[Música] [Música] Olá uma bomba relógio com os ponteiros que avançam e recuam movidos por fanatismo religioso disputas étnicas e luta pelo poder tudo isso em meio à paralisia de regimes que ainda não saíram da idade média Esse é o panorama de boa parte do norte da África e oriente médio 4 anos após a primavera árabe que não passou de uma rápida brisa de esperança pros povos das duas regiões as poucas ditaduras que foram derrubadas não foram substituídas por regimes Democráticos ao mesmo tempo os povos da região assistem ao avanço de grupos radicais que fazem uso da religião para defender um recuo de séculos na história de volta a um tempo em que a fé era desculpa para matar essa edição do matéria de capa quer fazer um rápido balanço dos acontecimentos numa parte do planeta onde a paz sempre esteve num ponto além do que é possível alcançar fique com a gente no complicado xadrez do Oriente Médio não deixa de ser surpreendente a rapidez do avanço do grupo estado islâmico Isis tido Atualmente como mais perigoso do que a alida em menos de do anos os combatentes do Isis assumiram o controle de uma faixa de território que vai de alepo ao norte da Síria até de Yala no leste do Iraque o grupo surgiu em 2013 a princípio como um braço da al-qaida no Iraque em poucos meses o Isis abreviação inglês para estado islâmico do levante conseguiu um número expressivo de vitórias contra as forças da Síria e do Iraque ampliando o controle sobre o território dos dois países a organização é liderada por a bu Bak al Bagdad que pretende formar um califado um regime orientado pela interpretação radical do Corão o livro sagrado dos muçulmanos nos territórios ocupados além dos sunitas do Iraque e síria o Isis atrai combatentes entre jovens de origem árabe na França grã-bretanha e do oriente médio nos últimos meses as divergências entre os dois grandes grupos radicais que operam na região ficaram Claras quando a alcaida pediu ao Isis que concentrasse suas atividades no Iraque deixando a Síria para seus seguidores do Estado islâmico recusou a proposta os dois anos de combates entre o Isis e as forças sírias e iraquianas já deixaram milhares de mortos e feridos além de centenas de vítimas de sequestros e execuções os Rebeldes do Isis também representam um grande perigo para os países vizinhos da Síria e do Iraque como o Líbano Jordânia e Arábia Saudita o único país da região que está livre da Ameaça é o Irã a maior potência militar na área governado pelo clero shiita o Iran já advertiu que não permitirá qualquer ameaça a seu [Música] território os conflitos políticos e religiosos registrados no Oriente Médio tem séculos de história e opõe grupos que embora falando a mesma língua não conseguem se entender os combatentes do Estado islâmico pertencem à corrente dos muçulmanos sunitas que disputam com os shias a herança de Maomé o fundador da religião a divisão entre sunitas e xiitas vem do século vi os sunitas se autoproclamem a suna ou seja o resumo dos ensinamentos que teriam sido deixados por Maomé interpretados pelos quatro califas os principais chefes religiosos mais próximos do profeta até sua morte no ano de 632 depois de crist os chiitas também dizem que são os únicos herdeiros de Maomé por representar a linhagem de ali primo e genro do profeta o atual governo do Iraque chefiado pelo primeiro ministro Nuri Malik é de maioria shiita ao contrário do antigo regime de Saddam Hussein que era sunita a guerra na região também envolve a etnia dos curdos que reivindicam a criação de um estado independente mas esse objetivo é difícil de ser alcançado Porque o povo curdo se espalhou pelos territórios do Iraque Irã Síria e Turquia atualmente eles combatem o Isis e recebem apoio de países ocidentais os Estados Unidos fornecem armas e munição mas já deixaram Claro que não apoiam a divisão do Iraque Se cada um desses grupos esse seu próprio território o Iraque teria de ser dividido entre sunitas shias e [Música] cdos [Música] há muito tempo o mundo não presenciava um grau de violência e radicalismo como que vem sendo promovido pelo Isis os sequestros e execuções de reféns diante das câmeras se tornaram uma espécie de propaganda dos [Música] Rebeldes Fevereiro de 2015 trípoli na Líbia 21 cristãos egípcios são decapitados pelos terroristas do Estado islâmico uma semana antes um piloto jordaniano é queimado vivo dentro de uma jaula agosto de 2014 o jornalista norte-americano James fy é executado diante das câmeras os sequestros e execuções sumárias são apresentados como uma suposta forma hermo foram inúmeros os atos como esses divulgados para o mundo inteiro desde que o estado islâmico iniciou suas atividades H menos de 2 anos até crianças são ensinadas a matar nos territórios ocupados pelo mulheres e meninas são capturadas e usadas como escravas toda essa demonstração de violência ainda acaba atraindo voluntários que deixam países da Europa e oriente médio para engrossar as fileiras desse exército medieval além das perdas humanas nesse conflito os Rebeldes do Estado islâmico vem promovendo a destruição de importantes tesouros artísticos considerados patrimônio cultural da humanidade [Música] movidos pelo Ódio por um obscurantismo difícil de ser imaginado nos dias atuais os extremistas muçulmanos destróem am marretadas estátuas e outras peças artísticas milenares no museu de nev em mossu a segunda maior cidade do Iraque alguns dos objetos destruídos datam do século Anes de CR o objetivo dos Rebeldes uir toda a criação artística de outras civilizações que não se enquadrem em sua fé [Música] religiosa Os Fanáticos do Estado islâmico também depredaram dois sítios arqueológicos no Iraque nimrud e a antiga cidade de hatra considerados Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco algumas peças foram saqueadas dos museus e vendidas no mercado negro ou trocadas por armas e munições em túnis capital da Tunísia os militantes do Isis invadiram o Museu Nacional bardo e Mataram mais de 20 pessoas a maioria turistas estrangeiros o museu construído num Palácio do século XV é o maior do país e atrai turistas do mundo inteiro com esses atos o estado islâmico faz demonstração de força e propaganda para atrair novos membros na Síria o Museu Nacional de Damasco também foi alvo de atentado após o ataque funcionários tentam salvar o que restou embrulham estátuas que serão levadas para um lugar seguro na esperança de proteger as peças da ação dos [Música] extremistas hoje a Síria é o terceiro país mais perigoso pros cristãos no mundo fica atrás apenas da Coreia do Norte da Somália a ONG Open Doors divulgou recentemente um relatório que aponta que em 2013 foram mortos mais cristãos lá do que em todo o globo no ano anterior conversamos com o Arcebispo de holes Dom Jean ABD arb durante uma visita dele ao Brasil na qual denunciou a perseguição a minorias promovida pelo Estado islâmico houve perseguição desde o princípio inclusive em Homes o centro da cidade estava nas mãos dos Rebeldes eles não deixaram nenhuma casa saquearam tudo 90% das pessoas fugiram até a cidade ser liberada deixar de estar nas mãos dos rebar apen [Música] Cristã destruc ten mas não é só em Homes H destruição em muitas cidades algumas estão totalmente destruídas casas [Música] [Música] hospitais começaram a voltar depois da liberação de algumas cidades Mas o mais importante hoje para ajudar essas pessoas é a restauração e a reparação de suas casas para que elas possam ao menos viver com dignidade em ROM Nossa Catedral foi destruída mas agora comecei a recuperar a minha casa para que as pessoas tenham confiança para voltar elas sempre procuram o pastor e se o pastor voltou eles [Música] voltam gente confianç deas [Música] cas por 1 em cidades como alo havia 150. 000 cristãos Hoje há 50. 000 no norte da Síria quase não há mais cristãos eles fugiram para se proteger houve um massacre de 21 egípcios poã Anes Vivi tril foram afetos eles entrar nos povoados de madrugada saquearam as casas não pouparam nem as Crianças A maioria das pessoas teme pelas meninas e pelas [Música] [Música] mulh [Música] instantes em muitas regiões do Oriente Médio só a religião leva a esperança de paz de mais os imensos desafios criados pela mistura de regimes feudais luta pelo poder guerras étnicas e [Música] religiosas [Música] [Música] uma colcha de retalhos formada por ricos produtores de petróleo regimes medievais e outros que passaram pela turbulência provocada pela primavera árabe mas permanecem presos ao passado assim é o Oriente [Aplausos] Médio a Tunísia no norte da áfric foi o primeiro país a sofrer o impacto da primavera árabe era o mês de janeiro de 2011 quando um levante popular levou a deposição do presidente Ben ali logo a revolta se espalhou pelo norte da África e oriente médio durante 3 anos após a derrubada de Ben ali o país passou por um período de instabilidade até as eleições de 2014 que levaram ao poder uma coalizão de partidos de centro direita mas grupos extremistas islâmicos inconformados com o resultado das eleições para praticam atentados e tentam desestabilizar o governo no Egito o movimento que derrubou a ditadura de rosn mubarak em 2011 despertou a esperança de que finalmente o país iria caminhar para um regime democrático mas desde então o que se vê é uma alternância no poder entre grupos religiosos radicais como a irmandade muçulmana e os militares o comandante do exército General Abdul fatar al Sisi venceu as eleições presidenciais de 2014 e deu início a um novo regime de linha [Música] dura na Líbia a revolta despertada pela primavera árabe levou à deposição do coronel muamar cadf que governava o país havia quatro décadas em seguida grupos rivais alguns de orientação islâmica radical e outros não religiosos passaram a disputar o poder atualmente um governo eleito tem sede em tobruk enquanto os extremistas islâmicos ocupam a capital trípoli e remanescentes do antigo exército Nacional tentam governar a partir de bengazi [Música] o yemen foi outro país que sofreu o impacto das revoltas populares de 2011 o presidente Abdullah salé foi deposto seu substituto Mansur alhad eleito em 2012 conseguiu se manter no poder por 2 anos até ser obrigado a fugir do país em março diante do avanço de extremistas muçulmanos que tomaram a capital sanaan sem o governo Central o yemen se tornou o palco de uma disputa entre muçulmanos xiitas do grupo ruts e os sunitas do Estado [Música] islâmico envolvida numa guerra civil que se estende por quase 5 anos a Síria é o país onde se registra o conflito de maiores proporções atualmente no Oriente Médio A Batalha entre as forças do governo do Presidente bachar Assad e dezenas de grupos Rebeldes que tentam derrubá-lo já deixou mais de 200.
000 mortos milhões de refugiados se espalham pelos países vizinhos em acampamentos precários onde idosos mulheres e crianças sobrevivem em condições subumanas Assad já deixou claro inúmeras vezes que não renuncia e os Rebeldes prometem manter a luta até a tomada do poder no Iraque a retirada das tropas norte-americanas decidida pelo presidente Barack Obama não levou à estabilização como alguns acreditavam os sunitas do Estado islâmico pretendem formar um califado ou seja um regime com base na interpretação radical do Corão o livro sagrado dos muçulmanos em áreas do Iraque e da Síria para isso eles combatem o governo central de Bagdá e enfrentam a resistência dos chiitas majoritários no país [Música] obviamente o mundo islâmico não é representado apenas pelo radicalismo de alguns grupos o Arcebispo de romos faz questão de apontar diferenças entre moderados e o estado islâmico e de não perder a esperança numa solução que leve a paz à regiãoos n sempre houve diálogo com líderes muçulmanos Mas vamos deixar bem claro com os muçulmanos moderados conversamos tranquilamente nunca fou Dio entre patriarcas est o convocou o grupo para dialogar para aliviar o sofrimento das pessoas agora se eles vão aceitar acho que não sem perspectiva nunca em meio a toda essa confusão um país vive isolado sem vizinhos Nos quais Possa Confiar e contando com apenas um aliado a milhares de quilômetros de distância estamos falando de [Música] is 8 o Estado de Israel é um país isolado na geopolítica do Oriente Médio em todas as guerras que travou contra os vizinhos não teve um único aliado Regional A primeira foi a independência em 1948 quando derrotou uma coalizão de cinco países integrada pelo Egito Síria Iraque Jordânia e Líbano A segunda foi a Guerra dos Seis Dias em 1967 quando venceu o Egito Síria e Jordânia e a terceira a guerra do yon kipur quando o país foi atacado pelo Egito e síria no principal feriado judaico o conflito durou 3 semanas Israel venceu todas essas guerras impondo além da derrota uma série humilhação aos inimigos os Estados Unidos que fornecem ajuda militar e apoio político são o único Parceiro fiel do governo israelense apesar de algumas disputas diplomáticas ocasionais no Panorama político do Oriente Médio e norte da África Israel também se diferencia por constituir ir a única democracia em toda a região é o único país onde existem liberdade de imprensa e partidos políticos que vão da Extrema direita à extrema esquerda além do voto livre e não obrigatório a maioria dos países das duas regiões predominam as monarquias e outros regimes autoritários onde o poder é transmitido de uma dinastia para outra das grandes guerras em diversas frentes o conflito israelense nos últimos anos passou a ser travado com os vizinhos mais próximos os palestinos da Faixa de Gaza e dos territórios ocupados da Sis Jordânia Gaza é uma estreita faixa de terra situada ao sul de Israel onde vivem cerca de 1. 800. 000 palestinos O Comando político local é do ramas grupo fundamentalista muçulmano que não aceita a existência do Estado judaico a tensão na fronteira é permanente de tempos em tempos ramaz dispara foguetes contra albos israelenses enquanto os caças de Israel respondem com bombardeios Aéreos a leste de Israel ficam Os territórios da Si Jordânia boa parte ocupados ilegalmente segundo as nações unidas por assentamentos israelenses lá os palestinos sonham em ter seu próprio Estado como Israel tem o seu mas o governo de telaviv nos últimos anos controlado pela extrema direita de Benjamim nanaho não aceita um acordo nesse sentido não é exagero dizer que a paz ali está a anos luz de [Música] distância [Aplausos] [Música] apontado como responsável por grande parte da confusão existente no oriente médio por conta dos erros cometidos mais recentemente pelo governo do ex-presidente George W Bush os Estados Unidos tentam corrigir os pecados do passado mas essa é uma tarefa quase [Música] impossível a invasão do Iraque pelas tropas dos Estados Unidos ordenada pelo ex-presidente George W Bush em 2003 resultou numa onda de desestabilização política e Militar do país que se prolonga até hoje e parece longe do fim a desculpa para a guerra inventada pelos assessores De Bush era de que o governo de Saddam Hussein escondia armas de destruição em massa mas logo se descobriu que isso era apenas uma peça de ficção 12 anos de guerra e centenas de bilhões de gastos em armamentos resultaram apenas na destruição do país mais de 100.
000 iraquianos entre militares e civis morreram além de 5000 soldados norte-americanos Saddam Hussein foi capturado em dezembro de 2003 e executado em seguida embora à custa de um regime autocrático Sadam mantinha o Iraque sob controle político e militar impondo uma convivência entre a minoria sunita da qual ele fazia parte e a maioria shiita as tropas norte-americanas deixaram o Iraque em 2011 por decisão do presidente Barack Obama mas os Estados Unidos apoiam o governo do primeiro ministro Heider abad com ajuda militar e apoio aéreo na luta contra os radicais do Estado islâmico que tentam ampliar seu controle sobre áreas do território iraquiano o último grande combate entre o Exército iraquiano e os extremistas do Isis foi travado em tirit ponto estratégico situado entre as duas principais cidades do país a capital Bagdad e mossul o governo garante ter retomado o controle de tirit em instantes União Europeia se divide diante do desafio representado pela onda de imigrantes e mais os últimos acontecimentos numa região marcada por conflitos a gente volta [Música] já [Música] [Música] atuando quase sempre a reboque dos Estados Unidos os países da Europa Ocidental seguem a lógica das grandes potências é preciso preservar alguma ordem no oriente médio de onde vem a maior parte do petróleo consumido no mundo [Música] [Aplausos] além do petróleo Outro fator preocupa a França Inglaterra e Alemanha quando se trata do envolvimento nos conflitos atuais do Oriente Médio a segurança interna em seus próprios territórios os governos de franois Holland David Cameron e Angela Merkel procuram atuar de forma mais discreta ao contrário dos Estados Unidos para não acirrar tensões entre as comunidades muçulmanas Inglaterra e França apoiam a campanha Militar dos Estados Unidos contra os Rebeldes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria mas insistem na versão de que a política principal de seus governos está relacionada com a ajuda humanitária pesquisas indicam que em média mais de 70% da população nos países da Europa Ocidental rejeita o envolvimento militar direto nos confitos e defende que qualquer inicitiva para a região deve partir das Nações Unidas [Música] uma região marcada pela turbulência política e militar os fatos não param de surpreender Vamos a um resumo de apenas alguns deles nas últimas [Música] horas a entrada da Arábia Saudita no conflito do yemen e o anúncio da criação de uma força militar da Liga Árabe para atuar naquele confronto pode significar o fim do avanço dos radicais xiittas na região diante da expansão dos xiittas do grupo utis que já controlam a maior parte do território yemita incluindo a capital sanaan aviões da Arábia Saudita vemm bombardeando as posições dos Rebeldes ao mesmo tempo os sauditas com apoio do Egito P deram o esforço para a criação de uma força militar integrada por combatentes da Liga Árabe para atuar naquele conflito e tentar restabelecer o governo do presidente yemen Mansur hadad forçado a fugir do país diante do avanço da milícia shiita o objetivo da Arábia Saudita é impedir a instalação no vizinho yemen de um governo radical shiita apoiado pelo Irã e identificado com outras forças radicais que atuam na região como estado islâmico e a alcaida Nem todas as nações da Liga Árabe integrada por 21 países devem participar da coalizão militar a Síria e o Iraque por exemplo envolvidos em seus próprios conflitos devem de fora mas só a participação dos egípcios sauditas e dos países do Golfo pérsico com exceção do Irã já devem garantir a formação de um exército de mais de 40.