tá na hora da entrevista do dia com a Denise Campos de Toledo É e vamos falar do pacote de medidas do governo eu converso com Márcio Holland que é professor de economia da FGV Márcio boa noite boa noite Denise Boa noite a todos bom vamos falar não da repercussão que nós já conferimos foi péssima do mercado financeiro o dólar bateu nos R 6 Mas a questão mesmo do dos possíveis resultados das medidas anunciadas o mercado considerou o o pacote mais tímido do que se imaginava por tudo que que o Haddad Simone inpt vinham F falando
reuniões com com ministros de várias áreas aí mas eles estimam uma economia de 71,9 bilhões entre 2025 e 2026 podendo passar dos R 300 bilhões deais até 2030 dá para acreditar nesses cálculos ah primeiro a questão importante é eh mesmo que essa situação aconteça de de obter essa economia eh ainda assim será muito abaixo do necessário para o que o país precisa é importante as pessoas entenderem por essa reação tão negativa a medidas de corte de gastos e anunciado pelo governo a a ideia Central Denise é que primeira questão importante o Brasil tem uma situação
fiscal muito preocupante né os só para ter uma ideia o resultado nominal da ou seja o déficit nominal do Brasil que é o déficit primário Mais o pagamento de juro de dívida tá próximo de 10% negativo do PIB tá a gente tá falando alguma coisa em torno de 1 trilhão de reais de Déficit nominal tá a dívida pública brasileira medido pelo Banco Central do Brasil tá indo para 80% do PIB tá E ela é de curtíssimo prazo e muito mal indexada indexada em juros pós fixados né ou seja o Brasil tá numa situação muito vulnerável
em termos fiscais daí a necessidade de fazer uma um corte de gastos some-se a isso tá a pressão inflacionária que o país vive né a inflação este ano eh já tá prevista estourar o teto da Meta o ano que vem já está brigando eh indo pro rumo do teto da Meta eh a gente já esqueceu o centro da Meta como meta tá E nem se considera mais os 3% nem se considera mais os 3% e no acabolso fiscal nem se considera mais o centro da Meta primário de resultado primário como meta já se utiliza o
piso eh desses eh mínimo né ou seja déficits primários e de 0,25 0,28 0,25% do PIB eh indo a 0% do PIB de Déficit primário eh como a meta ou seja o pior dos Mundos virou a meta no caso brasileiro é na semana passada o governo até anunciou o novo bloqueio de despesas da de 6 bilhões veio até acima do esperado mas com isso ele ainda prevê um D aí D primário de 28,7 bilhões é quase o limite da tolerância mesmo da Meta né Exatamente é o limite da tolerância da parte de baixo mas o
próprio ministro da da Fazenda quando anunciou novo acabolso fiscal fiscal eh ele anunciou dizendo estamos propondo metas de resultado primário superiores ao esperado pelo mercado tá aquelas expectativas semanais focos do Banco Central tá e de fato as metas propostas eram superiores só que agora eles estão operando no piso né Eh dessas metas Por que que isso é importante falar tá porque por mais otimista que alguém venha a ficar com relação à obtenção desta economia ela está muito aqué do necessário para estabilizar a dívida pra gente reverter a situação eh do quadro fiscal brasileiro e do
prêmio de risco o Brasil está muito vulnerável Este é o problema muito sério neste momento é não adianta sequer considerar o cumprimento da Meta dentro dessa margem de tolerância porque é meta de saldo primário que não considera a dívida é a dívida crescendo que é o termômetro dessa vulnerabilidade ou do risco de da calote é isso exatamente chegar insolvência ex exatamente e só para ter uma ideia eu eu diria que hoje a gente precisaria de um resultado primário positivo superior a 2% do PIB e a gente tá entregando 0,25 negativo pelo menos 2 2,5% do
PIB em qualquer situação de tombo do PIB a economia brasileira tá crescendo muito bem 3% ao ano é sempre essa esse mistério para muitos né como o Brasil tá crescendo bem os economistas estão reclamando do quê né e o mercado Tá reclamando do quê não é crescimento sustentável não é sustentável tá grande parte deste crescimento econômico veio da PEC de transição da injeção de recursos públicos da expansão de gastos públicos da piora dos gastos exora dos gastos da piora dos gastos e essa piora dos gastos tende a se reduzir Ou seja a economia tende a
buscar algum equilíbrio algum momento a economia vai obviamente desaquecer vai desacelerar o adicional disso tudo é que o banco central TR olhando para isso e tá dizendo esta política gera pressão inflacionária eu vou ter que subir a taxa de juros mais do que o necessário para conter a pressão de demanda e com isso obviamente os encargos financeiros da dívida aumenta a dívida aumenta no tempo ou seja situação fiscal piora a brasileira ou seja o corte de gastos proposto pelo governo pode levar uma uma situação muito curiosa da piora da resultado fiscal porque foi muito qué
do necessário É e tem dois pontos a ser considerado primeiro o custo do juros sobre a dívida pública e aí tem a curva de juros e tem o aumento da celic que isso já piora a situação e se houver desaceleração da economia ter menos geração de impostos então piora o lado da receita também exatamente a receita tá indo muito bem e tá salvando o governo tá a a a a arrecadação eh da União já chegou a 9% em termos reais de crescimento tá recorde atrás outro tá na faixa de 7,5 88% de crescimento e eh
digamos na na no rastro desse crescimento de receita está acontecendo o crescimento de gastos que já chegou a ser 8,5 99% em termos reais Denise é muito crescimento de gasto e o que que daria para fazer Márcio uma condição essa que pacote que teria que sair porque eles falavam em mexer por exemplo limitar o aumento das despesas com saúde e educação também eh tem essa questão do salário mínimo que mesmo ele T Esse aumento real de 2,5% vai continuar pesando muito na Previdência dos gastos que mais tem aumentado o que que dava para fazer é
dá para fazer tem muito que fazer de anúncios de efeito de curto prazo e de efeito de Médio prazo e o mercado e as instituições em geral que olham um prêmio de risco país traz esses resultados do Futuro A valor presente eu diria né olha e fala Olha lá na frente a dívida vai começar a cair isso é interessante já precifica para hoje e não está acontecendo isso grande parte por exemplo pro ano que vem o governo prevê uma economia de 30 bilhões aproximadamente 11 bilhões para 12 bilhões vem de emenda constitucional bom uma proposta
de emenda constitucional no Congresso entra de um jeito mas como sai então tem uma incerteza sobre 11 a 12 bilhões de 30 bilhões tá e o governo G gasta um cartucho Grande para fazer uma alteração extremamente minimalista na no abono salarial né ah o abono salarial já gasta 30 bilhões por ano no Brasil e ele se propõe a reduzir né e o benefício para aqueles que ganham até dois salários mínimos no ano anterior até em algum momento lá na frente até 1,5 salário mínimo de forma lenta e gradual tá lenta e gradual esse abono já
não é mais política pública ele foi política pública quando não havia o bolsa família toda essa rede de proteção social que foi constituída nos anos 2000 o bolsa família reajuste de salário mínimo temos reais tudo isso ele perdeu o sentido completamente tinha que ser completamente redesenhado ou descontinuado quem não se mexeu por exemplo no seguro desemprego que eu também Di não se mexa no seguro desemprego que tá gastando 50 bilhões aproximadamente por ano tá em pleno pleno emprego sem querer fazer trocao a economia com taxa de de de desemprego extremamente baixa e gastando esse tanto
de dinheiro tá lembrando que a emenda a proposta de emenda constitucional deixou uma herança muito perversa pro país os gastos com bolsa família um programa muito bem desenhado muito elogiado internacionalmente era na ordem de 40 a 50 bilhões tá indo para R 170 bilhões deais tá todo deformado com uma série de fraudes né ah o o programa BPC também todo deformado o programa BPC passou a incorporar pessoas com deficiência em um volume acelerado de pessoas com defici inclusive com ações na justiça agora Márcio Antes de nós fecharmos você vê risco de o Brasil entrar numa
trajetória de crise de fato juntando inflação elevada juros altos desaceleração da economia e desequilíbrio fiscal se a dosagem da taxa de juros for suficiente para desacelerar a economia saindo dos atuais 3% aproximadamente para 1,5 por a dívida vai crescer de forma mais veloz tá e certamente isso vai comprometer muito o país resta saber se o governo vai conseguir conduzir e eh digamos eh essa situação digamos caminhando na Beira do Abismo Até 2026 que a sensação que eu tenho é essa é que se trata de um pacote de medidas a o próprio acabolso fiscal eu acho
que aqui eu já falei sobre isso ele foi construído para ser uma medida transitória o acabolso fiscal não é uma regra fiscal consistente no tempo porque não entrega manutenção do nível de dívida pública e esse pacote tá nessa mesma linha é como se fosse um conjunto de medidas fiscais para levar com muita sorte a economia até 2026 Inclusive a isenção maior de Imposto de Renda vai valer exatamente 26 que é ano de eleições exatamente exat e esse é o recado que passou pro mercado que essa esse compromisso com o social com popularidade E aí o
fiscal fica em segundo a sensação que eu tenho não sou Analista de política se me permite alongar é que a antecipação das eleições já está acontecendo de forma muito acelerada no Brasil 2026 já começou é isso ouvimos o Márcio Holland que é professor de economia da FGV e já esteve no governo já foi secretário de política econômica Márcio muito obrigada uma boa noite com vocês