[Música] Boa noite neste exato momento na cidade mais rica do país milhares de pessoas trabalham em condições desumanas para impulsionar o mercado de roupas no Brasil nas Confecções clandestinas ela sequer tem o que comer e ganham quase nada nosso repórter se infiltrou em uma dessas oficinas e sente na pele O Drama do trabalho escravo praa da Paulo feira que reúne os imigrantes aos domingos é o ponto mais boliviano da maior cidade brasileira por aqui sobram anúncios de emprego todos em espanhol ligamos para alguns dos números quem atende tem sempre um sotaque carregado Na verdade eu
preciso que sepa pelo menos n só que as oficinas já estão cheias de imigrantes dispostos a trabalhar muito e receber quase nada vocês estão tão precisando ainda não já não mais cheio já mas o senhor tem algum para me indicar algum algum outra nossa equipe foi tentar um emprego pessoalmente tem muito trabalho também Temporada até que chegamos a uma casa que não levanta suspeitas o emprego essas oficinas de costura geralmente funcionam em galpões ou em casas comuns como esta na periferia de São Paulo aqui moram e trabalham bolivianos que recebem menos da metade de um
salário mínimo por uma jornada de Até 14 horas de trabalho por dia um repórter do Câmera Record se disfarçou e conseguiu emprego ele passou 24 horas lá dentro sentiu na pele como esses Imigrantes São explorados quem recebe nossa equipe é uma espécie de supervisor da oficina nosso repóter é contratado sem mostrar qualquer documento Vamos tentar né eu todoo são 10 hor da manhã supervisor Mostra Casa rapidamente Ah aqui das posturas é oficina e apresenta sua família a mulher e o filho também moram aqui vai chegar ao todo vivem na casa oito adultos e duas crianças
a maioria já está nasas o supervisor trabal ao repter disfarado isso é Overlock você a PIS de uma vez a agilidade é fundamental produção por aqui é al você consegue fazer quantas peças por [Música] dia repóter se esforça mas não leva jeito PR costura o tempo era muito pouco PR aprender a costurar então é o que acontece com esses trabalhadores eles T pouco tempo e já para mostrar trabalho a primeira pausa é pro almoço ao meio-dia é comida de vocês arroz e isso aqui é batata UMP pobre em nutrientes mesmo assim tudo é descontado do
salário o sen dá a comida e a e a moradia pros trabalhadores também trabal aí descontando no [Música] salário no do mês sobra pouco você não acha que eu ten con ganhar quanto 400 400 por mês né intervalo termina ao meio me0 e os funcionários logo as crianas ficam al mesmo em meio à máquinas de costura a todo momento as mães interrompem o trabalho para cuidar dos [Música] filhos Quanto isso nosso repórter segue com problemas para costurar só que agora o supervisor já não tem a mesma [Música] paciência faz graça ao ver a dificuldade dele
às 10 da noite o expediente finalmente termina ao todo foram 14 horas de trabalho no final do primeiro dia de trabalho eu estava exausto porque foram muitas horas sentando é hora doar praticamente a mesma do almoço arroz salsicha e a noite traz pouco tempo de descanso quando amanhece comea tudo de novo são 6 horas da manhã todo mundo já comeou a acordar para comear a trabalhar no quarto minúsculo nosso repórter sente o que é viver preso aqui a porta ela é trancada não consigo sair ela é fechada por fora assim deve ser o quarto de
todos os outros que trabalham aqui para que eles não saiam só sai no horário certo depois que a porta é aberta todos precisam tomar o café da manhã em apenas 15 minutos então o café é somente isso aqui é um pão seco e um café fraquinho o trabalho recomeça normalmente até que aparece este homem de camisa polo o único que não é boliviano na oficina el conversa com supervisor e olha desconfiado para o nosso repóter uida deci revistar a Mocha cmeras escondidas quando descobriram a câmera escondida eu percebi que estava Correndo Perigo então eu dei
uma desculpa qualquer e sair de lá correndo nós mostramos as imagens para especialistas eles não t dúvida não tem limite de horário é jornada exaustiva saláo 1/4 do piso salarial ainda com moradia precária né morando mal tem toda a cara de trabalho realizado em condições an escravo nós estamos voltando até a casa para saber o que eles têm a dizer sobre as condições de trabalho nesses lugares dificilmente os oficineiros abrem a porta para quem Eles não conhecem Então a gente vai ficar dentro do carro para confirmar se ainda tem gente lá dentro os bolivianos passam
pela rua a todo momento a casa é toda protegida fechada ali ó para que ninguém veja nada da rua tem um toldo aqui ali nas janelas tem grades e tem também duas portas a principal que dá acesso à parte de baixo e uma outra lateral que é para quem vai pra parte de cima da casa depois de quase uma hora de espera um rosto familiar chama nossa atenção boliviano saiu ali ó tá conferindo Cola este homem é um dos funcionários que aparecem nas imagens gravadas dentro da oficina amigo tudo bom Você mora aqui é n
s trabalho rapaz confirma que a oficina continua produzindo normalmente aqui quantas pessoas estão trabalhando agora acho que c seis na varanda uma mulher tenta se esconder ela olha pra câmera e volta PR casa tocamos o interfone várias vezes aqui a gente escuta muito barulho de gente abrindo e fechando porta provavelmente subindo e descendo de escada mas agora ninguém mais responde pelo jeito ninguém mais vai descer