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A Coca-Cola é uma das marcas mais valiosas, conhecidas e consumidas. Mas como ela passou de uma bebida medicinal para se tornar o refrigerante mais vendido no mundo? E mais: qual é a relação entre a Coca-Cola e a história do último século?
No vídeo de hoje, falaremos sobre a Coca-Cola e as relações internacionais. Então bora lá! A Coca-Cola foi inventada no fim do século XIX, na cidade de Atlanta, no estado americano da Geórgia.
Depois da Guerra Civil Americana, houve um grande aumento no vício em ópio e álcool nos Estados Unidos. Pacientes amputados e com dores crônicas frequentemente recorriam à automedicação, e surgiu uma onda de remédios caseiros e fórmulas secretas para sanar todo tipo de doença. Em 1885, o farmacêutico John Pemberton, um ex-soldado confederado, criou uma bebida que prometia curar uma série de enfermidades, usando como ingredientes básicos álcool, vinho francês, folha de coca e noz-de-cola, um fruto de origem africana rico em cafeína.
No ano seguinte, em resposta às restrições na venda de álcool em Atlanta, Pemberton mudou a fórmula da bebida e criou uma versão sem álcool. Nascia, assim, a Coca-Cola. Com grandes investimentos em campanhas de marketing e comercializada a um preço baixo, a Coca-Cola logo ganhou o gosto da população e passou a ser um dos símbolos do modo de vida americano.
Com a invenção da geladeira doméstica elétrica, no início do século XX, ficou mais fácil guardar garrafas de Coca-Cola em casa para tomar quando quiser. E por 70 anos, ela foi vendida pelo mesmo preço: 5 centavos de dólar. A Segunda Guerra Mundial foi um marco importante para a internacionalização do refrigerante que virou um símbolo nacional americano.
No final de 1941, depois do ataque japonês à base de Pearl Harbor, os Estados Unidos declararam guerra às potências do Eixo e enviaram tropas para combater a Alemanha, a Itália e o Japão. Mas o que o presidente Roosevelt não imaginava é que, além de tropas, tanques e granadas, também seria necessário ter muita Coca-Cola. A empresa decidiu que onde quer que houvesse tropas norte-americanas, também deveria haver Coca-Cola disponível.
64 fábricas engarrafadoras da Coca-Cola foram abertas no exterior durante o conflito, principalmente nas proximidades de áreas de combate na Europa e no Pacífico. Os militares no campo de batalha consumiram mais de 5 bilhões de garrafas de Coca-Cola durante a guerra. Os Estados Unidos impuseram um embargo comercial à Alemanha nazista, o que dificultou a venda do xarope da Coca-Cola para o país durante a guerra.
A representante alemã da Coca-Cola desenvolveu, então, um novo produto, inicialmente feito de maçã, chamado Fanta. Foi um grande sucesso na Alemanha. Anos mais tarde, na Itália, a Fanta passou a ser feita de laranja e ganhou as prateleiras e geladeiras de todo o mundo.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Coca-Cola continuou expandindo sua presença em quase todo o mundo. Mas um lugar onde ela demorou a marcar presença foi a União Soviética. Durante a Guerra Fria, que teve início em meados dos anos 1940, os Estados Unidos e a União Soviética disputaram áreas de influência no mundo e desenvolveram uma relação de rivalidade e competição.
Isso dificultou o acesso de muitas empresas norte-americanas ao mercado soviético. Com a Coca-Cola não foi diferente. No mercado de refrigerantes, outra guerra fria foi travada: a guerra das colas, opondo duas superpotências gaseificadas - a Coca-Cola e a Pepsi.
E essa concorrência ganhou o mundo. A Pepsi também avançava sua presença internacional, até que o futuro presidente da companhia teve a ideia de entrar no mercado soviético. A Pepsi participou da Exposição Nacional Americana, organizada em Moscou, em 1959, como parte da estratégia de propaganda dos Estados Unidos na Guerra Fria.
Conta a história que uma discussão acalorada entre o vice-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, e o líder soviético, Nikita Khrushchev, só foi encerrada depois de alguns goles de Pepsi. A foto viralizou. Mas demorou mais de dez anos até que a Pepsi fosse autorizada a produzir e vender no mercado soviético.
E como havia restrição às transações com a moeda soviética, o rublo, a Pepsi recebeu em troca como pagamento produtos inusitados: garrafas de vodka e, acredite, até submarinos e navios de guerra. A Coca-Cola entrou no mercado soviético apenas no final dos anos 1980, quando a Guerra Fria já estava terminando, e logo se tornaria a líder de vendas na Rússia. A Coca-Cola Company é um dos principais exemplos de empresas transnacionais e uma das marcas mais conhecidas do mundo.
Segundo a própria companhia, a Coca-Cola é atualmente vendida em mais de 200 países – um número maior, inclusive, que os Estados membros da Organização das Nações Unidas. Curtiu o vídeo de hoje? Então inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nada, que logo tem mais vídeo novo por aqui.
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