Você já se perguntou se a Bíblia realmente exige a pregação de casa em casa como um método obrigatório para todos os cristãos? >> Boa pergunta. >> Para alguns, esse método se tornou uma marca da verdadeira fé, até mesmo um requisito relacionado à salvação.
Mas será que esse entendimento encontra base sólida nas escrituras? No vídeo de hoje vamos analisar com apreço e profundidade o que a palavra de Deus realmente diz sobre a pregação das boas novas do reino e sobre os métodos usados pelos discípulos lá no primeiro século. Prepare-se para uma reflexão libertadora, fundamentada na Bíblia, no contexto histórico e na linguagem original.
Peço que assista esse vídeo até o final. Você pode se surpreender com o que vai descobrir. Não há dúvidas de que nosso Senhor Jesus disse que os cristãos devem pregar.
Portanto, vão e façam discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Queremos analisar é se o modo ou método de pregação de casa em casa foi o principal método usado pelos primeiros cristãos e se ele é obrigatório. Um dos versículos bíblicos usados para defender esse método como principal e obrigatório é Atos capítulo 5 versículo 42.
E todo dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem parar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo Jesus. A expressão grega traduzida de casa em casa é c o no singular. Outro versículo usado é Atos capítulo 20, versículo 20.
Ao mesmo tempo, não deixei de falar a vocês coisa alguma que fosse proveitosa, nem de ensiná-los publicamente e de casa em casa. A expressão grega traduzida neste versículo de casa em casa é c ous no plural. Nesses dois versículos, os tradutores da tradução do novo mundo vertem ambas as passagens como de casa [música] em casa e afirmam que isso expressa um padrão de visitas consecutivas em domicílio, ou seja, ir de porta em porta.
Mas essa conclusão não se sustenta no grego original e usa a expressão c o cat oicus associada ao uso distributivo da preposição cata. Mas distributivo não significa consecutivo. Ir de casa em casa pode significar visitar diferentes [música] lares sem seguir um método de porta em porta.
Curiosamente, a própria tradução do novo mundo verte essa expressão de forma distinta em Atos capítulo 2, versículo 46. Estavam constantemente no templo, dia após dia, unidos no mesmo propósito. Tomavam as refeições nas casas um dos outros, do grego Kate o Oicon, e compartilhavam seu alimento com grande alegria e sinceridade de coração.
Por que aqui não se traduziu de casa em casa? Porque seria ilógico sugerir que os cristãos tomavam refeições indo de uma casa para outra rua abaixo. Inclusive, a tradução do novo mundo com referências reconhece que em Atos 2020, de casa em casa, também pode ser traduzido como em lares particulares, mostrando que o texto não exige o sentido de visitação porta a porta.
Os cristãos do primeiro século visitavam pessoas em seus lares, mas não há evidência bíblica de que praticassem [música] a pregação sistemática de porta em porta. As instruções que Jesus deu a seus discípulos quando enviou os 70 de dois em dois são bastante esclarecedoras. Assim fiquem naquela casa comendo e bebendo as coisas que lhes oferecerem.
Não fiquem mudando de uma casa para outra. E em outra tradução, deixa ainda mais claro: "E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem. Não andeis de casa em casa".
O foco da missão não era visitar todas as casas, mas anunciar o reino nas cidades, aceitando a hospitalidade local. Veja o exemplo de Paulo em Filipos. No sábado, saímos da cidade e fomos pela beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração.
Sentamos-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali. Uma das que ouviam era uma mulher temente a Deus chamada Lídia, vendedora de tecido de púrpura da cidade de Tiatira. O Senhor abriu o seu coração para atender a mensagem de Paulo.
Tendo sido batizada, bem como os da sua casa, ela nos convidou, dizendo: "Se os senhores me considerarem crente no Senhor, venham ficar na minha casa". E nos convenceu. Lídia ouviu a mensagem, creu e depois de batizada convidou Paulo para ficar em sua [música] casa.
Perceba, Paulo não estava pregando de casa em casa, mas um lugar público, conversando naturalmente com quem estivesse presente. O livro de Atos é o melhor guia para entendermos os métodos usados pelos cristãos lá do primeiro século. Método um, sinagogas.
E chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus. Paulo, segundo seu costume, entrou e foi falar com eles e por três sábados raciocinou com eles, usando as escrituras. Jesus também pregava em sinagogas.
Método dois, locais públicos. Assim começou a raciocinar na sinagoga com os judeus e com as outras pessoas que adoravam a Deus, bem como na praça principal, todo dia com os que estivessem ali. Jesus pregou em montes, barcos, estradas e cidades.
Método três, auditórios públicos. Mas visto que alguns se recusavam obstinadamente a crer e falavam mal do caminho diante da multidão, ele os deixou e separou deles os discípulos e diariamente proferia discursos no auditório da escola de Tirano. Método quatro, conversas naturais.
Jesus pregou a mulher samaritana durante uma conversa junto ao poço. Como já citamos antes, Paulo pregou a Lídia em uma conversa na beira do rio. Método cinco, reuniões nas casas.
As congregações da Ásia lhe mandam saudações. Aquila e Prisca, junto com a congregação que se reúne na casa deles, enviam a vocês calorosas saudações no Senhor. Transmitam minhas saudações aos irmãos de Laudissia, a ninfa e a congregação que se reúne na casa dela.
Em Atos 20, Paulo deixa claro que estavam ensinando cristãos em suas casas, conforme o quinto método mencionado, não pregando de porta em porta. Pergunta: Jesus pregou de casa em casa? Não existe qualquer texto bíblico relatando Jesus pregando sistematicamente de casa em casa, batendo em portas ou visitando residências em sequência.
A pregação de Jesus era essencialmente pública. Sinagogas, montes, cidades, aldeias, como já mencionamos. Nada indica visitas consecutivas às casas.
As poucas ocasiões em que Jesus estava em casas não é pregando de casa em casa. O cenário é outro, como mostram os exemplos de Simão, Zaqueu e Marta e Maria. Em todos esses casos, Jesus não estava indo de porta em porta.
Se a pregação de casa em casa ou porta a porta fosse o principal método, Jesus não teria modulado isso? Os apóstolos não teriam seguido o seu exemplo? É verdade.
>> Mas nada disso aparece na Bíblia. Pergunta: É errado pregar nas casas? Não, a Bíblia não condena isso.
O que as Escrituras não faz é ordenar pregação sequencial de porta em porta, estabelecer esse método como obrigatório e ligar [música] salvação a esse tipo de atividade. Ensinar que esse é o método principal vai além do que está escrito. O grande perigo é transformar um método em lei religiosa.
Alguns determinam isso oferecendo treinamento e cobrando regularidade nesse trabalho, indicando que a não realização pode impedir o cristão de obter a salvação. Isso já levou pessoas a consequências dramáticas por acreditar que Deus exigia esse método, algo que a Bíblia jamais ordenou. É verdade que alguns estão pregando Cristo por inveja e rivalidade, mas outros com boa motivação.
Pregar é um dever do cristão, mas não é em si prova de espiritualidade, como alguns afirmam. O texto que acabamos de mencionar mostra Paulo confirmando isso. Como podemos pregar hoje?
O Novo Testamento apresenta uma variedade atraente e libertadora de possibilidades: testemunho pessoal, conversas naturais, espaços públicos, reuniões nas casas [música] e nosso exemplo diário também é uma forma de pregação. E hoje temos ainda a internet, a maior praça pública do mundo. Assim como os discípulos, devemos ir onde as pessoas estão, sem impor um método como obrigatório.
A Bíblia não coloca peso sobre nós, ela nos liberta. A verdadeira pregação nasce do amor, não da obrigação. Nasce do desejo sincero de compartilhar a esperança que recebemos.
Cristo nunca impôs um método rígido. Ele disse que devemos ir e ensinar as boas novas com sinceridade, compaixão, amor e verdade. E cada um de nós pregue com o coração livre, movido pelo espírito e não por pressão humana.
Que façamos das boas novas não um fardo, mas uma fonte de vida. Se esse vídeo foi útil para você, se inscreva no canal, deixe seu like e compartilhe esse vídeo com alguém que também ama a palavra de Deus. Muito obrigado por sua atenção e até o próximo vídeo.
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