Eu queria eh eh avançar contigo no seguinte, na seguinte questão. Eh, a gente a gente tem aí a gente tem observado ao longo desses últimos dias, pelo menos, eh informações que dão conta de que o Israel estaria eh com uma fragilidade no que diz respeito aos interceptadores de mísseis tal do do domo de ferro ali, estariam com poucas com pouco armamento para interceptar os mísseis enviados pelo Irã. Eu quero saber se você tem informações a respeito disso, você que é um especialista no tema militar, como é que anda e essa essa capacidade que Israel tem de responder esses ataques, especialmente se proteger a partir do domo de ferro?
Os interceptadores estão de fato acabando eh lá no lá em Israel? Você tem informações a respeito disso? Derson?
Esse problema é antigo, né? Porque é a terceira vez que acontece. Em 2021 teve um ataque da irmandade muçulmana eh contra Israel.
E quando esse esse essa guerra passou, Israel precisou pediu 1 bilhão de dólares pro Congresso americano para repor a defesa. Aéa. Bom, muito bem.
O ano passado, aquela operação martelo da meia-noite, que aquele foi um teatro, tá? Aquele foi um teatro. Trump não fez nada.
Eh, Israel ficou numa situação difícil. Os Estados Unidos só entraram para salvar a pele de Israel. E agora você tem uma agravante além disso, da questão dos mísseis, você tem o problema da destruição dos radares de alta frequência que eu mencionei aqui do Golfo Perso.
Por que que esses radares são importantes? Esses radares, eles aliviavam a carga de trabalho dos radares israelenses, tanto dos radares de solo quanto dos radares dos dos navios americanos que operam sistemas SM, sistemas Aerges, né, com míis antiaéreos SM3 e SM6. Então o que acontece?
Esses radares tanto de Israel quanto dos destroyers americanos que estão na costa do Mediterrâneo, eles têm menos precisão hoje em dia. Por quê? Porque como é que a coisa funcionava?
Os radares do Golfo são caríssimos, são enormes, são caríssimos. Eles davam a diretor, quando o míssil é lançado, seja do Irã, da Rússia, da Ucrânia, não interessa, ele produz um clarão muito grande que é detectado por satélite. Então o satélite já sabe.
Olha, nós temos um lançamento de míssil. É só o que ele sabe. O satélite não sabe mais nada.
Ele sabe que foi lançado o míssil das coordenadas X. Para ter o acompanhamento desse míssil, o que que eles faziam? Esses radares de alta frequência do Golf, eles davam uma uma direção a a o ajuste fino da direção desses desses radares, desses mísseis, tá?
E os radares, tanto de Israel quanto dos navios do Golf já sabiam esse ajuste fino e plotavam, direcionavam os sistemas antiaéreos para lá, os mísseis para lá. Como você perdeu esses radares? Um você perdeu, tanto os radares de terra de Israel quanto os radares de navios americanos, eles estão com uma sobrecarga muito grande.
Por quê? Você não sabe a direção geral. Como você não sabe a geração geral, você precisa ficar varrendo o tempo todo.
Você tem pouco tempo de resposta. Por isso que o que tá acontecendo é por isso que tá acontecendo esse esse fato Israel que as pessoas são avisadas no último momento, porque os radares estão com uma sobrecarga. Essa que é a verdade.
O Irã, o Anderson, foi muito preciso na destruição desse radar. Isso nunca tinha acontecido com os Estados Unidos antes. Isso nunca tem acontecido.
O Irã, verdade, ele fez um ataque. Aquilo que o Japão não conseguiu fazer Harbor em 7 dezembro de 1941, o Irã conseguiu fazer agora. >> Uhum.
>> Prejudicar em muito a atuação da Maria e da Força Aérea dos Estados Unidos. termos militares operação. Na minha opinião, >> não é importante você trazer essa essa análise, ô Farinas, porque parece que acima de tudo o problema de Israel e dos Estados Unidos nesse momento é essa destruição do aparato militar, especialmente dos radares que detectam aí esses mísseis que invadem ali o espaço aéreo israelense, o que prejudica demais o o dono de ferro.
E há uma alternativa a isso, algo que os Estados Unidos, Israel possam fazer para superar esse problema. Farinas. >> Não, a a questão toda é a seguinte, é o que eu falei para você, você tem um um território de 15 milhão de km quad, você esconde o que você quiser ali.
Vamos parar para pensar todo mundo junto, pessoal. A Rússia tá fazendo guerra com a Ucrânia há 4 anos num território que é 40, 60% a mãe do Irã. E a Rússia não conseguiu eliminar todas as bases ucranianas.
A verdade é essa. Então, a possibilidade, sendo que você tem uma vantagem, a Rússia tem todas as suas bases próximas ali. Os Estados Unidos estão tendo que operar hoje em Chipre, na Bulgária e na Grécia, né?
Porque as bases israelenses, sauditas, jordaniana não são muito confiáveis, não. Você pode se atacar o tempo todo. Teve um ataque a uma base saudita aí que danificou cinco jatos c 135.
A Força Aérea Americana, ela tá operando num ambiente de incerteza que ela não conhecia desde a guerra do Vietnã. No Vietnã preciso lembrar só perderam 10. 000 aeronaves.
Pouca gente sabe disso. >> Foram 10. 000 aeronaves perdidas no Vietnã, né?
Eh, eu não digo que isso isso não vai acontecer no Irã agora, lógico, a gente sabe disso, mas é um ambiente de incerteza e de risco que os planejadores americanos não tão gostando nem um pouquinho. O Trump jogou eles numa no porque o o Anderson, o militar >> Uhum. >> Ele trabalha de uma forma técnica.
A gente se choca muito com o político por causa disso. Nós trabalhamos de uma forma técnica, >> né? Então, olha só, eh, eu vou atacar aquela aquela região ali, tá?
Mas a ameaça de mísseis é muito grande. Eu não vou poder empregar minhas aeronaves enquanto outros tipos de artefatos não fizerem a neutralização de pelo menos parte desses míssim que a gente trabalha. >> É assim que de forma técnica.
O Trump falou: "Não, vai lá e faz". Militar tem que cumprir ordem fizeram, mas dentro um risco muito grande. E eu tô falando aqui, pessoal, não como uma pessoa que tá torcendo por A ou por B.
Eu tô dando um painel para vocês. Na minha opinião, o Camenê era péssimo estrategista. Ele deveria ter feito a bomba pro Irã.
É uma verdade. Vários analistas internacionais já estão falando isso agora, tão tão apertando isso daí. Então assim, numa análise muito fria das coisas, muito fria, o risco que os americanos estão enfrentando e os israelenses menos, né, estão enfrentando no no Irã é muito alto.
As perdas podem se acumular nos próximos dias. >> Sem dúvida. Sem dúvida alguma.
Ô, ô, Faná, estão chegando muitas perguntas aqui paraa gente. Daqui a pouquinho eu vou trazer algumas que estão chegando aqui, mas eu eu queria eu eu queria antes disso trazer uma outra questão relacionada a a esse conflito, porque o os Estados Unidos atacaram a ilha Carg, que é um um local considerado estratégico e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas. Tem muita gente, inclusive, perguntando sobre petróleo aqui no nosso chat.
O Donald Trump disse que os bombardeios estadunidenses eles atingiram apenas alvos militares na ilha de Carg. Caso a a infraestrutura petrolífera tivesse sido atingida, isso provocaria um impacto global na distribuição de petróleo, pelo menos o que a gente lê da análise de especialistas. Só que agora fala-se, ô, ô, Farinásio, da possibilidade de os Estados Unidos invadirem por terra a ilha Carg.
Eh, analistas aí inclusive ressaltam os riscos dessa operação que poderia ser desastrosa para as tropas estadunidenses. Mas eu queria ouvir a tua avaliação a respeito disso. Você acredita que o Trump pode mandar aí militares para invadirem por terra a ilha a carga e que tipo de efeito isso poderia produzir pros Estados Unidos?
>> Olha, deixa eu te falar uma coisa. Eu sou fuzileiro naval, né, de formação. Sou fuzileiro naval.
Minha formação básica é operação fíblia básica que eu tive isso aí. uma boa parte da minha carreira, 15 anos, eu fiquei fazendo isso. Daí depois eu fui trabalhar com a aviação.
Eu vou dizer uma coisa para você, é um pesadelo, porque em primeiro lugar você vai ter que varar, entrar pelo pelo estreito de Ormus, né, que pode est minado. Você sabe quantos navios caça mina, os Estados Unidos tem a marinha inteira. De uma marinha de 297 navios, quatro são caçaminas.
>> Lógico que eles podem contar com o apoio do OTAN. a Inglaterra, CD, a França, etc. Mas é um é um problema complicadíssimo, cara.
Varredura de Minas é um problema complicadíssimo, porque você tá varrendo um canal, o inimigo pode soltar mais minas, ele vai bombardear você. Então, é uma operação de altíssimo risco que se assemelha muito a Galípoli na na na Primeira Guerra Mundial. Eu acho temerário.
Agora a gente tem que olhar uma coisa, né? O Anderson não dá para acreditar no que o Trump fala, né? Não dá.
Ele ele ele demonstra alguns sinais de serenidade. Ele é ele é mitômano. É uma pessoa que não tem o mínimo o mínimo perfil de estadista, sabe?
É um péssimo governante, o pior presidente da história dos Estados Unidos na minha opinião, pelo menos no na na nossa era moderna. Aí que já teve Franklin Delano Rooselt, que era um presidente que tinha suas preocupações sociais, olhava pro andar de baixo, agora você tem um Donald Trump, é uma decadência total. Eu acho extremamente arriscado, mas eu falo assim, Anders, eu costumo dizer sempre o seguinte, eu falo sempre lá pro pessoal do Arte da Guerra, né?
>> Uhum. >> Pessoal falava: "Que que você acha dessa situação? " Falou: "Depende do plano.
" Às vezes tem um plano bom. O plano da Venezuela foi um plano bom. Subordou meia dúzia de de gente do escalão lá e venderam Maduro.
Essa que é verdade. Era um plano bom. O no caso do Irã, a gente notou que não tem plano nenhum.
Se eu sou almirante, general, comandante de uma força de fuzileiros e alguém me dar uma missão dessa, pelo amor de Deus, eu vou pensar duas vezes se eu não vou pedir reserva, porque é o fim do mundo. E outra, você vai colocar 2500 fuzileiros lá, que é a Melque estão enviando lá, tem 2. 500 homens.
Muito bem. Como é que você vai alimentar, municiar, né, enviar suprimentos médios, retirar os mortos e feridos numa ilha que que não é nada. Aquela ilha não é nada.
Você tem que manter aquilo ali. O problema as pessoas pensam muito, tô muito civil, ele pensa muito em tanque de guerra, avião, helicóptero. Eu penso muito em caminhão, cara.
>> Uhum. >> Eu trabalhei com logística muito tempo nos fuzileiros. Se você faz uma operação, né, a gente fala sempre que a a o serviço de operações ele anda nos pasos da logística.
Você vai botar a tropa ali, como é que você vai dar mandar comida e munição para esses caras? Porque através de água, meu, que você tem um braço de mar ali. Como é que você vai fazer tudo isso?
Você vai ter que garantir que você vai conseguir suprir esse pessoal. Eu acho muito difícil. Eu tava conversando o dia com o Dr Rodolfo Latersa, que é um dos maiores especialistas de operações militares do Brasil, né?
E ele falou uma coisa que tá fresco na nossa memória. Essa questão da ilha de carga é mesmo questão da Ilha da Serpente na Ucrânia, que era impossível de se manter por qualquer um dos dois lados. >> Uhum.
>> Então é bem complexo isso aí. É bem temerário, viu? uma operação desse tipo, eu não não apostaria, não.
>> É um movimento ousado aí dos Estados Unidos casos CD de fato. Ô, Vareno, eu escuto muito o que você diz e leio muito as suas redes, inclusive eu tava lendo esses dias eh hoje inclusive eh de que você publicou ali um texto que a no X, na no antigo Twitter de que a frota marítima dos Estados Unidos, ela estaria em um momento crítico. Eu queria que você explicasse isso aqui pra nossa audiência, para quem tá chegando e analisando aqui, assistindo a nossa transmissão.
Que que momento seria esse? Por que a tropa a frota estadunidense, frota marítima estadunidense estaria nesse momento crítico? >> Olha só, gente, eu escrevi um artigo dois anos atrás que deu repercussão até nos Estados Unidos.
Chama-se uma marinha feita de papel moeda, que é a marinha dos Estados Unidos. Porque é uma marinha que tá ficando velha. É uma marinha cara, tá?
E é uma marinha obsoleta e tá ficando pequena em relação à China. China já passou Estados Unidos. Por que que eu falo isso?
Não há reposição da frota. Eles levam muito tempo para fazer porta-aviões, que é uma arma e hoje em dia de já de uso duvidoso. Os navios americanos são caros.
Vamos pegar o caso do Zwaltt. gastaram 7 bilhões para fazer um um um navio que você que não tem utilidade. Depois eles viram que o LCS também, que é o Littoral Combat Ship, que eles chamam de Little Crap, merdinha, né, em inglês, eh eles eles fazem um conceito tecnológico avançadíssimo de navio, não botam a prova e já parte pra escala.
Aí a gente se vê que aquilo é inviável, porque o que acontece, qual é o problema da mar, o grande problema da maria americana se deve a um dos um dos presidentes mais imbecis da lista de presidentes imbecis dos Estados Unidos chamado Ronald Reagan. O que que o Reagan fez em 81? Ele cortou o subsídio da indústria naval-americana, né?
Então, eh o que aconteceu? A maior parte dos estaleiros fechou. Fechou.
Os Estados Unidos que produzia aí 50% da produção de navios mundiais na Segunda Guerra Mundial, 50, 60%, hoje é menos de 1%. Os estaleiros que sobraram, eles só trabalham paraa marinha dos Estados Unidos. Como eles têm que manter o ano inteiro o o a a força de trabalho empregada, eles precisam cobrar mais caro.
Então hoje um estaleiro americano, ele entrega um destroyer por um preço que é de três a cinco vezes maior que um destroyer do do estaleiro chinês. Por quê? Porque o estaleiro chinês é dual.
A China não tirou o subsídio da indústria naval dela. Então o estaleiro chinês metade do ano ele fabrica um destrói outra metade ele vai fabricar um um graneleiro, um petroleiro, um navio de transporte de gás, etc. Você entendeu?
A a o estaleiro americano não, ele só faz aquilo, ele só tem um único cliente, chama-se Marinha dos Estados Unidos, então ele cobra caro. Ah, esse problema todo tá sendo sentido na ponta. A Marinha não dá conta de pagar esses navios.
Est às vezes tem o orçamento de quase 1 trilhão de dólares e a marinha chinesa já ultrapassou eles. Essa que é a verdade. Então são problemas sérios, né?
O outro questão também é o seguinte: como o Irã obliterou as bases navais do Golfo, eh, eu vou te falar, precisa ter uma base. Um distor da classe Age, ele tem 92 96 lançadores de mísseis verticais. Então esses lançadores serve tanto para mísseis tomar rock, para bombardear com mísseis submarinos, como mísseis antiaétricos.
Acabou esses 96 que você gasta. Tá tirando lá, você gasta. Acabou esses 96, ele tem que ir pro Porto.
Você não, você não consegue fazer o recarregamento isso aí no mar. Você precisa ter o mar perfeito. Acho que nem na lagoa do Ibirapuera você conseguiria fazer esse recarregamento.
Para quem é daqui de São Paulo, você precisaria ter o mar perfeito para pro guindaste conseguir alinhar e colocar o mío ali. Não dá para fazer. Você tem que ir pro porco.
Que porco? Todos os portes do gorvo obliterados. você teria que passar por Ormurso.
Então, sobra eh Diego Garcia que fica 3. 500 km dali, 4. 000, sei lá, ou a Índia.
Então, olha o problema que os problemas que a Marinha dos Estados Unidos tem, são problemas seríssimos, né? E a gente não sabe também qual é o estoque desses mísseis. Então assim, eu tirei um painel geral, depois quem quiser procura.
Eh, tá no no blogho general, uma marinha de papel moeda. Vocês só procurar farinados marinha de papel moeda, vocês vão achar esse artigo. Deu, deu maior polêmica, falh, você tá errado, tal.
Tão vendo que eu tava certo.