a autoridade também faz parte de uma das daquelas categorias que foram um tanto quanto desprezados ao longo da história da filosofia é mais isso tem uma explicação bastante é plausível a nossa cultura moderna é uma cultura da subjetividade do sujeito doeu do ego então o ego tem um grande privilégio o sujeito eu mesmo não é a minha identidade é aquilo que eu sou né representa um certo fundamento que me leva então a ver as coisas segundo esse prisma o prisma achamos subjetivo e essa subjetividade é é tão profunda na nossa cultura que muitos entendem que
na época atual nós estejamos vivendo até uma espécie de nepotismo o diego o smo que diz respeito à exacerbação dessa característica é que tem a ver com o privilégio do sujeito do eu é e assim por diante tudo isso leva então há um certo distanciamento do outro e há uma certa dificuldade em perceber o outro ea entender até mesmo a possibilidade da sua existência na nossa cultura a subjetividade é tão voltada para si mesma é que o outro aparece como horizonte um tanto quanto longínquo na nossa percepção e isso tem muito a ver com o
que nós entendemos como consciência de si consciência de si e de consciência de mim eu tenho consciência de mim e portanto eu não tenho dúvidas quanto à minha existência eu estou muito próximo de mim aquela coisa toda aqui principalmente até o aparecimento da fica na av todo mundo acreditava piamente uma certa densidade da minha pessoa isso deriva é da filosofia clássica cartesiana que colocou o ego não é um sujeito como sendo a categoria principal a realidade principal só que isso afastou o outro eu posso ter consciência do outro com a mesma intensidade com que tenham
consciência de mim a resposta foi sempre não por razões que são compreensíveis não é eu tenho consciência de mim porque eu estou em mim para que eu pudesse ter a consciência do outro equivalente à que eu tenho de mim tenho que estar nele então a coisa tornou se um problema ético né quem tem que ter consciência dele cuidar dele é ele eu tenho que ter consciência de me cuidar de mim né e cultivar a minha subjetividade a partir daí então você tem todo esse estilo de civilização e cultura não é baseada é nesse individualismo e
nesse egocentrismo que é uma pauta da nossa civilização e que foi exacerbado é historicamente vivemos numa sociedade de indivíduos apesar de a ser massificado no entanto todos nós acreditamos piamente na nossa individualidade achamos que devemos preservá-la mas não depositarmos assim tanto respeito à individualidade no ou do outro e no na subjetividade do outro então essa separação ela sempre foi muito difícil de ser transposta até que se forme um abismo é que veio então andar nessas características éticas muito comprometedoras né da civilização que nós vivemos hoje se você pensa por exemplo que seis milhões de judeus
foram mortos durante o nazismo porque o confinado os seres inferiores não é é então você tem essa manifestação exacerbada da comparação entre aquilo que eu sou um ser humano pleno e aquilo que o outro é não atingiu ainda uma certa humanidade digna de respeito todo tipo de discriminação não é com seus negros com duchas raças com suas funcionalidades contra pessoas de outras religiões de outros credos né no sentido de afirmar então a minha plena humanidade ea humanidade relativa do outro como se outro tivesse o direito de existir desde que eu conceda a ele esse direito
existe por si mesmo e não tem né então se eu quiser posso eliminado e guerra massacres é perseguições discriminações de todo tipo não é tudo isso vem do que do privilégio do eu né eu meu grupo minha nacionalidade né meu país englobado no eu depois de que de que essa é a atitude causou uma série de experiências históricas catastróficas né a filosofia começou a se preocupar com isso começou a rever as suas categorias e tentando então fazer a seguinte pergunta por que que eu tenho que constituir o significado do outro porque ele é alguma coisa
para mim a ponto de ele pode nem representar nada para mim porque não vamos então tentar inverter essas posições porque não entender que o outro crime constitui como eu mesmo e assim decidi desse ponto de vista eu é o se ficaria devendo ao outro a minha própria existência e não ele devendo a existência dele a minha isso devemos assim é algo que está em curso de é de reflexão não é porque vivemos ainda num mundo em que essas categorias ligadas à subjetividade ao privilégio do eu gosto entre smo elas são muito fortes e muito difíceis
de sofrer qualquer tipo de abalo elas estão muito arraigadas né na cultura na maneira de ser e nos modos de pensar como seria uma ética em que o princípio da moralidade fosse o outro e não eu em que ele constitui se como uma realidade ética e não eu a ele como se ele o mundo em que eu dependesse do outro e não outro de mim essas perguntas todas que estão ainda em curso de elaboração né elas vieram mexer um pouco nessas posições é tradicionalmente muito consolidadas né a respeito do privilégio doeu do egocentrismo e assim
por diante a vários aspectos em que isso é colocado né e um dos aspectos que mais tocam a nossa contemporaneidade é o a ecologia à ecologia é uma tentativa de fazer com que eu vejo o mundo a partir do outro ou seja o que será o mundo daqui a 200 anos se nós continuamos a explorar dessa forma haverá bundo para os outros então se eu penso um pouco nos outros mesmo naqueles que eu não vou nem sequer conhecer não só na questão de dizer meus filhos meus netos não é gente que está muito bem distante
se não houver mundo a eles será que num não seria o responsável por essa catástrofe então pensando nisso né seria o caso então adquirir uma certa consciência ecológica né para o que preservar o mundo para os outros como se fosse um mandamento ético é valorizar os outros mais do que a mim mesmo e viver mais em relação aos outros do que a mim mesmo um pelo menos tentar um equilíbrio então a ecologia contribuiu muito né pra é pra que esse tipo de ética fosse apresentado ele ainda está longe de ser uma coisa feita mas pelo
menos alguma coisa na qual se pensa nela então a partir daí você tem uma ética da utilidade uma filosofia da autoridade que vai então tentando pensar nessas coisas mas diria que está incipiente porque os valores consolidados que são todos da ordem do ego né ainda não estão muito longe de sofrer um abalo significativo e que poderia se transformar o que faz então na casa do saber e no canal da casa do saber constitui essa espécie de alimentação tá nossa ansiedade de saber responder a certas perguntas né que nem sempre espontaneamente nós conseguimos imediatamente responder e
portanto se você tem esse interesse e inscreva-se no canal da casa do saber [Música]