Simone, então, iniciando a gravação, você pode, por gentileza, para fim de registro, falar só seu nome completo. Simone Cristina. >> OK, Simone, hoje é dia 16 de setembro de 2021, agora 12:23. Meu nome é Gabriela de Queiroz Clementino, sou promotora de justiça, fi, farei a colheita do seu depoimento. Nós recebemos alguns relatos via e-mail, né, que a senhora encaminhou, eh, Dizendo a respeito de situações que a senhora passou ali na casa do Inácio de Loiola com alguns dos funcionários e também com a pessoa do seu João Teixeira de Faria. Então, nós passaremos agora à tomada
do seu depoimento. A senhora será ouvida, então, na condição de vítima, tá bem? E não de testemunha. Eh, quando que a senhora começou a frequentar a Badiânia, Simone? Então, eu tava procurando aqui as passagens. A primeira data eu não sei de cabeça, eu teria que procurar, >> certo? >> Eu sei que 2016, 2017. >> Uhum. >> até final de 2017, >> certo? Foi o início da sua ida abadiana. Na época você morava em São Paulo, já no estado de São Paulo? >> Morava em São Paulo. >> Uhum. E e o que que te levou a
Badiane? >> A minha mãe tinha tido um ABC. Eu, algumas pessoas que eu conheço estavam fazendo tratamento com o seu João e eu tinha estado no hospital Círio Libanês porque eu atendi os pacientes do Dr. Artur Guerra. E o Dr. Arthur Guerra atendi em parceria o Dr. Roberto Cali, que é cardiologista. E o Dr. Roberto Cali sabia da situação que eu comentei tava acontecendo e aí ele falou do João De Deus. Eu falei: "Nossa, tanta gente tá falando dele para mim". E aí várias pessoas estavam indo numa excursão, que estavam saindo da cidade onde a
minha mãe morava e onde ninguém para ir para lá. Aí minha mãe perguntou se eu dava de presente para ela viagem para ela ir. Ela tinha ido algumas vezes. Ela tinha ido duas ou três vezes lá e queria ir de novo. Ele tinha tratado ela já uma ou duas vezes. As duas vezes que ela foi, eu era para eu ter ido junto e eu tive compromissos de trabalho que em cima da hora eu não fui e não fui paraa Vadiane. E aí nessa vez que eu consegui ir, eu tava sentada, eu já havido comprar um
livro na na rua principal de Abadiânia, num lugar chamado Brookstor. E aí a Leonor, que era estava na loja, era funcionária, começou a me contar vários relatos do seu João de como ela Tinha sido curada de Lepra, que ela tinha sido voluntária na casa, que ela tinha namorado o seu João muitos anos e que ela, como agradecimento, ela morava em Abadiânia por ter sido curada e tava lá. E aí ele tinha dado uma frota de táxis para ela e a loja para ela trabalhar. Para eu ficar tranquila que ele ia curar minha mãe, minha mãe
que tinha pedido as duas audições, tava não tava conseguindo andar, tava Com dificuldade de se locomover, tanto que para ir para lá a gente vai ver andador, ruleta. E aí fui pra casa de Inácio cedinho rezar. Por falar em risar, eu queria parar um minuto. Eu queria pedir os mesmos espíritos de luz que me protegeram várias situações, a Badiânia, me iluminassem, me guiassem no meu depoimento Em direção à verdade, a justiça. em que se eu conseguir recuperar tudo que eu gastei e tudo que eu sofri em relação a tudo que aconteceu com o seu João,
que eu tenha discernimento e use isso para ajudar outras pessoas. Aí eu fui pra casa de Inácio, comprei o livro que lá abre cedinho, porque o comércio abre cedo, era muito cedo, era Umas 7 horas da manhã assim. E aí a Leonora entrou na casa, falou: "O seu João quer falar com você". E tava todo mundo sentado na casa de Dorinasto, como se fosse um cinema aberto, todas as cadeiras assim, tudo branco e azul. E aí tava todo mundo sentado e as pessoas da excursão que foram com a minha mãe, que já tinham ido várias
vezes, inclusive a uma delas tinha feito uma cirurgia no olho com o seu João, ela falou: "Nossa, mas nunca Chamaram a gente assim. A gente pega uma senha, entra numa fila e fica esperando a oração e depois entra na fila para passar pela entidade. Aí elor falou: "Não, seu João, quer falar com você agora em particular". E eu me lembro que eu tava com uma bata branca comprida, uma legumprida assim de mim. E aí ela pegou na minha mão a Leonor, essa que contou que tinha namorado e me levou num corredor que foi a primeira
vez que Eu entrei na casa de do Inácio até o final e tinha algumas pessoas que ainda estavam esperando para entrar, que é onde elas sentam, nas cadeiras laterais até chegar na entidade. e ela me levou até ele e e foi muito chocante assim para mim a força física dele assim quando ele me segurou assim, sou muito forte. E aí segurou na minha mão, pegou na minha mão, falou: "Filha, que bom que Você veio. Eu espero você há muito tempo para trabalhar sua mediunidade e eu sei porque você veio até aqui." Aí na hora eu
tive um insight, assim, ele começou a falar da minha mãe, começou a falar uma série de coisas que foram exatamente coisas que eu tinha contado para Leonor na loja. E apesar de eu ter 17 anos coroado Maria e ser católica e estudar hoje o espiritismo para tentar entender uma série de coisas, eu já tinha passado por Experiências espiritismo. Mas na hora eu falei assim: "Nossa, ela é óbvio que ela trouxe exatamente a minha história montada, envelope, porque ele tá repetindo até as mesmas palavras que eu usei em relação a às sequelas da minha mãe do
AVC. E ele me falava isso como se uma entidade tivesse falando para ele e que ele ia curar isso, desde que eu me comprometesse com ele a trabalhar mediunidade. Aí ele falou, Eh, fez vários elogios para mim e aí ele falou: "Quando acabar os trabalhos da casa, eu quero que você vá procurar o médium João, não a entidade." Aí eu falei: "Eu não entendi". Aí a Leonor, que tava do meu lado, falou: "Eu vou voltar aqui, eu vou ficar na enfermaria e eu levo você conversar com o médio João, porque quem tá falando com você
aqui é a entidade, É Dr. Augusto de Almeida". E aí ele pôs a mão no meu rosto. E aí eu não sei até que ponto você acredita no espiritismo ou não. Não sei o que aconteceu. Eu fiquei tonta. Ele pediu para eu tomar um pouquinho de água que tava num copo. Era doce, doce, doce. Parecia água com mel. Doce. Aí chegou um rapaz enorme, alto, de olho claro, chamado Fern e Viola. Viola e ele falou: "Fica tranquila, eu Sou endocrinologista no Cílio Libanês. Você não lembra de mim? Eu sou voluntário aqui na casa de do
Inácio. Fica tranquila." E me tomei mais um pouco dessa água com gosto de mel. Aí o se João falou: "Senta ela na cadeira mais próxima, a entidade, ela vai passar os trabalhos todos aqui." Aí eu apaguei e aí as pessoas da excursão, eu fiquei nessa cadeira, que é a primeira cadeira ao lado da entidade, Que é onde eu passei depois dos próximos 8 meses. Às vezes eu rebesava, às vezes eu ficava na cadeira do seu João, às vezes eu ficava na cadeira mais próxima a ele. Durante um tempo teve um móvel nessa cadeira que onde
ficava os livrinhos, os copinhos com água purificada. Durante o outro tempo eu fiquei na primeira cadeira e nesse dia aí eu tive um pouquinho de eu acordei, eu tive enjoo assim, vontade de vomitar. Aí a entidade chamou um outro rapaz Muito bonito, um rapaz de olho claro também que também trabalhava lá. Depois eu vi durante todo esse tempo ali perto de mim. Ele falou: "Leva leva alguma coisa que pode ser que ela vapor para fora. Ela tá com obsessores." O o não, o senor João, o o monitor falou, o voluntário, ela deve estar com espíritos
obsessores. E aí colocou um cestinho e falou: "Se você for vomitar, vou mita aqui". E aí eu acordava assim drogada, drogada. Eu nunca usei droga. Então eu não sei, apesar de eu ter estudado a dependência química por atender na clínica do artigo eu nunca consumi, então não sei como é, mas eu tinha a sensação de que eu tava grogada, assim, eu me lembro que parecia como se eu tivesse acordando de uma anestesia geral de quando eu operei. Eu falei: "Gente, eu parecia que eu tava acordando de uma anestesia geral assim". E aí a hora que
eu acordava e ele ele Uma hora ele pediu, me levaram até a cadeira dele, eu ajoalhei, ele ficou conversando comigo, mas eu só via flechas assim muito tonta, eu não tava consciente. Aí eu voltei pra cadeira e aí as pessoas que era uma excursão grande que foram da cidade da minha mãe, a Neusa, a Flavinha, Kiki, a Claudinha, minha mãe, contam que eles passavam pela entidade no momento que a fila andou, que a casa aconteceu e todos me viam lá, Diz que deitada na cadeira assim mole, desmaiada assim. Aí dis que tentaram mexer em mim,
que aí a Neusa ficou preocupada, falou: "Nossa, olha como a Simone tá, tá todo mundo só de olho fechado". Eu tava muito grog assim. E aí teve um intervalo, aí a Leonor foi lá, me chamou na cadeira, ela falou: "Você tá bem?" Eu falei: "Nossa, tipo, eu tava vendo Tudo esbranquiçado assim". Aí ela falou: "Se João quer falar com você". Aí eu cheguei na sala do seu João, entrei por uma porta de vidro, tinham cadeiras também na lateral, ele saiu de um banheiro, ele tava num banheiro, tinha uma cadeira, ele sentou na numa cadeira grande
dessas cadeiras de massagem até que estende a perna. Ele falou: "Ó, eu tava esperando você". Ele falou: "Solta o seu cabelo". Tava de branco, de baixo, com rabo assim. Ele falou: "Solta seu cabelo". Aí eu olhei pra Leonora, não entendi, tipo, achei esquisito. Eu sou um pouco desconfiada, por isso eu me sinto culpada de ter deixado as coisas chegarem quando cheguei. Sou desconfiada. uma mulher, sou grande, tô mais 75, sempre tive um corpo grande atlético e Sou uma mulher de traços marcantes. Eu sempre fui meio desconfiada com essas coisas. E aí eu falei: "Solta seu
cabelo". Aí, aí ela falou: "Não, eh, ele pede isso para todo mundo". Aí ela falou: "E preciso deixar vocês dois aqui agora sozinhos que ele vai conversar com você sobre a sua mediunidade, sobre sua mãe." Aí o seu João levantou e trancou a porta e essa porta tinha um corredorzinho e a Sala mais no fundo um quadrado com os gaveteiros assim com E aí o seu João falou: "Olha no meu olho". E o olho dele, ele parece um espelhinho assim. Parece que tem um cristal assim, ele brilha. Deve ter feito alguma cirurgia no ouro depois
que o tempo eu perguntei. Eh, aí ele falou: "Solta o seu cabelo e solta a sua roupa". Porque a minha bata, ela, eu tenho foto com essa bata lá em ela era comprida, Mas ela, como ela era larga, ela no meio ela tinha uma fitinha assim como um cinto, fazia um laço atrás. Então aqui era os botões, aqui tinha um quadrado de linha e ela a ela atrás e eu tava com uma regata branca por baixo, um top e então tudo assim fechado, só que eu deixava a bata meio aberta assim com a regata aqui
assim. >> Uhum. >> Eu tenho hábito de usar regata porque como eu trabalho em hospital, trabalho No hospital para não expor nada de decote, eu sempre tenho uma regata do barco. Aí ele falou: "Solta sua roupa". Ele não falou barba, falou: "Solta esse seu vestido e sua roupa". Aí eu falei: "Mas por quê?" Falou: "Porque você tá interrompendo o fluxo de energia." Eh, aí eu não soltei a roupa. Aí ele falou: "Vo de costas para mim que eu vou trabalhar seu chakra". Aí ele abriu, puxou a minha roupa, O laço, em nenhum movimento bruto, em
nenhum movimento eh eh de agressão física. Ele foi, apesar da mão dele ser pesado, bra, ele ser todo troncado, talhado, o movimento foi delicado. Aí ele pegou e encostou ele em mim, corpo dele em mim de costas. Ele falou: "É, você, eu já tinha contado para Leonor que eu tava separada, que eu não tinha ficado com ninguém, porque eu tava eh Observando aonde eu errei na no meu casamento, foram 7 anos de namoro da gente casada e para não cometer os mesmos erros no próximo relacionamento, eu tinha optado para não ficar com ninguém. E aí
ele pegou e falou isso. Eu falava: "Nossa, ele tá falando exatamente as coisas que eu falava para ela na loja na hora que eu fui comprar o livro". Mas até aí eu falei: "Bom". Aí ele pegou e falou: "É por isso que você não fica Com ninguém. Os seus chakras estão fechados. Eu preciso liberar os seus chakras". Aí eu falei: "Nossa, para um homem que as pessoas aqui e que o livro que eu tô lendo e e os monitores dizem que é um homem que não sabe ler, escrever analfabeto chucro, saber o que é um
chakra é interessante." E fiz uma piada na hora. E e a e tem aquele momento assim que você começa a ver assim aquele monte de gente que tava na fila, na porta, que Queria falar com ele, ter 5 segundos sozinho com ele. Aí você fala assim: "Nossa, como eu sou especial, né? Já tá colocando a mão em mim, uma pessoa que as pessoas chamandoam de Deus". Aí essa hora ele virou para mim e falou assim: "Você pode me chamar de pai, porque eu vou cuidar de você como uma filha. Eu vou cuidar da sua mediunidade
e da sua mãe. Aí a sua mãe vai voltar a andar, vai recuperar. Ainda falou assim: "Sua mãe vai morar numa casa com mais cômodos". Eu me lembro que ele falou isso e eu falei: "Isso não ia mudar minha vida". Mas ele falou isso na hora. Aí ele abriu e aí ele encostou em mim de costas. Na verdade, durante muito tempo que eu frequentei a casa, eu não tinha lido que aquilo era um abuso até certas outras situações que eu fui vivendo com ele, como se um terapeuta Tivesse eh fazendo um chatso e mexendo em
você, soltando um ponto de gatilho. E aí ele ele ele bem bem encostado em mim, colocou a mão entre o meu umbigo e a minha pubs é a parte íntima. E a mão dele é muito muito forte, mas ele não fez força, mas o peso da mão dele, aquilo me chamou atenção. Aí ele falou: "Eu vou soltar esse chakra seu para liberar o seu fluxo de energia". falou: "Você tá com algum metal, alguma Coisa que tá te prendendo, tira". Aí eu falei, eu não tenho metal nenhum, eu tava de brinco de pérola e e tava
com e tava com uma cruz que eu carrego o cominho desde a minha primeira comunhão. E aí eu falei, eu não tenho nada de metal. Aí ele pegou e falou assim: "Você não tá colaborando, Mas como eu gosto muito de você e da sua mãe, eu vou eu vou ter paciência com você". Aí ele foi numa num móvel cheio de gavetas, pegou uma pedra, falou: "Segura nessa pedra, se concentra, fecha os olhos". Deu uma pedra. Eu tenho essa pedra. Todo mundo acha que eu deveria jogar essa pedra fica inclusive no meu altar. Eu acho importante
às vezes eu lembrar coisas que eu vivi independente de existir ou não a Espiritualidade. Eu tive provas João de que ela existe e que ele tinha isso de uma forma muito forte, muito aflorada. Eh, eu eu cheguei aí em trabalhos de desobsessão seu João. Então, eu sei que aquilo acontecia e aí ele me deu uma pedra que ela é uma bolinha que fica ali no meu altar, fica até no altar do interior. E e aí ele quando eu fechar os olhos, aí de novo ele veio atrás de mim, falou: "Agora vamos colaborar que você Vai
colaborar." Ele falou: "Tira esse metal que tá atrapalhando". Eu falei: "Eu não tenho metal, seu João". Aí ele falou: "Tá bom". Aí ele pegou e passou a mão assim nas minhas costas, na lateral assim, acho que para ver se eu tinha. E aí eu acho que ele se referia ao sutiã. Só que como eu uso top grande >> sem aro, >> sem nada, como top de uma regata por cima, ambos são de elásticos, não tinham Metal. E aí ele falou de novo, aí ele falou: "Ah, eh, ele falou: "Essas coisas que mulher usa". Aí eu
fiquei esperando a pedra, ele falou lá: "Essa pedra de presente para você, você vai carregar ela sempre com você, que eu vou estar com você". E aí ele falou, falou que ele ia cuidar da minha mãe, que eu tinha uma missão, que ele ia cuidar da minha mediunidade, que eu tinha uma mediunidade, que ele ia Me ensinar a a lidar com ela. Aí ele perguntou, falou sobre situações que se eu tive visão, sonhos e coisas assim. Aí ele sentou na cadeira, que era uma cadeira bem grande, larga, bem confortável assim de couro e falou: "Vem
aqui, filha". Aí falou: "Ó, eu já eu já machuquei esse joelho, já caí esse joelho. Às vezes eu ponho o gelo, a gente senta aqui, ajoelha aqui." Aí perguntou que oração que eu gostava. Eu falei que eu gostava, eu falei que eu coroava Maria cantando Maria de Nazaré. Maria de Nazaré. Maria Mic mais forte a minha. Aí ele falou: "Ah, você gosta?" Falei: "Gosto". Falou: "Então você é católica?" Ah, ele falou: "Eu gosto de Santa Rita." Ele falou: "Santa Rita que tá comigo". E Aí ele ajoelhou ajoelhou no chão e aí ele perguntou se eu
conheci o espiritismo, que que eu conhecia do espiritismo, se eu conheci o caricismo? Aí ele falou: "Olha, o que tá acontecendo aqui? Você não pode falar para ninguém, porque muita gente aqui fala mal de mim. As pousadas aqui eh não me contam que hóspede às vezes ficam lá e pagam dinheiro e não passam o cartão para não ter que me pagar. Os taxistas me enganam, Eh, as pessoas me enganam. Muita gente não gosta de mim, mas eu sou assessorado por excelentes advogados. Começou a falar um monte de coisa. Aí ele ajoelhou e falou: "Eh, a
gente vai ter que trabalhar muito esse seu chakra". Ele falou: "Eu lembro que eu tava segurando a pedrinha. Aí não houve um momento assim onde ele falou da conotação sexual, mas ele falou assim: "Eh, você sabe que tudo que vem aqui no médio, todo líquido é de cura." falou. E aí a maior prova também de que a Leonor tinha contado que eu conversei com ela, foi que ele pegou e falou assim: "Esse cara que você atende aí, famoso, Niso, Niso, que é o Nisaguanais, que era meu paciente, meu aluno, foi a mulher dele pediu para
eu dormir na cama dela Pro meu meus líquidos". Ele falou: "Meu esperma ficar lá por causa do ectoplasma". Porque o ectoplasma cura todo mundo da família dela. Eu, como não falo de aluno, de paciente, só ouvi ele falar. Eu falei: "Nossa, como você sabe, né, se que eu atendo ele, né? Ele andou pesquisando a minha vida já, né? Eu sou muito desconfiada." E aí, aí ele falou: "Ah, Leonor trabalha comigo há muitos anos, ela é da minha Confiança". E ela falou, aí ele começou a contar uma história da Xuxa, que a Xuxa também quis tocar
nele, quis ter contato com com o esperma, com ectoplasma, falou da de atrizes que ele não sabia nem falar o nome. Aí perguntou se eu queria se eu queria saber o que era. Eu falei que não. Aí ele falou: "Abre a gaveta e escolhe uma Pedra para você". E a partir de hoje você vai ser minha filha, filha de Dom Inácio Loiola, filhas da casa. E você tem, vai fazer sua missão com a sua mediunidade aqui e eu vou cuidar da sua mãe. Aí eu abri a gaveta, escolhi uma outra pedra. Ele perguntou se eu
sabia até onde ia a mediunidade dele, o que ele era capaz, o que ele não era capaz. E aí ele falou: "Você quer comer? Eu só vou comer um ovo porque eh senhor comeu Qualquer coisa pesada, eu não consigo voltar para fazer os trabalhos da tarde. Aí eu perguntei: "Por que que eu fiquei dormindo? Por que que eu fiquei tão grog, tão fora de mim?" Ele falou: "Ah, da sua mediunidade, a gente vai trabalhar isso?" Ele falou: "Você ainda não conhece a cachoeira de do Dr. Augusto de Almeida? Depois você vai ver muita coisa lá.
também por causa da sua mediunidade e Tal. Aí começaram a bater na porta. Era Haider, uma moça que é tradutora dele avisando que tava o SCAF tava lá, começou a falar um monte de nome de político que tava lá e que queriam falar com ele. E para confirmar que o Felipe Massa ia e que a Daniela Ascarelli ia chegar. Tô falando um monte de nome de um monte de Gente famosa. Aí ele falou: "Você conhece eles?" Eu falei: "Sim". A Daniela é cliente da da empresa que eu dou consultoria da MPR. Ela faz maratona e
a gente prepara ela pra maratona. Falou: "Ela é bonita, né? Falam que ela é muito bonita". Eu falei: "É, ela já veio aqui outras vezes, que ela tinha, já tinha me contado que tinha ido lá outras vezes em outras separações dela." Aí ele falou: "Ah, então você não pode comentar nada. que a gente fez aqui, porque essas pessoas querem fazer o que eu tô fazendo com você e elas não vão ter essa oportunidade. Eh, não forçou nada assim, ele ofereceu duas ou três vezes assim que eu tocasse nele. Falou: "Olha, você quer tocar? Você quer
sentir a minha energia?" e e mostrava o membro dele. Ele falou: "Vai no banheiro pegar uma Toalha porque eu vou ficar todo molhado, porque você é uma mulher muito bonita e a sua mediunidade eh ela é da cura". Aí ele falou: "É, eu tô num arrvorismo, né? Eu tô criando resistências para falar as coisas na ordem, que isso foi antes da Regl entrar, essa tradutora e falar das pessoas famosas. Bom, aí entraram várias pessoas lá, ele pediu para ficar sentado do lado dele, ele me apresentou para Algumas pessoas como uma nova pessoa da família da
casa. É a nova filha da casa. >> Simone, deixa eu só aproveitar esse esse recorte assim, né, de de momento ali no espaço para te fazer duas perguntas pra gente não deixar passar. Eh, essa esse ambiente que você retratou é o ambiente que existia ali antes da reforma? >> Olha, eh, você já foi lá você. Ah, >> não, a não, a porta onde as pessoas Entram, onde onde ele entra com a gente de uma rampa. >> Sim, sim. >> Aí à esquerda eu tenho fotos ali na porta, depois posso te mandar. É, é. Descendo a
rampa, tem uma porta num lugar separado, não é? Onde ele ficava lá no fundo aonde a porta de correr. >> Esse da porta de correr foi onde ele brigou comigo uma vez que eu não quis ficar com ele. >> Esse da porta de correr é mais no fundo que é perto da onde entrega a sopa. >> Sim. Não, essa salinha perto da rampa, perto da onde é o atendimento, que não é a salinha intermediária, que é onde ele dá a mão para mim fazer o aterramento, onde ele fala que a entidade vem e vai, onde
a gente reza antes de entrar. >> Mas é numa sala de descanso ali abaixo da rampa que é num prédio separado Ou é numa sala anexa ali mesmo ao local do atendimento? Não, a sala necada do atendimento, ela é só um banheiro. Eu já fiquei ali com ele. Ali tem só um box, uma cadeira, a santa, as velas e um gaveteiro, que é o corredor >> onde ele trasava com a Ângela quando eu ficava nervosa, quando eu entrava tava os dois ali fazendo sexo anal de forma absolutamente agressiva. Sim, era nessa parte então Depois da
rampa, descendo a rampa mais um pouco mais pro lado direito assim >> de olhando de frente pra porta, não, pro lado esquerdo. O lado direito é grama, onde tem as árvores e onde desce pra sopa. Se eu tiver de costas pra sala de atendimento, essa salinha ela é a esquerda. Tem uma porta de vidro eh com separaçõezinhas, panela pequenininha, você entra, tem um corredorzinho com cadeiras e cadeiras e aí ela vai lá pro fundo. Aí tem um Gaveteiro, tem várias fotos dele, fases diferentes da vida dele. >> Compreendi, compreendi. É, era uma, tem um tem
um banheiro e aí tem uma outra sala dentro desta sala onde ficam grandes pedras em cima de um suporte de madeira. Sim, era um esclarecimento que eu queria que >> uma gelade, tá? >> Tanto que numa outra situação, uma semana depois, quando ele pediu para eu Voltar pra Badiânia, me lembro que nessa sala tinham laranjas e ele falou: "Você pode experimentar? Você quer?" Falei: "Não, obrigada". Ele falou: "O que?" Ele falou: "As pessoas vão falar para você que elas tentam envenenar meus alimentos. Muitos maridos tentam envenenar minha comida. Então, quando você for comer alguma coisa
aqui na sala, precisa chamar o Chico Lobo para ver direitinho quem que Deu de presente, quem deixou. Aí outra coisa que eu queria que você esclarecesse, se você disse a respeito do toque, né, daquele momento que encostado atrás de você, ele colocou a mão abaixo do seu umbigo sobre a roupa. Ele não chegou a afastar sua calça e tocar na pele. Não, foi sobre a roupa mesmo. >> Não, ele colocou a mão dentro da minha calça. >> Foi dentro. Tá ok. Ele colocou a mão Dentro da minha calça. Eu falo, perguntou se eu estava de
biquíni, porque eu uso uma calcinha pequena e ela caixa. Aham. >> É, na lateral ela não é larga. >> Sim, >> ela é fininha. Como eu tava toda de branco, eu punho coisa que não marca, sabe? Sem elástico. >> Sim, sim, sim. >> Essas são cortes da laser. >> Uhum. E nesse momento ele chegou a te tocar ali na pele, mas não chegou a descer a mão e fazer movimentos mais perto mesmo da sua virilha, não. Ou fez, >> ficou, ele ficou pendulando. >> Não, lá dentro. >> Sim, entendo. >> Ele não colocou a mão
dentro de mim, orifício. Ele ficava mexendo e falando que ele estava liberando o meu chakra. >> Uhum. E aí você relatou que ele teria Pedido para você pegar uma toalha, né, porque ele iria se molhar. Ele chegou a realmente eh se masturbar, ejacular ou não? Aí teve um momento que chamaram na porta e interrompeu. >> A a tradutora bateu na porta, ele teve ele ele mandou eu destrancar a porta, >> certo? >> Foi nem ele que levantou para destrancar, >> tá? Uhum. Pode prosseguir, fica à vontade. Você ia contar que eles Entraram e vocês começaram
a conversar ali. Eu tive muitas vezes nessa sala, então talvez eu precise tomar cuidado para na linha do tempo de escrever todas as vezes adequadamente. Sim, >> acho que foi isso que a Ariane foi de uma falta de empatia tremenda, meio falando que por que que você voltava lá, a moça que colheu o meu outro depoimento, às vezes que eu falei com ela pelo telefone. >> Sim, sim. >> Da equipe de vocês, ela falava: "Mas por que que você voltava lá?" E aí uma das vezes eu perguntei para ela: "Você já teve uma mãe morrendo?
Sendo que seu pai já morreu?" Eu passei a vida trabalhando para dar uma casa pro meu pai. Quando eu consegui dar, ele morreu e eu me arrependi de não ter vivido com ele para me matar, de trabalhar, para poder dar a casa. Aí vou cometer a mesma situação com a minha mãe. Eu queria salvar a vida Da minha mãe. Minha mãe tinha ido para Unicamp. Os médicos disseram que ela teve que fazer uma cirurgia na cabeça. Disseram que a chance era muito pequena, porque você podia pegar o par de nervo craniano. Mas voltando à sala,
>> se você quiser ir perguntando, você pode me ajudar a dar um norte. Tá >> tá. É que eu eu prefiro não interromper muito, mas a gente vai conversando. Qualquer coisa eu vou questionando, tá? Mas aí as pessoas entraram na sala e iniciou um diálogo ali. >> Aí ele falou para mim, ele falou: "Você vai escrever um livro para mim sobre a corrente?" Aí eu falei: "Eu escrevi um livro?" Ele falou: "É". Aí a Edna Gomes chegou e aí ele falou: "Ah, vamos falar para você que ela é sapatão". E deu risada e e ela
tava cheirando vinho com garrafa de vinho. Aí eu falei: "Nossa, eu sou católica, não sou de conhecer o espiritismo, mas achei que no espiritismo a bebida alcoólica fizesse, fosse inadequado pros trabalhos espíritas, até onde eu entendi, você se tornaria um obsediado pelo espírito obsessor com a bebida alcoólica." Aí ela deu risada e falou: "Ah, até a Cissa Guimarães vem aqui". Fez piada na hora deu risada. E aí falou: "Ô, seu João, dessa vez escolheu uma moça bonita mesmo, hein?" Ela falou: "Eu tava bonita, eu tava bronzeada assim, eu tava toda de branco, você fica sem
maquiagem, você fica meio com cara de, você se sente meio que no céu, né? Todo, todo mundo de branco andando naquele azul. você fica numa atmosfera, numa esfera diferente, numa biopsicossocial, esfera Diferente. E aí ela brincou, tal, e aí o seu João pegou e falou: "A partir de hoje, essa minha filha, eu quero que você proteja ela e você e ela vai ficar todos os trabalhos o mais próximo de mim na sala". Aí ela pegou e falou o nome de alguém que eu não sei quem é. Aí ela falou assim: "Ela vai passar ficar sentada
no Lugar que ficava a irmã da dona Célia, a dona da pousada, e ficaram falando entre eles." E aí ela deu risada, olhou na minha mão, falou: "Ganhou uma pedra, hein? Já é uma pessoa especial, fez uma". E aí ele falou que eu ia entrar com ele no trabalho da tarde e perguntou se eu queria tomar uma sopa. Aí a Edna pegou e falou assim: "Eh, Ela contou pro seu João, sem ele saber quem era, que eu escrevi os capítulos, que eu tava escrevendo os capítulos de um livro para uma pessoa que é a Fabiane
Escaranzi, aquela jornalista. Eu escrevi o capítulo de atividade física do livro para ela e ela pegou e falou pro seu João. Eu falei: "Nossa, me pum". Entrou na sala, de repente sabe um monte de coisa da minha vida. A Ed falou: "Ah, ela também trabalhou com a Mariana Club, A maior assessoria esportiva de São Paulo. Ela é consultora também, ela atende, Marcelo Odebrecht". Começou a falar um monte de gente famosa que eu atendia. Só um minutinho, por favor. >> Sim, sim, sim. Oi, eu quidade celular o celular é amanhã escola por favor Escola fale Marcelo
teatro dela olhadinha dela e a data do último atendimento se ela tá com medicação adequada. Tá bom? Obrigada. Demorar. >> Desculpa. >> Deixa eu deixa eu só aproveitar e passar um recado. Marina, me faz um favor, coloca a plaquinha de audiência na porta porque eu esqueci de pôr. Tá Prontinho >> aí. Aí a >> ela tinha sua ficha completa. >> É. Aí ela começou a falar, ah, ela escreveu, ela que fez os folhetos para colocar no avião da T indicação de as pessoas não passariam mal nas Aí aquele meu lado, o pezinho atrás, falei: "Nossa,
mas pera aí, né? Essa moça sabe tanta coisa da minha vida, né?" Aí eu falei: "Como é que você descobriu Meu sobrenome? Aí ela falou: "Ah, você a Leonor quando foi pegar uma ficha para você não precisar ficar na fila, vou passar pela entidade. Você passou seus dados todos e eu passei na pousada onde você tá hospedada na dona Célia e peguei seu nome, seu RG, seu telefone, seu sobrenome. Fiquei com aquilo meio que tem meu lado de falar assim, meu, então muita coisa que eles falam no palco, Eles já tem já. E ele fala:
"Olha, eu vou adivinhar que você tem tal doença, mas a pessoa da própria pousada onde a pessoa tava hospedada que contou". Bom, até esse dia você tá você tá esse dia é um dia tão primeiro dia, você fica tão hipnotizada. Aí saiu todo mundo da de novo. Ele me colocou como uma pessoa super especial na vida dele, a pessoa que a partir daquele momento era protegida na terra. Olha, nós vamos entrar operando. Aí nós saímos dessa sala que é que é a sala que tem a sala, o banheiro e a outra sala com as pedras,
os gaveteiros, as imagens. Entramos nesse banheirinho que você chama de sala anexa, a sala de atendimento às entidades. Ali é só um banheiro, é onde ele toma a ducha, porque muita gente encosta nele, né? Muita gente encosta na gente lá. impression. Eh, até aí eu fui meio que abençoada porque eu percebia certas coisas, mas também tem o nosso lado curioso de querer ficar aquele lado curioso, falar: "Nossa, eu quero ver, quero ver o que que é tudo isso, né? Esse mundo que eu não conheço, né?" E aí ele pegou na minha mão e nós saímos
das desses quadradinhos, subimos a rampa e paramos nessa sala que a sala que não é para mim é um banheiro, para Você é uma relação sexual com várias moças que estiveram lá durante o meu período e depois procuravam a gente chorando. E a Edna e a Ângela falavam: "Vamos espalhar na cidade que elas são loucas, doentes mentais, que elas têm problema, que elas têm pânico." depreciar. Inclusive uma moça que ele conseguiu um emprego paraa moça depois na Rede Globo trabalhar com Roupa. Eh, esse dia eu fiquei chocada. A menina tava toda suja de esperma falar
comigo chorando. Eu eu apaguei todo o meu telefone, tudo que tinha dessas coisas no meu telefone. Fazia muito mal. Eu tinha até a foto dessa moça. Eh, a Tânia deve ter que a Tânia tava comigo. A Tânia é Apple esse dia que essa moça veio contar, ela tava até suja de espera. Aí a gente entrou, né? E aí eu falei: "E agora?" Falou: "Não, agora você vai ver como é o trabalho". Da outra vez eu fiquei apagada, né? Eu não sei se eu dormia, eu não sei o que tinha naquela água. Eu não escuto o
que as pessoas falam, eu evito ouvir, mas ninguém conta que bebeu essa água. Contam isso para mim. Mas as pessoas não apagam. Eu apaguei. Muita gente dorme na corrente de você Ouvir o ronco da pessoa até na corrente, não sei se se alguém já foi a corrente de oração, né, onde as pessoas ficam fazendo a sustentação mediúnica dele. A tô aguentando, eh, aí ele deu a mão para mim nesse banheirinho que se chama de sala. E aí a gente passou por uma outra sala que é onde ficam as pessoas já organizadas, que é são as
pessoas que vão fazer as Cirurgias ali, né? Tem duas marcas e várias cadeiras, tipo banco de gredo. Aí ele deu a mão para mim e falou: "Engraçado, né? Eu tô trabalhando tanto esquecer o seu João que as falas que eu tinha todas repetitivas assim, recidivas e constantes na minha cabeça, ela só Ele falou uma frase que era uma frase assim tipo chamando o poder da cura. E aí me chamou muita atenção porque ele falou: "Fecha o olho". que eu teria que Andar de olho fechado para essa sala de andando com ele de mão e aí
eu pus a mão numa pessoa que levantou a mão e pediu para ser operada, que era a Neusa coincidentemente que me conhece desde que eu nasci, que é a filha dela aqui, que fez primeira comunhão comigo na igreja São José e que era uma das pessoas que tava na excursão da minha mãe. E realmente eu só abri o olho na hora. Então falei: "Nossa, foi muita Coincidência. Na hora me deu até uma emoção". Aí ela abriu o olho e começou a chorar. É muita gente rezando. A energia do ambiente, você fica com a emoção muito
a flor da pele, né? Muita. Você já foi lá? >> Não, como uma visitante. Eu estive lá por ocasião do cumprimento das buscas. Então eu conheço o ambiente, mas não conhecia a casa como visitante, não. >> Mas é um lugar por si só muito lindo, né? Ali a topografia, região, né? É, é, É um ambiente assim envolvente. >> Quantas vidas destruídas nesse ambiente? Aí a gente ficou andando. Aí ele falou para fazer uma oração. Eu fiz uma oração. Ele falou: "Hoje é você que vai fazer encerramento. Aí, ai, desculpa, eu errei. Esse não foi, esse
foi o segundo dia. Esse foi a quinta-feira, na quarta que ele faz quarta, quinta, sexta. Neste primeiro dia que eu tive na sala, foi o dia que Ele tocou. dentro da minha causa, ele pediu para para Edne, para Leonor me colocarem na minha cadeira, que ele falou qual que ia ser a partir desse dia. E aí eu fiquei lá, ele falou para eu ficar concentrada e ele entrou com um triângulo que tá ali, que é um é uma pedra, um cristal que eu tenho comprido com bico. E pôs esse cristal na minha mão grande dessa
vez. falou: "Esse é o seu aterramento, desaterramento da sua mediunidade". Eu Abri o olho, eu tomei um susto com ele na minha frente, porque ele é muito grande, né? Então eu senta, eu tomei um susto e eu realmente estava meio que concentrada. Eu tava rezando, tava rezando pela minha mãe, pelas pessoas. Eh, eu tava realmente concentrada. E então eu errei esse dia. Não foi o dia que eu entrei com ele de mandada. com de mão nada no dia seguinte, que o episódio foi idêntico ao do dia anterior. A diferença é que a Leonor não Foi
me pegar lá fora. A diferença é que quando eu entrei na casa, o Chico Lobo me chamou e falou qual era já a minha cadeira, que era para eu ficar no mesmo lugar que eu tinha ficado. Falou: "Daqui para frente você sabe como vai ser seu trabalho. Como se eu já tivesse feito MBA lá e eu não sabia nem o que ele tava falando. Aí eu sentei no segundo dia que eu entrei com ele operando, meu dia que eu Encostei na na Ah, eu acho que de depoimento do episódio em si foi esse. Os outros
todos foram muito parecidos nessa sala. A diferença é que eu já não virava mais de costas para ele. A diferença é que uma vez ele me pediu para ajoelhar e tocá-lo e eu não toquei. E aí ele me pediu para colocar gelo no joelho dele. Tava doendo. Vou pegar essa toalha para tocar o gelo. Ah, aí eu vi ele ficar com várias pessoas, mas também eu não vou mentir para você que eu vi várias pessoas famosas pedir, como eu passei a ter livre acesso na casa, >> Sim. >> e eu entrava pelas portas e tinha
abertura de todas as inclusive a porta do lado esquerdo aonde era contra o fluxo de energia da casa que só saíam Pessoas não entravam. Eu eu tinha autorização de entrar por lá. E aí eu me lembro que segundo, terceiro dia ele falou que era para eu escolher um quadro para colocar ali que que tivesse a vir comigo. E aí tinham duas pessoas famosas lá e elas queriam transar com seu João. Elas queriam, elas ficavam pedindo para ir lá que elas queriam ficar com ele. Então assim, eu não vou mentir para você. Eh, eu fui testemunha
de mulheres que Pediram para ter relação com o seu João e tiveram. Então eu não sei, Simone, para tentar estabelecer assim alguns pontos que são juridicamente importantes, tá? Eh, você faz o relato desde o primeiro dia que você esteve lá com a sua mãe, eh, indo lá e a partir dessa indicação dele que você trabalharia na casa, você já ficou lá ou você retornou para São Paulo e depois veio de >> para não ir mais com a minha mãe? Ele falou: "Sua ligação com a sua mãe é muito forte, tá atrapalhando o trabalho da sua
mediunidade pra frente você vai vir sem a sua mãe." >> Uhum. E aí você ia mensalmente e ficava alguns dias lá? Como que era o fluxo de tempo que você ficava lá? >> Na sexta-feira, antes de eu ir embora, ele mandou me chamar na pousada. eh, falou comigo, me deu o telefone dele, ele não sabia usar, inclusive tava Tocando o telefone, era o Candé Ses, ele pediu para eu atender que falou: "Ah, não consigo atender essa porcaria, não tem botão". E aí ele até falou: "Ah, quero que você conheça uma pessoa tem uma medidade muito
forte." E aí ele falou: "Semana que vem eu encontro você aqui na quarta-feira". Aí você foi embora nessa sexta-feira e Já retornou na quarta, na quarta-feira seguinte. E esse era o o fluxo das suas idas no começo. Você ia então semanalmente, passava alguns dias da semana lá, os dias de trabalho da casa e retornava para São Paulo. >> Não, chegou um momento que eu ficava muito com São João e chegou um momento que eh além do custo financeiro de passagem, por exemplo, passagem em cima da hora custava R$.00. Então já não valia a pena mais
eu comprar passagem em cima da hora. E aí teve um dia até acho que na terceira ou na quarta ida, que eu vi que eu tinha gasto, sei lá, mais de R$ 10.000 de passagem. Aí a Edna veio falar comigo e aí ela falou: "Eh, olha, como é que vai ficar o seu trabalho? Você não tá trabalhando quarta, quinta e sexta, né? Trabalho. >> Sim. A Edna queria sempre que eu apresentasse as pessoas famosas que me conheciam para ela. Sim. >> Ela queria que apresentasse pro seu João, porque eu conheço, eu eu eu atendi, atendo,
atendi muita gente bem-sucedida, mas pessoas que não acreditam na espiritualidade. Muita gente bdedida. tava atendendo na época E familiares, não vou esses nomes pessoas e aí eles pediram para para ver como é que ia ficar meus horários de atendimento com eles, porque eu já ficava quarta, quinta e sexta abadiando. >> O custo começou a ficar muito alto. Mas o se João me pediu para não ficar mais empousada, que ficavam outras pessoas, que eu já tava num momento, depois de Quatro semanas que eu ficava o tempo todo com ele, que as pessoas começavam a ficar em
cima de mim na cidade. Então, se eu se eu ia tomar um chá lá na no fruits, lá naquela aquela lanchonete, eu tomava sempre um negócio antes de entrar nos trabalhos que eu adorava, era limão, gengibre e mel, charzão. Aí eu entrava lá, já vinha gente falar comigo. Aí um dia ali, o amor me chamou, a loja dela era três casinhas do lado. Falou: "Olha, Simone, aqui tudo é gravado. que todo lugar tem câmera, tem microfone, tudo que você fala aqui é gravado, toda pousado, todo hotel. Cuidado com que você vai falar, cuidado com as
pessoas que você conversa, seu jovem uma pessoa muito influente. Comecei a achar umas coisas estranhas. Aí é aí eu conheci uma moça chamada Carolina Lutemberg, era monitora na casa. Aí a Carolina me chamou f, por algum motivo eu fui com a Sua cara porque eu tô vendo que você tá se doando, diferente de outras pessoas que estão aqui como voluntários, que ganham dinheiro porque tem comércio na cidade e dividem o lucro com o seu João. Você tá abrindo mão e abdicando o teu trabalho. E ela falou: "Eu conheço várias pessoas que são seus alunos de
natação no Clube Harmonia no Jardim São Paulo. Fala que você trabalha 5 horas da manhã, você tá na USP para atender o atleta, pegar que Eu pegar voz, pegar uso fechado para não ter risco de atropelarem atleta nos testes. Então as 5 horas da manhã realmente eu tinha que estar lá. Ela falou assim: "Ó, as pessoas te vêm trabalhando muito e estão preocupadas de como é que vai ficar a sua vida." E ela falou: "Ó, eu vou te falar, toma muito cuidado. Você tá entrando num campo minado." Aí ela falou: "O se João mandou matar
aquela gringa que tava aqui, que Colocaram o bujão de gás dentro do quarto na pousada dela. O marido dela me procurou porque eu falo inglês, as outras pessoas não falavam, só só a outra tá." E eles, a gente descobriu que realmente eles mataram a moça, que era a moça que fez a denúncia do seu João. Foi, inclusive a gente estava com ela quando ela foi para Anápolis fazia a denúncia. Acho que era uma cidadezinha perto que tinha que se João sempre falava para mim de Anápolis, da casa Dele de Anápolis. É perto, né? >> É
próximo. Lá >> eh >> ela te fez esse alerta. Aí a Carolina pegou e falou: "Ó, não posso falar com você aqui. Você quer conversar comigo na minha casa?" Eu aluguei um apartamento do outro lado da cidade que eles falavam que dividiam. A Badiânia, João de Deus, atravessava, >> atravessava a pista. Ela alugou um Apartamento ali, >> onde ela era muito rica. Ela tava lá porque ela tava construindo uma pousada em Alto Paraíso de Goiás. Ela era a seguidora do Crembado. Aí ela se aproximou de mim, pegou meu telefone e me mostrou coisas chocantes da
Reder, da tradutora do João, coisas que ela fazia com turistas que iam lá, com meninas que iam lá, como ela enganava, algumas pessoas também. E aí eu comecei, nossa, tô com muita dor mudando de posição, ver se melhora achar a posição menos desconfortável. >> Tá gravando o vídeo? tá tá gravando áudio e vídeo. >> Bom, e aí a Carolina começou a me contar um monte de coisa. abriu o Facebook de uma menina nos Estados Unidos que tinha mandou mensagem para ela contando tudo que tinha vivido com o seu João. Aí na hora, né, ela foi
falando para mim em português o Que a menina tinha vivido. Aí ela abriu um segundo caso para me mostrar de uma outra moça de alto paraíso. Caramba, a descrição, até coisas que eu não não falei aqui para você, mas assim, até descrição de palavras passo a passo que ele me falava eram idênticas. >> Muito padrão, >> não padrão operante. Aí eu falei: "Uau!" A ela falou: "Sim, aqui tudo é gravado. Já tive conversas aqui do outro lado da rua, no restaurante que seu, o assistente do seu João depois me chamou para tirar satisfação comigo. Me
chamou. Eu tem uma em cima da lanchonete, uma sala onde monitores. Você já entrou lá? >> Sim, estive lá. que fica fica filmando tudo. É que diz que eles tiraram tudo, né? Logo, João. >> Não, ainda ainda tinha um pouco de Equipamento lá. >> Foi onde eles chamaram, Reginaldo me chamou numa sala que tem lá embaixo lá quando eles tiraram meu passaporte de mim, quando eles pediram para eu depor a favor do seu João antes dele, antes ele depois. >> Isso, essa conversa com a Carolina, Simone, aconteceu mais ou menos já tinha quantos meses que
você estava frequentando lá? Você tem uma ideia Assim temporal? >> Acho que sim. Eu já tinha visto ela várias vezes lá na porta trabalhando, arrumando a fila, mas ela ia depois ficava um tempão sem mim, >> depois ela ia. Aí um dia, um dia ela me viu na rua, ela tava passando Honda Fit prata, ela falou: "Ah, vem cá que eu te dou carona". Falei: "Nossa, você vai tipo é ridículo de pequeno assim. Falei: "Nossa, você vai de carro?" Era muito perto. Ela falou: "É". Aí, aí ela pegou e falou, ela falou: "Aqui gravam tudo".
Ela falou: "Se eu descer a rua conversando com alguém, falando no celular, tudo é gravado, tudo é filmado". Eu falei: "Nossa, no espiritismo, coisa esquisita, porque Chico Xavier foi um cara que só fez coisa boa, ia no abacateiro, ficava até a madrugada lá Psicografando, ajudando as mães, nunca precisou de nada disso, não tinha nem telefone, celular. Eu não, aí eu eu já tinha visto muita coisa, eu já tinha visto ele tendo relação com a Ângela de uma forma animal. E a Ângela ficava, saía de lá e falava assim para mim: "Nossa, o pênis dele parece
um copo de tão grosso, muita energia". Aí um dia ela pegou e falou: "Ah, eu não posso ter relação vaginal com ele por causa dos Trabalhos de cura". Desculpa, mas se ele que não pode ejacular para não perder a energia, a pulsão de energia de cura, qual a diferença dele ejacular no anos e na vagina? Eu não entendia isso. Aí ela falou: "Vá, vai ler o livro do Ramatis, a fisiologia da alma". F nenhuma literatura vai trazer isso. Desculpa, Angela, isso é coisa da cabeça de vocês. Aí ela me contou que o seu João Sustentava
ela, me contou a história da filha dela, que provavelmente a filha dela era filha do seu João, que ela ficava com o seu João desde a primeira vez que ela foi pra Badiânia, que ela viveu exatamente a cena que eu vivi, só que ela teve sexo com ele, ela f sentou na cabeça, ficou com ele e ela tava solteira e ela queria tratar um tumor que ela tinha na cabeça. Eu percebi que cada pessoa que eu conhecia, ela contava essa história diferente em relação a Esse tumor. Para uns, ela contava que saiu o sangue da
orelha, para outros ela falava que saía sangue da boca. Quando o Candé vinha fazer as perguntas para fazer o filme no silêncio uma pressa, ela contava a história de outro jeito, que ela teve uma hemorragia e que saiu o sangue por baixo, que o tumor saiu. Aí eu falei: "Meu, qual a ligação do cérebro com o estômago para ela contar que vomitava o tumor pela boca?" Então assim, para mim que estudei fisiologia Tava muito além do meu conhecimento e por um outro lado, >> compreensão, >> eu tenho um pezinho no ceticismo. Apesar de eu ser
católica, eu tenho um pluralismo de religião que é admirar a fé das pessoas. Eu admiro, você vai paraa Turquia, eu admiro os caras lá tocando negócio, rezando e tendo fé. Mas por um outro lado é algo que não tem como comprovar, não tem prova. Eu tive provas de coisas que eu vi o seu João Fazer que ninguém me contou. Eu vi gente aparecer cortada assim, ele sem tocar nele. Não vou mentir para você ouvir. Eu não sei se foi montagem. Eu vi várias coisas inacreditáveis, coisas que depois eu falava, eu sentava no box assim para
tomar banho, quando acabava o trabalho. Não é possível que eu ouvi isso. Se eu falar para alguém, vamos falar que eu sou louca. Minha psicista fala, ah, falei, será que isso é da minha imaginação Ou eu vi? Imagina, eu cheguei a procurar o Draus, eu cheguei a procurar o Draus. Na época o Draus tava, eu tava querendo escrever um livro sobre depressão, exercício físico, queria, perguntava pro Draus se aquela história de enfiar a faca no olho que eu via ele fazia isso, pegava tesoura e girava. Tem muitos DVDs deu em cirurgia com o seu João,
ele girando a tesoura na falam que agora nas minisséries, nos filmes, tá aparecendo, Né? Envia aí. Aparece essa cena. Assistiu? Eu assisti, mas assisti integralmente ainda não. Eh, o depoimento, Gabriela, ele vai muito além de depor contra o seu João, porque assim, existe uma equipe pior que eu, que não é só conivente, são pessoas que estão ali por dinheiro, tão vendo as pessoas serem agredidas, estupradas, violentadas, estorquidas e continuam Fazendo as coisas pro seu João para continuarem ganhando dinheiro. Então assim, eu via a mesma coisa que o seu João faz, eu vi o Chico Lobo
fazer com outras meninas. E aí a mulher ele também praticar abuso em relação a mulheres, o Chico Lobo. >> Sim, eu vi isso. >> Aham. E no que que consobo chegou para mim a primeira primeira semana depois que eu voltei lá, se apresentou para mim como prefeito de Abadiânia. Ele era um cara super mentiroso. Ele chegava na pizzaria da na terceira vez que a minha mãe foi para lá na excursão, porque passei a morar em Abadiana. Então minha mãe ia lá me visitar, passei a morar em Abadiana. Eh, deixa eu voltar só num capítulo em
relação a >> Sim, >> até pela pela minha família com Dificuldade de seguir uma linha do tempo, um raciocínio. Desculpa. Antes de mais nada, a Ana >> Sim, >> sabe da minha boca. Eu conversei com a Ana sobre tudo que aconteceu comigo >> depois da Carolina ter te alertado ou antes mesmo? >> Inclusive a entregada do seu João ia toda semana na pousada buscar minha roupa para lavar. >> Sim. >> Aí teve um dia que a a ela pegou e falou assim: "O seu João não quer que ninguém toque na sua energia por causa da
sua mediunidade tal, não sei o quê". a Eliana pegava e ela começou a me procurar para pedir antidepressivo. Ela falou: "Olha, eu não aguento mais o que eu tô vendo. Eu tô vendo muita coisa. O seu João me conta isso, isso, isso." Aí a Eliana ia e me pedia remédio. Como eu trabalhava em equipe psiquiátrica, eu não sou médica Psiquiátrica, tá? Mas como eu trabalhava em equipe psiquiátrica, ela falou: "Você tem como trazer para mim de São Paulo a receita do remédio?" Aí eu trazia inclusive o remédio para ela. Eu lembro que eu fiz uma
consulta online com os médicos para ela e passei a trazer o remédio para e ela ia lá toda semana buscar minha roupa para lavar. Aí um dia a Ângela me procurou irritadíssima, irritadíssima. Falou: "Você vai dormir na minha casa hoje?" Aí eu fui dormir na casa dela. Falou: "Se João quer que você assista um filme comigo? Não sei o quê, não sei o quê". A gente assistia um filme que chamava Causa e efeito e aí ela começou a me demonstrar um sum absurdo da relação que eu tava tendo com o seu João. E aí ela
pegou e abriu o jogo, falou que ela tinha um caso com seu João, que ele sustentava ela, que ele pagava o aluguel da casa dela, que Ele dava não sei quantos para ela por mês em dinheiro. Arrange ela, [ __ ] fiz uma roubar. Um dia que eu tive a discussão no palco, professor João que eu quis denunciar ele, eu fui no Facebook, pus uma foto na minha dela me abraçando as duas de branco, falei: "Ó, essa pessoa fez isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso, isso". Aí o Reginaldo foi na pousada e me ameaçou
me matar. Me levou para um lugar chamado, me levou para uma rua de terra que tinha um triângulo na parede, a pousada de uma mulher chamada Tânia Malvar. Isso já foi o Reginaldo, não, Chico Lobo. >> Reginaldo. E aí pegou meu computador, que era onde eu tava escrevendo o livro do seu João sobre a corrente e comecei a fazer um diário sobre tudo que ele via lá. tava fazendo o diário e eu tinha Contado pra Ângela que eu tava fazendo esse diário, né? Um dia que eu dormi na casa dela. >> Aham. >> Aí ele
pegou meu computador. Nossa, esse dia eu tive muito medo. Aí esse dia eu rozei, eu pedi para bastante tempo. Nem vou saber dizer os tempos. Eu me lembro que esse dia eu tive muito medo e eu falei: "Eu não tenho ninguém abadiando que eu confio para poder Contar o que tá acontecendo comigo. Os caras vão me apagar, ninguém, nem vai saber o que tá acontecendo." Aí eu rezei, aí eu liguei pro Felipe Alonso e falei: "Ó, os caras estão aqui, os caras querem me matar. Eles vieram aqui, falaram isso, isso, isso, com revólver, com tudo.
Levaram pro lugar assim, assim, assado, escrevi tudo. Aí o Felipe falou: "Vou pegar um avião, vou para aí". Aí ele falou: "Procura alguém aí que você confie". Eu falei: "Olha, a única pessoa que eu sei que tá lá, né, que também ganha muito dinheiro, que inclusive a casa falou para mim que tá recebeu 400.000, que a Tânia Apple que ele tá construindo a casa, que tem a a loja de de Tânia Apple tem uma loja de creme, de incenso. Ah, não sei do que que é. Não, não ficava muito lá no comércio. Eh, eu falei,
chamei ela, Meu, ela, eu achei que ele ia defender os seus anos porque ela é super ligada. Ela cozinhou para ele anos. Ela que fazia comida dele na época que ele era encanado de ser envenenado. Meu, ela me abraçou, ela me acolheu, ela falou: "Eu sei de tudo isso". Falou: "Eu sei o que você tá passando. Não posso que ninguém saiba que eu tô aqui, mas eu tenho certeza que ele não vai te mandar te matar, você vai embora". Aí 1 hora da manhã eu liguei pro Dr. Walter Luquese, que é o pai da Rafaela
Luquese, que era a minha que tinha o tumor na cabeça, que era o motivo de eu estar voltando toda semana pra Badiane. Se João tava tratando menina chamada Rafaela Luques, filha da Juliana Luquese e do Walter Luques. O Walter é cirurgião plástico e a Juliana é médica. Bônus da clínica Unit. O João pediu para eu batizar essa menina e que ele ia tratar se eu fosse toda semana para lá. Ele, o seu João passou a ter uma adoração por mim assim, projeção assim, era tudo eu, era tudo eu, era tudo eu. E mas também ninguém
podia chegar perto de mim. qualquer homem se me cumprimentava, alguém da equipe dele vinha atrás de mim para saber o que tava acontecendo. Aí a a Tânia pegou e falou: "Você vai embora, pega suas coisas e vai embora". Aí quando eu fiquei morando lá, eu tinha levado uma bicicleta minha para lá, Porque de bicicleta os dias que a casa não abria, eu ficava rezando. Então eu descia e ficava rezando na na casa de don Inácio, segundo e terça, que não funciona, tava só limpando, >> ficava lá mexendo no jardim, ia na cachoeira e eu saía
de bicicleta, ia na casa da sopa. Aí eu fui conhecer instituições na região que eu comecei a ir para ajudar. Aí a minha bicicleta tava lá, eu não sei por ela virou, falei assim: "Não, deixa Sua bicicleta na minha casa". Aí nós fomos guardar a bicicleta na casa dela. Aído já tava atrás de mim de novo. Aí ela ligou pra Marta, a outra Marta, que é a Marta, que agora tá morando em Amsterdam, em Nova York, que em casa lá em Abadiânia. >> Uhum. A Marta, que era maquiadora da Vitória Secret, sabe toda minha história.
Eu contei pra Marta logo no começo das primeiras situações, ela sabe o que eu Passava e ela sabia que eu tava lá para ajudar a Rafaela Luques, a menininha que foi encontrado o tumor na cabeça que era parecido com o tumor da E essa família começou a dar dinheiro para casa. Eu comecei a me sentir muito mal com >> nesse momento, Simone, como tava a situação da sua mãe? Sua mãe tinha conseguido a cura. Você, ela ia de vez em quando com você, >> ela, ela ia me visitar porque eu fiquei morando em Abadiane. >>
Sim. >> Aí uma época eu fiquei num lugar, depois eu fiquei em outro. Aí o seu João queria que eu ficasse em uma casa separada da dona Célia, que ela é muito amiga do seu João, Célia. >> Os filhos dela ficam na casa de tradutor, ganhando um dinheiro lá, né? >> Sim. E e quando você teve essa conversa eh com a Tânia, foi antes de você subir no palco? Dona Célia tava na casa de Dom Inácio no dia que eu subi no palco, que eu falei pra Ângela, hoje eu vou ter coragem de mais de
1 pessoas, hoje eu vou falar tudo que tá acontecendo. Ela tava lá o dia e o dia que o seu João >> e esse momento aspas que eu fui expulsa e que o Chico tentou depois ir a E esse momento que você sobe no palco, faz esse relato >> oito meses depois, >> então foi depois dessa conversa com a Tânia. começou a fazer bastante barulho O seu microfone. >> Deixa, deixa eu voltar. Tá me ouvindo melhor? >> Sim. É esse momento de você subir no palco, né, de querer denuncana tava no palco fazendo a cirurgi
seu João. >> Sim. Mas para denunciá-lo nessa data que você fala, foi depois dessa conversa com a Tânia ou foi concomitante? >> Com a Tânia. Com a Ah, não, depois desse dia que eu tive a Conversa. que eu subi no palco, >> hã, >> ele pegou na minha mão e falou: "Eh, salve Dr. Augusto de Almeida". Ele falou: Eu falei: "Ah, hoje hoje nós vamos salvar as mulheres". Eu falei: "E eu não soltava a mão dele, ele tentava soltar minha mão e a mão dele, ele é muito forte, não soltava a mão dele." >> E
o que que você falou nesse dia? que Você expan que eu comecei a tremer. E aí ele aí ele pegou e chamou a a a Jane Ran, a menina que filma, ela tem essa filmagem que eu peço para ela até hoje, ela não deixou ver. Eu segurei na mão dele, ele aí aí a tradutora falou: "Salve, Dr. Augusto". Eu falei: "Hoje nós vamos salvar as mulheres". Nossa, esse dia eu vi muitas cois, eu vi muitas bolas assim, ficava vendo, você vai falar que eu sou louca, eu ficava Vendo bolas brancas e azuis assim. Esse dia
foi um dia muito, eu vi antes a invasão de acaba, por isso que eu acredito na espiritualidade que mudou a minha vida. do seu João. Eu vi a invasão da casa de Dom Inácio. Eu avisei o seu João uma semana antes, por isso eles tiraram os dinheiros dos cofres. Eu falei: "A casa vai ser invadida tal dia, tal. Eu tive a visão, eu sonhei com aquilo". Aí ele falou que eu tava aprendendo a Usar minha intuição. Tudo bem, eu sonhei, mas aconteceu uma semana depois. Tanto que a Ângela fala que eu protegi a casa, a
casa foi invadida com o cara armado e tudo uns dias antes. Ah, eu não consigo mais lembrar as datas, os os que mês foi o quê, mas a minha a minha conversa com a Tânia, em seguida eu fui embora para você ter uma ideia. Aí o aí o o o marido da Irene, Irene, Irene Geb, o marido da Irene Jeb Foi para lá, pegou um transfer para me buscar, foi até o aeroporto, eu fui seguida por policiais, que eu não sei se eram policiais ou pessoas ser policiais. E o policial foi comigo até o aeroporto
e uma policial mulher me ameaçou no aeroporto vestida de polícia, se identificando como uma policial do aeroporto de Goiás, Brasília, sei lá. E aí o Alberto, marido da Irene G, falou: "O que que tá acontecendo?" Le Alberto, "Embarca". Eu não vou Embarcar e deixar você aqui, Lberto. Eu não posso falar o que tá acontecendo. Você precisa ir. Ele falou: "Não, uma pessoa te chama no meio do aeroporto pelo nome, pede a sua identidade, alguma coisa tá acontecendo." E depois de um tempo, eu vim a saber que essas pessoas não eram policiais, essas pessoas eram pessoas
de contato deles, né? Eu nunca mais fui buscar minhas coisas lá. A bicicleta tá lá, as coas estão lá, Os móveis que compraram para montar, tudo lá. Era tudo com problema. >> Mas eu não consigo saber as datas para te falar. >> Então não é difícil recordar assim, delimitar no tempo, certinho. A gente só precisa eh tentar reconstruir essa cadeia de fatos independente das datas, né? Eh, então você teve, só para eu entender, você teve essa conversa com a Tânia e na sequência houve o episódio do Palco. >> É, mas assim, eh, tudo isso, antes
entre tudo isso, né, eu tive muitas vezes com o seu João, toda semana, toda semana na sala, toda semana com ele, toda. >> Contei pra Ana, eu me lembro que a Ana pegou o celular dele quando desligou o celular, atendeu a minha ligação. Falei: "Eu quero que você, como mulher, saiba o que tá acontecendo". Aí ela falou: "Isso tá te fazendo mal Espiritualmente. Faz mal paraos seus espíritos. Olha o que você tá atraindo. Para com as suas histórias. Isso daí a história que a Rede Globo que quer colocar na sua cabeça, as pessoas que querem
te oferecer dinheiro, que tavam me oferecendo dinheiro na época, tiveram empresas de documentário, uma tal de Cláudia vivia atrás de mim também da da Rede Globo e Fique com uma raiva de uma chamada Ed, Porque quando eu fui embora com tudo isso que aconteceu Eu fiquei sem voz dois, três dias sem voz. Passei muito nervoso fugindo do Ginaldo. Aí o próprio taxista falou que ele não podia me levar, que João podia matá-lo. O cara já trabalhava com seu João há muitos anos. >> E Simone, e essa sua ida embora? Edna, >> hã, >> tava me
ligando de números diferentes. Se vocês monitorarem a minha linha Telefônica, eu autorizo, vocês vão ver as ligações da Edm do seu João. Aí ela me ligava, falava assim: "Você conhece o poder do seu João? Você sabe o dinheiro que ele tem, as influências que ele tem, se você abrir a boca". Aí ela falou: "Eu já combinei com a Ângela que nós vamos a deana inteira já sabe que você é louca, que você tem problema, que você é desequilibrada, que você que você tem do pânico que você tem depois que você não fala coisa com Coisa".
Aí a Edna falou: "Aângela tá indo fazer um boletim de ocorrência contra você, dizendo que você tá criando fatos." Aí começou aí aí apareceu a polícia lá na minha casa em São Paulo, no caso da polícia para falar comigo. Eu começar a falar do seu João, eu não entendi nada, comecei a ter medo. Aí um cara, um dia eu tava no Parque Birapuera, um cara veio atrás de mim e Eu comecei a tremer o cara começou a falar de coisa do seu João. Eu tava dando um treino, saí do treino, comecei a tremer, comecei a
tremer, comecei a tremer. Comecei a ver que que tava me fazendo mal. Procurei ajuda de novo de psiquiatra, de psicólogo, aumente come tomar antidepressivo. Aí eu fui embora e fiquei um mês fora do Brasil. >> E isso, Simone, foi quando essa sua ida embora definitiva de Abadiânia? Você se Recorda mês e ano? >> Ah, preciso olhar, preciso olhar nas companhias aéreas. >> Mas isso já foi 2019. de responder porque eu posso >> e a sua ida para fora, o mês que você ficou fora, você se recorda quando foi? >> Ah, só colocar no o pera
aí, o iPhone mostra no mapa. >> Mostra às vezes até histórico de foto, né? Enfim, >> tem aqui ser novo. Pera aí. Eu fui a última vez que eu que os caras do seu João vieram atrás de mim. Ó, eu viajei 18 de dezembro de 2019. Foram as últimas vezes que eles vieram atrag >> que é correspondente ao período da que os fatos vieram à tona e que ele foi preso. Ana continua atrás de mim. >> Sim, sim. Correspondente à aquele período, né? >> Inclusive eu falei para ela que se ela me procurasse de novo,
eu ia passar a gravar as ligações. >> É em relação específica ao aos momentos que você tinha com ele e que os abusos se repetiam. Eu eu depois eu vou eu vou te fazer questionamento sobre cada pessoa dessa, que é importante a gente fazer uma abordagem individualizada. >> Por isso que eu digo que eu acho que o depoimento não é João isolado, >> porque essas pessoas >> elas fizeram parte de todo um processo de fazer mal para muita gente. >> Sim, sim. >> Porque se não fossem elas em volta, isso não cheguia não chegaria no
ponto que chegou. A Luciana também >> meninas chegarem e contarem pra Luciana que tinha sido abusada sexualmente e ela falava, me chamava, falava assim: "Ah, fala, vamos espalhar na cidade que essa pessoa tem problema". >> Além de nada ser feito, a vítima ainda ser acusada desse transtorno assim que gera relatos. Você tem uma ideia, no aniversário do seu João, ele entrou de uma ondada comigo. Então assim, aí ele mesmo falava que uma pessoa como eu, com a minha índole, com o meu caráter, que todo mundo nos lugares onde eu vivia, trabalhava, sabiam da do meu
lado caridoso, benevolente, do meu lado de pessoa humana, ele usava aquilo, Sabe? Tipo assim, como que uma pessoa que nem ela me reconhece, me >> estaria aqui comigo? me valida. É como se eu tivesse num processo de validação. E aí quando eu falei que eu não ia mais ficar lá em julho, ele convidou um jornalista, o Gustavo, que tem as revistas de Belo Horizonte, o pai dele, o seu PC, que são que se escrevem pros jornais e que tem as revistas, convidou, convidou, falou para mim convidálas para aniversário dele. Foi uma festa enorme Era no
dia de São João. O sea, que tá todo mundo lá as fotos que eu vi a mulher que eu tinha fazer a primeira denúncia lá no aniversário. Ah, [ __ ] Isso ela não queria ficar ali meu depoimento. Ela tava lá no aniversário, aí ele pegou, ele entrou em foto dele entrando de mão dada abraçada comigo. Tipo assim, eu eu validava, então eu me sentia muito mal. como ser humano me senti um lixo, >> mas tinha muita coisa por trás disso Acontecendo. >> Simone, só voltando aos momentos em que acontecia ali o contato sexual dele
contigo, né? Você disse que aconteceu várias vezes. Então, normalmente todas as semanas que você estava lá, ele te levava para esse mesmo ambiente e a cena se repetia. >> Havia assim uma constância ou não? Não toda semana, mas não, porque sempre que tinha alguma mulher muito bonita assim na casa, era Ele pedir para que a gente levasse ela lá. >> Sim. Uhum. Às vezes que você esteve nesse ambiente com ele, eh, houve os mesmos toques ou a situação chegou a se avançar um pouco mais? >> Nunca houve penetração. >> Mas isso você quer saber? Sim,
porque isso é o cerne da conduta criminosa, né, do abuso sexual, seja o estupro, qualquer outro tipo. Então, a gente precisa abordar com mais detalhe. Eu sei Que às vezes é desconfortável, mas a gente precisa detalhar. >> Eu não sei se eh você com certeza sabe e eu não sei. Mas você tá me dizendo que só o fato de não existir penetração e não existe o crime? Não existe crime, mas há uma mudança em relação a qual crime aconteceu. Então, por isso que é importante não falar de forma genérica, embora seja difícil às vezes relatar,
mas é importante detalhar o que exatamente acontecia, né? Ele chegou em Algumas das vezes a te despir ou ele sempre fez esses toques com você vestida? >> Ele passava a mão. >> Sim. ele percorria a mão no seu corpo e fazer esse toque naquela mesma região que você relatou da da primeira oportunidade. E além disso, em alguma das vezes houve eh manipulação ele mesmo manipulando o pênis dele ou colocando você para manipular o pênis? >> E por dentro da blusa ele mexia no umbigo e mexia na Sim. >> na pubs, mas nunca enfiou dentro da
vaginha. Entendi, entendi. Ele chegou a ele próprio manipular o pênis dele ou colocar você para fazer isso em alguma oportunidade? >> Não, mas eh mas eu assisti. >> Assistiu ocultamente ou ele te colocava para assistir mesmo? Ele ele sabia da sua existência ali no ambiente. A mulher Do Fernando Viola, eu vi ela fazer isso com ele. Tava lá escrevendo o capítulo no computador, o capítulo do livro. >> Eh, a Ângela, várias vezes, >> você comentou da Ângela, né, várias vezes. >> Várias vezes, mas a Ângela nunca era com a era sempre sexo anal. >> Sim.
de uma forma meio animal dela. >> Sim, sim. Uhum. >> E ela sempre ia lá pegar dinheiro, Ângela. E nessas abordagens em que aconteceu esse toque lacivo dele, né, no seu corpo, naquele momento, você teve a compreensão que aquilo era um abuso sexual ou isso veio para você em outro momento? Quando que você teve consciência do que estava acontecendo? >> Eu só percebi que aquilo era um abuso quando uma outra pessoa me procurou uns meses depois. E falou, eu passei por isso, isso, isso no seu João. Eu vi no Facebook várias fotos do seu João
com você e vi no Instagram do seu João várias fotos do seu João com você, carregando uma criança. Não deixa nunca uma criança, uma menina ficar sozinha perto dele. E aí eu falei: "Por quê?" E aí eu via na na a veracidade do olhar, da fala, do choro dela, ela, a descrição dela era identicamente. >> Você chegou a a presenciar alguma situação de mulheres que saíram de lá, eh, chorando, fazendo relatos de alguma situação de abuso. Isso você presenciou-la na casa, presenciou, >> porque essa situação que você fala da Ângela, da esposa, seriam situações voluntárias,
né? Da esposa do viola, era uma relação mesmo que eles tinham. >> Isso, >> né? Agora, outras situações de de violência sexual, você presenciou Mulheres saindo, não o ato, né, mas mulheres saindo dali relatando. >> Tem uma moça bonita, uma carioca, uma vez chorando >> e sempre era no mesmo ambiente que acontecia com você. Não. Eh, a, por exemplo, uma das moças foi naquela salinha que eu que eu chamo de banheirinho. >> É, é naquela que é para entrando na rampa antes de entrar na sala de cirurgia. >> Sim. >> Foi ali uma das moças
e e nossa, era tão cara de pau que a nossa, no dia seguinte ele chamou a irmã dela para ir lá. E e você percebia que essas >> aí eles ligaram nas pousadas e mandaram espalha. Aí eu tava lá ligou, mandou a Edna ligar naquela pousada, só que lá e lua e luz. Falou: "Ah, essa daí eu vamos queimar". Falou: "Vamos queimar essa moça". E aí eu assustei. Eu falei: "Queimar o quê?" "Maro, é só espalhar que a pessoa é louca, desequilibrada, que não fala coisa com coisa". Ai, eu não tô vendendo de dor, desculpa.
Vamos, vamos caminhar para tentar terminar até para você conseguir se restabelecer. Eh, você percebia se a a eleição dessas vítimas, né, era feita por ele mesmo, ele que escolhia ali na fila ou tinha alguém que fazia isso por ele? >> No meu caso, eu fui escolhida pela Leonor. >> O que você identifica hoje é que isso acontecia por outras pessoas? >> Várias moças que eu vi sendo violentadas. Eu te falei que eu não vi o ato em si, mas que eu eu vi o começo meio e fim até eu trancar a porta, até eu abrir
a porta, eu entrar para depois levá-lo para fazer a cirurgia. Elas eram levadas e enganadas por uma mulher chamada Eliana Pigato. Sim. E a Eliana Pigato me chamava depois e falava assim: "Bico fechado, se alguém perguntar, você não viu nada". Nossa, a moça saiu daqui chorando, falando que >> tocou nas partes íntimas dela, tal, tal, tal, tal, tal. Imagina, tá curando. Ah, fulano, na família dela teve câncer de mana. Ela falava, mas que história de cura é essa, gente? Que cura pela vagina? Vocês são louca? >> Você chegava a questionar. Eu não, eu eu ador
eu era tão idiota que eu peg eu ia Na loja, comprava o livro, comprei um livro que chamava o livro dos médiuns e tinha edição menorzinha de bolsa e dava para ela. Faviliana, lê isso daqui. Isso daqui não existe. Não existe que vocês estão falando. Não existe. Eu falei o médium de cura, ele cura em camadas. O bem vai vencendo o mal em camadas. Isso não existe. Vocês estão atraindo espírito de equilibrado e vocês vão entrar nessa. Essa Eliana levou um Monte de moça. >> Ela escolhia. Aí a filha dela ia ser miss. Eu me
lembro que ela pegou várias meninas do concurso de miss. Ela levava lá, as meninas saíam, as meninas no começo achavam o máximo, me procuravam na minha pousada ou no lugar onde eu tava morando para contar aqui no Aí depois elas começavam a chorar. Eu comentava com a Eden, né? Ó, Edina, aconteceu de novo. Ó, ela aconteceu de novo. >> Ó, você comentou sobre a situação da Ana, né, da esposa dele, que você fez o relato, que ela tinha conhecimento. Se você puxar no histórico do meu telefone, tem a ligação pontual que é bem longa. Não,
>> você já tinha, você já tinha o número telefônico de hoje ou era outra linha? >> Era o mesmo. A minha linha é a mesma. O aparelho, >> eh, a meu aparelho ficou com eles, eles roubaram todas minhas fotos, vídeos e o Meu computador também táal. >> Sim, >> meu computador, meu passaporte tinha ficado lá. >> Sim, sim. Eh, você mencionou aqui >> pass anterior, meu pass anterior, meu computador, meu telefone, ficou tudo vigilado. >> Ficou tudo lá. A bicicleta também, né, que você relatou que ficou lá. Eh, você mencionou eh a situação assim do
comportamento do Reginaldo, eh falou Do Chico Lobo, né, da Leonora, do Viola, da >> Tinhaor também que fazia sexo com as meninas, eu vou lembrar o nome dele. Ele ficava nessa sala lá em cima com os monitores. Inclusive, um dia uma das meninas chamou o senhor que vem de docinho lá na casa de do Inácio chorando para contar. Aí eu falei, gente, ele também que loucura. Tudo homem desequilibrado. Senhor Alcira. >> Aí deve aparecer nos vídeos comentários nome, >> tá? é um senhor mais velho. >> Vou deixar aqui como uma interrogação, se você recordar o
nome, depois a gente complementa. Eh, mencionou a questão da Edna, né, da Edna Gomes, a questão da da Eliana, né, a funcionária dele me ameaçou várias vezes. >> Sim. Eh, e do Alberto, né? São as pessoas que você fez relatos aqui do do envolvimento direto e indireto também na Situação. Tem mais alguém? O Dr. Walter Luques, como a filha dele acabou falecendo, a Rafaela, a Rafaela, >> não sei se ele vai querer um dia de ficou com raiva de mim. No fundo, ele acabou sabendo de tudo que eu passei, de tudo que eu para tentar
salvar a filha dele e foi para se envolver que no meio do luto tava acontecendo tudo isso. Gablia acabou falecendo. >> Sim. Inclusive o seu João pediu para que tirasse rápido a filha dele de bodian E ele ficou chateado comigo. E aí a Ângela foi falar para ele que eu tava inventando histórias de que o seu João tinha me assediado sexualmente. Então assim, isso que me chateia. >> Sim, uma mulher ainda por cima zero de empatia. Mas o Walter sabe porque o Walter mandou o motorista ir me buscar de madrugada para tentar chegar no aeroporto.
Tanto que quando a polícia tá atrás de mim no aeroporto, depois esse cara foi me buscar e eu vim de Carro, passei a madrugada inteira na estrada, um motorista chamado Thago, que era o motorista do do médico Walter Luques. >> E foi quando o Reginaldo me ameaçou de me matar >> e a Edna falou que o seu João ia acabar comigo. Simone, e que tipo de consequência tudo que você vivenciou ali na casa do Inácio com a pessoa do João Teixeira de Faria e com as outras pessoas ali da casa trouxe paraa sua Vida? O
que que você avalia assim como consequência essa carga negativa, né? E e como você vem enfrentando isso? Eu não conseguir mais relação sexual. Foi algo que mudou na minha vida. Eu passei por um processo de mutilação, na época que eu fiquei muito mal psiquicamente. Eu procurei o Dr. Gerson com cirurgião plástico e eu queria tirar partes do meu Corpo que haviam sido tocadas. E eu percebi que eu tinha chegado no fundo, no fundo, no fundo do poço e que seria uma forma deu, eh diminuir a culpa que eu tinha de saber o que as outras
mulheres tinham passado e eu não tava fazendo nada. E eu falava para ele. Aí eu saí da consulta e eu falei para ele que eu queria diminuir a mama, que eu queria tirar a Pele, que eu queria. E aí ele falou assim: "Você tá fazendo acompanhamento psíquico?" E eu não tinha contado para ninguém as coisas que eu passei. As pessoas não sabem o que eu passei pro seu João fisicamente >> na intimidade com abuso sexual. As pessoas começaram a me julgar porque elas achavam que eu sabia tudo que eu não contava para ninguém, que eu
só tinha descobrir, sei lá, depois Ces preciso olhar e tinha e você chegou a fazer esses procedimentos cirúrgicos? >> Eu diminuir a mama. >> Uhum. E você vem fazendo acompanhamento psicológico, psiquiátrico em decorrências dessas marcas que ficaram em você? >> Faz >> ainda. Ainda faz. >> Uhum. >> Eu fui medicada. Eh, eu fiquei, eu lembro que eu fiquei uns dois dias sem voz, mas acho que foi muito nervoso, muito choque, indicada tomar aquarelo peluso. depressivo. Eu tive muito tempo em sonho, eu não dormia porque quando dormiu eu sonhava com o seu João. E aí a
Edna deixava recado no meu telefone falando que espiritualmente ele Tava entrando na minha vida e eu ficava tendo insites e flashes com aquilo. >> Foi uma tortura. Então foi mais do que um abuso. Foi uma tortura. A Sônia que era a guia lá na casa e procurou Sônia Chiquetaca. Aí ela falou: "Sim, eu trabalho naquela casa há muitos anos e poucas vezes na minha vida eu conheci alguém boa como você. Você não merece o que eu sei que você tá passando. Eu sei Que você não vai querer contar para ninguém que você viveu, mas eu
tô aqui se você precisar desabafar. E eu nunca tive coragem de contar para ela porque ela, eu fiquei com medo dessas pessoas todas serem mensageiras de contar pro seu João, né? Aí, mas aí eu senti, ela não acreditava em tudo que estavam falando. Silvão, eu falava: "Não é possível, eu sou guia da Casa, eu levo as pessoas lá, eh, eu ganho dinheiro há mais de 20 anos fazendo isso. Eu achava que isso tudo era fofoca. Aí ela me contou que a Ângela tinha roubado, que a Ângela tinha roubado dinheiro de turistas que ela levava. Começou
me contar coisas do caráter da Ângela que começa a ligar as histórias. Eu falei: "Sônia, mas como assim ela rouba o dinheiro dos seus clientes enquanto eles estão lá? Vai na pousar, Rouba e vocês acham o estudo normal." E aí ela fala: "Vai, esse é o mundo de Abadiânia, fora do planeta Terra". Mas mudou a minha vida. As fotos que eu posto são antigas porque eu não tenho mais vida social. Eu fui mudando de cidade, saí da cidade que eu não queria que ninguém me visse. Aí tentei morar em Campinas. Aí quando algumas pessoas lá,
a Viviane que ajudava seu João, que ajudou a descobrir O câncer do seu João, me encontrou lá, me ajudou muito. Uma chamada Viviane, não sei se o nome da Viviane, ela fazia a corrente de oração e ela fazia a corrente da Ave Maria comigo na igreja de Santa Rita também. Ah, ela percebeu o que eu tava passando. Ela achou que eu tinha que usar homeopatia. As pessoas começaram a perceber que eu não tinha vida social, não falava. falo mais com minha mãe, com minhas irmãs, Não falo. Ten uma relação de amor e ódio com com
as pessoas, com a minha mãe, porque eu tenho a sensação de que também eu fiz por ela. E aí tudo que eu passei, a análise não me ajudou a contou minha vida, né? A vida social, não tenho mais, mudou o meu trabalho, mudou o meu corpo, mudou tudo. A depressão foi muito profunda. Eu entrei numa menopausa precoce, nunca mais menstruei. O os médicos, o Dr. Elsimar Coutinho achava que eu tive um trauma psíquico muito profundo. E nos exames eu não tinha mais produção de hormônio, só que era muito nova. Eles acharam estranho, tão jovem, não
tinha nenhum caso de menopausa precoce na minha família. Na verdade, entrei na menopausa no primeiro episódio de abuso sexual do seu João. Isso ainda lá em 2017. 16 17. >> Uhum. Simone, e >> foi antes de 17? >> Foi antes. >> Primeiro, porque eu passei o reveon com eles de 16. >> Sim. Na virada >> fiquei lá inclusive no frut eles não fazendo reão e eu fiquei com tanto que eu estranhei que eu falei: "Nossa, seu João como carne lembro que foi impacto Para mim". Coisas que que a gente acaba estudando da espiritualidade comecei a
estudar e eu não entendia. tendo uma expectativa e depois na realidade encontrando um cenário diferente. Simone, e hoje você tem contato com essas pessoas lá da casa, com João Teixeira, com alguma outra pessoa? Seu João trocou de celular esses dias a linha que ele sempre me ligava, trocou esses dias, Ele falou comigo antes de ser preso. >> Sim. Eu, a Edna falou que era para eu voltar a frequentar a casa. Professor João tinha pedido para eu voltar frequentar a casa. Aí a Sônia me ligou a chiqueta falando que a Edna tinha sido chamada para depois.
Eu tava sabendo. Ó, eu tô evitando ficar olhando essas coisas. Elas não me fazem, literalmente, elas não me fazem bem. Fico doente, com dor No corpo, passando mal. Não, não quero ficar bem. E aí acho que começou a sair muito em jornal, né? Eu não, eu não ligo televisão desde a Badiane. >> E esse, mas esses contatos são contatos de algum modo, eh, em tons de ameaça ou não? É aquele contato para tentar passar uma situação assim, um cenário de situação normal. A da Sônia é um contato totalmente de paz de uma pessoa com empatia,
que agora Tem noção do que eu passei. A Sônia Chiquetaca, a Marta tá morando na Holanda. A Marta Flândia é uma loira de olho claro que é uma criatora da Vitória C, é de apoio, me ofereceu inclusive de ficar na casa dela, porque ela fala assim: "Eu sei o que você se dedicou aqui". Porque nós ganhamos para tá aqui. Você tava aqui voluntariamente ainda gastando rosada com hotel, com os transferes eram muito caros. Ela ofereceu de eu ficar na casa dela, a Marta, até desmontei um altar meu que tava na Badiânia, num lugar que eu
tava morando e ficou guardado na casa da Marta. Marta fri, não sei o quê, não sei mais. E em relação aos contatos da Edna e do João, >> eu bloqueei a Edna quando a Sônia me disse que ela tava indo depor, porque a Edna falava muito comigo e a Edna queria que eu entrasse pro seu João no dia da do lançamento do filme O silêncio é uma prece do Candé Sas. Eles queriam que eu entrasse com o seu João lançamento do filme no festival do Rio de Janeiro. >> Aí a Ana me ligou, mulher de
seu João pediu para falou que tava deixando os convites para mim fazer a questão da minha presença lá. >> Mas isso foi antes, né? >> Sim, sim. >> Eu não sei as não sei os anos, as datas. a Edna, então você acabou bloqueando o contato dela e e os contatos do João são contatos sem teor de ameaça ou os contatos recentes ou de algum modo há uma abordagem eh de coação? >> Não, do Chico Lobo. Sim, quanto a minha mãe falou que o Chico Lobo morreu, né? Eu já fiz falar história. >> A mulher do
Chico Lobo me escreveu. >> Me escreveu esses dias, inclusive. Recente. Uhum. Eh, você se recordou nesse intervalo de de conversa nossa o nome da pessoa que ficava lá com circuito de imagem >> com a Almir? >> OK. Eh, você mencionou, Simone, que tem interesse de ter uma reparação dos custos, né, que você empregou ali nas suas idas, nas doações que você fez, No todos os custos, né, da sua permanência ali. Você tem uma estimativa? As doações que eu fiz em dinheiro, eu não vou ter como provar nunca. >> Aham. Quando a quando a Rafaela passou
passou a ser atendida, que a casa foi roubada, eh, é, eu só eu só vim a saber o volume de dinheiro do seu João muito tempo depois, né? Depois eu descobri que era mentira dele, Que ele tinha avião e que ele voltava para São Paulo de avião particular. Um dia eu coloquei ele na parede, falei: "Ó, seu João, não tem necessidade de ficar inventando essas histórias para mim. Para mim não faz a diferença com o senhor, o senhor não tem. Deixa cura as pessoas. Ele falava para para todo mundo lá, ele falava que tinha particular.
>> E fora fora as doações, os outros cursos, você tem uma estimativa? Ele ficou muito irritado quando foram fazer uma matéria para Veja lá, que eu tava lá. Muito irritado. >> E o que motivou essa irritação? Porque parece que saiu na lembro que na semana seguinte que uma cirurgia que ficou no palco e ele abriu a cabeça de uma mulher. Meu Deus do céu, ele tava tão radiado que é um dia que eu não sei se acredita na espada. Eu eu prefiro nem me Manifestar, Simone, porque eu tô aqui como profissional e a gente tem
um cuidado de não fazer nenhum julgamento em relação a isso, sabe? Assim, a gente até tem o cuidado de lidar, de falar da casa, porque o foco do trabalho não é esse, né? A gente não quer desmerecer nem levantar, colocar no pedestal, nem desmerecer a crença de ninguém, né? Mas eu eu respeito de qualquer modo eu respeito. Eh, é, eu perguntei porque uma da uma Das tocou eh ele falou que ele tava recebendo o Salemão. Nossa, a energia a a energia independente agora de acreditar na espiritualidade, a viatmosfera, a energia dele é muito chocante, sabe?
Eu me lembro que quando a gente assisti os vídeos de coisas que a gente tinha feito junto, eu tenho até uns DVDs, umas coisas que eu deixo comigo gravado, eh, Dia diferente, tem alguma coisa, dependente da tiroló aqui todo mundo inventava, né, gente? Os lugares que a gente chegava era muita história. Bom, se eu tenho estimativa de dinheiro, ah, gastei muito dinheiro. Só a gente jogar na ponta do lápis. Eu gastei todo mês de pousada, eu pagava R$. Para mear o vá mês, cada passagem, quando eu voltava até parar o meu Trabalho, porque eu parei
de treinar minha renda, né? a passagem que eu acabei de olhar a data para te responder de julho, até que inclusive quem mandou essa passagem foi a mãe da Rafaela, que foi motivo de eu tá voltando paraa Badiane. >> A Juliana, >> a Juliana não quer tanto que a passagem tá no nome dela, código da Rosel No dia 18 de julho, a passagem R$415 porque comprado em cima da hora. >> Uhum. Z KW eh de dinheiro, eu gastei din independente do dinheiro que eu gastei, que eu passei psiquicamente. Absurdo. >> Você tem condições no futuro,
se for necessário, de fazer um levantamento desses valores? Eh, eh, que condições você tem? A menopausa Proposta que uma mulher quando ela é traumática, ela não vem em doses homeopáticas, num declínio fisiológico. Quando ela vem de uma hora para outra, você tem todos os sintomas iniciados num dia. É diferente de quando ela vem de uma forma natural. Tive tudo de uma vez, assim, tive tive que tinha que tratar tudo. Era desenvolvi um quando deu o stress do palco, eu entrei Com problemas mais sérios assim, emocionais. Em seguida da menopausa, eu tive um hipotiroidismo, aí eu
entrei em depressão, aí eu tive que até de cabelo, tive osteoporose, aí a Dra. Fernanda Lima tinha que monitorar meus ossos. Assim, minha vida virou uma loucura, porque eu comecei a ter problemas físicos e a Edna me ligava e falava que aquilo era espiritual. Então, ainda tinha uma lavagem cerebral de uma pessoa Falando que era o seu João fazendo aquilo. Nossa, gente, foi uma loucura. Minha vida foi uma loucura. Aí eu sendo medicar, aí eu começaram a me dar indutor de sono, começaram a me dar aspiderme, stilx para ver se eu dormia. E é e
o e é estranho, é estranho eu falar porque tá sendo gravado e eu não tinha raiva dele. Eu não sei se alguma mulher te relatou Isso. >> Você sempre vivenciou isso numa dicotomia mesmo. >> É. E e ele te coloca num pedestal tão tão, sabe? Sabe a síndrome do Estocoma? Quando o cara sequestra alguém e ele não mata, você passa a ter adoração e você cuidar daquela pessoa que você fala: "Não, ele não tirou a minha vida". É como se eu tivesse passando por aquilo tanto que eu TCC, esse ano que eu vou Apresentar agora,
eu tô fazendo um TCC sobre o estigma e o preconceito das psicopatologias. Eu quero defender o que a sociedade, quando uma pessoa tem um do um problema psíquico de depressão, de pânico, de transtorno, de ansiedade, como a sociedade rotula você com uma psicofobia, isso te deixa com uma fobia maior que eu queria ir embora, porque eu eu não tinha coragem de entrar no supermercado, eu começava a tremer, passava um carro de polícia, eu começava A tremer, eu nunca mais não fui em reveon, não fui em lugar nenhum, eu não eu não eu não conseguia ver
as pessoas de branco. Então, tipo assim, só que eu não era maior do que eu, não conseguia controlar e eu tava com vários profissionais me atendendo. Hoje eu tô com uma uma pessoa super profissional, a Ravy, que me atende até hoje, uma pessoa que trabalha com várias linhas diferentes e eu não consigo. Fal, gente, como uma pessoa que nem eu, que era uma Pessoa forte hoje tem essa fragilidade psíquica. Simone, tem mais algum ponto que você acha interessante de a título de depoimento fazer registro? Eu acho a um lado criminoso das pessoas que envolvem tudo
isso. A Ângela, a Edna, o Chico Lobo, o Reginaldo, aquele a Reider, a tradutora e lembro dela sentada autografando um livro para mim, uma menina entrando, chorando, tinha sidoentada E ela olhar para mim, olhar pras pessoas e falar que tinha que queimar a moça na cidade. Essas pessoas elas têm que ser punidas. Não é só o seu João. Essas pessoas são tão criminosas quanto ele. Bom, Simone, agora 14:15 eu vou encerrar a gravação, mas vou ainda te passar algumas orientações, tá bem?