Tudo que rodeia a gente foi criado pela classe trabalhadora, absolutamente tudo. Só que, como que a classe que cria toda essa riqueza permanece na miséria? O Marx passou a vida inteira dele tentando entender isso, e um dos conceitos que ele aplica para entender essa dinâmica é o conceito da alienação.
Ele utiliza esse conceito de alienação para descrever a separação entre o trabalhador e o mundo que ele mesmo cria. Pensa no seu trabalho. Agora, pensa se, na sua cabeça, você trabalha para produzir alguma coisa ou se você trabalha para ganhar salário ou para ganhar dinheiro.
No capitalismo, a gente tem a impressão de que o objetivo final do trabalho humano é ganhar salário. A força de trabalho humana não é vista como algo capaz de criar alguma coisa; ela é vista como algo a ser vendido. A própria capacidade de trabalhar parece algo que não nos pertence.
Essa capacidade, no lugar de ser vista como um dom, é vista como uma maldição. A sua capacidade de trabalhar é o que faz você trabalhar que nem um condenado para conseguir sobreviver. Os elementos que nos tornam humanos, como a capacidade de criar algo, parecem controlados por uma força externa.
Nós somos alienados do produto do nosso trabalho, da nossa força de trabalho, de nós mesmos. E o que permite a manutenção dessa alienação é a propriedade privada dos meios de produção.