Yúri, agora a gente vai falar sobre a ex-deputada federal Carla Zambelli. Na decisão que concedeu liberdade à ex-deputada federal, a justiça da Itália falou em parcialidade do Supremo Tribunal Federal aqui do Brasil naquele julgamento que condenou o Zambelli pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. E a Suprema Corte Brasileira já se posicionou sobre essa crítica lá da justiça italiana.
Quem vem contar pra gente a repórter Carol Rosito. Muito boa tarde, Carol. Bem-vinda.
O que disse então a nossa justiça brasileira? Oi, Débora. Boa tarde para vocês.
Boa tarde a todos. Olha, uma nota que foi assinada pelo presidente do STF, ministro Edson Faquim. Faquim, que saiu em defesa da primeira turma do Supremo, né, que foi responsável pela condenação, pelo julgamento de todo o processo envolvendo Carla Zambelli e disse que viu com preocupação a decisão da justiça italiana e que ainda o julgamento eh da ex-deputada, segundo Faquim, transcorreu conforme a Constituição Federal Brasileira, com direito ali à ampla defesa, passando por todo o processo de apresentação de denúncia por parte da Procuradoria Geral da República até o julgamento pela primeira turma.
Nessa sexta-feira, a Corte Suprema da Itália fez o anúncio, né, publicou uma decisão que tinha sido tomada lá no dia 22 de maio sobre a anulação da extradição de Carlos Zambelli. Essa manifestação de Faquim hoje então acontece exatamente após a corte italiana fazer críticas ao julgamento que aconteceu aqui no Brasil, que condenou Zambelli eh por aquele crime de tentativa de eh invasão ao Conselho Nacional de Justiça, né, ao sistema do CNJ. Segundo apuração do nosso âncora Gustavo Uribe, eh, pra corte italiana, houve violação do direito a um julgamento justo.
A decisão afirma que o relator desse processo aqui no Brasil, ministro Alexandre de Moraes, chegou a acumular funções, sendo vítima de um dos crimes imputados, então, a Carla Zambelli, até integrante do colegiado julgador. Então ele foi vítima e juiz no mesmo caso, que afetaria, segundo a corte italiana, a imparcialidade do processo e por isso Carla Zambelli não poderia ser extraditada. Vamos lembrar que a ex-deputada fugiu do Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema do CNJ.
Posteriormente, ela também foi condenada a outro crime, né, porte legal de arma e ameaça também naquele episódio em São Paulo, as vésperas da eleição. Sobre essa segunda condenação, também há aí um outro processo de extradição lá na Itália que está em andamento. A gente segue acompanhando.
Volto com vocês. Carol Rosito, muito obrigado pelas suas informações ao vivo de Brasília.