A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, mais conhecida como DPOC, é uma condição pulmonar de uma limitação, obstrução à passagem do fluxo de ar pelos pulmões. Então, essa inflamação vai fazendo algumas alterações na estrutura pulmonar, destruição dos alvéolos, das paredes dos alvéolos, que são estruturas responsáveis pela respiração pulmonar e trocas gasosas. Essa limitação se dá por uma resposta inflamatória dos pulmões à inalação de partículas nocivas, principalmente oriundas do tabagismo.
O tabagismo é o principal fator de risco. E, é importante ressaltar que é qualquer tipo de tabagismo. Tem o cigarro convencional, o cigarro de palha, o cigarro de tabaco, o narguile e os cigarros eletrônicos, que estão super em alta agora.
Então, qualquer tipo de tabagismo pode causar, pode fazer o paciente evoluir para uma doença pulmonar obstrutiva crônica. Inclusive, a principal medida de prevenção é não fumar. Além do tabagismo, a gente tem os fatores genéticos com algumas deficiências, uma deficiência da alfa-1 antitripsina, que causa a DPOC e a gente tem os fatores ambientais de exposição, tanto ambiental quanto ocupacional.
Todos os trabalhos que possam emitir gases tóxicos ou poeiras nocivas à respiração. Essa limitação à passagem do fluxo aéreo, pelos pulmões, é persistente e irreversível, porque a gente tem uma degradação, uma destruição da parede alveolar, os alvéolos que são responsáveis pela nossa respiração. Isso a gente chama de Enfisema Pulmonar.
E, apesar da asma e do DPOC terem sintomas em comum, sintomas iguais, os mecanismos são diferentes. Na asma, essa limitação é reversível e intermitente. A asma não tem relação causal com o tabagismo, apesar de ela poder piorar, se o paciente for tabagista.
Apesar dos sintomas serem os mesmos, são patologias diferentes, com fisiopatologias diferentes. Os principais sintomas da doença é a dispneia, a falta de ar. Essa falta de ar pode ser em graus, intensidades diferentes.
A bronquite, que é uma tosse crônica com produção de secreção, produção de escarro, uma sensação de opressão torácica, um aperto no peito mesmo para respirar, uma respiração mais ofegante e até perda de peso. Os tratamentos para a DPOC são constituídos tanto por medidas farmacológicas, medicações mesmo, como medidas não farmacológicas. As medidas não farmacológicas, basicamente, a gente indica para todos os pacientes DPOC, independente da gravidade do caso.
Então, o primeiro tratamento é cessar o tabagismo, é parar de fumar. Estimular o paciente, recomendar ao paciente fazer atividade física. Inclusive, ela é um grande pilar, um pilar super importante do tratamento não medicamentoso.
O tipo de atividade física que a gente realmente recomenda é o treinamento tanto aeróbico quanto o treinamento de força. E a combinação desses dois treinamentos vai impactar diretamente na qualidade de vida desses pacientes. Vacinação anti-influenza, da gripe, Covid e pneumocócica.
Em relação ao tratamento farmacológico da doença, com medicamentos ou, eventualmente, até alguns procedimentos, isso é definido pelo médico que vai acompanhar o paciente através da classificação de gravidade de doença desse paciente e isso é calculado em consulta médica. A DPOC causa impactos na qualidade de vida da pessoa e a gente pode falar, primeiramente, dos impactos causados pelos sintomas respiratórios. O cansaço, a tosse levam a uma dificuldade, às vezes, de realizar atividades cotidianas, então, percorrer distâncias mais longas, subir escadas, ladeiras, às vezes, eventualmente, até tomar banho.
Os estudos estão mostrando um aumento muito grande da desordem psicológica desses pacientes. Então, o impacto, realmente, na ordem psicológica. Índices mais altos de depressão, de ansiedade estão sendo avaliados nesses pacientes.
Às vezes, até uma perda de cognição. Um estudo recente mostrou que existe um maior risco de desenvolvimento de DPOC em relação à inalação de poluição ambiental. Os estudos mostram para a gente que esse risco é aumentado e, inclusive, existe uma aceleração no envelhecimento do pulmão.
Então, quanto menor o contato com a queima de biomassa, combustíveis, uso domiciliar de combustíveis, gases tóxicos produzidos em minérios de carvão. Então, reduzir isso e indicar o uso de equipamentos de proteção individual, quando ele, realmente, tiver contato repetitivo e importante com essas poeiras químicas, vamos dizer assim.