a aula que você vai ver a seguir é parte de um curso da casa do Saber mais plataforma Educacional com mais de mil horas de conteúdos desenvolvidos pelos melhores professores do país quer conhecer então clique no link que está abaixo do título desse vídeo assim agora e tem acesso a outras aulas desse curso e também é um mundo de conhecimento então eu diria que parte da sua proposta além de imaginar esses mundos possíveis baseados na nossa realidade social que convenhamos né ela tem uma certa razão em imaginar mundos bastante complicados então parte da sua proposta
é promover esse exercício que como eu falei anteriormente tem algo de Profético né Tem algo de visão do futuro e um certo Alerta sobre o que que a gente está fazendo com a nossa vida com a nossa realidade Mas além disso propor tipos de resistência propor modos de resistência como a gente poderia então dar a volta ou de alguma forma imaginar já que a gente estava falando de imaginação como é que a gente poderia imaginar Outros Mundos ou como a gente poderia imaginar uma forma de resistência a essas forças políticas e sociais no nosso mundo
e que nos levariam então para esses futuros abomináveis e terríveis Oi pessoal meu nome é Júlia Miara Eu Sou professora e pesquisadora eu estudo história da filosofia antiga mitologia narrativas sagradas e Estudos de gênero e hoje eu quero falar um pouquinho com vocês sobre a obra da escritora e pensadora Margarete atude a Margareth ela ficou famosa nos nossos tempos eu diria principalmente pela sua obra chamada o conto da aia que foi virou série de televisão foi dramatizada e teve um impacto muito grande na cultura e me parece que quando a gente se debruça sobre o
pensamento da Apple a gente pode observar que ela tem uma produção literária uma produção de pensamento que protagoniza figuras femininas né protagoniza mulheres na literatura e ao mesmo tempo esse papel é um papel bastante em comum bastante em comum porque a Apple foi considerada por muitos críticos literários uma escritora quase Profética no sentido de que ela produz uma literatura que antecipa questões que são questões presentes no nosso mundo hoje ainda que as suas obras sejam frequentemente associadas a elementos de distopia mundos Apocalípticos ou pós-apocalípticos governos tiranos e autoritários controle dos corpos práticas de vigilância e
punição ainda que tudo isso esteja em jogo é muito complicado a gente falar a gente pensar na obra da época como uma obra distópica como uma obra que diz respeito a um futuro completamente afastado Essa realidade material a uma realidade muito diferenciada do que aquilo que a gente vive hoje né e é por isso que a Apple em muitos sentidos é considerada uma profeta né ela tem uma visão do Ofício literário é o Ofício literário dela permite que ela transmita para nós uma visão sobre o futuro e esse futuro não é um futuro revelado por
uma divindade não é um futuro revelado por uma habilidade um acesso privilegiado a uma dimensão do Real mas esse futuro é o futuro que já está presente ela vê não só o futuro mas ela vê o presente com a sensibilidade da escritora e ao olhar para esse presente para as nossas questões para as questões da nossa contemporaneidade dos nossos governos do que nos diz respeito ao olhar para esse presente ela consegue então ver como esse mundo se desenvolve esse nosso mundo levado as suas últimas consequências onde né os nossos caminhos hoje nos levariam Qual o
mundo que nós estamos construindo para nós se a gente chama esse mundo de distopia esse mundo de autoritário esse mundo apocalíptico esse mundo incrível ambiental se isso tudo nos parece uma distopia um problema uma realidade totalmente diferenciada a gente precisa Então olhar para as nossas decisões hoje o pensamento da atitude não é apenas uma produção literária não que isso seja pouco mas é uma produção política e um pensamento filosófico e se o mundo quieto cria é um mundo que nos incomoda esse mundo precisa ser repensado as nossas decisões hoje precisam ser pensadas A autora diz
em determinado momento o seguinte as pessoas acham né abrindo aspas Aqui as pessoas acham que eu tenho uma imaginação terrível Ah eu tenho uma imaginação maligna então quando de certa forma limitam a obra da margaretetudo como uma ficção Apocalíptica ou pós-apocalíptica uma criação de um mundo terrível uma consequência absurda desse mundo que a gente está vivendo quando confrontam ela com esse tipo de percepção a respeito da sua obra Ela disse o seguinte eu não tenho uma imaginação terrível as pessoas me dizem que eu tenho uma imaginação maligna maléfica e eu não tenho eu escrevo sobre
coisas que aconteceram em algum momento em algum lugar ou estão acontecendo e isso serve para gente pensar a força política do pensamento dela Isso serve para gente de alguma forma reconhecer na criação do seu mundo na criação dos seus muitos mundos a nossa realidade e talvez percebendo a nossa realidade a gente consiga então agir agir enquanto comunidade agir enquanto sociedade para transformar nada mais nada menos do que os caminhos naturais da civilização que nós estamos construindo então o conto da aia por exemplo uma obra tão famosa também uma obra muito importante dela que a gente
vai falar um pouquinho daqui a pouco ou vulgo Grace ou de sete penelopeda tantas tantas obras maravilhosas a gente vai ter que selecionar um pouco aqui o que que a gente vai fazer sobre o que a gente vai falar mas são obras que protagonizam personagens femininas essas mulheres frequentemente compõem uma espécie de res istência a um mundo que é princípio nos parece apocalíptico mas não é nada mais nada menos do que as consequências naturais das escolhas que nós estamos fazendo hoje da sociedade que nós estamos construindo hoje então a éto diz que ela não faz
ficção científica ela não escreve distopia ela não fala sobre mundos Apocalípticos o que ela faz é uma ficção especulativa social uma ficção especulativa social está profundamente enraizada na nossa realidade social na realidade do nosso planeta na maneira como a gente lida com o outro os estrangeiros os corpos os corpos das mulheres os corpos dos animais enfim o corpo da terra é o meio ambiente todas essas questões dizem respeito a nossa realidade social hoje e se a gente levar essas questões as suas consequências naturais naturais a gente chega então a uma produção literária que é uma
ficção especulativa social diz respeito à nossa vida então continuando né essa reflexão acerca do pensamento dela do que que ela nos traz eu queria trazer mais algumas informações né se a Margarida ela vai tratar dentro das obras que eu selecionei para a gente conversar aqui hoje ela vai tratar sobre o governo chirânicos autoritários reprodução dos corpos é crise ambiental engenharia farmacêutica Engenharia Genética loucura histeria Gama enorme de temas se ela vai tratar sobre tudo isso também é importante a gente perceber que ela se utiliza se apropria se apoia muito no material dos mitos da mitologia
a própria é tudo fala que ela cresceu em tinha inspirar onde alguma forma a sua imaginação simbólica nas florestas do Canadá e muito muito entusiasmada muito alimentada muito nutrida pelos contos dos Irmãos Grimm e de alguma forma ela usou esse magético esse simbolismo essas narrativas dos contos de fadas e da mitologia para criar a sua ficção especulativa social os temas dos mitos das imagens dos símbolos são temas que atravessam a política atravessam a sociedade e ela consegue usar isso muito bem então a gente tem uma uma série de livros por exemplo eu vou tratar um
pouquinho do primeiro deles que se chama Onix e Create Mas é uma trilogia o ano do dilúvio e mede Adão mede Adão a gente pode produzir algo como Adão louco ou Adão enlouquecido então ela vai de alguma forma recorrer a narrativa bíblica para fazer crítica da sociedade Em outro momento a gente tem um protagonista que o apelido dele é homem das neves então ela vai para o Imaginário folclórico para os contos de fadas no próprio conto da aia que eu diria que a sua obra mais célebre ela vai trabalhar muito de novo com a perspectiva
da narrativa bíblica e do problema que é a junção de um governo autoritário com uma uma proposta de sociedade teocrática então ela muitos sentidos diferentes bebe das fontes dos mitos dos símbolos e das narrativas sagradas e explora a ideia de como o nosso não só o nosso psiquismo mas como a nossa organização social se fundamenta nesses espaços que são espaços imaginários e como é possível ou não a gente criar tipos de imaginação diferentes uma pergunta que a gente deve se colocar é a seguinte né a gente poderia colocar essa pergunta para a própria atitude Por
que que a gente só consegue nesse momento digamos assim da nossa cultura da nossa sociedade Por que que a gente só consegue criar ficção que seja Apocalíptica Porque que a nossa imaginação só consegue imaginar o futuro terrível para essa realidade que a gente está vivenciando e como essa produção de realidade muitas vezes se apropria do elemento conservador do elemento religioso de uma certa tradição para justificar decisões políticas para justificar políticas sociais então ela vai tratar muito dessa desse casamento infeliz entre religião e estado né de maneira bastante crítica então eu diria que parte da sua
proposta além de imaginar esses mundos possíveis na nossa realidade social que convenhamos ela tem uma certa razão em imaginar mundos bastante complicados então parte da sua proposta é promover esse exercício que como eu falei anteriormente tem algo de Profético né Tem algo de visão do futuro e um certo Alerta sobre o que que a gente está fazendo com a nossa vida com a nossa realidade Mas além disso propor tipos de resistência propor modos de resistência como a gente poderia então dar a volta ou de alguma forma imaginar já que a gente tava falando de imaginação
como é que a gente poderia imaginar Outros Mundos ou como a gente poderia imaginar uma forma de resistência a essas forças políticas e sociais que estão servindo no nosso mundo e que nos levariam então para esses futuros abomináveis e terríveis então não só ela apresenta o caminho pela frente mas ela também de alguma forma pensa maneiras de Resistir e quando ela coloca quando ela pensa quando ela propõe maneiras de resistir a esses mundos ela escolhe figuras femininas elas colhe mulheres mulheres como a Grace mulheres como de um mulheres como a mãe né A mãe é
uma figura sem nome mas a gente vai falar dela mas adiante a mãe ou a própria Penélope recorrendo aí a tradição grega Então ela escolhe essas mulheres para de alguma forma personificarem a voz da Resistência e produzirem uma outra narrativa sobre esse mundo e uma forma de criar uma outra realidade possível imaginar um outro mundo possível e através da Imaginação através do exercício literário a gente pode talvez conceber outros modos de vida se é tudo é não apenas uma escritora mas também uma pensadora também uma filósofa ou uma filósofa política como eu gosto de pensar
o seu pensamento incide sobre a produção de mundos possíveis sobre a produção de outros modos de vida e se a filosofia é um modo de vida não apenas uma prática intelectual a obra da Margarete é tudo é revolucionária ficou com vontade de ver o curso completo as próximas aulas estão disponíveis na casa do Saber mais para você assistir onde quando e como quiser clique no link que está na descrição e no primeiro comentário desse vídeo e assim agora mesmo para ter acesso ilimitado a esse e outros cursos do catálogo