E aí Oi bom dia pessoal daqui de volta e Para alegria de vocês incrível é isso mesmo a Larissa a coisa tá boa demais da conta a dinâmica de hoje ela vai ser o seguinte ó como passar para vocês aqui primeiro primeiro momento a gente vai ter vai ser aqui pelo YouTube E aí logo depois do fim da palestra a gente vai comer muito mais intimista limite pra gente poder socializar um pouco vocês é isso E aí deixa eu te perguntar agora você sabia que a nossa convidada é a forma na área de psicologia cognitiva
E aí ela investiga Olha só invenção aprendizagem atenção arte produção da subjetividade deficiência visual em método da cartografia caramba mas olha só mas para começar e elas têm graduação Lari em psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e também tem mestrado em psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e e a Larissa tá achando pouco olha só ela tem que Toys doutorado no Lena neurociência produtivo e é imaginar ser verde a também o Paris e laboratório do CNA e me o francês dia do Rio de Janeiro caramba bem-vinda a Oi gente é muita
coisa assim que eu faço eu já fiz mas assim é uma alegria tá aqui com vocês participando desse encontro né de educação matemática aí da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e vai começar também agradecendo né o convite da Carla e desse grupo aí todo que tá organizando esse encontro muito legal tá aqui com vocês fiquei muito infelizmente online né Mas seria impossível nesse momento a gente tá aí junto presencialmente né a gente acabou que isso é acostumou um pouco com essa coisa online e funciona às vezes nela em possibilidade do presencial embora o
presencial seja uma outra coisa é mas assim é eu eu fiquei muito contente né quando recebi a mensagem da Carla dizendo que o pessoal aí estuda né né da cartografia trabalha faz pesquisas né usando o método da cartografia e eu fiquei um pouco pensando né o quanto o metro da cartografia ele realmente ele enviava muito né ele vai para diferente áreas né ele foi criado por um grupo de professores foi desenvolvido né Por um grupo de professores da ecologia mas ele hoje ele ele tá na área de educação para na área da saúde muita gente
que trabalha com Arte também né uso nessa cartografia então ele realmente está na educação matemática né é muito bom a gente saber disso e sobretudo porque quando você fala assim Senão da Matemática nem aprendizagem da Matemática muitas vezes as pessoas que não são dessa área imagina não né Assim pessoas envolvidas com processos totalmente Racionais né totalmente Lógico que o sentido mais estreito né do termo e aí quando eu recebi o convite né que falando do encontro e falava assim né ela até pegar aqui o tio ó entre Educação de matemáticas na entrada do cações Matemáticas
e vidas nela o plural eu falei poxa que interessante né uma ligação direta com a vida e depois é o subtítulo né movimentos pó os espaços na escola e para além da escola aí eu falei puxa falar em copo né falar em matemática mesmo tempo falar na nos corpos que estão envolvidos em movimento e para além da escola eu peguei eu comecei a entender assim as nossas afinidades né assim tudo a ver realmente começa a cartografia então eu topei assim animada com o convite para tá aqui conversando um pouco com vocês hoje bom e é
isso é quando falando um pouquinho né sobre nada cartografia Quando a Gente esse grupo de professores né que eu digo assim que desenvolveu né para cartografia era um professores da Psicologia extremamente tocados envolvidos ou pensamento do Gelo beleza e o Felix guatarri todo mundo de alguma forma trabalhava que a psicologia brasileira é muito atravessada realizada por esses autores então é a gente tinha professores no grupo do qual fazia parte né alguns que trabalhavam com a chamada produção de subjetividade e não é exatamente um a ideia de um sujeito do conhecimento né mas de uma subjetividade
que tá sempre indissociável de um processo de produção né é uma subjetividade que é definida como processual ah e também pessoas como eu que trabalhavam com a ideia da injeção né da da cognição como invenção desse do mundo e professora trabalhavam com grupos também né que não falavam em grupos mas em processos de informação Que probabilidade então assim eram pessoas muito é envolvidas com a pesquisa de processos né E aí chegava na hora que a gente tinha que preencher né aquele item né tudo né nos nossos projetos para o CNPQ né é o nos artigos
que a gente escrevi etc ficava calado dificuldade né como é que é o estudo um objeto né que é totalmente processual né como a cognição como a subjetividade ou como os grupos por exemplo e eu vou usar um método todo quadrado né com regras prontas para e nada de tal então foi essa ideia né foi essa essa e essa questão que você colocou para nós que nos levou então a é e a buscar desenvolver o meta cartografia que foi um processo a gente acabou escrevendo dois livros né o pistas do método da cartografia Volume 1
que é o livro vermelho né empunhar e o pistas do método da cartografia Volume 2 que foi escrito cinco anos depois e todos os dois foram resultado assim de um longo processo coletivo né que a gente se reúne uma vez por semana realmente todos os textos que estão ali podem ser ditos assim são assinados né Por autores mas ele é devem ser entendidos como uma o resultado né de uma discussão coletiva desse grupo né Cada um grupo de amigos e companheiros também trabalho é UFRJ da uf da federal do Espírito Santo da Federal de Sergipe
tem muita gente envolvida e foi então um trabalho muito assim intenso quem leu os livros observa como é que e elas se entrelaçam nenhuma remete a outra e isso que é o interessante do trabalho né Foi isso que eu acho que é o ponto assim que faz a consistência realmente do método da cartografia e e no meu caso em especial que fiz parte desse grupo coordenei um pouco trabalho junto com Eduardo passos e com a Eliana da Escócia e com a Silvia Tedesco né é eu trabalhava especialmente com a cognição Sempre trabalhei então sempre coloquei
que eu trabalho com cognição mas não sou cognitivista que que seria uma posição cognitivista é aquela posição que considera né que a cognição não é é um processo né Mais ou menos se identifica a inteligência e que pode ser desenvolvido o mesmo por uma máquina o que predomina né no cognitivismo é o cognitivismo computacional é a identificação né é da do cérebro humano com o computador então a cognição como sendo um processo né É é controlado na e baseado em leis e princípios em variantes e deixando de lado tudo aquilo que não é não cabe
exatamente na máquina no computador e seria o corpo a história e sobretudo os afetos né então falar de coco na posição cognitivista é deixar de lado tudo isso o corpo afeta outra história conta a dimensão social do conhecimento então isso tudo parecia para mim né assim mim é estranho ao que seja conhecer nunca consegui entender como é que a gente vai pensar o processo de conhecimento entendendo um os afetos por exemplo ou a história ou social ou o corpo como aspectos Extra cognitivos que é como essa posição cognitivista ela costuma imaginar né costuma conceder Então
para mim era impossível isso entendeu o conhecimento ele ele se passa assim no plano dos afetos o nosso corpo é cognitivo a cognição não está dentro da cabeça né mas todos é o todo nosso corpo que conhece então foi assim um pouco com essas ideias que foram talhados a partir é muito do pensamento do Francisco Varela né com abordagem de nação mas também muito com o beleza batata ri nem sempre foram assim uma uma referência muito forte no meu trabalho eu acabei escrevendo né o invenção tecido o mundo que é foi a Minha tese de
doutorado mas que ir né é o meu livro assim Onde eu acho que as ideias principais estão ali e ali a gente defende né que o conhecimento não é a representação de um mundo para existentes então conhecer não é representar uma realidade da Ada mas sim um processo uma prática ações né cognitiva que vão é responder pela invenção desse do mundo então conhecer é dimensão desse irrigação de mundo o sujeito e objeto eles não são prévios ao conhecimento conhecimento não é a relação desses dois polos pré-existentes mais o conhecer vai transformando a e o sistema
cognitivo e ao mesmo tempo vai produzir um do mundo né Então essa essa maneira né de pensar e ela ela ficou muito importante para mim né assim ela realmente definir assim o meu trabalho O Denise fala que a gente às vezes só tem uma ideia na vida né então eu acho que a minha ideia foi essa foi as aposta né no conhecimento como enviação desse do mundo e até hoje né É tá no meu trabalho quando eu estudo deficiência visual quando eu fiz Duarte quando eu ensino aprendizagem né que é um tema que eu adoro
e que é um tema muito duro dentro da psicologia cognitiva né é muito é é muito dominante a ideia de que a aprendizagem é um processo de solução de problemas no entanto a coisa mais importante da aprendizagem não é que ela seja a solução de problemas Embora ela seja isso também mas o mais Oi e a Invenção do próprio problema é a experiência de problematização e é a partir dessa experiência de problema situação que a gente vai poder né é assim chegar à solução do problema mas a solução do problema conduzida pela inteligência vem sempre
depois Mas a gente sempre pensa portado por uma experiência de problematização então Sempre achei muito louco e a psicologia cognitiva não falasse disso não falasse por exemplo do ato de ter uma ideia né que é uma experiência incrível maravilhosa e que nunca poderia ser explicada por leis e princípios em variantes porque exatamente o ter uma ideia é algo que é marcado por uma imprevisibilidade né é marcado é por uma surpresa né surpreendi o próprio o próprio sujeito do conhecimento né Muito co e fala aqui eu não tive a ideia eu não escolhi a saída essa
ideia me escolheu né então ela se passa em mim mas ela não é controlada ou pilotada por mim enquanto sujeito do conhecimento não é era um lacunas que existiam na psicologia cognitiva era um problemas que nunca tinham sido abordado e que eu né me dispus a trabalhar em cima disso pensar a mesma coisa por exemplo depois que eu tenho uma ideia transformar essa ideia no evento né então por exemplo eu posso falar do mar de uma obra de arte por exemplo eu posso falar de um objeto técnico eu posso falar de pequenos inventos né da
nossa vida cotidiana não dos grandes artistas só o dos grandes inventores né macho das pequenas invenções da nossa vida que acontece em todos os dias então nada disso pode explicar pode ser explicado pelo e não cognitivista pela abordagem cognitivista mas tem tudo a ver com o nosso corpo com os nossos afetos com uma dimensão coletiva né da experiência e do conhecimento da psicologia cognitiva ela tem que ser ampliar a exatamente da conta disso ela tem que ir para além da Inteligência a inteligência é apenas uma um dos aspectos do conhecimento mas não é o único
então não há uma identidade entre a cognição e inteligência a inteligência é tudo isso além A a cognição é tudo isso que eu falei a lente ter também uma dimensão intelectual essa assim envolvida no processo de solução de problemas mas se eu não tenho o afeto se eu não tenho a experiência de problematização eu não tenho a surpresa se eu não tenho a perturbação eu vou ter uma inteligência que trabalha a frio e a inteligência melhor mais interessante é inteligência que trabalha a quente para usar uma expressão uma uma oposição e é trazida pelo Bergson
né a inteligência que trabalha a frio é a inteligência computacional por exemplo né e é muitas vezes a inteligência que se cobra dos nossos alunos e tal na escola ele não tenha o envolvimento afetivo que ele não tem um dos irmãos o envolvimento corporal né com aquilo que ele estuda e ao contrário disso né a inteligência que trabalha quente é a inteligência movida pelo Desejo movida pelos afetos movido né aquela que nos tira o sono que nos tira do prumo né E que nós e que acompanha a aprendizagem inventiva que acompanha a cognição inventiva que
acompanha a percepção inventiva E por aí vai né porque a invenção também da maneira que a gente entende não é um processo psicológico a parte né não é dizer que a existem vários processos ecológicos percepção memória linguagem né pensamento EA também existe a invenção não a invenção é um certo modo de colocar o problema da cognição não e e ela vai afetar ela vai trazer atualizar o entendimento de todos os processos aprendizagem somente mas também memória percepção ele certo atenção então isso é muito né eu tô colocando essas coisas todas antes de falar da cartografia
porque isso tem tudo a ver com a maneira como a gente entende o que seja fazer pesquisa né quer fazer Oi Isa falar em cartografia é também falar de conhecimento falar de produção de conhecimento né e e às vezes você fala de educação matemática você fala de um pensamento matemático né competências Matemáticas e muitas vezes você acha que aquilo fica apenas na sua dimensão lógica na sua dimensão né intelectual na sua dimensão racional e quando a coisa existe além disso que tá Envolvida com a educação matemática né Eu acho que tô falando assim isso aqui
mas imagino que essa seja uma tônica né do trabalho de vocês aqui na Federal do Mato Grosso do Sul Então acho que a gente vai vai se entendendo nessa direção né por dentro de alugar caro muito dialogar que vocês no final Tô fazendo uma apresentação geral para a gente poder depois conversar tá bom ainda é uma outra última coisa que eu queria colocar em termos dessas questões assim mais de de base né que vão fundamentar a discussão sobre pesquisas sobre cartografia é que entender que o conhecimento é uma invenção desse do mundo né É não
é apenas uma abordagem teórica da cognição não é É também o que eu denomino uma política cognitiva que que significa uma política cognitiva significa o modo de relação com o mundo com as pessoas e como o próprio conhecimento e consigo mesmo então a a política cognitiva é uma certa maneira de estar no mundo é uma certa maneira de lidar com conhecimento então se eu acho que o mundo é dado e a gente aprender é aprender o mundo tal como ele é né ou aqui é o Mundo Existe e eu tenho que me adaptar ele tem
um Rastro assim eu penso dessa maneira né eu tô tendo uma certa política cognitiva que é a política da representação a política da representação O que é também a política do da ideia do processamento de informação que a mesma coisa processamento de informação e política da representação estão do mesmo lado né eu diria assim que o modelo da teoria da informação é é uma das versões talvez o atual né mas contemporânea da do modelo da representação mas o que elas têm em comum é achar que tem um mundo que tá aí para ser conhecido e
o conhecimento deve representar o macho realmente possível o que tá dando isso é uma forma de estar no mundo isso é uma forma de se relacionar com as pessoas isso é uma forma de se relacionar consigo mesmo por outro lado quando eu digo que eu conhecimento é um processo de garçom desse do mundo né é uma outra forma de estar no mundo né então quando eu faço pesquisa por exemplo eu tenho que saber que o que eu tô produzindo o que eu tô escrevendo que eu tô pensando conhecimento que tá vindo dessa pesquisa seja ela
em psicologia Serginho educação em educação matemática em arte em saúde tudo que eu na área de deficiências eu tenho muita satisfação também que a maré bom então se eu penso que é o conhecimento que eu vou produzir é um processo de Nelson tecido do mundo então o mundo o que eu tenho um outro tipo de envolvimento aquilo que eu escrevo né porque o que eu escrevo o conhecimento que eu produzo ele vai ter um vetor de transformação do mundo ele vai ele vai atuar no processo de invenção de novo né então não eu trabalhei muitos
anos com deficiência visual com Arte cegueira ainda trabalho assim escrevi muito sobre isso um determinado momento e eu sempre tinha isso em mente né Assim que que eu vou pesquisar o quê que eu vou escrever eu vou escrever só sobre a falta só sobre eles não terem a visão só sobre a deficiência não só um eu vou eu trabalhava muito com Arte e cegueira então não a falar da potência vamos falar da do que ele fazem da potência de criação né Não dá não é superação é nada disso que não é uma ideia boa para
né desejável Para pensar o campo da deficiência Mais ao contrário pensava no que eles fazem no que eles podem né não potência mesmo então isso é uma responsabilidade da pesquisa né Então essa política cognitiva é sempre uma também uma ética e de uma política de pesquisa né não há conhecimento neutro não há conhecimento abstrato mesmo quando ele quer ser neutro mesmo quando ele quer ser abstrato você isso já é uma posição política não é uma coisa você dizer hoje em dia que você é a político não ser apolítica já uma coisa só política é que
ele se isentar das forças políticas que estão circulando aí né então mexendo com a vida da gente bom então então é é isso né a gente toda toda pesquisa é uma uma pesquisa intervenção vida e aí a gente vai entrando um pouco mas na questão da cartografia por quê Porque a gente vai vendo que é e para estudar processos né como eu falei não dá para entender método de pesquisa como um conjunto de regras a serem aplicadas não tem cartografia não tem manual cartografia Não não é um método para ser aplicado a gente sempre fala
a cartografia um método para ser praticado para ser exercitado o que ele é em si mesmo já é um método inventivo se eu entendo que eu conhecimento bem benção desse do mundo eu não posso entender a pesquisa diferente dessa dessa forma de pensar essa política cognitiva né então a pesquisa é isso também que eu vou escrever uma dissertação de Mestrado eu vou fazer um tecido de graduação agosto teve uma tese doutorado se eu vou escrever um artigo né tudo isso envolve uma certa política de pesquisa então a cartografia ela é um método Sim ela é
o método mas é também uma ética e uma política de pesquisa é um certo modo de pesquisar né então não tem regra não tem capacitação não tem né os livros né que são mais tem muito mais coisas que sobre cartografia mas assim esse trabalho é grande né que a gente realizou o livro né O que estás um revistas dois ele ele ia ele traz muita coisa né dessa coisa de não ter regra a gente trabalha com a idade de pista exatamente de trabalho às vezes com a ideia de diretrizes o para a gente entender que
é não é qualquer coisa né não é você sair de um método super quadrado tradicional cheio de ré Graco o objetivo com hipótese prévia e aí você vai chegando né e na chegando ao seu objetivo a boa pesquisa é aquela que comprou Rua hipótese chegou o seu objetivo numa outra direção né gente vai ser não há a pesquisa ela é uma pesquisa processual ela vai acompanhar um processo né então ela tem uma margem de imprevisibilidade que ao invés de ser uma fragilidade é a força na cartografia é a sua dimensão de imprevisibilidade não trabalha com
hipótese mas sim com pistas e diretrizes que são muito importante para a gente não achar aqui também saindo da regra pode qualquer coisa basta dizer que eu faço uma cartografia e já pagar antes do que eu tô fazer então também não é bem isso bom tô entrando mais no coração da cartografia é a gente tem né lá no livro mil 48 do beleza guatarri né no capítulo sobre o rizoma que é o primeiro do do livro né é uma ideia a ideia da cartografia como método a ver dia investigação do rizoma um método de estudo
do rizoma que que é o rizoma né Acho que muitos de vocês aí devem já saber um pouco mas assim o rizoma é uma figura né Odontológica digamos assim porque ela quer falar sobre e que existe né que é uma espécie de grama né Ela não é uma figura é bem uma grama uma rede né é uma figura é que cresce por todos os lados em todas as direções sem ter um centro forte um centro único como a figura por exemplo de uma árvore é como o deles e guatarri explicam né as intenção da dá
um entendimento concreto dá uma imagem do rizoma Então vamos pensar numa numa grama né então você tem ali o que você tem um monte de linhas é um monte de vettori que estão é articulados e estão conectados sem raízes Profundas Mas eles estão conectados por todos os lados em todas as direções né Então essa figura né como se a gente tivesse que trazer para o entendimento tanto da realidade quanto da subjetividade então fazer uma pesquisa cartográfica significa que eu vou mergulhar no rizoma que eu vou acompanhar um rizoma então eu não vou encontrar por exemplo
relações causais né causa e efeito porque a realidade ah ah o problema é bem mais complexo centro porque ele é risomar então ele é formado por múltiplas conexões né bifurcações e implicações de bifurcações que Tá vendo como grama né E ela e é uma multiplicidade uma multiplicidade aí aí aparece isso também no texto sobre o rizoma né uma multiplicidade de vetores heterogêneas então ao princípio de heterogeneidade quando a gente vai estudar a produção de subjetividade a gente vai falar bom então Quais são os vetores que produzem subjetividade ação vetores materiais sobre atores tecnológicos são vetores
sociais corredores ecológicos são vetores estético setores políticos tudo isso vai produzindo subjetividade Então quando você vai fazer uma pesquisa você tem que entrar um pouco nessa lógica do rizoma que é saber que você tá estudando uma realidade que tem uma complexidade porque ela envolve múltiplas conexões além vol a unidade e você vai seguir isso aí sim hein é buscar nem ter hipóteses prévias fechadas que a pesquisa sobre a terra se você confirmar ou e também quem é assim você não vai ter relações causais não há uma causa única Então lá é esse rizoma é uma
figura né importante para a gente entender o que seja a cartografia né então a gente não vai trabalhar com a ideia de recorte do objeto porque todo objeto traz consigo o rizoma é uma pesquisa é uma pesquisa sobre o rizoma e e aí as pistas todas elas vão de alguma forma ser é é de dobradas dessa ideia né dessa ideia do rizoma ela vai estar sempre com a gente esse rizoma tem outros nomes também né gente chama muito rizoma de plano coletivo de for o céu ou plano coletivo de vetores heterogêneo não é como se
Toda a realidade embora lá ela ela Produza sujeitos e objetos né todo objeto ele traz consigo sua processualidade né ele traz consigo esse processo de produção e fazer a cartografia é não apenas querer representar o gel mas acompanhar processo de produção e se dão nesse âmbito né nesse âmbito é que tá como se fosse assim fosse o avesso das formas né é aquilo que responde pela sua processualidade pelo seu processo de produção então falando um pouco das Pistas né assim pegando de um modo geral depois a gente pode aprofundar um pouco na nossa Isso é
conversa né que a gente vai ter depois mas assim é a primeira pista que é importante destacar é uma que eu já mencionei um pouco aqui que a ideia de que toda pesquisa é uma pesquisa intermental então é uma pesquisa intervenção significa que há um engajamento né do pesquisador com a pesquisa ele não assume uma posição de neutralidade mas há uma implicação do pesquisador que deve ser analisada que não significa subjetivismo na pesquisa mas ele tá envolvido ele é mobilizado afetivamente o seu corpo de pesquisador Ele tá é mexido né ele tá ele tá envolvido
no trabalho da pesquisa e por outro lado é o que caracteriza a pesquisa intervenção como eu falei é esse essa é essa dimensão de transformação da realidade então representa é conhecer a ser pesquisa não é representar uma realidade pronta mais é intervir no mundo é fazer e intervenção não a pesquisa neutro então é um E aí eu insisto né Mesmo quando se diz que a pesquisa nem eu essa esse discurso da neutralidade já é um discurso que quer intervenção por exemplo quer dizer que a dele que é a pesquisa melhor então não ah não a
pesquisa fora da ética e da política né Mesmo quando se quer estar para além é e no campo é transcendente em relação as disputas e as forças políticas envolvem qualquer trabalho de pesquisa bom Então essa é uma pista artrografia é um método de pesquisa integração uma outra pista que é muito importante é a pista do funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo é uma pista que raramente aparece no manual de metodologia de pesquisa né no livro sobre pesquisa mas para nós ela é uma pista muito preciosa né porque a atenção é aquele nosso processo que
não tem assim uma é não tem conteúdo né como a percepção tem um ter certo a memória tem a lembrança né é a atenção é um macaco atitude cognitiva e ela vai sim se acoplar com a memória para recepção com aprendizagem Então vou poder ter uma aprendizagem atenda mas memória tensa uma percepção atenta mas atenção a ver com a ética e com a política então a gente fala muito da atenção do cartógrafo aprender a ser cartógrafo é um exercício de atenção porque o que a e sobretudo na contemporaneidade né tenho falado bastante disso também porque
a atenção é é um vamos ver assim uma é um bem muito visado né pelo capitalismo pela publicidade pelas mídias sociais então a subjetividade contemporânea é muito capturada na sua atenção né então a gente vídeo e os algoritmos do Google viva vídeo é a nossa ligação com as redes sociais vid ah ah ah conectar a conexão é quase que 24 horas com o celular né que é chamado hoje do Vampiro dá atenção né porque ele suga toda nossa atenção a ele nos tira a presença né porque eu tô conversando com alguém eu tô falando com
outra pelo celular quando eu tô presencialmente com a outra tô falando com a primeira pelo celular então ele tira a presença atenção presente atenção e do corpo presente então sem querer ser nostálgica mas realmente é uma coisa aqui bizarra na na contemporaneidade né o quanto a atenção ela é Ela é visada ela é capturada e ela é eu e ela e ela em e ela captura o quanto ela interfere né na nossa capacidade de aprender na nossa capacidade de Estar atento de uma outra forma né minutinhos você bateria e E aí E aí a droga
Então assim falar de pesquisa é a falar de atenção sim né atenção é e atenção cartográfica ela é definida é como uma atenção que não Visa porque uma das outras características dessa atenção contemporânea é a busca né é uma atenção a vida a vida de informação a vida de novidade sempre numa posição de ativos buscar buscar buscar Como se fazer pesquisa fosse pesquisar no Google né e e atenção cartográfica Ela não é uma atenção que busca ela é uma atenção concentrada e aberta aos encontros Então ela é muito diferente ela requer uma temporalidade diferente também
dessa atenção a gente sociais essa atenção é formatada o Zap pelo Tik Tok e por aí vai então ela realmente eu digo que a cartografia Slow Science né Ela é uma criança lenta ela ela requer o outro tipo de cuidado o outro tipo de atenção em campo ela não é um atenção não é um detalhe né E ela tem que sempre ser citada Por que a gente tem que ter alguma forma entrar desenvolver exercitar em nós um outro regime de atenção que é diferente dessa atenção Alerta essa atenção vigilante é a sua atenção responsiva que
a gente tá vivendo no mundo contemporâneo e que tem sido hegemônica então executar outras formas de atenção uma atenção e uma atenção ligada aos processos não as representações né uma atenção que é capaz de sustentar um problema é capaz de dar atenção é um problema é capaz de sustentar não saber né ter buscar respostas que não são Dados não são evidentes Então tudo isso é o desafio da atenção do cartógrafo a gente pode voltar a falar disso depois bom então a atenção ao movimento né atenção ao processo e não ao que já acordado as representações
as formas congeladas e picadas de insetos Tá bom uma outra pista também já comentado o método da cartografia tá muito bem eu já tenho mencionado assim mas é cartografar não é representar objetos e sim acompanhar processo que podem ser processo de aprendizagem processos institucionais processos processos de produção de subjetividade processos clínicos enfim você tem um processo de educação matemática Então você tem acompanhar processo né Isso é a vamos ver assim o mote dos nossos principais da cartografia se a subjetividade é o processo se a cognição a processo Então nós vamos cartografar processo né Isso é
bem importante mesmo quando esses processos são Marca o filme imprevisibilidade Quando o teu campo de investigação ele vai numa direção que não estava prevista de antemão muito importante acompanhar os processos nas suas bifurcações na sua imprevisibilidade nas suas conexões e desconexões né tudo isso é eles desafios também da pesquisa é outra coisa também que caracteriza a cartografia é a questão do dela trabalhar com dispositivos né então sempre a gente sempre mesmo dispositivo de pesquisa é muito importante que a gente tenha Desde da saída né que é alguma coisa que vai te fazer ver e falar
então o que vai fazer ver e falar então eu seu trabalho por exemplo com um grupo grupo meu dispositivo de pesquisa se eu trabalho com oficina a oficina o meu dispositivo de pesquisa seu trabalho com Diário de Campo Diário de Campo é um dispositivo de pesquisa então são coisas que tem que ser cuidada aí que fazem parte da investigação cartografia o outra pista é uma questão muito muito vamos assim muito importante porque ela é o que faz talvez a diferença do método cartográfico em relação a outros métodos que são parecidos né que é a o
acesso da atenção ao plano coletivo de forças se você não acesso esse movimento rizomático essa confusão é essa essas múltiplas conexões você não fez cartografia Então esse é talvez o diferencial né Essa pista é o diferencial de outras metodologias que são semelhantes que podem ser semelhantes né dependendo da área Porque também aí sua cartografia dependendo da área que ela onde ela chega ela também vai é ela também vai assumir certas singularidades perto de dobramento e certos diálogos com a sua própria área né então e a gente vai encontrar aproximações distâncias etc entre diferentes métodos mas
assim então o que caracteriza muito a cartografia é esse acesso ao plano coletivo de forças né que é um plano e não é de um indivíduo né mas é um plano coletivo né que que ele é condição né do surgimento de sujeitos e objetos mas ele não é de nenhuma forma em particular não é como se a nossa é como se a nossa experiência de pesquisa nosso estar em campo ele nos mostrasse ela nos trouxesse objetos sim objetos individuados que pode ser uma instituição que pode ser uma sala de aula que pode ser um laboratório
que pode ser eu posso ter diferentes ecossistemas né que eu tô observando que eu tô acompanhando mas eu tenho a dimensão do que é dado do que tá configurado ali naquele momento e tem os movimentos né E esses movimentos de forças esse forcei sempre no plural é algo são as intensidades que são as velocidades que são os ritmos e o sol é isso que a pesquisa deve buscar né E isso não tá apenas na história também é importante dizer né que o processo que a gente vai acompanhar não necessariamente é um processo histórico é a
cartografia não é o método história toda cartografia uma cartografia do presente mas você pode ter ali processo de produção que estão operando no presente e não cooperaram um dia e trouxeram uma realidade que agora deve ser representado né então processos no presente contas soltas é coisas que não estão estão furando essas estão desconstruindo ou dando outros de vídeos nessas formas que já estão instituídas e já estão configurados estão sempre o cartógrafo é aquele que quer ir para Além daqui é instituído daquilo que a configurado mas que acompanhar o seu os movimentos né os movimentos funcionais
os movimentos e aprendizagens os movimentos dos grupos os movimentos das oficinas dos movimentos das subjetividades envolvidas na e é isso então o outro a pista que é muito importante também muito interessante discutir é absoluto são do ponto de vista do Observador porque muitas vezes a gente acha que a cartografia é diferente de uma de uma pesquisa que o método mais positivista Porque o método positivista ele é o objetivo e nós fazemos um método subjetivo não é isso tá isso aí a a cartografia não é um método subjetivo então ao contrário ela não está ali para
atender aos interesses a dor o piso pesquisador controle a sua situação de pesquisa o seu campo ao contrário é como eu falei da atenção o pesquisador ele deve ter abertura né ele deve ter uma atenção concentrada e atenta para ser sensível as forças do campo as exigências do campo aquilo que o campo Diz para ele ou mostra para ele independente os signos que aparecem independente daquilo que ele queria que acontecesse então a dissolução do ponto de vista do Observador e as dizer isso que o cartógrafo ele não é o piloto da pesquisa né Ele é
alguém que se oferece ao campo de pesquisa oferece o seu corpo oferece a sua atenção dar atenção Ele é atencioso ou campo ele o tempo para entender o que se passa ali então é ele é essa figura do pesquisador do cartógrafo que tem que ser né bem entendida como Aquela de um corpo aberto e não como alguém que comanda manda ou controla o campo e que o campo tem que dizer aquilo que ele quer né muitas vezes a gente diz assim faz uma entrevista de pesquisa e diz assim poxa eu perguntei uma coisa mas ele
não entendeu ele não falou nada do que eu perguntei assim suspeito aqui aquele problema no Face sentido para ele Talvez esteja com mal problema de pesquisa talvez você tem que escutar o que ele disse que talvez ele queira falar de uma outra coisa ou ele queira colocar para você um novo problema é isso significa que talvez na tua pesquisa você tenha que redesenhar o campo problemático bom né então de cabelo então isso é muito interessante também tirar o nosso jeito da negatividade né E entendê-lo como alguém que está ali para te ensinar e o cartógrafo
mais do que ter a verdade ou ter o saber ele ao contrário ele é sempre um aprendiz né E vai aprender o seu cão ele só vai estudar aquilo que ele não sabe né e não vai aplicar uma teoria pronta nunca qualquer né então cada campo é que vai orientar o trabalho e isso precisa da dissolução do ponto de vista do Observador é uma outra pista também que é legal é a pista de cartografar é habitar um território existencial o que que é isso né fala da habitação de um território existencial então eu volto um
pouco aquela coisa do Slow Science né da ciência lenta da pesquisa linha né eu não dá para você fazer cartografia você chegar lá passar um questionário rapidinho e achar que você fez só pesquisa de campo gostou não gostou fez uma capela com a gente ficou não sei que não é a uma habitação do território existencial né é isso é tem uma proximidade a cartografia e a pesquisa demográfica marca Nessa idade a gente tem que estar em campo eles têm que oferecer o seu tempo a gente tem que oferecer o seu corpo né para tratar ele
não habitação se eu vou trabalhar é estudar uma escola dentro de uma comunidade eu tenho que entender que essa escola ela não é algo fora a conexões com o seu entorno né então rizoma ela ele vai para além embora eu possa definir que eu vou desenhar o meu com problemático com se passa dentro da escola mas de qualquer forma eu tenho que estar ali ela tem que habilitar o território existencial e o meu território de pesquisa para que eu possa justamente é sensível né as forças que circulam ali e que muitas vezes eu não esperava
encontrar né então se eu vou trabalhar com deficiência visual e eu não sou uma pessoa com deficiência visual eu tenho que mergulhar naquele campo eu tenho que habitar aquele território de alguma maneira eu não posso é só ler nos livros a pesquisa mas eu tenho que justamente tá presente né presente e aprender com eles né fazer pesquisa com E aí E aí também é muito importante uma outra pista é a pista que fala sobre a política de narratividade que é uma política de escrita e que eu quero dizer com que que essa pista quer dizer
ela quer dizer que você não basta você fazer uma pesquisa cartográfica Mas você tem que escrever a pesquisa de um modo cartográfica ou seja não adianta você ter um processo super rico super cheio de dados imprevistos de coisas que mudaram ao longo do processo e na hora que você vai escrever observação a Pese a monografia você vai escrever como deu tudo certo Deu tudo bonitinho redondinho então joga para baixo do tapete tudo aquilo que foi imprevisto tudo aquilo que eu fui interrogada pelo campo tudo aquilo que né mudou no meu trabalho que eu incorporei sem
ter previsto diante mão bom então é muito a a escrita é muito importante ela é um pedaço da pesquisa que é muito importante é um texto de pesquisa é um texto fundamental é uma coisa uma pista fundamental né da do trabalho ao método da cartografia também e é curioso porque normalmente na escola você aprende a escrever de uma forma distanciada né você não pode dar sua opinião você tem que né escrever tem uma fórmula da escrita é da boa escrita né da escrita e isenta da escrita neutra né E aí eu digo que quando você
vai aprender a escrever uma pesquisa realizada com mega cartografia né você tem que desde construir uma certa coisa e ao contrário assim coloca teu corpo Coloca na tua escrita né o processo e não só o resultado né coloca dúvida sabe problemas então é todo mundo uma desde aprendizagem de um de uma certa política de escrita que a gente traz assim como ao uma desaprendizagem da política da representação né no entendimento seja conhecer e e para a gente aprender uma outra forma de escrever né uma outra forma de ir de tar fazendo pesquisa de campo também
então assim por exemplo eu dou muita importância à questão da escrita tanto no meu trabalho né nos meus textos de pesquisa quanto também na formação dos meus alunos assim então eu tenho né permanentemente um trabalho sobre o Diário de Campo eu acho que é uma uma parte muito importante muito Esse é um ouro né da pesquisa um bom diário um diário já cartográfico ele traz muito a pesquisa já muito pronta né então eu acho que isso é é um ponto muito muito importante a escrita alguma coisa que a gente tem que cuidar muito não significa
escrever de qualquer maneira sair fora do sair do padrão né sair desse padrão acadêmico tradicional não é muito quadrado e tal não é qualquer coisa também então é um exercício dessa escrita política processual mas ao mesmo tempo rigorosa com densidade né Sempre digo isso a fotografia não é tão fácil tem que ir né tem que a gente tem que ser trabalhar né porque a gente tem que se deslocar de uma série de coisas que a gente a formação e que hoje elas mais atrapalham do que ajudam as vezes quando você tá fazendo um trabalho de
pesquisa é a gente tem também é uma pista né que é legal que a pista da entrevista que é uma que é uma Um clássico né assim é um tema clássico em pesquisa mas que a gente procura muito definir é uma questão muito boa né Muito interessante muito bem escrita também né que é uma pista que vai falar que a gente quando faz entrevista cartográfica a gente não repórter é não é uma entrevista jornalística nela que você chega ali e fica preocupada Será que ele vai se preocupar com microfone tem coisas muito mais importantes do
microfone né o microfone é um detalhe é e eu acho que o mais importante é que primeiro você compartilhe Na sua entrevista Qual é o tema da sua pesquisa ao invés de ji-kun ver né como se isso fosse isso atrapalhar fosse em vias ao relato do entrevistado ao contrário ele ele precisa saber do que você tá estudando né ele é seu parceiro de pesquisa ele é seu companheiro de trabalho então aquele que vai ser entrevistado ele tem também uma participação que é fundamental Então você compartilha com ele aquilo que você tá estudando Pois é e
você por que que não é uma entrevista jornalística porque a jornalística pessoa já atrás O que traz uma opinião traz uma fala pronta ela já disse para você é meio que ela já meio que pensa o que que ela deve dizer né e o e pouco colar conta em geral do processo então fica muito na questão da informação e da opinião duas coisas que não tem nada a ver com fotografia Então quando você vai fazer uma entrevista é importante você colocar bem a tua a tua pergunta se você não acredita em relação causa-efeito não a
gente não faz a pergunta por que aquela puxa uma racionalidade né a gente evita essa pergunta é melhor você perguntar como assim fala aí não tem um roteiro Pronto né mas assim tempo já atitude no campo e é muito importante a gente ir né fazer mais na forma de uma conversa mais com a gente direciona também não é uma associação livre gente direciona tentando investigar o que o que tá o nosso problema de pesquisa né e mais ao mesmo tempo a gente tem um escuta aberta né acho que é uma das formas da atenção a
gente tem um escuta aberta então por exemplo tem uma história que eu acho bem legal em relação à entrevista que aconteceu comigo que eu eu fiz uma pesquisa durante um tempo não morfina de cerâmica com pessoas cegas que estavam em processo de perda de visão Oi e aí nessa entrevista eu usava a técnica da entrevista de licitação que é totalmente a ver com a cartografia cartografia não tem um modelo só pode trabalhar com entrevista de licitação entrevista narrativa várias coisas mas tem uma certa com certo modo de conduzir a entrevista né também não é uma
entrevista clínica que você sai falando do que você precisa é uma entrevista de pesquisa e aí no caso eu eu ia conversar com o interesse tal uma pessoa cega um cara aí ele quando eu fiz eu propus a ele a gente conversar sobre uma das peças de cerâmica que ele tinha produzido por quê Porque na entrevista de prestação ele sempre sugerem que você tenha uma uma experiência de referência para eu não tenho dar você gosta de cerâmica que é uma pergunta geral eu pra e eu estudava o processo de atenção durante o processo de durante
a criação da cerâmica com pessoas sérias então eu perguntei para ele vamos ver Gilma vamos escolher uma peça para você me começar só sobre essa peça como é que foi o processo né que tava sua atenção aí ele falou assim ah Espera aí deixa eu te contar primeiro como é que eu fiquei cego Oi e aí eu falei eu pensei na hora eu fui vamos assim fui perturbada né pela que a gente chama o Bruno lá tu chama de recalcitrância recalcitrance é você não a pessoa não obedece não topa aquilo que você pega então ela
falou assim não deixa de mandar se eu não fosse trabalhar com a cartografia eu diria assim para ele tá bom Depois você me conta mas agora vamos mas eu resolvi ouvir o que ele queria me dizer e ele não foi trazendo essa a todo um processo longuíssimo que foi o processo de perda de visão a relação com os médicos os efeitos na família as dificuldades que surgirão a partir dali financeira de tal era uma história e ele meia hora contando a história de como ele ficou cego e depois ele falou E aí eu cheguei na
oficina de cerâmica e na oficina na mudou a minha bom então ele vai me contando alguma coisa que tem a ver com atenção mas ele durante meia hora ele falou alguma coisa que não tocava diretamente na questão da atenção mas eu escutei quando eu fui fazer bom foi isso entrevista foi ótima e tal eu não falei bom essa primeira parte aqui nada a ver Tá bom vou guardar aí fui entrevistar uma segunda pessoa da mesmo grupo ele fez a mesma coisa quando eu fiz a proposta vamos escolher uma peça vamos conversar sobre ela e assim
não deixa eu te contar como é que eu fiquei só eu comecei a ver com aquela pergunta era uma pergunta que com parecia com quase todos os entrevistados né Oi e aí eu comecei a ver aqui eles queriam falar de outra coisa que tinha vendo final das contas com atenção mas não era atenção que eu imaginava a uma pessoa que tá perdendo a visão é uma lá deixa de ter atenção visual e passa a ter uma atenção mais tátil um toque com a cerâmica e tal é mais assim eles queriam falar a cerâmica mudou minha
vida e quando eles falavam eles falavam de um processo de atenção assim né eu vi que eu sou capaz de criar eu me vi criando eu me perco me dei conta de que eu podia e não tá bom então esse tema da atenção a si que era um tema que não estava previsto no meu projeto vamos ver assim ele se revelou um tema da maior importância para mim né e eu o meu trabalho Acabou trazendo os resultados também dessa atenção na ponta dos dedos eu tenho escrevi um texto sobre isso esse título mas também né
porque eu chamei do texto do outro texto que se chama o lado de dentro da experiência eles falando sobre como o processo de criação tinha a ver com a produção de subjetividade como tinham transformado o jeito dele de lidar com o mundo com a cegueira e tudo isso então foi muito interessante assim isso foi isso é uma entrevista cartográfica né eles determinam também muitas vezes do que que eles querem falar e você vai tendo que juntar esses Cacos né É do quê e é da sentido Eu não abandonei exatamente que eu queria estudar mas eu
fiz um desdobramento da pesquisa também não problema que me foi trazido por ele é Tá bom tô vendo que a gente aí um tempo mas vou falar só mais um pouquinho para concluir aqui o raciocínio é então tem uma pista também que é muito importante é a pista da análise de dados ou seja fazer cartografia não é só estar em campo a tentar escrever diários e emprestar também fazer pesquisa é também analisar os dados os dados que são produzidos nas entrevistas que são produzidos na minha observação atenta no campo então é você tem aí a
se você tem um momento da análise e a gente tem que prever também no nosso cronograma no nosso tempo de pesquisa tempo para analisar analisar Os Diários de Campo analisar as entrevistas as transcrições e tudo isso então é muito importante produzir analisadores analisar não subjetivamente ou só com os textos mas entender Quais foram as questões ali que te fizeram pensar que merecem ser analisada é o campo oferece usando alisador nauana não é o cartógrafo que é o analista como artista muito boa também interessante da cartografia e uma última se eu pulei algum acho que não
dá para tudo mas assim a pista da validação é uma pista aqui ela se colocou para nós neste segundo livro é fecha o segundo livro que ela vai falar que não basta dizer que a cartografia a pena então eu só falo será que é uma pista que tem a ver falarem validação parece uma coisa tão à moda antiga tão careta não mas assim mas é importante ver atingiu o seu plano coletivo de força tão falando de processo se eu não for porque você tem cartografias melhores piores não é não é só conhecer as pistas é
como que você tá operando ali no campo é uma pistola da validação ela dá algumas dicas também não Tipo olha quer fazer cartografia Vamos né vamos vamos pensar se realmente a gente está conseguindo ter essa política cognitiva a gente está conseguindo ter a sua atenção concentrada e aberto atualmente Por que a gente está conseguindo dissolver o ponto de vista do Observador que a gente conseguiu analisar bem então e é uma pista aqui que é para nós mesmos né não é para ser avaliado só internamente mas a gente vai permanentemente avaliando o nosso percurso ajuda Claro
nos parceiros do superiores professores reproduz Mas é isso gente eu acho que a fim eu acho que eu tô muito curiosa também para ouvir vocês e a gente poder dialogar um pouco é sobre aí sobre a educação matemática sobre o que que isso tem a ver com o trabalho é de vocês aí que estão assistindo Tá bem então vou ficar por aqui e vamos nos transportar para outra sala Obrigada pessoal tchau tchau E aí o sal nós estaremos na sala do it agora estou mandando o leite aqui no chat encontrar um de vocês lá tá
até mais