[Música] Olá na aula de hoje a gente vai falar um pouquinho sobre neuroplasticidade mas neuroplasticidade relacionada ao idoso Mas isso não é coisa de criança Isso é coisa quando a gente é novo isso ainda acontece quando a gente é idoso sim isso acontece por muitos anos a ciência itou né que ao atingir assim uma determinada idade o cérebro perdia aí essa capacidade de produzir né Eh ter essa produção neural e que o tecido cerebral principalmente se ele fosse lesado com alguma coisa específica algum derrame algum traumatismo alguma doença na região cerebral as células não iam
mais se regenerar e o indivíduo ia começar a ter essa perda aí das funções exercidas por ela atualmente a gente já sabe que por meio também de pesquisas científicas o cérebro ele até né Ele é incapaz de regenerar as as as células que foram perdidas mas ele pode reorganizá-las o que que isso quer dizer que a gente pode começar a adaptar a modificar a forma como as informações chegam no cérebro e como que elas vão realizar né esses caminhos essas conexões esses circuitos e para essa capacidade de se modificar de se adaptar né de criar
caminhos novos a gente vai chamar de neuroplasticidade quando a gente fala de neuroplasticidade a gente pode pensar no nosso cérebro como uma cidade que tem várias ruas caminhos Avenidas e a gente tá andando de carro carro seriam os neurônios né que os passageiros são aí os nossos neurotransmissores quem tá levando a mensagem para algum lugar então esses carrinhos estão lá andando estão lá fazendo o trabalho deles de levar essa informação vamos imaginar que tem uma ponte Quebrada no meio do caminho o carro vai parar lá e vai falar ah não posso ir não porque tem
uma ponte era isso que a gente pensava antigamente que acontecia no cérebro a informação parava ali num lugar e ela não dava continuidade porque não tinha mais neurônios ali na frente porque eles já tinham e eh sido perdidos E aí não tinha mais como regenerar aquilo hoje que que a gente vai pensar nosso carrinho tá lá vindo com a informação viu que a ponte caiu deu uma ré voltou na rua de baixo pegou outro caminho e seguiu e é isso que hoje o nosso cérebro faz a informação vem aquele local que tá indo não tá
mais em uso aquele local sofreu uma lesão Aquele local não tem mais outros neurônios por ali ele vai se adaptar ele vai modificar aquela rota ele vai trabalhar ali uma forma de modificar a a o processo daquela informação chegar onde ela precisa e hoje é isso que a gente vai trabalhar quando a gente pensa com os idosos eu tenho locais no meu cérebro onde a informação não tá mais conseguindo ser acessada Então eu preciso fazer um caminho diferente para que essa informação chegue E aí também posso fazer um caminho diferente para que essa informação chegue
em outro lugar não necessariamente que vá eh eh de novo trazer aquela função que tinha antes Se eu não tenho mais aquela função Como que eu posso trabalhar as outras funções que estão ao redor né então a gente vai pensando nisso quando a gente fala sobre por exemplo as demências Existem muitos lugares onde a gente não vai ter mais a ação e a função ali que aqueles neurônios faziam onde o neurônio levava a informação mas ele vai se adaptar vai se modificar e vai levar a informação para um outro lugar e de outra forma e
aí então a gente começa a ver esses outros resultados a gente começa a ver esse rearranjo que vão tornar outras sinapses reforçadas e possíveis aí a partir daí a gente pensa em múltiplas possibilidades de resposta vai depender desse ambiente vai depender de como que o cérebro por ele ser altamente maleável como que ele vai trabalhar esses estímulos de uma forma adequada podendo modificar a estrutura cerebral e desenvolver novas habilidades e quando a gente começa a desenvolver novas habilidades eu começo a retardar esse processo aí próprio do envelhecimento então a gente tá fazendo ali o processo
do envelhecimento então eu já consigo fazer algo diferente e quando a gente fala que eu tenho um idoso que tem um transtorno neurocognitivo e esse transtorno ele só progride ele não regride então eu não consigo ter novas células novos neurônios mas eu consigo fazer com os neurônios que eu tenho novos arranjos e esses arranjos eles ainda vão continuar se conectando enquanto eu ainda tenho outros arranjos para fazer por isso que a gente vai falando que vai acontecendo progressivamente E aí quando eu penso nesse progressivamente se eu não fizesse eh novos arranjos Esse progressivamente é muito
mais rápido como eu estou colocando o meu idoso em atividade como eu tô colocando o meu idoso para trabalhar coisas que as funções ainda estão ali a todo vapor ou estão já num vapor um pouco mais devagar mas ainda estão funcionando a gente vai vendo que Essas funções a gente ainda vai conseguir ter uma resposta só que cada dia é como se eu tivesse uma engrenagem e ela tá a todo vapor e daqui a pouco o oleozinho dela vai começando a acabar e ela começa a ir um pouco mais até que pouco faz e para
Então eu quero que enquanto ela conseguir fazer o giro ali da engrenagem mesmo que seja mais devagar que não seja tão rapidinho como a gente fazia antes mas que ele faça devagar porque quando ele começar a fazer o Aí a gente vê que a gente já não vai conseguir mais fazer com que aquela engrenagem vá volte a fazer mesmo que devagar ou volte a fazer mais rápido a tendência é que cada vez ela vai mais mais e mais devagar Então tudo isso a gente vai vai trabalhando quando a gente fala na estimulação cognitiva a gente
tá falando de neuroplasticidade Por que que a gente fala assim vamos fazer atividade para os idosos dançarem cantarem vamos mexer com Arte vamos mexer com artesanato vamos fazer jogos em que a gente trabalhe raciocí lógico fazer treino cerebral Porque quanto mais eu deixar as funções que estão ativas agindo eu consigo ter maior tempo de qualidade de vida e isso é muito importante dentro aí desse período que a gente já tá chegando mais ao final aí da vida então a gente precisa trabalhar esse retardamento aí né dessa dessa progressão desse transtorno neurocognitivo a gente precisa cuidar
disso tá certo e aí então quando a gente fala de como que a gente vai trabalhar então com a terceira idade como que a gente vai trabalhar esse fortalecimento das sinapses a gente vai precisar também do estímulo dos neuromoduladores né dos dos nossos neurotransmissores pra gente eh fazer essas modificações e esses rearranjos aí aí através dos comportamentos e dos hábitos que virão tá bom esse fortalecimento das sinapses ele vai variar de acordo com as tarefas que a gente vai passar para esses idosos fazerem E aí a gente vai ter um reforço sináptico e assim é
como se a gente fizesse uma ginástica quando a gente pensa em ginástica física ou mental porque aí a gente tá estimulando diferentes sinapses e diferentes formas dessa ess células irem aí transitando pelo cérebro tá bom então a neuroplasticidade ela vai ser a base de tudo porque as atitudes podem mudar aí todo o processo então quando a gente fala dessas atitudes seria o quê algumas mudanças estruturais então informações que são repetidas então quando a gente trabalha essa recepção essa repetição os dendritos eles vão crescendo e vão formando novas conexões melhora a capacidade aí da coordenação motora
então o exemplo por exemp eh quando a gente pensa n nas nossas mãos a gente tem uma mão que ela a ela que a faz parte da nossa lateralidade Então ela possui mais força e aí a gente normalmente é mais coordenado com ela tal então a gente trabalha a outra mão para suprir às vezes aquela falta que uma das mãos está fazendo e aí a gente vai estimulando então no cérebro aquela região em que a outra mão vai fazer o trabalho da mão que fazia antes e aí a gente começa a fazer esses trabalhos de
repetição então ah eu mexia com o mouse tive um problema com a minha mão esquerda aí eu começo a mexer com o mouse com a direita e vou sempre trabalhando essa repetição de como que eu vou fazer esse movimento e o Cérebro vai captando então essa essa forma Opa tem uma forma agora de mexer com o mouse não é mais daquela forma que se fazia toda vez que a informação chega ao cérebro e essa informação Tem significado para ele ele vai mandando essa informação e aí ela não fica só na memória de trabalho na memória
operacional ela começa a ir para memória de longo prazo porque aquilo tá acontecendo todo dia aquilo tá se repe repetindo Então deve ter uma importância essa repetição e esse funcionamento desta forma né então a gente vai fazendo essas repetições para que a gente trabalhe essa estrutura e o o cérebro comece a transformar isso em algo mais automático né Por que que a gente faz coisas sem nem pensar que vai fazer você fala assim ah eu vou lhe escovar meu dente então assim meio que é é veio até a informação até às vezes para outras pessoas
mas quando você entra no banheiro você não pensa Ah eu tenho que pegar a pasta eu tenho que pegar a escova eu tenho que abrir a pasta tenho que não você vai só pegando botando fazendo quando você vê se já Tá escovando Quando você vê você já acabou e quando você sai do banheiro Você nem pensa assim ah eu fui ao banheiro escovar o dente você já vai fazer outra coisa que você precisa né mas quando o cérebro vai perdendo essas informações e a gente vai trazendo essa informação de novo antes dela ser totalmente perdida
a gente consegue lentamente né fortalecendo Essas sinapses por isso que a gente fala a gente vai fazer essa tentativa aí desse fortalecimento não quer dizer porque a gente não sabe exatamente o quanto né a gente teve de perda e a gente Normalmente também não sabe onde exatamente aconteceram essas perdas quando a gente fala dos neurônios então tem coisas que a gente vai praticar vai estimular com o idoso e possivelmente não daram certo e tem também muitas atividades que a gente vai estimular que a gente vai fazer repetição que a gente vai praticar e a gente
vai ver que aquilo ali aquela área não foi ainda danificada e a gente vai trabalhar outras coisas ali ainda pensando né naquela estruturação que tá acontecendo Então tudo isso é muito importante quando a gente fala nessas alterações funcionais porque o cérebro ele vai se adaptar sim a mudanças e as faltas quando a gente muda os hábitos a gente vai criar novas conexões E aí a gente vai fortalecer então para a gente ter essas sinapses quer saber então por quando acontece tudo isso no cérebro Por que que que acontece porque a gente começa a fazer a
intervenção aula que vem eu vou começar a mostrar para vocês que atividades a gente pode fazer com os idosos como que a gente vai fazer Essas atividades como que a gente vai fazer que eles trabalhem aí estímulos para que memória linguagem né quando a gente pensa em funções executivas que todas essas funções sejam trabalhadas mesmo que ainda de uma forma forma diferente às vezes um pouquinho mais devagar às vezes esquecendo às vezes lembrando mas que a gente ainda consiga trabalhar autonomia e qualidade de vida no idoso