e esse é o livro ilustrado Inês dos autores Roger Mello e Mariana massarani se trata da adaptação do mito português de Inês de Castro para crianças e mediadores de leitura da Comunidade lusófona nós vamos fazer a leitura dele Inês E aí E aí e quando eles se conheceram eu andava escondido no meio de outras coisas curva de brisa alga vermelha briga de passarinho eu ainda não era uma vez o meu pai era Pedro e olha o Pedro voltando da caça é uma carruagem veio de Castela trouxe mês para ser cama da princesa Constança princesa Constança
quem é esposa do meu pai a sua mãe não minha mãe era em mês essa moça que sorriu quando o príncipe fez a carruagem parar o Pedro sorriu Sem pressa o cavalo de Pedro sorriu para o capim briga de brisa curva de passarinho alga vermelha Inês minha mãe E aí e se meu pai era príncipe o que fazer o pai de meu pai esperneava vai à caça outra vez e Pedro o desobediente Rua Dom Afonso meu pai volto antes da madrugada depois de duas madrugadas não voltava e no caminho Pedro o confuso pensava não sei
porque me casei com Constança Dom Afonso foi quentes acordo de paz e de guerra Portugal e Castela amar Pedro Amar Vinícius a recém-chegada à ama da princesa oi oi E quem disse que Pedro foi a caça eu Pedro mentiroso foi a encontrarem mês numa quinta bem perto do rio mondego ouviu só um peixe cochichou para outro passe a princesa Constância morreu E aí o Pedro o apressado bateu em disparada chegou a tempo de ver o enterro de sua princesa mas no imenso cortejo só se falava em inglês de ouvido e ouvido eu ouvi dizer que
era com ela que ele estava Rua Dom Afonso mandou levar em inglês para bem longe tá torre de um castelo em Castela no alto de uma escarpa o nem brisa nem passarinho chegavam briga vermelha curva de alga e nesse escreveu uma carta de carta em carta Pedro e Inês desfaziam montanha evento para sempre seu sua para sempre até que Pedro o resoluto alcançasse a torre Inês decide se agora sim vamos viver nas mãos nas margens do mondego na quinta das Lágrimas na quinta das Lágrimas o nome da tinta ainda não era esse e o pai
de Pedro não queria que ele visse e mês nunca mais nem o Cardeal nem os conselheiros nenhum povo nem ninguém queria só eu e meus irmãos ou não teríamos nascido primeiro afonsinho e depois eu depois João depois de mês agora sim agora eu era uma vez se um dia eu corri para me esconder de João e me perdi de mim mesma de medo esconde um passado foi como se o escondesse o universo a respiração dele apressada me sobrou assim e NES eu encontrei minha mãe perto da fonte cercada por três conselheiros Diogo pelo Álvaro um
dos três com mataram ela apontou para mim os meus irmãos mas vocês me ameaçam na frente dos filhos do seu rei os conselheiros não deram ouvidos Álvaro pelo ou Diogo não sei qual dos três é um Tonho Adaga a lâmina entrou macia pela barriga de nesse o passarinho que coisa me escapou e nes agora não e agora Inês é morta E aí eu conheci muito de os nomes do meu pai Pedro o Cruel Pedro Cruz Pedro e super aquilo só Pedro quando chegou da caça Pedro só queria ver Inês depois que ficar sozinho não sei
se para entender o tamanho do vazio ou para inventar um castigo sem tamanho Pedro o vingativo acabou com silêncio desenterrar Inês e Vejam Só o corpo de Inês seguindo o cortejo para Coimbra o Pedro olha a sua rainha morta ele sorri Beatriz e Eu sorrio Pedro justo Pedro foi falar para todos de seu casamento secreto com Inês Pedro o justo e todos vieram a tempo de ver a rainha morta ser coroada O Cardeal vossa Majestade Pedro quando foi o casamento e eu não lembro Bia certo Oi e o Cardeal ter que beijar a mão da
rainha morta o Duque vossa Majestade Pedro onde foi o casamento é só para você eu não ligo O iodo que teve que beijar a mão da rainha morta O Conde vossa Majestade Pedro alguém viu o casamento o Castelão vossa Majestade agora não vossa Majestade Agora chega o marquei o Visconde o barão todos tiveram que beijar a mão da rainha morta na noite que foi coroada e nem Sobrou um pouco de brisa debaixo de cada janela Tô voltando para casa a carruagem balançava e me empurrando para do lado do afonsinho do Dennis sempre que eu fazia
carinho no bigode preto do Pedro acabava segurando o seu sorriso e dizem que as algas vermelhas que crescem no Rio mondego São lágrimas de sangue de mês eu penso que o vermelho mondego sempre chorou dessa corra porque se lembra antes de me chamarem Beatriz eu andava escondida no meio de outras coisas Beatriz alguém me chamou alguém me chamou e toda vez que queremos dar uma coisa por acabar dizemos Inês é morta essa expressão viva da famosa história de Inês de Castro que nasceu na região espanhola da Galiza entre 1320 1325 e foi assassinada em Coimbra
no anno de 1355 Camões Bocage e tantos outros narraram a saga dessa mulher que Recém Chegada a Portugal como ama a futura rainha Dona Constança apaixonou pelo príncipe Pedro e foi imediatamente é correspondida numa época em que não se existia amor por escolha ainda mais no mundo da monarquia os dois foram obrigados a manter uma paixão escondida tiveram quatro filhos e mesmo com a morte da rainha não poderão oficializar sua relação para piorar o que já era ruim e nem se foi morta a mando de Dom Afonso quarto rei de Portugal e Teoricamente e o
sogro de nossa heroína se encontrar consolo Dom Pedro primeiro anos depois e após a morte do pai traz sua esposa de volta oficializou o casamento e faz com que todos participem de um beija-mão com a rainha morta essa história de um amor impossível e não dão a imaginação do povo a ponto de acreditar se na época que as lágrimas e o sangue de Inês tem um banhado Rio mondego levando à criação de uma fonte das Lágrimas onde uma alga vermelha persiste teimosa como prova do sacrifício e nes nesta bela e singela obra a dupla Roger
Mello e Mariana massarani reúne-se para mais uma vez mostrar que talvez eles não esteja tão morta assim já que vive em cada um de nós e em cada detalhe deste poema em forma de livro E aí E aí