Olá cursistas Hoje iremos dar continuidade à nossas reflexões E dialogar sobre o racismo ambiental para abordamos esse tema Hoje a gente vai conversar com a Shirley é ativista indígena indígenativista shirleyk pertence ao povo indígena krenak do leste do Estado de Minas Gerais é uma liderança mulher inativa da Terra Brasilis deixe seus 13 anos de idade Responde ao chamado da mãe terra para ser uma representante dos direitos indígenas e principalmente lutar pela preservação do meio ambiente e da espiritualidade ancestral hoje aos 40 anos se dedicam em corpo e alma as lutas das mulheres indígenas algo herdados
deixe seu nome tradicional que o cornan mulher sempre disposta Pois é portadora do espírito que nunca envelhece atualmente Sila e desenvolve diversos projetos educacionais de fomento a cultura indígena sendo autora dos livros a onça protetora e crenate hererê coordena o Instituto Shirley de ukunan cremac uma associação sem fins lucrativos criada para contribuir e assessorar muitas as atividades sociais culturais e socioambientais de estilos krenak agradeço a presença da Shirley hoje é uma felicidade muito grande a gente poder estar aqui né com a sua presença com as suas reflexões experiências também e eu vou ensinar essa iniciar
essa conversa perguntando para vocês e como você define o racismo ambiental um processo ainda a gente sofre o racismo ambiental desde o processo da colonização até os tempos atuais de um exemplo sobre a questão da mineração do meu território quando a gente vê toda a nossa Mata Atlântica o nosso território original sendo totalmente estuprado para ser instalada a linha férrea né e trazendo aí também uma gama de poder e controle do governo sobre os nossos territórios que é dessa forma que que muitos territórios indígenas estão sendo violados né através do racismo Ambiental de muitas outras
empresas grandes empreendedoras que vem destruindo todo um território original que é totalmente preservado pelos povos indígenas para poder citar No que diz respeito à questão do racismo ambiental que é o crime de Mariana o crime de Mariana e o Crime de Brumadinho né isso identifica como um racismo ambiental mas a gente também tem dentro desses processos que envolve toda essa questão do racismo ambiental muitas preocupações no que essas ações estão trazendo de negativo para dentro dos territórios indígenas né porque a forma ao qual todo esse processo de colonização se estende ao longo de mais de
500 anos a gente se preocupa porque toda essa ação de destruição territorial sem perguntar para gente se a gente está se sentindo bem com tudo que tá acontecendo o que como que nós povos indígenas estamos passando o que que isso tá trazendo para dentro da nossa comunidade sabe Então essas essas ações Vem de um jeito muito massante então é uma questão que precisa ser muito discutida dentro de todas as ações jurídicas do nosso governo né e dentro de todas as plataformas políticas possíveis né o racismo ambiental ele precisa ter uma discussão mais Ampla né Para
que as pessoas têm entendimento do que realmente se trata né Essas ações E como que você acha isso é possível movimentar essa reflexão e evidenciar a importância do cuidado e harmonia com a terra para os não indígenas né aqui no nosso caso por exemplo que a gente faz parte da Universidade imagina as pessoas que estão escutando toda essa conversa são universitários né e as demais instituições como que movimenta essa reflexão e evidencia essa a importância do cuidado e harmonia com a terra eu acho que acho não tenho certeza que toda ação que envolve a questão
ambiental como um todo né porque a gente já não fala nem de Meio Ambiente mais né a gente fala de todo o ambiente né Porque as pessoas não têm entendimento de que só tem que trabalhar o meio né e todo esse processo de cuidar de entendimento de pertença da terra Ele só pode acontecer através do processo da educação a gente precisa fortalecer ainda mais sabe dentro das instituições educacionais essa ação de pertencimento do ser humano com a terra e não tem que começar um projeto ligado à questão ambiental de cima para baixo sabe esses projetos
que diz respeito à recuperação territorial a recuperação ambiental equilíbrio climático proteção das águas isso tudo tem que vir de forma educacional de base nós precisamos fortalecer todo o nosso processo educacional com as nossas crianças com as instituições de base creche tudo que envolve a educação porque não adianta nada você já falar sobre a questão ambiental com as pessoas que já tem a mente porque para fazer mudança vai ser um pouco difícil então a gente precisa voltar atrás e começar um novo processo reeducacional no que diz respeito à questão ambiental porque a humanidade ela esqueceu de
que come Terra todos os dias a humanidade Esqueceu que bebe água todos os dias a humanidade esqueceu que a carne do corpo é terra e o que corre dentro do ser humano é água então desde o momento que a humanidade a sociedade esquece desse entendimento de pertença na terra de imersão na terra ela começa a andar de forma individualista e destrutiva né só pensa em destruição E aí vai ficar cada dia mais complicado de você trabalhar uma educação ambiental voltada para recuperação né Se as pessoas não têm entendimento do que são diante da nossa grande
mãe terra e na sua perspectiva qual seria o papel do estado né o poder público para preservação ambiental e incorporação da pauta do racismo ambiental bom na minha perspectiva eu acho que a perspectiva dos povos indígenas sempre foi positiva né porque a gente sempre tem esperança de que essas pautas possam ser realmente discutidas dentro dos Três Poderes jurídicos que nós temos sabe através de recuperação através de punição de agressores através de punição das empresas que fazem tanta ações de crimes nos territórios indígenas e não indígenas também né Porque aqui nós não falamos indígenas falamos de
territórios quilombolas nós falamos dos territórios de comunidades tradicionais né Por exemplo aqui em Minas Gerais um crime que aconteceu que matou mais sucesso não só meu povo treinar que ficou totalmente impactado com esse crime como também os pescadores né comunidades tradicionais Quilombo todo mundo que também sobrevivia né da água do rio doce e que hoje a gente não pode nem colocar a mão mais e mesmo assim diante desse racismo ambiental que foi provocado aqui em 2015 as grandes empresas como a Vale bhp samarca estão aí totalmente impunes né ninguém foi punido ninguém foi preso né
um crime que aconteceu na época da piracema matando muitas espécies de peixes que estavam voltando né profissional no ciclo de vida e ninguém foi punido por essa por esse crime que todo mundo fala que é desastre nada é um crime provocado pelo ser humano Então essa falta no que diz respeito à questão de proteção mesmo da terra ou de levar em falta a discussão do direito da natureza né porque o nosso país precisa discutir isso na distância o direito da natureza o direito da água o direito da terra né porque são elementos que fazem parte
do nosso cotidiano Como os seres totalmente fortíssimos para nossa biodiversidade e a nossa expectativa é que todas essas ações que são voltadas realmente para proteção da terra seja totalmente discutida de forma muito inteligente começando pelo pela demarcação De Todos Os territórios indígenas no Brasil porque em todos os territórios indígenas nós temos uma proteção muito grande de muita qualidade de muita biodiversidade no nosso país né e eu acho que abertura dessas ações dentro do processo educacional também fortalece ainda mais essas discussões dentro do que diz respeito às questões políticas e jurídica do nosso país e de
que forma a presença de indígenas nas terras contribui para a preservação do meio ambiente Bom eu acho que a pergunta meio estranha De que forma a gente já tá vivo o fato da gente está vivo é o fato de vocês terem mais tempo de sobrevivência sobre a terra né Quanto mais populações indígenas vivas e não sendo estupradas por esse racismo ambiental mais tempo de vida ou não indígena vai ter né Porque infelizmente a sociedade nos ver como Os Guardiões da floresta infelizmente a sociedade nos ver como os seres que tem Total responsabilidade de proteger a
questão ambiental a nossa biodiversidade mas esse ativismo de proteção não é só nosso esse ativismo de Proteção Ambiental é de toda a sociedade né porque todo mundo respira bebe água e come né E nós só somos cinco por cento da população brasileira e mesmo assim esse 5% que ainda é resiste que ainda é faz de tudo para continuar sobrevivendo sobre os território estamos aí procurando desenvolver diversas ações ligadas a todas as questões que envolve o direito do ser humano de Viver Bem em uma terra Sagrada né que que essas questões de ação que envolve o
direito do ser humano a cada dia que passa se torna mais difícil né porque o próprio ser humano tá deixando de ser humano né para se tornar uma máquina destrutiva e capitalista então fica muito complicado de de também ocupar muitos espaço uma vez que esse racismo não só ambiental como de outras estruturas vem tomando conta do nosso país mas o que nos move a nossa esperança por isso que a gente continua lutando ocupando os espaços educacionais culturais políticos porque nós estamos aí com duas representantes Nossa da bancada que com certeza vão ter entendimento e sabedoria
grandíssima para discutir todas essas questões que envolvem o racismo ambiental que envolve o genocídio que envolve o etnocídio que envolve é possível dentro das plataformas políticas do nosso país Eu gostaria que você falasse um pouco sobre a relação do meio ambiente ancestralidade e resistência o pessoal por favor então a questão terra eu responderia essa questão falando apenas isso para você eu sou terra e o que corre dentro de mim é um grande rio onde foi que você ser humano deixou de pensar nisso Eu agradeço muito essa conversa bem rápida que eu espero que as pessoas
aprendam reflitam ou se vão construir e compartilhar coletivamente também é reflexões a respeito das populações indígenas Mas também de se pensar dentro dessa dessa dinâmica desse movimentação do ambiente do seu contato com a terra de se ver também incluído nas mudanças nas propostas né nas transformações e para construir né futuros possíveis mas também presentes possíveis e fazer parte dessa dessa dessas possibilidades eu queria agradecer pelo seu tempo que eu imagino que estava bem corrido aí que você falou que tá indo viajar né eu te acompanho nas redes sociais assim e para mim assim tá sendo
incrível ter possibilidade de ter esse contato com você agora tava muito obrigada mesmo de verdade eu realmente a gente tem que ser curta e objetivo né porque a gente fala principalmente dentro do universo Educacional universo dos Universitários tudo que compõem essa vocês enquanto jovens dentro desse espaço que às vezes é tão difícil de ter espaço para falar sobre esse tema tão importante né ainda mais agora com esse tempo de governo genocida que vem né acabando né E mesmo nesse término tá trazendo tantos problemas e cortes para a questão Educacional de verbas para a questão Educacional
né é isso mas a gente precisa andar unido né povos indígenas povo Preto as mulheres né para poder buscar soluções imediata para essas coisas negativas que vem acontecendo diante do que a gente viveu esses quatro anos né mas nós vamos ter muita força e muita esperança para firmar o tronco ainda mais sobre essa terra e fazer as mudanças que realmente tem que ser feitas até porque uma já foi feita né nós tiramos o satanás do Poder muito obrigada tá tudo de bom aí na sua viagem para Holanda eu tô te acompanhando aí nas redes eu
espero que dê tudo certo e assim muito importante se encontra essa fala É uma disciplina que vai ser disponibilizada para toda Universidade agora e a gente tá iniciando aqui na universidade só agora né que a gente teve aí uma abertura para trazer uma disciplina dessa dessa importância para refletir sobre essas questões porque a gente tá conseguindo caminhar né para discutir para brasileiro juntamente com a questão do indígena também a gente conseguiu entrevista também com representantes quilombolas para discutir essa questão do racismo ambiental construir junto muito importante eu fiquei muito feliz tá muito obrigado pelo carinho
pela atenção de vocês conosco tá e seguimos eu vou mandando informação de tudo que a gente for fazendo por aí nas redes sociais beleza abraço minha linda abraço tchau [Música]