a lalalala papapa papapa Lala salve galera salve quebrada Nós somos o coletivo Ciranda da faz que é uma organização Comunitária que é feita da comunidade pela comunidade nós temos o intuito de garantir os direitos humanos assim como acesso à arte à cultura ao lazer aqui no Jardim Nossa Senhora da Paz conhecido como a favela dá pra cá aqui nós fomos contemplados pelo promic que é o programa Municipal de incentivo à cultura para realizar uma série de Podcast entrevistando os moradores aqui da quebrada eu sou a Bruna Moura Sou psicóloga e com a gestora do Ciranda
juntamente com a Isabelle que é estudante de jornalismo na UEL e também com gestora do coletivo e somos nós duas que Vamos entrevistar o a entrevista do podcast de hoje é no primeiro Episódio da série de podcasts voz da comunidade potência cultura e resistência as vivências não contadas na favela dáblio ataque O tema será as histórias por trás do nome favela da abrataxi e a primeira convidada no nosso podcast que dá falar sobre os diversos nomes que a favela já teve Quais são as suas memórias com o bairro como é ser uma mulher preta vivendo
da comunidade e diversas outras histórias é a rosa é super conhecida né por todos os moradores do bairro é para alguns ela é avó para outros mães e conhecida pelos moradores da favela como Rosa café verdade meu nome é Rosa sou moradora da favela desde a década de 80 né então já tem um pouco de vivência aqui a juntamente com a sua vida inteira né porque eu mudei para cá era criança ainda e alguns me conhece como Rosa Rosinha preta Rosa do café mas o mais oficial mesmo a do café que o meu pai né
o primo dele era café que Deus o tenha em um bom lugar meu pai faleceu só que o meu pai chamava café e meu pai também trabalhou no centro comunitário meu pai lá porteiro lá e as criançada Na época eu não gostava do meu pai porque meu pai muito rir junto deixar vou colocar dentro para fazer bagunça você comunitário E aí ele daí a Júlia tava ficar cantando para ir lá para o lado de fora eu vou passar o café no saco sabe que você me ligou no meu pai que meu pai bem rígido mas
o Centro Comunitário já foi um lugar né que de arte e tinha capoeira é muito a pessoa saiu dali é formado tem uma profissão hoje em dia devido ali o Centro Comunitário né e a gente agradece né porque as pessoas levam o nome da da comunidade adiante mas para a gente a prazeroso é então né já que você introduzir um pouco nós gostaríamos saber onde você morou se se você só morou aqui na comunidade ou se você já morou em outro lugar aí você já falou né um pouco sobre Oi Meu nome não é rosa
do café e você pode ficar à vontade para se apresentar para falar o que vem se aprimorando a comunidade como eu falei eu mudei aqui na década de 80 entendeu Eu acho que é porque eu mandei aqui eu tinha 15 anos então nem Sempre morei aqui já morei no sítio já colhi algodão já colhi café ela não sabia digitar não sabia banana mas a minha mãe colocava a gente para limpar debaixo dos pés de café Então né já tive uma vida no sítio aí até que a gente mudou aqui para Londrina quando nós mudamos para
cá a minha mãe comprou uma casa do irmão dela que hoje também não é Vivo então tipo Meu pai fez uma seu tipo administrador Na época na fazenda em Florestópolis aquele estado do Paraná mesmo meu pai fez um acerto com o administrador chegou aqui e comprou a casa do irmão da minha mãe só que eu acho que na década de 80 nós passamos fome aqui na comunidade passamos fome só não passam mais fome que nós ia lá antigo Jumbo antiga às Lojas brasileiras que é mais antigo lembra do Jumbo e antigamente eles tipo as coisas
que faltava 15 20 dias para ver se eles jogavam fora início aquele jogar com a gente pegava eu sobrevivi assim bom graças a Deus e você nasceu aqui em Londrina né não não Toledo eu sou de Toledo assim sou toledense você já falou um pouquinho das memórias né É quase memórias você tem daqui você pode aprofundar um pouquinho mais para gente vai muita coisa só fala ai que eu tive fizeram muita amizade né tá todo mundo aqui particularmente é meu amigo e tipo assim intensos têm fatores que a gente guarda você entendeu que é coisa
de polícia que já entrou aqui já matou pessoas né o abuso né em si porque nem todo mundo aqui tem condições de colocar uma uma câmera igual no centro igual a greve é para Leandro entendeu então algumas pessoas têm câmera algumas pessoas não têm então do abuso da polícia para com a gente entendeu porque para a polícia a gente não é nada mas a gente é perante Deus para Deus nós somos né Para eles a gente não é nada a gente só ralé aí o pessoal lá da favela Débora tá aqui mas não é favela
nós somos uma comunidade Ah entendeu nós somos uma comunidade aqui onde um ajuda o outro entendeu a se levantar porque na década de 80 mesmo aqui no tinha um barraco de madeira aqui ou de material era tudo de madeira e olha para você ver hoje em dia tá em casa tem pessoas aqui que tá em casa aqui você entra para dentro você nem acredita você fala nossa casa não é na comunidade né Bruna e tem pessoas também que morreu que eu guardo até hoje que é o Marquinhos aqui que morava aqui na última Rua Omar
quinta-feira né ele era meu amigo a gente não estava na clipe 10 a gente tem um grupinho né tem a da Alvina também que a minha amiga de muitas décadas bujão são pessoas assim que eu guardo no meu coração você entendeu porque a gente já tivemos tiver uma vivência junto não que não poderão não citar o nome das outras pessoas que as outras pessoas não não esteja presente não esteve presente na minha vida esteve só que eu sou uma pessoas que convivem um pouco mais comigo se entendeu ah entendi sim aí você ia citou um
pouco nessas mudanças da década de 80 e 90 e Mas se você quiser falar contar um pouco Quais são as mudanças que você ver não são só as mudanças visuais ou a mudança da comunidade esse dos moradores não é mudança em cima de tudo de tudo um pouco da comunidade em si que eu acho que é a comunidade eu acho que a minha comunidade Era não eu acho que ela é ainda sabe um pouco meio parada eu acho que o povo eles eles Olha só para se tipo a minha família mas a minha família não
é teu a minha família eu meu filho EA neta e as pessoas que moram no mesmo lugar que eu porque eu dependo delas querendo ou não querendo a gente depende indiretamente um do outro né a gente acha que não a gente ai eu não dependo né a gente às vezes mas a gente depende Sim a gente depende um do ser humano então por isso que a gente necessita desse calor de um abraço de uma de uma palavra amiga se entendeu porque aí eu preciso de você você também precisa de mim entendeu a gente só não
sabe quando a gente vai se encontrar uma hora a gente se encontra para o nosso amigo tá tão precisando de você e eu falo para você pode sentir sentir que você tá precisando de mim se entendeu então tipo assim eu acho que a gente tem que ser assim e isso é uma abraçar o outro é muitas vezes você faz o papel de liderança do bairro né recado essa Bahia faz contato com outras pessoas às vezes até você faz contato com a prefeitura para mim fazer a limpeza do bairro é e como surgiu essa sua influência
assim foi espontânea ou eu acho que o meu dom de ajudar as pessoas é de signo que você pode ir lá eu ligo do signo de peixe Entendeu todo pisciano é bom então esse negócio de ajudar as pessoas eu nunca tive um coração mau nunca nunca tive o coração mal então só tiver você pode ir na minha casa posso ter eu posso ter um eu vou arrastar com você não você não vai sair de lá sem você entendeu então tipo assim esse negócio de ajudar eu não quero nada não quero nada eu ajudo tantas pessoas
aqui nunca coloquei nada em rede social que eu acabei de falar para você não gosta o celular não coloco nada de rede social e umas pessoas gostam de mim porque eu não exponho a vida das pessoas tem muita pessoa que a vez precisa mas não pede só porque exposição a exposição Às vezes a pessoa tá precisando de um arroz um feijão mas ela não quer me dar resposta e às vezes ela acaba ficando ali na necessidade e não chega na outra porque medo às vezes empresta a nossa Fulano vai ter furando tem marido está aqui
pedindo as coisas na porta da minha casa ela é comunidade aí você sabe né então às vezes a pessoa se encontrarem DaquiDali as pessoas tá passando dificuldade Você não sabe a dificuldade da pessoa Então nada melhor que você chegar bate palma conversa que a pessoa Às vezes numa conversa conversa com a pessoa a pessoa as vezes acaba chorando e contando para você o problema dela né e é você acompanhou que você vai conquistando a comunidade você vai vendo a necessidade das pessoas sempre sem você chegar e expor as pessoas entendeu Você vai ver necessidade a
pessoa vai ajuda e não e a pessoa e ninguém nunca sabe então a pessoa tipo começa a confiar em você e eu acho que essa confiança com a comunidade tem comigo eu tipo assim ajuda as pessoas Dá uma dispondo a vida das pessoas entendeu eu tipo assim graças a Deus uma pessoa temente a Deus e que tudo que eu nem Bruna tudo que nós faz dá certo porque primeiramente a gente põe Deus na frente né Eu falei que dá certo mas é isso Rosa você acompanhou né os diversos nomes que a nossa favela foi tendo
né favela do grilo da Caixa Econômica é agora Jardim Nossa Senhora da Paz só que quando a gente joga lá no Google para vir para cá ou qualquer tela nos kisa já teve Paranoá dois mas sai como ganham Como que você vê essa troca de nomes que a nossa comunidade teve e no certo o Bruna o nome é o nome oficial da Comunidade Nossa Senhora da Paz certo aí abra ataque ataque não tem nada esse tipo essas pessoas usam o nome da da firma aqui mas só que a firma não tem nada a ver porque
a pena está ali é uma firma entendeu E esse espaço aqui há alguns anos atrás era deles era deles então por isso que ficou abratac dar ataque o ataque porque o espaço era deles então conforme foi mudando muita família muita família de cedeu o espaço mas o espaço não deixa de ser deles você entendeu por isso que ficou bratac bratac mas não que né É só por causa da firma então quantas vezes muito acontece algumas coisas aqui você não vem com reporte acéfalo a gente né a gente quer falar para vocês que a favela afirma
dá pra tá que não tem nada a ver né que a comunidade entendeu mas o nome oficial mesmo mas Jardim Nossa Senhora da Paz e esses nomes vem mudando devido é a presidente de bairro cada presidente que entra tem uma ideia vai lá e coloca o nome eu entrei tem uma botão rumo nome na minha mente eu vou lá e troca na Nossa Senhora da Paz Coloca outro nome Jardim Alegria vamos supor entendeu então daí devido cada pessoa que vai passando Cada pessoa tem uma ideia cada pessoa vai colocando o nome sabe daí tá Jardim
Nossa Senhora da Paz agora por muito tempo já tem um tempo já se acostumou também sim qual que é a sua visão sobre as pessoas né vem a gente estigmatiza o nosso bairro por conta do nome favela deve ataque Como que essa diferença para você como é e como realmente como as pessoas veem como realmente é para você tipo para mim aqui todo mundo morador você entendeu então todo mundo tem sua vida Claro que tem uma parte que faz né tem uma vida outra parte que tem outra vida mas não deixa de ser morador só
que perante a perante os olhos das pessoas para fora você entendeu É parece que a gente não existe Parece que um pedaço aqui e quem sabe porque quando se cita da comunidade tudo que não presta tudo que não presta é igual Camargo não gostava do Camargo que eu Camargo falava mal da comunidade mas ele nunca veio aqui para ver nas nossas necessidade nunca veio aqui para falar assim eu sou o Carlos Camargo lá daí é de massa e eu vim aqui para ver a necessidade de vocês ele nunca veio mas ele acaba o pau num
dia eu tenho ninguém no programa eu liguei no programa dele eu vivo porque tipo assim ele critica a favela mas ele não vem aqui para ver nossas necessidades Então eu acho que para você falar mal de mim você tem que me conhecer você tem que ir na minha casa Você tem que ver minha vida aí depois você tira suas conclusão aí você não me conhece você não sabe da minha vida você me critica é a mesma coisa ele então a favela é criticada ela ela mal falada por coisa que não tem nada a ver aí
as pessoas quando chegam aqui que daí anda conhece a comunidade ver que aquele não tem nada a ver não tem nada a ver eu ficção é coisa da cabeça das pessoas é ter Uber a gente chama o Uber aqui fazendo consegui pegar um Uber demora milian e quando chega aqui na BR aparece lá que aqui é de risco é área de risco sabe que cuscuz 99 faz volta para trás Uber a mesma coisa quando eu não consegue aquele br-369 aparece para eles área de risco e não entra e eles mesmos falam Uber mesmo fala para
pegar o Uber que a pessoa conhecida quando você chama de a pessoa vem fulano de tal eu vou lá caso ao contrário você fica aqui ó esperando mas por quê Porque a favela mal falada mas as pessoas não vem aqui vendo a sua necessidade ele tem que vem aqui ver como a gente vive como a gente é aí depois ele tira a conclusão dele dele para na televisão falou que se quiser porque eu pelo menos em era e viro o que a gente viveu é o que a gente vive o que a gente passa é
nós sabemos que você é uma pessoa super artística né canta dança muito bem aí nós gostaríamos de saber um pouco é hoje é sobre qual a sua relação né com a música dança arte nós sabemos também que você já desfilou é pela pela escola de samba quando tinha no Jardim do Sol você já comentou também né que tem outra escola de samba Que você participou mas que não existe mais as duas existe mais é mas a outra mais antiga Eu gostaria que você comentasse foi sobre isso Jardim do Sol Jardim do Sol e a Navegantes
do uma hora a zona da mesma época a assim isso é daí no caso no Jardim do Sol eu saio em um em 89 89 eu saí Nova Maringá isso foi pelo Jardim do Sol mas ele leite tipo assim como Qual o andar da Carruagem entendeu de No outro ano já fez na Navegantes do Mar Azul foi chamada para dançar lá então tipo assim me chamava atenção as coisas da escola que eu gosto de azul e branco que eu só podia arranjar então tipo assim as cores me chamou atenção sem entender então daí tipo daí
daí 90 eu fui para navegantes do mar azul só que legal para navegantes tomando açúcar boca e o dono que era para com ela ele faleceu a esposa dele foi vendeu a escola vendeu para uma outra pessoa que eu quero é uma colega minha nome dela é Sônia aí a escola não era mais Navegantes do Mar Azul ela explode coração assim agora por final agora a gente pra decoração e igual a você sairia como que funciona a água para você como eram os ensaios tipo assim de início a primeira vez que eu só ia sair
como passista mas das outras vezes que eu só ia sair como rainha da bateria é como rainha de bateria tudo maravilhoso agora eu gostaria que você falasse um pouco da sua família assim minha família minha família é a minha mãe o nome dela é Alice minha mãe nunca trabalhou sempre foi do Lar aí nós somos dois irmãos nós somos Sete Mulheres e cinco homens mas graças a Deus a sua família bem família mesmo não tem negócio de briga essas coisas nada eu sou bem família eu também tenho 4 filhos tenho três netos né Eu também
sou bem família eu sempre vou na casa da minha mãe retórica me ajuda minha filha cuidar da minha neta ajuda a minha família da minha forma né cara no meu jeito doido o negócio da minha família a gente é e qual né nós falamos um pouco sobre o sobre música e Arte é Nossa muito de qual estilo de música você gosta mais eu gosto de hip-hop americano Ah entendi pode hip-hop americano e Aqui no Brasil é igual de rap fiquei Recanto a realidade né é poucos é pra você escuta que você não vai escutar a
realidade mas a maioria dos apps que você escutar Se você prestar atenção Menos Racionais entendeu Você pode prestar atenção na letra que fala verdadeiramente O que acontece no dia a dia sem entender o tão longe é por causa disso hip-hop americano também eles falam também porque ela não nos Estados Unidos né é totalmente diferente daqui então os negros lá eles têm uma vivência e a gente aqui no Brasil tem outro tipo de vivência né então eles cantam isso também no hip hop e eles cantam e tem um chip aí eu pensei que te toca mesmo
sem você saber a letra e tem alguma música sua preferida que você gosta alguma moça que E ai algum determinado momento da sua vida você escutava mais ela é eu gosto muito da Bruna Karla ai evangélico A Bruna Karla Eu gosto muito a Bruna Karla já foi preso já fui presa e eu fiquei um tempo na cadeia e tipo assim eu perdi minha filha na cadeia mataram minha filha aqui na rua com cinco tiros entendeu aí passou cinco meses Eu também perdi meu pai e tipo assim daí eu tava lá e eu acho que naquele
momento assim foi foi o sino que me comprimentou porque quando você perde uma pessoa você fica como eu posso te dizer você fica com você fica você fica de a merecer você fica no vagando tipo abrir um buraco você cai dentro aí o inimigo fala aqui Deus fala que o inimigo fala aqui e Deus fala aqui é o momento que você sente sensível então por isso que tem muita gente que quando perde um Pai pede uma mãe ou marido um filho qualquer pessoa que seja qual é a primeira coisa que a pessoa procura a droga
por quê Porque a tá sendo que a droga vai preencher no momento a droga vai preencher você vai cheirar vai e você vai fazer outra coisa vai preencher só que é só que o crescimento de momento que quando você perde uma pessoa você nunca mais é a mesma pessoa e se você quiser cantar a música para gente eu não sei como a gente sabe que você canta o público ali tá está falando com secando eu vejo eu sei algumas músicas Mas você mais pagode pode tentar que você quiser ela joga Rosa então tava com até
o pagode que eu canto lá no Grupo Simplicidade que toda vez que tem um menino aqui que ele morava aqui na comunidade obrou se conhece né marido as meninas que conhece o globo Oi e eu sou seu Levita merda vende uma família bem grande é que você deve também tem uma porrada de filha e aí o bro Ele montou um grupo de pagode daí quando eu vou no pagode dele ele me dá uma oportunidade vem para cá a Rosa do café vamos cantar entendeu quando eu chegar lá eles me dá uma oportunidade então tipo assim
vou cantar a música que eu sempre canto lá passar um pedacinho Ali era ela que ela tava falando aí é filha da Maria vai louco pra te amar chego para o jantar e apesar para um ver você chorar roupas luxo sofá sem motivo [Música] algum quando eu perguntei para onde é que eu ia desacreditei e foi tão fria nem me ouvia só dizia voz vai e que já não dá uma mais como não se é separação de onde é o trovão que anuncia quando a chuva vem hoje eu saí sem me despedir só porque eu
achei que estava tudo bem não me leve a mal briga de casal como as nossas todo mundo tem se é para te esquecer como eu vou viver eu só tenho você e mais ninguém não tenho nada além de amor para te dar mas trouxe flores se quiser ficar [Aplausos] e é nós gostaríamos de agradecer muito a sua presença aqui foi maravilhoso pode Capitão na Predileta olha emocionada famosa por um dia se você é famosa todos os dias querida obrigado e a gente reconhece foi por isso que a gente chamou você para o nosso primeiro episódio
muito obrigada viu não se você quiser falar alguma coisa se vocês e agradecer pelo projeto Ciranda né que vocês kkk a gente em si trouxe para a comunidade ajuda muito a criança tinha muita mãe agradecendo a gente Inclusive a Marcela que falou que o filho dela tava sabe uma fase assim começou a fazer aula de violino lá com a gente olha ele a Marcela falou que ele mudou completamente ele chegava tomava banho já era outro moleque que ele sabe assim tipo assim agora Ele nem tá aqui ou tá na casa da vó dele ele falou
que quer fazer violino se um dia eu conversei com ele ele falou que quer ver vocês você entendeu Então teve crianças que mudou Devido ao trabalho da gente e tem criança querendo participar do Ciranda então tem hoje para que a gente consegue um espaço para gente está lutando pela nossas crianças entendeu que nem eu falo eu sou velho amanhã eu posso morrer só que tipo assim eu tenho uma filha eu tenho neto Eu quero comer o sítio que os meus neto um lugar melhor entendeu que tem uma escola que tem uma quadra que tem um
lazer entender um lugar melhor para eles e para todas as crianças que estão para nascer que hoje mesmo Nasceu mais uma moradora da comunidade né bruna razão é feito o parto dela nasceu a criança nasceu aqui filha dentro da favela era o que é verdade ela teve quarteirão aqui as meninas mulher que mora aqui fez o foi lá Foi isso partiram para senta Só uma né olha ele não tô sabendo não ela roupa hoje Nasceu mais uma moradora bem vinda de Jesus amém né bom então eu agradeço você está obrigada obrigado pela oportunidade nossa [Música]
e o pessoal do Ciranda da Paz me pediu para passar para vocês que não conhece a verdadeira história a verdadeira história do Jardim Nossa Senhora da Paz e conhecido mais com favela Débora Hatake e eu tô aqui pra tentar passar um pouco para vocês do que a gente vive aqui porque muitas pessoas julgam a gente é igual tava comentando aqui agora a gente a julgado por quê Porque a gente a julgado ah mas aqui é uma área de risco gente casa não fala árvore não fala asfalto não fala Desde quando eles não falam quem tá
sendo julgada ser julgado as pessoas e nós somos julgado por quê por oitenta por cento da comunidade você negra 87 por cento da comunidade se classe média baixa a gente é julgado por isso porque qual outro motivo gente qual o outro motivo as pessoas teriam tanto ódio da gente morrer morre pessoas em qualquer lugar qualquer comunidade uma pessoa todo dia e quantas comunidades têm Londrina gente todas comunidade morre gente todo dia né troca de tiro com a polícia né Vocês estão vendo direto aí né direto os caras aí estão trocando tiro com a polícia né
e outras coisas também outras vista de morador mesmo um para com o outro né as vezes não dá certo mas tudo isso a gente ajudado porque a gente a gente é julgado por ser negro a gente é julgado os ser pobre e aí Me perguntaram para mim como é vivência de uma pessoa negra na comunidade pessoa negra é sofre sofre na comunidade é porque agora eu tô falando para vocês a gente já julgado pela cor da pele e desde quando a gente ajudado pela cor da pele pelo cabelo crespo pelo nariz carabina e pela boca
grande que a gente tem você entendeu isso daí não é motivo eu perguntei aqui para minha amiga que que tá em frente de mim aqui ó qual a diferença dela comigo nenhuma nenhuma porque ela tem boca eu também tenho ela tem olho eu também tenho mais ela é branca e e e essa é a nossa diferença no Brasil em que a gente vive que em outros países para fora existe outras regras existem outros poderes eles tratam né claro que o negro ela ele a maltratar de qualquer lugar só que tem lugares que tem pessoas que
representam representam negro igual os Estados Unidos se você mata o negro você é julgado você é julgado você é preso você é né pelo seu usado no Brasil então você pode matar que você não é julgado você não é julgado você entendeu é quando você mata um preto Às vezes você passa a ter por certo até por certo você entendeu porque porque o preto no Brasil se for ver a gente é tratado como lixo como lixo e para quê que nasceu o rapper rap nasceu para que o rappi nasceu para defender nós para defender a
nossa comunidade muito luta pela raça luto pela cor você entendeu Racionais então tipo assim a gente a gente tenta se a gente tenta dar o melhor a gente tenta ser o melhor só que a gente nunca vai ser melhor porque porque a gente vai sempre você julgar a cor e te dar a gente nunca vai ter o direito de ir e vir a gente nunca vai ter o direito de às vezes entrar numa no universidade tem que tem alguém um branco por de trás dando uma força você entendeu no fim mesmo que salva para gente
que estava para gente não é nada porque porque nós somos negro gente porque tratar o negro Por que que a gente porque gente porque quem eu tô falando aí eu não sou diferente de ninguém não sou melhor que ninguém ninguém melhor que eu Nós vamos morrer nós vai tudo para o mesmo lugar Sete Palmos debaixo da terra só que tem uma diferença a cor a gente é julgado pela cor então gente eu tô aqui eu gostaria de tá pedindo para todo mundo que tá tá assistindo esse podcast tá é para vocês não julgue as pessoas
pela cor Não julgue as pessoas pelo cabelo não julga as pessoas pela pelo nariz carabina julga as pessoas pela atitude delas tem que julgar as pessoas Pelas atitudes delas entendeu as vezes eu sou uma moradora boa eu sou uma moradora boa entendeu eu tenho até o nome É verdade só que eu nem sei eu nem sei como eu cheguei nesse ponto você Não a Negra morando na comunidade eu não tenho dinheiro eu lavo o patente para sobreviver só que a minha comunidade ver o meu esforço a comunidade ver os meus força eles ver o que
eu faço eles ver que época por amor a comunidade e quando as pessoas chegam aqui eu faço frente refrigerante né Bruna eu falo para as pessoas tão presidente de bairro mas não para se aparecer porque daí quando falta alguma coisa preciso de algumas coisas as pessoas vão na minha casa que eu tipo tá Rosa do café é uma liderança não são a liderança mas pessoas que moram que fica para fora não sou nada só que desde conta minha comunidade me admira a minha comunidade está me apoiando Eu também tento trazer alguma coisa para mostrar para
eles que eu também estou aqui para eles Ah tá entendeu então a gente conseguiu serviço a gente conseguiu um patrocínio com o cmtu a cmtu vem uma um mês sim um mês não fazer a limpeza a gente conseguiu limpeza de bueiro a gente conseguiu tanta coisa assim entendeu e isso é tudo juntando todo mundo da comunidade não é só eu é eu é a Bruna e a Dona Maria e a dona Nice é o seu Paulo entendeu o seu José é todo mundo todo morador você entendeu É abujamra é da Alvina é o Renato é
o Thiago você entendeu então todo mundo tem uma participação todo mundo tem uma participação se hoje a comunidade está dando certo é porque todo mundo participa desse entendeu de uma forma de um de uma forma direta outros de uma forma indireta mas todo mundo participa ainda não onde a gente consegue chegar onde a gente chegou na onde a gente chegou assim entendeu porque hoje em dia graças a Deus antigamente as pessoas não entrava aqui que era de risco Hoje em dia as pessoas estudantes da Universidade vem aqui com o a sua casa bem na nossa
casa só que privilégio maior que isso até um certo tempo um branco não frequentavam a casa do negro não era verdade nem comia na casa do negro hoje em dia não hoje em dia a gente partilha isso a gente partida e mais do que mais bonito que isso gente eu poder te servir que você poder me servir Não não vou servir ela porque ela Negra Não eu vou servir a rosa porque porque a Rosa ela é uma pessoa como eu então eu vou servir ela e eu também vou te servir Por que você não é
melhor que eu você entendeu nós somos iguais perante Deus e perante as pessoas né o certo temos somos iguais é mas é isso gente olha eu quero agradecer a pena oportunidade você que eu tô um pouco nervosa você entendeu você que eu tô um pouco nervosa mas eu quero agradecer pela oportunidade e quero agradecer uma mensagem para vocês quem quiser vir aqui na comunidade do Jardim Nossa Senhora da Paz pode tar vindo gente a comunidade está de braços abertos para quem quiser vir aqui quem quiser dar uma volta na comunidade ver a situação que as
pessoas vivem ver como é ver como as crianças né a gente precisa de ajuda e para as pessoas tá ajudando a gente Vocês precisam vir aqui na nossa comunidade Vocês precisam conhecer nossa história Vocês precisam conhecer a verdadeira história real do Jardim Nossa Senhora da Paz Venha conhecer Nossa comunidade tá um beijão um abraço para vocês Muito obrigado Deus abençoe E aí