Queridos, vamos abrir a Palavra de Deus na carta de Paulo aos Efésios, capítulo 4, e nós leremos do verso 11 até o verso 16, dando continuidade à nossa série de mensagens nesta carta do apóstolo Paulo. Efésios, capítulo 4, do verso 11 até o verso 16, aqui o apóstolo Paulo faz uma exposição dos dons da Palavra, que são aqueles dons essenciais para a existência, o funcionamento e o crescimento da igreja. Efésios 4, de 11 a 16: "E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos mais como meninos agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.
Mas, seguindo a verdade em amor, crescemos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. E, em todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para edificação de si mesmo em amor. " Até aqui a leitura da Palavra de Deus.
Oremos mais uma vez. Pedimos, nosso Pai, que nos ilumine o entendimento, os olhos da mente e do coração, para que possamos enxergar a Tua vontade aqui revelada. Senhor, que Teu bendito Espírito aplique esta Palavra aos nossos corações para nossa edificação, para nosso esclarecimento e para encorajamento.
Oramos pelo Teu povo presente, distribui a cada um de acordo com a necessidade, como Tu também sabes, soberano Senhor, porque só Tu conheces o coração dos filhos dos homens. Portanto, Senhor, em nome de Jesus, amém. Queridos, na mensagem anterior, que foi dos versos 7 até o verso 10, nós vimos como o apóstolo Paulo nos explicou a Igreja de Éfeso a respeito dos dons espirituais em geral.
Nós estamos na parte prática da carta aos Efésios, que começa no capítulo 4, depois de ele ter exposto nos três primeiros capítulos a doutrina da igreja. Agora ele vem ensinando como aqueles que são parte da igreja devem viver. No capítulo 4, de 1 a 6, ele falou da necessidade de nós vivermos de acordo com a nossa vocação.
Somos filhos de Deus e temos de viver de acordo com isso. Ele fala da necessidade de preservar a unidade do Espírito Santo no vínculo da paz, do verso 3 até o verso 6. E, no verso 7 até o verso 10, ele começou a falar dos dons espirituais, porque ele tinha dito que Deus age por meio de todos.
Verso 6. E agora ele vai explicar como é que Deus age através de todos aqueles que são seus filhos, e a resposta é os dons espirituais que Deus deu à igreja. Esses dons são dádivas do Cristo ressurreto e vitorioso, que, depois de descer até a terra, subiu para ser Senhor de todas as coisas.
E esses dons são dados a todos os crentes, todos os filhos de Deus, e são dons diversos. Nós temos todos diferentes dons, de acordo com a medida da graça de Cristo, como ele fala nos versos 7, 8, 9 e 10. Aqui, no verso 11 até o verso 16, o apóstolo Paulo se concentra naqueles dons que têm um papel fundamental na vida da igreja, que são os dons da Palavra.
Estão aí, no verso 11: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Esses dons são vitais para a existência da igreja e para o seu funcionamento. Todos os dons espirituais são importantes e necessários; todavia, à semelhança do corpo humano, que tem muitos membros e muitos órgãos, e todos são necessários, existem alguns órgãos sem os quais o corpo não funciona.
O corpo não funciona sem coração, ele não vai funcionar sem cérebro; ele precisa de pulmões. Mas ele vive sem um braço, vive sem uma perna, vive sem uma orelha, vive sem os olhos. Mas há órgãos que são essenciais para que o corpo exista e funcione.
O paralelo é que Deus concedeu dons à igreja, mas alguns dons são essenciais para a existência e a manutenção da igreja, para que ela continue. Estes são os chamados dons da Palavra, e que são estes que Paulo enfoca aqui nessa passagem. Há outras listas de dons espirituais no Novo Testamento, onde os autores se referem a outras habilidades que Deus dá a cada um dos seus filhos: o dom da misericórdia, o dom da contribuição, o dom de exercer liderança, e vários outros.
Há uma variedade de dons, mas estes aqui são os chamados dons da Palavra e que devem ser vistos como sendo aqueles que são essenciais para o funcionamento da igreja. Uma das muitas coisas que eu aprendi com a minha esposa: eu nunca gostei de quebrar a cabeça; ela adora quebra-cabeça, especialmente sabe aqueles de 10 mil peças? Não é que ocupa a sala, a mesa toda, e você tem que almoçar na cozinha porque a mesa está cheia de quebra-cabeça!
Então, ela gosta desses aí, e quando ela estava me ensinando como fazer quebra-cabeça, ela disse: "Primeiro você procura aquelas pecinhas que têm a quina, porque elas vão fazer o quadrado, elas vão formar os cantos, não é isso? E depois, você fizer os cantos, aí você começa a preencher. Mas você começa com aquelas pecinhas que estão na cara, que elas fazem parte, porque elas vão dar moldura.
" Eu gosto de pensar nesses dons da Palavra exatamente nesses termos. Todas aquelas pecinhas são importantes por quebra-cabeça, mas esses dons aqui, eles vão dar o formato, eles vão dar o espaço, onde vão delimitar, de fato, a ação da igreja e de que maneira ela deve se conduzir. Hoje à noite.
. . Então, eu quero falar sobre isso.
A partir dessa passagem que nós lemos, eu gostaria de destacar quatro princípios que Paulo coloca acerca da igreja de Deus e do seu funcionamento através desses dons. Que você, então, me acompanhe na exposição. Não vou seguir a sequência dos versículos, mas eu vou tentar seguir uma sequência que me parece um encadeamento mais didático.
O primeiro ponto que nós observamos aqui na passagem é que Deus tem um alvo. Deus tem um projeto para a sua igreja aqui nesse mundo. É claro que não é o alvo final; nós aguardamos a glorificação, quando a igreja vai entrar no seu estado eterno, no novo céu, na nova terra, onde habita justiça.
Mas isso não quer dizer que, enquanto nós esperamos a vinda de Cristo Jesus e a ressurreição dos mortos, nós não tenhamos um alvo aqui nesse mundo. Deus tem um propósito para a sua igreja enquanto ela está aqui. E esse alvo não é nada menos do que a perfeição.
Deus quer que nós sejamos perfeitos, nós, os seus filhos. Nós sejamos perfeitos doutrinariamente, espiritualmente e moralmente. Se isso vai acontecer, é um outro assunto, mas esse é o alvo de Deus, é o propósito de Deus para o tempo que nós estamos aqui, até que nós sejamos.
. . E adivinha quem é o modelo?
Iguais a Cristo. Cristo é o padrão de humanidade perfeita, de humanidade plena, e ele é colocado pelo apóstolo Paulo, aqui nessa passagem, como sendo o alvo que nós temos que perseguir aqui nesse mundo. Qual é o plano de Deus para minha vida aqui nesse mundo?
Que você seja igual a Jesus Cristo. Mas o que ele quer de mim em qualquer coisa que eu faça? Que você seja igual a Jesus Cristo.
Esse é o padrão de Deus para nós enquanto estamos aqui nesse mundo. Veja como Paulo explica esse alvo. O que Deus quer para sua igreja aqui nesse mundo?
Eu vou começar no versículo 13. Ele diz que Deus deu aqueles dons espirituais que vão trabalhar no aperfeiçoamento dos santos (verso 13) até que todos cheguemos à unidade da fé. Então, o que é que Deus.
. . Para que Deus deu esses dons à igreja?
Com a missão desses dons da palavra, nós vamos trabalhar até que, primeiro, todos cheguemos à unidade da fé; ou seja, Deus quer que o seu povo creia nas mesmas coisas. A fé aqui é o evangelho no qual nós devemos crer. É a revelação que Deus fez de si mesmo na sua palavra, que Jesus Cristo é o seu Filho, que ele morreu pelos nossos pecados, que ele ressuscitou ao terceiro dia, que ele subiu aos céus e que, pela fé em Jesus, nós temos o perdão.
É nisso que nós devemos crer, e Deus deseja que todos nós sintamos isso e creamos isso da mesma forma. É isso que significa unidade da fé, e Deus quer que nós cresçamos nisso até que todos nós possamos crer nessas mesmas coisas. Até que nós possamos caminhar entre os membros da igreja, diz assim: "Você crê que Jesus é o Filho de Deus e que ele morreu pelos seus pecados e que ressuscitou ao terceiro dia?
" Sim, eu creio nisso. Aí fala com fulano, que é bem mais velho e é de outra cidade. "Você crê?
" Exatamente, eu creio também. Assim, exatamente. Aí fala com um adolescente: "Você crê nisso?
" "Ah, pastor, eu creio exatamente assim. " Então, esse é o primeiro alvo de Deus: que a sua igreja pense igual, que creia nessas verdades. É o que Paulo chama de unidade da fé.
O segundo alvo, aliás, o segundo alvo dentro desse alvo maior, que é a perfeição, está ainda no verso 13. Siga aí comigo. Não é até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus.
A segunda coisa que Deus quer é que nós cheguemos ao pleno conhecimento do seu Filho. Nós já conhecemos Jesus Cristo. Se nós não conhecêssemos Jesus Cristo, nós nem filhos de Deus poderíamos ser considerados.
Mas Deus quer que nós cheguemos ao pleno conhecimento, ao conhecimento mais profundo e completo. Quem é Jesus Cristo? O que ele fez por mim?
O que representa a sua cruz, a sua graça, estar unido a ele, o poder da sua ressurreição, a glória que ele trará na sua segunda vinda? Deus quer que nós prossigamos a conhecer mais e mais a pessoa de Cristo. E se você pensa que tem alguma coisa que você vai conseguir fazer em alguns anos, você está muito enganado, porque a palavra de Deus diz que nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.
Então, imagine você conhecer uma pessoa que é Deus próprio, Deus encarnado entre nós. Ou seja, nós não vamos levar alguns anos; nós vamos levar eternidade afora. Mas o alvo de Deus aqui nessa vida é que você cresça no conhecimento de Cristo, o Filho de Deus, da sua pessoa e da sua obra.
Há uma terceira coisa ainda no verso 13: até que todos cheguemos, e aí eu vou ler a última frase: "à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. " Se essas duas primeiras metas eram mais doutrinárias — unidade da fé e conhecimento de Deus — essa aqui é uma meta prática: até que nós todos sejamos como Cristo, como ele viveu, como ele andou. Aqui está falando de santidade de vida, santidade, honestidade das minhas intenções; ou seja, que eu seja como Cristo foi aqui nesse mundo.
Eu ande aqui nesse mundo como ele andou na presença de Deus. Esse é o alvo de Deus. Repetindo: O que é que Deus tem para sua igreja?
O que é que ele tem para nós enquanto estamos aqui? Ele quer que nós todos prossigamos até pensarmos a mesma coisa, crermos nas mesmas verdades do evangelho, até que nós conheçamos todos plenamente a Jesus Cristo e até que. .
. Nós sejamos como Ele no nosso andar, no nosso viver e no nosso caminhar. Ou seja, é um padrão muito alto.
Eu fico pensando naqueles cristãos que pensam que a vida cristã é um padrão muito abaixo desse aqui e que reduzem a vida cristã simplesmente a vir à igreja, cumprir algumas obrigações religiosas. Deus tem um alvo para você, para sua vida, e esse alvo está colocado bem alto, bem distante. E Deus quer que nós cheguemos até lá; quer que nós cheguemos até lá.
E qual o propósito de Deus com isso? O que vai acontecer quando nós pensarmos a mesma coisa, conhecermos a Cristo plenamente e vivermos como Ele? A resposta está no verso 14: para que não mais sejamos como meninos agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo o vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.
Ou seja, o que, resumindo, Deus quer de nós é maturidade, constância. Ele diz para que nós não sejamos mais meninos. O menino ou a criança é conhecida pela sua inconstância, pela instabilidade das suas emoções: uma hora está chorando, 30 segundos depois está morrendo de rir; tem hora que quer uma coisa, você vai dar, e ela não quer, já quer outra.
Então, essa é a figura da inconstância. Uma criança está em desenvolvimento, ela ainda não tem referenciais, ainda não aprendeu determinadas coisas, e por isso ela é inconstante. Mas o alvo de Deus não é que você fique na meninice espiritual, instável, inconstante, não sabe no que acredita.
Tem tempo que está bem com Deus, tem tempo que está ruim com Deus, tem tempo que está com vontade de vir à igreja, tem tempo que não está com vontade de vir à igreja. Tem hora que está contado e lê a Bíblia, ora, depois já não está mais. Isso é meninice espiritual.
Deus quer que nós não sejamos mais como meninos. E tem outra característica do menino: a criança acredita em todo mundo. Se você encontrar um menino de um, dois, três, quatro, cinco ou seis anos na rua e você começar a conversar com ele, ele vai lhe tratar assim como se você estivesse sempre dizendo a verdade.
Ele vai lhe respeitar, vai dizer todo esse tipo de coisa. A criança acredita em qualquer coisa. Tem cristãos que acreditam em qualquer coisa, que são enganados, são levados de um lado para o outro.
É tão fácil enganar uma criança; tão fácil enganar uma criança. E tem cristãos que são assim, podem ser enganados facilmente por qualquer falso profeta, porque a criança. .
. O alvo de Deus é que nós não sejamos mais como meninos. Segundo a ilustração que Ele usa aqui, é das ondas do mar: meninos, em Efésios 4:14, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo o vento de doutrina.
A onda do mar é levada para onde bate o vento. Quando bate o vento terral, que vem da terra para o mar, as ondas se acalmam. Quando vem o vento do mar para a terra, o mar se acalma.
Se o vento está soprando para o Nordeste, lá vai a onda para o Nordeste também. Se ele muda para o Noroeste, ela muda também. Essa é a figura da inconstância que Deus deseja evitar na igreja.
Em outras palavras, Deus quer que nós creiamos as mesmas coisas, cheguemos ao conhecimento de Cristo, sejamos como Ele, para que nós não sejamos mais como meninos. Jesus não era um menino nesse sentido, mas um homem maduro, constante, fiel ao Pai, andando em todos os caminhos do Pai, em santidade, em verdade, amando a verdade, disposto a morrer por ela. É isso que Deus quer para mim e para você.
Então, esse é o primeiro ponto que eu queria deixar para você nessa noite. Ou seja, Deus tem um alvo; Ele tem um projeto para nós aqui nessa vida, nesse mundo. Ele não nos tirou das trevas para a luz para nós ficarmos aqui confortavelmente em nossos lugares, esperando o dia da redenção.
Mas tem trabalho a ser feito, tem coisas a ser aprendidas, tem muita coisa a ser feita pela frente até que nós possamos alcançar esse alvo. Agora note o segundo ponto, o segundo princípio que nós podemos tirar do texto: a maior barreira para que este alvo seja alcançado é o erro. A maior barreira para que esse alvo seja alcançado é o erro, ou seja, as falsas doutrinas, as heresias.
Olha o que Paulo nos fala a respeito do erro no verso 14, quando ele diz assim: o alvo de Deus é que nós não sejamos levados de um lado para o outro. Ele diz: "levados por um vento". Mas um vento de doutrina!
O que é um vento de doutrina? É uma doutrina falsa que vem sobre a igreja rápida, súbita, passageiramente, superficialmente, e que sai derrubando tudo no caminho. Através da história, muitos ventos de doutrina sopraram sobre a igreja, trazidos por falsos mestres, ideias que de repente incendiaram multidões e, depois que o vento passou, se verificou que não era nada daquilo.
Lembra, por exemplo, nos anos 60, a febre dos dentes de ouro? Nossa! Que febre percorreu a igreja!
"Fui batizado, ganhei dente de ouro! " Deus me abençoou! E depois de alguns meses, aquilo passou, e por causa da crise, tem gente extraindo o dente de ouro hoje para ver se a situação melhora, né?
Mas era um vento de doutrina! Vento de doutrina! E quantos outros ventos?
O deísmo, no século 18, a tentativa de juntar o cristianismo com a ciência, que convenceu tantas multidões, tantos pastores, e representou uma ameaça tão grande para a igreja. E depois, quando o vento passou, deixou um saldo mortal de púlpitos vazios e igrejas destruídas. No início da igreja cristã, no século II, o gnosticismo surgiu com uma força tremenda.
Um vendaval dentro da igreja, inclusive, convencendo homens de porte, pastores de grande capacidade, que se tornaram de nós como maniqueístas no seu pensamento, como Agostinho, por exemplo, no começo da sua vida. Depois de um século, aquilo passou e deixou um saldo terrível para a igreja: ventos de doutrina. Eles estão soprando constantemente sobre a igreja, e se você é uma criança, é como a onda do mar; você vai ser levado por ele.
Muitos são levados por esses ventos doutrinários, essas novidades que aparecem aí. Nós dizemos ainda que, no verso 14, esse vento de doutrina vem pela artimanha dos homens, homens que usam de artimanha. Ele continua dizendo: "pela astúcia com que induzem ao erro".
São homens com mente pervertida que querem ganhar dinheiro, popularidade e poder. E aí eles são astuciosos, induzem as pessoas ao erro através de artimanhas. Todo mundo sabe o que é uma artimanha; uma disfarçateis é uma estratégia enganosa, em que a pessoa se apresenta de uma forma que ela não é.
Usa linguajar evangélico, canta os cânticos evangélicos, fala como evangélico, usa algumas verdades do evangelho, mas aquilo é artimanha, porque no fim ele quer induzir ao erro para ganhar dinheiro, ganhar poder, ganhar espaço, ganhar popularidade. Estes homens promovem estes movimentos e essas falsas doutrinas da igreja, e os crentes incautos e meninos são levados por essas pessoas. Parece que dá uma cegueira nesse pessoal.
Já tentou conversar com gente que está envolvida no vento de doutrina? Não tem argumento; parece que cega os olhos. A pessoa não consegue enxergar, e só algum tempo depois, quando finalmente o vendaval para, alguns caem, sim; outros vão para outros ventos de doutrina, pulando de doutrina nova em doutrina nova.
Por que isso é a maior barreira? Porque a Igreja de Cristo se edifica na verdade, ela está edificada sobre a verdade de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que ele é o nosso Salvador, que ele morreu pelos nossos pecados, que ele ressuscitou, que ele está vivo. A igreja se ergue — como é difícil sobre isso!
O erro vai atacar estas coisas, vai desviar os crentes dessas verdades, por isso que é tão pernicioso para a igreja. O terceiro ponto: meu primeiro ponto é que Deus tem um alvo, e o alvo é que nós cresçamos até a perfeição que é Cristo. Meu segundo ponto foi que o maior desafio a isso é o erro religioso.
O terceiro ponto é que o caminho de Deus, então, foi dar à igreja homens que conheçam, creiam, defendam, exponham e divulguem essa verdade. Agora, vamos para o verso 11 e verso 12. Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé, ao pleno conhecimento etc.
Qual foi o caminho de Deus para que a sua igreja seja edificada na verdade e fuja do erro? Foi dar à igreja pessoas com o dom da palavra, pessoas que conheçam a verdade, defendam a verdade, exponham a verdade, divulguem a verdade. Esse foi o caminho de Deus.
Note que Paulo, no verso 11, não está falando de dons, mas está falando de pessoas. Veja o verso 11: "E ele mesmo concedeu uns e outros", ou seja, pessoas que foram dotadas por ele com a capacidade de conhecer a verdade, transmitir a verdade, explicar a verdade, ensinar a verdade e expandir pelo mundo. Estes são aqueles dons que nós dizemos que são essenciais para que a igreja possa se edificar, para que a igreja possa crescer.
Uma igreja onde estes dons espirituais, onde pessoas dotadas por Deus para explicar a verdade, existem; igrejas onde não existe isso são sujeitas a ventos de doutrina com facilidade. Elas são levadas para um lado e para o outro, seguindo toda novidade que aparece, todo modelo novo que surge, sejam unções, campanhas — lá vai a igreja. Eu não estou dizendo que dons como o de ensino, de contribuição, de misericórdia, ou o dom de louvar a Deus não são importantes, mas eles não conseguem barrar a chegada do erro.
Eles não conseguem desmascarar o erro. Como é que o dom de línguas vai desmascarar um falso profeta, ou um falso ensinamento? Ou milagres e curas, que infelizmente são a ênfase de muitas e muitas igrejas, deixando de lado o dom da palavra?
O resultado é que vento de doutrina vai para um lado, vai para o outro; não consegue barrar. Por isso que Deus deu à igreja pessoas que estão distribuídas, segundo Paulo, aqui em cinco ministérios. Vamos rapidamente olhar esses ministérios.
O primeiro que ele menciona aqui são os apóstolos. Embora a palavra "apóstolo" seja usada no Novo Testamento para se referir a pessoas que saem para trabalho missionário, eu não creio que é a estes que Paulo está se referindo aqui pelo contexto, mas ele está se referindo àqueles 12 que Cristo escolheu e ao apóstolo Paulo. Ele mesmo se chama de apóstolo no início da carta: "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo".
Por que esses homens são fundamentais? Por que Deus os deu à igreja? Para que foi a estas pessoas, aos 12 discípulos de Cristo e a Paulo, que Deus revelou a verdade a respeito de Cristo?
Eles foram testemunhas da ressurreição de Jesus Cristo; eles viram Cristo ressurreto. Por isso que não tem apóstolo hoje, porque Cristo não está aparecendo a ninguém. Paulo disse que ele foi o último a ver Jesus Cristo (1 Coríntios 15).
Eles são testemunhas da ressurreição de Cristo, foram inspirados por Deus para escrever a palavra dele, o Novo Testamento, lançar os fundamentos da igreja e foram inspirados pelo Espírito Santo de maneira infalível, inerrante. Ou seja, Deus os deu à igreja para lançar a base, lançar a verdade, os fundamentos e registrar a. .
. Pessoa e a obra de Cristo, aqui nesse livro. Eu não preciso de apóstolos hoje porque eu tenho Paulo, acabamos de ter Mateus, temos João.
Eu não preciso de apóstolos hoje porque os apóstolos que Deus deu à igreja continuam falando hoje. É só você abrir a Bíblia e você vai encontrar; você vai ouvir João falando, vai ouvir Mateus falando, você vai ouvir o apóstolo Paulo falando. Eu não preciso de apóstolos hoje porque os que Deus deu à igreja estão aqui para sempre.
É por isso que a igreja é apostólica. Ela é apostólica desde o século I porque está fundamentada sobre a doutrina dos apóstolos e dos profetas. Por isso que ela é apostólica.
Em segundo lugar, temos aqui os profetas. Embora na carta aos Efésios, às vezes profetas sejam considerados como os profetas do Antigo Testamento, pela sequência que Paulo coloca aqui: primeiro apóstolos, depois profetas, é mais provável que ele esteja se referindo àquelas pessoas que, nas igrejas do século I, administravam, exortavam as igrejas a seguir a palavra dos apóstolos. Eles interpretavam a palavra de Deus.
E você vê os apóstolos em ação em várias das igrejas do Novo Testamento. Nós cremos que, toda vez que nós nos dirigimos à igreja, expondo a palavra de Deus, exortando os crentes a obedecer a Deus, repreendendo e confrontando a igreja com a palavra de Deus, o ofício profético continua a ser usado nos dias de hoje. Todos nós somos chamados para evangelizar, mas alguns Deus deu habilidade específica de evangelizar; eles conseguem fazer isso de uma maneira extraordinária.
Eu tenho um cunhado, o reverendo Elias Medeiros; pode ser até que ele esteja nos assistindo pela internet. Ele mora nos Estados Unidos, e eu não conheço um evangelista maior do que Elias. Elias não pode sentar com ninguém no avião.
Ao lado dele, aquela pessoa com certeza vai ser evangelizada. Elias não pode pegar um ônibus, porque onde ele senta, aquela pessoa vai ser evangelizada. Você sai com Elias; se você não for crente convicto, você fica assim: "Ó, não conheço esse cidadão.
" Porque ele sai falando, aborda as pessoas, fala. . .
Ele é um homem que tem um doutorado em Ministério, né? Em Antropologia cultural, um homem extremamente culto. Mas eu não conheço uma pessoa que tenha tanta facilidade; a quantidade de pessoas que Elias já levou a Cristo é impressionante.
E eu olho e digo: "Aliás, eu não consigo nem chegar perto do que é que você faz! " Elias é um evangelista, e eu conheço outras pessoas que são evangelistas e têm essa habilidade de fazer isso. Agora, isso quer dizer que você está isento porque não tem o dom de evangelista?
De forma nenhuma! Todos nós somos chamados a testemunhar de Cristo Jesus, mas alguns fazem isso melhor do que os outros. Estas pessoas que têm esse dom específico de evangelização são essas que levam a palavra.
Depois, nós temos pastores e mestres. A maneira como Paulo constrói essa última categoria é da ideia de que ele está falando da mesma pessoa: pastores que também são mestres. Pastores que também são mestres, ou seja, são pessoas que ensinam a verdade apostólica, que ajudam as pessoas na prática a aplicá-las em suas vidas, que orientam o rebanho, andam com o rebanho e procuram preparar o rebanho para seguir nessa verdade.
Qual é a missão deles? Deus deu à igreja esses cinco ministérios. Um deles já cessou, que foi o ministério apostólico.
Ele não tem sucessão, pessoal, está aqui conosco, mas qual é a missão dos apóstolos, dos profetas, evangelistas, pastores e mestres? Veja comigo o verso 12: ele deu esses homens com vistas ao aperfeiçoamento dos santos. Aqui vocês perceberam uma aparente contradição: se é santo, por que é que precisa de aperfeiçoamento?
Aperfeiçoamento dos santos, como assim? Já não é santo? Por que precisa de aperfeiçoamento?
É que a palavra "santo" no Novo Testamento designa os crentes não no seu estado de perfeição, mas separados para Deus. O povo de Deus é chamado de santo nesse sentido. Apenas, isso não quer dizer que eles não têm pecado, e não quer dizer que eles já chegaram à plenitude.
Por isso, os santos precisam ser aperfeiçoados. A Bíblia não nos ensina uma doutrina de perfeição aqui neste mundo, mas que todos nós estamos em construção, estamos a caminho, estamos crescendo, sendo aperfeiçoados. Todos nós precisamos disso; você precisa, e eu preciso.
Então, Deus deu esses ministérios à igreja: primeiro para aperfeiçoar os santos; segundo, para o desempenho do seu serviço. Agora você está entendendo como funcionam esses cinco ministérios. Eles vão ajudar você, que tem o dom da misericórdia, a exercer o seu serviço.
Esses cinco ministérios vão ajudar você, que tem o dom de presidir, a exercer a sua função. Esses cinco ministérios, para você que tem um dom, vão ajudar a exercer o seu dom. É por isso que falei que esses dons são considerados como fundamentais, porque eles vão ajudar os santos, como Paulo diz aqui, no desempenho do seu serviço.
Você tem um serviço para fazer. Agora, para desempenhar esse serviço, você precisa da ajuda dos apóstolos, evangelistas, pastores e mestres, para que você possa desempenhá-lo da forma correta. A terceira coisa, no verso 12 ainda, é para a edificação do corpo de Cristo.
Eles foram dados para a edificação do corpo de Cristo, ou seja, resumindo o terceiro ponto: o caminho de Deus para que a igreja cumpra sua missão aqui no mundo e fuja do erro é dar à igreja homens que conheçam, creiam, defendam, exponham e divulguem a verdade. Cinco ministérios: nossos apóstolos que nos falam hoje, os profetas que exortam a igreja, os evangelistas que espalham essa verdade pelo mundo, pastores e mestres que nos auxiliam a viver na prática os princípios da palavra de Deus. Vamos para o último ponto aqui.
Meu último ponto é que, sendo assim, é dever dos santos seguir a verdade ensinada por estas pessoas. Vejam que Paulo diz nos versos. .
. 15 e 16, mas seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Ou seja, em vez de dar ouvidos aos homens astuciosos que induzem ao erro, que está no verso 14, nós vamos seguir aqueles que Deus colocou na igreja para nos ensinar a verdade, seguindo a verdade que nos é ensinada e exposta pelos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, seguindo a verdade em amor.
Porque a verdade não pode ser usada como uma marreta para quebrar a cabeça de ninguém; ela tem que ser ensinada. As pessoas têm que ser ajudadas. Seguindo a verdade em amor, vamos, então, crescer naquele que é Cristo.
Como se dá esse crescimento? Como já falei, primeiro, seguindo a verdade que nos é ensinada. Agora estou falando da parte de vocês: não é somente seguir a verdade que está sendo ensinada, mas seguir a verdade em amor.
Segundo, todos cooperando com seus dons. Veja o verso 16: Paulo compara a igreja a um corpo humano e ele fala que a igreja é o corpo de Cristo. Cristo é a cabeça e diz que esse corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta—junta é a dobradiça, que une os membros—são muitos, mas pelas juntas eles estão unidos no mesmo corpo.
Então, pela participação de cada um no corpo de Cristo, verso 16, "segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento. " Estamos falando aqui da expansão da igreja. A igreja aumenta em edificação de si mesma em amor.
A igreja se edifica, pois Deus deu esses mistérios à igreja. Para quê? Para que você siga a verdade e para que você trabalhe para Deus, para que você coopere com justiça.
Como as juntas mantêm o corpo unido, cada parte fazendo isso, o que vai resultar, ao final do verso 16? O aumento do corpo, a igreja cresce, ela se multiplica. É edificação do corpo: aumento horizontal e edificação vertical.
Esse é o plano de Deus para a igreja. O que podemos aprender aqui, irmãos? Então, fechando e fazendo algumas aplicações, primeiro ponto: eu volto a dizer que todos os dons espirituais são importantes, mas os dons da palavra são essenciais.
Por isso, não devemos menosprezar o ministério da palavra de Deus. Igrejas que não enfatizam o ministério da palavra, o ensino da verdade, a exposição das escrituras, estão abertas à penetração do erro religioso. Agora, tem uma segunda lição que podemos tirar aqui: embora todos nós, embora os santos tenham o Espírito Santo e sejam guiados por Deus, eles precisam de ajuda, precisam de instrução e orientação.
Eu fico pensando na arrogância daqueles espirituais que não querem se sujeitar ao ministério de ninguém. "Eu recebo direto de Deus; eu não preciso de mestre, eu não preciso de um pastor, não preciso de alguém que me ensine a escritura. " Me mostre isso na Bíblia, por favor.
Se fosse assim, por que Deus deu à igreja pastores e mestres, evangelistas e profetas? Porque ele deu? É porque você não pode ser crente sozinho.
Eu fico pensando nos desejados, a turma que quer Cristo, mas não quer a noiva de Cristo; que diz que é cristão e fica em casa, não se reúne com nada, assiste a sua igreja pela internet, fica ouvindo sermão de quem quer, escolhendo quem quer. Não tem pastor, não tem ninguém sobre ele que o oriente, que o guie, que dê alguma exortação. Tem gente assim hoje; pela última pesquisa do IBGE, esse número de desigrejados entre os evangélicos cresceu muito nos últimos anos.
Não faz o menor sentido. O alvo de Deus para sua vida é que você cresça em Cristo. Isso se dá pela verdade e em comunidade.
Você está aberto ao erro ou você é aquele tipo de crente que acredita em tudo que se publica, se diz na internet ou se propaga em canal de televisão? Você sai seguindo qualquer um desses que aparecem por aí com uma nova doutrina? Você acha que é tudo igual e que, se falou de Deus e de Jesus Cristo, está tudo bem?
O que isso significa? Homens astuciosos com artimanhas estão induzindo ao erro. Se eu perguntasse a você, nessa noite, por gentileza—não queremos ofender ninguém—mas diga-me aqui a relação de cinco pessoas que você sabe que estão induzindo a igreja ao erro.
Você saberia dizer? Sabe por quê? Porque você não sabe dizer.
Você não está prestando atenção nessas coisas. Talvez você ache que todo mundo é bonzinho, bem intencionado porque está usando o nome de Deus, porque está abrindo a Bíblia, dizendo algumas verdades de Deus. Acha que todos são!
Aí você engole a isca. Não é isso? Porque aquilo de bonzinho que ele parece ter de verdade é a isca.
Aí você engole a isca e o anzol, sem perceber. Mas temos que ficar atentos. Você tem coração de discípulo?
Você está disposto a ouvir a palavra de Deus, aprender a palavra de Deus, ser exortado, orientado para crescer? E, finalmente, você está disposto a servir, desempenhar sua parte, ministrar a graça de Deus a outras pessoas através dos dons que Deus lhe deu? O mundo carece de uma igreja dinâmica, viva, atuante, em que seus membros estão crescendo.
O alvo é o Senhor Jesus, onde a palavra é ensinada. Essa é a visão que temos para essa igreja; aliás, para toda a igreja evangélica no Brasil. Oremos a Deus para que Ele levante pastores, mestres e profetas que tragam a palavra de Deus a este país, porque o que vemos é o crescimento de homens astuciosos que, com artimanhas, estão induzindo ao erro.
Que Deus nos livre, que Ele nos guarde, e que Ele nos dê fidelidade à sua palavra sempre, porque se continuarmos assim. . .
Nós permaneceremos firmes e cresceremos como ele deseja.