato de de que a a bolsa americana ficou para trás, mas ainda assim o o nível de precificação lá é um nível que a gente de rico, né?
o um nível bem alto, companhias muito bem precificadas, não é uma situação eh de pânico ainda, embora os índices de incerteza, como você bem mencionou, tenham aumentado bastante. É importante ficar de olho. Acho que isso eh conversa até um pouco com o perfil tático que que você tem para eh pras bolsas lá fora, né?
É, a gente teve uma correção desses múltiplos americanos, né? também por conta dessa queda que a gente observou aí ao longo do ano, isso também gera algum conforto pra gente trazer esse tático para mais um. É só explicando, então, parte da renda variável que vocês estão vendo na tela, olhando para esse cenário de curto prazo, apesar de toda a dificuldade que a gente já comentou de direcionamento nesse curto prazo, a nossa visão é de que esse possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, dados patamares atuais que resultaram de toda de todo o mês de abril aí de de não negociações entre os países, né, eh ele somado a um possível pacote de corte de impostos que Donald Trump eh tem o interesse de avançar, poderiam sustentar algum movimento e são companhias muito saudáveis, com múltiplos agora mais corrigidos.
Então, a gente entende que o investidor que queira alocar na empresa numa visão mais fundamentalista, numa visão de longo prazo, pode ser talvez uma boa alternativa. Então, a gente traz essa visão eh mais otimista para Estados Unidos. A gente não descarta completamente essa tese do excepcionalismo americano, pelo menos por hora, tá?
Eh, na parte de renda fixa aqui, algumas algumas observações, né? Então, se a gente também vislumbra eh esse possível acordo comercial, por exemplo, a gente deve ter uma fase de recuperação, talvez um movimento mais pró risco. Vou colocar dessa forma que possa levar esse y a se recuperar na parte das treasuries, tanto curtas como longas.
Então a gente traz uma visão mais negativa aqui no sentido tático. E na parte de raildo o que a gente observou foi uma correção nesse mercado de crédito corporativo lá fora, então o aumento dos spreads e por isso uma visão um pouco mais eh otimista ou atrativa para essa linha que a gente vinha olhando com um pouco mais de atenção até então, porque os spreads estavam bem comprimidos, agora abriram de uma maneira que a gente entende eh mais agradável para para alguma locação mais estática, tá? mais de curto prazo.
É importante a gente falar sobre essa tabela de retornos, mas a gente tá falando dela numa visão eh dolarizada, né? E quando eh nós brasileiros investimos lá fora, tem um fator que a gente não pode desconsiderar, que é exatamente a diferença, né, da nossa moeda para o dólar. Então, o retorno que o cliente tem investindo num ativo lá fora é o retorno do seu ativo, mas também a variação entre as nossas moedas.
Então, eu já trouxe esse slide em em alguma edição aqui do nosso Private Talks. Eu trago novamente esse slide para trazer essa reflexão sobre a importância dessa locação internacional. O gráfico de desvalorização do real ante o dólar é um gráfico que traz a história da nossa moeda em relação ao dólar desde o plano real.
Então, o que a gente nota é que a nossa moeda perde valor em relação à moeda americana ao longo do tempo. Eh, então isso precisa estar também na conta. Então, o gráfico de comparativo, ele nos provoca nesse sentido, né?
A linha azul escura que acumula ali quase 300% de ganho em 15 anos, é uma linha de SELIC aqui no Brasil. Então, o investidor brasileiro que aloca em Silic aqui no Brasil teria tido um retorno acumulado próximo a esse valor, enquanto o americano que alocou em S&P 500 e teve um retorno um pouco acima disso, de 370% mais ou menos da linha azul clara. Mas se eu trago esses ativos para uma mesma moeda, né, uma comparação em mesma moeda, a gente traz o S&P 500 para essa linha verde, que seria o S&P em real, já considerando essa queda mais acentuada da bolsa americana já em 2025, né?
Mesmo assim, uma diferença bastante significativa, exatamente por essa diferença eh histórica de desvalorização da nossa moeda em relação ao dólar e a Selic em dólar seria a linha laranja. Então, é só uma reflexão da importância eh da gente falar tanto do cliente alocar recurso em dólar e o momento atual de um dólar um pouco mais enfraquecido ainda nessa dinâmica de aguardar para ver o que vai acontecer com as negociações de taxas de importação, fazem com que talvez eh a gente encontre um momento aí para continuar a formação de um preço médio eh no envio de recurso para fora, né, no no na montagem de eh uma estrutura eh de investimento em moeda forte. A gente pode até discutir se o dólar vai enfraquecer ainda mais, mas ainda assim é uma moeda e é a moeda referência global.
Um episódio só para isso, né? Exato. Mas eu acho que a gente pode discutir, mas eh no curto, médio e possivelmente no longo prazo, não existe uma competidora direta aí para substituir o dólar eh na figura que ele representa no mundo, tá?
Além disso, tá? Voltando agora um pouco para Brasil, a gente vai ter decisão eh de juros daqui alguns dias, tanto lá no Fed, né, a gente não comentou, mas a super quarta, então teremos decisão de juros pelo Federal Reserve, teremos decisão de juros aqui também pelo Banco Central Brasileiro, nós que estamos chegando aí no fim do nosso ciclo de alta da Silic, eh mesmo que venha em uma velocidade um pouco menor, agora os próximos elevações de SELIC, a nossa visão é de que o a visão do time de economistas do banco, né, é de que a selique suba em% agora e depois tem algum resíduo aí que levaria até a metade do ano em 15,25 essa selique e e permaneceria nesse patamar até o final do ano. Eh, acho que mais do que cou se é 15 ou se é 15,5, é a gente ter essa e essa consciência de que a gente tá chegando no final desse ciclo de alta.
E as projeções que estão na tela aí representam não só as nossas projeções de Selic, mas também de IPCA e outros indicadores. Aqui eu só queria também destacar o IPCA 5,4, né? Mais um ano aí de inflação acima da meta e do compromisso do Banco Central.
É uma reflexão que eu trago para vocês, porque daqui algumas telas eu vou mostrar uma locação em indexados à inflação. Muito para falar que Brasil é um país em que se a gente tem surpresa inflacionária é de inflação para cima e não para baixo. Então cabe a gente refletir também como aar patrimônio para se proteger dessa inflação aqui dentro.
A tabela também representa as classes de ativos domésticas aqui numa visão real mesmo, as ações da bolsa brasileira aí se destacando na ponta positiva. A gente vai falar um pouco mais, quero que você aborde um pouco mais esse tema com a gente, enquanto todas as outras classes de risco se colocam acima do CDI no ano, ainda que o CDI esteja no patamar que está hoje. Então é uma reflexão importante pro cliente que às vezes concentra na Selic.
a gente tem visto aí o mercado já remunerando acima dessa Silic já nesse movimento aí de fim de ciclo de alta, tá? Eh, e o dólar fica fica para trás nesse cenário. Dólar que terminou o ano de 2024 muito forte, curva de juros no Brasil também muito estressada, né, no final do ano de 2024.
Então, eh, 2025 até o momento refletem um alívio aí gradual do cenário do final do ano passado, tá? Falando então de curva de juros, né? né?
E daí depois a gente passa pra renda variável, Wesley, na curva de juros, o que eu trouxe para vocês basicamente é o movimento da curva nominal e da curva real. Vou passar bem rápido por aqui, mas notem como a curva nominal fechou, principalmente aí nos vértices curtos e médios, enquanto a curva de juros real fechou menos. Então, a gente entrou no ano de 2025 eh falando muito das oportunidades que a gente observava, tanto no pré-fixado como no, no indexado a inflação.
Aqui eu tô falando como uma referência de título público, né? Mas a gente sabe que dentro de títulos de emissões corporativas, a gente tem aí também outras opções. Mas olhando aqui a referência da curva de juros, o que a gente observa é que de fato o pré já eh devolveu muito, eh já é um pouco mais difícil de defender essa locação.
a gente tem que olhar com um pouquinho mais de cautela pra locação em préfixado neste momento, apesar de que a volatilidade segue muito alta, então essa curva tem aí eh possibilidade de voltar e voltando um pouco, abrindo um pouco também volta-se eh a olhar com mais atratividade para essa estrutura, né? Agora a curva real, notem que a gente segue aí com a curva real pagando algo acima de 7,5%, então tô falando de inflação mais 7,5%. Historicamente isso é bastante atrativo.
E aí eu trouxe uma um outro slide que é o que tá na tela agora, que basicamente compara como seria uma alocação 100% selic. Então, se o investidor tivesse alocado eh nos últimos 5 anos ou nos últimos 10 anos, 15 anos, 20 anos, 25 anos em Selic e quanto, qual seria a rentabilidade similar IPCA+? Então, uma alocação 100% Selicos 5 anos teria tido uma rentabilidade similar a IPCA mais 2,6%.
E quando a gente vai para períodos mais alongados, essa locação 100% teria gerado um retorno aí comparado a IPCA mais 5,5%. O que eu quero dizer aqui é que a gente tem hoje papéis indexados que vão pagar IPCA mais 7,5%, né? Existem algumas considerações importantes aqui que daí estão ateladas muito ao perfil de risco do cliente.
Então eu tô falando de um papel que vai ser marcado a mercado, que tem muito mais volatilidade do que um CDI, obviamente, mas se você tem a possibilidade de carregar o papel pro vencimento ou se você puder esperar um momento mais propício para você se desfazer do papel em que essa curva feche, você tem aí uma rentabilidade bastante interessante. A gente não pode deixar de evidenciar isso pro cliente. O investidor tem que tá muito confortável com com esses conceitos, né, de abertura de taxas, fechamento de taxas, quando que o quando que o papel dele vai valorizar ou não.
Mas fato é olhar um um juro real nesse patamar acima de 7,5 8%. Eh, comparando aí com o quadro que você trouxe, não tem nem o que dizer, né, Júlia? É, então só esse cuidado, né, para você montar uma carteira balanceada que não vai comprometer liquidez de curto prazo, enfim, mas eh a gente tem olhado com bastante cuidado, com bastante carinho e reforçado com os clientes aí desde o final do ano passado e continuamos reforçando a importância de você construir uma carteira aproveitando essas oportunidades que vão gerar um ganho acima do CDI na nossa visão, tá?
E aí termino com renda variável e aí eu quero te ouvir bastante, mas a gente observa ainda preços bastante descontados da nossa bolsa, mesmo com essa alta observada agora em 2025. Eh, só vou fechar a parte da minha locação tática e eu quero te fazer uma pergunta já de renda variável, mas na parte então de renda fixa, olhando para esse pré-fixado que já fechou bastante, né, essa taxa de remuneração já baixou bastante, a gente traz esse pré-fixado por uma visão menos construtiva, então a gente reduz aí a nossa a atratividade do produto para alocação no momento. O pós-fixado, claro, segue bastante atrativo, porque a gente tem mais duas altas previstas de Selic e o indexado é inflação.
Na nossa visão, já desde a virada do ano, a gente traz um estratégico aí para uma visão over. Aqui no tático a gente mantém a neutralidade. Pra bolsa a gente eh trouxe, a gente levou novamente a recomendação dela para agora, visão neutra.
A gente tava um pouco diferente de vocês no mês passado, né? Então a gente acabou aumentando agora. Mas tem uma pergunta que é, eu acho que é relevante.
A gente sempre associa um pouco o upside de bolsa eh ao a entrada de fluxo de estrangeiro pro Brasil, né? E o que a gente observou em abril foi que esse fluxo reduziu, mas mesmo assim a bolsa brasileira continuou avançando, né? Queria que você explicasse um pouco do desempenho da bolsa até então.
Perfeito. E como que você tem visto a bolsa a partir de agora? Se você concorda um pouco com esse entendimento de que a bolsa segue descontada.
Concordo. Concordo plenamente. Acho que vale fazer uma recapitulação, né?
Então, o acumulado do ano até abril, o Ivoles para tá com uma alta de 12%, se a gente olhar em dólares, essa valorização chega a 23%. Então, eh, foi a bolsa que ao longo de 2025 a que mais valorizou quando a gente considera eh as principais bolsas de mercados emergentes e as principais bolsas eh de economias mais desenvolvidas. Eh, tem uma questão eh em relação à à sua pergunta sobre o fluxo de capital estrangeiro, que particularmente em abril, Júlia, o a gente viu bastante eh a a presença e o investidor local e o investidor individual, o institucional local e o investidor individual segurar um pouquinho eh em relação ao ao desempenho da bolsa quando comparado com outros mercados.
Aí o que que aconteceu? tem um pouco do que eu falei no começo. Então, o eh tem se criado um consenso em torno de que eh o global mais fragilizado, ele eh coloca o Brasil numa posição de destaque para alguns setores.
Aqui eu eu destaco o agronegócio, eu comentei no comentei no mês passado, acho que eh o a gente já sentiu isso com algumas empresas, especialmente eh do setor de alimentos e bebidas aqui no Brasil e sul o desempenho acumulado de alguns meses. A gente viu um ponto de atenção bem grande em relação ao setor de olho e gás. Uhum.
justamente porque esse ele ele pega menos o o risco Brasil e olha mais pro risco global. Então o quando se olha para commodity, você tem que ter esse eh esse olhar de dividir qual que é a commodity que a gente tá observando, qual que é a correlação que ela tem com China, qual que é a correlação que ela tem com o crescimento global como um todo. Então, eh, resumo, o local segurou o desempenho da bolsa.
Uhum. Eh, o desempenho entre setores de commodity, ele foi distinto com um uma parte positiva pro água, uma parte negativa pro oligás, mas ainda assim, como você citou, os múltiplos continuam descontados. Tem um alguns dados da Bloomber que saíram mais recentemente, porque sempre eh eh já é bater numa mesma tecla, já faz bastante tempo de falar da bolsa descontada.
Ela é descontada. Eh, então a gente precisa colocar ela em perspectiva. Vou colocar a a bolsa brasileira comparada com outras bolsas.
Existe sim um desconto médio eh da relação de precificação do Brasil versus demais mercados. Então, naturalmente, ao longo do tempo, a nossa bolsa tende a ser descontada. Esse estudo mais recente mostra que o desconto atual ele é quatro vezes o tamanho do desconto histórico, ou seja, ela está muito mais barata.
Então, no movimento de rotação de carteiras, ou seja, eh, você mostrou um gráfico ali em que o SNP ele realiza eh bastante em relação ao topo, mas ainda assim é um é um é uma performance bem forte. eh somente uma locação pequena daquele investidor que realizou o lucro no mercado americano e ele decidiu colocar parte desse float eh em outros mercados e colocando o Brasil como exemplo, isso já dá um impulso pra nossa bolsa muito grande. Outra coisa que dá o impulso pra bolsa e fazendo a conexão com o que eu comentei na minha primeira fala, é essa essa formação de consenso de que a a o caminho pro Banco Central ele tende a ser mais facilitado à medida que a o global perde o dinamismo.
E aqui a gente tá falando basicamente do desconto eh que o os analistas colocam no valoeixo. As taxas de desconto elas têm a ter uma descompressão. E outro dado bem interessante para trazer aqui, fazendo conexão com a renda fixa, importante o o investidor entender que os prêmios da renda fixa direcionam bastante coisa em relação aos prêmios de risco de renda variável.
E um deles é essa relação entre o retorno medido pelo juro real. Uhum. Que tá no patamar super alto versus o medido em alguns indicadores da bolsa.
Vou trazer um aqui que é o o chamado earning zield. Se a gente olhar a relação de de Eniil diversos a NTNB, por exemplo, a gente consegue enxergar um patamar de prêmio e desse desse múltiplo em relação a ao juro real no Brasil grande. Isso é o indicativo de que é o que a o os prêmios da renda fixa estão atrativos e a perspectiva geral é que eles fechem, né, porque é uma situação é muito rara de se ocorrer, os prêmios da da renda variável eles tendem a se distanciar e ficar ainda mais atrativos.
Então, a gente prepara pros nossos clientes um carteiras de ações eh que levam em consideração eh navegar em mercados de incerteza. E aí quando a gente fala de navegar de mercado de certeza, nós estamos falando basicamente de eh papéis e composição que traga menor volatilidade e maior qualidade individual das indicações eh dentro de um contexto. Então o as alterações que a gente faz em nomes, elas são muito pequenas ao longo dos meses.
a gente fez apenas uma alteração agora de de abril para maio, justamente para eh tentar capturar esse momento mais positivo em relação ao ao agro ao agronegócio do Brasil, eh capturar um uma menor volatilidade das indicações, considerando que o momento ele ainda é de incerteza. Então, a gente não sabe tarifas postergadas. Isso não é um desfecho que a gente vai conhecer em maio.
Muito provavelmente não é um desfecho que a gente vai conhecer em julho. Então imagina eh quantos meses pro investidor tendo que tomar a decisão, ficar eh sem alguma eh indicação. Então, a gente não faz isso.
A gente sempre procura eh taticamente ir ajustando esses portfólios. E a grande eh mensagem que eu deixo aqui para esse mês é isso, é a redução da volatilidade dos portfólios num contexto de volatilidade maior dos mercados. Então fica fica essa dica aí pros investidores.
Isso. Ótimo. Eu acho que era isso.
Eh, do meu lado, acho que as apresentações já completam todo o conteúdo que eu queria apresentar e acho que vamos para encerramento. Perfeito. Só convidar todos os nossos clientes a acompanhar os nossos relatórios, tanto e na página do BBBI como também e na página do BB Private Lounge.
Fiquem à vontade para nos acessar. E é isso. Tenham todos uma ótima, ótimo fim de dia e bons negócios.
Tchau, tchau. Até mais.