Boa noite a todos vocês em primeiro lugar eu gostaria de agradecer a participação ao vivo de quem pode estar porque é dessa troca que a gente consegue estabelecer reflexões que vão ser importantes para proposta desse grupo que não é só uma proposta de estudo né de leitura de acompanhar como uma sala de aula mas como eu tinha explicado para vocês e Consta na proposta de Constituição do grupo é uma proposta de pesquisa também para que a partir desses diálogos que a gente conseguir estabelecer aqui a gente possa transformar esses diálogos em trabalhos trabalhos acadêmicos trabalhos
de pesquisa né porque eu acho que a produção do conhecimento também se fazem importante que isso não não se encerre aqui isso possa reverberar em outras instâncias né Tanto publicações orais quanto escritas né então por isso que eu gostaria muito de privilegiar esse momento do encontro para que a gente possa conversar e hoje dando o pontapé inicial no nosso cronograma nós vamos começar algumas reflexões Vamos começar com algumas reflexões sobre o texto o mal-estar na civilização para isso nós dividimos o cronograma em Dois encontros porque se trata de um texto mais extenso né como vocês
devem ter percebido e eu tomei a liberdade de convidar o Paulo para fazer uma interlocução comigo em alguns pontos dado que eu e o Paulo já fizemos algumas leituras juntos e o Paulo se mostra também muito curioso no tema e até para trazer uma dinâmica mais participativa tomei a liberdade de convidá-lo e convite que ele aceitou de Muito bom grave então agradeço demais a você Paulo pela pelo aceite desse convite foi bem em cima da hora né Paulo mas tá valendo mesmo assim então agradeço e conto também com a participação de todos vocês para a
gente poder discutir o tema desse grupo que é as psicopatologias contemporâneas e nada melhor do que começar com o texto o mal estar na civilização dado que é um texto de 1929 Publicado em 1930 mas que quem teve oportunidade de ler ou de reler Deve ter encontrado alguns pontos assim que mostram a atualidade desse texto né um texto assim que a gente consegue dialogar com ele muito na nossa contemporaneidade então eu vou eu vou começar colocando aqui algumas provocações Mas você se sintam à vontade para participar no momento que vocês quiserem Tá porque como eu
falei não se trata de uma aula mas se trata de um encontro então fiquem à vontade para vocês contribuírem com as perguntas ou com os comentários ou coisas que às vezes a gente não viu aqui que vocês viram de interessante vocês gostariam de trazer para a gente tomar nota né registrar e que a gente possa reverberar isso depois no nosso grupo de pesquisa bom esse texto Tem já uma polêmica no próprio título porque ele foi traduzido para nós como o mal estar na civilização porém o título dele original em alemão é das um berraghen undercultur
quer dizer seria a tradução mais literal o desconforto na cultura é entretanto o James strachek que é o tradutor das obras né o responsável pela tradução das obras do Freud para o português né que você sabe que vem do inglês Seguindo a linha de tradução do francês e do espanhol acabou optando por colocar o mal-estar na civilização e sobre essa questão Freud tinha afirmado algum tempo antes num texto anterior que vocês vão ver que é o futuro de uma ilusão nesse texto de 1927 tinha afirmado nesse texto de 3 anos antes que para ele não
faria muita diferença empregar essa distinção entre cultura e Civilização Então se vocês pegarem por exemplo as traduções da imago e da companhia das Letras vocês vão encontrar o mal estar na civilização se vocês pegarem a tradução da autêntica ele já colocaram como mal estar na cultura então a gente não vai entrar aqui nessa questão conceitual das diferenças entre cultura e civilização assim generalizando então para entender que se trata o mal-estar nos tempos atuais né então a gente vai Deixar um pouco essa questão da tradução de lado não vamos nos deter muito nisso uma outra coisa
interessante que tá no entorno desse texto é falado pelo Jean Michel kinou Jean escreveu um manual que eu recomendo muito ele é muito interessante que se chama guia de leitura da obra de segundo Freud é um livro caro mas vocês podem encontrar ele em PDF por aí muito facilmente e o Jean Michel o que que ele diz a respeito desse texto o mal estar na Civilização ele fala que esse texto foi escrito por Freud nas férias de verão dele em 1929 partindo de uma provocação feita por Roman Roman Roma Roland foi um escritor francês que
inclusive ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1915 e é por isso que vocês devem ter observado que ele inicia o texto sobre o mal-estar ali na primeira sessão né logo de partida escrevendo muito essa crítica que romã Rolan fez a ele no texto anterior o futuro de uma ilusão sobre as fontes do sentimento religioso é por isso que ele se detém assim logo de início dando muita ênfase essa questão daquilo que romã chamou de sentimento Oceânico né como sendo a fonte da religiosidade então Freud inicia o texto na primeira sessão respondendo ao comentário de
Roma rolan sobre o futuro de uma ilusão Como eu Disse texto de três anos antes né 1927 porque naquele texto Floyd havia dito que a religião seria uma espécie de ilusão e Roma Roland não não concorda com Freud nesse sentido né Então vai criticá-lo né e ele disse que Freud teria negligenciado a verdadeira fonte da religiosidade dado que Romano julgava abre aspas né porque ele disse tratar-se de um sentimento que ele Gostaria de designar como uma sensação de eternidade um sentimento de algo ilimitado sem fronteiras ou seja um sentimento Oceânico é essa questão que o
Jung deve ter dito algo semelhante como sendo uma participação Stick aquela participação Mística naquela sensação de solução no todo né que é muito característico das religiões então o que que Freud diz a respeito disso né que eu tô tocando nessa questão porque Freud vai atravessar o texto todo Tocando esses aspectos religiosos né então ele vai sempre pontuar Então acho importante a gente delimitar isso e eu não sei se vocês sentiram alguma dificuldade nesse início do texto porque ele parece um pouco árduo no começo né até que Freud começa a sentar o raciocínio dele essas primeiras
cinco seis páginas elas são um pouco mais áridas e depois a coisa vai se esclarecendo um pouco melhor então ele diz o seguinte na página 82 da minha Edição que edição acredita ele se referindo a Roma rolan que uma pessoa embora rejeite toda crença e toda ilusão pode corretamente chamar-se a si mesma de religiosa com fundamento apenas nesse sentimento Oceânico quer dizer sentimento que Freud não acreditava possuir então aqui o que o que romã rolan tá pontuando Seria algo que a gente vê nos tempos atuais das diferenças entre religião e Espiritualidade talvez a atitude espiritual
atravessada por uma por um sentimento Oceânico portanto não [Música] exigiria necessariamente a filiação a um sistema de crenças religiosas né então seria tratasse de algo mais Capítulo do que meramente um sistema de crenças religioso E aí Freud vai entrando um pouco mais nessa questão Quando ele vai se aproximar da psicanálise quando ele cita vocês devem ter visto isso um dramaturgo alemão é chamado Cristian de triste grave e o que que ele vai dizer é um dramaturgo alemão muito pessimista se vocês pesquisarem um pouco mais vocês vão ver um algo mais a respeito disso na página
82 ele vai dizer que nós não podemos pular para fora deste mundo quer dizer de alguma de alguma Forma há um sentimento de indissolubilidade não sei se existe essa palavra me corrijam se não existe mais não é possível sim de qualidade né tipo assim aquilo ali não tem jeito tá aqui tem que e no sentido de que não há como nos separar do todo quer dizer nós não podemos pular para fora desse mundo há de fato uma base que nos conecta de um modo geral né quais são portanto as Origens desse sentimento Oceânico porque é
um sentimento de dissolução no todo que nos une né então faria as pessoas comungarem né mas isso aqui as religiões ou que o sentimento espiritual de espiritualidade proporcionaria as pessoas né então Freud tá dizendo aqui algo nessa linha mas ele não vai abordar pelas vias da religiosidade ele vai abordar pelas vias do desenvolvimento do Ego né quer dizer de onde provém esse sentimento de que Nós fazemos parte do todo Essa é a questão então ele vai tentar explicar as origens desse sentimento Oceânico não pelas vias da espiritualidade mas pelas vias da pesquisa psicanalítica pela observação
do desenvolvimento do id e do Ego Então esse é o caminho paralelo que ele vai utilizar para tentar explicar as fontes desse sentimento religioso né então ele vai abordar o assunto pelas vias do Desenvolvimento do eu né então ele cita esse esse autor né esse literato para dizer disso assim de que indiscutivelmente nós estamos ligados ao mundo externo não tem como nós pularmos para fora desse mundo né esse mundo externo nos afeta né vejam até o momento que nós estamos atravessando que é o momento de extrema polarização política e a gente abre as redes sociais
Ou nem precisa de redes sociais você põe o rosto para fora de Casa e você vê como que a cidade tá dividida né como que as pessoas estão divididas você senta em qualquer lugar para conversar com as pessoas e tem o tempo todo uma discussão acontecendo né quer dizer não tem como a gente ficar imune ao que está acontecendo no mundo ao nosso redor né então nós somos assim resultado desse mundo nós somos produto desse mundo dessa cultura na qual nós estamos inseridos não tem como a gente Se afastar disso pelo menos não sem muito
sofrimento né é o que ele vai pontuar mais para frente então quando Freud vai pegar essa via do desenvolvimento do eu para explicar as fontes desse sentimento religioso ele vai falar que se existe uma certeza é a certeza do sentimento de ser quer dizer se tem alguma certeza que nós temos é de que nós somos e existimos de alguma forma o sentimento de ser ou seja o sentimento do nosso próprio selfie de Nós mesmos como distinto daquilo que nos cerca então de alguma forma o desenvolvimento psíquico que nós alcançamos nos possibilita reconhecer que nós somos
indivíduos separados desse mundo externo então ele vai dizer que na página 83 que o ego que nos aparece como algo autônomo e unitário distintamente demarcado de tudo mais Então esse sentimento de unidade né que Nós temos entretanto Existem algumas considerações a ser feitas porque a coisa não é tão simples assim do ponto de vista do eu versus mundo externo essas fronteiras de demarcação parecem estar um pouco mais nítidas e um pouco mais distintas entretanto nós não podemos fazer essa mesma afirmação em relação ao eu e ao isso em outras Palavras o ego e o it
eu vou falar de eu isso mais pelo Rigor dos termos mais entendam que é em termos de tradução é a mesma coisa o ego e o ide essas distinções porém não são tão Claras assim quando se trata de eu e o isso Então essa gradação não é nítida e Freud vai dizer que o eu serve como uma espécie de fachada ou usando a expressão que ele utiliza ele possui uma aparência enganadora em relação a essas gradações que ele tem com ide Então eu fico Imaginando numa imagem como se fosse um poço sabe um poço daqueles
de tirar água lá do fundo que você vai com baldinho assim com uma corda ali tem uma superfície lá no fundo tá o nível da água ali tem uma camada que não é muito clara a gente sabe que ela vai se aprofundando mas as gradações dessas camadas não são muito Claras e aonde que começa o começo do poço e aonde que é o fundo do poço ele tem uma série de gradações que não são muito nítidas né Embora a gente saiba que lá em cima é a superfície e embaixo é a profundidade onde está a
água né mas existem camadas que não são muito distintas então é mais ou menos assim que ele pontua essa relação do eu e do isso o eu como uma fachada E aí ele vai fazer algumas provocações que eu também achei interessantes Como por exemplo o auge do sentimento de amor que são situações nas quais essas Fronteiras entre o eu e o outro não são muito Claras também quer dizer primeiro ele diz que é mais fácil reconhecer as fronteiras entre o eu e o mundo externo mas depois ele vai dizer será que é tão fácil assim
imagina uma pessoa apaixonada que meio que se funde com a outra se mescla com a outra e essas fronteiras já não se distinguem tão claramente assim [Música] um outro até usa assim uma expressão Entre aspas aqui né Eu e você somos apenas um né os ritos religiosos do casamento falam dessa unidade que se estabelece no matrimônio né não é uma unidade entre duas pessoas são duas pessoas que continua sendo duas pessoas mas o amor a crença que nós temos no amor né a crença ocidental que nós temos no amor nos leva essa ideia de que
depois que nós nos unimos alguém nos tornamos um apenas né quando na verdade não nós continuamos sendo dois haja Visto que acontecem nas separações né um outro caso também [Música] lá na parte na parte 3 entre a parte 3 e a parte 4 ele ele coloca esse amor como um risco tudo bem O amor que as pessoas vão vão olhar para isso como uma solução de saída desse mal-estar mas é um risco é um risco que se corre ele coloca vários tipos de risco um desses que você colocou a Separação o outro é o risco
de dar angústia de você burlar os seus desejos e se manter na monogamia né e uma série de restrições sociais que ele coloca então ele coloca o amor sim mas é um risco não é a solução ele vai dizer disso sobre uma das possibilidades de se evitar o sofrimento mas que traz consigo vulnerabilidades quer dizer quando a gente ama a gente encontra prazer no amor nas relações Amorosas Mas elas vêm acompanhadas de algum nível de sofrimento e de vulnerabilidades então é uma balança instável né que tem os seus riscos também então ele vai dizer do
amor como uma um exemplo de que essas fronteiras entre o eu e o outro não ficam muito Claras nessas situações amorosas intensas né vejam ele tá pontuando isso tentando descobrir as origens dos Sentimentos Oceânico que esse sentimento de ligação Comunitária né a ligação do eu com o todo ele tá pontuando nessa linha que ele tá percorrendo essa linha de raciocínio um outro exemplo que ele dá que é muito interessante do ponto de vista clínico E aí isso diz muito respeito às patologias contemporâneas que a gente está estudando que a gente está se propondo a estudar
são patologias graves como estados limite ou quadros psicóticos Nos Quais a fronteira entre o eu e o outro não fica muito bem delimitada um exemplo muito clássico disso nos Estados limite é a sensibilidade ao abandono essas pessoas dentro desses quadros clínicos né dessas estruturas clínicas ao menor sinal de abandono real ou Imaginário entra em parafuso elas entram em crise grave né vejam que tá por trás disso são questões narcísicas né o outro é espelho do meu eu essas Distinções não se fazem muito Essas são as modalidades sofrimento contemporâneo então a gente vê isso aqui por
exemplo nos Estados limite e vemos também nas estruturas psicóticas que são assim recheadas de projeções né ou aquilo que o lacancha Mod foraclusões que são atribuições ao mundo externo de conteúdos próprios do Ego que foram rejeitados para usar uma expressão freudiana rejeitados do Ego ou para usar Uma expressão lacraniana foracluídos no real mas que Retornam no simbólico sobre a forma de delírios e de alucinações então vejam que existem quadros clínicos que põe a prova essa ideia de que as fronteiras entre eu e o mundo externo são nítidas elas não são nítidas quando você falou que
nesse trecho do livro aqui né que ele fala que nunca nos achamos tão em defesa contra o momento como quando amamos né Aí ele fala aqui porém não é isso porém não lhe critica Com a técnica de viver baseada no valor do amor como no meio da felicidade eu pensei muito é isso na sociedade hoje que vive muitas relações superficiais Ou seja você não quer correr esse risco com relação ao outro e por isso você se fixa numa divindade ou numa espiritualidade onde você sabe que aquele deus aquela ele nunca vai te abandonar então você
fala assim aquilo ali vai me suprir Então você começa a afastar o outro é talvez nessa nessa Maluquice que tem hoje né assim eu não quero sofrer eu não quero as coisas são muito superficiais e aí a gente vê também é todo esse radicalismo né Principalmente agora aqui no nosso país o mundo inteiro também nessa coisa com a religiosidade né A Entidade então assim a gente aquilo ali é que vai me salvar aquilo ali que nunca me abandona Eu só preciso disso eu não preciso de mais nada e eu acho que isso realmente gera essa
uma doença né um Problema que a gente vê que a sociedade hoje vai ser muito nisso quando eu li sim esse texto aqui pegando o ponto daí da igreja da religião né a gente pega por algo que nunca viu a gente acha que sente a gente acaba até sentindo de verdade né mas não é algo concreto a gente pega pela fala de uma outra pessoa que a gente julga ser né tá mais acima da gente e a cata isso como verdade e Acredita e sente no corpo fisicamente Perfeito nós sempre temos aqueles vazios né Nós
nós constantemente temos uns vazios que a gente está sempre procurando suprir E aí é E aí essa essa esses vazios Como existe essa essa entidade que ela é está em todos os lugares ao mesmo tempo está tudo vê tudo pode estar em todos os lugares então tipo assim todo esse meu vazio ele pode ser preenchido com isso isso quando eu digo não é só essa Religião né todo esse fanatismo seja lá de qualquer tipo meu Deus isso é uma coisa que leva a pessoa tipo assim tudo que me falta vai ser preenchido por isso que
pode tudo que tem em todos os lugares que está acima de todas as coisas e nisso também até escrever que é o que que a gente vê de semelhante a gente encontra de semelhante na gente no outro aí a gente vai atrai né aquela sensação de amor e o que Quer diferente eu repúdio ou odeio aí fica essa essa relação de amor ódio que é também uma das coisas que tá isso que você descreveu Simone é remete a uma posição que Freud vai trazer nesse texto inclusive você deve ter visto isso né uma propensão a
introjetar e reconhecer como interno que é bom E aí projetar né expulsar e reconhecer como ruim aquilo que é de fora que é aquela posição que Melanie clain chamou de posições quis Paranoide né o bebê projeta aquilo que é ruim repulsa descarrega no externo aquilo que é desprazer e retém e reconhece como interno aquilo que é o prazer Por que que isso acontece né retomando aqui o texto a gente vai tecendo essa essa teia de reflexões porque que isso acontece porque o desenvolvimento do eu é gradativo ele não é uma estrutura pronta inata ele se
diferencia a partir do it do isso Na camada que se relaciona com o mundo externo Entretanto a própria noção de eu e de corpo inicialmente não é muito bem clara para o bebê né ela não é Clara o bebê ao nascer não tem consciência de si ele não tem consciência das dimensões do seu corpo do seu corpo como um objeto Total não há essas essas fronteiras de distinção elas não são Claras né e eu diria até mais que no adulto principalmente nesses quadros que a Gente acabou de citar estados limites quadros psicóticos essas fronteiras também
continuam sendo prejudicadas haja Vista que o Psicótico atribui a realidade externa fragmentos do seu próprio corpo que foram rejeitados né então isso é um sinal de que em patologias graves essa estruturação não se deu adequadamente Mesmo durante a vida adulta né então esse desenvolvimento do eu é gradativo vai ser no construído ao longo da vida então O que que fraude vai dizer na página 84 abre aspas para Freud aqui uma criança recém-nascida ainda não distingue o seu ego do mundo externo como fonte das Sensações que fluem sobre ela ele aprende portanto gradativamente a fazê-lo reagindo
a diversos estímulos então no tocante a esse desenvolvimento do eu é importante a gente perceber que essa distinção entre eu outro ou de outra Forma entre dentro e fora entre as gratificações obtidas no próprio corpo são aquelas alto eróticas e aquelas obtidas através do corpo da mãe como o objeto externo que se afasta eventualmente nos cuidados maternos eventualmente essa mãe se afasta e só através de uma ação especial é que essa criança vai conseguir fazer com que essa mãe reapareça que via de regra o choro né Então essa mãe nutre ela faz a criança se
acalmar mas eventualmente ela Precisa se afastar e a criança vai ter que desenvolver dispositivos para fazer com que ela se reapro então vejam que importante isso que é o que explica eu não vou dizer que explica mas que é importante é Central na compreensão do funcionamento Psicótico se essa mãe não se afasta e dá espaço para que esse vazio surja essa dualidade interno externo não se constitui Então o que a gente vai observar dentro Do funcionamento Psicótico é que essa mãe é narcisicamente colada ao corpo do bebê e se não há um espaço para que
esse vazio se constitua para que a criança possa tentar simbolizar a mãe na sua ausência Esse eu não se constitui como uma unidade que ele vai permanecer ligado a identidade da mãe então ele vai permanecer nessas fronteiras Distintas entre eu ou outro entre dentro e fora ele não se constitui portanto como uma unidade né então vejam que aquilo que o winnicott chamou de mãe suficientemente boa diz respeito a esses cuidados maternos essa mãe tem que ser suficientemente boa ela ela não pode ser extremamente nutridora mas ela também não pode desamparar o filho pelos seus cuidados
né então é algo que é algo que se Constrói na verdade porque a mãe não vem com manual de instruções para saber quanto tempo que ela tem que ficar perto quanto tempo que ela tem que ficar longe eu tenho que esperar ele chorar eu tenho que vir sem ele chorar eu tenho que dar na boca dele não é uma coisa que se faz enquanto se descobre o que quer ser mãe né é algo assim que a gente não pode dizer que é do instinto porque não existe instinto materno assim existe uma mãe que se constitui
na experiência da Maternidade que vai descobrir o que é ser mãe mãe e claro que isso vai partir de referências que ela recebeu seus cuidados também parentais né então tem todo uma Trama de experiências por trás que vão ser decisivas para que isso ocorra Mas voltando àquele ponto que a Simone trouxe nesse primeiro momento o que há é aquilo que Freud chamou de um ego do Prazer puro que é movido pelo princípio de prazer então o que é que Significa esse ego do Prazer puro a criança reconhece como seu aquilo que é bom e lança
para fora tudo aquilo que ele causa desprazer esse movimento de ambivalência que a gente vê no funcionamento psíquico do bebê entretanto aos poucos com a influência do mundo externo e na medida que essa criança vai se desenvolvendo começa a entrar em cena um outro princípio que até então nós estamos Falando de princípio do Prazer mas começa a entrar em cena o outro princípio que é o princípio da realidade porque aí vai haver uma outra desconstrução na medida em que a criança vai perceber que essa relação dentro prazer externo desprazer essa relação não é necessariamente verdadeiro
o tempo todo ele vai aos poucos descobrir que a fonte do prazer pode ser externa E que a origem do desprazer é interna então isso vai fazer com que haja uma espécie de reviravolta nesse funcionamento primário né nesse princípio de prazer para entrar em cena o princípio de realidade quer dizer essa relação então prazer dentro desse prazer fora vai sendo aos poucos desconstruída então o Originalmente o ego inclui tudo tudo é interno externo tudo misturado não há essa distinção nítida Mas aos poucos a noção de externo vai se separando da ideia de interno no psiquismo
do bebê nós estamos falando aqui do desenvolvimento do eu né mas o mais interessante de tudo isso é que na experiência com o mundo externo nós introjetamos assim ou criamos representações desses objetos externos e criamos dentro de nós uma representação singular da nossa experiência com esses objetos externos né então muito do mundo Externo está dentro de nós de alguma forma é como você conhecer alguém ou viajar para uma cidade ou ir a um restaurante você cria uma representação sua de como foi a sua experiência com aquela pessoa com aquele lugar com aquela cidade etc e
tal então a gente cria internamente também representações do mundo externo então Freud vai dizer que em certas pessoas Esse sentimento primário do eu de vamos dizer assim de representar e a capturar vivências do mundo externo dentro de si persistiu ao lado do sentimento mais estrito individual do Ego do eu onde nós poderíamos então observar com maior com maior força esse a presença desse sentimento Oceânico que foi descrito por Roman rolan então o que que ele vai dizer que ele discorda portanto de Roma Rolando que esse sentimento Oceânico não seria algo inato mas ele reconhece que
estaria presente em muitas pessoas com uma espécie Vejam Só como que a visão freudiana tem que lembrar ateu né gente então ele tá tentando buscar pelas vias da psicanálise uma explicação para algo espiritual mas o que ele vai dizer é que esse sentimento Oceânico seria uma espécie de remanescente de um sentimento primitivo do Ego de incluir tudo E de não conseguir discriminar claramente o que que é o interior e o que que é o exterior e que em maior ou menor medida está dentro de todos nós haja Vista os exemplos que a gente deu o
amor as patologias que a gente citou mas em maior ou menor grau esse sentimento de ligação do interno com externo tá em todos nós operando a gente não precisa ir às patologias grátis a gente pode pensar nas pequenas situações do dia a dia né Como as identificações projetivas as pequenas projeções que a gente faz quando a gente conhece alguém e fala assim ah não sei porque eu não fui com a cara dessa pessoa essa pessoa nunca te fez nada né você não foi com a cara dela por quê Mas você tá projetando alguma coisa tua
naquela pessoa que você nem sabe o que que é vejam como que essas fronteiras não são nítidas né a gente tá o tempo todo atribuindo aos outros coisas nós Esperando dos outros alguma coisa que reflete uma carência que nós temos de coisas de outro lugar da nossa história né então isso não é não é uma fronteira nítida nem nas patologias e nem na suposta personalidade assim dita como normal né então respondendo a questão que Freud coloca na primeira sessão se esse sentimento Oceânico pode ser considerado a fonte da religiosidade para Freud Não não pode ser
considerado a fonte da Religiosa religiosidade porque para ele então a origem desse sentimento religioso remonta a um sentimento de desamparo infantil e de um Anseio de proteção paterna diante desses perigos do mundo externo aliado a um resquício de uma ilusão infantil do mundo na qual haveria um pai ilimitadamente engrandecido quer dizer esse pai que não importa a quantidade de bobagens que você vai fazer ele sempre Vai te perdoar ele vai te proteger ele vai zelar por você então que ele vai dizer é que a fonte do sentimento religioso é a preservação dessa ilusão infantil de
que um grande pai ilimitadamente bom e grandioso nos protegerá dos males desse mundo externo então é essa visão que ele traz né no texto anterior o futuro de uma ilusão e que ele dá uma espécie de continuidade na introdução do texto o mal estar na civilização Paulo por favor É aquela coisa de a constatação do princípio de realidade que eu tô naquele processo do princípio de prazer a Simone tocou nesse assunto trouxe a criança é quando a criança se depara com aquilo que pode aquilo que não pode e Mas até então tinha na mente algo
que eu posso tudo e alguém me valoriza por isso alguém me protege alguém me dá aquela sensação de que eu estou Protegida por tudo é o pai é o pai né e o princípio do Prazer tá inserido aí por que que eu tenho esse princípio de prazer porque eu posso tudo e eu não tenho essa condenação porque eu não sei o que é condenação eu não sei o que é o que é isso ainda E aí entra o pêndulo da sociedade que é prazer e desprazer aí entra o mal-estar então quando ela vai se constituindo
se deparando com esse princípio de realidade Esse pêndulo começa a fazer mais sentido né acho que é isso né perfeito perfeito e é quando ele entra nessa sessão número 2 onde ele vai vocês devem ter visto isso falar sobre a tentativa de sermos felizes nesse mundo e quais são as possibilidades que nós temos de atenuar o nosso sofrimento é causado pela necessidade de abandono do princípio do prazer que não sustenta uma vida no mundo real Porque se a gente ceder ao prazer única e exclusivamente ele pode retornar para nós com consequências catastróficas então viver única
e exclusivamente do prazer pode nos destruir e daí a necessidade do princípio de realidade entrar em cena Para viabilizar essa felicidade essa é uma questão que diz respeito ao significado da Felicidade né o significado da felicidade do ponto de vista psicanalítico E a felicidade não pode então ser confundida com prazer ela envolve Prazeres mas ela não é necessariamente equivalente ao prazer porque nós na tentativa de sentir prazer podemos sofrer muito ou sentimos um prazer que não traz felicidade que é muito comum de se observar né a busca por satisfações é momentâneas Na tentativa de preencher
algo uma infelicidade um tédio um vazio Mas que são tentativas assim que não se sustentam elas são muito fugazes elas são momentâneas demais e aí se entra também nisso que a gente trata dentro do escopo das psicopatologias contemporâneas como as compulsões esses desejos irrefreáveis né de sentir prazer mas que venha acompanhados de muito sofrimento posterior a realização desse prazer na compulsão por comer a compulsão por comprar por bebê a compulsão Por Sexo Drogas emoções perigosas né E todas as consequências catastróficas que isso pode trazer então nessa tentativa de abordar possibilidades de atenuar o sofrimento Freud
vai dizer que há algumas possibilidades né então eu vou pontuar aqui com vocês e a gente pode pensar isso a luz do funcionamento do sujeito contemporâneo Ele fala de medidas paliativas né algo assim que não resolve né é um paliativo assim não resolve porque esse desprazer está constantemente nos acompanhando Mas a gente pode tentar atenuá-lo Então essas medidas paliativas para ele aqui na página 93 do texto são derivativos poderosos satisfações substitutivas e a substâncias tóxicas Olha só como isso é contemporâneo para Nós né como derivativos poderosos ele cita sim de uma forma meio ampação assim
não sei se meio obscura né mas ele Cita uma obra do Valter chamada Cândido e qual que é a história do Cândido de Walter Cândido é um personagem que era um grande otimista tanto que o título do livro se chama Cândido ou otimista mas que aos poucos vai substituir esse otimismo daquela máxima tudo vai pelo melhor no Melhor dos mundos possíveis até que ao final da história né vou ter vai subverter essa máxima pelo devemos cultivar o nosso próprio jardim o que que ele quer dizer com isso ele não deixa Claro mas ele vai assim
meio que se ajustando né Acho que eu que fora de dar a entender é algo na linha da gente pensar que esse otimismo assim tudo vai ficar bem né Como diria o Gilberto Gil tudo vai dar pé mas por algo assim o Melhor que a gente pode fazer o que que você pode fazer de melhor não é assim a gente pode cultivar o que é possível né no nosso próprio jardim Então isso é uma espécie de derivativo dessa infelicidade digamos não vou ter que trazer né Mais ou menos é algo por aí é exatamente mente
uma coisa diferente vou tentar alcançar a felicidade naquilo que me Tá o meu alcance né O que diz respeito a mim ele vai falar também das satisfações substitutivas que para eles são aquelas que são mediadas pela fantasia Como a arte a ilusão a nossa própria fantasia né a gente tem sonhos a gente estuda a gente trabalha porque a gente quer crescer a gente se imagina no futuro a gente se agarra em acordar de manhã e travar a batalha que a gente tem que travar todos os dias acreditando que Isso no futuro vai nos trazer coisas
boas será que vai se a gente parar para pensar nisso a gente não levanta de manhã então a gente tem que acreditar em alguma coisa né a gente tem que fantasiar sobre algo que vai nos trazer algo de bom no futuro né acreditar em algo aqui também não é só disso que se trata né se trata também da arte da apreciação estética de uma série de coisas que podem nos extrair pelo menos Momentaneamente da dor e do sofrimento e por fim a substâncias tóxicas que acho que até desnecessário dizer como que elas mexem com a
química do corpo e nos trazem Prazeres momentâneos atenuam o nosso sofrimento mesmo que momentaneamente Sim essa é a realidade é me permite né tipo assim então assim eu vou tentar ser feliz eu vou tentar [Música] Sabe na realidade eu queria um suco de laranja mas só tem limão entendeu então vai limonada então vou ter que fazer um suco vai ser limonada não dá para ter o suco de laranja então assim a gente é aquilo que a realidade vai permitindo porque na realidade aquilo que nós gostaríamos efetivamente de ter né a civilização nos escolheu e em
quase tudo então o que que a gente faz a gente pega dentro daquilo que é possível a gente procura obter algum prazer alguma Felicidade né E talvez até fantasiar que é feliz porque é só aquilo que tem ela como diz o outro é o que tem para hoje né então vamos pegar eu acho que foi muito isso essa pressão da sociedade muito sabe não dá para a gente fazer o que a gente quer a gente ser feliz então ele vai chamar isso aí Lívia de uma certa flexibilidade puncional que é a aplicação do princípio de
realidade né Como você falou eu quero suco de laranja não tem de limão eu vou naquilo que pode como alternativa me satisfazer Então essa flexibilidade puncional é que nos traria algum tipo de alegria né ou de pelo menos eu não digo de tanto de alegria mas pelo menos de evitação do desprazer porque aquele também vai pontuar uma balança onde ele vai dizer que nós passamos muito mais tempo buscando evitar o desprazer do que sentindo o prazer efetivamente Então ele vai dizer de uma meta positiva de uma meta negativa né a busca pelo prazer seria aquilo
que efetivamente nos Faria sentir felicidade mas nós atuamos muito mais em meios de evitar o desprazer do que em meios de obter o prazer e evitar o desprazer não traria a mesma sensação de felicidade do que aquela de obter o prazer né então isso é um ponto importante também mas é a submissão ao princípio da Realidade né deixando a obtenção do Prazer portanto em segundo plano sim tem uma uma relação uma relação muito muito forte aí no que diz respeito a disso que a gente está discutindo dentro da sociedade a demanda do corpo né a
demanda no corpo em que sentido busca de técnicas diversas para obtenção de um de um resultado que seja imediato Acho que é uma relação de quando fala em sociedade nesse nesse objeto de estudo nosso mal-estar é uma relação de imediatismo Eu quero um resultado rápido por um sofrimento que eu tenho um sofrimento que talvez eu não consiga enxergar assim de imediato mas eu sei que é um sofrimento e eu preciso de um certo resultado rápido e que dê uma medida de uma relação custo-benefício é Eu tenho que me esforçar pouco para obter o resultado rápido
né Eu acho que é isso que a Isabela também tava colocando de um de um de um outro jeito e esse esse meu esforço eu eu pago um preço por isso aí a gente já pega um mal estar eu pago um preço alto por isso esse preço talvez na demanda do corpo vinculado a uma questão de sociedade aí A gente pode colocar várias um bauma no meio a gente pode colocar né eu tenho essa sociedade que eu preciso estar nessa sociedade de um jeito qual Ela Me receba tipo de corpo um tipo de cabelo um
tipo de hoje em dia a gente vê isso muito tipo de pele tipo de E aí vem todas as outras consequências acima disso né tipo de olho tipo de bom e aí eu busco essas essas coisas a gente pode citar Várias é você citou ali a questão das drogas cirurgias plásticas mas não cirurgia plástica que devolve autoestima que constrói aquele que enfrenta a sociedade tô falando uma cirurgia plástica Por uma questão apenas e puramente o espelho né como eu me vejo a bebida só que isso tira momentaneamente a gente desse espectro do sofrimento projeta a
gente no mundo ilusório na Fantasia a gente curte só que a gente volta para a sociedade a gente acorda disso parece um chopenhauer né a gente tem esse prazer mas depois tem um tem um ódio porque esse prazer acaba depois volta para necessidade de novo e vem e fica nesse pêndulo de sofrimento você falou da cirurgias plásticas sem finalidades terapêuticas eu fico pensando nos procedimentos que Estão tão em moda atualmente de harmonização facial que fica todo mundo com o mesmo rosto né tem um rosto assim meio padrão né e fico pensando quando você disse isso
se não remete um pouco a esse sentimento de ego de prazer puro no qual todo mundo tem que estar meio dentro fora tem que estar meio interconectado sabe essa visão meio primitiva do psiquismo de que a gente tem que ser parecidos demais né então tem uma coisa meio Difundida nesse sentido e muito normativa como você falou de que a gente tem que se parecer E isso não abre espaço para as individualidades né que a singularidades tanto do corpo quanto da forma de pensar da forma de se vestir etc e tal então isso é massificado e
também o que você disse antes disso sobre soluções rápidas e você disse do preço muito caro e eu entendi que você falou o preço não o preço financeiro Mas eu também pensei no preço financeiro Porque na prática psicoterapêutica as pessoas querem soluções rápidas para problemas complexos e o apelativo disso empurrado pela esteira de consumo É o uso de psicotrópicos né o uso de psicofármacos melhor dizendo então um remédio que dê conta desse sofrimento rápido por favor enquanto o remédio tá trabalhando do meu cérebro eu vou cuidar da minha vida né Assim não tem espaço Para
para esse olhar né para essa redescoberta Então acho que tudo isso entra na esteira do imediatismo da Necessidade rápida de solução de problemas né que é parte de todo esse processo cultural que a gente está atravessando e quando você falou Paulo estava falando e eu tava lembrando desculpa te cortar putz segunda-feira tem que trabalhar eu trabalho sempre no luto Eu trabalho no luto é um luto constante caramba acabou o final de semana acabou esse meu prazer e agora eu vou para o desprazer e eu culpo isso eu construo esse luto dentro de mim a todo
momento E aí vamos pensar em quem depende do final de semana para ser feliz é tá perdido né porque a felicidade precisa ser encontrada como Freud vai dizer no final aqui dessa segunda sessão é cabe a cada um descobrir a sua felicidade né não existe uma receita de bolo Numa forma uma fórmula padrão para felicidade e mas imagina a vida de quem precisa chegar ao final de semana para poder ser feliz né então são se a gente pegar proporcionalmente os dias do ano né Essa pessoa tem pouco tempo de felicidade por ano são dois dias
na semana só em vista de 5 dias de trabalho quer dizer aonde que tá a felicidade nas pequenas coisas do dia a dia né onde que a gente consegue encontrar a felicidade Indo trabalhar no caminho para o trabalho numa conversa com alguém num café numa contemplação do pôr do sol ou do nascer do Sol quer dizer onde é que tá a experiência de felicidade nessas coisas né as pessoas não estão encontrando isso mais Então isso é realmente muito grave e você tinha pontuado antes também que eu não queria deixar passar sobre o Sofrimentos advínios do
corpo e fraude fala isso nesse texto também quando ele Vai falar dessas três direções do sofrimento né o próprio corpo o mundo externo e as relações com as outras pessoas então o seu comentário foi de encontro assim que nem uma bola de boliche nos três pinos assim Fez um Strike porque derrubou todos englobou essas três dimensões né o sofrimento do corpo Sofrimentos com o mundo externo e com a relação com as demais pessoas né satisfações Substitutivas satisfações substitutivas então ele vai falando aqui das vias de redução do sofrimento e uma delas poderia ser a busca
pelo controle das necessidades né que vai explicar aquela ideia de Por que que o proibido é mais gostoso né Essa coisa que as pessoas têm de que quando a coisa é proibida ela parece exercer um Fascínio fazer só porque é proibido parece que Excita mais né e ele vai dizer que abre aspas aqui para ele para Freud a irresistibilidade dos instintos perversos e talvez a atração geral pelas coisas proibidas encontram aqui uma explicação Econômica o que que ele tá querendo dizer com isso remete a um processo primário e é um princípio de prazer que há
muito está guardado dentro de nós vocês devem se lembrar que no nosso Desenvolvimento Infantil normal Nós fomos perversos polimorfos Toda Criança é um perverso é um perverso no sentido psicanalítico né que eu tô me referindo não há um sentido perversidade como maldade não necessariamente mas de que há um prazer parcializado né É um prazer que não se submete ao princípio da lei do princípio de realidade né dos limites da castração então isso remontaria a essas experiências de prazer há muito abandonadas em nós daí o proibido ser Tão interessante para algumas pessoas né E desculpa a
vontade Simone e eu acho que a religião também tem um papel importante nisso né porque ela enfatiza o cantando até aqui o recalque do desejo sexo drogas baladinha roupinha que você quer usar Então você recalca isso e também não é à toa que muitos que pregam isso cometem esses atos também né poligamia e as transgressões As transgressões né porque esse discurso não se sustenta ele não se sustenta a vida toda todos os momentos é muito mais uma meta que precisa ser alcançada perseguida para ser alcançada do que algo que pode ser aplicado genuinamente 100% do
tempo todos os dias minha avó falava nunca é tempo demais nunca é tempo de que é tempo demais nunca vou fazer isso é tempo demais Exatamente então ele fala desses deslocamentos de libido ele fala da sublimação nas atividades intelectuais como possibilidades de atenuação do sofrimento embora a sublimação não seja uma coisa fácil né a gente acha que a gente senta aqui ler um livrinho a gente está sublimando não é para todos sublimação Como o próprio nome diz é Sublime ela não é algo que se alcança o tempo todo a gente faz Essas atividades Laborais radiando
outras necessidades às vezes adiando deslocando suprimindo mas efetivamente sublimando são momentos muito raros né então atividade intelectual ele fala do trabalho O trabalho como uma forma de se colocar no mundo de não recuar diante do mundo embora vejam que é um texto interessante também porque é um texto de 29 Mas ele já fala aqui do trabalho que não Traz essa experiência de atenuação do Sofrimento porque a grande maioria das pessoas não escolhe com o que que elas vão poder trabalhar elas são obrigadas a trabalhar para sobreviver Então como que pode uma pessoa nessas condições obter
Felicidade com trabalho tá muito mais difícil para essas pessoas do que aquelas que podem escolher uma vocação para o seu trabalho né uma outra possibilidade que ele aponta é a via da Imaginação a via da fantasia havia da apreciação artística E Aí abre aspas aqui na página 100 ele vai dizer sobre a suave narcose aqui a arte nos hindus não faz mais do que ocasionar um afastamento passageiro das pressões das necessidades vitais não sendo suficientemente forte para nos levar a esquecer a aflição real então é algo que assim momentaneamente traz uma um torpor traz um
entorpecimento desse sofrimento mas que não é capaz obviamente de se sustentar aquela coisa assim de ir ao cinema vai assistir um filme ou de uma Galeria de Exposição ver quadros e ao museu e aquilo ali por alguns instantes é capaz de fazer a gente esquecer um pouco desse sofrimento cotidiano E aí aquele vai dizer também da via da rejeição da realidade aqueles que sentem a realidade tão penosa que a rejeitam e a recriam de acordo com seus próprios desejos o que leva as vias da Psicose e que resulta na loucura mas que porém é acompanhada
também do sofrimento porque não há Outros que partilham dessa loucura então ele é um Solitário não há outros que corroboram essa esse Delírio Então ela também não se sustenta como uma estratégia eficaz diga Simone nesse ponto aí eu fiz uma observação que as redes sociais né tem um papel lá que muita gente vive uma vida virtual que no real é não existe né muito bem colocado é uma fuga sim não deixa de ser uma fuga né Ou pelo Menos uma distorção em algum grau da realidade um pequeno momento né um pequeno momento difícil uma falsa
realidade Mas é uma tentativa de criar uma realidade né e o quanto também eu até perdi no momento que o Paulo tava falando Paulo não desculpa a Isabela tava falando é a Lívia é que ela tá com outro nome e o quanto a gente precisa se mudar para o outro né Não para gente que também causa essa fuga da realidade isso vai de encontro ao que o Paulo falou sobre esse pacto social que você precisa obedecer é um pacto normativo e implícito que a gente se sente coagido a pactuar ou a resistir a ele sabe
que no meu trabalho lido com com jovens da idade de indo prestar vestibular Então ensino médio e pré-vestibular e muito e muito a gente vê muito claramente as postagens no Twitter né terra de ninguém aquelas coisas assim absurdas e que muitas vezes não é somente uma uma fuga daquela realidade que ele tá construindo uma realidade nova uma fantasia uma realidade virtual mas é um escape de uma autoridade que é Presente mas que naquela realidade não é presente só que aí quer dizer o que envolve envolve um envolve que uma mensagem no Twitter uma mensagem falando
Twitter porque é o que mais se utilizam ela ela acaba chegando para nós como um lastro de denúncia as pessoas começam a falar olha fulano de tal tá falando tal coisa no Twitter alguma coisa assim E quando chega para o adolescente que não tem ainda aquela sensação da responsabilidade da consequência quando chega para ele ele se assusta Nossa foi eu que fiz mesmo ele se assusta e ele se assusta de uma coisa então eu vejo muito nesse processo ele o adolescente saindo desta [Música] pressão que ele tem talvez não seja pressão mas dessa autoridade ele
quer Sair disso ele quer buscar sua própria identidade seu próprio jeito e colocar da sua forma do seu jeito que às vezes a gente sabe que que arrebenta mesmo né machuca magoa destrói é como se fosse uma uma renúncia ao que tem dado na sociedade e o que aqui eu posso sem precisar responder algo maior Em alguns momentos acaba respondendo acaba encontrando também uma autoridade lá também acaba se dando mal e por aí Vai então eu vejo muito disso que você falou bastante na vida desses dos Adolescentes bastante não é não é pouco e agressividade
por exemplo é agressividade uma coisa assim muito grande que é exatamente é consequência disso que você acabou de falar agressividade em um local onde eu posso deixar essa pulsão falar mais forte eu posso deixar isso vir à tona e que eu não vou ter a represália dessa punção Da porção de morte né do Instituto de destruição né da do homem e quando ele tá no grupo ou seja o jovem na manada dele Nós também adultos quer dizer quando a gente se junta E aí vem aquilo que o Gustavo falou também de você querer se tornar
um com outro porque você se identifica você perde aquela sua energia é um pouco daquilo também do daquela da Psicose Gustavo você não quer abrir um espaço entre você e o outro você quer ser todo mundo quer ser igual Encaixadinho porque senão você não você não pode existir se você não tiver aquela aquela simbiose aquela coisa com o outro né Aí você não pode desistir então assim eu acho que tem essa coisa dessa agressividade também que fica toda reprimida quando você se encontra aí aí é tipo assim uma permissão sabe para você agora isso acho
que não acontece a gente vê muito talvez até as pessoas mais velhas porque assim a gente vê hoje na sociedade das Pessoas assim acima de 40 anos estuda assim sempre fala com pessoas que às vezes foram mais reprimidas ali tipo assim e que quando se unem agora a gente vê coisas assim ver barbares ver coisas absurdas então assim elas entram naquela naquela massa e aquele aquela pulsão explode aquilo ali da vazão aquilo tudo e ela é igual Porque se ela não foi igual também ela perde o sentido de identidade né ela precisa ser igual né
Muito Eu fiquei muito você falou aquele dia Paulo que você leu o texto você ficou muito assim né eu não tinha lido ainda mas eu vi várias noites ficar pensando nesse texto vocês acham que isso tem a ver com território onde a lei não alcança onde a vigilância não alcança eu fico pensando nesse meta verso né é uma realidade assim meio paralela né ou fico pensando também nas próprias Redes sociais como Paulo falou do Twitter me lembro na época que havia o Facebook e público mais jovem usava o Facebook à vontade aí quando os mais
velhos entraram no Facebook eles saíram no Facebook foram para o Instagram né aí os mais velhos descobriram o Instagram eles saíram do Instagram foram para o Snapchat para o Twitter então eles vão migrando para outras plataformas assim Buscando tá fora desse olhar vigilante né esse olhar da lei dos Pais né dessa vigilância Então tá nesse espaço aberto de grupos entre eles para poder dizer aquilo que eles não podem dizer sobre a vista de quem os controla né tem uma uma lógica não sei se eu consigo colocar aqui mas é como se fosse a lógica do
Capital que que eu quero dizer eu quero dizer que o capital ele tem diversas processos De revoluções e de destruição porque ele precisa oscilar para depois se manter forte isso ao longo de todo o processo histórico quando a gente olha para o jovem nisso que que o Gustavo tava colocando a Lívia é ele sai ele migra de um local onde a autoridade não está presente onde não tem mais o panóptico né do foco aonde não tem mais aquela aquela vigilância e que a gente sabe que a vigilância é hoje É outra ele sai da sociedade
disciplinar né do focou e vai para um lugar aonde não tem essa essa coisa da disciplina mas a hora que ele que ele se encontra ali o sistema o sistema chega até ele a vigilância chega até ele ele submeter aqueles que estão ali porque tem aquele cara que o dedo duro né tem aquele outro que que tem uma carga de moralidade e que quando Se depara com alguma coisa a qual ele propõe de agressividade ou de resposta a vida dele alguma coisa o outro sensibiliza e pega aquilo com umafeto e ou ele responde ou ele
chama uma autoridade para colocar ordem no recinto né para falar alguma coisa então quer dizer ele sai de um lugar vai para outro mas ele se depara com essa situações e aí vem aí Essa sociedade que Nós criamos tanto chega na parte 2 na parte 3 na parte 4 é tantas regulações Que Nós criamos e às vezes a gente quer fugir delas e as regulações foram criadas para a gente viver bem mas a gente não suporta mais tanta regulação a gente quer sair delas para poder ter um momento de sabe quando você quer viajar para
vou viajar para descansar Por que que você vai viajar para descansar porque o lugar que você está está te deixando cansado não é um choque que a gente vive nesse Meio isso faz lembrar aquela coisa que antigamente o carnaval tinha esse papel né a expressão a expressão que você mesmo usou é aquele período de licença me dá licença para não cumprir regras nenhum fica no carnaval exatamente e me lembrei também daquele filme não sei se vocês conhecem aquele filme como é que é um dia de crime uma noite de um dia de anarquia alguma coisa
assim que a sociedade americana criou uma lei Que um dia do ano por sei lá 12 horas alguma coisa assim nada é crime então tudo que você aguentou do seu chefe do seu vizinho do seu amigo sei lá qualquer pessoa se você falar nesse dia de crime lá e cometer qualquer infração você não vai ser punido eles chamam de o dia do expurgo aí você pode ir lá fazer tudo que você tem que fazer e você não vai ser punido agora tem o horário de começar o horário de terminar fora isso aí isso é punido
Normalmente E aí na ficção com a instauração desse dia a criminalidade Acaba Porque aí todo mundo Deixa para fazer só naquele dia que tá aí todo mundo pode se defender também pode atacar pode se defender também se te atacarem você matar a pessoa você também não vai responder por crime nenhum não então cria-se ali uma válvula de escape um dia do ano para todo mundo poder fazer o que quiser e aí a sociedade vive tranquila assim depois disso né então Acho que remonta um pouco essa essa questão é um período específico né é um período
à noite que o pessoal fica assim agora você tem aquele Clube da Luta que é durante o processo da vida né é Laranja Mecânica aquele mais antigo o táxi driver lembra Lembra o cara um dia de fúria lembra do dia sim você tem você tem esses processos que é dentro do seu universo de vida comum que você Parte para aí parte para luta não tem não tem por onde escapar né ele já nas redes sociais existe um astro e que às vezes a gente não percebe desse lastro a gente não tem essa noção Mas é
isso ele pensa num algo que tá lá e que é outro universo é que é outra existência eu eu tenho eu tenho salas de aula que eles utilizam computadores e são computadores que eles eles já vem com um certo esquema que não dá para colocar tanta coisa não dá para colocar Jogo não dá para colocar isso não dá para colocar aquilo não dá para colocar Ah mentira mentira isso o cara coloca o jogo que ele quer ele faz o que ele quer ele coloca o WhatsApp dele ele faz mentira balela ele descobriu ele descobriu isso
assim de uma forma ele chegou para mim um aluno chegou para mim disse Professor você disse que não dava para colocar um jogo tal aqui nesse computador então tá aqui ó e postou no Instagram e eu pedi para ele cara tira Isso pelo amor de Deus porque você tá indo contra ele tirou não só coloquei para você ver que é possível eu falei não já vi é possível tá tudo certo ele se encontram encontram possibilidades magníficas esse cara esse cara ganha um prêmio não é possível né então só para finalizar essa segunda sessão nesse ponto
que o Paulo tocou do paradoxo da civilização porque ela é uma criação humana para nos proteger e nos Trazer uma vida confortável e segura e feliz por isso nós nos agregamos em civilização Para vivermos juntos e em tese protegidos e felizes mas nos cobrando o preço de precisarmos refrear os nossos Prazeres as nossas necessidades maiores né então vivemos nesse mal estar nesse paradoxo Paulo O que que você viu de interessante aí a partir da sessão 3 você gostaria de trazer então a sessão 3 ela tem uma Continuidade toda ela a gente é né daquilo que
a gente está fazendo Mas uma parte uma parte importante assim para a gente começar é vou deixar a pergunta aqui para vocês para ver se a gente consegue responder ao final felicidade é possível felicidade é impossível deixar essa pergunta e olha só uma coisa o que que acontece o Freud coloca assim para gente é coloca um conflito a gente ao mesmo tempo tem que conjugar ausência de Sofrimento de desprazer com A experiência de um sentimento de prazer né então a gente tá nesse nesse pêndulo ou seja como é que a gente consegue viver nisso como
é que a gente consegue lidar com isso ele propõe e primeiro ele faz alusão a três pontos que são importantes para a gente para a gente começar a pensar nisso que é a gente vai lidar com a natureza não tem como fugir dela né não tem como ele coloca até prepotência da Natureza ele coloca até o poder superior da natureza não tem como a gente fugir disso todo mundo vai ficar velho todo mundo vai vai morrer todo mundo não tem como fugir disso você pode entender isso como uma força como uma agressividade mas a gente
tem toda a tecnologia começamos a falar isso no começo a gente tem toda tecnologia de tentativa de dominar a natureza acho que esse é um dos pontos da humanidade Inclusive a questão do clima né gente a gente às Vezes acessa o clima para ver se tá tudo bem satélites chega lá num determinado local chove né a gente tenta dominar a natureza ao mesmo tempo então a gente tensa esse ponto aqui a natureza é um outro ponto é a fragilidade do nosso corpo estes dois pontos eles estão altamente ligados essa força da natureza eles estão ligados
eles são reconhecíveis entre si e a fragilidade do corpo Fragilidade do corpo porque diante das questões físicas nós somos fracos não tem por onde fazer aí volta de novo aquela a plástica aquela uniformidade do corpo né todo mundo com de um jeito só mas não tem por onde fugir não tem por onde escapar chega um momento que fica muito nítido então São dois que são inevitáveis ele tá falando do século 20 ele faz alusão até a questões do século 19 para o Século XX mas a gente lendo olhando para o século 21 não tem para
onde não tem para onde fugir mas um terceiro ponto e que talvez seja o ponto de mais difícil aceitar é o ponto do relacionamento entre as pessoas é o ponto da daquilo que a gente havia colocado a gente cria as normas a gente cria as coisas e elas são insuficientes para sobrevivência da sociedade insuficiência de normas Nós criamos leis e nos rebelamos contra As leis exemplos simples existe a lei de um determinado de uma determinada velocidade numa rodovia mas a gente leva multa mas a gente conhece um cara lá no Detran que vai dar uma
força e que vai conseguir ajudar a gente o a gente cria três faixas na rua uma de acostamento da direita a gente tá viajando estamos parada um trânsito é ruim pegar trânsito a gente pega da Direita e vai embora Nós criamos isso e nós lutamos contra isso né a gente não consegue a gente se esforçou tanto para criar um ambiente onde podemos chamar de civilizado né e mas ao mesmo tempo a gente tem dificuldade de viver nele horário de trabalho horário de trabalho né a gente quer dar um jeito aí você tem Claro acho que
Freud não conhecia E se ele tivesse conhecimento seria mais uma obra dele o jeitinho brasileiro né talvez é uma coisa que psicanalistas da Europa não tem noção cara hoje tem noção Óbvio porque tem contato com a gente mas esse nosso jeitinho brasileiro de burlar as regras e regras que foram criadas por nós é esse é esse essa lanterna que o Freud coloca ali na sociedade né Tem uma parte que ele diz assim olha descobriu-se que o homem se torna Neurótico porque não pode suportar a medida de privação que a sociedade lhe impõe a gente é
neurose tá aqui a gente não consegue sair dela porque a sociedade impõe isso tá agora vamos lá quem é a sociedade somos nós criamos isso para conseguir viver nós queremos as leis quando elas nos dão prazer Mas queremos desafia-los quando elas nos impedem de ter prazer Quando elas são convenientes a gente quer que elas sejam seguidas né Sabe aquela coisa aqui próximo aqui de casa quem conhece Brasília sabe que Águas Claras é uma cidade que só tem prédios e aqui todo mundo tem cachorro e você vê as pessoas descendo e recolhendo as fezes dos cachorros
e aquela pessoa que não recolhe as fezes do cachorro deixa lá e eventualmente alguém vai pisar quando ela pisa nas fezes do cachorro de outra pessoa Ela vai praguejar a pessoa que não recolheu as fezes do cachorro então isso aqui a gente vê direto assim então quer dizer as regras existem mas quando elas me impedem de tolem a minha liberdade de alguma forma eu não quero seguir elas mas quando elas me beneficiam eu imploro por elas tem um jargão assim que não sei se todo mundo conhece mas é muito claro para mim Talvez isso venha
da infância de ouvir as pessoas falarem sobre isso tal é aconteceu determinada coisa aí você chega Nessa autoridade e pergunta e como é que a gente faz agora como é que a gente faz a gente sabe como a gente faz a gente vai pagar uma multa mas essa pergunta eu quero outra resposta não é não instiga outra resposta se eu chego para você e falo houve algum problema entre nós e um problema que vai gerar alguma coisa Referente a lei a uma Norma uma regra e você coloca essa frase e aí como é que a
gente faz agora né a gente sabe da resposta mas a gente quer uma outra fala assim mano eu só me lembrou do meu sogro meu sogro ele fala assim ó o guarda ajudou amigo e o amigo ajuda o guarda é exatamente isso que o Gustavo falou quando mexe com quando eu preciso da Lei eu vou na Constituição eu vou na Constituição eu vou no na Vara Cível vou nas pequenas causas eu vou quando eu preciso da lei Mas quando alguma coisa vai contra a esse o indivíduo aí ele entra em conflito com a sociedade e
quando ele entra em convite em conflito com a sociedade o Freud vai colocar que esse conflito com a sociedade o conflito com externo é um conflito interno antes de ser um conflito externo aí volta lá no começo que o Gustavo falou o id e o Ego e há um embate aqui e talvez a necessidade desse superego para colocar essa colocar ordem no barraco colocar ordem aqui né a necessidade disso e quem que seria isso o estado Claro fantasiando tá vamos apenas o estado para delinear uma ordem está de direito sobre os indivíduos para delinear uma
ordem de buscar talvez entre aspas uma paz mas internamente eu tô bufando né eu tô Sofrendo eu tô eu tô com uma úlcera eu tô com uma úlcera eu tô Fala Lívia eu tava pensando aqui porque essa na realidade o que a gente o que nos Incomoda sempre né a gente é quando nós somos impossibilitados de fluir né o princípio do prazer né de ter o prazer então tudo aquilo que Tori o nosso prazer incomoda então quando aquelas regras vem torem o meu prazer elas incomodam então o ser humano ele fica buscando sempre Fluir né
da do Prazer mas eu acho interessante bem aqui eu marquei aqui marquei até com várias estrelinhas aqui no capítulo 1 que ele fala que né Não sei não sabe chamar de felicidade no sentido mais restrito provém da satisfação de preferência repentina de necessidades representadas em alto grau ele tá sua natureza possível apenas com uma manifestação Episódio agora quando qualquer situação desejada pelo Princípio do Prazer se prolonga ela tão somente produz um sentimento de contentamento muito tendo somos feitos de só podermos derivar prazer intenso de um contraste e muito pouco de um determinado estado de coisa
então na realidade talvez é até essa essa busca pela pela pelo torimento seja até uma forma de você poder usufruir do Prazer porque se você nunca fosse Toledo entendeu é o que ele coloca aqui você Prazer deixaria de Ser prazer então é uma coisa que não existe sem a outra né então ele precisa o ser humano ele precisa ele precisa trazer ele precisa ser tolido na fruição do seu princípio do prazer para que ele possa sentir esse prazer e buscar essa felicidade que ele tanto almeja mas que essa felicidade ela só existe porque existe esse
prazer se não existe isso de prazer também não haveria felicidade né eu achei esse aqui uma coisa assim que foram as coisas que fizeram pensar muito Achei muito Lívia exatamente o que você o que você colocou e eu acrescentaria uma palavra aí é a questão da falta eu preciso sentir falta para ter a necessidade Lembrando que o Freud toca no assunto ali no nesse três e nesse quatro daquela daquela mãe das moedas a nanc que é a personificação da Necessidade então é necessário que eu sinta falta para ter o desejo novamente Você sabe aquele meme
que diz assim Freud foi lá e escreveu assim o melhor tempero é a fome aí alguém diz assim mais forte não podemos escrever assim aí ele falou assim então coloca aí o contraste entre o desprazer e o prazer faz sentir mais prazer prazer mais absoluto mais real mais ou menos isso se o prazer tiver sido obtido regularmente ele deixa de ser prazer ele se torna uma experiência muito tênue Então acho que vai Na Linha Do que vocês estão dizendo de que é essa oscilação é que potencializa a experiência de prazer essa essa coisa de substituir
o poder do indivíduo pelo poder da comunidade nos aflige demais parece que eu perdi as rédeas da vida né Eu não eu quero mandar lá no quatro ele vai falar que o homem mandava e que ele tinha a sua relação sexual e saía mas que depois Ele teve que voltar ele Sentiu necessidade de voltar que ele sentiu a falta e vai se constituir a sociedade aqui e aí então quando ele ele substitui o poder do indivíduo pelo da comunidade ele restringe a satisfação individual é exatamente isso ele restringe a satisfação individual e ao restringir a
satisfação individual é ele se frustra Ele frustra ele precisa procurar um psicanalistas né mas só assim ele consegue ser feliz assim ser feliz assim você sentir prazer segundo que foi diz aqui né que é você porque se ele não né então assim é necessário isso porque né exatamente ele fala cara ele tem que se submeter ele quer aquilo mesmo né no capítulo 4 ele quer ter o prazer sexual ele quer ter ele só para ele ter uma mulher o tempo inteiro Disposição dele ele precisa casar com essa mulher entendeu para que você possa usufruir dessa
mulher quando você quiser quando você faz isso você abre mão de muitas o homem abre mão de muitas outras coisas e aí a civilização vai colocando as regras e ele começa a se sentir tolido porque porque ele começa a fluir daquele prazer o tempo todo daquele que ele inicialmente quis e aí as outras regras Foram impostas pela pela civilização elas Proíbem que ele tem outros tipos de prazer porque foi exatamente aquilo que escreveu Como acabou de falar aquilo que é você tem toda hora né vai perder a graça se torna tendo e você não tem
mais aquela intensidade então ele precisa sair daqui só que ele não pode mais porque a civilização falou opa você não pode ficar pulando de galho em galho daqui para cá a gente tem que colocar uma ordem e é Essa ordem que impede que ao mesmo tempo impede que permite que Ele sim é muito o Leni fala para gente aí tá sem som tá sem som hoje ainda tenho ela mas que o outro fundador da Apple eles tiveram uma biografia um início de vida muito mas muito quem pesquisou quem já soube da infância do ela é
[Música] o início de vida extremamente privado Com muito sofrimento e depois eles foram crescendo desenvolvendo e descobriram ou criaram essas possibilidades do prazer da Necessidade que eles passaram muita necessidade muita necessidade emocional familiar então eles perceberam que eles criaram a necessidade eles despertaram a necessidade das pessoas e Inventaram a solução da Descobriram que se você cria uma necessidade na pessoa e você tem a solução você é milionário então o que que eles fazem o que que grandes inventores fazem eles despertam nas pessoas a necessidade que você tem e você nem sabia que tinha e ele
já entregou aqui na solução e eles vendem a solução E então eu acho muito interessante esses grandes gêmeos Eles já perceberam isso A grande privação na infância e a grande necessidade que eles tinham Mas ele já tinham Eles já criaram a solução só que eles foram publicar Eles foram divulgar essa solução depois passando de adolescência Então hoje os grandes investidores os grandes gêmeos os grandes milionários ele eles provém em respostas para grandes necessidades que as pessoas têm e Algumas necessidades você nem sabia que tinha a economia libidinal deles é toda canalizada para essa criação né
dá para ver é uma questão estética aí no meio né e a necessidade que eles passaram na infância que todos nós passamos na infância e depois disso eles conseguiram canalizar a solução para essas necessidades só que eles venderam essa solução É muito interessante analisar esses grandes gênios na realidade eles passaram por todas as necessidades e com já a resposta pronta eu acho que interessante é que esse tipo de coisa ele cria a ilusão de que a pessoa ela tem o controle que ela pode criar uma ilusão que ela pode obter um prazer segundo isso que
você colocou aí até com as redes sociais que aquilo ali ela tem controle sobre aquilo então eu acesso quando eu quero eu vejo O que eu quero eu faço o que eu quero então assim parece que você tem uma ilusão de controle né então ilusão de controle parece que é assim olha eu posso obter prazer a hora que eu quiser entendeu eu posso obter prazer a hora que eu quiser e eu acho que é por isso que se vende tanto Talvez assim né porque a pessoa tem essa ilusão esse esse ressuscitando aí de novo um
pouquinho do foco é esse vigiar e punir Né eu acho que não ninguém tá vendo mas eu sei que alguém tá vendo e tem uma punição mesmo que internamente esse esse ele dá para gente discutir assim muita coisa né Gente muita coisa eu posso puxar um pouquinho do lado quatro queria tocar no assunto do quarto que a gente já tá no sei como é que tá o nosso tempo posso o 4 tem uma tem uma questão Um que ele coloca Que envolve a questão sexo sexualidade sexualidade no mal-estar porque ele vai se perguntar o Freud
se pergunta é mas espera aí de onde que começou como começou esse mal-estar como que essas coisas começaram e quais as saídas para evitar esse sofrimento E aí a certa altura No começo é que ele coloca que o aqueles primitivos que foram descobertos que foram vistos né a não a palavra Descoberta mas que foram encontrados eu me lembro quando eu li essa parte eu lembrei de um autor chamado Michel de montanha quando ele fala do ensaios né eu lembrei do Michel de montei nos ensaios na parte que ele fala dos canibais por conta do encontro
que teve e o Michel de montanha ele faz a pergunta Quem é o Bárbaro é o homem civilizado europeu do século 16 17 ou é um índio que vivia na mata na floresta e Conservava essa floresta quem é o civilizado o índio come gente o Canibal por isso o capítulo né dos canibais por conta de uma questão cultural não por matar a fome já no século 16 e 17 o homem destrói a si mesmo por prazer aquele sentimento Oceânico que a gente conversou aqui no século XVI no século XVII é norma é regra é dominação
né E aí então o Fred vai nesses povos primitivos ele vai falar olha A um erotismo genital sensual sexual genital que é responsável por direcionar o homem primitivo a buscar as relações afetivas relações afetivas no sentido de ser mais duradouras porque como os animais os animais ele tinha suas relações sexuais quando a fêmea tinha o seu momento do seio passava um tempo tinha suas relações sexuais depois cada um para um lado e então o homem passou a buscar esse Relacionamento esse companheirismo esse esse possibilidade de felicidade e aí o Frade vai dizer que é nesse
momento em que nessa possibilidade que surge o amor mais surge os riscos do amor não sei quanto vocês eu tenho uma companheira que nós estamos há 25 anos juntos e nós temos os nossos os nossos percalços né as nossas as nossas situações de que é um risco é há Uma renúncia e quando não há uma renúncia há uma discussão E aí ele coloca então o amor como forma sublime também tem risco e também é perigoso né a melanickline vai trazer uma contribuição interessante a respeito disso O que é o que nos sustenta nesses momentos de
dificuldade quando nós temos um psiquismo maduro nós Integramos o objeto saindo da posição esquisito paranoide para a posição depressiva e a integração desse objeto implica em vê-lo para além desses fragmentos que os paranoides de ruim e bom algo em nós precisa se sustentar nesse momento ruim porque a gente sabe que a vida é como você colocou Paulo feita de momentos bons e de momentos ruins né mas se você lida com um companheiro uma companheira que Ou você próprio né é que tem algo algo psíquico mal construído não sei se essa é a melhor expressão mais
mal construído mas que não atingiu essa posição depressiva de integralidade do objeto nos momentos de crise você regride essa posição de ataca esse companheiro e leva aquele processo que a gente falou antes de introjeção do bom e projeção do ruim e separação do objeto né aquele processo que o bebê faz com a mãe quando ele não vê a mãe como um objeto Total Mas como um seio bom não sei o mal né o eu sei o mal e ama o seio bom mas eles são uma pessoa só então a maturidade no relacionamento tem a ver
com a evolução psíquica que a gente conseguiu atingir ultrapassando essa fase que isso paranoide mas primitiva para uma fase secundária que seria uma posição depressiva isso que você colocou me faz pensar quanto mais a gente utiliza o pronome possessivo nas relações humanas maior é A dor maior é a convivência com luto porque quanto mais eu defino meu filho minha esposa meu carro quando eu eu dou um peso nesse pronome possessivo a perda ela ela vai te levar a posições que você vai permitir essa agressividade aparente socialmente inclusive porque não vai ter controle eu acho que
aqui nesse trecho aqui que mais ou menos essas pessoas se tornam Independentes da que a essência do seu objeto deslocando que mais valorizam do ser amado para o amargo assim protege contra a perda do objeto voltando ao seu amor não para objetos isolados Mas para todos os homens e do mesmo moto e viram as riquezas e as decepções do amor genital aí enfim né falando da finalidade de medida é exatamente isso você cria um desapego né você cria Você desapego aquele objeto e você e você cria um apego a uma coisa que que não é
muito concreta né porque tipo assim ela ela pode ser fluida ela pode estar aqui ou ela pode estar ali assim é o que eu vejo ela pode estar então se não tem você Paulo entendeu mas ao mesmo tempo que eu digo assim ah mas só serve esse nome então nossos sonhos se não tivesse molho eu morro então o que que eu faço Eu evito Aquilo que eu disse no começo né Eu evito nomear os meus objetos né Eu amo eu quero eu preciso de quê Exatamente é uma coisa foi o que é o que eu
preciso é exatamente preencher aquilo ali e eu não sei lidar com aquela falta que você vai me fazer se você desaparecer então eu crio essa né aqui isso que ele disse né que você tira o foco num determinado Objeto e aí você transfere para todo mundo você se protege como diria como diriam os Tribalistas né Eu sou de ninguém eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também Exatamente é cada um na sua e toma todo mundo junto e Assim Segue então tem uma parte essa parte então quando ele quando ele fala de
e que que ele precisou retomar a família construção da família E o Fred vai chamar isso de amor Quando surge esse companheirismo e tal e com ele todos os riscos é a necessidade de ter um objeto mas não objeto que antes eu vinha só nesse momento do sexo e depois não eu preciso ter esse objeto sempre à disposição Porque se o objeto não estiver à disposição a gente a gente não não tem regulação a gente não tem a gente bom a gente pira né se o objeto não tiver disposição aí a Gente pira né É
aí ele tem uma parte que ele coloca assim olha quando o amor não não haver correspondência quando não tem essa correspondência do amor porque você tá construindo isso e esse é o risco de não haver a correspondência aí vem a angústia a dor da perda a Violência Gratuita o desejo de Posse e e ele volta naquele ponto que é a mas tem um amor incondicional que é o Religioso amar a todas as coisas e o próximo contente mesmo e que aquele Pai maravilhoso tá sempre com a gente e nunca e sempre vai nos perdoar mesmo
que recrimir exatamente isso essa observação ela vai e aí a gente a gente precisa tomar um cuidado também na hora de falar porque você vê os candidatos buscando votos nas igrejas e esse é um fator novo para gente Ele não é ele não é de antigamente quando se tem um estado laico e você tem uma bancada da Bíblia na bancada da Bíblia bancada do boi bancada da bala não é isso quando você tem a bancada da bíblia é um fator que já vem constituído ao longo do tempo eu fecho os olhos que isso está acontecendo
mas agora tá tá aparente então retomar de novo essa questão religiosa é de novo a retomada desse poder mas ao mesmo tempo Falando atual não pegando aqui o mal estar no tempo do Freud falando aqui hoje mais ao mesmo tempo este religioso ele vem com uma carga que que passar é assumir a completamente é um risco Olha o amor aí olha o risco aí por exemplo se você não corresponder aquilo você não vai ter o meu amor tenha aquele amor para que você consiga preencher aquele vazio aquela coisa só Te preencho se você me permitir
te saciar então quando esse aparato religioso determina conceitos como família não é não é o que tá sendo a bandeira que está sendo está sendo imposta só que na família não entra a poligamia como a Simone tinha dito lá no começo não entra poligamia na família não entra gênero na família não entra homossexualidade da família e você Mas vamos lá vou colocar uma situação mas o seu filho é homossexual entendeu mal estar aqui o livro levantando bola para gente mas o seu filho é homossexual Então você vai romper com seu filho então quer dizer aí
vem o seu revolta sexual medo de deixar os outros assumirem como é que eu vou deixar uma bandeira de homossexuais dentro de uma construção que eu encontrei a religião como uma fonte de Poder que me abriga aquilo que eu quero mas quando me afeta eu não aí eu corro né o seu filho entre aspas né o seu filho também também rouba também comete crimes Será que a lei se aplica igual ao filho do outro quando comete crimes quer dizer volta naquele ponto né quando a lei implica sobre mim eu quero anular mas quando é sobre
o meu direito de prevalecer sobre o outro eu quero quero que ela se faça valer Deixa eu pegar uma imagem agora assim para a gente ir para o nosso para o nosso encerramento aqui dessa parte imagina a galinha garnizé com os pintinhos ela abraça um pouquinho e ela põe os pintinhos ali ela baixa a cabeça olha para você e fala cocô e vai para cima vamos trazer essa imagem para construção de uma família aqui nós vamos defender essa constituição Familiar o desejo de se constituir família e por aliança e querer todo mundo junto os filhos
todo mundo junto então há uma espécie de dependência aqui na família que impede o indivíduo vamos trocar a palavra indivíduo trocar vamos manter a palavra indivíduo mas eu impeço o indivíduo de ser sujeito eu não quero que ele vá eu não quero que ele sai eu quero que ele permaneça porque por que que eu Quero que ele permaneça é a síndrome do ninho vazio né Gente eu não quero que eu não quero que ele vá porque se ele for se a família for desconstruída enquanto eu mantenho o filho aqui aí o Fred vai falar da
mulher né gente aí eu fiquei meio pé atrás ele fala da mulher né mulher é grande culpada de não deixar o filho ir né vocês mulheres aí que vão levantar essa bandeira eu tô com a bandeira de vocês porque ele a mulher é que segura isso e que impede o filho de Ir porque ela tem medo de perder esse objeto e é um objeto que tem adoração tanto por ela e que e que foi constituído na sua essência mas esse objeto que se chama filho tá olhando o pai e ele vai mas ela segura mas
ela segura e não que ela segura ela ela produz ela boicota né numa das interpretações ela impede ela boicota o Processo de civilização influenciando os filhos e disputando domínio sobre eles a gente vê muito isso né esse mal-estar falava a gente vê muita muita coisa disso mas se a gente coloca isso por exemplo no mundo de hoje na política no estado de política atual é Poxa pessoas colocam a mulher como uma referência de dona de casa esta mulher é melhor do que a outra Porque ela é mais bonita porque ela é mais porreta do que
a outra do que a outra entende então a minha família é melhor do que a sua isso repercute dentro das quatro paredes do Objetivo inibido da Fé do Objetivo inibido objetivo inibido é a fé isso repercute lá então quer dizer o discurso que a gente tá vendo hoje hoje a gente teve várias várias citações aqui No Instagram no Twitter de de Nas questões no discurso religioso católico dentro da sacristia indo para o público é o discurso de preservação da família e para preservar a família a gente precisa disso aqui né a gente viu hoje diversos
igrejas igrejas no Paraná igrejas em Jacareí igrejas em outros locais é colocando isso né então isso aqui não pode ser perdido a mulher tem esse papel de preservar o lar Não é preservado ocorre mal-estar existe uma fala no meio se eu não me engano mais pelo meio evangélico existe uma espécie de um ditado construído que diz que é algo mais ou menos assim que a mulher inteligente edifica o lar só que o ser inteligente significa o quê o ser castrado o ser que que permanece que não que não é um processo de construção o ser
inteligente tem algo a ver com ser obediente Então são nessas bases que estão construídos esses valores né o Gustavo e o pessoal que vocês não conseguem ver uma coisa do tipo por ser ressentida tô falando aqui nessa linguagem freudiana pelo amor de Deus por ser ressentida e não permitir o filho ir e segurar o filho e dominar essa questão do Lar ela tá disputando com o marido né é uma disputa porque ela não quer que o filho seja o outro porque ela não quer perder o outro Porque o marido dela já perdeu faz tempo o
marido já perdeu faz tempo aí vamos lá quer dizer que o controle dos netos dos nossos dos nossos impulsos né que nessa tradução aqui vai colocar eu tô lendo a tradução do da Companhia das letras que nessa tradução vai colocar os instintos né o controle dos instintos sexuais dos impulsos sexuais oferece outras formas de satisfação quer Dizer se eu me controlar eu encontro satisfação na fé ou encontro uma satisfação na comunidade que me é igual na comunidade que não é igual que me fala a mesma que fala a mesma língua eu encontro satisfação aí quer
dizer é eu encontro na própria Cultura a satisfação mas que cultura é essa o Fred Pergunta a cultura deste deste Cercado e não há como anular essa energia sexual é porque nós temos os tabus Os tabus diversos e os tabus de certa forma veja se você se vocês concordam comigo os tabus eles regulam a sociedade Ah isso acabou vou falar uma coisa aqui que parece que a gente vai rir né falar de sexo é tabu falar de sexo para psicanalista a gente fala de sensualidade de sexualidade mas o Tabu regula a sociedade se a gente
busca lá no totem Tabu é a questão do Incesto primeiro né a como é que é a primeira a primeira que Determina primeiro a gente vai matar o cara porque a gente quer ter aquilo que ele tem e vamos criar as normas né os filhos que vão matar o pai e vão criar as normas e depois eles sofrem com todas essas normas que estão sendo criadas e esse tabu regulador ele é aí a gente volta lá no comecinho que o Gustavo começou ele é desde a criança porque desde criança nós vamos fazer a castração Sabe
aquele Tio chato que Chega na festa da criança de 7 anos Cadê o peruzinho é peruzinho Sabe aquela já viram isso né é perereca já começa um processo de castração ela não tem peru já começa um processo de castração quer dizer o Tabu está regulando a norma social não daquela família mas da sociedade a castração da sexualidade ela é justamente feita Por medo desta sociedade ter uma revolta lá na frente uma revolta sexual o queimar os sutiãs o queimar o sutiãs o ato de queimar o sutiã e de gritar pela Liberdade causou uma revolução na
família tão grande que essa comunidade se fechou e esta comunidade que se fechou no momento que queimou-se o sutiã é a sociedade que tá aqui agora votando que não quer a bandeira colorida que não Quer é um conservadorismo Ultra conservador porque todo mundo aqui a gente sendo psicanalista não tem um pouco de conservador o que nós fomos castrados a gente consegue dar uma não deixa não deixa sair mas tá inerente na gente esse conservadorismo fala assim Simone eu quero colocar aqui uma denguinho que eu ainda escrevi sobre isso aqui eu sou mãe de duas crianças
pequenas Então eu fico pensando assim o que que Eu vou dar de melhor o que que eu vou dar de melhor e a gente acaba esquecendo de dar o que que a gente teve que quer suprir tanto porque hoje eu tenho eu tenho condições de dar uma vida melhor do que minha mãe teve para mim então eu quero suprir tanto isso tanto isso que eu esqueço que a falta é boa Simone o que você o que você o que você colocou é o que a gente é o que a gente tem falado em reuniões de
pais A mais ou menos 25 anos atrás esse grupo de pessoas que hoje tem mais de 25 anos 25 anos há 25 anos atrás essas pessoas sofreram determinadas coisas e passar por determinadas coisas políticas e tantas outras que decidiram Aí talvez uma decisão coletiva inconsciente sabe consciente sim decidiram sanar a vida dos seus rebentos Para que eles não passem o problema que nós passamos eu não tive um carrinho mas o meu filho vai ter todas as marcas de carrinhos possíveis que eu consigo dar para ele e eu não dei a ele a possibilidade aquilo que
a bíblia estava dizendo de sentir falta isso que você falou Exatamente isso se eu não ver a toda hora porque quando eu vejo eu tô assim e é isso mesmo é eu né Eu tô me realizando neles nelas né Se eu não se eu se eu não falo por exemplo é hoje vou pegar um exemplo atual agora hoje um pai entrou em contato comigo eu sou diretor de escola tá só para entrar em contato comigo dizendo que a filha vai faltar na sexta-feira porque eles vão fazer uma viagem e tem uma prova na sexta-feira e
que a gente teria que resolver eu escrevi para ele deixa a Júlia Vim conversar comigo eu vou resolver com ela Passou algumas horas ele visualizou passou algum tempinho ele falou muito obrigado professor pode deixar que a Júlia vai falar com ele ele falou com a Júlia pelo WhatsApp ela estava em aula a Júlia devolveu para ele daqui a pouco a Júlia estava na minha porta Professor meu pai mandou vir aqui falar com você aí eu disse não não depois a gente conversa conversei com ela só no final do dia aí você vai dizer você deixou
ela Amargurando tudo isso mas se ela não é se ela se ela não sentir falta e se ele não sentir falta a gente não constrói lá na frente cidadão crítico cidadão que que levanta e que vai fazer essa coisa da Autonomia a gente não constrói deixa eu contar um caso aqui que aconteceu na escola das minhas filhas aqui em São Paulo tem o tops né que é um memorial para fazer viva época da ditadura que aconteceu a época da ditadura minha filha tem nove anos de idade a mais Velha e a escola e oferecesse passeio
eu falei Caraca Que legal né uma criança já vai pegar a turma de 9 anos de idade o passeio não aconteceu passeio não aconteceu porque é assim mesmo é assim mesmo eu acho que esse aqui tem um pouco a ver com essa parte aqui que ele fala né da Já percebemos que um dos principais fósforos da civilização é reunir as pessoas em grandes unidades ou seja daí mas a família não abandona o indivíduo Quanto mais estreitamente os membros de uma família se acham mutuamente ligados o mais frequência tendem a se apartarem dos outros mais difícil
fizeram ingressar no círculo Mais amplo da cidade ou seja o que que eles fazem né Você quer isso a gente pode falar da estrutura familiar e ampliar isso né ou seja as pessoas se fecham ali Elas o mundo exterior não não interessa por isso nós não precisamos participar por isso que essa dificuldade em ouvir o Outro né porque hoje nós somos eu faço aqui minha meia culpa tem muito assim essa parte da política assim eu tenho que me conter muito porque é muito difícil você ouvir os argumentos das outras pessoas e assim porque você realmente
e você quer se fechar sua tendência se fechar naquela panela que pensa igual a você que fica igual a você porque aquilo te dá conforto aquilo te dá segurança e eu quero achar que o que está lá fora não existe ou se existe me Ofende você existe me ameaça então assim por isso que a família se fecha eu não quero porque se ela for visitar ali se ela for conhecer uma favelamento do foco aquela maldade vai entrar dentro da família sabe aquela coisa agressiva vai entrar na minha família Então a gente tem que se fechar
e não permitir que nada entra ali a gente tem essa ilusão de que a gente se fechando entendeu e ao contrário né É Exatamente o contrário eu acho que vem muito essa aí essa nossa dificuldade em ouvir né e aceitar as opiniões que são divergentes as pessoas não quero te ouvir você não pensa igual a mim também não quero falar com você o trabalho que isso dá né o trabalho psíquico que isso cobra é muito alto entretanto eu tive oportunidade de conversar com algumas pessoas que optaram por se recolher na bolha na bolha de quem
pensa Igual Mas se a gente parar para pensar é uma escolha narcísica muito perigosa porque o mundo é feito de diferenças e na medida em que a gente se afasta dessas parcelas do mundo que não atendem as nossas necessidades narcisistas né que a gente tem que ouvir a gente tem que entender tempo às vezes ouvir alguns absurdos e gastar energia psíquica nesse processo né de dialogar de ouvir às vezes de tolerar o intolerável Mas se a gente não segue esse caminho árduo e Custoso a gente entra no risco de se fechar numa bolha narcisista muito
perigosa e aí nós voltamos naquela questão dos das vias do sofrimento né corpo mundo externo relacionamento com as pessoas o fraude vai falar que uma das possibilidades é o isolamento completo ele fala até da felicidade na Quietude né que é algo assim de você abandonar o mundo se abandonar o mundo e Parar de se relacionar com as pessoas mas até que ponto isso também te sustenta no mundo né lembra do que ele falou do literato lá no início não podemos pular para fora desse mundo desse mundo aí ele continua existindo que a gente queira vê-lo
ou não ele continua exercendo o seu efeito sobre nós querendo ouvir essas coisas ou não ouvir essas coisas e pessoas né então cobra o mundo de hoje nos cobra um preço Psíquico alto para convivermos o Gustavo duas duas grandes não citando as feridas narcísicas que o Freud que o Freud fala mas trazendo isso para perto de nós quando a gente se fecha nessa bolha narcísica a ferida narcísica vai ser muito muito dolorosa sem a gente perceber essa é uma uma dor uma outra é quando a gente também se propõe a Quietude A gente tem a
sensação que estamos quietos é como o Heráclito afirma que há um Devir dentro de nós aqui dentro vai estar em movimento e esse movimento é o movimento de sofrimento essa Quietude então a felicidade talvez estaria na Quietude por quê Porque eu não vou me manifestar ao externo para não criar conflitos mas dentro tá sendo destruído tem uma imagem bem legal da gente tornar Isso bastante didático que é uma imagem do Call popper o poper se você digitar no Google Imagens ele tem e digitar paradoxo da tolerância então ele cita sobre como é que a gente
lida na sociedade com o intolerante como é que eu lido com um cara que é intolerante o Popper propõe se eu permitir que o intolerante cresça se o tolerante permite o intolerante O intolerante cresce e destrói o intolerante e destrói o tolerante né parece é um paradoxo Então como que isso vai como é que a gente sai desse paradoxo Então o povo é propõe leis propõe regulamentação propõe uma série Coisas fala do processo de violência mas o processo de violência você se tornou intolerante mas a gente pratica um processo de violência interna essa violência interna
Que você falou é aquilo que o Freud falou no início do texto quando ele disse que tem muito do mundo externo dentro de nós e quando a gente rompe com o mundo externo a gente rompe com uma parte de nós também a gente se fragmenta quando a gente se fragmenta do mundo então a parcela dentro de nós que também se perde nesse processo então é uma medida paliativa nós somos feitos a partir da nos constituimos a partir da palavra do Outro então assim porque nós não somos nós no princípio nós não eram nada e fomos
sendo construídos a partir do Olhar do da palavra né do outro e aí e aí o que que acontece se você se aparta do outro entendeu na realidade você não consegue se afastar você pode se afastar fisicamente mas porque o outro existe dentro de você eu gosto de constitui né então assim que você falou né o sofrimento fica e você na realidade você tem um apartamento que é físico mas na Realidade você não consegue sapataria porque não sai constituída a partir daquelas né e eu acho muito interessante também essa essa tem características de alienação esse
apartamento é uma forma de alienação gente só para pegar o último frasezinha aqui para encerrar e que pode ter uma uma conotação diferente que é o Freud coloca a Europa Como um padrão social Claro ele tá falando ele tá falando da Europa ele está nesse centro na década de 30 29 30 então ele tá vendo essa crise dos Estados Unidos e é fruto da primeira guerra mundial fruto da Ascensão do fascismo na Itália e fruto do quebra da Bolsa de Nova York isso chegando na Europa com uma força imensa bom Pega essas coisas e soma
as coisas De colocar os judeus na berlinda que já vem desde muito tempo né Desde quando for de interpretação dos sonhos e muito antes isso sempre aconteceu E então quer dizer que Freud tá olhando para o lado da Fome que ele passou na primeira guerra e de um processo que tá acontecendo agora nos Estados Unidos e chegando na Europa ele tá falando desse mal estar e a Europa tem esse padrão social étonormativo padronizado monogâmico casamento tudo como ordem Domesticar para o progresso então quando ele cita a palavra Progresso aqui Vale duas duas posições uma crítica
E outra ele tá apenas relatando que está acontecendo naquele momento a crítica por conta de uma questão assim puramente positivista né Ordem e Progresso apenas para isso eu acho que ele eu não sei se até que ponto Gustavo o que que você acha de militar sendo positivista nesse sentido ou se simplesmente Ele tá dizendo o progresso No sentido desse processo de evolução apenas mas e que ele coloque a Europa nesse nesse ponto e com toda essa carga histórica ele senta para escrever o mal estar e daqui a pouco ele tem que sair né Daqui a
pouco ele tem que ir embora porque em 34 o livro o livro da companhia das Letras ele vai de 30 a 36 um 34 a gente já tem em 35 a gente já tem as leis de Nuremberg ele tem que sair imediatamente então é um texto que ele tá colocando que ele tá dizendo assim em outras palavras palavras minhas de tudo que nós tivemos vai ficar um pouco Pior se a gente não fizer alguma coisa agora desculpa encerrar com esse climão tinha como encerrar se a gente encerrasse com motivos de festa aqui Acho que a
gente não leu o mesmo texto né exatamente mas ele tá falando você tá falando Paulo de uma tradição de pessoas que nunca tiveram um território né Elas nunca tiveram um lugar essas migrações começaram do império austro-húngaro né com a família dos freudindo da região da boêmia para Viena E mais uma vez a Perseguição dos judeus daí o interesse de freuding colocar o Jung como sendo o presidente da associação psicanalítica internacional por ele não seja judeu né Porque o antissemitismo já perseguiu os judeus a mais de 15 20 Anos Antes desse texto e a gente tá
num período entre guerras né que você colocou muito bem A Ascensão do fascismo na Itália e nove anos depois desse texto a deflagração da segunda Guerra Mundial Então os efeitos devastadores da Primeira Guerra ainda estavam sobre a Europa e já as portas da Segunda grande Guerra então é com esse olhar um pouco pessimista né que Freud vai traçar as Possibilidades da civilização se organizar daí então um texto interessante também do Freud que é um bom complemento a esse texto que são as cartas correspondência com Albert Einstein né porque a guerra que o Freud vai retomar
essa questão da pulsão de morte desse desígnio pela destruição né o fascínio humano pela destruição E aí ele vai estabelecer esse diálogo com Einstein tentando Delinear os motivos pelos quais as pessoas que destroem mas isso muito sobre a ótica desse pessimismo pós-guerra né E como você citou muito bem o texto foi escrito no final de 1929 o ano em que a bolsa de valores de Nova York teve a Grande Depressão né ela aconteceu assim quase como se Freud tivesse meio que previsto que algo tava para acontecer né então é um momento crítico no momento crítico
da Europa e acho que Ele faz o recorte desse momento muito difícil no texto por isso assume esse tom assim então pessimista de uma certa forma cético em relação aos futuros da civilização gente Paulo alguma outra consideração e Eu que agradeço profundamente poder falar que conversar com vocês foi foi Fantástico fantástico o texto ele deixa a gente que mal estar como eu tinha colocado a filha que você deixa a gente conversar você vai ver se Você já leram tudo ele a parte 4 a parte deixa a gente a parte 5 deixa a gente assim meio
desiludido com um momento atual mas é preciso oferecer na clínica uma escuta acima de tudo isso e esse movimento do psicanalista do psicólogo talvez individualmente é meio doloroso e quando a gente coloca no grupo acho que fica mais leve Né é isso nossa [Música] Eu adorei viu foi muito bom Realmente é um texto que me instigou muito eu li né todo todos os capítulos vou reler para a próxima aula e eu achei uma coisa muito interessante que eu conversando com meu terapeuta eu tô fazendo uma terapia agora com abordagem diferente e eu conversando com ele
sobre o assunto ele falou assim Lívia depois que eu li o Mal estar na civilização nunca mais encarei muito da mesma forma sabe ele falou isso e eu fiquei antes de eu ler e aí realmente quando eu li eu fui meu deusinho assim uma engrenagem sabia uma coisa que nos que não choca porque foi escrita tanto tempo né com as crianças e ainda é muito atual né cada vez mais atual isso é isso que é impressionante né a cada vez mais atual acho que se fosse escrever hoje mudaria muito pouca Coisa né porque interessante parece
com espaço no tempo é isso gente adorei muito obrigado gente eu agradeço a todos vocês pela participação acho que o objetivo é estabelecer essa rede de diálogo né eu tinha dito ao Paulo um pouquinho antes da gente começar que a ideia a gente plantar aqui algumas sementes para que essa reflexão possa germinar a gente tá no ponto de partida do nosso grupo então acho que é Uma provocação inicial para a gente começar a construir reflexões que vão nos ajudar a pensar essas configurações clínicas atuais né são caracterizadas por problemáticas que são atravessadas por esses conflitos
que a gente tá discutindo aqui então Agradeço a todos vocês agradeço especial ao Paulo que aceitou o convite de debater esse texto com vocês comigo até para a gente ter essa participação do Paulo como uma interlocução importante Também dentro do grupo e isso torna o grupo mais dinâmico né a gente poder alternar as falas e as reflexões Então traz outros olhares traz outros saberes outro outras vivências e a gente poder circular essa fala um pouco melhor essa ideia do grupo né então agradeço especial ao Paulo por ter aceitado o convite Muito obrigado esse convite de
falar e vocês também sempre que você se sentiria à vontade Fiquem sempre assim Portas abertas para vocês também se posicionarem quando você sentir o desejo de falar né sintam-se livres para para a gente poder estabelecer esse interlocução então a gente encerra hoje por aqui foi um pouco além do que o previsto né mas acho que foi importante para a gente dar esse ponto de partida a gente se situasse regular também na nossa reflexão né e no próximo encontro é daqui 15 dias vai ocorrer no dia primeiro de Novembro sem Ser na próxima terça na outra
nós vamos dar seguimento com as sessões 5 6 7 e 8 Então a gente finaliza a discussão do mal-estar e depois nós partimos para as próximas leituras do cronograma então muito obrigado e até o próximo encontro uma ótima noite para você muito obrigado gente Obrigada boa noite tchau